Maurício Gieseler

Maurício Gieseler

Advogado em Brasília (DF), este blog é focado nas questões que envolvem o Exame Nacional da OAB, divulgando informações e matérias atualizadas, além de editoriais, artigos de opinião e manifestações que dizem respeito ao tema. Colocamos, também, a disposição de nossos visitantes provas, gabaritos, dicas, análises críticas, sugestões e orientações para quem pretende enfrentar o certame. Tudo sobre o Exame de Ordem você encontra aqui.

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- Categoria: Estatísticas

Vem aí a MAIOR 2ª fase do Exame de Ordem de todos os tempos!

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Estão em pé? Então sentem-se para ler esta informação: a próxima 2ª fase será a MAIOR de todos os tempos!

Bom, antes das anulações foram aprovados 44.199 candidatos.

Lista definitiva de aprovados

Após a anulação hoje de 2 questões, o número de aprovados passou para 53.330 candidatos, ou seja, as anulações salvaram a pátria de 9.131 examinandos.

Ontem a OAB divulgou formalmente a lista de candidatos inscritos na repescagem:

Inscrições homologadas – Repescagem do XV Exame de Ordem

Nela constam os nomes de 17.024 pessoas.

Somando então os aprovados na 1ª fase mais os candidatos oriundos da repescagem, nós teremos 70.354 candidatos regularmente inscritos na 2ª fase do XV Exame de Ordem.

Com toda a certeza é o RECORDE ABSOLUTO de candidatos em uma 2ª fase.

É de assustar!

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Ou não?

Ao ler isso o primeiro pensamento dos candidatos é o de imaginar que a próxima 2ª fase vai ser mega difícil.

Faz sentido imaginar isso, evidente, em especial por conta das estatísticas gerais do Exame de Ordem, divulgadas recentemente pela FGV:

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Tratei recentemente deste tema no post Do II ao XIII Exame de Ordem: o ranking geral de aprovação na 2ª fase!

E, deliberadamente, marquei na imagem acima o X Exame de Ordem. E por que eu fiz isso?

Curiosamente, o X Exame retinha, ate então, o recorde de inscritos em uma 2ª fase. Ele foi um Exame extremamente conturbado, o pior de todos os tempos, mas, mesmo assim, em comparação com as demais edições (tanto anteriores como posteriores), foi o que proporcionalmente mais aprovou.

Podem olhar! Tirando Administrativo, nas demais disciplinas os maiores percentuais de aprovação estão nesta edição.

E naquela edição, sem a repescagem ainda, foram aprovados na 1ª fase 67.441. Ou seja, quase a mesma coisa comparando com agora.

Bom, o que para interpretar a partir daí?

Primeiro que a FGV terá uma tarefa HERCÚLEA em fazer provas AZEITADAS. No X Exame tivemos toda a sorte de controvérsias e ninguém quer repetir aquilo. A coisa foi tão tão feia que tivemos até um acalorado debate no pleno do CFOAB só para tratar daquela edição, além de uma sem fim de anulações, comunicados, GREVE DE FOME em frente ao Conselho Federal (lembram?), manifestos e muita dor de cabeça.

Candidato do X Exame de Ordem faz greve de fome em frente a sede da OAB

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Resumindo: ou a FGV elabora provas tecnicamente escorreitas ou o bicho tem tudo para pegar mais uma vez.

Tendo isso em mente e já alertando a FGV, se eles botarem a mão no juízo as provas da 2ª fase têm tudo para serem tecnicamente corretas.

Isso já seria muita coisa!! E considerando que as últimas edições da 2ªfase, na média, melhoraram bastante, dá apra ter essa esperança.

Mas seriam tecnicamente corretas de uma forma razoável ou seriam difíceis mesmo?

Bom…

Não esperem, por óbvio, por facilidades. Ninguém deve fazer a prova da OAB esperando por facilidades. Não sei como será a prova, mas se não aprontarem os candidatos sérios e dedicados terão a oportunidade de fazerem o seu trabalho e serem aprovados.

E nada, pelo amor de Deus, no padrão como a banca de Empresarial vem se pautando, porque isso também irá despertar a ira dos candidatos:

Como a banca de Empresarial vem DESTRUINDO esta disciplina na 2ª fase da OAB

Não é só uma questão de não fazer bobagens, e sim de NÃO ser rigorosamente correto e absolutamente implacável, ou o percentual no XIII Exame de 1,8% de aprovação em Empresarial é algo aceitável?

