Maurício Gieseler

Maurício Gieseler

Advogado em Brasília (DF), este blog é focado nas questões que envolvem o Exame Nacional da OAB, divulgando informações e matérias atualizadas, além de editoriais, artigos de opinião e manifestações que dizem respeito ao tema. Colocamos, também, a disposição de nossos visitantes provas, gabaritos, dicas, análises críticas, sugestões e orientações para quem pretende enfrentar o certame. Tudo sobre o Exame de Ordem você encontra aqui.

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- Categoria: Datas do Exame de Ordem

Edital do XV Exame de Ordem será publicado na próxima sexta-feira!

Bom dia jovens!

Na próxima sexta-feira teremos a publicação do edital do XV Exame de Ordem!

Confiram o calendário:

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Digamos que estamos muito próximos do ÚLTIMO MOMENTO para se dar início aos estudos.

Como vocês bem sabem, o tempo é um dos fatores essenciais para se construir a aprovação. Existe todo um conteúdo programático a ser vencido e o examinando precisa, exatamente, de tempo para vencê-lo. E, evidentemente, não basta só ler a doutrina ou assistir aulas para se preparar: é preciso adotar uma metodologia de estudos neste processo.

Quando é preciso reinventar a metodologia de estudos

Cronograma EMERGENCIAL de estudos para a 1ª fase do XV Exame de Ordem

Logo, a decisão de iniciar os estudos precisa ser tomada o quanto antes, e, evidentemente, ser posta em prática.

E o novo edital? Teremos novidades?

Depois da implantação da repescagem a OAB, até o momento, não tem mais nada para apresentar de novo.

E aqui vem um ponto curioso: este XV Exame não teremos novidades, mas no XVI possivelmente sim. Mas tratarei disto em outro post.

E no dia 16 de novembro? O que poderemos esperar da prova?

Tivemos, no XIV Exame, 110.820 inscritos. Destes, 38.014 foram aprovados na 1ª fase, ou seja, 34,30%.

Não foi um percentual de todo ruim para uma primeira fase. Já tivemos provas com percentuais bem menores de aprovação ainda na primeira fase.

Teremos a manutenção deste patamar de aprovação na próxima 1ª fase? Fica difícil fazer uma projeção por conta da oscilação dos percentuais mais recentes de aprovação. A OAB apertou o cinto no XI e XII Exames. No XIII, apesar da Ordem não ter divulgado no número de inscritos, sabemos que quantitativamente muitos foram aprovados – 36.971 – em um patamar bem próximo ao da última edição.

Temos de considerar, contudo, que a OAB não vem anulando questões na 1ª fase. Ou seja, quem ficar na dependência de recursos terá de contar com muita sorte para ir para a 2ª fase.

Muito bem!

Hora de separar o dinheiro da inscrição e de se preparar para o XV Exame! Novembro está logo aí!

- Categoria: Ensino jurídico

I Congresso Jurídico Online de Ciências Criminais – 24 renomados juristas em um Congresso online, gratuito e interativo!

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Nos dias 20, 21 e 22 de novembro a comunidade jurídica brasileira estará em frente ao computador para acompanhar, em tempo real e gratuitamente, as palestras interativas, mesas, debates e conferências ministradas pelos maiores criminalistas do país, no I Congresso Jurídico Online de Ciências Criminais, promovido pelo CERS Cursos Online.

Vejam só os dados deste congresso:

1 – 20 horas de palestras

2 – 24 palestrantes

3 – Ao vivo

4 – Online

5 – Inscrição gratuita

Link para a inscrição: I Congresso Jurídico Online de Ciências Criminais

Será o maior encontro jurídico da internet brasileira!

Confiram os grandes nomes que irão participar deste evento:

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Verdadeiramente imperdível!

- Categoria: Análise crítica do Exame

O conceito de “mínimo necessário para advogar” e a preparação para a OAB

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Em mais de uma oportunidade nesses mais de 7 anos em que lido com o Exame de Ordem escrevi  sobre a possibilidade da OAB aplicar a prova que bem quiser em termos de dificuldade. Ela só não pode ser sustentar erros técnicos, vícios de redação ou questões cujo enunciado não tenha a devida clareza.

E isso não é fácil.

Perdi a conta dos embates que já entrei, desde 2008, contra os critérios de correção das provas da OAB, tanto da 1ª como da 2ª fase.

Até hoje temos problemas com a qualidade e correção de questões objetivas e subjetivas, se bem que é forçoso reconhecer uma nítida evolução na qualidade da formulação das questões se compararmos com as provas de 2010, quando a FGV entrou no Exame.

A qualidade melhorou, mas ainda estamos longe da perfeição técnica tão sonhada por todos.

A FGV não anulou, por exemplo, nenhuma questão nas 3 últimas provas objetivas. É um fato que o número de recursos caiu, mas ainda assim havia margem para anulações.

As falhas, talvez, nunca acabem (inerente à condição de imperfeição do homem), mas, talvez, possamos chegar ao um estágio em que os erros sejam tão poucos que passem a ser assimiláveis sem grandes dramas.

Esse é um ponto.

O outro guarda correlação com o grau de dificuldade da prova: o que seria o ideal, justo, adequado?

Esse é um grande problema!

O que é o “mínimo necessário para advogar?”

Quem sabe? Isso não foi definido em lugar algum por ninguém.

Trata-se de uma peça de retórica, um conceito abstrato para definir o que o Exame de Ordem deve ser diante da sociedade e, em especial, como desafio para o exercício da profissão de advogado.

O “mínimo necessário” pode ser algo simples como também algo muito mais complexo e difícil. Se a ideia reside no fato do advogado ter de lidar com o MP, magistrados, poderes da república e o jurisdicionado, a ideia comporta não só uma série de definições e gradações como também de interpretações.

Sob este aspecto, a OAB e a FGV têm carta branca para fazerem o que acharem por bem.

Carta branca! E pode perfeitamente chamá-la de “mínimo necessário”.

Procurem comparar a última prova subjetiva de qualquer disciplina aplicada pelo CESPE em 2009 com o que é a 2ª fase hoje, sob a tutela da FGV. A discrepância é tangível.

Procurem comparar as primeiras provas da FGV, objetivas ou subjetivas, com as últimas. A discrepância também é tangível.

Uma verdade: o Exame de Ordem tem mudado de faceta ao longo do tempo. O grau de dificuldade e a própria maturidade da FGV dentro deste processo estão sempre em transformação.

E estão indo para onde?

