Maurício Gieseler

Maurício Gieseler

Advogado em Brasília (DF), este blog é focado nas questões que envolvem o Exame Nacional da OAB, divulgando informações e matérias atualizadas, além de editoriais, artigos de opinião e manifestações que dizem respeito ao tema. Colocamos, também, a disposição de nossos visitantes provas, gabaritos, dicas, análises críticas, sugestões e orientações para quem pretende enfrentar o certame. Tudo sobre o Exame de Ordem você encontra aqui.

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- Categoria: Como se preparar para a prova

É conveniente trocar a disciplina da 2ª fase para quem vem da repescagem?

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Acontece, e não é raro, que um candidato reprove mais de uma vez em uma determinada 2ª fase e sinta a necessidade, ou talvez viva uma dúvida atroz, sobre a correção de sua escolha.

Afinal, se os estudos não vêm produzindo o resultado aprovação, a descrença pode perfeitamente surgir como consequência.

Eis o problema: o candidato está se sentindo desconfortável com sua disciplina e quer trocá-la por outra. Ele já reprovou anteriormente nesta disciplina e não consegue superar a 2ª fase.

As dúvidas quanto a escolha, evidentemente, surgem.

Bom….

Eu sou contra, há muito tempo, de estabelecer qualquer forma de influência direta sobre o candidato. Minhas convicções são firmes no sentido de que o processo de escolha depende de avaliações pessoais e mensuração EMPÍRICA (na prática) de desempenho.

Abertas as inscrições para a repescagem no XVII Exame da OAB

A melhor fórmula envolve a resolução de provas passadas nas disciplinas de escolha e, dentre aquelas em que o desempenho é mais consistente, o candidato faz a sua escolha.

Este é o caminho mais honesto e racional.

7 FORTES razões para vocês se preparem para a 2ª fase da OAB com a equipe do Portal Exame de Ordem!

É tentador se sentir influenciado pelo carisma ou os argumentos de um professor, mas neste ponto o processo de escolha é “contaminado” pela influência externa. Não que isto seja errado, mas pode impactar negativamente no resultado.

Sei de histórias onde o candidato compra a opinião do professor e se dá bem, mas o contrário também é verdadeiro.

A grande verdade é: professor nenhum estará ao lado do seu aluno na hora da prova. Ou o candidato se garante ou reprova.

Logo, eventual decisão de trocar uma disciplina pela outra passa por duas perguntas:

1 – Você realmente domina sua disciplina de 2ª fase?

2 – Há tempo suficiente para se fazer uma troca de disciplina e apreendê-la totalmente?

Pensando a 1ª pergunta, o candidato precisa fazer uma severa autocrítica: pode ter predileção por sua disciplina mas não está dominando-a totalmente. Não é raro ver candidatos que ACHAM que sabem mas cometem erros demonstrando exatamente o contrário.

Eis a primeira armadilha: a falsa percepção de domínio do conteúdo.

A reprovação seria, em tese, a demonstração de que a percepção quanto ao domínio da disciplina está equivocada, EM ESPECIAL quando lá se vão 3 ou 4 reprovações seguidas.

Conheço histórias de candidatos que passaram para a 2ª fase 4, 5, 6 ou mesmo 7 vezes e tentaram sempre a mesma disciplina até lograr sucesso. E também sei de histórias em que o candidato trocou de disciplina e finalmente se deu bem.

Então a resposta a ser buscada neste momento é: você REALMENTE domina sua disciplina?

Aqui chegamos ao momento-chave: como saber se o domínio é real e as reprovações foram “acidentes de percurso?”

O examinando deve, NECESSARIAMENTE, pegar todas as suas provas anteriores e fazer uma análise séria e pragmática das razões da reprovação, e deve responder para si mesmo as seguintes perguntas:

1 – errou mais por entender errado a pergunta ou por não saber o conteúdo?

2 – conseguiu desenvolver as respostas em tempo hábil ou demorou para fazê-lo?

3 – as respostas foram de fácil identificação ou a pesquisa no vade mecum teve de ser extensa?

Eis o momento-chave!

O candidato precisa saber se erra por que VACILA ou porque NÃO SABE o conteúdo.

Se vacila – entende errado as perguntas, demora para respondê-las ou gasta muito tempo pesquisando o vade, pois não o domina, – então a troca da disciplina não lhe será útil. O problema não seria com o conteúdo e sim com o grau de atenção do próprio candidato.

Por outro lado, se o candidato NÃO SABE o conteúdo, aí a resposta é óbvia: ou estuda de verdade, e mais, ou parte para outra disciplina.

Considerando que já reprovou anteriormente naquela disciplina, já fez vários cursos, já treinou bastante, então o processo de aprendizagem é falho ou a disciplina não foi feita para você.

Trocar é uma opção, em especial se existir a convicção de que o processo de aprendizagem NÃO é falho. Se for, então é melhor ficar onde está e desenvolver uma nova metodologia de aprendizado.

Evidentemente, a reflexão demanda análise e algum estudo das CAUSAS da reprovação. O candidato tem de sentar, fazer a avaliação, estabelecer a auto-crítica (ou mesmo pedir a ajuda de um ou mais colegas neste processo) para desenvolver suas certezas. Não é algo que se faz estalando os dedos ou mesmo possa ser feito com preguiça.

Trata-se de uma decisão ESTRATÉGICA e ela necessariamente demanda análise fria e sem paixões.

Muito bem! E se o candidato chega a conclusão de que realmente precisa trocar de disciplina, há tempo para isto?

E a resposta é um grande SIM!

Até o XI Exame a resposta não seria tão segura assim, mas agora quem reprova na 2ª fase tem ao seu favor o instituto da repescagem e isso deu aos candidatos reprovados na 2ª fase um longo tempo de preparação, muito maior em comparação às edições anteriores do Exame.

Agora sim, com um bom tempo antes da prova, é possível efetuar a troca e se preparar de forma completa na disciplina de escolha.

Vade Mecuns Armador: atualizados e específicos para o XVII Exame de Ordem

Mas por qual disciplina optar?

Para isto é indispensável ler o post abaixo:

Edital do XVII Exame de Ordem sai na próxima 2ª feira: como escolher a disciplina da 2ª fase?

Este post é resultado de muitas experiências empíricas e trata o assunto de forma absolutamente pragmática e objetiva, sem conduzir o candidato para um ou para outro lado, tão somente exigindo uma boa auto-análise.

Um alerta: não caiam na tentação da análise mais fácil ou da opinião de terceiros. Desenvolvi, por exemplo, o conceito de análise de desempenho e vejo muita gente com PREGUIÇA de fazê-la, preferindo seguir conselhos. Isso não serve!!

