Maurício Gieseler

Maurício Gieseler

Advogado em Brasília (DF), este blog é focado nas questões que envolvem o Exame Nacional da OAB, divulgando informações e matérias atualizadas, além de editoriais, artigos de opinião e manifestações que dizem respeito ao tema. Colocamos, também, a disposição de nossos visitantes provas, gabaritos, dicas, análises críticas, sugestões e orientações para quem pretende enfrentar o certame. Tudo sobre o Exame de Ordem você encontra aqui.

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- Categoria: Advocacia

“Eu te quebro de porrada, rapaz!”, ou, como lutar pelos direitos do cliente em uma audiência tensa!

Está circulando um vídeo pela internet mostrando uma tensa audiência no Fórum de Sâo Luís, Maranhão.

Logo no início dá para ouvir o magistrado, ao fundo, bradar: ”Eu te quebro de porrada, rapaz!”

Evidentemente, o clima nessa audiência não foi dos melhores.

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Cliquem no link abaixo e vejam o vídeo:

Confusão no Fórum de São Luís

O vídeo não mostra o início dos problema, por isso não dá para concluir, de plano, quem é o responsável pelo embate, mas ele é bastante interessante, pois mostra a postura dos advogados diante de um suposto abuso de autoridade por parte do magistrado.

E os jovens advogados devem sempre ter em mente que um dia uma situação de tensão poderá ser vivenciada na prática.

Aqui dois detalhes interessantes:

1 – os advogados não se intimidaram. Foram firmes em suas convicções e fizeram frente ao magistrado (não sei se com razão ou não). Isso é extremamente importante, pois se trata da luta real pelos diretos do cliente, em tese ameaçados pela conduta do magistrado. Eles foram combativos;

2 – um dos advogados filma toda a cena, exatamente para utilizá-la como prova, no futuro, não só da atuação do magistrado como também do próprio comportamento.

O vídeo é pedagógico. Não que as audiências devam ser assim – não devem – pois a urbanidade e a cortesia devem sempre vir antes, mas as variáveis sempre mudam, dependendo das partes, do magistrado, da causa e dos advogados.

Isso ressalta a importância de sempre estar preparado para qualquer eventualidade, pois o perecimento do Direito (preclusão) é sempre tangível e nem sempre será possível fazer prova de eventuais abusos.

- Categoria: Advocacia

O mercado corporativo está em busca de advogados com visão e competências diferenciadas

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O Conjur publicou ontem uma matéria bem interessante sobre as cobranças feitas sobre os advogados que trabalham para empresas, em especial quanto ao tipo de expectativa quanto à prestação do serviço.

O texto é muito interessante pois evoca questões muito atuais sobre o perfil do novo advogado.

Confiram:

Submetido a metas em empresas, advogado já é cobrado como executivo

A necessidade de os profissionais do Direito buscarem cada vez mais conhecimento sobre o negócio que defendem transformou advogados em verdadeiros executivos jurídicos. Hoje, o advogado precisa conhecer sobre finanças, contabilidade e gestão de pessoas. E mais: tem metas de resultado pelas quais é cobrado tanto quanto os gestores.

O debate foi travado na maior feira jurídica da América Latina, a Fenalaw 2014, que acontece em São Paulo.

“O advogado de escritório que presta serviço para um departamento jurídico de empresa precisa entender como essa estrutura funciona”, afirmou Thiago Tagliaferro Lopes, superintendente jurídico da Rodobens. Ele participou do painel “Novas Configurações do Departamento Jurídico” ao lado do diretor-jurídico na Netshoes, Flávio Franco, e o diretor tributário da Telefónica/Vivo, Vasco Gruber Franco.

A avaliação é a mesma de Ricardo Zangirolami , vice-presidente da Hewlett-Packard para América Latina e Canadá. Ele afirma que os departamentos jurídicos estão cada vez mais integrados ao negócio e fazem parte dos processos de decisão. “Isso vai demandar cada vez mais do profissional um perfil de advogado e executivo”, disse no primeiro dia do evento, nesta quarta-feira (15/10).

Além disso, o papel do advogado na empresa deixou de ser apenas um apoio para se tornar suporte efetivo de todas as áreas. Lopes aponta para a necessidade de criação de um comitê de contingência que permita a discussão sobre todas as demandas e passivos financeiros que a empresa seria obrigada a pagar decorrente de ações judiciais ou processos administrativos.

