Maurício Gieseler

Maurício Gieseler

Advogado em Brasília (DF), este blog é focado nas questões que envolvem o Exame Nacional da OAB, divulgando informações e matérias atualizadas, além de editoriais, artigos de opinião e manifestações que dizem respeito ao tema. Colocamos, também, a disposição de nossos visitantes provas, gabaritos, dicas, análises críticas, sugestões e orientações para quem pretende enfrentar o certame. Tudo sobre o Exame de Ordem você encontra aqui.

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- Categoria: Cursos do Portal

No dia 08 de novembro teremos o Super UTI Porto Alegre!

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E vem aí mais uma edição do Super UTI, e desta vez iremos para a capital dos gaúchos: Porto Alegre!

O Super UTI tem a mesma matriz do Projeto UTI 60 Horas, ou seja: dicas e dicas para a OAB, mas sem ter a mesma extensão.

É um curso de dicas, MUITO INTENSIVO, e dura apenas um dia. É um modelo voltado também para dicas de relevância, rápido em sua duração (9 horas) que também assume o papel de empolgar o examinando na reta final.

Um carga rápida de dicas e de estímulos faltando uma semana para a prova.

Compensa muito porque o valor das dicas sempre é significativo. Sempre várias questões na prova podem ser respondidas pelos candidatos por lembrarem exatamente de algumas dicas certeiras passadas no Super UTI. Como o curso tem um valor bem acessível – R$ 59,74 – é uma pedida quase que obrigatória para quem vai fazer a prova.

Quem quer acompanhar pela internet também pode fazê-lo – Super UTI Online

E quem mora em Porto Alegre pode fazer o curso presencial – Super UTI Presencial

- Categoria: Resultados

OAB publica hoje o resultado final do XIV Exame de Ordem!

Termina hoje o XIV Exame de Ordem!

Como será que a banca pautou as correções? Com indulgência ou de forma fria? Isso é determinante para sabermos se teremos um bom número de recursos providos.

Não sei qual será o horário de divulgação, mas nas últimas edições sempre foi às 18h. No resultado preliminar a banca adiantou a divulgação mas muito provavelmente o fez em razão do vazamento prévio dos espelhos dos candidatos na véspera. Como isso não se repetiu, é improvável (mas não impossível) a antecipação da divulgação do resultado.

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Como eu disse, não podemos descartar a possibilidade do resultado ser antecipado. Mas, em princípio, só no final da tarde.

De toda forma ficaremos ligados o dia inteiro e assim que a lista for publicada avisaremos aqui no blog e nas redes sociais

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Prontos? Agora vai!

- Categoria: Artigo

Doutor Advogado e Doutor Médico: até quando?

Brun

Segue um texto bem interessante sobre o uso do termo “Doutor” entre os médicos e nós, os operadores do Direito, escrito pela jornalista Eliana Brum para a Revista Época:

Doutor Advogado e Doutor Médico: até quando?

Sei muito bem que a língua, como coisa viva que é, só muda quando mudam as pessoas, as relações entre elas e a forma como lidam com o mundo. Poucas expressões humanas são tão avessas a imposições por decreto como a língua. Tão indomável que até mesmo nós, mais vezes do que gostaríamos, acabamos deixando escapar palavras que faríamos de tudo para recolher no segundo seguinte. E talvez mais vezes ainda pretendêssemos usar determinado sujeito, verbo, substantivo ou adjetivo e usamos outro bem diferente, que revela muito mais de nossas intenções e sentimentos do que desejaríamos. Afinal, a psicanálise foi construída com os tijolos de nossos atos falhos. Exerço, porém, um pequeno ato quixotesco no meu uso pessoal da língua: esforço-me para jamais usar a palavra “doutor” antes do nome de um médico ou de um advogado.

Travo minha pequena batalha com a consciência de que a língua nada tem de inocente. Se usamos as palavras para embates profundos no campo das ideias, é também na própria escolha delas, no corpo das palavras em si, que se expressam relações de poder, de abuso e de submissão. Cada vocábulo de um idioma carrega uma teia de sentidos que vai se alterando ao longo da História, alterando-se no próprio fazer-se do homem na História. E, no meu modo de ver o mundo, “doutor” é uma praga persistente que fala muito sobre o Brasil. Como toda palavra, algumas mais do que outras, “doutor” desvela muito do que somos – e é preciso estranhá-lo para conseguirmos escutar o que diz.

