Maurício Gieseler

Maurício Gieseler

Advogado em Brasília (DF), este blog é focado nas questões que envolvem o Exame Nacional da OAB, divulgando informações e matérias atualizadas, além de editoriais, artigos de opinião e manifestações que dizem respeito ao tema. Colocamos, também, a disposição de nossos visitantes provas, gabaritos, dicas, análises críticas, sugestões e orientações para quem pretende enfrentar o certame. Tudo sobre o Exame de Ordem você encontra aqui.

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- Categoria: Ensino jurídico, Estatísticas

Estamos quase lá! Brasil a um passo de atingir a gloriosa marca de 1300 faculdades de Direito!

Existe um “fenômeno” no ensino superior brasileiro que aparentemente não incomoda nenhum parlamentar, em especial aqueles contrários ao Exame de Ordem: a expansão desprovida de critérios do ensino superior como um todo e, em especial, a do ensino jurídico.

Ninguém traça um paralelo ao melhor estilo “causa-efeito” do número exagerado de estudantes, baixa qualidade de ensino (notória, por sinal) e reprovações no Exame de Ordem.

O excesso de graduações, o grande e real problema no ensino superior jurídico, passa longe de qualquer discussão. Ou seja, não há um interesse real em resolver o problema, pois a causa dele permanece intocada.

Aliás, publiquei recentemente um post tratando exatamente deste problema, da forma como o ensino superior se transformou em business, muitíssimo mais preocupado com o lucro fácil do que com a formação dos estudantes:

Fábricas de diplomas: a má qualidade na educação superior, lucros exorbitantes, Exame de Ordem e o Prouni

Uma frase do sociólogo Wilson Mesquita de Almeida me chamou bastante a atenção, pois convergiu com algo que digo há anos:

“Sabemos há muito tempo que grande parte das universidades privadas não faz um vestibular de verdade.”

O estelionato educacional, como a própria OAB assevera, é tratado de forma absolutamente omissa pelo Congresso. è de se perguntar o porquê disto.

Essa lógica mercantilista gerou uma impressionante expansão no número de faculdade de Direito no Brasil a partir da década de 90. Durante a  XXII Conferência Nacional dos Advogados Brasileiros, acompanhei pessoalmente o décimo painel do evento – “o Ensino Jurídico, Advocacia e Sociedade” – capitaneado pelo ex-presidente da OAB, Dr. Ophir Cavalcante, cujo tema foi a “Essencialidade do Exame de Ordem.”

O Dr. Ophir retratou como se deu a evolução do número de faculdade de Direito de 1995 até outubro passado. A expansão foi traçada desta forma:

1995 – 165 faculdades de Direito

2001 – 505 faculdades de Direito

2014 – 1284 faculdades de Direito

Isso representa um crescimento de 778,18% no período, algo verdadeiramente assombroso considerando que a qualidade do ensino médio no país não melhorou para o ensino superior acomodar tantos novos universitários.

As consequências são estas:

A “geração do diploma perdido”, ou, como o Brasil fabrica profissionais que não sabem trabalhar

Estudantes de Direito têm deficiências do ensino básico

Com diploma e sem português: recém-formados escrevem “egnorancia”, “precarea” e “bule” (bullying) no Enade

Ophir fez questão de desconstruir uma informação que vem circulando há algum tempo e que não corresponderia a verdade: que o Brasil teria mais faculdades de Direito do que o resto da soma dos demais países.

A China sozinha teria 987 cursos de Direito, para uma população de 1,5 bilhões de habitantes. Já o Brasil teria esses 1.284 cursos para uma população hoje de 200 milhões de pessoas. Aí sim residira a discrepância, pois proporcionalmente existem faculdades demais de Direito no Brasil.

Isso representa, em termos práticos, o seguinte contingente de estudantes e examinandos:

1 - 282 mil novos estudantes por ano

2 - 125 mil examinandos por ano.

Pois é!

