Maurício Gieseler

Maurício Gieseler

Advogado em Brasília (DF), este blog é focado nas questões que envolvem o Exame Nacional da OAB, divulgando informações e matérias atualizadas, além de editoriais, artigos de opinião e manifestações que dizem respeito ao tema. Colocamos, também, a disposição de nossos visitantes provas, gabaritos, dicas, análises críticas, sugestões e orientações para quem pretende enfrentar o certame. Tudo sobre o Exame de Ordem você encontra aqui.

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- Categoria: Promoções

Promoção “Curta, Comente e Siga” o Instagram do CERS! Até 40% de desconto nos cursos do Portal e do CERS!

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Um mágico chegou ao @Cers trazendo DESCONTOS PARA TODOS OS CURSOS!

Para isto, o mágico precisará do maior número possível de pessoas reunidas no Instagram do CERS – @Cers - para os níveis de desconto serem ativados!

Vamos juntos nesta convocação?

Nós teremos até às 23h59 deste domingo (26) para juntar o máximo seguidores no @Cers. Os descontos serão progressivos dependendo da quantidade de novos seguidores:

60 mil seguidores = 10% de desconto
80 mil seguidores = 20% de desconto
100 mil seguidores = 30% de desconto
150 mil seguidores = 40% de desconto

A mágica será ativada na segunda-feira (27) às 00:00. Então não percam tempo e marquem os seus amigos!

Vejam os cursos de 1ª fase do Portal que estão nesta promoção:

Por que fazer o curso de Resolução de Questões do Portal Exame de Ordem

Curso completo para a 1ª fase do XVII Exame de Ordem!

Estão também os cursos de 2ª fase:

Curso Preparatório para a 2ª fase de Direito do Trabalho

Curso Preparatório para a 2ª fase de Direito Penal

Curso Preparatório para a 2ª fase de Direito Administrativo

Curso Preparatório para a 2ª fase de Direito Constitucional

Curso Preparatório para a 2ª fase de Direito Civil

Curso Preparatório para a 2ª fase de Direito Empresarial

Curso Preparatório para a 2ª fase de Direito Tributário

Entrem também no site do CERS para verem outros cursos!

www.cers.com.br

A promoção não é válida para a Pós-Graduação e Livros Digitais.

Participem!!

- Categoria: Como se preparar para a prova

87 dias para o XVII Exame de Ordem: está passando da hora de iniciar os estudos!

Faltam exatos 87 dias para a prova objetiva do XVII Exame de Ordem, que será no dia 19 de julho.

Ou seja, faltam 2 meses e 3 semanas para a data delimitada. É um prazo razoável para iniciar os estudos, mas já não é um momento ideal.

Confiram o calendário:

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E por que não?

Tempo é o elemento-chave dentro do processo de preparação, e quanto antes os estudos forem iniciados, maiores as chances de aprovação, pois o candidato pode esgotar todo o conteúdo programático, resolver muitas questões e fazer, de forma adequada, suas revisões com fito de fixar na memória o conteúdo.

Faltando apenas 2 meses e 3 semanas a dificuldade em se estabelecer esse processo, em especial com o propósito de esgotar o conteúdo, fica mais difícil.

Novo Cronograma de Estudos para a 1ª fase do XVII Exame de Ordem

Um atraso de mais 2 semanas, aproximadamente, já começa a inviabilizar o estudo de todo o conteúdo. A partir daí o candidato terá de priorizar algumas disciplinas em detrimento de outras, reduzindo em parte a margem de chances de ser aprovado.

Não existe nenhuma razão de ordem prática ou funcional que impeça os examinandos de iniciarem os estudos a partir de agora. E, em regra, quem demora a estabelecer o início dos estudos, crendo que “ainda terá tempo”, pode estar sendo vítima da PROCRASTINAÇÃO.

Quais são os principais fatores que levam à procrastinação?

falta de tempo, impulsividade (deixamos algo de lado para fazer outra atividade), falta de energia, medos, autossabotagem e preguiça. Além disso, o ato de adiar pode estar relacionado à busca pela perfeição, já que pessoas com essa característica tendem a preferir tarefas desafiadoras e evitam as mais simples.”

Aconselho muito a leitura: Vencendo a procrastinação nos estudos

É de extrema importância NÃO ACHAR que depois vai dar tempo de estudar tudo! Não dá! Postergar o início dos estudos é uma grande armadilha!