Mesmo com as novas funções que assumiu no negócio, o profissional continua tendo de se preocupar com os riscos jurídicos existentes. “É preciso alinhar com o departamento financeiro quais são os próximos casos que vão gerar algum tipo de impacto em resultado ou em caixa. Essa antecipação do problema evita surpresas”, diz Lopes.

Além do papel de “especialista em negócios”, o vice-presidente jurídico da Mastercard, Paulo Pinotti (foto), aponta outros desafios para quem trabalha com departamento jurídico. O primeiro deles é o equilíbrio entre a questão orçamentária e a demanda. “O que temos na parte de contencioso não existe com essa magnitude em outro país. A gente tem de fazer cada vez mais com menos”, disse. O segundo diz respeito à melhor maneira de um profissional com formação jurídica gerenciar pessoas e as diferentes expectativas dos membros da equipe.

Avaliação

Outro ponto no processo de modernização da atividade jurídica é a criação de indicadores e métricas de desempenho. Segundo Lopes, os resultados do advogado passaram a ser acompanhados mais de perto.

“Hoje, o advogado tem meta, assim como o departamento comercial tem meta de vendas, o financeiro tem meta de despesas. Os executivos jurídicos estão cada vez mais envoltos nesse mundo de negócio”, afirmou.

Os métodos de avaliação, entretanto, não são consenso entre os profissionais. Para Zangirolami, o desafio em uma equipe é equilibrar pessoas que tenham alto desempenho com quem tem grande potencial de desenvolvimento.

Já Pinotti acha muito difícil estabelecer métricas objetivas para se avaliar o trabalho de um advogado, que tem uma natureza de trabalho diferente dos outros profissionais. Para ele outros fatores como “avaliação do cliente e capacidade de entrega para o trabalho” também devem pesar.

Fonte: Conjur

No começo deste mês escrevi sobre a necessidade dos jovens advogados arregimentarem para si “metacompetências”, ou seja, dominarem mais de um campo do conhecimento e fundi-los com o campo jurídico, para desenvolverem aptidões e lidar com situações que outros advogados não seriam capazes de assumir, diferenciando-se no mercado.

“Se eu pudesse voltar atrás não teria feito o Exame de Ordem”

O texto acima demonstra isso: a pressão por resultados molda os profissionais DESEJADOS pelas empresas, aptos a lidarem com uma série de demandas que extrapolam o campo do conhecimento jurídico.

E aqui a constatação óbvia: hoje os estudantes de Direito NÃO são treinados para terem metacompetências (a depender do rumo que queiram seguir) e muito menos são estimulados a pensar nisto.

Pior!

O ensino jurídico hoje é extremamente tecnicista, dogmático, quase uma reprodução do que é o Exame de Ordem, voltado de forma preponderante a simplesmente expelir no mercado profissionais doutrinados com o básico do curriculum do curso de Direito.

A maioria acaba sendo obrigada a lutar por um espaço no universo concurseiro, pois é onde a formação técnica os empurra. A dificuldade em ingressar no mercado formal da advocacia e se destacar é imensa.

Fui aprovado na OAB: como dou início a minha carreira agora? (Parte 1)

A necessidade de “pensar fora da caixa”, ou seja, procurar ver o que os demais não conseguem, tirando a mente do pensamento comum, da busca pelas respostas que os demais estão pensando, é fundamental neste processo.

O mundo está cheio de oportunidades, mas é preciso não só enxergá-las como também se preparar para lidar com elas.

- Categoria: Doutrina para a prova

Promoção de livros com FRETE GRÁTIS na Editora Armador!

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Nesta quarta a Editora Armador está oferecendo uma série de combos com FRETE GRÁTIS para todo o Brasil.

São os vades da editora em conjunto com os livro de doutrina para a OAB dos professores. Os vade mecuns foram pensados para os candidatos que irão fazer a próxima prova subjetiva e estão INTEGRALMENTE em conformidade com os requisitos do edital do XV Exame de Ordem!

Reparem nestes detalhes:

1 – Todos foram fechados na data do edital, ou seja, estão super atualizados;

2 – Todos têm a legislação completa para a 2ª fase;

3 – Foram elaborados pelos professores do Portal em cada disciplina, com as remissões mais importantes em cada código.