Na semana passada o MEC autorizou, em portaria publicada no D.O.U., a abertura de mais 14 faculdades de Direito, com um plus no mercado de 1.784 novas vagas em todo o país, tal como vocês podem ver no quadro abaixo:

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Desde o início de 2013 o MEC não autorizava a abertura de mais instituições, assim como também não cortou mais vagas.

Logo, se em outubro do ano passado existiam 1.284 faculdades de Direito, com o acréscimo de mais 14 chegamos a impressionante número de 1.298 faculdades, quase 1.300!

Nenhum país no mundo tem tantas faculdades, vagas e estudantes de Direito como o Brasil!

Aí repetimos a pergunta: o que justifica isso sob critérios exclusivamente técnicos?

Nada, por certo.

E por critérios econômicos?

Hummmm….aí os interesses são muitos!

Nem precisa fazer força para entender essa lógica. No começo do ano o governo mudou as regras do FIES. As mantenedoras foram à loucura com essas regras. Suas cotações na bolsa de valores derreteram e os prejuízos começaram a impactar na receita.

Tirando o fato do Governo ter feito tudo da pior forma possível em termos de organização, a principal reclamação foi a nota de corte criada para o financiamento ser concedido: 450 pontos, além de não não zerar a redação.

Antes, o pior dos estudantes poderia pegar um financiamento para estudar mesmo tendo tirado zero no ENEM. Não faz sentido então ao menos filtrar quem tem um mínimo de capacidade para ingressar no ensino superior? Para as mantenedoras, não!

Para elas o importante é o aluno PAGAR a faculdade, e não averiguar se ele tem condições de estudar e acompanhar o curso.

E é isso, exatamente isto, que nunca importou para Eduardo Cunha e companhia. Mais fácil querer acabar com a prova da OAB, esse obstáculo “absurdo” para o exercício da advocacia. Pura demagogia!

A verdade é simples: o sistema está todo errado e ninguém quer realmente resolver nada.

A bomba estoura nas mão da OAB, ao final.

- Categoria: Datas do Exame de Ordem

OAB muda também data da prova da 2ª fase do XVIII Exame de Ordem

No último dia 9 de março alertei em 1ª mão aqui no Blog que o MEC havia marcado a prova do ENADE no mesmo dia da prova da 1ª fase do XVIII Exame de Ordem: 22/11/2015.

MEC marca o ENADE 2015 para a mesma data da 1ª fase do XVIII Exame de Ordem. OAB precisa alterar o calendário da prova!

Logo após a OAB alterou exclusivamente a data da prova objetiva do XVIII Exame, projetando-a para o dia 29 de novembro:

OAB muda data da prova da 1ª fase do XVIII Exame de Ordem

O calendário então ficou assim:

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Com a data para a prova da 2ª fase mantida.

Acontece que a OAB há uma semana, aproximadamente, alterou mais uma vez umas das datas da 2ª fase do XVIII, mais especificamente a da prova da 2ª fase, projetando-a uma semana para frente. Só fui perceber isso agora!

Confiram então o calendário atualizado do XVIII Exame e, de lambuja, o do XVII:

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Anotem aí nas suas agendinhas!

- Categoria: Cursos do Portal

Por que fazer o curso de Resolução de Questões do Portal Exame de Ordem

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Resolver questões talvez seja a sistemática mais efetiva para evocar um conhecimento previamente assimilado e fixá-lo, através da experiência prática, com mais intensidade na memória. O teste prático auxilia no processo cognitivo criando fortes elementos de ligação entre memória e informação.

No livro The Little Book of Talent: 52 Tips for Improving Your Skills, o autor, Daniel Coyle, chega a conclusão de que para aprender não se pode permanecer “apático”. A leitura é um processo passivo, você só deixa as palavras entrarem no seu cérebro. Para fixar, de fato, um conteúdo é necessário transformar o processo da leitura em algo ativo.