Prestem bem atenção no que vou dizer: a tendência é, cada vez mais, a prova se tornar mais difícil, de cobrar o que ainda não foi cobrado e exigir mais ainda dos candidatos.

É até um processo natural.

Em 2007 não existia a unificação total: hoje sim.

Em 2008 só existia o Blog Exame de Ordem para orientar os candidatos. Hoje temos vários sites de temática e abordagens parecidas.

Em 2009 o CERS surgiu como curso online para prepará-los com qualidade. Hoje todo mundo está no online.

A quantidade de informação disponível para os candidatos subiu exponencioalmente, a qualidade e quantidade de aulas cresceu muito, a preocupação dos candidatos também evoluiu com o tempo.

O examinando de hoje não é o examinando de 5 anos atrás.

A prova seguiu essa linha de evolução.

Eis o ponto: quem não está ciente disto, quem não acompanha as mudanças, fica pelo caminho. Isso não só para o Exame como para qualquer outra coisa neste mundo.

A vida está em constante evolução e mudança. É um princípio da natureza, sempre constante, ou seja, a mudança é uma constante.

Fica aqui então meu recado: nunca, nunca e nunca esperem o óbvio, o mesmo ou facilidades no Exame de Ordem.

Sempre, sempre e sempre preparem-se para o PIOR. Preparem-se de forma COMPLETA, de forma séria e consistente.

Exame de Ordem não tem segredos ou mistérios, assim como os concursos públicos também não têm. Tudo se resume a se estar antenado nas mudanças, nas tendências e, evidentemente, de se estudar de forma séria, verdadeiramente profissional.

Estudo de qualidade só depende de empenho, estratégia e qualidade do material didático.

É virtualmente impossível acusar a OAB ou a FGV de pegar pesado, ou mesmo é praticamente impossível exigir qualquer contrapartida de ambas caso isso ocorra. A tendência é sempre a evolução da prova, assim como o Direito, a preparação e os candidatos também evoluem.

Portanto, fiquem atentos a tudo. O mundo gira há muito tempo e vai continuar assim indefinidamente.

- Categoria: Cursos do Portal

Lançados os cursos de disciplinas isoladas para o XV Exame de Ordem

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O Portal Exame de Ordem já lançou seus cursos de disciplinas isoladas para o XV Exame de Ordem.

Estão em dificuldade com alguma disciplina em específico? Querem reforçar o estudo nela? A escolha das Disciplinas Isoladas pode ser uma boa opção.

A vantagem do curso de disciplinas isoladas é que o aluno pode optar apenas por uma ou mais matérias específicas, focando seus estudos de forma a reforçar o que já sabe ou visando debelar deficiências específicas no conhecimento.

É também uma opção interessante para quem não pode pagar por um curso completo.

Confiram as disciplinas disponíveis clicando no link abaixo:

Disciplinas Isoladas para o XV Exame de Ordem

- Categoria: Como se preparar para a prova

Quando é preciso reinventar a metodologia de estudo

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“Navegar é preciso, viver não é preciso”. Assim sentenciou Fernando Pessoa!

Ou teria sido Pompeu, famoso general Romano e membro do primeiro triunvirato?

No século I a.C., quando os romanos viviam seu maior período de expansão, Pompeu foi incumbido com a missão de transportar o trigo das províncias para a cidade de Roma.

Os riscos de navegação eram grandes, e, em função das tempestades e dos constantes ataques de piratas, os tripulantes daquele empreitada pararam diante de um dilema: salvar Roma da grave crise de abastecimento causada por uma rebelião de escravos ou fugir dos riscos da viagem mantendo-se confortáveis na Sicília?

Plutarco, famoso historiador, revelou a resposta de Pompeu: “Navegar é preciso, viver não é preciso”.

De toda forma, o brilho dessa frase não se perdeu quando reenquadrada em outro contexto por Fernando Pessoa: as navegações portuguesas. No fundo, a premência por navegar e os riscos da empreitada (a imprecisão da vida) justificavam o esforço e a coragem de quem buscava no mar a vida.

Isso tudo só para dizer uma coisa: reinventar a metodologia de estudo é preciso, pois, tal como navegar, também é uma questão de sobrevivência.

Ou melhor…de aprovação!

Pensei nisso ao conversar com uma candidata, que mais uma vez colheu a reprovação na prova da 1ª fase. Confiram como foi parte do diálogo:

Eu:

Muito bem!

Que metodologia você usa?

Aluna:

Eu faço um cronograma e assisto aula.

Agora vou começar a resolver questões, mas não gosto muito não.

Prefiro assistir as aulas.

O problema está centrado no fato de que a metodologia usada, APESAR de já ter sido experimentada em mais de uma reprovação, não iria passar por mudanças.

Neste ponto só há uma solução: quebrar o modelo de estudo, ou seja, navegar!

O dilema entre navegar ou não foi importo por uma necessidade. Trocar de postura, trocar de método, é importante para dar continuidade, metaforicamente falando, à vida.

Trata-se do dilema do “mesmo problema, mesma resposta”. A pessoa não visualiza a experiência do fracasso como resultado de seus métodos, e sim como resultado de outros fatores, inclusive intelectuais.

De um modo geral, quem reprova não se pergunta se a metodologia empregada é eficiente ou não.

É preciso fazer uma autocrítica real! Por que o candidato reprova? Essa é a grande pergunta!

Por vezes a autocrítica é tão severa que a descrença quanto a capacidade pessoal é minada. Não raro o candidato vê os colegas de faculdade serem aprovados, aqueles mesmos colegas para quem ele passava cola ou, nos trabalhos em grupo ele mesmo resolvia tudo, e ainda assim, ele, o candidato que na faculdade era bem melhor que os demais, os vê sendo aprovados.

Algo está errado!

A prova da OAB tem suas peculiaridades, entre as quais destaco duas:

1 – privilegia a mnemotécnica;

2 – oferece pouco tempo para a preparação.

De 70 a 75% da prova é pura repetição da letra da lei, ou seja, quem tem mais facilidade para decorar os textos legais, ou melhor ainda, os “bizus” passados pelos professores, tem mais chances de obter sucesso.

Aqui faço uma observação interessante. Inteligência é um conceito muito amplo e imaginar que o fracasso é decorrência da “falta” de inteligência pode ser bastante errôneo.