Afora isto, no combo vocês levam os livros de doutrina dos professores do Portal Exame de Ordem em cada disciplina! Nem preciso dizer que é o melhor material para a 2ª fase da OAB!

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Entrem no site da Editora Armador e confiram tudo:

www.armador.com.br

Imperdível!

- Categoria: Como se preparar para a prova

Dormir pouco afeta a memória, o aprendizado e pode levar a danos neurológicos permanentes

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Todos nós sabemos que o sono é uma das melhores maneiras de restaurar o nosso corpo. Por exemplo, quando ficamos doentes nós simplesmente deitar na cama e dormir o dia todo; ou após um longo dia de muita agitação entre a classe, o ginásio, reuniões e atividades extracurriculares, o nosso corpo anseia por cair em um sono profundo para restaurar-se ao seu estado de pico.

Recentemente, foi publicado que o motivo do sono ser tão reparador é porque enquanto dormimos o líquido cefalorraquidiano flui de forma mais eficiente através do cérebro, essencialmente limpando-o de quaisquer resíduos metabólicos que se acumulam durante o dia.

No entanto, assim como todos nós entendemos que grande sentimento de satisfação que vem depois do ciclo tão raramente obtido dormir 8-9 horas, também podemos relacionar a “grogueira”, confusão e o estado de comprometimento cognitivo que vem após dormirmos muito pouco.

Até recentemente este estado crônico de instabilidade, considerado normal por estudantes universitários, trabalhadores por turnos, e motoristas de caminhão e concurseiros não era visto como algo capaz de produzir danos duradouros. Sempre se imaginou que tirar o “sono atrasado” compensaria as horas de sono perdidas durante as semanas. No entanto, um novo estudo publicado pelo Journal of Neuroscience refuta essa percepção. O estudo, da Universidade de Perelman School of Medicine, na Pensilvânia, mostra que a perda de sono crônica pode ser muito mais destrutiva do que se pensava anteriormente, levando a danos celulares permanente e morte neuronal.

Depois de analisar resultados de uma pesquisa em que cobaias tinham graves privações de sono, seguidas de períodos de recuperação de até três dias com o restabelecimento do sono, a pesquisadora Sigrid Veasey, buscou descobrir exatamente se a perda crônica do sono prejudica os neurônios ​​e se a lesão é reversível . Para fazer isso, Veasey e seus colegas usaram um modelo de privação de sono crônica em camundongos.

Sua equipe descobriu que após períodos de perda de sono a curto prazo, o locus coeruleus (LC), região que concentra neurônios críticos para o estado de alerta e cognição ideal, a proteína tipo 3 (SIRT3), que age para proteger os neurônios de uma lesão, perdeu sua capacidade de resposta. Após um prazo considerado longo,  os ratos exibiram uma proteína SIRT3 reduzida, e aumento da morte celular, de até 25% entre os neurônios LC.

Veasey constatou que os neurônios do LC adaptam-se a perda de sono curto prazo, mas a resposta SIRT3 desaparece quando os ratos experimentam a perda crônica do sono.

Com informações da Perelman School of Medicine / University of Pennsylvania Health System

Esse estudo converge com um outro estudo de pesquisadores em neurologia da Universidade de Uppsala, que analisaram amostras de sangue colhidas de 15 homens jovens e de boa saúde divididos em dois grupos: entre aqueles que dormiram oito horas e os que não dormiram.

Entre os que não dormiram, foi constatado um aumento de cerca de 20% de duas moléculas, a enolase específica dos neurônios e a proteína S-100B.

Segundo um dos coordenadores do estudo, Christian Benedict, ”o número de moléculas do cérebro normalmente aumenta no sangue quando ocorrem lesões cerebrais”

A falta de sono pode promover processos de neurodegeneração“, enquanto que, pelo contrário, “uma boa noite de sono poderia ter uma grande importância para a manutenção da saúde do cérebro”.

Muitos estudantes gostam de varar a madrugada nos estudos em nome do bom aproveitamento do tempo, mas isso é efetivamente prejudicial. Não só porque agride o organismo, afinal, o sono existe por uma série de razões, como também porque a supressão do sono prejudica a fixação do conteúdo estudado, em especial se inibidores de sono forem usados.