O Exame de Ordem é a porta para a sua profissão! Sente-se, TRABALHE, faça as análise necessárias, independentemente do trabalho ou do tempo que levar. Só desta forma a leitura do problema será completa e CONSISTENTE.

Preguiça e má-vontade tendem a resultar em uma escolha errada.

Aí o preço a se pagar é o de sempre: a reprovação!

Leve esta questão a sério e determine com segurança o caminho certo para uma escolha segura.

É uma decisão de carreira, e não meramente uma escolha para um provinha qualquer.

- Categoria: Ensino jurídico

O ranking das faculdades que mais aprovam (e reprovam) no Exame de Ordem

O Portal Terra publicou ontem um ranking com as faculdades que mais aprovaram e reprovaram no XV Exame de Ordem.

A OAB antigamente publicava este ranking após toda prova, mas por alguma razão misteriosa deixou de fazê-lo. É uma pena, pois a publicidade ranking ajudaria a forjar o mercado, expondo as instituições com um desempenho ruim e permitindo aos futuros universitários escolher com mais critério onde cursar.

De toda forma, o Terra conseguiu esses dados e os publicou. Confiram abaixo as faculdades que mais aprovam no Exame de Ordem. Observem como este ranking é dominado por instituições públicas:

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Agora vejam o outro extremo: as faculdades que menos aprovam.

E a diferença é abissal!

Acredito que a diferença é construída sobre dois pilares. O primeiro é processo de admissão. Todos nós sabemos que as federais têm os processos seletivos mais difíceis, com alta concorrência. Isso atraí os estudantes mais preparados (que não querem pagar mensalidades, é claro!).

O segundo aspecto é o nível de cobrança dos alunos. As instituições públicas costumam ser muito mais severas do que as particulares. Isso, em parte, pelo fato de que as faculdades particulares visam, obviamente, o lucro. Reprovar um aluno vai contra essa lógica (é fácil trocar de instituição hoje em dia, ainda mais com o FIES em crise).

O impacto final disto vocês veem nos percentuais abaixo:

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Confiram os dados completos no site do Terra.

Ranking da OAB: confira o desempenho das faculdades no exame

- Categoria: Como se preparar para a prova

A importância de se descobrir as causas da reprovação na 1ª fase da OAB

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Reprovar no Exame, e vocês sabem muito bem disto, é algo particularmente desagradável e emocionalmente desgastante. Nem é preciso abordar muito o tema porque a sensação é óbvia e é bem fácil de ser compreendida por todos.

Da reprovação vem então o desejo de se superar e vencer de uma vez por todas o desafio, e um novo processo de estudo tem início. Ao fim, mais uma vez, vem uma nova reprovação.

E o ciclo se repete…

Chega então o ponto em que o candidato atinge o ponto da descrença e a força emocional encontra seu limite.

Este é um ponto perigoso.

Muitos candidatos me procuraram trazendo um mesmo problema: estudam de fato e mesmo assim reprovam. Não conseguem superar o desafio por mais que se esforcem e não sabem mais o que fazer.

O que fazer?

Mesmo problema, mesma resposta

Identifiquei um detalhe interessante no comportamento de todos os candidatos que me procuraram: uma vez apresentado o problema, a resposta foi sempre a mesma.

Qual o problema? Reprovar!

Qual a resposta? Estudar mais!

E este é o ponto: estudar mais do MESMO jeito!

Nenhum destes examinandos se perguntou, ou colocou como problema, o fato de usarem a mesma metodologia ou estratégia de estudos.

Este é um ponto decisivo dentro do processo de repetição: a utilização de uma mesma fórmula de preparo, fórmula esta já anteriormente testada e também reprovada.

Hora da autocrítica real

Por que o candidato reprova? Essa é uma pergunta basilar!

Por vezes a autocrítica é tão severa que a descrença quanto a capacidade pessoal é minada. Não raro o candidato vê os colegas de faculdade serem aprovados, aqueles mesmos colegas para quem ele passava cola ou, nos trabalhos em grupo ele mesmo resolvia tudo, e ainda assim, ele, o candidato que na faculdade era bem melhor que os demais, os vê sendo aprovados.

Algo está errado!

A prova da OAB tem suas peculiaridades, entre as quais destaco duas:

1 – privilegia a mnemotécnica;

2 – oferece pouco tempo para a preparação.

De 70 a 75% da prova é pura repetição da letra da lei, ou seja, quem tem mais facilidade para decorar os textos legais, ou melhor ainda, os “bizus” passados pelos professores, tem mais chances de obter sucesso.

Aqui faço uma observação interessante. Inteligência é um conceito muito amplo e imaginar que o fracasso é decorrência da “falta” de inteligência pode ser bastante errôneo.

Podemos falar de dois conceitos interessantes sobre o que é inteligência . Um decorre de um relatório condensado por uma equipe da Associação Americana de Psicologia, publicado em em 1995 -  Intelligence: Knowns and Unknowns:

Os indivíduos diferem na habilidade de entender ideias complexas, de se adaptarem com eficácia ao ambiente, de aprenderem com a experiência, de se engajarem nas várias formas de raciocínio, de superarem obstáculos mediante o pensamento. Embora tais diferenças individuais possam ser substanciais, nunca são completamente consistentes: o desempenho intelectual de uma dada pessoa vai variar em ocasiões distintas, em domínios distintos, a se julgar por critérios distintos. Os conceitos de ‘inteligência’ são tentativas de aclarar e organizar esse conjunto complexo de fenômenos.

A segunda definição foi explicitada no relatório Mainstream Science on Intelligence, assinado por 52 pesquisadores em 1994:

Uma capacidade mental bastante geral que, entre outras coisas, envolve a habilidade de raciocinar, planejar, resolver problemas, pensar de forma abstrata, compreender ideias complexas, aprender rápido e aprender com a experiência. Não é uma mera aprendizagem literária, uma habilidade estritamente acadêmica ou um talento para sair-se bem em provas. Ao contrário disso, o conceito refere-se a uma capacidade mais ampla e mais profunda de compreensão do mundo à sua volta – ‘pegar no ar’, ‘pegar’ o sentido das coisas ou ‘perceber’ uma coisa.

Se a auto-estima estava abalada, os conceitos acima mostram que a reprovação pode ter uma série de causas, menos a própria percepção de inteligência.

Ora, se a prova é texto de lei, DECORAR, que é uma habilidade, não prejudicaria o próprio conceito de inteligência, que está mais associado a uma capacidade de COMPREENDER  e PROCESSAR informações, e não puramente decorar.

Isso é importante!

Logo, a incapacidade do candidato em passar muitas vezes está mais correlacionada com a adoção de uma metodologia de estudo equivocada do que com a própria inteligência tomada em si mesma.

Ou seja: há solução!