Assim, minha recusa ao “doutor” é um ato político. Um ato de resistência cotidiana, exercido de forma solitária na esperança de que um dia os bons dicionários digam algo assim, ao final das várias acepções do verbete “doutor”: “arcaísmo: no passado, era usado pelos mais pobres para tratar os mais ricos e também para marcar a superioridade de médicos e advogados, mas, com a queda da desigualdade socioeconômica e a ampliação dos direitos do cidadão, essa acepção caiu em desuso”.
Em minhas aspirações, o sentido da palavra perderia sua força não por proibição, o que seria nada além de um ato tão inútil como arbitrário, na qual às vezes resvalam alguns legisladores, mas porque o Brasil mudou. A língua, obviamente, só muda quando muda a complexa realidade que ela expressa. Só muda quando mudamos nós.

Historicamente, o “doutor” se entranhou na sociedade brasileira como uma forma de tratar os superiores na hierarquia socioeconômica – e também como expressão de racismo. Ou como a forma de os mais pobres tratarem os mais ricos, de os que não puderam estudar tratarem os que puderam, dos que nunca tiveram privilégios tratarem aqueles que sempre os tiveram. O “doutor” não se estabeleceu na língua portuguesa como uma palavra inocente, mas como um fosso, ao expressar no idioma uma diferença vivida na concretude do cotidiano que deveria ter nos envergonhado desde sempre.

Lembro-me de, em 1999, entrevistar Adail José da Silva, um carregador de malas do Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, para a coluna semanal de reportagem que eu mantinha aos sábados no jornal Zero Hora, intitulada “A Vida Que Ninguém Vê”. Um trecho de nosso diálogo foi este:

- E como os fregueses o chamam?
- Os doutor me chamam assim, ó: “Ô, negão!” Eu acho até que é carinhoso.
- O senhor chama eles de doutor?
- Pra mim todo mundo é doutor. Pisou no aeroporto é doutor. É ó, doutor, como vai, doutor, é pra já, doutor….
- É esse o segredo do serviço?
- Tem que ter humildade. Não adianta ser arrogante. Porque, se eu fosse um cara importante, não ia tá carregando a mala dos outros, né? Sou pé de chinelo. Então, tenho que me botar no meu lugar.

A forma como Adail via o mundo e o seu lugar no mundo – a partir da forma como os outros viam tanto ele quanto seu lugar no mundo – contam-nos séculos de História do Brasil. Penso, porém, que temos avançado nas últimas décadas – e especialmente nessa última. O “doutor” usado pelo porteiro para tratar o condômino, pela empregada doméstica para tratar o patrão, pelo engraxate para tratar o cliente, pelo negro para tratar o branco não desapareceu – mas pelo menos está arrefecendo.

Se alguém, especialmente nas grandes cidades, chamar hoje o outro de “doutor”, é legítimo desconfiar de que o interlocutor está brincando ou ironizando, porque parte das pessoas já tem noção da camada de ridículo que a forma de tratamento adquiriu ao longo dos anos. Essa mudança, é importante assinalar, reflete também a mudança de um país no qual o presidente mais popular da história recente é chamado pelo nome/apelido. Essa contribuição – mais sutil, mais subjetiva, mais simbólica – que se dá explicitamente pelo nome, contida na eleição de Lula, ainda merece um olhar mais atento, independentemente das críticas que se possa fazer ao ex-presidente e seu legado.

Se o “doutor” genérico, usado para tratar os mais ricos, está perdendo seu prazo de validade, o “doutor” que anuncia médicos e advogados parece se manter tão vigoroso e atual quanto sempre. Por quê? Com tantas mudanças na sociedade brasileira, refletidas também no cinema e na literatura, não era de se esperar um declínio também deste doutor?

Ao pesquisar o uso do “doutor” para escrever esta coluna, deparei-me com artigos de advogados defendendo que, pelo menos com relação à sua própria categoria, o uso do “doutor” seguia legítimo e referendado na lei e na tradição. O principal argumento apresentado para defender essa tese estaria num alvará régio no qual D. Maria, de Portugal, mais conhecida como “a louca”, teria outorgado o título de “doutor” aos advogados. Mais tarde, em 1827, o título de “doutor” teria sido assegurado aos bacharéis de Direito por um decreto de Dom Pedro I, ao criar os primeiros cursos de Ciências Jurídicas e Sociais no Brasil. Como o decreto imperial jamais teria sido revogado, ser “doutor” seria parte do “direito” dos advogados. E o título teria sido “naturalmente” estendido para os médicos em décadas posteriores.