Neste momento, a grande pergunta para quem quer começar a estudar é: por onde começar?

Vamos ao 1º passoComo é o perfil hoje do Exame de Ordem

Observem o gráfico abaixo. Ele faz parte de um recente estudo publicado pela FGV sobre as estatísticas do Exame de Ordem entre o I e o recente XIII Exames.

Atentem ao percentual médio final de aprovação dessas edições, circulado em vermelho:

Sem título

Na média, portanto, apenas 17,5% dos candidato são aprovados. É uma estatística nada animadora, infelizmente, mas é a verdade nua e crua dos números da prova.

Isso sem falar no que foi a última prova objetiva:

Sua reprovação na prova do domingo não é resultado do acaso: ela foi friamente planejada!

A (única) razão pela qual a OAB tem de anular questões da última prova objetiva

Neste momento sempre vem a pergunta: a próxima 1ª fase vai ser fácil, aprovando muitos candidatos, ou vai ser difícil, derrubando geral os examinandos?

Quem pode saber?

A perspectiva, no fundo, tem de ser vista de forma global. Às vezes uma prova da 1ª fase aprova muitos candidatos, como a prova do XV Exame; noutras, aprova quase ninguém, como ocorreu no IX Exame.

Isso sem considerar o aumento do grau de dificuldade da prova em si, seguindo o aumento do preparo dos candidatos, tal como tratei ontem aqui no Blog: Exclusivo: e se eu dissesse que a 1ª fase do XVI Exame de Ordem não foi a pior de todos os tempos?

Essas variações no grau de aprovação do Exame, entre recordes de aprovação e reprovação confundem o candidato e não permitem que se estabeleçam balizas de preparo. Ou a prova da 1ª fase vem razoável ou ela vem botando pra quebrar!

E, ao fim, para manter sempre o percentual final, estabelece-se uma espécie de “equilíbrio” com aprova da 2ª fase, que também vem mais ou menos difícil de acordo com o contexto estabelecido na 1ª prova.

Moral da história:

1) a hora de passar é AGORA! Quanto mais o candidato demora, mais mudanças na prova podem ocorrer, tal como o advento, para 2016, do novo CPC ou a perspectiva do aumento de disciplinas no Exame ou mesmo o puro e simples aumento do grau de dificuldade da prova.

Por que fazer o curso de Resolução de Questões do Portal Exame de Ordem

Curso completo para a 1ª fase do XVII Exame de Ordem!

2) o candidato SEMPRE tem de se preparar para o pior, pois a inconstância só lhe permite projetar, exatamente, o pior cenário.

E o que é se preparar para “o pior”?

Simples: estudar com muito afinco e dedicação! Montar um cronograma de estudos, ter disciplina, adotar uma estratégia de preparação e investir nela.

Vamos ao 2º passo! O que eu preciso saber?

Bom, já temos a consciência das dificuldades e das incertezas. Essa é a realidade da prova.

E a sua realidade?

Cansei, a ainda canso, de ver candidatos indignados coma reprovação: “mas eu fui um aluno tão bom, tirava notas tão altas…”

Pois é! Bem-vindos ao mundinho do Exame de Ordem! Suas notas da faculdade aqui não servem de nada!

A prova da OAB tem suas peculiaridades, sua metodologia e características. É bem verdade que muitas provas hoje aplicadas nas graduações repetem o modelo da prova da OAB. O ensino jurídico como um todo tem buscado antecipar o “espírito” da prova da OAB ainda na academia.

Mas não contam com a constante evolução do grau de dificuldade do Exame.

Pois bem! O importante, antes de tomar qualquer decisão, é determinar o desempenho de vocês na prova.

E esse é o momento para tomar um susto!

Eu me lembro que fiz isso quando passei a 1ª vez na OAB. Resolvi fazer uma prova antiga só para ver como eu estava. Consegui, se não me engano, 23 pontos. E 23 pontos entre os 50 necessários e não os atuais 40.

Fiquei arrasado!

Senti-me como se fosse uma toupeira. E isso há 3 meses da prova! Meti a cara nos livros e gradualmente fui melhorando meu desempenho. Na hora da verdade eu consegui passar.

Esse é o ponto: o candidato precisa saber a extensão do seu DESPREPARO para a específica prova da OAB.