Podemos falar de dois conceitos interessantes sobre o que é inteligência . Um decorre de um relatório condensado por uma equipe da Associação Americana de Psicologia, publicado em em 1995 -  Intelligence: Knowns and Unknowns:

Os indivíduos diferem na habilidade de entender ideias complexas, de se adaptarem com eficácia ao ambiente, de aprenderem com a experiência, de se engajarem nas várias formas de raciocínio, de superarem obstáculos mediante o pensamento. Embora tais diferenças individuais possam ser substanciais, nunca são completamente consistentes: o desempenho intelectual de uma dada pessoa vai variar em ocasiões distintas, em domínios distintos, a se julgar por critérios distintos. Os conceitos de ‘inteligência’ são tentativas de aclarar e organizar esse conjunto complexo de fenômenos.

A segunda definição foi explicitada no relatório Mainstream Science on Intelligence, assinado por 52 pesquisadores em 1994:

Uma capacidade mental bastante geral que, entre outras coisas, envolve a habilidade de raciocinar, planejar, resolver problemas, pensar de forma abstrata, compreender ideias complexas, aprender rápido e aprender com a experiência. Não é uma mera aprendizagem literária, uma habilidade estritamente acadêmica ou um talento para sair-se bem em provas. Ao contrário disso, o conceito refere-se a uma capacidade mais ampla e mais profunda de compreensão do mundo à sua volta – ‘pegar no ar’, ‘pegar’ o sentido das coisas ou ‘perceber’ uma coisa.

 Se a auto-estima estava abalada, os conceitos acima mostram que a reprovação pode ter uma série de causas, menos a própria percepção de inteligência.

Ora, se a prova é texto de lei, DECORAR, que é uma habilidade, não prejudicaria o próprio conceito de inteligência, que está mais associado a uma capacidade de COMPREENDER  e PROCESSAR informações, e não puramente decorar.

Isso é importante!

Logo, a incapacidade do candidato em passar muitas vezes está mais correlacionada com a adoção de uma metodologia de estudo equivocada do que com a própria inteligência tomada em si mesma.

Ou seja: há solução!

E qual é a metodologia de estudo CORRETA?

Não existe uma resposta pronta e acabada para esta pergunta, em especial porque as pessoas têm formas potencialmente distintas de apreender conteúdo.

Uma metodologia útil para um estudante não seria tão eficiente para outro.

Mas o ponto é: qual é a melhor metodologia de estudo para quem já reprovou várias vezes no Exame?

Uma certeza: NÃO é a mesma utilizada até agora!

Se a mesma metodologia produziu um mesmo resultado, um resultado distinto só será obtido se uma nova metodologia de estudo for usada.

Não falo aqui em estudar mais, e sim em estudar de forma diferente!

Eu desde sempre sugiro o seguinte método:

1 – leitura de doutrina específica para a OAB + leitura simultânea do texto legal;

2 – Elaboração de resumo, feito de cabeça, logo após o período de estudos;

3 – Resolução de exercícios para evocar o conteúdo de uma forma distinta;

4 – Retroalimentação, ou, revisão do conteúdo estudado após um determinado tempo e por determinadas vezes.

Mas esse é um modelo que não só aceita em si uma série de variações como pode ser trocado por alguns outros modelos diferentes. Depende da particularidade de cada um.

Depende também de tentativas e erros, de experiências e avaliações.

Existe inclusive uma abordagem específica sobre isto: a metapreparação, que é o estudo sobre a forma como aprendemos.

E como saber se um método de estudo é eficiente?

Só há única forma de saber se um determinado método é eficiente: pelo resultado final!

Ou seja, se depois de algum tempo a informação estuda está retida e o estudante consegue lidar com ele de forma desembaraçada e correta, ele aprendeu, e assim o método usado é validado.

Evidentemente, a metodologia e sua eficiência devem ser balizados pelo fator tempo. Se você usa um método e ele só vai produzir resultado daqui 1 ano para a abordagem de um tema, se demonstra eficiente considerando o resultado final, mas não eficiente considerando o fator tempo.

Ambos tem de ser eficazes!

Vejo candidatos que passam após 7, 8 ou 9 edições depois de baterem na parede com o mesmo método em todas as oportunidades. Foram aprovados mais em função do longo tempo usado do que pela eficiência da forma de estudar. Entretanto, depois de verem e reverem um mesmo conteúdo por tantas vezes, seria difícil não colher o resultado positivo.

O pior é saber que o método equivocado será usado ao longo da vida. Se este candidato resolver se tornar um concurseiro, ele vai levar consigo uma série de vícios de estudo, consubstanciados em uma metodologia equivocada, que o colocará em desvantagem diante dos futuros concorrentes.

Aqui faço uma importante ressalva: falei do tempo de aprendizado, mas isso não significa dizer que a eficiência está ligada a uma velocidade absurda.

Aprender é um processo complexo e demorado por si mesmo. Duvidem de facilidades, de “aprendizagens aceleradas” e coisas semelhantes. O cérebro de todos nós é parecido, e “milagres” cognitivos não existem.

Ler e apreender demanda atenção, foco e concentração. Fazer resumos é algo que eu particularmente considerado enfadonho, mas é eficiente. Resolver exercícios, errar e aprender com o erro demanda tempo também. Repetir esse processo em um sistema de revisão também cansa, mas é necessário.

Duvidem dos milagres!

Há um “ajuste fino” na questão do tempo, e tempo dedicado aos estudos, complexidade do conteúdo, volume de estudos e tempo de apreensão do conteúdo com segurança devem ser levados em consideração. Não tem uma fórmula do que é ideal, depende de cada um, e uma reflexão séria sobre isto precisa ser feita.

Estratégia

A estratégia tem uma clara vinculação com escolhas e ações, e ambas precisam ser as melhores visando a produção de um resultado final eficiente.

Isso envolve, entre outras coisas:

1 – estudar sozinho ou em grupo;

2 – ler doutrina, fazer cursinho ou ambos;

3 – Definir o tempo ideal de preparação para se sentir pronto para a prova e, via de consequência, escolher a edição correta do Exame a ser feita. Isso quer dizer que o próximo exame não precisa ser, necessariamente, o exame alvo;

4 – a escolha da metodologia de estudo;

5 – a escolha do material didático;

6 – gestão dos fatores emocionais;

7 – escolha do local ou locais de estudo.

Estratégia é um conceito diferente do de metodologia de estudo, e ter uma, um planejamento, também é importante, pois o candidato não desperdiça energias com o que não é relevante e ele pode seguir um roteiro com segurança, sabendo o que escolheu e por que escolheu.

