Maurício Gieseler

Maurício Gieseler

Advogado em Brasília (DF), este blog é focado nas questões que envolvem o Exame Nacional da OAB, divulgando informações e matérias atualizadas, além de editoriais, artigos de opinião e manifestações que dizem respeito ao tema. Colocamos, também, a disposição de nossos visitantes provas, gabaritos, dicas, análises críticas, sugestões e orientações para quem pretende enfrentar o certame. Tudo sobre o Exame de Ordem você encontra aqui.

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- Categoria: Editais

FGV altera a data-limite para comprovação de matrícula no 9º semestre da faculdade para inscrição no XVII Exame!

A FGV publicou ontem uma alteração importante para os examinandos que ainda estão na faculdade: a data-limite para a matrícula no XVII  dos estudantes de Direito que desejam fazer o XVII Exame de Ordem.

A regra, no lançamento no edital, era a seguinte:

1.4.3. Poderão realizar o Exame de Ordem os estudantes de Direito que, até o dia 26 de junho de 2015, estejam matriculados nos últimos dois semestres ou no do último ano do curso de graduação em Direito.

Agora, com a retificação, a nova data passou a ser o dia 1 de julho:

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Obviamente, muitos diretores de faculdades devem ter reclamado da data,e a OAB decidiu jogá-la um pouco mais para frente para “casar” o período final de matrículas nas faculdades.

Uma boa medida da Ordem.

E, obviamente, boa para os candidatos ainda na faculdade!

Querem saber como escolher a disciplina de 2ª fase?

Edital do XVII Exame de Ordem sai na próxima 2ª feira: como escolher a disciplina da 2ª fase?

Confiram o edital:

Edital do XVII Exame de Ordem

Os pontos mais importantes do edital do XVII Exame de Ordem

Já fizeram o nosso simulado? Importante nesta altura do campeonato!

Gabarito e vídeos de correção do 2º Simulado do Portal Exame de Ordem

Quais são os melhores cursos e livros para esta reta final da OAB?

Os cursos CERTOS para a 1ª fase do XVII Exame da OAB!

- Categoria: Cursos do Portal

Os cursos CERTOS para a 1ª fase do XVII Exame da OAB!

Faltam 47 dias para a próxima prova e o Portal Exame de Ordem tem os cursos CERTOS para quem quer ser preparar com EFICIÊNCIA nesta reta final!

O tempo é curto, mas dá para salvar a pátria ainda!

Confiram os nossos cursos:

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Questões Comentadas 1ª fase OAB – 2ª edição

1000 dicas 1ª fase OAB

Não percam tempo!

- Categoria: Advocacia

“No simulado eu vou bem e na prova eu vou mal! O que eu faço?”

Treino é treino e jogo é jogo, teria dito um dos maiores jogadores do futebol brasileiro, Didi, sobre as acusações de que não estaria se esforçando nos treinamentos durante a copa de 1958.

Curiosamente, apesar de Pelé e Garrincha, era Didi o cérebro da equipe, daquela que foi a melhor seleção brasileira de todos os tempos.

Didi

Mas treinar para jogar bola não é a mesma coisa que treinar para fazer a prova da OAB, assim como Didi era, simplesmente, Didi.

No treino as condições podem ser trabalhadas para se tornarem o mais próximas possíveis da prova em si, mas nunca é a mesma coisa.

E não é por conta do fator “pressão”

Quando uma pessoa treina, ela sabe que aquilo ali não irá, de plano, definir nada: é só uma antecipação para o evento principal. Na hora da verdade, o treino e evocado para que tudo dê certo, mas o desafio é real, e as consequências também, seja ser derrotado em jogo ou ser reprovado em uma prova.

É o medo de falhar que estabelece, de fato, a diferença entre o treino e o jogo, o treino e a prova.

Talvez Didi fosse confiante demais para ter medo, o que não é improvável, apesar de não ser algo certo. Em 1958 Didi já era um jogador consagrado e tarimbado, enquanto Pelé e Garrincha ainda não.