O candidato precisa tomar um susto, ver o tamanho REAL do desafio e entender que o Exame de Ordem é o Exame de Ordem.

Cliquem nos links abaixo e façam o download das provas do IX, XI, XII e XVI Exames e seus respectivos gabaritos:

IX Exame – Prova

IX Exame – Gabarito

XII Exame – Prova

XII Exame – Gabarito

XVI Exame – Prova

XVI Exame – Gabarito

Logo a desses três Exames? Sim, se o candidato deve se preparar para o pior, a referência inicial tem de ser a mais complicada possível. E essas 3 provas foram bem difíceis, em especial as provas do IX e XVI Exames. Mas tenham em mente de que o resultado, por pior que seja, não deve desanimá-los. É só um start para o candidato sentir a necessidade de estudar muito e uma baliza quanto ao que há de pior no Exame.

Peguem as provas, resolvam ela do jeitinho que vocês estão e façam a contabilidade dos pontos.

Aqui começa o Exame de Ordem! Sem máscaras, confetes ou ilusões.

Apenas não permitam que o ego seja maltratado com um eventual e provável desempenho ruim. Ir mal nessa análise é algo normal.

Lembrem-se: o objetivo aqui não é só descobrir o tamanho do despreparo. Isso se resolve de várias formas. O objetivo mais importante é despertar a vontade de estudar, e estudar com AFINCO!

Ir mal nessa avaliação é uma coisa boa. Porque se você não se impressionar com um provável desempenho ruim, não haverá força nenhuma no mundo que te obrigue a estudar intensamente para a próxima prova objetiva.

- Categoria: Simulados

Na próxima sexta lançaremos a série de simulados do Portal para a 1ª fase do XVII Exame da OAB

simulado

Na próxima sexta-feira, dia 24/04, lançaremos o nosso 1º simulado para a prova objetiva do XVII Exame de Ordem.

A prova objetiva da próxima 1ª fase será no dia 19 de julho e daqui até lá o Portal Exame de Ordem lançará 3 simulados, visando proporcionar aos candidatos uma mensuração da evolução de desempenho, conceito e abordagem lançado originariamente por nós para o Exame de Ordem, e assim traçar o mapa das virtudes, deficiências e a EVOLUÇÃO do desempenho de agora até o dia da prova.

O objetivo declarado aqui é ajudar o candidato ater a certeza de que irá bem na prova, e, com isso, dar-lhe mais segurança na hora da verdade: quem se sente seguro consegue dominar melhor o emocional.

A segurança, evidentemente, está relacionada à certeza de que o preparo até a prova foi o adequado, e o simulados, visto em conjunto, permitirão ao candidato ATACAR com precisão seus pontos deficientes, auxiliando-o em sua ESTRATÉGIA de estudos.

O simulado será gratuito, aberto para todos e sem nenhum cadastro.

Anotem então na agendinha de vocês: na próxima sexta, dia 24/04, iniciaremos o ajuste fino para a prova do XVII Exame! Não percam!!!

- Categoria: Estatísticas

Exclusivo: e se eu dissesse que a 1ª fase do XVI Exame de Ordem não foi a pior de todos os tempos?

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O título deste post pode causar muita perplexidade em quem estava jurando de pés juntos que a 1ª fase do XVI Exame de Ordem havia sido o maior apocalipse de todos os tempos (no Exame de Ordem o apocalipse é um evento cíclico…)

Causou perplexidade em mim, certamente! Que a prova passou a impressão de ser catastrófica disso ninguém teve dúvida, o problema é que, tirando os subjetivismos e olhando exclusivamente pelo viés estatístico, a prova não foi a pior de todas.

E aqui vem o problema: como avaliar o grau de dificuldade da prova?

Eu trabalho com as estatísticas do Exame, salvando todas as informações que vocês veem por aí, desde quando criei o Blog, há 7 anos. Número de questões anuladas por edição, estatísticas da 1ª fase, 2ª fase, repescagem, etc, etc, em sua maior parte colhidas por mim por meio de fontes seguras, especialmente nos momentos em que a OAB deixou de publicá-los, e preservadas para análises posteriores.

E, para mim, como a dificuldade se apresenta sempre como um conceito subjetivo, o ideal é analisar essa questão sob o prisma estatístico para podermos afastar achismos, meras suposições e subjetivismos.