Compensa usar inibidores de sono para estudar mais nesta reta final da OAB?

O pesquisador em psicobiologia e especialista em memória, Cleanto Rogério Rego Fernandes, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), ao falar sobre o famoso “branco” que ocorre em algumas pessoas durante uma prova, enfatizou a importância de se dormir bem:

“…é fundamental que o estudante tenha uma boa noite de sono nos dias que antecedem o exame, especialmente na véspera. O sono, além de ter um efeito relaxante sobre o indivíduo no dia seguinte, é indispensável para que o conteúdo estudado torne-se uma memória estável e duradoura. Exercício físico também pode aliviar o estresse.”

Em suma, dormir é algo SÉRIO e muitas vezes ignorado por aqueles que querem estudar o máximo achando que estão ganhando com isso.

Não há ganho na falta do sono. Ao contrário!

O sono faz parte do processo de fixação de conteúdo e não pode ser negligenciado. Ter mais tempo de estudo em razão da supressão do sono não é garantia de ter um MELHOR tempo de estudo e aprendizagem. O equilíbrio está em ter uma rotina saudável de estudo. Segue uma dica óbvia para dar qualidade aos estudos SEMPRE:

1 – Durma cedo;

2 – Faça exercícios físicos (cujos benefícios para o processo cognitivo são reais);

3 – Respeite os limites do corpo.

Sacrificar o sono em nome dos estudos tem tudo para produzir o efeito contrário.

Com informações também do G1

- Categoria: Notícias sobre o Exame

Polícia Federal já está atuando no caso do assassinato do professor Thiago Godoy

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A notícia abaixo é do último dia 2, mas só tomei ciência dela hoje.

A PF já está no caso do professor Thiago Godoy, cujo assassinato completou um ano ontem. Confiram a notícia publicada no site do MP/PE:

Promotor: PF à frente das investigações

A Polícia Federal (PF) já está no caso da investigação do assassinato do promotor Thiago Faria Soares. A informação foi confirmada pelo gerente de Comunicação Social da PF, Giovane Santoro. Segundo ele, os federais iniciaram trabalhos preliminares logo depois da publicação sobre a decisão de federalização do episódio, há cerca de 15 dias. O Ministério Público Federal e Justiça Federal já indicaram nomes para acompanhar o inquérito da PF.

“São conversas com os delegados que estavam no caso com o Ministério Público do Estado. Isso é necessário para que a PF já tenha algumas linhas de condução para quando o inquérito voltar”, disse Santoro. Os volumes, contendo todas as apurações das investigações, ainda estão com o Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília. Ainda segundo o Gerente de Comunicação, não foi definido o nome do delegado que conduzirá a nova investigação. Porém, Giovane Santoro disse que a apuração deverá ficar a cargo de um delegado especial de outro estado, e que terá a função exclusiva de elucidar a morte do promotor. O assassinato de Thiago completa um ano no próximo dia 14.

No âmbito da Justiça Federal e Pernambuco (JFPE) será e competência da magistrada Carolina Malta, da 36ª Vara – que julga crimes dolosos contra a vida – as autorizações para novas coletas de provas, mandados requisitórios e pedidos de prisão solicitados futuramente pela PF. Ela dará o suporte legal dos próximos passos da polícia. Segundo a Assessoria de Comunicação a JFPE, está sendo aguardado retorno do inquérito para que os volumes sejam apreciados pela juíza.

Também foram definidos os nomes dos procuradores do Ministério Público Federal (MPF) que trabalharão no caso a partir de agora. Desde o dia 23, foram designados Rafael Nogueira, que é do MPF em Pernambuco, e Ubiratan Cozetta, que é de Brasília. Ambos vão acompanhar as novas investigações e desdobramentos sobre as apurações policiais. Nogueira monitora o caso Thiago Faria desde o começo. No mesmo dia do assassinato, ele foi indicado pelo procurador geral da República para acompanhar as investigações. Auxiliou, também, o Ministério Público de Pernambuco em iniciativas do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), entidade ligada ao MPPE.