De quem é a culpa?

É tentador dizer que a banca pegou pesado e forçou a reprovação.

Sim, a banca pode apelar mesmo!

Mas…isso é aquilo que chamamos de “variável”, ou seja, é algo que pode acontecer dentro do campo das possibilidades. Não é a primeira vez que a OAB joga pesado com os candidatos, e estar pronto para essa variável é fundamental.

Não raro as primeiras fases de certas edições aprovação milhares de candidatos, como a do XV, por exemplo, passando a impressão de que não é tão difícil assim.

Mas quem espera de verdade indulgências da banca?

O importante é aceitar o fato de que na hora do exercício da autocrítica a CULPA pela reprovação NÃO PODE ser jogada nos ombros da banca.

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Se a responsabilização pelo fracasso não for assumida pelo próprio candidato, a autocrítica não servirá para nada, e as mudanças que ela deveria patrocinar não ocorrerão.

É preciso chamar a responsabilidade para si.

Justo ou injusto, certo ou errado, quem deseja mudar precisa atribuir a si a culpa pela reprovação, mesmo que tenha estudado muito, mesmo que isto soe como algo injusto.

A mudança não depende da banca. Dela não podemos esperar nada, exceto o pior. A mudança para melhor só depende do candidato.

Aceitem isso.

Sobre a metodologia de estudo

Qual é a metodologia de estudo CORRETA?

Não existe uma resposta pronta e acabada para esta pergunta, em especial porque as pessoas têm formas potencialmente distintas de apreender conteúdo.

cronograma

Confiram Novo Cronograma de Estudos (corrigido) para a 1ª fase do XVIII Exame de Ordem

Uma metodologia útil para um estudante não seria tão eficiente para outro.

Mas o ponto é: qual é a melhor metodologia de estudo para quem já reprovou várias vezes no Exame?

Uma certeza: NÃO é a mesma utilizada até agora!

Se a mesma metodologia produziu um mesmo resultado, um resultado distinto só será obtido se uma nova metodologia de estudo for usada.

Já refletiram sobre isso?

Não falo aqui em estudar mais, e sim em estudar de forma diferente!

Eu desde sempre sugiro o seguinte método:

1 – leitura de doutrina específica para a OAB + leitura simultânea do texto legal;

2 – Elaboração de resumo, feito de cabeça, logo após o período de estudos;

3 – Resolução de exercícios para evocar o conteúdo de uma forma distinta;

4 – Retroalimentação, ou, revisão do conteúdo estudado após um determinado tempo e por determinadas vezes.

Mas esse é um modelo que não só aceita em si uma série de variações como pode ser trocado por alguns outros modelos diferentes. Depende da particularidade de cada um.

Depende também de tentativas e erros, de experiências e avaliações.

Existe inclusive uma abordagem específica sobre isto: a metapreparação, que é o estudo sobre a forma como aprendemos.

Como saber se um método de estudo é eficiente?

Só há única forma de saber se um determinado método é eficiente: pelo resultado final!

Ou seja, se depois de algum tempo a informação estuda está retida e o estudante consegue lidar com ele de forma desembaraçada e correta, ele aprendeu, e assim o método usado é validado.

Evidentemente, a metodologia e sua eficiência devem ser balizados pelo fator tempo. Se você usa um método e ele só vai produzir resultado daqui 1 ano para a abordagem de um tema, se demonstra eficiente considerando o resultado final, mas não eficiente considerando o fator tempo.

Ambos tem de ser eficazes!

Vejo candidatos que passam após 5, 6 ou 7 edições depois de baterem na parede com o mesmo método em todas as oportunidades. Foram aprovados mais em função do longo tempo usado do que pela eficiência da forma de estudar. Entretanto, depois de verem e reverem um mesmo conteúdo por tantas vezes, seria difícil não colher o resultado positivo.

O pior é saber que o método equivocado será usado ao longo da vida. Se este candidato resolver se tornar um concurseiro, ele vai levar consigo uma série de vícios de estudo, consubstanciados em uma metodologia equivocada, que o colocará em desvantagem diante dos futuros concorrentes.

Aqui faço uma importante ressalva: falei do tempo de aprendizado, mas isso não significa dizer que a eficiência está ligada a uma velocidade absurda.

Aprender é um processo complexo e demorado por si mesmo. Duvidem de facilidades, de “aprendizagens aceleradas” e coisas semelhantes. O cérebro de todos nós é parecido, e “milagres” cognitivos não existem.

Ler e apreender demanda atenção, foco e concentração. Fazer resumos é algo que eu particularmente considerado enfadonho, mas é eficiente. Resolver exercícios, errar e aprender com o erro demanda tempo também. Repetir esse processo em um sistema de revisão também cansa, mas é necessário.

Duvidem dos milagres!

Há um “ajuste fino” na questão do tempo, e tempo dedicado aos estudos, complexidade do conteúdo, volume de estudos e tempo de apreensão do conteúdo com segurança devem ser levados em consideração. Não tem uma fórmula do que é ideal, depende de cada um, e uma reflexão séria sobre isto precisa ser feita.

Estratégia

A estratégia tem uma clara vinculação com escolhas e ações, e ambas precisam ser as melhores visando a produção de um resultado final eficiente.

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Isso envolve, entre outras coisas:

1 – estudar sozinho ou em grupo;

2 – ler doutrina, fazer cursinho ou ambos;

3 – Definir o tempo ideal de preparação para se sentir pronto para a prova e, via de consequência, escolher a edição correta do Exame a ser feita. Isso quer dizer que o próximo exame não precisa ser, necessariamente, o exame alvo;

4 – a escolha da metodologia de estudo;

5 – a escolha do material didático;

6 – gestão dos fatores emocionais;

7 – escolha do local ou locais de estudo.

Estratégia é um conceito diferente do de metodologia de estudo, e ter uma, um planejamento, também é importante, pois o candidato não desperdiça energias com o que não é relevante e ele pode seguir um roteiro com segurança, sabendo o que escolheu e por que escolheu.

O candidato vai estudar no curso barato ou no curso caro? Isso faz diferença? Qual diferença?

Curso ou doutrina? Por que um e por que outro? Qual se amolda melhor a minha metodologia de estudo?

Eu prefiro ler ou ver uma aula? Prefiro fazer um resumo escrevendo ou recitando?

Quanto tempo devo dispor para estudar? Do que vou abdicar par isto?

Estudo finais de semana ou deixo eles para descansar?

São muitas variáveis, que podem ser pensadas sem grandes dificuldades, mas que são ao mesmo tempo importantes para a estruturação final da ESTRADA que levará o candidato até a aprovação.

IMPORTANTE!

Esse texto é para quem já reprovou!