Evidentemente, o treino serve não só para aprimorar a parte técnica como também a emocional, mas quando tratamos de Exame de Ordem, reprovar várias vezes para “amoldar” o emocional não é exatamente uma opção.

E aqui chegamos ao ponto. Muitos candidatos reprovam algumas vezes, mas a reprovação não condiz com o que eles treinaram antes. Nos simulados eles conseguem notas acima dos 40 pontos, mas na hora das provas acabam tendo desempenho aquém daquilo que esperavam.

Por que isto ocorre?

Vamos pensar juntos!

Qual é o objetivo do treinamento? De fazer os simulados?

Não só entender a lógica das questões como também não ser surpreendido na hora da prova. Resolver questões é uma etapa fundamental dentro do processo de aprendizado, e fazer simulado é importante para se criar o clima da prova.

Entretanto, na hora do simulado, o medo e a consciência de que agora é “para valer” tendem a atrapalhar o cognitivo do candidato, caso este não consiga controlar o aspecto emocional. Talvez esta seja a principal causa por detrás da frustração entre fazer bons simulados e péssimas provas.

O ponto é: os simulados estão sendo efetivos no processo de construção da confiança e da segurança emocional? O candidato não estaria se contentando com pouco ao ir bem em alguns simulados?

Vamos combinar: quem sabe muito de alguma coisa, quem está bem preparado tende a não se abalar com uma avaliação.

O exército romano sabia bem o valor disto, ao ponto do historiador judeu romanizado Flávio Josefo definir a atuação das legiões romanas da seguinte forma: “Seus treinamentos eram batalhas sem derramamento de sangue e suas batalhas eram treinamentos com derramamento de sangue.

Isso que fez Roma ser o mais longevo império na história da humanidade, com 700 anos de duração.

É inevitável: se o treinamento for “mais violento” do que o teste em si, na hora da verdade o resultado tende a ser, em regra, positivo.

Os romanos treinavam como se estivessem, de fato, em uma batalha. A pergunta é: quem vai fazer a OAB treina como se fosse mesmo fazer a prova?

Em regra não, pois o aspecto emocional, evidentemente, é difícil de ser reproduzido em um simulado, mesmo que todas as condições em volta do candidato simulem a realidade. Em um treinamento militar, por exemplo, o esforço tem de ser elevado, até porque é um tipo de desafio completamente diferente. Resolver questões é algo bem mais pacífico.

Mas existe uma forma de superar essa limitação: resolver mais simulados e resolver questões com um grau de complexidade superior ao comumente usado na OAB.

É possível sim fazer com o que o desempenho na hora da prova seja igual ou mesmo superior ao desempenho nos treinamentos, desde que o nível de exigência e o volume de treinamento sejam superiores ao que será exigido na futura prova.

Este é o caminho!

Nada impede os candidatos de, a cada final de semana, de fazerem simulados ou resolverem questões um pouco mais intrincadas se comparadas com as questões da OAB. Sentir agora uma dificuldade maior do que será experimentada na hora da prova tende a ser uma boa pedida para trabalhar não só o aspecto técnico como também o lado emocional.

Na hora da prova, quando um candidato que treinou muito se deparar com as questões, ele tenderá a achá-las mais fáceis em comparação com o que vinha até então se deparando. Isto inegavelmente produz um efeito positivo no emocional, e a tendência será a de se acalmar e fazer uma boa prova.

Segue uma lista de sites que oferecem simulados online para vocês treinarem visando a próxima prova objetiva:

Jurisway

Simulados OAB

Tecnolegis

Questões de Concursos

Cliquem também nos links abaixo para quem ainda não fez os nossos simulados:

Simulados do Portal Exame de Ordem

Se o treino é mais difícil que o desafio, o desafio então tende a ser superado.

- Categoria: Como se preparar para a prova

Como “hackear” a repescagem do Exame de Ordem?