O candidato vai estudar no curso barato ou no curso caro? Isso faz diferença? Qual diferença?

Curso ou doutrina? Por que um e por que outro? Qual se amolda melhor a minha metodologia de estudo?

Eu prefiro ler ou ver uma aula? Prefiro fazer um resumo escrevendo ou recitando?

Quanto tempo devo dispor para estudar? Do que vou abdicar par isto?

Estudo finais de semana ou deixo eles para descansar?

São muitas variáveis, que podem ser pensadas sem grandes dificuldades, mas que são ao mesmo tempo importantes para a estruturação final da ESTRADA que levará o candidato até a aprovação.

IMPORTANTE!

Esse texto é para quem já reprovou!

Neste caso, aceite o fato de que uma reformulação é necessária. De que o que vinha sendo feito antes não é adequado. Pare, pense, reflita e trace um roteiro sobre um PROJETO!

Sim! Passar na OAB é um projeto, e ao menos um ou dois dias planejando a aprovação devem ser usados. Isso é sério, e se feito de forma adequada a aprovação tão almejada ficará, sem a menor sombra de dúvida, bem mais próxima.

- Categoria: Advocacia

Proposta isenta juízes, promotores, delegados e defensores do exame da OAB

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A Câmara analisa o Projeto de Lei 7116/14, do deputado Francisco Tenório (PMN-AL), que permite a inscrição na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), sem o exame de admissão, de juízes, promotores, defensores públicos, e delegados de polícia. Para isso, esses profissionais devem ter três anos de serviço nessas carreiras consideradas “jurídicas”.

“É sabido que os profissionais de carreira jurídica do Estado passam longos anos de suas vidas dedicando-se totalmente à justiça social do nosso País, atuando nas mais diversas áreas do direito e, ao aposentar-se, alguns buscam ingressar no quadro da OAB, ocasião em que, são compelidos a prestar exame de ordem para obter a tão desejada inscrição”, explica o autor.

Tramitação

A proposta foi apensada ao PL 5801/05, que acaba com a exigência do exame, e está para ser analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Fonte: Agência Câmara

Anotem aí: eu sou absolutamente este projeto!

É aquela historinha velha de sempre: todos são iguais perante a lei, mas uns são mais iguais ainda.

O prévio exercício de uma profissão jurídica não representa um aval para se advogar. Afinal, a prova da OAB tem características próprias e advogar é um tanto quanto diferente de exercer a magistratura, por exemplo.

Ou, por acaso, pareceria constrangedor a um magistrado com décadas de toga ter de se misturar com a massa de jovens bacharéis na fila para fazer a OAB?

Ou, por acaso também, pegaria MUITO MAL ver um membro do MP ou um delegado de polícia reprovar na “simples” prova da OAB?

Ahhhh, ficaria feio, né?

Falamos tanto aqui em ingresso na Ordem pela porta da frente, mas certas portas laterais sempre são improvisadas. Hoje, em razão do provimento 144/11 da OAB, ainda em vigor, ex-magistrados e ex-membros do MP não precisam fazer a prova:

Art. 6º A aprovação no Exame de Ordem é requisito necessário para a inscrição nos quadros da OAB como advogado, nos termos do art. 8º, IV, da Lei n.º 8.906/1994.

Parágrafo único. Ficam dispensados do Exame de Ordem os postulantes oriundos da Magistratura e do Ministério Público e os bacharéis alcançados pelo art. 7º da Resolução n. 02/1994, da Diretoria do CFOAB.

Lembro-me inclusive da votação deste provimento, no Plenário do CFOAB, e a deliberação foi bem dividida quanto a este item. A lei sedimentaria de vez esse direito.

Esta é uma questão que a OAB deveria rever. Aliás, o período eleitoral da Ordem está vindo aí. Seria interessante cobrar dos candidatos um posicionamento quanto a este tema.

Segue a íntegra do projeto:

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- Categoria: Ensino jurídico

A “geração do diploma perdido”, ou, como o Brasil fabrica profissionais que não sabem trabalhar

Nunca tantos brasileiros chegaram às salas de aula das universidades, fizeram pós-graduação ou MBAs. Mas, ao mesmo tempo, não só as empresas reclamam da oferta e qualidade da mão-de-obra no país como os índices de produtividade do trabalhador custam a aumentar.

Diploma

Na última década, o número de matrículas no ensino superior no Brasil dobrou, embora ainda fique bem aquém dos níveis dos países desenvolvidos e alguns emergentes. Só entre 2011 e 2012, por exemplo, 867 mil brasileiros receberam um diploma, segundo a mais recente Pesquisa Nacional de Domicílio (Pnad) do IBGE.

Mas mesmo com essa expansão, na indústria de transformação, por exemplo, tivemos um aumento de produtividade de apenas 1,1% entre 2001 e 2012, enquanto o salário médio dos trabalhadores subiu 169% (em dólares)“, diz Rafael Lucchesi, diretor de educação e tecnologia na Confederação Nacional da Indústria (CNI).

A decepção do mercado com o que já está sendo chamado de “geração do diploma” é confirmada por especialistas, organizações empresariais e consultores de recursos humanos.

Os empresários não querem canudo. Querem capacidade de dar respostas e de apreender coisas novas. E quando testam isso nos candidatos, rejeitam a maioria“, diz o sociólogo e especialista em relações do trabalho da Faculdade de Economia e Administração da USP, José Pastore.

Entre empresários, já são lugar-comum relatos de administradores recém-formados que não sabem escrever um relatório ou fazer um orçamento, arquitetos que não conseguem resolver equações simples ou estagiários que ignoram as regras básicas da linguagem ou têm dificuldades de se adaptar às regras de ambientes corporativos.

Cadastramos e avaliamos cerca de 770 mil jovens e ainda assim não conseguimos encontrar candidatos suficientes com perfis adequados para preencher todas as nossas 5 mil vagas“, diz Maíra Habimorad, vice-presidente do DMRH, grupo do qual faz parte a Companhia de Talentos, uma empresa de recrutamento. “Surpreendentemente, terminamos com vagas em aberto.”

Outro exemplo de descompasso entre as necessidades do mercado e os predicados de quem consegue um diploma no Brasil é um estudo feito pelo grupo de Recursos Humanos Manpower. De 38 países pesquisados, o Brasil é o segundo mercado em que as empresas têm mais dificuldade para encontrar talentos, atrás apenas do Japão.