Neste caso, aceite o fato de que uma REFORMULAÇÃO é necessária. De que o que vinha sendo feito antes não é adequado. Pare, pense, reflita e trace um roteiro sobre um PROJETO!

Sim! Passar na OAB é um projeto, e ao menos um ou dois dias planejando a aprovação devem ser usados. Isso é sério, e se feito de forma adequada a aprovação tão almejada ficará, sem a menor sombra de dúvida, bem mais próxima.

- Categoria: Ensino jurídico

Abertas as inscrições para o 1º Congresso Online de Inteligência Emocional, Alta Performance e Gestão do CERS

Divulgação - Facebook (1)

A inteligência emocional permite controlar impulsos, canalizar esforços, persistir mediante frustrações e motivar a si mesmo em prol de um objetivo, seja o reconhecimento profissional, satisfação pessoal ou aprovação em um concurso ou competição.

Essas habilidades serão debatidas no 1º Congresso Online de Inteligência Emocional, Alta Performance e Gestão, que acontece entre 25 e 27 de agosto de 2015. O evento é produto da parceria entre o CERS Cursos Online e a Federação Brasileira de Coaching Sistêmico (Febracis).

Cliquem no link abaixo para se inscreverem:

http://congresso.cers.com.br/inteligencia-emocional/

Expoentes palestrantes da área estarão reunidos em um encontro interativo e gratuito, voltado para todos os públicos. Espectadores de todo o Brasil poderão acompanhar a transmissão das palestras ao vivo, pela internet, e participar ativamente das discussões por meio do aplicativo CERS no Bolso e redes sociais, que permitirão o envio de opiniões e perguntas que fomentarão o debate entre os convidados no estúdio.

Esse é um evento que fará MUITA diferença na preparação para concursos, OAB e, por que não, para a vida de vocês!

Não percam!

- Categoria: Advocacia

Hoje, às 20h, Hangout sobre o impacto negativo na advocacia das regras de publicidade previstas no Novo Código de Ética da OAB

Banner Hangout

Hoje, a partir das 20h, irei moderar um hangout sobre o impacto para a advocacia que o Novo Código de Ética irá produzir no mercado da advocacia.

Entre os participantes, os advogados Fabrício Mota, Victor Hugo Pereira e Gustavo Rabay, especialistas em Direito Digital. E também teremos Ricardo Orsini, craque em marketing para advogados.

Vamos debater, ao vivo e online, os possíveis efeitos da redação sugerida no projeto do Novo Código de Ética para a entidade sobre os advogados, em especial as várias limitações para o uso da publicidade em geral e nas redes sociais.

Cliquem no link de inscrição. É rápido e fácil: O Futuro do Mercado de Trabalho na Advocacia – O impacto das novas regras de publicidade para advogados

Trataremos da redação do projeto, o atual momento tecnológico e as perspectivas de evolução futuras, a forma como isso impactará nas redes sociais de advogados e escritórios, os prejuízos na divulgação e no mercado de trabalho, com enfoque nos jovens advogados.

Trata-se, ao meu ver, de um importantíssimo tema para todos os advogados e futuros advogados, pois tem ÍNTIMA ligação com um aspecto básico de qualquer profissão: o ganha-pão!

Dia 21, a partir das 20h, ao vivo e gratuitamente, o hangout “O Futuro do Mercado de Trabalho na Advocacia - O impacto das novas regras de publicidade para advogados.

Avisem seus amigos! Interessa a todos!

- Categoria: Editais

Abertas as inscrições para a repescagem no XVII Exame da OAB

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A FGV abriu as inscrições para os candidatos reprovados na 2ª fase do XVI Exame de Ordem poderem fazer a 2ª fase do XVII Exame.

É a famosa repescagem! Confiram o link de inscrição:

Inscrição na repescagem no XVII Exame de Ordem

Requerimento de alteração de local de prova – Repescagem

Vamos ver agora os detalhes específicos do atual edital:

1 – Período e valor de inscrição

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A inscrição irá iniciar na terça-feira após a prova da 1ª fase do XVII Exame de Ordem, e vai até terça-feira seguinte, ou seja, apenas uma semana para todos se inscreverem.

O pagamento do boleto poderá ser feito até o dia 12 de agosto, e vocês terão de desembolsar R$ 110,00!

2 – Quem ainda está na faculdade

Quem ainda está na faculdade e for se valer da repescagem terá de comprovar que estava matriculado corretamente em conformidade com o edital do XVI Exame:

1.1.3. Os estudantes que se utilizarem do reaproveitamento e que forem aprovados no XVII Exame de Ordem Unificado, não tendo ainda concluído o curso de graduação em Direito, poderão retirar seus certificados de aprovação caso comprovem que, na data de inscrição para o XVI Exame, já estavam matriculados nos dois últimos semestres ou no último ano do curso.

3 – Disciplina da 2ª fase pode ser alterada

1.1.4 O examinando que solicitar o reaproveitamento da 1ª fase do XVI Exame terá oportunidade de atualizar seus dados cadastrais no momento da solicitação descrita no item 1.1.1.1, inclusive no que diz respeito às suas opções de cidade de realização das provas e área jurídica da prova prático profissional.

Não só o local de prova pode ser alterado como a disciplina da 2ª fase também.

Aqui recomendo fortemente a leitura do post abaixo:

Edital do XVII Exame de Ordem sai na próxima 2ª feira: como escolher a disciplina da 2ª fase?

4 – Quem se inscreveu na 1ª fase do XVII Exame de Ordem pode aproveitar a repescagem

1.1.5. O examinando que porventura tenha se inscrito equivocadamente no XVII Exame de Ordem Unificado, por meio de pagamento ou isenção da taxa, no prazo previsto no item 2.1.2 do respectivo Edital normatizador, de 01 de junho de 2015, ainda assim poderá realizar a inscrição para o reaproveitamento, devendo para tanto cumprir os procedimentos necessários (inscrição na forma e período previstos neste edital, bem como o pagamento da taxa referente ao reaproveitamento).

Tal como eu havia informado antes, dá para fazer o hackeamento:

Como “hackear” a repescagem do Exame de Ordem?

Confiram agora o cronograma geral de eventos da repescagem:

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Então é o seguinte: quando abrir o prazo de inscrição ESPECIAL para a repescagem que os candidatos reprovados na 2ª fase do XVI Exame de Ordem entram no jogo do XVII. Até lá, devem apenas se preocupar exclusivamente com os estudos.

Lembrando que a prova subjetiva será a mesma para todos, tanto o pessoal da repescagem como para os aprovados na 1ª fase do XVII.

Edital da Repescagem do XVII Exame de Ordem

Eu espero, evidentemente, que vocês passem agora com os recursos. Mas, se as coisas não derem certo, ao menos vocês terão essa chance especial.