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Dia desses eu li uma matéria sobre “hackear a vida”, ou seja, achar soluções simples e inteligentes para facilitar a própria vida. Esse então seria o significado de hackear, e não aquele mais famoso de invadir computadores.

Se o termo é adequado ou não, é uma outra história, mas eu gostei do conceito.

E pensei aqui se seria possível “hackear” o Exame de Ordem.

Pior que é!

Ao menos para quem vai para a repescagem, é possível facilitar as coisas. E é algo bem simples!

Vejam só!

O edital do XIII Exame de Ordem tinha uma regra VEDANDO ao candidato a possibilidade de fazer a repescagem caso se inscrevesse na 1ª fase do Exame subsequente:

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No Exame seguinte, o XIV, essa regra foi alterada:

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Ou seja, quem se inscrevia no Exame seguinte de forma inadvertida (ou não) poderia fazer a repescagem normalmente.

A partir daí a regra perdurou nos editais da repescagem, incluindo aí o último, do XVI:

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Beleza! O candidato vai para a repescagem da prova seguinte e também ainda pode se inscrever na prova da 1ª fase também do Exame seguinte?

Exato!

Aí vem o pulo do gato!

Se essa regra do edital for mantida agora no XVII (e muito provavelmente vai) o candidato que porventurar reprovar na atual 2ª fase (do XVI), poderá se inscrever na 1ª fase do XVII e, se aprovado, fará a 2ª fase do XVII (garantido pela repescagem) e ainda, SE PASSAR na prova da 1ª fase, já garante para si a repescagem no XVIII Exame.

Ou seja: quem ficar para a repescagem do XVII pode, fazendo a prova da 1ª fase novamente, buscar uma proteção caso venha a reprovar na repescagem, se garantindo na próxima repescagem.

Dessa forma, a repescagem deixa de ser a “última chance” e pode ser assegurada até o candidato ser finalmente aprovado.

Claro, ele precisaria ser aprovado na 1ª fase para tanto (e pagar a inscrição, obviamente). Mas quem passou pela 1ª fase uma vez pode passar outra, não é?

E isso na prática tem acontecido?

Sim! Alguns candidatos já estão adotando esse “hack” para garantirem a continuidade no Exame.

Mas voltar a estudar para a 1ª fase não atrapalharia os estudos específicos para a repescagem?

Mais ou menos…

Depois da reprovação na 2ª fase até a prova da 2ª fase seguinte o candidato tem um tempão para se preparar. Praticamente 4 meses só para a prova da 2ª fase. Dá para conciliar os dois sem problemas. Ademais, o foco será a prova da repescagem, por óbvio. A preparação para a 1ª fase ficaria adstrita a pequenos intervalos de tempo e mais focada em revisões e uma preparação na véspera.

Caso essa opção seja adotada, o início dos estudos para a repescagem, de toda forma, deveria ser antecipado o máximo possível (como deve ser independentemente de adotar o “hack” ou não) para com antecedência esgotar o conteúdo e o candidato poder se dedicar ao máximo ao treinamento de peças e questões pura e simples, já com o conteúdo todo fixado na cabeça.

Aliás, isso é uma regra elementar: quanto antes os estudos tiverem início, melhor.

“Mas Maurício, compensa fazer isso?”

Não sei…isso aí é uma ponderação bem particular. Não estou dizendo para vocês adotarem isso, mas apenas mostrando que é possível fazer.

A partir daí cada uma adota o procedimento que julgar mais conveniente.

Ao menos pensem nisto!

E, claro, hackear algo não é necessariamente sinônimo de facilidade. Aqui, no caso, é uma opção estratégica.

- Categoria: Editais

Os pontos mais importantes do edital do XVII Exame de Ordem

Muito bem jovens futuros advogados! Depois de uma enrolação não muito usual para um edital, eis que ele vem ao mundo!

Cliquem no link abaixo para conferir o edital do XVII Exame da OAB:

Edital do XVII Exame de Ordem

Jóia! Vamos ver quais os pontos verdadeiramente interessantes neste edital, além de eventuais mudanças?