Claro que não!

E aquela prova não tinha um erro técnico sequer.

Eu vejo que a FGV tem diante de si um imenso desafio: fazer uma prova justa para um número recorde de candidatos.

Vamos torcer para que dê tudo certo e nenhum problema ocorra em nenhuma disciplina.

Mais que torcer: rezar!

- Categoria: Cursos do Portal

Faltam 26 dias para a 2ª fase! Dá tempo de se preparar com o Portal Exame de Ordem!!

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Muito bem! Mais uma vez parabéns aos aprovados após os recursos na 1ª fase do XV Exame de Ordem! Papai Noel foi camarada e o natal e o ano novo serão dedicados (ainda bem!) aos estudos!

Parabéns!

Mas não vai ser fácil não!

Faltam só 26 dias para a próxima prova subjetiva! É um lapso de tempo apertado, é verdade, mas dá para esgotar todo o conteúdo e ir bem na prova!

Mas para isto será preciso se dedicar MUITO, sacrificar as festas de fim de no e dar o máximo de si neste período!

E o Portal Exame de Ordem tem os cursos CERTOS para vocês!!

DETALHE: todos os cursos específicos para a 2ª fase do XV Exame de Ordem já estão TODOS gravados! É sentar na cadeira e ter uma overdose de conteúdo direto e reto, sem firulas!

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Depois basta se cadastrar na 1ª aula gratuita:

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E os nossos cursos, INÉDITOS, proporcionam uma preparação – profunda e completa – para os candidatos.

E nosso conceito de preparação profunda e integral envolve tanto a abordagem teórica como a prática oferecidas de forma concomitante, exatamente para proporcionar a apreensão completa do conteúdo da disciplina e as especificidades da 2ª fase.

Confiram agora os nosso cursos:

Curso Preparatório para a 2ª fase de Direito do Trabalho

Curso Preparatório para a 2ª fase de Direito Penal

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Curso Preparatório para a 2ª fase de Direito Civil

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A MELHOR preparação para o Exame de Ordem vocês encontram AQUI!

- Categoria: Motivacional

Parabéns aos aprovados!

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Quem diria! Depois de 3 edições seguidas sem anular nada, incluindo aí questões com vício material, tal como a questão 78, a OAB resolveu ser um pouco mais indulgente e anulou 2 questões.

Infelizmente tudo ainda se parece com uma loteria, pois não tem edição em que questões anuláveis surjam, e, mesmo assim, não merecem a anulação.

De uma forma ou de outra, foi um excelente presente para os candidatos!

Parabéns aos aprovados nesta 1ª fase!