Há, porém, controvérsias. Em consulta à própria fonte, o artigo 9 do decreto de D. Pedro I diz o seguinte: “Os que frequentarem os cinco anos de qualquer dos Cursos, com aprovação, conseguirão o grau de Bacharéis formados. Haverá também o grau de Doutor, que será conferido àqueles que se habilitarem com os requisitos que se especificarem nos Estatutos, que devem formar-se, e só os que o obtiverem, poderão ser escolhidos para Lentes”. Tomei a liberdade de atualizar a ortografia, mas o texto original pode ser conferido aqui. “Lente” seria o equivalente hoje à livre-docente.

Mesmo que Dom Pedro I tivesse concedido a bacharéis de Direito o título de “doutor”, o que me causa espanto é o mesmo que, para alguns membros do Direito, garantiria a legitimidade do título: como é que um decreto do Império sobreviveria não só à própria queda do próprio, mas também a tudo o que veio depois?

O fato é que o título de “doutor”, com ou sem decreto imperial, permanece em vigor na vida do país. Existe não por decreto, mas enraizado na vida vivida, o que torna tudo mais sério. A resposta para a atualidade do “doutor” pode estar na evidência de que, se a sociedade brasileira mudou bastante, também mudou pouco. A resposta pode ser encontrada na enorme desigualdade que persiste até hoje. E na forma como essas relações desiguais moldam a vida cotidiana.

É no dia a dia das delegacias de polícia, dos corredores do Fórum, dos pequenos julgamentos que o “doutor” se impõe com todo o seu poder sobre o cidadão “comum”. Como repórter, assisti à humilhação e ao desamparo tanto das vítimas quanto dos suspeitos mais pobres à mercê desses doutores, no qual o título era uma expressão importante da desigualdade no acesso à lei. No início, ficava estarrecida com o tratamento usado por delegados, advogados, promotores e juízes, falando de si e entre si como “doutor fulano” e “doutor beltrano”. Será que não percebem o quanto se tornam patéticos ao fazer isso?, pensava. Aos poucos, percebi a minha ingenuidade. O “doutor”, nesses espaços, tinha uma função fundamental: a de garantir o reconhecimento entre os pares e assegurar a submissão daqueles que precisavam da Justiça e rapidamente compreendiam que a Justiça ali era encarnada e, mais do que isso, era pessoal, no amplo sentido do termo.

No caso dos médicos, a atualidade e a persistência do título de “doutor” precisam ser compreendidas no contexto de uma sociedade patologizada, na qual as pessoas se definem em grande parte por seu diagnóstico ou por suas patologias. Hoje, são os médicos que dizem o que cada um de nós é: depressivo, hiperativo, bipolar, obeso, anoréxico, bulímico, cardíaco, impotente, etc. Do mesmo modo, numa época histórica em que juventude e potência se tornaram valores – e é o corpo que expressa ambas – faz todo sentido que o poder médico seja enorme. É o médico, como manipulador das drogas legais e das intervenções cirúrgicas, que supostamente pode ampliar tanto potência quanto juventude. E, de novo supostamente, deter o controle sobre a longevidade e a morte. A ponto de alguns profissionais terem começado a defender que a velhice é uma “doença” que poderá ser eliminada com o avanço tecnológico.

O “doutor” médico e o “doutor” advogado, juiz, promotor, delegado têm cada um suas causas e particularidades na história das mentalidades e dos costumes. Em comum, o doutor médico e o doutor advogado, juiz, promotor, delegado têm algo significativo: a autoridade sobre os corpos. Um pela lei, o outro pela medicina, eles normatizam a vida de todos os outros. Não apenas como representantes de um poder que pertence à instituição e não a eles, mas que a transcende para encarnar na própria pessoa que usa o título.

Se olharmos a partir das relações de mercado e de consumo, a medicina e o direito são os únicos espaços em que o cliente, ao entrar pela porta do escritório ou do consultório, em geral já está automaticamente numa posição de submissão. Em ambos os casos, o cliente não tem razão, nem sabe o que é melhor para ele. Seja como vítima de uma violação da lei ou como autor de uma violação da lei, o cliente é sujeito passivo diante do advogado, promotor, juiz, delegado. E, como “paciente” diante do médico, como abordei na coluna anterior, deixa de ser pessoa para tornar-se objeto de intervenção.