A ideia é ficar tão somente com a fria matemática. Não é o ideal, mas evita dúvidas.

Pois bem!

Neste XVI Exame de Ordem nós tivemos 111.816 inscritos (consegui essa info, em primeira mão, hoje), com 26.836 aprovados, o que dá um percentual de aprovação de 24%.

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Este percentual de 24% está um pouco longe das piores edições da prova.

No XII o percentual de aprovados na 1ª fase foi de 21%.

No IX Exame o percentual foi de 16,67%, e aqui precisamos mencionar que tivemos 3 anuladas na 1ª fase! Sem elas a aprovação teria sido de 10,3%. Tanto é que nesta edição, pela 1ª vez, a OAB não publicou a lista de aprovados, certamente temendo um exacerbamento extremo das críticas (que na época foi imensa).

Estatisticamente, portanto, a 1ª fase do IX Exame foi a mais devastadora de todas as provas objetivas.

No IV Exame de Ordem o percentual foi de 18,48% na 1ª fase.

No 2010.1 o percentual foi de 19,95%, e isso porque tivemos 5 anulações. Sem elas o percentual teria sido de 10,43%.

No 2009.1 o percentual de aprovação na 1ª fase foi de 21,88%.

Ou seja: Tivemos 5 edições onde os candidatos tiveram desempenhos piores comparadas com a atual, além de outras duas cujos percentuais também ficaram na casa dos 24%.

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E foi mesmo!

Aqui surge o paradoxo: a prova foi uma unanimidade quanto a sua dificuldade, mas mesmo assim não foi a pior de todas? Como isso pode ser possível?

Sim, a prova foi, agora indo para um plano mais subjetivo – o meu – tecnicamente mais difícil do que as demais, até mesmo do que a do IX Exame, com muitas questões de elevada complexidade e enunciados atipicamente mais complexos.

Só consigo ver uma explicação!

Ao longo desses últimos anos a qualidade dos examinandos, ou seja, o preparo técnico deles, subiu consideravelmente, e, por consequência, o nível técnico da prova também.

Se a prova do XVI tivesse sido aplicada no IX Exame, talvez a reprovação naquela edição tivesse sido maior ainda. Ou, se ela tivesse sido aplicada nos tempos do CESPE, a catástrofe teria sido ainda maior.

Não tenham dúvidas que o grau de dificuldade da prova, edição após edição, tem crescido. Eu já inclusive demonstrei isso em uma postagem recente do Blog, com o parelhamento de questões de uma mesma disciplina em edições diferentes da prova. A diferença quanto a complexidade é notável:

A resolução de questões para 1ª fase da OAB deve ser somente com provas da FGV?

E o post acima é de janeiro deste ano!

O seja: existe sim uma tendência no Exame de Ordem do aumento no grau de dificuldade das questões, muito possivelmente seguindo o aumento no nível técnico dos examinandos.

E o nível técnico dos examinandos cresceu em função dos cursos preparatórios. Disso não tenham dúvidas!

O grau de dificuldade da prova não é estático: ele oscila para cima e para baixo, edição após edição, mas mantendo, em regra, uma tendência de crescimento. Tratei disto logo após a prova objetiva, demonstrando o que para mim, após longos anos de observação estatística, não passa de um controle arbitrário de percentuais de aprovação:

Sua reprovação na prova do domingo não é resultado do acaso: ela foi friamente planejada!

A única lição a ser retirada do dia de hoje: o Exame da OAB é efetivamente regido pelos números!

Moral da história: para ser aprovado na OAB precisa estar MUITO BEM preparado. Quem faz a prova acompanha o mercado e analisa tudo detidamente.

O candidato que não dá a devida importância ao Exame tende a pagar com a reprovação. Quanto antes os estudos tiverem início, melhor.

- Categoria: Debate sobre a legitimidade do Exame de Ordem

Relator do PL contra o Exame da OAB diz que vai entregar rapidamente o novo relatório para ser votado na CCJ

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No último dia 8 de abril alertei sobre a nova distribuição da relatoria do Projeto de Lei 5054/05, o PL que trata do Exame de Ordem.

Eduardo Cunha coloca deputado aliado como relator do PL contra o Exame de Ordem

Este PL, por ser o mais antigo, é o que aglutinou na Câmara dos Deputados todos os demais projetos sobre o tema – a favor e contra – e é nele que será apresentado o relatório a ser votado na Comissão de Constituição e Justiça, para depois, ser votado no plenário da Câmara.