É claro que, em parte, isso se deve ao aquecimento do mercado de trabalho brasileiro. Apesar da desaceleração da economia, os níveis de desemprego já caíram para baixo dos 6% e têm quebrado sucessivos recordes de baixa.

Mas segundo um estudo divulgado pelo Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea) divulgado nesta semana, os brasileiros com mais de 11 anos de estudo formariam 50% desse contingente de desempregados.

Mesmo com essa expansão do ensino e maior acesso ao curso superior, os trabalhadores brasileiros não estão conseguindo oferecer o conhecimento específico que as boas posições requerem“, explica Márcia Almstrom, do grupo Manpower.

Causas

Especialistas consultados pela BBC Brasil apontam três causas principais para a decepção com a “geração do diploma”.
A principal delas estaria relacionada a qualidade do ensino e habilidades dos alunos que se formam em algumas faculdades e universidades do país.

Os números de novos estabelecimentos do tipo criadas nos últimos anos mostra como os empresários consideram esse setor promissor. Em 2000, o Brasil tinha pouco mais de mil instituições de ensino superior. Hoje são 2.416, sendo 2.112 particulares.

Ocorre que a explosão de escolas superiores não foi acompanhada pela melhoria da qualidade. A grande maioria das novas faculdades é ruim“, diz Pastore.

Tristan McCowan, professor de educação e desenvolvimento da Universidade de Londres, concorda. Há mais de uma década, McCowan estuda o sistema educacional brasileiro e, para ele, alguns desses cursos universitários talvez nem pudessem ser classificados como tal.

São mais uma extensão do ensino fundamental“, diz McCowan. “E o problema é que trazem muito pouco para a sociedade: não aumentam a capacidade de inovação da economia, não impulsionam sua produtividade e acabam ajudando a perpetuar uma situação de desigualdade, já que continua a ser vedado à população de baixa renda o acesso a cursos de maior prestígio e qualidade.

Para se ter a medida do desafio que o Brasil têm pela frente para expandir a qualidade de seu ensino superior, basta lembrar que o índice de anafalbetismo funcional entre universitários brasileiros chega a 38%, segundo o Instituto Paulo Montenegro (IPM), vinculado ao Ibope.

Na prática, isso significa que quatro em cada dez universitários no país até sabem ler textos simples, mas são incapazes de interpretar e associar informações. Também não conseguem analisar tabelas, mapas e gráficos ou mesmo fazer contas um pouco mais complexas.

De 2001 a 2011, a porcentagem de universitários plenamente alfabetizados caiu 14 pontos – de 76%, em 2001, para 62%, em 2011. “E os resultados das próximas pesquisas devem confirmar essa tendência de queda”, prevê Ana Lúcia Lima, diretora-executiva do IPM.

Segundo Lima, tal fenômeno em parte reflete o fato da expansão do ensino superior no Brasil ser um processo relativamente recente e estar levando para bancos universitários jovens que não só tiveram um ensino básico de má qualidade como também viveram em um ambiente familiar que contribuiu pouco para sua aprendizagem.

Além disso, muitas instituições de ensino superior privadas acabaram adotando exigências mais baixas para o ingresso e a aprovação em seus cursos“, diz ela. “E como consequência, acabamos criando uma escolaridade no papel que não corresponde ao nível real de escolaridade dos brasileiros.”

Postura e experiência

A segunda razão apontada para a decepção com a geração de diplomados estaria ligada a “problemas de postura” e falta de experiência de parte dos profissionais no mercado.

“Muitos jovens têm vivência acadêmica, mas não conseguem se posicionar em uma empresa, respeitar diferenças, lidar com hierarquia ou com uma figura de autoridade”, diz Marcus Soares, professor do Insper especialista em gestão de pessoas.

“Entre os que se formam em universidades mais renomadas também há certa ansiedade para conseguir um posto que faça jus a seu diploma. Às vezes o estagiário entra na empresa já querendo ser diretor.”

As empresas, assim, estão tendo de se adaptar ao desafio de lidar com as expectativas e o perfil dos novos profissionais do mercado – e em um contexto de baixo desemprego, reter bons quadros pode ser complicado.

Para Marcelo Cuellar, da consultoria de recursos humanos Michael Page, a falta de experiência é, de certa forma natural, em função do recente ciclo de expansão econômica brasileira.

“Tivemos um boom econômico após um período de relativa estagnação, em que não havia tanta demanda por certos tipos de trabalhos. Nesse contexto, a escassez de profissionais experientes de determinadas áreas é um problema que não pode ser resolvido de uma hora para outra”, diz Cuellar.

Nos últimos anos, muitos engenheiros acabaram trabalhando no setor financeiro, por exemplo.

“Não dá para esperar que, agora, seja fácil encontrar engenheiros com dez ou quinze anos de experiência em sua área – e é em parte dessa escassez que vem a percepção dos empresários de que ‘não tem ninguém bom’ no mercado”, acredita o consultor.

‘Tradição baicharelesca’

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Por fim, a terceira razão apresentada por especialistas para explicar a decepção com a “geração do diploma” estaria ligada a um desalinhamento entre o foco dos cursos mais procurados e as necessidades do mercado.

De um lado, há quem critique o fato de que a maioria dos estudantes brasileiros tende a seguir carreiras das ciências humanas ou ciências sociais – como administração, direito ou pedagogia – enquanto a proporção dos que estudam ciências exatas é pequena se comparada a países asiáticos ou alguns europeus.

“O Brasil precisa de mais engenheiros, matemáticos, químicos ou especialistas em bioquímica, por exemplo, e os esforços para ampliar o número de especialistas nessas áreas ainda são insuficientes”, diz o diretor-executivo da Câmara Americana de Comércio (Amcham), Gabriel Rico.

Segundo Rico, as consequências dessas deficiências são claras: “Em 2011 o país conseguiu atrair importantes centros de desenvolvimento e pesquisas de empresas como a GE a IBM e a Boeing”, ele exemplifica. “Mas se não há profissionais para impulsionar esses projetos a tendência é que eles percam relevância dentro das empresas.

Do outro lado, também há críticas ao que alguns vêem como um excesso de valorização do ensino superior em detrimento das carreiras de nível técnico.

É bastante disseminada no Brasil a ideia de que cargos de gestão pagam bem e cargos técnicos pagam mal. Mas isso está mudando – até porque a demanda por profissionais da área técnica tem impulsionado os seus salários”, diz o consultor.

Rafael Lucchesi concorda. “Temos uma tradição cultural baicharelesca, que está sendo vencida aos poucos”, diz o diretor da CNI – que também é o diretor-geral do Senai (Serviço Nacional da Indústria, que oferece cursos técnicos).