Por que fazer o nosso Curso de Resolução de Questões?

Vamos partir da premissa de que a 1ª fase do Exame de Ordem é o grande filtro, o momento em que a OAB faz o maior corte entre os candidatos inscritos.

Uma forma de fugir das estatísticas negativas e lograr a aprovação no Exame é buscar a melhor preparação. Aliás, afirmar isso beira a ingenuidade. Se preparar muito é a premissa básica para se maximizar as probabilidades de aprovação.

Um estudo publicado em janeiro de 2013 na revista científica Psychological Science in the Public Interest mensurou quais seriam as melhores técnicas de estudo entre aquelas que são mais comuns entre os estudantes. A conclusão é que a resolução de exercícios encontra-se no mais elevado grau de eficiência, sendo até duas vezes mais eficiente em comparação com outras técnicas de aprendizagem.

Em suma: o processo de estudo não pode ser trabalhado de forma estanque – o estudante deve se inteirar da doutrina, confrontá-la com a lei, elaborar resumos e resolver exercícios. Essas etapas, distintas entre si, mas consideradas como um processo global, certamente produzirão ótimos resultados como método de aprendizagem.

Eis então a razão para vocês fazerem o nosso Curso de Resolução de Questões para o XVII Exame de Ordem.

Resolver questões, compreendê-las, praticar a lógica dos enunciados estão compreendidos dentro de um processo ativo, e, como tal, o examinando consegue estabelecer “pontes” de fixação do conteúdo estudado e maximiza seu aprendizado.

Esse é a lógica do curso.

Seguindo este perfil, assistir a aula (processo passivo), fazer anotações (processo ativo), compreender a lógica dos enunciados (processo passivo), resolver questões (processo ativo) formam um sistema de estudo capaz de proporcionar um aprendizado com significativo poder de retenção do conteúdo exigido no Exame de Ordem. e, somado com outras metodologias de estudo (leitura, por exemplo) preparam de forma intensa o candidato para a prova da 1ª fase.

O Curso de Resolução de Questões representa uma variação da abordagem geral dos estudos, juntando processos ativos e passivos de estudo. Ao ver uma aula ou ler o livro, o candidato toma contato com a informação, a resolver um exercício, ou compreender como uma questão deve ser respondida, ele utiliza uma outra abordagem, outra faceta, ao mesmo expositiva do conteúdo previamente estudado como também fixadora da matéria, seja no acerto, manifestação de compressão do conteúdo, seja no erro, revelador das deficiências no aprendizado.

Portanto, não só o candidato deve começar a se preparar o quanto antes como também deve valer-se de abordagens distintas sobre o conteúdo, visando sedimentar o conhecimento necessário para resolver a prova.

Cliquem no link e confiram os detalhes deste curso: Curso de Resolução de Questões para o XVII Exame de Ordem

- Categoria: Como se preparar para a prova

Novo Cronograma de Estudos para a 1ª fase do XVII Exame de Ordem

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Bom dia pessoal!

Ontem foi um dia triste para todos nós em razão da OAB não ter anulado nada na prova da 1ª fase.

Absolutamente incompreensível!

De toda forma, é preciso dar continuidade ao projeto de aprovação. A decepção é grande, nós sabemos, mas a vontade de lutar e seguir em frente precisa ser maior! Até mesmo para mostrar para banca o tamanho da injustiça cometida ontem.

Segue portanto o nosso cronograma de estudos atualizado para a 1ª fase do XVII Exame de Ordem!

O guia foi concebido com base o nosso Curso preparatório completo para a 1ª fase do XVII Exame de Ordem:

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Curso Preparatório Completo para o XVII Exame de Ordem

Recomendo também o nosso Curso de Questões:

Curso de Resolução de Questões para o XVII Exame de Ordem

Como auxiliares na preparação indico os livros de Doutrina Completo e de Questões dos professores do Portal Exame de Ordem:

Portal Exame de Ordem – Doutrina Direcionada

Portal Exame de Ordem – Questões Comentadas

Portal Exame de Ordem – Mais de 1000 dicas

Portal Exame de Ordem – Vade Mecum 2015

O arquivo pode ser distribuído livremente, ok?