- Categoria: Como se preparar para a prova

As regras de treinamento para a 2ª fase do XVII Exame de Ordem

Quem passou na prova de domingo, ou veio da repescagem, já começou ou está começando os estudos para a 2ª fase. E quem não começou deve ficar ligado, pois tempo é artigo de luxo e quanto antes começar a preparação, melhor.

Neste momento é preciso delimitar bem as práticas a serem adotadas durante a preparação para evitar percalços e problemas na hora da prova por se adotar procedimentos estranhos à natureza da 2ª fase.

Trata-se de abordar questões básicas, elementares, para o aproveitamento com qualidade dos estudos.

E o que seria aproveitar os estudos com qualidade? Simples: estudando muito e estudando com método. Dizer para estudar muito é clichê; com método, nem tanto.

Como fazer então?

Em primeiro lugar escolham um curso preparatório bom. Existem vários bons cursos no mercado e vocês são livres para escolher o que julgarem mais adequado. O melhor filtro é buscar referências com amigos que acabaram de ser aprovados, ou fazer pesquisas nas redes sociais.

Eu indico, obviamente, os cursos do Portal:

Direito Constitucional - Flavia Bahia

Direito do Trabalho - Renato Saraiva, Aryanna Manfredini e Rafael Tonassi

Direito Penal - Geovane Moraes e Ana Cristina Mendonça

Direito Administrativo - Matheus Carvalho

Direito Tributário - Josiane Minardi e Eduardo Sabbag

Direito Empresarial - Francisco Penante

Direito Civil - Cristiano Sobral, Roberto Figueiredo,Luciano Figueiredo, Sabrina Dourado e André Mota

Seguro CERS: sua inscrição na 2ª fase convertida em bônus para curso de 1ª fase caso a OAB não anule nenhuma questão

É FUNDAMENTAL neste momento fazer um curso específico. Estudar sozinho, com tão pouco tempo, representa uma escolha arriscada, em especial porque o candidato ficará sem nenhum norte e nenhum feedback quanto ao seu progresso.

Lembrando que o treinamento, antes de tudo, tem de simular as condições reais na hora da prova, e tudo aquilo que for estranho ao este ambiente em específico deverá ser afastado pelo candidato EXATAMENTE para evitar uma assimilação equivocada de técnicas ou hábitos.

Mas quais são as regras de treinamento, e qual a importância de cada uma? Vamos conferir agora!

Regra 1 – A redação é sempre manual

Como deve ser a redação das peças práticas? Em um computador? Digitando?

De forma alguma!!!!

Por incrível que pareça existem candidatos que treinam suas peças em um computador. Isso não existe, e não existe sob NENHUM pretexto!

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Primeiro porque escrever um parágrafo, por exemplo, usando um teclado, exige muito menos tempo comparando com o ato de escrever manualmente o mesmo texto. Aliás, a diferença do tempo usado é bastante significativa. Usar um teclado para treinar vai gerar uma grave distorção da percepção do tempo e mesmo da fluidez do raciocínio.

E o tempo, meus amigos, é um elemento CHAVE durante a prova. Se o candidato treina no computador e, na hora da prova vai manuscrever, simplesmente vai perder o timing e vai quebrar a cara.

Não vai conseguir administrar o tempo e vai, inevitavelmente, reprovar! E isso não é um terrorzinho barato não: vai reprovar mesmo!

Treinamento para a 2ª fase do Exame de Ordem é MANUAL, usando a caneta e o papel!

Ponto, sem discussões!

Depois temos de considerar que nós, de um modo geral, estamos meio desacostumados a usar o papel e a caneta. Todos nós usamos o computador e perdemos um pouco a prática de redigir manualmente um texto. Normal…

Neste período de preparação o candidato se prepara para a maratona de 5 horas de prova e adapta sua redação ao melhor padrão possível em razão da prova.

Ou seja, o candidato precisa não só se condicionar a escrever muito como fazê-lo com desenvoltura, e isso só pode ser obtido com muito treino.

Regra 2 – Usem sempre a folha da prova

Vamos dar uma olhadinha na imagem abaixo:

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Ignorem o texto. Ele é irrelevante neste momento. O importante mesmo é observar o enquadramento do espaço.

É essa estruturação de linhas com as quais vocês trabalharão na hora da prova. Estão treinando suas redações em um caderno, folhas em branco ou sei-lá onde mais?

Tá errado!

Vocês têm de treinar nas folhas da FGV, no espaço da FGV e com o número de folhas da FGV.

A estrutura é esta – Folhas de prova do Exame de Ordem

Acostumem-se exatamente com a estrutura de folha e linhas da FGV. No dia da prova o espaço será este. Nada melhor então do que se acostumar com esse tipo de folha. Gastem a tinta da impressora sem dó e treinem.

Regra 3 – Usem incessantemente o vade mecum

Já compraram o vade mecum? Sabem que terão de turbiná-lo? Sabem da necessidade de dominar o índice remissivo? Compreendem a necessidade de achar qualquer informação no código?

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A hora de iniciar esse preparo é agora, e tudo dentro da lógica da FGV. Durante a prova o manuseio do código tem de ser natural, fluído, fácil, com todas as remissões bem memorizadas e o uso do índice devidamente treinado.

Sugestão de vade mecuns novos, atualizados para esta edição do Exame?

Vade Mecuns Armador: atualizados e específicos para o XVII Exame de Ordem

Regra 4 – Estabeleçam uma rotina de redação

Dizem que a prática leva à perfeição, e, no caso de quem vai fazer a prova, a perfeição seria a nota 10. Mas tirar um 6 bem redondinho também resolve a vida e assegura a carteira.

Em suma: qualquer coisa entre o 10 e 0 6 está valendo. Só não pode ser 5,999999…..

E para isto é preciso treinar e treinar de forma sistemática, com uma rotina bem definida para poder elaborar o máximo de peças possíveis.

E, dentro deste processo, errar o que tiver de errar para compreender as próprias deficiências e saná-las adequadamente.

Portanto, é muito importante resolver o maior número de peças e exercícios durante o processo de preparação, limando os defeitos e apreendendo a sistemática da estruturação das peças e mesmo a lógica da redação.

Chova ou faça sol, treinar peças e a redação a partir de agora tornou-se uma religião para cada candidato aprovado.

Agora vamos tratar dos pequenos detalhes, de dúvidas comuns entre os candidatos, simples de serem explicadas:

1. Tem que ser letra de forma?

Pode tanto ser letra de forma como cursiva. O candidato escolhe. A FGV não pune um tipo de letra em específico.

2. Posso usar letra de forma em algumas partes da peça e letra cursiva em outras? Por exemplo: no endereçamento uso letra de forma  e nos fatos letra cursiva.