Num país no qual o acesso à Justiça e o acesso à Saúde são deficientes, como o Brasil, é previsível que tanto o título de “doutor” permaneça atual e vigoroso quanto o que ele representa também como viés de classe. Apesar dos avanços e da própria Constituição, tanto o acesso à Justiça quanto o acesso à Saúde permanecem, na prática, como privilégios dos mais ricos. As fragilidades do SUS, de um lado, e o número insuficiente de defensores públicos de outro são expressões dessa desigualdade. Quando o direito de acesso tanto a um quanto a outro não é assegurado, a situação de desamparo se estabelece, assim como a subordinação do cidadão àquele que pode garantir – ou retirar – tanto um quanto outro no cotidiano. Sem contar que a cidadania ainda é um conceito mais teórico do que concreto na vida brasileira.

Infelizmente, a maioria dos “doutores” médicos e dos “doutores” advogados, juízes, promotores, delegados etc estimulam e até exigem o título no dia a dia. E talvez o exemplo público mais contundente seja o do juiz de Niterói (RJ) que, em 2004, entrou na Justiça para exigir que os empregados do condomínio onde vivia o chamassem de “doutor”. Como consta nos autos, diante da sua exigência, o zelador retrucava: “Fala sério….” Não conheço em profundidade os fatos que motivaram as desavenças no condomínio – mas é muito significativo que, como solução, o juiz tenha buscado a Justiça para exigir um tratamento que começava a lhe faltar no território da vida cotidiana.

É importante reconhecer que há uma pequena parcela de médicos e advogados, juízes, promotores, delegados etc que tem se esforçado para eliminar essa distorção. Estes tratam de avisar logo que devem ser chamados pelo nome. Ou por senhor ou senhora, caso o interlocutor prefira a formalidade – ou o contexto a exija. Sabem que essa mudança tem grande força simbólica na luta por um país mais igualitário e pela ampliação da cidadania e dos direitos. A estes, meu respeito.

Resta ainda o “doutor” como título acadêmico, conquistado por aqueles que fizeram doutorado nas mais diversas áreas. No Brasil, em geral isso significa, entre o mestrado e o doutorado, cerca de seis anos de estudo além da graduação. Para se doutorar, é preciso escrever uma tese e defendê-la diante de uma banca. Neste caso, o título é – ou deveria ser – resultado de muito estudo e da produção de conhecimento em sua área de atuação. É também requisito para uma carreira acadêmica bem sucedida – e, em muitas universidades, uma exigência para se candidatar ao cargo de professor.

Em geral, o título só é citado nas comunicações por escrito no âmbito acadêmico e nos órgãos de financiamento de pesquisas, no currículo e na publicação de artigos em revistas científicas e/ou especializadas. Em geral, nenhum destes doutores é assim chamado na vida cotidiana, seja na sala de aula ou na padaria. E, pelo menos os que eu conheço, caso o fossem, oscilariam entre o completo constrangimento e um riso descontrolado. Não são estes, com certeza, os doutores que alimentam também na expressão simbólica a abissal desigualdade da sociedade brasileira.

Estou bem longe de esgotar o assunto aqui nesta coluna. Faço apenas uma provocação para que, pelo menos, comecemos a estranhar o que parece soar tão natural, eterno e imutável – mas é resultado do processo histórico e de nossa atuação nele. Estranhar é o verbo que precede o gesto de mudança. Infelizmente, suspeito de que “doutor fulano” e “doutor beltrano” terão ainda uma longa vida entre nós. Quando partirem desta para o nunca mais, será demasiado tarde. Porque já é demasiado tarde – sempre foi.

Fonte: Revista Época

- Categoria: Cursos do Portal

Confiram os cursos CERTOS visando a MELHOR preparação para a prova do XV Exame de Ordem

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Como vocês já sabem, o edital do XV Exame de Ordem e a contagem regressiva para a prova do dia 16 de novembro teve início.

Edital do XV Exame de Ordem

Link de inscrição

Como implementar uma preparação de qualidade daqui até o dia da prova?

Existe uma série de elementos que conduzem a uma preparação de qualidade, mas considero 4 essenciais: tempo, concentração, qualidade do material de estudo e metodologia.