EMBOSCADA Thiago Faria foi morto com vários tiros na estrada que liga as cidades de Itaíba e Águas Belas, no Sertão. Ele dirigia seu carro na companhia da noiva Mysheva Martins e um tio dela, que tem deficiência mental, quando foi emboscado. Os dois passageiros saíram ilesos. A noiva reconheceu Edmacy Cruz Ubirajara como autor dos disparos. O suspeito se apresentou à polícia e foi preso. Foi solto depois de dois meses por falta de provas. A apuração ainda apontou que o mandante do assassinato seria o fazendeiro José Maria Rosendo, que desde a época do crime encontra-se foragido. Uma das principais vertentes para o homicídio seria uma disputa de terras que envolvia Mysehva, Thiago e José Maria. Mas há ainda a possibilidade de crime passional e desavença pessoal motivada pela atuação do promotor na região conhecida como triângulo da pistolagem.

SAIBA MAIS

FEDERALIZAÇÃO -A Terceira Seção do Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou a imediata transferência do caso para a PF. A votação favorável do deslocamento de competência foi justificada pela demora no esclarecimento do crime, que representava grave violação dos direitos humanos, e impunidade de mandantes e executores.

Fonte: MPPE

- Categoria: Concursos, Legislação

MP publicada ontem reforça importância do Exame de Ordem para concurso de delegado da PF

Ontem foi publicada uma MP que reforça um pouco mais o Exame de Ordem e a posição da OAB.

Agora, para ser delegado da Polícia Federal, é preciso ter 3 anos de atividade jurídica ou policial, contando com a participação da OAB.

Em regra, a prática jurídica é obtida com o exercício da advocacia, em especial com a comprovação de peticionamentos ao longo do período.

Ao se analisar editais anteriores de concursos para delegados da Polícia Federal, tal exigência não existia (Edital concurso delegado 2012).

Confiram abaixo o inteiro teor da MP 657:

MPV_657

Essa exigência, caso a MP seja depois convertida em lei, muito possivelmente vai influenciar os concursos para delegados por todo o país, que muito possivelmente irão adotar os mesmos requisitos.

Há de se discutir, evidentemente, onde estariam a urgência e relevância desta MP (inexistentes) e se ela irá perdurar caso o candidato Aécio Neves vença.

De toda forma, fica o registro da importância de se passar na OAB para projetar no futuro a carreira de delegado da PF.

- Categoria: Notícias sobre o Exame

Um ano do assassinato do professor Thiago Godoy: nós ainda queremos Justiça!

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“Olhou para o futuro e viu um sonho no horizonte.

Ao vê-lo fez a si a promessa.

Correu, lutou, persistiu e o realizou.

Fez do sonho verdade.

Fez do sonho a realização da própria felicidade.

Mas o sonhou acabou

O horizonte da vida veio mais cedo.

Hora de partir, mas não sem antes deixar firmado no mundo a marca da sua promessa.

Essa, sem dúvida alguma, foi cumprida:

Quando entrei na faculdade de direito tinha um foco, um sonho, que era ser promotor de Justiça. Ninguém vence uma pessoa que tem um sonho e hoje o realizei e posso dizer que irei dedicar a minha vida a ser o melhor promotor de Justiça do MPPE. Cumprirei essa promessa

O mundo cobrou um tributo alto pelo prometido.

Mas você cumpriu com o que disse.

Nós sabemos…”

Faz exatamente um ano que escrevi este texto.

Faz exatamente um ano que o nosso amigo Thiago Godoy, professor do CERS e do Portal Exame de Ordem, foi assassinado no sertão de Pernambuco.

Faz exatamente um ano que nós esperamos por JUSTIÇA, e que os responsáveis sejam julgados por este crime.

Em agosto passado o STJ federalizou as investigações sobre a morte de Thiago. Nós temos a esperança que a verdade seja finalmente exposta.

Thiago merece isso!

- Categoria: Como se preparar para a prova

Guia especial de Estudos (30 dias) para o XV Exame de Ordem

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Faltam praticamente 30 dias para a prova do XV Exame de Ordem!

Ainda é possível se preparar?

Se vocês seguirem o nosso cronograma de estudos e forem MUITO disciplinados, sim!

Cliquem no link abaixo e façam gratuitamente o download, sem cadastros ou outras firulas do nosso Cronograma Emergencial de Estudos:

Guia especial de Estudos (30 dias) para o XV Exame de Ordem

Este guia visa orientá-los em função do pouquíssimo tempo até a prova. NÃO deixemd e ler os dois posts abaixo:

Faltam 36 dias para a prova do XV Exame: hora de fazer a análise de desempenho!