Não me lembro de ter visto dois tipos de letra em uma única petição. Em princípio, não vejo nenhum problema, mas não posso afirmar com certeza de que isso não gerará problemas para o candidato. Na dúvida, sugiro que se use apenas um tipo de letra.

De toda forma, não existem relatos de candidatos prejudicados por usar dois tipos diferentes de letra.

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7 dicas para vocês imprimirem um ritmo FORTE de estudos na preparação da 2ª fase da OAB

3. Se errar a palavra, como proceder?

Única e exclusivamente um risco sobre a parte errada. Pode ser só uma palavra como também pode ser uma folha inteira.

E isso é importante! Não são raros os casos de candidatos preocupados com a forma de se apagar um trecho escrito de forma errada, e isso já rendeu sim problemas na correção. A regra do edital indica apenas um simples risco sobre a parte do texto errada, e o candidato tem de seguir o padrão.

Já vi casos de candidatos que riscaram uma folha inteira e não sofreram penalidades.

4. Tem que pular linhas do endereçamento para qualificação? Se sim, quantas?

Já vi peças nota 5 que não pularam linha nenhuma, e peças nota 5 que pularam algumas linhas. Ou seja: depende do estilo do candidato.

Não há uma regra de linhas, o examinando tem de usar o bom senso neste momento e, acima de tudo, ter a noção se sobrará espaço para concluir sua peça.

No mais, depende apenas de uma escolha.

5. Tem espaçamento antes do parágrafo?

Não é obrigado, mas é recomendável.

E o é por conta de uma questão de clareza: o examinado deve desejar, acima de tudo, que o corretor de sua prova entenda tudo de forma clara. Isso é importante. Se for possível facilitar a visualização do início do parágrafo, melhor.

6. Posso colocar depois do endereçamento o nome da peça?

O ideal em uma peça é colocar o nome das partes com os dados de identificação (sem inventar informações!) e depois, indicando o correto e completo fundamento legal, o nome da peça.

Essa é uma parte FUNDAMENTAL na prova!

Entenderam? Fundamental!!!

Qualifiquem as partes e depois digam o nome da peça, por extenso, seguido pelo seu fundamento legal. Se não fizerem isso correm um sério risco de tomar zero!

É um dos momentos mais cruciais da prova. Os corretores da prova não vão catar essa informação no corpo da petição. Se não encontrarem ali, no início, o nome da peça e seu fundamento, o candidato terá um sério problema. Errem tudo, menos isso.

Há uma regra severa no edital e os candidatos precisam declinar o nome da peça:

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O nome é o CORRETO e COMPLETO fundamento legal, que justificaria a escolha do nome.

É bem verdade que em provas anteriores a FGV aceitou várias nomenclaturas diferentes na peça, mas por conta de problemas na redação no enunciado, que permitia uma série de soluções processuais distintas. Mas vamos considerar isso como exceção e não regra.

Aliás, essa inovação no edital, na prática, tem sido seguida pela FGV: errou é zero. Mas surgiram exceções. Como não sabemos nunca quando será o caso de exceção ou não, é melhor não arriscar.

Façam isso do jeitinho que vocês vão aprender em seus cursos, do jeito mais formal possível, sem inventar.

Isso é importante!

7. Nas citações dos artigos qual o espaçamento?

Não é necessário, em princípio, fazer um espaçamento diferenciado para a transcrição de artigos. Fica como sugestão o espaçamento que seja o dobro do recuo de texto usado para iniciar um parágrafo.

E aqui faço uma observação também importante.

Eu não acho uma boa ideia transcrever literalmente o teor de um dispositivo legal ou Súmula. Na análise do espelho, o corretor vai procurar se o candidato indicou o dispositivo correto, e não se o transcreveu. Como técnica de redação, é melhor explicar (o fundamento jurídico) a razão da aplicação de terminada súmula ou dispositivo legal, declinando-o na peça. Sua redação, na íntegra, é desnecessária como também te tomará tempo e ocupará um espaço na peça.

Já analisei centenas e centenas de provas e dou essa dica com a maior tranquilidade.

O que vale é o raciocínio lógico, fazendo o entrelaçamento entre o fato e o direito e a indicação correta das leis, artigos ou súmulas correlatas.

- Categoria: Recursos

1ª fase do XVII Exame de Ordem: análise sobre o erro material na questão da Comissão Interamericana de Direitos Humanos

Um candidato me perguntou o que eu achava de um possível erro material na questão 21 da prova verde, em que há um erro no nome “Corte Interamericana de Justiça”, quando deveria ser Corte Interamericana de Direitos Humanos.

Vamos dar uma olhada na questão:

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Bom, na verdade não existe este termo “Corte Interamericana de Justiça” da mesma forma que não existe Superior Tribunal Federal, e sim Supremo Tribunal Federal.

O nome é “Corte Interamericana de Derechos Humanos”, traduzida em português para Corte Interamericana de Direitos Humanos.

http://www.corteidh.or.cr/

Simplesmente não existe essa tal de Corte Interamericana de Justiça. E o erro foi repetido em duas das alternativas inclusive.

A professora Flavia Bahia inclusive teceu algumas considerações técnicas sobre o nome da entidade:

O art. 33 do Pacto de San José da Costa Rica (Decreto 678/92), afirma que são competentes para conhecer de assuntos relacionados com o cumprimento dos compromissos assumidos pelos Estados-partes na Convenção:

a) a Comissão Interamericana de Direitos Humanos, doravante denominada a Comissão; e
b) a Corte Interamericana de Direitos Humanos, doravante denominada a Corte.

Em que pese o nome técnico da Corte Interamericana de Direitos Humanos não englobar a expressão “de Justiça”, como toda Corte, no âmbito jurídico, seja nacional e internacional, ter como objetivo a realização do ideal maior de Justiça, entendemos que a referida expressão não tenha sido determinante para o examinando deixar de assinalar a alternativa D da prova azul como correta. A expressão Corte Interamericana de Justiça também foi citada na letra C, considerada incorreta pois tratava da remessa à Corte Internacional de Haia (que não faz parte do sistema interamericano). (Flavia Bahia)

Trata-se do chamado “erro material”, quando há uma confusão terminológica ou mesmo de lógica.

Esse tipo de erro, inclusive, é atacável pela via Judicial, pois induz o candidato a um erro invencível.

Como assim?

O candidato estudou, sabe que o nome é “Corte Interamericana de Direitos Humanos” mas se depara com uma “Corte Interamericana de Justiça”. A reação óbvia e natural dele é uma só: “Corte Interamericana de Justiça” NÃO existe, logo, essa alternativa está errada.

Na verdade todas as alternativas estão erradas nesta questão.

A anulação dela é algo óbvio e evidente, certo?