Destes o tempo é o mais precioso neste momento, pois ele é o elemento mais excesso dentro desta tríade.

Concentração e metodologia dependem do candidato e dependem da força de vontade e da percepção das próprias capacidades. Podem ser trabalhados para se tornarem mais poderosos ao longo do tempo.

Quanto ao material de estudo, sugiro, evidentemente, os cursos do maior curso online do Brasil: O CERS/Portal Exame de Ordem.

Cursos específicos em conformidade com o momento e as necessidades específicas dos examinandos. Confiram:

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O curso de isoladas é para quem tem dificuldades em alguma disciplina em específico e tem o interesse em reforçar a preparação nelas.

A vantagem do curso de disciplinas isoladas é que o aluno pode optar apenas por uma ou mais matérias específicas, focando seus estudos de forma a reforçar o que já sabe ou visando debelar deficiências no conhecimento em pontos determinados.

É também uma opção interessante para quem não pode pagar por um curso completo.

Confiram as disciplinas disponíveis clicando no link abaixo:

Disciplinas Isoladas para o XV Exame de Ordem

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O UTI 60 Horas serve tanto para os candidatos que já estão estudando e querem uma abordagem tópica, voltada para os temas mais quentes cobrados pela FGV ou para os candidatos que estão iniciando os estudos neste momento e querem aumentar as chances de sucesso com as dicas oferecidas pelos professores.

São dois estágios diferentes de preparação, mas o objetivo acaba sendo praticamente o mesmo: otimizar o desempenho!

Projeto UTI atende bem esses dois perfis!

Seu objetivo é oferecer aproximadamente 62 horas de revisão através de DICAS fornecidas pelos maiores professores especialistas em Exame de Ordem no Brasil, abrangendo todas as disciplinas cobradas na prova objetiva. É um curso INTENSIVO de dicas e tem feito a diferença para muitos candidatos na hora da verdade!!!

As dicas dadas durante o Projeto UTI 60 horas efetivamente fazem a diferença para os candidatos!

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E vem aí mais uma edição do Super UTI, e desta vez iremos para a capital dos gaúchos: Porto Alegre!

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E quem mora em Porto Alegre pode fazer o curso presencial – Super UTI Presencial

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Resolver questões talvez seja a sistemática mais efetiva para evocar um conhecimento previamente assimilado e fixá-lo, através da experiência prática, com mais intensidade na memória.

O objetivo do curso é revisar através da resolução de questões o conteúdo para o XV Unificado abordando o material da banca FGV (do Exame de Ordem e de concursos também!) proporcionando ao aluno a revisão de pontos relevantes do conteúdo programático e a familiarização com as provas da Fundação.

Cliquem no link a seguir para mais detalhes sobre o curso - CURSO DE RESOLUÇÃO DE QUESTÕES.

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Este curso é ministrado por MESTRES na preparação para o Exame de Ordem: Renato Saraiva, Geovane Moraes, Cristiano Sobral, Aryana Manfredini, Matheus Carvalho, Flávia Bahia, Ana Cristina, André Mota, Francisco Penante, Sabrina Dourado, Paulo Machado, Frederico Amado, Cristiane Dupret, Bernardo Montalvão e Alexandre Bezerra.

A carga horária do curso é de 103 encontros, com 2 horas cada encontro, totalizando, aproximadamente, 206 horas/aulas. é o nosso curso completo: abrangente quanto ao conteúdo da prova.

Cliquem no link e inscrevam-se no Curso Preparatório Completo para o XV Exame de Ordem.

O Exame de Ordem acontece aqui, no Portal Exame de Ordem!

- Categoria: Resultados

Na próxima 2ª feira teremos o resultado final do XIV Exame de Ordem!

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Na próxima 2ª feira teremos o último suspiro do XIV Exame de Ordem: a divulgação do resultado dos recursos da 2ª fase.

Todo mundo em busca da última chance de aprovação nesta edição.

Agora é hora de controlar a ansiedade neste final de semana e torcer para que os nobres membros da banca tenham sido JUSTOS nas correções.

A partir deste momento os candidatos saberão se vão ou não para a repescagem em termos estritamente formais. Ainda há margem para se buscar a Ouvidoria da OAB, mas as respostas sempre demoram alguns meses e não é possível esperar pelo resultado de braços cruzados.