Entre os projetos aglutinados estão o Projeto de Lei 2154/2011, do próprio Eduardo Cunha, que prevê o fim pura e simplesmente do Exame e o  Projeto de Lei 8220/2014, que prevê o fim da taxa de inscrição na prova.

O novo relator é o deputado Ricardo Barros, do PP de Alagoas. Na publicação em que tratei da entrada dele na relatoria do PL 5054/05, mostrei os laços que uniam Barros a Eduardo Cunha. Hoje, o site Congresso em Foco publicou uma matéria com um título bem parecido com o usado por mim no início do mês, além de um enfoque semelhante:

Cunha tem novo aliado contra exame da OAB

Mas uma coisa que esta matéria trás que o Blog não tinha como apresentar, foi um posicionamento do próprio Ricardo Barros quanto ao PL 5054/05, corroborando a projeção feita aqui:

Vou entregar o relatório rapidamente. Vamos colocá-lo em pauta. Sou a favor [da gratuidade]”, disse o relator da matéria ao Congresso em Foco.

Segundo Ricardo Barros, sua equipe de gabinete já foi orientada a priorizar a análise da proposição. Diante da diversidade de sugestões sobre o mesmo assunto, ele diz já prever uma reação dos advogados. “A OAB deverá fazer um lobby para manter o exame”, acrescentou, sinalizando que as propostas que extinguem o exame podem ser incluídas em seu relatório. “Dependendo da forma como for escrito, o relatório vai sofrer mais ou menos resistência.

Interessante!

Da forma como ele se posicionou, deu a entender que talvez ele proponha o fim da taxa de inscrição. Essa é a interpretação que tiro. Mas, de toda forma, o relatório pode vir de qualquer jeito, principalmente propondo o fim puro e simples da prova.

O relatório a ser apresentado por ele, chamado de substitutivo, será o texto  final a ser aprovado, ou não, na CCJ. E será ele a ser votado no plenário da Câmara.

Ou seja: Ricardo Barros pode fazer o que quiser, SUBSTITUINDO a redação de todos os demais projetos apensados ao PL 5054/05, incluindo aí o projeto de Eduardo Cunha.

Fim da taxa do Exame da OAB pode reduzir edições da prova para apenas UMA ao ano!!

É bem provável que este projeto seja votado na CCJ ainda neste semestre, para logo após ir ao Plenário da Câmara, em especial porque o presidente da CCJ, o deputado Arthur Lira, do PP/AL, também é aliado de Eduardo Cunha. Aliás, Lira foi indicado para o posto de presidente pelo próprio Cunha.

A votação na CCJ, portanto, não deve demorar, e ela será decisiva para o futuro do Exame de Ordem.

- Categoria: Ensino jurídico, Estatísticas

Estamos quase lá! Brasil a um passo de atingir a gloriosa marca de 1300 faculdades de Direito!

Existe um “fenômeno” no ensino superior brasileiro que aparentemente não incomoda nenhum parlamentar, em especial aqueles contrários ao Exame de Ordem: a expansão desprovida de critérios do ensino superior como um todo e, em especial, a do ensino jurídico.

Ninguém traça um paralelo ao melhor estilo “causa-efeito” do número exagerado de estudantes, baixa qualidade de ensino (notória, por sinal) e reprovações no Exame de Ordem.

O excesso de graduações, o grande e real problema no ensino superior jurídico, passa longe de qualquer discussão. Ou seja, não há um interesse real em resolver o problema, pois a causa dele permanece intocada.

Aliás, publiquei recentemente um post tratando exatamente deste problema, da forma como o ensino superior se transformou em business, muitíssimo mais preocupado com o lucro fácil do que com a formação dos estudantes:

Fábricas de diplomas: a má qualidade na educação superior, lucros exorbitantes, Exame de Ordem e o Prouni

Uma frase do sociólogo Wilson Mesquita de Almeida me chamou bastante a atenção, pois convergiu com algo que digo há anos:

“Sabemos há muito tempo que grande parte das universidades privadas não faz um vestibular de verdade.”

O estelionato educacional, como a própria OAB assevera, é tratado de forma absolutamente omissa pelo Congresso. è de se perguntar o porquê disto.