Segundo Lucchesi, hoje um operador de instalação elétrica e um técnico petroquímico chegam a ganhar R$ 8,3 mil por mês. Da mesma forma, um técnico de mineração com dez anos de carreira poderia ter um salário de R$ 9,6 mil – mais do que ganham muitos profissionais com ensino superior.

Por isso, já há uma procura maior por essas formações, principalmente por parte de jovens da classe C, mas é preciso mais investimentos para suprir as necessidades do país nessa área”, acredita.

Fonte: BBC Brasil

Essa matéria converge com tudo o que eu penso e escrevo sobre o ensino superior no Brasil desde 2008.

Vivemos uma verdadeira bolha educacional, em que as faculdades fingem que ensinam e os estudantes fingem que aprendem. O problema é nessa equação é o tal do mercado, aquele que emprega e seleciona.

E o mercado não tem piedade de ninguém.

O problema da falta de qualidade no ensino superior é sistêmico e afeta todas as cadeiras do ensino superior. No Direito, a face mais visível dessas deficiências ganha uma visibilidade bem maior por conta do Exame de Ordem. Claro, a prova comete muitas injustiças, mas o grosso das reprovações decorre de uma formação deficitária na faculdade.

E certos parlamentares, mais interessados em votos do que em melhorar o ensino superior, ainda pretendem acabar com o Exame.

Tudo cobra seu preço.

A OAB está tentando controlar, junto com o MEC, o estrago já feito, ao menos na área jurídica, mas a busca por uma solução está vindo muito tarde.

A boa notícia em meio a essa triste realidade é uma só: o estudante sério tem e sempre terá o seu espaço. Basta ser um pouco mais dedicado.

Em terra de analfabetos funcionais, quem sabe interpretar é rei.

- Categoria: Advocacia

Lançado o Curso de Resolução de Questões para o XV Exame de Ordem

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Resolver questões talvez seja a sistemática mais efetiva para evocar um conhecimento previamente assimilado e fixá-lo, através da experiência prática, com mais intensidade na memória.

No livro The Little Book of Talent: 52 Tips for Improving Your Skills, o autor, Daniel Coyle, chega a conclusão de que para aprender não se pode permanecer “apático”. A leitura é um processo passivo, você só deixa as palavras entrarem no seu cérebro. Para fixar, de fato, um conteúdo é necessário transformar o processo da leitura em algo ativo.

Por que fazer o nosso Curso de Resolução de Questões?

Vamos partir da premissa de que a 1ª fase do Exame de Ordem é o grande filtro, o momento em que a OAB faz o maior corte entre os candidatos inscritos.

Uma forma de fugir das estatísticas negativas e lograr a aprovação no Exame é buscar a melhor preparação. Aliás, afirmar isso beira a ingenuidade. Se preparar muito é a premissa básica para se maximizar as probabilidades de aprovação.

Um estudo publicado em janeiro de 2013 na revista científica Psychological Science in the Public Interest mensurou quas seriam as melhores técnicas de estudo entre aquelas que são mais comuns entre os estudantes. A conclusão é que a resolução de exercícios encontra-se no mais elevado grau de eficiência, sendo até duas vezes mais eficiente em comparação com outras técnicas de aprendizagem.

Em suma: o processo de estudo não pode ser trabalhado de forma estanque – o estudante deve se inteirar da doutrina, confrontá-la com a lei, elaborar resumos e resolver exercícios. Essas etapas, distintas entre si, mas consideradas como um processo global, certamente produzirão ótimos resultados como método de aprendizagem.

Eis então a razão para vocês fazerem o nosso Curso de Resolução de Questões para o XIV Exame de Ordem.

Resolver questões, compreendê-las, praticar a lógica dos enunciados estão compreendidos dentro de um processo ativo, e, como tal, o examinando consegue estabelecer “pontes” de fixação do conteúdo estudado e maximiza seu aprendizado.

Esse é a lógica do curso.

Seguindo este perfil, assistir a aula (processo passivo), fazer anotações (processo ativo), compreender a lógica dos enunciados (processo passivo), resolver questões (processo ativo) formam um sistema de estudo capaz de proporcionar um aprendizado com significativo poder de retenção do conteúdo exigido no Exame de Ordem. e, somado com outras metodologias de estudo (leitura, por exemplo) preparam de forma intensa o candidato para a prova da 1ª fase.

Curso de Resolução de Questões representa uma variação da abordagem geral dos estudos, juntando processos ativos e passivos de estudo. Ao ver uma aula ou ler o livro, o candidato toma contato com a informação, a resolver um exercício, ou compreender como uma questão deve ser respondida, ele utiliza uma outra abordagem, outra faceta, ao mesmo expositiva do conteúdo previamente estudado como também fixadora da matéria, seja no acerto, manifestação de compressão do conteúdo, seja no erro, revelador das deficiências no aprendizado.

Portanto, não só o candidato deve começar a se preparar o quanto antes como também deve valer-se de abordagens distintas sobre o conteúdo, visando sedimentar o conhecimento necessário para resolver a prova.

O objetivo do curso é revisar através da resolução de questões o conteúdo para o XV Unificado abordando o material da banca FGV (do Exame de Ordem e de concursos também!) proporcionando ao aluno a revisão de pontos relevantes do conteúdo programático e a familiarização com as provas da Fundação.

Serão gravados 42 encontros, de aproximadamente 2 (duas) horas cada.

Valor do investimento: R$ 295,73 (duzentos e noventa e cinco reais e setenta e três centavos)

Cliquem no link a seguir para mais detalhes sobre o curso - CURSO DE RESOLUÇÃO DE QUESTÕES.

- Categoria: Como se preparar para a prova

Os detalhes da repescagem para quem fez a prova do XIV Exame da OAB

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Próximo dia 03 teremos o resultado preliminar da 2ª fase do XIV Exame de Ordem e será necessário tomar uma série de decisões em conformidade com as circunstâncias de cada um.

Ficar parado é que não dá!

Este texto é para quem fez, está fazendo ou vai fazer o Exame de Ordem e precisa ficar antenado com a repescagem.

O que é a “repescagem?”

Na realidade o nome não é repescagem, e sim reaproveitamento, de acordo com o provimento e o edital do Exame de Ordem. Mas repescagem é o nome que está “pegando”, até porque o nome é mais fácil de ser conceitualmente assimilado.