Sim, alguns candidatos conseguem sucesso com a ouvidoria, mas, em regra, são poucos. Ou ao menos poucos efetivamente noticiam um resultado positivo, pois inexiste qualquer controle estatístico neste caso, pois a divulgação dos resultados é sempre feita de forma particular, sem nenhum estardalhaço.

Logo, a partir da 2ª, a repescagem estará ou não consolidada. Eu espero que não! Espero pelo sucesso do recurso de vocês, mas, se isto não ocorrer, o jeito será olhar novamente para a frente e continuar a luta.

No dia 20 então iremos juntos, mais uma vez, acompanhar a divulgação do resultado!

- Categoria: Advocacia

Procurando por micronichos no mercado da advocacia

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O JOTA publicou hoje uma matéria bem interessante sobre a existência de micronichos no mercado da advocacia, convergindo com o que eu rotineiramente escrevo por aqui: há espaço no mercado de trabalho, desde que vocês queiram enxergar fora da caixa.

Fui aprovado na OAB: como dou início a minha carreira agora? (Parte 1)

É simplesmente tentar enxergar o que os demais sequer tentam, empreender e descobrir seu espaço no mercado de trabalho.

Leiam a matéria:

O Brasil é uma selva com cerca de 800 mil advogados e 1,5 milhão de bacharéis em Direito. São ao menos 20 mil escritórios, 10% dos quais de grande e médio portes. No topo da cadeia alimentar, disputa-se o mercado com ferramentas corporativas à altura das maiores empresas do país. A base da pirâmide compete mesmo no corpo a corpo. Ali, com muito trabalho e honorários reduzidos, oferecer um diferencial para crescer mais rápido é tarefa dificíllima. Por isso, vale prestar atenção nessa boa nova: o mercado está absorvendo bem bancas pequenas que atuam de forma hipersegmentada. Advogados ultraespecialistas sempre circularam em grandes escritórios, mas agora há muitas oportunidades para quem topa se aventurar sozinho em filões emergentes como energias renováveis ou conflitos entre alunos e universidades.

Quando o Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu a união entre pessoas do mesmo sexo, em 2011, os advogados de família já incluíam no seu repertório o direito homoafetivo. Thales Coimbra foi além e, há cerca de um ano, montou um escritório para tratar apenas de questões de Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgêneros (LGBT). As demandas são diversas: pessoas discriminadas por sua orientação sexual, clientes com questões relativas a uniões, casamentos e heranças e também travestis e transexuais que buscam alterações no registro civil.

“Acredito que até haja concorrência nesse segmento, mas ela é silenciosa”, diz Coimbra, seis anos de carreira. “São advogados anônimos, que não militam pela causa LGBT. Eles não batem a mão no peito e não vivem em função disso, como é o meu caso”. O advogado atende dois a três clientes por semana. “A obtenção de mudança de sexo sem cirurgia já na primeira instância é nossa maior conquista. Sem legislação específica, ficamos nas mãos do juíz ou juíza.” O retorno ainda é modesto, mas o escritório tem clientela fixa.

O caso de Amanda Regina Fernandes também é interessante. Quando saiu da faculdade, em 2012, ela sabia que construiria um caminho próprio para se diferenciar. Aos 23 anos, montou um escritório de Direito Penal Médico. “Escolhi a área por recomendação do meu tio, que é médico. Houve aumento da notificação de casos de erros médicos, especialmente na obstetrícia e em hospitais públicos”, conta a advogada.

A falta de experiência não foi empecilho, apesar de não ter encontrado uma doutrina que lhe servisse de guia. “O procedimento criminal nesses casos é um pouco mais difícil, pois a defesa começa já em desvantagem para explicar a medicina “, diz Amanda. Hoje, com dois anos no mercado, já fez duas especializações: em Penal e Direito de Saúde. A clientela é basicamente formada por profissionais de saúde que se tornaram alvos de processos administrativos em conselhos de classe ou de suspeitas de homicídio e lesão corporal. Os honorários são sempre acima da tabela da Ordem dos Advogados (OAB).

Amanda e Coimbra mostram como não é necessário estar há anos na advocacia para trabalhar com causas muito específicas. Consultora de marketing jurídico, Priscila Spadinger afasta também o mito da formação. “Não tem de ser teórico demais, você tem de entregar o resultado. É claro que ter mestrado e doutorado é bom, mas não é fundamental. O importante é você participar de congressos, fazer networking e se aproximar do público com quem você quer trabalhar”, diz ela. Para ser considerado um advogado especializado, segundo ela, o profissional deve batalhar para ter ao menos vinte ações ou consultorias por ano no ramo escolhido.