Cliquem no link abaixo e baixem GRATUITAMENTE o nosso cronograma de estudos:

Novo Cronograma de estudos para o XVII Exame de Ordem

No guia vocês encontrarão o conteúdo programático a ser estudado, dividido por matérias e dias da semana, tudo devidamente estruturado e com orientações sobre a metodologia de estudo.

Imprimam o PDF e usem-no como suporte para os seus estudos!

Bons estudos!

- Categoria: Motivacional

Vocês são maiores do que tudo isso aí!

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Ser reprovado, e de forma injusta, atordoa a mente e a vontade de qualquer um. Suportar tal gravame não é tarefa simples; viver com ela é mais difícil ainda.

A derrota ou sua possibilidade não faz parte dos sonhos de ninguém. Mas ela, gostemos ou não, uma vez ou outra vem.

Esse é o mundo real.

Seria um clichê da minha parte escrever para levantar a cabeça, não desistir, seguir em frente. Que apenas uma batalha foi perdida mas não a guerra. Que é preciso ser forte, olhar para frente, repetir o desafio e vencê-lo da próxima vez.

Escrever isso é muito batido.

Mas por mais batido que seja, é necessário.

Não sei onde cada um irá retirar forças para enfrentar tudo novamente. E não é fácil, pois quantos e quantos candidatos já não desistiram da OAB?

Milhões…

Isso mesmo! Milhões, e não milhares.

Pensem em todo o esforço dispendido para se chegar até este momento. Os 5 anos de faculdade, a grana das mensalidades, horas infindáveis de estudo….tudo em jogo agora. Pior, tudo confrontado pela prova e definitivamente derrotado.

Definitivamente derrotado?

NÃO!!!

Não há para vocês alternativa que não seja a de repetir a prova e vencê-la. Estou falando aqui de quase toda vida de cada um de vocês, do caminho escolhido para ser trilhado há pelo menos 5 anos atrás e que todo o esforço intelectual e financeiro usados na formação educacional direcionados para o Direito.

Ensino fundamental, médio e superior direcionados para o diploma do Curso de Ciências Jurídicas. A vida educacional toda apontada nesta direção.

Desistir não é opção, não para vocês. Muito está em jogo, e uma ou mais derrotas em busca da aprovação na Ordem não são nada comparadas a grande derrota representada pela desistência. Essa sim, insuportavelmente pesada.

Agora é hora de abaixar a cabeça, não de tristeza ou em submissão à derrota, mas sim para pegar uma pedra e mirá-la no crânio do gigante que está obstruindo o caminho.

Ele pode ser derrubado, e cada um de vocês pode conseguir o feito.

Muitos antes já conseguiram. E se conseguiram então é possível, foi para eles, será para vocês.

É possível!!

Endureçam o espírito, abandonem os lamentos e preparem a pedrada.

E na hora do próximo confronto, acertem com tudo, acertem com força.

Mentalizem isso, preparem-se com toda a vontade do mundo, e SIGAM EM FRENTE!

A hora da vitória de vocês já está marcada. Façam-na chegar.

- Categoria: Análise de prova objetiva, Estatísticas

A única lição a ser retirada do dia de hoje: o Exame da OAB é efetivamente regido pelos números!

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Logo após a prova do dia 15 eu escrevi um longo texto falando dos motivos pelos quais levaram a  FGV a aplicar uma prova tão desproporcional como a última.

Sua reprovação na prova do domingo não é resultado do acaso: ela foi friamente planejada!