Vamos lá!

1 – Calendário do XVII Exame

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As provas, já anteriormente marcadas, continuam nas datas anteriormente anunciadas pela FGV.

Tudo dentro do script!

Prova da 1ª fase no dia 19 de julho, daqui 48 dias, e 2ª fase no dia 13 de setembro.

2 – Da inscrição

Mudanças aqui!!!

1.4.3. Poderão realizar o Exame de Ordem os estudantes de Direito que, até o dia 26 de junho de 2015, estejam matriculados nos últimos dois semestres ou no do último ano do curso de graduação em Direito.

Até a data o dia 26/06 o candidato deve estar REGULARMENTE matriculado em sua faculdade.

IMPORTANTE: a retirada do certificado de aprovação no Exame de Ordem só poderá ser feita caso, quando o certificado for ser retirado, após a aprovação, o candidato comprovar que no momento da inscrição no Exame (ou seja, a inscrição posta como situação pretérita), o candidato demonstre que já estava matriculado nos dois últimos semestres:

1.4.4.2. Os estudantes que forem aprovados no XVII Exame de Ordem Unificado e ainda não concluíram o curso de graduação em Direito poderão retirar seus certificados de aprovação caso comprovem que a matrícula nos dois últimos semestres ou no último ano do curso foi efetivada até o dia 26 de junho de 2015.

3 – Da mudança do local de realização da prova

1.4.3.1. O examinando prestará o Exame de Ordem no Conselho Seccional da OAB no estado em que concluiu o curso de graduação em Direito ou no estado sede de seu domicílio eleitoral, sendo vedada a realização de etapa subsequente em local diverso do inicialmente escolhido, nos termos do disposto no Provimento 144, de 13 de junho de 2011, e suas alterações posteriores constantes do Provimento 156/2013, de 1º de novembro de 2013, do Conselho Federal da OAB.

1.4.3.2. O examinando poderá interpor requerimento fundamentado, dirigido à Coordenação Nacional do Exame de Ordem, até as 23h59min do dia 15 de junho de 2015, solicitando a realização das provas em estado distinto do escolhido no ato da inscrição, o qual deverá ser encaminhado exclusivamente por meio da página http://oab.fgv.br/xviiexame/requerimentos. Os pedidos serão apreciados pelas Comissões de Exame de Ordem das Seccionais OAB de origem, que deliberarão por seu deferimento ou indeferimento. Requerimentos sem fundamentação ou enviados após a data e horário limite serão preliminarmente indeferidos. O CFOAB e a FGV não se responsabilizam por requerimentos não recebidos por quaisquer motivos de ordem técnica ou por procedimento indevido dos usuários.

Quem não quer ou não pode prestar o exame no local onde se formou ou onde tem domicílio eleitoral poderá pedir para fazer a prova onde deseja, fazendo-o de forma FUNDAMENTADA, dentro do prazo estipulado no item 1.4.3.2, ou seja, dia 15 de junho.

4 –  Da inscrição

2.1.2. A inscrição consistirá na submissão, exclusivamente via Internet, no endereço eletrônico http://oab.fgv.br no período entre 18h do dia 01 de junho de 2015 e 23h59min do dia 15 de junho de 2015, observado o horário oficial de Brasília/DF, do formulário de solicitação de inscrição devidamente preenchido. Submetido o formulário, o examinando deverá imprimir o boleto bancário correspondente, lembrando que a homologação da inscrição somente se dará após o pagamento da taxa de inscrição no valor de R$ 220,00 (duzentos e vinte reais).

Confiram o link de inscrição:

Inscrição no XVII Exame de Ordem

E sim, o valor de inscrição continua sendo aquela facada básica:

3.1

5 –  Do pagamento do boleto

2.1.2.1. Todos os examinandos inscritos poderão reimprimir seu boleto bancário, caso necessário, no máximo até as 23h59min do dia 26 de junho de 2015, quando este recurso será retirado do site da FGV, para pagamento neste mesmo dia, impreterivelmente. A FGV não enviará boleto bancário por e-mail a examinandos.