Para os micronichos, o conhecimento indispensável nem sempre é jurídico. Priscila lembra de uma banca que, para trabalhar exclusivamente com a carteira de clientes de máquinas automotoras em contencioso de massa, resolveu passar por uma escola técnica e ter aulas de mecânica. “Faz a diferença, por exemplo, entender o produto do cliente. Se você acha especializado atuar com o agronegócio, imagine um advogado que só trate de contratos de transporte de soja”. Hoje, os negócios rurais já têm escala suficiente para sustentar a criação de novos escritórios em fronteiras agrícolas de estados como Tocantins e Maranhão, por exemplo, onde há pouca oferta de profissionais especializados.

Alguns escritório novos, como os de direito dos concursos públicos, demandam unicamente uma boa dose do que já se aprendeu na faculdade, mas com uma comunicação direta para o grupo de interesse. Roberto Rodrigues advoga em Santa Catarina para garantir a vaga de candidatos vetados por cotas de gênero, limite de idade, exigência de altura, peso ou reprovação na investigação social e exame psicotécnico. “Resolvo tudo com base na jurisprudência e nos fundamentos do Direito Administrativo”, resume. Hoje, já é possível encontrar advogados que atuem em concursos públicos de forma ainda mais precisa, por exemplo, apenas para agentes de Segurança Pública. Editais para ingresso nas carreiras policiais, por exemplo, dão margem para reclamações por discriminação de pessoas barradas por serem portadores de hepatites crônicas ou vírus HIV e até mesmo por problemas na arcada dentária.

Depois de vinte anos no contencioso empresarial, Marcelo Diegues começou a trabalhar com assistência judicial para pacientes com câncer quando sua mulher adoeceu e o plano negou cobertura a alguns exames indispensáveis. Com uma tutela antecipada obtida pelo marido, ela concluiu o tratamento e hoje está curada. “A documentação em um caso de câncer é praticamente a mesma das demais demandas médicas, mas o tratamento é que tem de ser rápido para evitar metástases”, diz Diegues. A crescente judicialização da saúde criou um mercado que ainda está em expansão. Diegues tem hoje um rendimento mais alto do que tinha no escritório e a recompensa, diz ele, é dupla: “Agora, meu trabalho também ajuda a salvar vidas.”

Fonte: Jota

E como se procura por um nicho ou um micronicho?

Fiquem ligados no blog que em breve vou tratar disto!

- Categoria: Advocacia

“Eu te quebro de porrada, rapaz!”, ou, como lutar pelos direitos do cliente em uma audiência tensa!

Está circulando um vídeo pela internet mostrando uma tensa audiência no Fórum de Sâo Luís, Maranhão.

Logo no início dá para ouvir o magistrado, ao fundo, bradar: ”Eu te quebro de porrada, rapaz!”

Evidentemente, o clima nessa audiência não foi dos melhores.

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Cliquem no link abaixo e vejam o vídeo:

Confusão no Fórum de São Luís

O vídeo não mostra o início dos problema, por isso não dá para concluir, de plano, quem é o responsável pelo embate, mas ele é bastante interessante, pois mostra a postura dos advogados diante de um suposto abuso de autoridade por parte do magistrado.

E os jovens advogados devem sempre ter em mente que um dia uma situação de tensão poderá ser vivenciada na prática.

Aqui dois detalhes interessantes:

1 – os advogados não se intimidaram. Foram firmes em suas convicções e fizeram frente ao magistrado (não sei se com razão ou não). Isso é extremamente importante, pois se trata da luta real pelos diretos do cliente, em tese ameaçados pela conduta do magistrado. Eles foram combativos;

2 – um dos advogados filma toda a cena, exatamente para utilizá-la como prova, no futuro, não só da atuação do magistrado como também do próprio comportamento.

O vídeo é pedagógico. Não que as audiências devam ser assim – não devem – pois a urbanidade e a cortesia devem sempre vir antes, mas as variáveis sempre mudam, dependendo das partes, do magistrado, da causa e dos advogados.

Isso ressalta a importância de sempre estar preparado para qualquer eventualidade, pois o perecimento do Direito (preclusão) é sempre tangível e nem sempre será possível fazer prova de eventuais abusos.