Naquela oportunidade, entre outras coisas, escrevi o seguinte:

Agora observem a evolução do número de candidatos advindos da repescagem:

XIII Exame (foi a primeira prova da 2ª fase com candidatos de repescagem, oriundos do XII Exame):

Aprovados na 1ª fase: 30.150

Candidatos da repescagem: 7.864 

Total na 2ª fase: 44.835

XIV Exame

Aprovados na 1ª fase: 38.014

Candidatos da repescagem: 17.185 

Total na 2ª fase: 55.199

XV Exame

Aprovados na 1ª fase: 53.330

Candidatos da repescagem: 17.024

Total na 2ª fase: 70.354 (recorde de candidatos em 1 segunda fase)

XVI Exame:

Candidatos que já estão na repescagem: 29.783

No XIII Exame tivemos a mais na 2ª fase 7.864 candidatos, exatamente aqueles reprovados na 2ª fase do XII. Agora, 3 edições depois, nós já temos na 2ª fase do XVI Exame 29.783 candidatos na repescagem do XVI Exame, ou seja, um crescimento imenso de candidatos se compararmos com o XIII Exame.

Esse crescimento se deve, principalmente, ao enorme número de aprovados na 1ª fase do XV Exame, gerando um grande número de candidatos já na repescagem do XVI.

Teorizando aqui, se na 1ª fase do XVI Exame fossem aprovados uns 50 mil candidatos, a 2ª fase seria ainda maior do que foi a 2ª fase do XV Exame.

Pergunta: como é que faz para controlar o número de candidatos advindos da repescagem de uma edição para outra?

Resposta: reprove geral na 1ª fase!

Meio óbvio até entender o grau de dificuldade da prova do domingo. A FGV estava exercendo um controle para “equalizar” o número de candidatos nesta e na próxima 2ª fase.

Mas por que eles precisariam controlar?

Tal como expliquei mais acima, é porque existe um percentual médio de aprovação final em cada edição do Exame, percentual este de 15/18%. Aqui é preciso admitir que existe um controle. Para mim, olhando as estatísticas, sem dúvida há um.

Quanto mais candidatos mais difícil exercer o controle, ou seja, seria preciso dificultar a prova para manter o patamar de reprovação nos níveis desejados.

O grau de dificuldade na prova do domingo não foi resultado do acaso, nem mesmo de um desejo sanguinolento de reprovação. Tão somente resultado da matemática friamente aplicada.

Examinando é número, é estatística, e é assim que eles trabalham.

Pergunta final: por que o percentual final de aprovados não pode ser de 40, 50 ou 60%? Por que isso nunca ocorre?

Fiz essa pergunta só para vocês entenderem que a prova tem sua lógica, e a FGV segue ela. Ou vocês acham que após tantos anos os candidatos não vêm se preparando melhor a cada exame?

Comparem uma prova de 1ª ou 2ª fase de hoje com suas similares do tempo do CESPE ou mesmo do tempo das seccionais. Impossível não perceber a diferença na complexidade.

Mas as estatísticas sofrem apenas pequenas oscilações. Isso em função do tal do controle. Candidatos mais preparados geram um aumento da dificuldade nas provas, de um modo geral. Assim, os 15/18% de aprovação é sempre assegurado pela FGV.

Nada é resultado do acaso, nem mesmo uma prova cruel como a de domingo.

Por mais que a prova da 1ª fase tenha sido apocalíptica, por mais que tenha reprovado sem dó nem piedade, por mais que tenha sido bizarra, repositório inconteste de várias questões viciadas, além de questões muitíssimo acima da capacidade dos examinandos, a lógica precisou ser mantida.

Eu já imaginava, claro, que uma chuva de recursos serviria apenas para alimentar uma ilusão nos candidatos, apenas 3 efetivamente eram passíveis de anulação, mas essas 3 ou 4 tinham CONSISTÊNCIA! Mereciam mesmo serem anuladas:

XVI Exame de Ordem: recurso para a questão da Medida Provisória Z

XVI Exame de Ordem: recurso do advogado Anderson

XVI Exame de Ordem: recurso da questão do esbulho possessório

E dos 4 recursos que fizemos, um a banca meio que “admitiu”, pois reformou ela pelo meio do caminho, tal como o professor Matheus Carvalho sugeriu ( o único a sugerir isso):

XVI Exame de Ordem: recurso para a questão de Carlos, servidor público federal

FGV retifica questão do gabarito oficial: O que acontece com os candidatos?