O pagamento final do boleto será no dia 26 de junho!

Toda edição tem gente que esquece. Por pior que seja o valor, paguem logo de uma vez esse boleto para evitar dor de cabeça.

Um ponto interessante aqui. Se o candidato se arrepender do local de inscrição ou da disciplina optada, é possível fazer uma nova inscrição (e ter de pagar por ela, claro!) para alterar um desses dois aspectos:

2.1.2.3. Caso, quando do processamento das inscrições para o Exame de Ordem, for verificada a existência de mais de uma inscrição realizada por um mesmo examinando (seja mediante o pagamento da taxa ou pelo deferimento de pedido de isenção), somente será considerada válida e homologada aquela que tiver sido realizada por último, sendo esta identificada pela data e hora de envio, via Internet, do requerimento através do sistema de inscrições on-line da FGV. Consequentemente, as demais inscrições dos examinandos nesta situação serão automaticamente canceladas, não cabendo reclamações posteriores nesse sentido.

Para a FGV o que conta é o último pedido de inscrição.

Mas isso só será válido até o último dia de pagamento do boleto. Depois disso, já era:

2.1.6.1. Decorrido o prazo para pagamento da taxa de inscrição, o examinando não poderá, em hipótese alguma, alterar sua opção de Seccional, de cidade de realização de provas, tampouco a opção de área jurídica da prova prático-profissional, ressalvado o disposto no item 1.4.3.2.

Aqui temos duas novidades.Uma, já tratada no link abaixo:

Edital do XVII Exame de Ordem vem com uma inovação HISTÓRICA: Examinandos travestis ou transexuais poderão usar seus nomes sociais!

A outra, já esperada e anunciada pelo CFOAB, é a flexibilização das regras quanto ao uso de roupas religiosas durante a aplicação da prova:

3.6.15.5. É garantida a liberdade religiosa dos examinandos inscritos no Exame de Ordem Unificado. Todavia, em razão dos procedimentos de segurança previstos neste edital, previamente ao início da prova, aqueles que trajarem vestimentas que restrinjam a visualização das orelhas ou da parte superior da cabeça serão solicitados a se dirigirem a local a ser indicado pela Coordenação da FGV, no qual, com a devida reserva, passarão por procedimento de vistoria por fiscais de sexo masculino ou feminino, conforme o caso, de modo a respeitar a intimidade do examinando e garantir a necessária segurança na aplicação das provas, sendo o fato registrado em ata.

3.6.15.5.1 Excepcionalmente, por razões de segurança, caso seja estritamente necessário, novo procedimento de vistoria descrito no subitem anterior poderá ser realizado.

O Conselho Federal da OAB tomou essa decisão em decorrência da examinanda Charlyane Silva de Sousa ter sido retirada da prova por estar usando a tradicional vestimenta mulçumana, hijab.

Charlyane, juntamente com sua advogada, Daniela Dias, foram recebidas pelo presidente nacional da OAB que, na ocasião, afirmou que “a OAB não aceita e não pode acatar quaisquer atos de discriminação, seja por pela opção religiosa, cultural ou qualquer outra”.

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OAB vai garantir o uso de vestimentas religiosas durante a aplicação do Exame de Ordem

6 –  Da repescagem

2.8.1. De acordo com o Provimento 144, de 13 de junho de 2011, e suas alterações posteriores constantes do Provimento 156/2013, de 1º de novembro de 2013, do Conselho Federal da OAB, o examinando que não lograr aprovação na prova prático-profissional terá a faculdade de reaproveitar o resultado da prova objetiva, para fins de realização da prova prático-profissional do Exame imediatamente subsequente, mediante o pagamento do valor da taxa de inscrição correspondente.

2.8.1.1. Os procedimentos para requerer o reaproveitamento do resultado de aprovação na 1ª fase do XVI Exame de Ordem Unificado serão dispostos em edital complementar com publicação prevista para o dia 16 de junho de 2015.