- Categoria: Ensino jurídico

Três grupos educacionais controlam 10% dos cursos de Direito do país

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Os cursos de Direito no Brasil passaram por um alto crescimento na década de 1990. Existem hoje 1.157 graduações nos 26 Estados e no Distrito Federal – aumento superior a 600% em relação aos 165 credenciados em 1991. Parte dessa expansão está relacionada à criação de grandes grupos educacionais, como Anhanguera, Estácio, Ser Educacional e Kroton. Hoje, um em cada dez cursos jurídicos são controlados por essas empresas com capital aberto no mercado financeiro.
(Nota: o Kroton comprou recentemente a Anhanguera, formando o maior grupo educacional do país)
Segundo pesquisa da Fundação Getulio Vargas, os grupos viram no Direito uma boa oportunidade de negócio, com baixo custo operacional e uma demanda alta – atualmente o País tem 770 mil alunos na graduação. O grupo Estácio controla 52 cursos, principalmente nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Concentrada em São Paulo, a Anhanguera tem 36, seguida pela Kroton, com 33, e a Ser Educacional, com sete.
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Com o crescimento de opções para o ensino jurídico, a qualidade tem preocupado o Ministério da Educação (MEC), que suspendeu a criação de novos cursos no País em 2013. Para o coordenador da pesquisa, professor José Garcez, a  maior capacidade financeira desses grandes grupos educacionais têm retirado do mercado instituições de ensino menores e aumentado a concentração do mercado do Direito.  ”Esse é um aspecto preocupante do Direito. A educação precisa de um ensino mais plural e com essa concentração há uma homogeneização que pode comprometer a qualidade”, avaliou.
Como resposta ao crescimento desenfreado da oferta, o MEC adotou um sistema de regulação para melhorar a qualidade do ensino jurídico. Só consegue formar bacharéis quem cumprir os requisitos mínimos de formação e seguir as diretrizes de currículo. A avaliação dos alunos nos anos finais de formação também é vinculado à liberação dos programas de pós-graduação.
Ao mesmo tempo em que controlam uma parte do mercado, o cumprimento dos requisitos de ensino são considerados como um ponto a favor dessas  controladoras. Como possuem capital aberto e prestam contas aos investidores, a preocupação em atingir os níveis de qualidade exigidos pelo MEC é maior, ponderou Garcez.
“Como suas ações dependem de bons índices educacionais para serem comercializadas, elas têm uma preocupação muito grande em regulação. Não podem ter nota baixa em exames avaliativos”, afirmou o especialista. “Elas estão interessadas em dar retorno aos investidores, mas isso implica também em dar retorno ao MEC”, completou.
Perfil. Os quatro grupos fazem parte dos 86% de instituições privadas (975 cursos) que oferecem o Direito na graduação, mestrado e doutorado. Outras 182 (14%) cursos estão disponibilizados em universidades públicas. O Brasil possui uma proporção de 5,97 cursos de Direito por milhão de habitantes. A maior concentração está no Centro-Oeste (8,53) e a menor no Nordeste (4,16). O Sudeste concentra a maioria dos cursos: no total são 503 (94% privados).
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Total de cursos por grupo educacional
Anhanguera:  36 (3,1%)
Estácio: 52 (4,5%)
Kroton: 33 (2,9%)
Ser Educacional: 7 (0,6%)
Fonte: Estadão

Só por curiosidade, seria bem interessante ver o desempenho dessas instituições no Exame de Ordem. Lembro-me que, na época em que a Ordem ainda divulgava o desempenho das faculdades por Exame, os alunos de alguns desses grupos educacionais iam muito mal na prova.

Não basta somente atender aos critério do MEC, ao meu ver absolutamente insuficientes para assegurar um mínimo de qualidade no ensino (parece paradoxal, mas não é).

Não consigo ver como uma empresa de capital aberto pode oferecer um ensino de qualidade para seus alunos, quando a lógica é, sempre, a do lucro.

Não raro acompanhei a aquisição de faculdades por grupos maiores e, INVARIAVELMENTE, os primeiros a serem demitidos, e em massa, era os professores com doutorado ou mestrado, exatamente para enquadra a “unidade” (como cada faculdade passa a ser vista) dentro dos critérios de gestão e lucratividades definidos pela mantenedora.

Vamos ver o que o futuro reserva para as próximas gerações de estudantes. É bem provável que eles tenham acessos a mais recursos tecnológicos e um ensino mais precário.

Aliás, acho isso meio inevitável.

- Categoria: Doutrina para a prova

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Confiram alguns destaques:

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Imperdível!

- Categoria: Anulações de questões

Oremos! Hoje é dia anulações (ou não!) na 1ª fase do XV Exame da OAB

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Hoje é o tradicional dia em que os examinandos reprovados na 1ª fase se unem em uma corrente de orações para que um pouco de luz caia sobre as cabeças coroadas da OAB e que tenhamos ao menos uma, talvez duas, anulações.

E a reza tem de ser forte, porque a OAB ultimamente tem sido bastante implacável quando o assunto é anulação, e quanto a isto vocês estão bem cientes:

IV Unificado – 3 anuladas

V Unificado – 1 anulada

VI Unificado – 2 anuladas

VII Unificado – 4 anuladas

VIII Unificado – Nenhuma anulação

IX Unificado – 3 anuladas

X Unificado – Nenhuma anulação

XI Unificado – 1 anulada

XII Unificado - Nenhuma anulação

XIII Unificado - Nenhuma anulação

XIV Unificado - Nenhuma anulação

XV Unificado - ?????????

Olhando o histórico acima dá para perceber, nitidamente, que a partir do X Exame (com um ensaio prévio no VIII) uma espécie de “cegueira” instalou-se nas mentes e corações dos responsáveis por anular as questões, e as questões viciadas milagrosamente deixaram de serem vistas no Exame.