Após a realização da análise de desempenho: o que estudar neste último mês antes da prova?

Confirma também nossos cursos para esta reta final:

Lançado o Curso de Resolução de Questões para o XV Exame de Ordem

Projeto UTI 60h para o XV Exame de Ordem!

No dia 08 de novembro teremos o Super UTI Porto Alegre!

Algumas disciplinas foram eleitas em detrimento de outras, tudo em razão do prazo restante!

Não há mais tempo a perder!

- Categoria: Motivacional

O dom da dedicação, ou, como superar a si mesmo e a mediocridade

Segueum texto interessantíssimo do blogueiro Alysson Muotri sobre dedicação e especialização. Mais do que isso, é uma explicação muito interessante para quem quer estudar e passar no Exame de Ordem ou em concursos, pois o estudo e treino contínuos levam à excelência. Pode levar mais ou menos tempo, mas a dedicação produz resultados consistentes.

E é na dedicação que os “gênios” se distinguem dos “medíocres”.

Confiram:

“A única coisa que separa um amador de um expert é a dedicação. Qualquer um pode ser um gênio se dedicar o tempo apropriado e mantiver o foco em se aprimorar. O melhor de tudo é saber que nunca é tarde.

Sempre ouço pessoas dizendo que não começam a aprender uma nova língua ou um instrumento musical porque deveriam ter iniciado mais cedo, quando crianças. Pior, escuto pessoas extremamente capazes dizendo que não têm talento natural para uma determinada atividade. Muito provavelmente essas pessoas estão enganadas e subestimam a própria capacidade. Se você tiver 30 anos e começar a aprender piano seriamente amanhã, chegará aos 50 anos de idade com 20 anos de prática e poderá ser um prodígio. Se começar com 50, aos 70, será um dos melhores pianistas da terceira idade. A idéia de que qualquer pessoa tem o potencial para se tornar um expert ou adquirir uma habilidade tem recebido cada vez mais fundamentos científicos.

Com exceção das limitações físicas de cada indivíduo, acredita-se que os ditos “dons naturais” sejam mera consequência da capacidade de concentração em uma determinada atividade. O talento parece ser resultado direto da dedicação, ou do desejo de fazer melhor. Em teoria, qualquer pessoa com dedicação suficiente para melhorar em uma atividade ficará melhor nela com o tempo. Essa conclusão vem do trabalho do neurocientista K. Anders Ericsson, da Universidade Estadual da Flórida, nos EUA.

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Anders estuda gênios, prodígios e experts por mais de 20 anos. Observando o processo de aprendizagem desses “talentos”, concluiu que não basta apenas a repetição incansável, mas procurar por um nível de controle em cada aspecto da atividade escolhida. Ou seja, cada sessão é uma tentativa de fazer melhor que a anterior. A maioria dos amadores chega somente até um estágio de conforto e não dedica tempo suficiente para melhorar. A falta de ambição nos torna medíocres.

A implicação dessa observação é simples. Qualquer um determinado a gastar mais tempo em uma atividade, procurando melhorar a cada repetição, pode se tornar um expert – brilhante até. Portanto, a parte genética ou o ambiente do indivíduo não contribui mais do que para 1% do sucesso. É possível que esse 1% seja o diferencial para ser o melhor do mundo, mas não contribui para você se tornar brilhante em alguma atividade.

Veja no gráfico acima que a maioria das pessoas acaba em três categorias ao começar uma atividade nova: expert, amador ou desistente. Os desistentes são aqueles que decidem que não vale a pena continuar. A classe dos amadores é intrigante, pois são os que ficam satisfeitos com o nível em que estão. Reconhecemos esse padrão quando falam “Sei que poderia fazer isso de outra forma, mas está funcionando assim então não vou mudar”. Em outras palavras, eles passaram a desgastante fase inicial e não querem entrar numa outra fase de estresse.

Ao meu ver, esse é o grande diferencial dos experts. O salto para longe do amadorismo e zona de mediocridade consiste em quebrar a barreira da paixão. A atividade fica tão prazerosa que nos apaixonamos por ela. E é esse sentimento, essa sensação que nos motiva a seguir melhorando.”

Fonte: Espiral