No histórico da OAB, não. E é isso que nos mata!

Tem uma questão em especial, que eu não esqueço NUNCA, na qual a OAB cometeu uma atrocidade que ecoará por toda a eternidade. Foi a questão do cheque de 3 mil reais no XI Exame de Ordem. Reparem só no título da publicação:

XI Exame de Ordem: o insuperável erro material na questão do cheque de 3 mil reais (Empresarial)

Questão com um erro material BIZARRO que não foi anulada. Eu, e muitos candidatos, ficamos indignados com isto, com o absurdo da banca em defender o indefensável.

Por outro lado, no XV Exame a banca teve mais juízo e anulou a questão 78, que também tinha um grave erro material:

XV Exame de Ordem: recurso para a questão do TRT/GO

Existem outros casos de erros materiais acolhidos e não acolhidos no Exame Unificado que agora, de cabeça, não estou lembrando. Uma coisa é certa: a banca não adota um posicionamento linear ao lidar com erros materiais.

E isso não faz sentido…

Essa questão está errada e não tem resposta correta.

No tempo do CESPE havia uma preocupação em se anular os erros materiais. Leiam um trecho de um post do antigo Blog Exame de Ordem, lá por idos de 2008:

“É sabido que o CESPE, em conjunto com a OAB, em se tratando de erros materiais, anula as questões viciadas. Vejamos recente decisão administrativa nesse sentido, relativa a questão nº 20 do 2º exame de 2007:

“QUESTÃO 20 – Houve erro de redação na assertiva referente à definição de função administrativa; na última linha, deveria estar escrito critério objetivo material, e não formal.”

Foi um recurso para o caderno Gama, questão 82, do Exame 2007/2 (os nomes dos cadernos eram diferentes naquela época) que eu fiz para os candidatos e disponibilizei nos grupos do Orkut (é o velhinho!), quando o Blog ainda levaria um ano para nascer.

Ou seja, antigamente a anulação de erros materiais era algo certo para os candidatos. Mais recentemente, nem tanto. E isso é verdadeiramente preocupante e mesmo vergonhoso para a OAB.

O candidato, diante de um erro material, é levado a um erro INSUPERÁVEL. O candidato que conhece o nome da Corte (notório, por sinal) não marcaria a alternativa considerada correta pela FGV.

Logo, a questão, sem a menor sombra de dúvida, precisa ser anulada pela OAB.

- Categoria: Debate sobre a legitimidade do Exame de Ordem

Eduardo Cunha dá início a sua ofensiva contra a OAB: Exame de Ordem é o 1º alvo! Controle pelo TCU e eleições diretas também na mira!

Semana passada, no último dia 15, eu cantei a pedra: Jair Bolsonaro iria desapensar o PL que acaba com a taxa de inscrição no Exame de Ordem e que o relatório do PL que acaba com o Exame em si estava pronto, só aguardando esse desapensamento para ser apresentado, no sentido do fim da prova.

Bolsonaro tenta mais uma vez desapensar PL que acaba com a taxa de inscrição no Exame da OAB. E desta vez parece que vai conseguir…

Não deu outra! Na última sexta, quando Eduardo Cunha “rompeu” com o governo (na verdade ele nunca foi do governo), o PL foi desapensado e seguirá trâmite próprio.

E não, esse desapensamento não é para acelerá-lo, e sim para abrir mais uma frente de combate contra a OAB. Como o relatório do PL 5054/05 está para ser votado pela CCJ para depois ir ao Plenário, nada poderia ser mais rápido do que isto. Bolsonaro, na verdade, está buscando uma outra forma de afrontar a OAB caso o fim do Exame seja rejeitado na CCJ ou no Plenário.

Eduardo Cunha agride a Ordem: “OAB é cartel e não tem credibilidade”

Ele apenas providenciou um “back up” na luta contra a OAB (a luta não é contra o Exame de Ordem, e sim contra a OAB).

Vejam o despacho de desarquivamento:

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E o que acontece agora?

O relatório no PL 5054/05 deve ser apresentado nas próximas semanas, com parecer pelo fim do Exame de Ordem. Quando será votado é uma outra história.

De toda forma, imagino que deva ser algo rápido, pois Cunha está enfrentando uma encruzilhada particular:as denúncias da Lava-Jato. Há um risco dele deixar a presidência da Câmara, o que acabaria com grande parte de sua influência.

Cunha crê que Janot vai pedir seu afastamento

Acredito na possibilidade de um rápido desdobramento dessa questão, e o Exame de Ordem pode enfrentar sua prova de fogo no Legislativo muito em breve.

Ontem o site Congresso em Foco, especializado em política, publicou uma matéria sobre os planos de Eduardo Cunha contra a OAB. O ataque ao Exame de Ordem representa apenas parte de sua estratégia.

Confiram:

Cunha prepara pacote anti-OAB para o 2º semestre

Desafeto declarado da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), o presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), tem à disposição um verdadeiro pacote de projetos que diminui a autonomia e mina as prerrogativas da entidade. E parece estar disposto a usá-lo. Em uma das iniciativas legislativas, o parlamentar fluminense aceitou, na sexta-feira (17) em que rompeu com o governo, requerimento do deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) para fazer com que um projeto de lei (PL) que elimina a taxa de inscrição do exame da OAB tramite isoladamente na Casa – e, assim, seja aprovado mais rapidamente.

Na prática, Cunha determinou que o Projeto de Lei 8220/2014 ande com as próprias pernas. Até a desvinculação, a proposta estava apensada a outro projeto de lei, o PL 5054/2005, de autoria do ex-deputado Almir Moura (sem partido-RJ). Essa proposição torna obrigatória a prestação da prova para quem pretende exercer o ofício da advocacia, como já acontece hoje. O deputado Ricardo Barros (PP-PR), relator da matéria na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), já avisou que vai propor o fim da obrigatoriedade do exame, exatamente na contramão do texto. O parlamentar paranaense já incluiu essa demanda em medidas provisórias editadas neste ano.

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Ou seja: ao invés de se preocupar apenas com o fim da prova de duas fases para o exercício da profissão, representantes da advocacia têm ainda de trabalhar para evitar que o Congresso torne o exame gratuito. A reportagem enviou questionamentos a Cunha sobre o assunto, mas o deputado não deu retorno ao contato até a publicação desta matéria.

“A OAB é uma instituição respeitadíssima. Temos com ela uma relação de altíssimo nível. Jamais ela pode ser penalizada por qualquer disputa aqui dentro. É uma entidade produto da luta democrática. Aliás, devemos muito à OAB o nível deste Parlamento”, disse ao Congresso em Foco o líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), que é advogado por formação.