Antes era praticamente uma certeza vermos questões anuladas, se bem que não tanto quanto gostaríamos, mas agora nem ao menos uma mísera questão é anulada para auxiliar os candidatos.

É bem verdade, e não podemos negar, que a qualidade na elaboração das questões da 1ª fase subiu muito, e isso impacta diretamente no número de possíveis anuláveis. Mas nada, ainda, tangenciando a perfeição: sempre surge uma questão maculada por algum tipo de vício. Mas mesmo assim a Ordem não tem sido indulgente com os examinandos.

Hoje então a FGV vai divulgar a vontade da Comissão Recursal da OAB e revelará se teremos ou não questões anuladas, publicando em seguida a lista definitiva de aprovados para a 2ª fase! Neste momento teremos consolidada também a garantia, entre os aprovados, do exercício da repescagem no XVI Exame de Ordem caso isto seja necessário, ou seja, caso os atuais aprovados reprovem na próxima 2ª fase. 

Infelizmente existe a perspectiva tangível de nenhuma anulação. 

É bom ressaltar que sempre tivemos questões problemáticas n 1ª fase e nunca, nunca mesmo, as anulações corresponderam ao que os examinandos efetivamente tentam impugnar pela via recursal. E essa é uma lógica se manifesta edição após edição da prova, desde ANTES, bem antes, da unificação total.

Uma regra: o número de anuladas nunca corresponde ao volume de recursos apresentados e o errado pode ser visto como certo.

Vejamos agora o quadro de probabilidades de aprovação em razão do número de questões anuladas:

Candidato com 39 pontos - Se a OAB anular uma questão, a probabilidade de que essa questão seja uma das que você errou é de 50%. Se anular duas75% e se anular três95% de chances.

Candidato com 38 pontos - Se a OAB anular duas questões, a probabilidade de que essas questões sejam duas das que você errou é de 25%. Se anular três50%, e se anular quatro75% de chances.

Candidatos com 37 pontos - Se a OAB anular três questões, a probabilidade de que essas questões sejam três das que você errou é de 7,5%. Se anular quatro25%, e se anular cinco50% de chances.

E o horário de divulgação do resultado? Nas últimas edições o comunicado com as anulações (ou não) tem sido publicado às 18h. Foi assim na última edição.  Evidentemente a FGV pode divulgar antes, mas não é algo tão provável assim. Teremos de esperar.

Preparem-se para um longo dia hoje. Fiquem ligados aqui no Blog e nas nossas redes sociais, pois estaremos antenados em qualquer novidade!

Portal Exame de Ordem

Maurício Gieseler

@examedeordem

Oremos!!

- Categoria: Motivacional

Empregada doméstica consegue passar na OAB antes mesmo de se formar!

Mais uma história daquelas que gostamos de ver por aí: uma pessoa que supera todas as adversidades para vencer na vida, e o faz através do esforço pessoal, da entrega e da vontade de realizar um grande sonho.

É difícil ser aprovado?

Sim, é!

Mas não é impossível para quem tem vontade e se dedica a um projeto de vida.

Confiram a história de Rita de Cássia Pereira Costa, aprovada no XIV Exame de Ordem!

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Um exemplo de determinação e superação em São Mateus no norte do Estado está sendo protagonizado por uma empregada doméstica.

Rita de Cássia Pereira Costa de 31 anos passou na prova da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), antes mesmo de fazer a colação de grau do curso de Direito da Faculdade Vale do Cricaré (FVC) onde estudou.

A prova, que foi aplicada pela Fundação Getúlio Vargas em duas etapas, aconteceu em agosto e setembro desse ano. Segundo Rita, a formatura está marcada para o dia 19 de dezembro e até lá, ela já vem ganhando muitos mimos da faculdade.

Rita, que ainda trabalha como empregada doméstica, disse para a reportagem que tem o sonho de ser juíza e mesmo concluindo o curso não quer parar de estudar. “O que me levou a cursar direito foi o meu sonho de ser Juíza. No início não tinha condições e o sonho de fazer uma faculdade foi ficando encostado, mas nunca desisti de realiza-lo”, disse Rita afirmando que nunca trancou o curso.