Essa lógica mercantilista gerou uma impressionante expansão no número de faculdade de Direito no Brasil a partir da década de 90. Durante a  XXII Conferência Nacional dos Advogados Brasileiros, acompanhei pessoalmente o décimo painel do evento – “o Ensino Jurídico, Advocacia e Sociedade” – capitaneado pelo ex-presidente da OAB, Dr. Ophir Cavalcante, cujo tema foi a “Essencialidade do Exame de Ordem.”

O Dr. Ophir retratou como se deu a evolução do número de faculdade de Direito de 1995 até outubro passado. A expansão foi traçada desta forma:

1995 – 165 faculdades de Direito

2001 – 505 faculdades de Direito

2014 – 1284 faculdades de Direito

Isso representa um crescimento de 778,18% no período, algo verdadeiramente assombroso considerando que a qualidade do ensino médio no país não melhorou para o ensino superior acomodar tantos novos universitários.

As consequências são estas:

A “geração do diploma perdido”, ou, como o Brasil fabrica profissionais que não sabem trabalhar

Estudantes de Direito têm deficiências do ensino básico

Com diploma e sem português: recém-formados escrevem “egnorancia”, “precarea” e “bule” (bullying) no Enade

Ophir fez questão de desconstruir uma informação que vem circulando há algum tempo e que não corresponderia a verdade: que o Brasil teria mais faculdades de Direito do que o resto da soma dos demais países.

A China sozinha teria 987 cursos de Direito, para uma população de 1,5 bilhões de habitantes. Já o Brasil teria esses 1.284 cursos para uma população hoje de 200 milhões de pessoas. Aí sim residira a discrepância, pois proporcionalmente existem faculdades demais de Direito no Brasil.

Isso representa, em termos práticos, o seguinte contingente de estudantes e examinandos:

1 - 282 mil novos estudantes por ano

2 - 125 mil examinandos por ano.

Pois é!

Na semana passada o MEC autorizou, em portaria publicada no D.O.U., a abertura de mais 14 faculdades de Direito, com um plus no mercado de 1.784 novas vagas em todo o país, tal como vocês podem ver no quadro abaixo:

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Desde o início de 2013 o MEC não autorizava a abertura de mais instituições, assim como também não cortou mais vagas.

Logo, se em outubro do ano passado existiam 1.284 faculdades de Direito, com o acréscimo de mais 14 chegamos a impressionante número de 1.298 faculdades, quase 1.300!

Nenhum país no mundo tem tantas faculdades, vagas e estudantes de Direito como o Brasil!

Aí repetimos a pergunta: o que justifica isso sob critérios exclusivamente técnicos?

Nada, por certo.

E por critérios econômicos?

Hummmm….aí os interesses são muitos!

Nem precisa fazer força para entender essa lógica. No começo do ano o governo mudou as regras do FIES. As mantenedoras foram à loucura com essas regras. Suas cotações na bolsa de valores derreteram e os prejuízos começaram a impactar na receita.

Tirando o fato do Governo ter feito tudo da pior forma possível em termos de organização, a principal reclamação foi a nota de corte criada para o financiamento ser concedido: 450 pontos, além de não não zerar a redação.

Antes, o pior dos estudantes poderia pegar um financiamento para estudar mesmo tendo tirado zero no ENEM. Não faz sentido então ao menos filtrar quem tem um mínimo de capacidade para ingressar no ensino superior? Para as mantenedoras, não!

Para elas o importante é o aluno PAGAR a faculdade, e não averiguar se ele tem condições de estudar e acompanhar o curso.

E é isso, exatamente isto, que nunca importou para Eduardo Cunha e companhia. Mais fácil querer acabar com a prova da OAB, esse obstáculo “absurdo” para o exercício da advocacia. Pura demagogia!

A verdade é simples: o sistema está todo errado e ninguém quer realmente resolver nada.

A bomba estoura nas mão da OAB, ao final.

- Categoria: Datas do Exame de Ordem

OAB muda também data da prova da 2ª fase do XVIII Exame de Ordem

No último dia 9 de março alertei em 1ª mão aqui no Blog que o MEC havia marcado a prova do ENADE no mesmo dia da prova da 1ª fase do XVIII Exame de Ordem: 22/11/2015.

MEC marca o ENADE 2015 para a mesma data da 1ª fase do XVIII Exame de Ordem. OAB precisa alterar o calendário da prova!