A repescagem é o direito que os candidatos reprovados na 2ª fase de uma edição do Exame de fazer a próxima 2ª fase sem precisar se submeter novamente à prova da 1ª etapa.

Como nós sabemos, e isso é estatisticamente comprovado, a prova da 1ª fase é a mais difícil, e uma grande reclamação dos examinandos era ter de estudar todos as disciplinas da 1ª fase novamente, em um ciclo extremamente desgastante.

Com a repescagem isso, ao menos uma vez, acaba, até porque os candidatos reprovados em uma 2ª fase terão praticamente 4 meses só para estudar sua disciplina de predileção, e isso é uma grande vantagem em termos de preparação.

Art. 11. O Exame de Ordem, conforme estabelecido no edital do certame, será composto de 02 (duas) provas:

(…)

§ 3º Ao examinando que não lograr aprovação na prova prático-profissional será facultado computar o resultado obtido na prova objetiva apenas quando se submeter ao Exame de Ordem imediatamente subsequente. O valor da taxa devida, em tal hipótese, será definido em edital, atendendo a essa peculiaridade.

Então a repescagem é isso.

Agora precisamos pensá-la para dois grupos em específico dentro do atual momento do Exame de Ordem: quem veio da repescagem do XIII Exame e quem está vivendo o atual XIV Exame.

Quem fez o XIII Exame de Ordem

Quem fez o XIII aproveitou sua chance e terá seu destino parcialmente definido no dia 3. Se aprovado, um abraço OAB e vida que segue.

E se não for aprovado?

Neste caso temos duas perspectivas:

a) o recurso, evidentemente, deverá ser feito e precisará salvar a lavoura.

b) mesmo recorrendo o candidato NECESSARIAMENTE terá de voltar aos estudos para a 1ª fase do XV Exame de Ordem, pois o tempo até a prova objetiva será de apenas um mês e uma semana.

Como explicado acima, a repescagem só vale uma vez. Se o candidato, no uso dela, reprova, ele terá de fazer aprova da 1ª fase e terá um tempo ínfimo para se preparar. Como só estava estudando para a 2ª fase, no mínimo fica um pouco enferrujado e vai precisar fazer uma MEGA revisão em tempo recorde para se recuperar do prejuízo.

O recurso até pode salvar, mas isso ocorre só no campo da hipótese. Estudar para a 1ª fase passar a ser um imperativo.

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Quem está fazendo o XIV Exame de Ordem

Bom, quem está fazendo o XIV precisa saber de algumas coisas.

Primeiro que já tem o direito à repescagem. Caso reprovem (espero que não) vocês automaticamente poderão fazer a 2ª fase do XV. Mas temos algumas exceções:

a) quem faltou no dia da prova do XIV não tem o direito.

b) quem foi eliminado da prova por ter sido pego colando ou em alguma irregularidade não tem o direito.

Essa informação deriva do edital da repescagem do XIII Exame:

1.1.6. O reaproveitamento descrito no item 1.1.1 será vedado aos examinandos ausentes ou eliminados na 2ª fase do XIII Exame de Ordem.

É importante também saber que a inscrição para a repescagem ocorre DEPOIS da prova da 1ª fase, ou seja, depois do dia 16/11. É um período de inscrição específico só para os candidatos da repescagem.

Muito bem!

No dia 03 então os candidatos do XIV Exame terão de refletir sobre o que fazer tendo em vista suas circunstância pessoais.

Se aprovados, by by OAB.

Se reprovados, terão de fazer, obviamente, seus recursos.

E, se reprovados, terão de decidir se vão esperar o resultado final ou se vão começar, de cara, a estudar para a 2ª fase do XV Exame. Isso vai depender, preponderantemente, da própria percepção quanto ao sucesso de eventual recurso.

Mas fica uma única verdade: o tempo vale ouro. Esperar para iniciar os estudos NUNCA é uma opção.

Pensem sobre isto, pois faltam 16 dias para o resultado preliminar.

- Categoria: Humor

Os “causos” que acontecem durante a aplicação da prova da OAB!

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O Exame de Ordem tem uma característica bem conhecida e verdadeiramente marcante: o nervosismo dos candidatos.

A pressão pela aprovação atinge a maioria dos candidatos e é algo longe, muito longe de ser folclórico. é famoso um estudo do Departamento de Psicobiologia da Unidade de Medicina Comportamental da UNIFESP, sobre os índices de ansiedade e stress pré-Exame de Ordem, em que foram analisados 237 bacharéis em Direito inscritos em cursos preparatórios em diversas regiões do estado de São Paulo, com idade entre 21 e 74 anos (32,9 anos, em média), sendo 46% homens e 54% mulheres. Destes, 80% já haviam prestado o Exame anteriormente, sendo que alguns em mais de uma oportunidade.

Desse universo de candidatos analisados, 70% apresentaram sintomas de stress, sendo que 41% com níveis de stress mais severos.

Ou seja: a parada é tensa mesmo!

E isso produz, digamos, histórias estranhas, tristes ou mesmo hilárias de candidatos que se atrapalham todos na hora da verdade.

Ontem colhi o depoimento de uma série de examinandos sobre estes “causos” que valem a pena ser lidos.

Reparem só:

“Maurício, meu amigo fez algo que beira o inacreditável. Ele foi fazer a segunda fase domingo e simplesmente esqueceu de entregar a prova. Com a reprovação ele teria direito à repescagem. Mas se eliminarem ele, terá que fazer novamente a 1a fase. Vc pode nos dar uma luz se existe chance?”

“IX exame, 1ª fase. O “doutô” sentado na minha frente deve ter ficado nervoso demais no meio da prova com a complexidade das questões que o levou a ter “movimentos intestinais involuntários” e eu bem atras dele. Então vc imagina…”

“Na minha sala, em Recife, o saco lacrado de provas veio faltando as provas de penal, tinham 4 pessoas de penal na sala, ai todos esperaram, depois de 12 min chegou um novo saco “lacrado” com exatamente 4 provas de penal que estavam faltando.”

“Durante o XIII, no andamento dos estudos, me orientaram tomar um remédio para ficar mais esperta: Ritalina. E realmente fiquei nos dias antecedentes a prova. No dia dela resolvi tomar 2 para ficar mais esperta…adivinha? O efeito foi tão forte que fiquei abilolada na prova, nem conseguia ler direito, não conseguia ficar sequer sentada. Resultado: reprovada.”