A futura advogada não esconde o orgulho de ser doméstica e disse que ficou surpresa quando viu o resultado da prova da OAB. “Quando vi que eu tinha passado dei um grito. Minha irmã pensou que eu estava passando mal”, disse.

Ela é filha de mãe trabalhadora do lar, perdeu o pai muito cedo e precisou morar com os avós na Bahia onde, com 10 anos de idade, precisou trabalhar para ajudar no sustento da família. Há 15 anos mudou-se para São Mateus e começou a trabalhar como doméstica na casa de uma família tradicional de São Mateus. Casou e tem uma filha de oito anos de idade.

Rita de Cassia concluiu o ensino médio aos 20 anos. Rita conseguiu fazer o curso de Direito através de uma bolsa de 50% do Prouni e financiou o restante pelo Fies. “Tive dificuldade, mas nunca fiquei em dívida com a Faculdade que me orientou em tudo para financiar e concluir o curso”, explica.

Prestes a se formar em Bacharel em Direito, Rita disse que vai lutar para dar estabilidade para ela e a família, uma vez que pretende prestar concurso para o Tribunal de Justiça do Estado. “Eu sei que ainda falta muito, mas já dei o primeiro passo da realização do meu sonho.

Tenho força de vontade suficiente para estudar mais, quero fazer uma pós-graduação em direito civil. Meu foco é ter estabilidade”, disse.

Fonte: SMNotícias

- Categoria: Motivacional

Você não é responsável pelas expectativas da SUA aprovação que os OUTROS criam

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“E aí, já passou na OAB?”, pergunta aquela tia que você só vê nas festas de fim de ano.

Ah, sim! Ela mal te vê, mas fica o tempo inteiro querendo saber da sua vida para compará-la com o progresso na carreira, dele, o seu primo mala (curiosamente, filho da sua tia…). Para ela, ver você estagnado provavelmente lhe dá um certo prazer mórbido. Existe gente que é assim.

“E aí, tá na hora de passar na OAB!”, vocifera um pai já meio irritado que acha que você tem a obrigação de ser aprovado.

“Calma, um dia você consegue”, diz a mãe já desiludida, que tenta acalmar mas involuntariamente coloca mais pressão ainda.

Muita gente passa por isso. Muita gente mesmo!

Não só esse tipo de situação, mas como ocorrem muitas outras possíveis, a depender do contexto e da história de cada um.

O ponto em comum é resumido da seguinte forma: não basta sofrer com suas próprias expectativas, é preciso sofrer também com as expectativas dos outros.

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Não existe uma fórmula pronta e acabada para superar as expectativas de quem é muito próximo de você, em especial de namorados, amigos e parentes. O caminho mais maduro seria o de simplesmente se afastar de quem joga para cima de você suas próprias expectativas, o fardo emocional de terceiros que viram grilhões pesados.

Todo adulto é livre, e se o peso dos anseios de terceiros incomoda, basta se afastar. Mas isso não pode ser aplicado ao pé da letra quando o assunto é família.

Bom, até pode, mas não é tão simples assim, em especial por conta da vinculação afetiva e, até mesmo, da dependência financeira.

Não é fácil atender e corresponder aos sonhos que criam para você. Claro! A aprovação resolveria tudo, em tese, mas a aprovação também não é algo simples de se obter. E a pressão cresce e torna a tarefa ainda mais complicada.

Mas, de uma forma ou de outra, é preciso se libertar das expectativas alheias. E, de certa forma, da própria. A bola de neve emocional gerada pelas reprovações pode se tornar grande demais para ser superada.

Saber compreender o fenômeno e neutralizá-lo pode ser de grande ajuda no processo de controle emocional.

A expectativa dos outros pode se tornar um elo doentio até. Suga a vitalidade em função da paranoia dos outros, cujas expectativas (unilaterais) exige da sua parte uma satisfação, uma necessidade de agradar.

Essa obrigação não existe.

“Ah, mas meu pai pagou minha faculdade!” Sim, pagou, mas ele não foi obrigado a isto. Aliás, em regra, os pais fazem isso como puro ato de desprendimento e em função do próprio desejo de ver o filho ser bem sucedido. É algo que quase todo pai, ou ao menos aqueles que podem , fazem. E isso é absolutamente normal.