Logo após a OAB alterou exclusivamente a data da prova objetiva do XVIII Exame, projetando-a para o dia 29 de novembro:

OAB muda data da prova da 1ª fase do XVIII Exame de Ordem

O calendário então ficou assim:

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Com a data para a prova da 2ª fase mantida.

Acontece que a OAB há uma semana, aproximadamente, alterou mais uma vez umas das datas da 2ª fase do XVIII, mais especificamente a da prova da 2ª fase, projetando-a uma semana para frente. Só fui perceber isso agora!

Confiram então o calendário atualizado do XVIII Exame e, de lambuja, o do XVII:

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Anotem aí nas suas agendinhas!

- Categoria: Cursos do Portal

Por que fazer o curso de Resolução de Questões do Portal Exame de Ordem

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Resolver questões talvez seja a sistemática mais efetiva para evocar um conhecimento previamente assimilado e fixá-lo, através da experiência prática, com mais intensidade na memória. O teste prático auxilia no processo cognitivo criando fortes elementos de ligação entre memória e informação.

No livro The Little Book of Talent: 52 Tips for Improving Your Skills, o autor, Daniel Coyle, chega a conclusão de que para aprender não se pode permanecer “apático”. A leitura é um processo passivo, você só deixa as palavras entrarem no seu cérebro. Para fixar, de fato, um conteúdo é necessário transformar o processo da leitura em algo ativo.

Por que fazer o nosso Curso de Resolução de Questões?

Vamos partir da premissa de que a 1ª fase do Exame de Ordem é o grande filtro, o momento em que a OAB faz o maior corte entre os candidatos inscritos.

Uma forma de fugir das estatísticas negativas e lograr a aprovação no Exame é buscar a melhor preparação. Aliás, afirmar isso beira a ingenuidade. Se preparar muito é a premissa básica para se maximizar as probabilidades de aprovação.

Um estudo publicado em janeiro de 2013 na revista científica Psychological Science in the Public Interest mensurou quais seriam as melhores técnicas de estudo entre aquelas que são mais comuns entre os estudantes. A conclusão é que a resolução de exercícios encontra-se no mais elevado grau de eficiência, sendo até duas vezes mais eficiente em comparação com outras técnicas de aprendizagem.

Em suma: o processo de estudo não pode ser trabalhado de forma estanque – o estudante deve se inteirar da doutrina, confrontá-la com a lei, elaborar resumos e resolver exercícios. Essas etapas, distintas entre si, mas consideradas como um processo global, certamente produzirão ótimos resultados como método de aprendizagem.

Eis então a razão para vocês fazerem o nosso Curso de Resolução de Questões para o XVII Exame de Ordem.

Resolver questões, compreendê-las, praticar a lógica dos enunciados estão compreendidos dentro de um processo ativo, e, como tal, o examinando consegue estabelecer “pontes” de fixação do conteúdo estudado e maximiza seu aprendizado.

Esse é a lógica do curso.

Seguindo este perfil, assistir a aula (processo passivo), fazer anotações (processo ativo), compreender a lógica dos enunciados (processo passivo), resolver questões (processo ativo) formam um sistema de estudo capaz de proporcionar um aprendizado com significativo poder de retenção do conteúdo exigido no Exame de Ordem. e, somado com outras metodologias de estudo (leitura, por exemplo) preparam de forma intensa o candidato para a prova da 1ª fase.

O Curso de Resolução de Questões representa uma variação da abordagem geral dos estudos, juntando processos ativos e passivos de estudo. Ao ver uma aula ou ler o livro, o candidato toma contato com a informação, a resolver um exercício, ou compreender como uma questão deve ser respondida, ele utiliza uma outra abordagem, outra faceta, ao mesmo expositiva do conteúdo previamente estudado como também fixadora da matéria, seja no acerto, manifestação de compressão do conteúdo, seja no erro, revelador das deficiências no aprendizado.

Portanto, não só o candidato deve começar a se preparar o quanto antes como também deve valer-se de abordagens distintas sobre o conteúdo, visando sedimentar o conhecimento necessário para resolver a prova.

Cliquem no link e confiram os detalhes deste curso: Curso de Resolução de Questões para o XVII Exame de Ordem

- Categoria: Como se preparar para a prova

Novo Cronograma de Estudos para a 1ª fase do XVII Exame de Ordem

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Bom dia pessoal!