As regras específicas da repescagem deverão esperar um pouco, até o dia 16 de junho. Mas, pelo visto, segue tudo como antes. Quem reprovar na 2ª fase do XVI fará diretamente a 2ª fase do XVII. Importantíssimo se preparar com o máximo de antecedência possível.

7 – A jurisprudência pacificada

3.4.1.2. As questões da prova objetiva poderão ser formuladas de modo que, necessariamente, a resposta reflita a jurisprudência pacificada dos Tribunais Superiores.

(…)

3.5.10. Para realização da prova prático-profissional o examinando deverá ter conhecimento das regras processuais inerentes ao fazimento da mesma.

3.5.12. As questões da prova prático-profissional poderão ser formuladas de modo que, necessariamente, a resposta reflita a jurisprudência pacificada dos Tribunais Superiores.

Na prova do XI Exame foi criada uma grande expectativa quanto permissão do uso de jurisprudência tanto na 1ª como na 2ª fase, mas isso não mudou em nada a dinâmica do Exame, nem nela e nem em nenhum das edições anteriores. Na 2ª fase já usavam mesmo muitas abordagens jurisprudenciais e na últimas provas nada de exótico foi cobrado.

Nada de assustador aqui. Tudo segue como sempre.

8 – Quanto ao critério de avaliação da redação das provas subjetivas:

3.5.11. O texto da peça profissional e as respostas às questões discursivas serão avaliados quanto à adequação ao problema apresentado, ao domínio do raciocínio jurídico, à fundamentação e sua consistência, à capacidade de interpretação e exposição e à técnica profissional demonstrada, sendo que a mera transcrição de dispositivos legais, desprovida do raciocínio jurídico, não ensejará pontuação.

Essa é uma inovação do edital retrasado, mantida agora, apesar da regra já ser antiga. Ou seja: a FGV teoricamente daria mais valor a forma como os candidatos redigem suas peças e questões. A correção da redação é de suma importância na 2ª  fase.

Entretanto, as correções de peça na 2ª fase ainda deixam muito a desejar.

Observem o item 3.5.6 do novo edital, uma regra trazida no edital passado:

3.5.6. Na redação das respostas às questões discursivas, o examinando deverá indicar, obrigatoriamente, a qual item do enunciado se refere cada parte de sua resposta (“A)”, “B)”, “C”) etc.), sob pena de receber nota zero.

O que acontece aqui?

O candidato terá de delimitar, na prova da 2ª fase, cada item constante na pergunta das questões, sob pena de tomarem a nota zero.

Como assim?

Reparem só como é uma questão de uma prova subjetiva:

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O candidato NÃO poderá responde de uma vez só a alínea A e a alínea B. Ele tem de separar, no seu caderno de resposta, a resposta da letra A, identificando-a devidamente, e a resposta da letra B.

Se o candidato misturar, ele tomará um zero.

9 – Ocorrência de hipóteses excepcionais

3.6.23. Se, por qualquer razão fortuita, o exame sofrer atraso em seu início ou necessitar interrupção, será dado aos examinandos do local afetado prazo adicional de modo que tenham no total 5 (cinco) horas para a prestação do exame.

3.6.23.1. Os examinandos afetados deverão permanecer no local do exame, não contando o tempo de interrupção para fins de interpretação das regras deste Edital.

3.6.23.2. Em casos excepcionais, quando a situação verificada impossibilitar o prosseguimento das provas em condições isonômicas a todos os examinandos envolvidos, a Coordenação Nacional do Exame de Ordem poderá deliberar pela suspensão da aplicação em determinada localidade, com o agendamento de nova data para o prosseguimento do certame, preservando válidas as provas aplicadas nos demais polos de prova no país.

Outra inovação da prova retrasada. Foi criada uma regra para os caso fortuitos que porventura venham a a ocorrer durante a aplicação das provas. E, como nós sabemos, o risco é bem real. A regra visa proteger a aplicação da prova em si.