Na minha sala tinha um velhinho que eu acho que fumava “um cigarinho do demônio” porque tudo que o fiscal falava ele respondia “sóooo”. Ele levou pra prova um vade, duas bananas e a caneta na orelha! E teve outro, também um senhor já, que levou os post-it todos escritos. O fiscal teve que tirar tudo! A cara de desolado dele tentando argumentar com o fiscal deu dó!

“Uma moça que levou uma banana, duas garrafas de gatorade e uma vasilha com biscoitos pra fazer a prova. Ela achava que era um pic-nic.”

“Teve um espertão que chegou com uma mochila ai ele deu um mini vade pro fiscal olhar porém depois de sentado ele tirou outro vade da mochila e se fez de joão-sem-braço e não deu pro fiscal averiguar!”

“Um senhor de idade ficou tão apavorado com a prova da segunda fase que deu ataque epiléptico! A maca entrou dentro da sala para retirar o candidato. Após superar o trauma, o senhor chorava compulsivamente.”

“Depois de uma semana pensei que eu tinha deixado de assinar a prova.. Mas assinei e deu tudo certo! Hj eu dou risada disso, mas chorei noites e noites”

“A fiscal da sala queria chamar o SAMU, pois eu estava muito gripada e me colocaram debaixo de um condicionador de ar muitooooooo gelado. A peça prática era bem uma obrigação de fazer para entrega de um condicionador de ar!! Kkkkkkkkkkkkkk creio que era notório minha satisfação!!

“Quando eu fiz era uma contestação com 12 pontos pra ser abordado. Um amigo meu fez e saiu perguntando o que era para contestar, já que o autor estava com razão em todos os pontos! Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk!”

“Um rapaz na minha sala estava com vade mecum de 2008 pra fazer a prova de penal!”

“O povo falando de 3 vades! Quando fui fazer a prova levei 3 clts, 1 vade mecum completo, 1 vade mecum trabalhista e mais um livro de súmulas. Fazer 2ª fase de trabalho é ir pra guerra, com granada e bomba!

“Quando fiz a prova no exame XIII, fui ao banheiro e sem querer me esbarrei em uma menina saindo do reservado, onde fica o vaso. Daí caiu um monte de papel no chão!! Kkk! Acho que estava na blusa dela, era cola! Então ela se abaixou e pegou tudo rapidinho! Eu fingi que não tinha entendido, sorte que não tinha fiscal dentro do banheiro, só tinha na porta.”

“Deu crise de choro em uma menina da minha sala 5 minutos antes de começar a prova, aí quase que a sala toda começa a chorar com a menina…kkkkkkkkk!

“O que causou entreolhares na sala que eu fiz prova foi um senhor que levou uma mala com rodinhas com uns dois vades e umas quatro coletâneas de normas administrativas. E o fiscal teve que conferir tudo! kkk”

“Eu assinei a prova e quis devolver pra fiscal e ficar só com o rascunho…kkkk! A fiscal não aceitou e aí me toquei…

“Eu levei 2 vades comuns (aquele velho apego ao vade velhinho já todo pintado e cheio de post it e o novo, pra que 2? Não sei, mas levei), 1 vade de trabalho, 1 livro de súmulas e uma 1 clt. Aí a fiscal já me amou, aquele tanto de coisa para ela olhar. E levei também um verdadeiro pic nic (sim, eu tenho fome fazendo prova, e muita, me julguem!) com direito a caixa de bis, suco, água, balinha, pacotes de doritos, fandangos, rufles…Foi aí que a fiscal me amou mais ainda. Fiz a prova toda com ela do meu lado levando para o lixo cada papelzinho de bis q eu colocava dentro da caixinha em cima da minha mesa (comi a caixa de bis toda, imaginem quantas vezes ela foi ao lixo) e olhando para cada folha do vade que eu abria para responder a prova… Quando saí agradeci né?! Porque foi tanta dedicação…”

“Tive acesso de nervosismo durante a prova, no início achei que estava tudo sobre controle, relaxei, fiz meus lanches, kkkk. Perdi muito tempo com isso, tinha 30 minutos pra terminar os pedidos. Comecei a chorar compulsivamente, lembro bem do fiscal olhando pra mim. Mal conseguia segurar a caneta achando que iria entregar a prova incompleta. Lembro bem de que tentava me concentrar a todo custo em manter a caneta firme nas mãos pra ver se ainda saia alguma coisa. Com todo esse embaraço, deu certo!”

“Bem, casei no dia anterior à 2ª fase e embora não beba pulei a noite inteira na festa, sem contar as fortes emoções desse dia. Ao chegar na prova topei com o Maurício Gieseler e pedi que benzesse o vade mecum armador, foi legal para quebrar o gelo. Sim, na hora da prova de constitucional identifiquei a peça na hora, mas o cansaço talvez tornou a batalha mais difícil e demorei 2h para começar a produzir. Dei conta e apesar de ainda não saber se passei agora estou em lua de mel curtindo com minha mulher e apreensivo para saber se poderei exercer minha profissão de forma honrada para mim é para a sociedade.”

“Na primeira fase fui toda confiante. Almocei cedo macarronada com frango, típico de domingo. Peguei os documentos e fui para a prova. No meio dela comecei a passar muito mal de tanto nervosismo. Foi me dando um revertério…Chamei o fiscal para poder ir ao banheiro, mas não deu tempo…O fiscal chegou e eu acabei vomitando nele e na sala toda! Macarrão por todo lado. Foi um desastre! Kkkkkkkkkk! Minha pressão subiu, veio a enfermeira. Algumas pessoas agradeceram porque a sala ficou sem fiscal por uns 10 min. Kkkkkkkk! No fim eu passei nos 40 cravados! kkkkkkk!”

“Tenho sim…o meu kkkk! Havia estudado igual um doido quando fui pra segunda fase. Virei noites estudando. No dia da prova estava tenso, nervoso como de costume. Quando peguei a prova olhei, olhei, dei uma lida, li outra vez e pensei “CHUPA OAB” é hoje!! Tudo que havia estudado estava ali! Fiquei feliz pra cacete, fiz a peça e respondi as questões. Na hora de passar para folha de respostas…o que a anta aqui fez???? Na hora de passar as questões me confundi e escrevi a 1ª na 2 e assim por diante. Resultado: na peça havia tirado 4.75 e zerei nas questões. Quando vi a merda que tinha feito não sabia se gritava, chorava, arruma briga com o Anderson Silva, desespero total!! Mas no exame seguinte graças a Deus gritei “PAÇEI!!”