Ontem foi um dia triste para todos nós em razão da OAB não ter anulado nada na prova da 1ª fase.

Absolutamente incompreensível!

De toda forma, é preciso dar continuidade ao projeto de aprovação. A decepção é grande, nós sabemos, mas a vontade de lutar e seguir em frente precisa ser maior! Até mesmo para mostrar para banca o tamanho da injustiça cometida ontem.

Segue portanto o nosso cronograma de estudos atualizado para a 1ª fase do XVII Exame de Ordem!

O guia foi concebido com base o nosso Curso preparatório completo para a 1ª fase do XVII Exame de Ordem:

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Curso Preparatório Completo para o XVII Exame de Ordem

Recomendo também o nosso Curso de Questões:

Curso de Resolução de Questões para o XVII Exame de Ordem

Como auxiliares na preparação indico os livros de Doutrina Completo e de Questões dos professores do Portal Exame de Ordem:

Portal Exame de Ordem – Doutrina Direcionada

Portal Exame de Ordem – Questões Comentadas

Portal Exame de Ordem – Mais de 1000 dicas

Portal Exame de Ordem – Vade Mecum 2015

O arquivo pode ser distribuído livremente, ok?

Cliquem no link abaixo e baixem GRATUITAMENTE o nosso cronograma de estudos:

Novo Cronograma de estudos para o XVII Exame de Ordem

No guia vocês encontrarão o conteúdo programático a ser estudado, dividido por matérias e dias da semana, tudo devidamente estruturado e com orientações sobre a metodologia de estudo.

Imprimam o PDF e usem-no como suporte para os seus estudos!

Bons estudos!

- Categoria: Motivacional

Vocês são maiores do que tudo isso aí!

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Ser reprovado, e de forma injusta, atordoa a mente e a vontade de qualquer um. Suportar tal gravame não é tarefa simples; viver com ela é mais difícil ainda.

A derrota ou sua possibilidade não faz parte dos sonhos de ninguém. Mas ela, gostemos ou não, uma vez ou outra vem.

Esse é o mundo real.

Seria um clichê da minha parte escrever para levantar a cabeça, não desistir, seguir em frente. Que apenas uma batalha foi perdida mas não a guerra. Que é preciso ser forte, olhar para frente, repetir o desafio e vencê-lo da próxima vez.

Escrever isso é muito batido.

Mas por mais batido que seja, é necessário.

Não sei onde cada um irá retirar forças para enfrentar tudo novamente. E não é fácil, pois quantos e quantos candidatos já não desistiram da OAB?

Milhões…

Isso mesmo! Milhões, e não milhares.

Pensem em todo o esforço dispendido para se chegar até este momento. Os 5 anos de faculdade, a grana das mensalidades, horas infindáveis de estudo….tudo em jogo agora. Pior, tudo confrontado pela prova e definitivamente derrotado.

Definitivamente derrotado?

NÃO!!!

Não há para vocês alternativa que não seja a de repetir a prova e vencê-la. Estou falando aqui de quase toda vida de cada um de vocês, do caminho escolhido para ser trilhado há pelo menos 5 anos atrás e que todo o esforço intelectual e financeiro usados na formação educacional direcionados para o Direito.

Ensino fundamental, médio e superior direcionados para o diploma do Curso de Ciências Jurídicas. A vida educacional toda apontada nesta direção.

Desistir não é opção, não para vocês. Muito está em jogo, e uma ou mais derrotas em busca da aprovação na Ordem não são nada comparadas a grande derrota representada pela desistência. Essa sim, insuportavelmente pesada.

Agora é hora de abaixar a cabeça, não de tristeza ou em submissão à derrota, mas sim para pegar uma pedra e mirá-la no crânio do gigante que está obstruindo o caminho.

Ele pode ser derrubado, e cada um de vocês pode conseguir o feito.

Muitos antes já conseguiram. E se conseguiram então é possível, foi para eles, será para vocês.

É possível!!

Endureçam o espírito, abandonem os lamentos e preparem a pedrada.

E na hora do próximo confronto, acertem com tudo, acertem com força.

Mentalizem isso, preparem-se com toda a vontade do mundo, e SIGAM EM FRENTE!

A hora da vitória de vocês já está marcada. Façam-na chegar.