10 – O critério de indicação das peças práticas

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Isso significa que a peça inadequada é toda aquela que não for, estritamente, a peça apontada pela OAB como a correta quando da publicação do padrão de resposta, não existindo mais a margem para o cabimento de peças que não representariam a inépcia da inicial ou coubesse a fungibilidade no caso de recursos.

A peça certa é aquela escolhida pela OAB.

Nenhuma novidade aqui, mas….talvez seja o ponto mais importante da 2ª fase. Olho nisto daí!

11 – Do gabarito da 1ª fase e padrão de resposta nos mesmos dias das provas

5.1. Os gabaritos preliminares da prova objetiva serão divulgados às 22h do dia 19 de julho de 2015, observado o horário oficial de Brasília/DF, e o resultado preliminar da prova objetiva será divulgado na data provável de 04 de agosto de 2015.

5.2. Os padrões de respostas preliminares da prova prático-profissional serão divulgados às 22h do dia 13 de setembro de 2015, observado o horário oficial de Brasília/DF, e o resultado preliminar da prova prático-profissional será divulgado na data provável de 06 de outubro de 2015

A OAB marca às 22h mas sempre sai antes.

12 – Sobre as anulações

5.9. No caso de anulação de questão integrante da prova objetiva, a pontuação correspondente será atribuída a todos os examinandos indistintamente, inclusive aos que não tenham interposto recurso.

5.9.1. No caso de anulação de questão da prova objetiva, a pontuação correspondente não será atribuída novamente ao examinando que, no resultado preliminar, já havia computado o acerto.

5.9.2. No caso de anulação de qualquer parte da prova prático-profissional em determinada área jurídica, a pontuação correspondente será atribuída a todos os examinandos que realizaram a prova nessa área, inclusive aos que não tenham interposto recurso.

Na 2ª fase, eventuais anulações só serão aproveitadas pelos candidatos que fizeram a disciplina cujo item de prova venha a ser anulado. Isso deu um imenso problema no X Exame de Ordem, sanado no XI Exame.

13 – Do material permitido e proibido na 2ª fase

Leiam com atenção este quadro. Ele é importante para delimitar o que pode e o que não pode ser levado para a 2ª fase.

Neste ponto não tivemos nenhuma modificação em relação ao edital passado. Em regra, todos os grandes códigos e vades para a 2ª fase são permitidos, ao menos aqueles elaborados pela grandes editoras.

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Muito bem!

Confiram novamente o link de inscrição: Edital do XVII Exame de Ordem

Começou a corrida para o XVII Exame de Ordem!

- Categoria: Editais

Edital do XVII Exame de Ordem vem com uma inovação HISTÓRICA: Examinandos travestis ou transexuais poderão usar seus nomes sociais!

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Eis uma novidade surpreendente no edital do XVII Exame de Ordem: A OAB passou a aceitar as pessoas por sua identidade de gênero!

A novidade está no item 2.4.7 do edital. Confiram:

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Muito bonita essa inovação da OAB, pois ela garante um direito fundamental, e muito caro, a uma minoria sempre alvo de discriminação na sociedade pelo simples fato de serem quem são: o direito ao exercício de sua própria identidade perante a sociedade.

Eu arrisco a dizer que se trata, verdadeiramente, de uma inovação HISTÓRICA, em especial por estarmos vivendo uma época de um conservadorismo visceral, desnecessário e na mais absoluta contramão do que vem ocorrendo no mundo civilizado.

Vejo isto também como o estabelecimento de um marco ideológico da Ordem diante dessas forças no Congresso, o mais conservador dos últimos tempos.

Belíssimo ponto para a OAB e sua diretoria, encabeçada pelo presidente Marcus Vinicius Furtado Coelho.

Importante para os candidatos que vão requerer o uso do nome social que leiam as regras  e procedimentos descritos no item 2.4.7.1. e seguintes.

Edital do XVII Exame de Ordem

Mais uma vez, parabéns para a OAB!

- Categoria: Cursos do Portal

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