Expectativas podem não ser atendidas por uma série de fatores, em especial a falta de maturidade, de preparo ou simplesmente falta de estabilidade emocional. “Ter a obrigação de ser aprovado” é algo EXTERNO a qualquer candidato. É algo que, em última análise, não lhe pertence.

Ser reprovado no Exame de Ordem não é o fim do mundo, e sim parte de um processo de amadurecimento. É ruim, óbvio, mas não diz absolutamente nada sobre a capacidade de uma pessoa. O fim do mundo só ocorre mesmo se o examinando desiste. Aí não há mais o que fazer.

Afaste-se das expectativas dos outros, mesmo que isso exija uma conversa cara a cara com seus pais, namorado(a) ou amigos.

Ficar calado suportando uma pressão que não lhe pertence é a pior das alternativas.

- Categoria: Como se preparar para a prova

Horas Brutas x Horas Líquidas de estudo na preparação para o Exame de Ordem

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 Vocês controlam o tempo quando estão estudando ou apenas vão estudando sem fazer nenhuma mensuração do tempo gasto?

A questão é significativa, pois o gerenciamento de estudos a partir do controle REAL de tempo tem um impacto muito positivo na preparação para o Exame de Ordem e para concursos públicos também.

A técnica de controle do tempo foi desenvolvida no final dos anos 80 por um italiano chamado Francesco Cirillo, que durante suas horas de estudo, olhou para um relógio em formato de tomate na cozinha de sua casa e teve a ideia de cronometrar o tempo que realmente utilizava estudando. Daí surgiu o nome “Técnica Pomodoro”.

Esse método consiste em dividir o tempo de estudos em períodos curtos de 25 minutos (chamados de “um pomodoro”) com o auxílio de um cronômetro. O objetivo é controlar o tempo utilizado efetivamente nos estudos e evitar dispersões que, por fim, acabam por prejudicar o processo de compreensão cognitiva.

E o que seriam horas brutas e líquidas de estudo?

Pois bem! Vejamos:

Hora bruta é o tempo que você PENSA que estudou, ou seja, o momento em que inicia o processo de aprendizagem até o momento de sua interrupção. Exemplo: você diz que estuda 6 horas por dia, com as horas divididas entre os períodos vespertino e noturno. Inicia às 14h e para às 17h, após, retoma às 20h e para às 23h. Esse é o tempo bruto destinado ao seu plano de estudos.

Hora líquida é o tempo que você DE FATO estudou, ou seja, descontando idas ao banheiro, intervalos para o café, interrupções excepcionais como atender o telefone ou atender o carteiro e por aí vai. Descontando o tempo gasto com atividades diversas, as 6 horas que inicialmente seriam de estudo caem por terra.

E qual a importância disto? A princípio parece bobagem, afinal, o que uma ida ao banheiro ou uma pausa para o café influenciaria no meu plano de estudos de 6 HORAS POR DIA.

A perspectiva inicial de absorver o maior conteúdo possível para aumentar as chances de aprovação no concurso tão sonhado se tornam pura ilusão. O que deveriam ser horas concretas de absorção de conteúdo, na verdade, se tornam horas corridas de planejamento de estudo inadequado e ineficiente.

A pessoa tem a sensação (ilusória) de estar se preparando eficientemente para a prova, quando na verdade está desperdiçando horas preciosas de concentração. Exemplo disto é o tempo que nosso cérebro leva para começar a condensar as informações recebidas, o que leva de 3 a 5 minutos. Quer dizer que, a cada pausa, sua mente demora um certo tempo para retomar o ritmo de percepção.

O ideal seria controlar o tempo, evitar dispersões e organizar melhor os minutos de pausa com a ajuda de um cronômetro. Isso permite que a ansiedade seja controlada e o tempo de estudos seja melhor aproveitado com foco e disciplina. Sem perceber, o estudante aumenta o ânimo e diminui consideravelmente o cansaço, além de trabalhar melhor a capacidade de concentração.

Planejamento e metas

O primeiro passo é definir qual será o objetivo. Escolher entre a prova da 1ª ou da 2ª fase e, a partir daí, traçar um plano eficiente de estudos. Feito isso, é necessário analisar o tempo que terá até a data da prova e, então, a partir do conteúdo programático, dividir as matérias de forma que consiga esgotá-las até o temido dia da avaliação.