Dizendo não concordar com qualquer iniciativa que tire “poderes da OAB”, Guimarães criticou o fato de Eduardo Cunha, em plena crise político-institucional, tenha tomado decisões como as referentes à entidade da advocacia. “Acho que o que nós temos de discutir é o país. Discutir a retomada do crescimento, quais medidas a serem tomadas. A OAB é a OAB, uma entidade reconhecida nacionalmente. Deixa a OAB funcionar, que é bom para a democracia”, acrescentou o petista.

Outra proposição que Cunha tem às mãos contra a OAB é o Projeto de Lei 804/2007, que aguarda parecer na CCJ da Câmara. De autoria do vice-líder do PR, Lincoln Portela (MG), a matéria institui a eleição direta e o voto secreto para a diretoria do Conselho Federal da OAB, com a participação de todos os advogados registrados na entidade.

“Sem advogado não há democracia – este é um dos lemas da Ordem dos Advogados do Brasil. Entretanto, o que causa estranheza, principalmente ao cidadão comum, é o fato da [sic] OAB viver pregando eleições diretas para os cargos eletivos, em todos os níveis e instituições, e não fazê-las dentro da própria instituição”, diz trecho da justificação do projeto.

Parceria condicionada

Membro licenciado do Conselho Federal da OAB, o deputado Rodrigo Pacheco (PMDB-MG) deixou de lado a boa relação que diz ter Cunha para defender a classe. “No que toca a esse conflito de interesse havido com a OAB e com a própria classe dos advogados, eu vou ficar em defesa da OAB. Sou contra a extinção do exame de ordem e contra qualquer projeto que restrinja o trabalho da Ordem – seja o trabalho de defesa corporativa dos advogados, seja o trabalho desenvolvido em prol da sociedade brasileira”, disse Pacheco ao Congresso em Foco.

Dizendo alimentar “estima” por Cunha, por quem trabalhou na eleição para a Presidência da Câmara, em 1º de fevereiro, Pacheco diz não acreditar que haja relação entre as recentes decisões do correligionário e o fato de ele estar no foco das investigações da Operação Lava Jato. “São coisas independentes, diferentes. Esse problema da Lava Jato é algo que diz respeito a ele, pessoalmente, e ele fará a defesa no campo próprio. Ele não deixa de ser presidente da Casa por conta disso. E, como presidente da Casa, ele entende que, se há projetos de lei, eles têm de ser pautados”, acrescentou o parlamentar fluminense.

Pacheco disse ainda respeitar a posição do colega, mas promete resistência. “Vamos para o debate e para a votação na Câmara, cada um com seus próprios interesses. Não quero apontar uma causa para esse problema do presidente com a OAB. Eu prefiro acreditar que é uma convicção pessoal, política, ele querer extinguir o exame da Ordem. Há uma série de deputados que são contra a extinção”, arrematou.

“Cartel”

A rixa entre Cunha e OAB é antiga e promete novos desdobramentos. Como este site mostrou em outubro de 2012, Cunha recorreu ao expediente dos enxertos de texto em medidas provisórias para tentar emplacar emenda propondo o fim do exame. Então vice-líder do PMDB na Câmara, Cunha emendava toda e qualquer medida – sete das que foram protocoladas àquela época receberam o mesmo dispositivo (MP 576/2012; MP 577/2012; MP 578/2012; MP 579/2012; MP 580/2012; MP 581/2012; e MP 582/2012). Em abril deste ano, revelamos que o deputado ganhou reforço em sua ofensiva contra a entidade.

“Um dos objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil é a ‘livre expressão da atividade intelectual’, do ‘livre exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão’. A exigência de aprovação em Exame da Ordem [...] é uma exigência absurda que cria uma avaliação das universidades de uma carreira, com poder de veto”, disse Cunha, na justificativa de sua emenda.

No último dia 06 de julho, Cunha classificou a OAB como “cartel” e como entidade “sem credibilidade”. Na ocasião, o peemedebista repercutia pesquisa de opinião encomendada pelo Conselho Federal da OAB apontando que a maioria do povo brasileiro é contra o financiamento empresarial de campanha. Cunha, favorável ao uso do dinheiro de empresas nos pleitos eleitorais, trabalhou para que o tema fosse aprovado na recente votação da reforma política.

Resistência

Três dias depois do bate-boca público, Cunha desarquivou o PL 5062/2005, que submete a OAB ao controle do Tribunal de Contas da União (TCU). O procedimento foi executado de maneira célere e em meio ao calor das declarações de Cunha contra a entidade: em 7 de julho, dia seguinte à acusação de “cartel”, um deputado do Solidariedade, único partido a manifestar apoio ao rompimento de Cunha com o governo, apresentou o pedido de desarquivamento. Dois dias depois, em 9 de julho, o já estava formalizado o desarquivamento pedido por Wladimir Costa (SD-PA).

Segundo o projeto, movimentações financeiras “e demais procedimentos” da OAB passariam a ter controle externo. “As prestações de contas e demais procedimentos a serem adotados pela OAB, inclusive suas Seccionais, serão estabelecidos nas Resoluções e demais normas expedidas pelo TCU”, diz o artigo 3º da matéria. “[...] não parece razoável que a OAB pretenda fugir aos controles legais ou considerar-se de natureza diversa daquela de todas as entidades congêneres”, diz a justificação do texto.

“A OAB é uma entidade de natureza jurídica sui generis, não sei se é o caso de se submeter ao TCU. Preciso fazer um estudo a respeito da constitucionalidade, da pertinência de um projeto dessa natureza”, comentou Pacheco.

Fonte: Congresso em Foco

- Categoria: Inscrição

Inscrições para a repescagem terão início amanhã!

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Alô povo da repescagem! Hora de separar um trocadinho para vocês poderem entrar no jogo do Exame de Ordem, diretamente para a 2ª fase do XVII!

Prontos?

Amanhã, terça-feira, teremos o início das inscrições para os candidatos da repescagem, ou seja, quem reprovou na 2ª fase do XVI Exame de Ordem.

Confiram o trecho do edital que trata da inscrição para quem vai fazer a repescagem:

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E devemos lembrar que é possível trocar a disciplina feita na prova anterior por outra e mesmo o local de prova:

1.1.4 O examinando que solicitar o reaproveitamento da 1ª fase do XVI Exame terá oportunidade de atualizar seus dados cadastrais no momento da solicitação descrita no item 1.1.1.1, inclusive no que diz respeito às suas opções de cidade de realização das provas e área jurídica da prova prático profissional.

Não só o local de prova pode ser alterado como a disciplina da 2ª fase também.

Recomendo a leitura do post abaixo para quem ainda está com dúvidas:

Edital do XVII Exame de Ordem sai na próxima 2ª feira: como escolher a disciplina da 2ª fase