Cronograma de estudos (atualizado) para o XVI Exame de Ordem

O segundo passo é comprar um relógio cronômetro que pode ser encontrado em qualquer lugar, ou, no seu próprio celular.

Uma vez adquirido o cronometro outro ponto fundamental e, não menos importante, é escolher e organizar seu local de estudos. Se isso será feito em casa, alguns cuidados devem ser tomados como: boa iluminação, porta do ambiente fechada para evitar ruídos e interrupções que acabam tirando a concentração, uma cadeira confortável (nada de estudar na cama ou no sofá!) e evitar, ao máximo, interrupções de terceiros. Importante conversar com as pessoas que moram na casa para que colaborem.

Tomadas essas medidas, é hora de escolher os melhores horários e, principalmente, quanto tempo diário poderá disponibilizar para estudar. Seis, quatro, duas horas, não importa. Importante é como você irá organizar e administrar o tempo de forma eficiente.

Muitos estudantes, orgulhosos de si mesmos, enchem o peito para dizer “estudo 25 horas por dia” (óbvio que o exagero foi proposital para demonstrar que quantidade nada tem a ver com qualidade). Brincadeiras à parte, algumas pessoas que dizem estudar 10 horas por dia, certamente não estudam 5 horas (por baixo) efetivamente.

Como controlar o tempo de forma eficiente?

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Controlar o tempo de estudos é fácil e simples. Quando você iniciar os estudos, deverá marcar o horário de início em um outro relógio e, então, o cronômetro deve ser acionado. A cada intervalo, você deverá pausar o relógio e somente reacioná-lo quando voltar a estudar. Ao final, você verá no cronômetro o tempo que realmente foi gasto com o estudo.

Exemplo:

Sua meta é estudar 4 horas por dia, das 19h às 23h. A partir das 19h, momento que passou a explorar o conteúdo, o cronômetro foi acionado e, a cada intervalo, desativado. Ao final, seu cronômetro marcou 3h17m. As horas brutas de estudo foram 4, mas as horas líquidas, aquelas que você efetiva e exclusivamente utilizou para estudar foram 43 minutos a menos que sua meta.

Aplicando a técnica pomodoro

Quer ir mais a fundo? Que tal então implementar a técnica pomodoro propriamente dita?

Vamos lá! Para aplicar esse método, não tão simples quanto a primeira opção, você deverá fatiar o tempo da seguinte forma:

Você irá estudar 25 minutos (um pomodoro) ininterruptamente. Durante esse tempo não poderá fazer nada que não esteja no plano de estudos. Não será permitido nem ir ao banheiro. A cada pomodoro, você terá um intervalo de 5 minutos destinados ao que você quiser. Ir ao banheiro, tomar café, correr em volta da casa, dar comida ao periquito e por aí vai.

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A cada 4 etapas de 25 minutos, um intervalo maior deverá ser dado, não mais que 30 minutos. Isso dependendo das horas que você decidiu estudar por dia. Se sua meta é apenas 2 horas, o intervalo maior será desnecessário.

Detalhe: importante ter um caderno de anotações ao lado. É comum durante o estudo sentir a mente “flutuar”. O cachorro que você tem que levar ao pet shop, contas a pagar, prazos do trabalho a cumprir, sentir fome, vontade de ir ao banheiro, enfim, várias coisas podem tirá-lo a concentração.

Anotar tudo que você tem que fazer é importante para trabalhar e aumentar a capacidade de concentração. Isso alivia a tensão e diminui consideravelmente a ansiedade. Você passa a ter controle total de suas tarefas diárias e do tempo que dedica a cada uma delas.

Adotar esse método é extremamente útil. Planejar e administrar os estudos com base no controle de horas líquidas faz com que o examinando absorva mais conteúdo e, consequentemente, chegue mais perto de seu sonho.

Muito já se falou aqui sobre seu maior concorrente ser você mesmo. Quanto maior o nível de conhecimento, maiores as chances de vencer o obstáculo e alcançar seu objetivo. É um trabalho a longo prazo que exige dedicação, disciplina e foco, dependendo única e exclusivamente da sua capacidade de gerenciar o tempo e planejamento de estudos com eficácia necessária para conquistar a tão sonhada aprovação!

Bons estudos!