Mas nem isso, nem mesmo a força dos recursos – em razão da debilidade das questões – serviu para sensibilizar a banca, tampouco o tamanho da hipotética imensa reprovação (não sabemos quantos se inscreveram na prova).

Ultimamente, aliás, nada sensibiliza a banca.

E não sensibiliza por uma única razão: a condução sobre a prova segue os números e não o Direito.

Ninguém me contou isto! Aliás, os números, as estatísticas me contaram. E os números não mentem….

Fato: a banca precisou mesmo equalizar o número de candidatos na repescagem e teve que reprovar forte na última prova objetiva, ignorando aí as falhas apontadas em nossos recursos.

Pura matemática.

E nós sabemos que o Direito não se assenta em bases numéricas, matemáticas. O problema é que a realidade que aprendemos, a realidade jurídica, não serve para o Exame de Ordem. O que serve é uma outra realidade…

…a realidade estatística, de controle, de reserva de mercado!

Esse jogo é impossível de ser vencido por nós.

É verdade, e isso precisa ser confessado, que a qualidade da prova da 1ª fase subiu MUITO desde o X Exame de Ordem. O número geral de recursos caiu drasticamente e isso é inegável.

Mas a última prova jogou todos esses avanços no RALO, desproporcional em sua concepção, afora a belíssima ignorada dada pela banca nas manifestas falhas na construção de certas questões, afora a desproporção apresentada por outras.

Nas últimas 5 edições, contando a atual, apenas duas questões foram anuladas. A perfeição do Exame de Ordem não chegou a tanto…

Aí voltamos para a mesma velha ladainha de sempre: são posturas assim que fragilizam o Exame de Ordem e abrem a brecha para seus detratores deitarem e rolarem em função das injustiças.

Uma prova justa não tem como ser criticada!!

Mas só uma prova justa!

Essa do último dia 15 foi para chorar. Quem defende aquela prova?

Só a banca, a banca de uma prova que não possui NENHUMA mácula.

Inacreditável!

Durmam com um barulho desse.

- Categoria: Advocacia

OAB vai garantir o uso de vestimentas religiosas durante a aplicação do Exame de Ordem

O presidente da OAB Nacional, Marcus Vinicius Furtado Coêlho, afirmou nesta quarta-feira (15) que será determinado à banca examinadora contratada para aplicar o Exame de Ordem que altere os termos dos futuros editais, permitindo o uso de vestimentas religiosas quando o candidato for realizar a prova.

O Conselho Federal da OAB tomou essa decisão em decorrência da examinanda Charlyane Silva de Sousa ter sido retirada da prova por estar usando a tradicional vestimenta mulçumana, hijab.

Charlyane, juntamente com sua advogada, Daniela Dias, foi recebida pelo presidente nacional da OAB que, na ocasião, afirmou que “a OAB não aceita e não pode acatar quaisquer atos de discriminação, seja por pela opção religiosa, cultural ou qualquer outra”.

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A Constituição Federal assegura o pluralismo que o regra como princípio de existência da nossa sociedade. O pluralismo e o respeito à diferença e devem ser sempre praticados. “A Ordem dos Advogados do Brasil tem a obrigação de pôr em prática esses princípios que levam à dignificação do ser humano”, destacou Marcus Vinicius.

Charlyane afirmou que em sua religião “a vestimenta é muito importante para a mulher”. “O hijab faz parte da proteção feminina em relação à sociedade como todo e também aos olhos masculinos. Tirá-lo em espaços públicos fere a dignidade da mulher mulçumana.”

O presidente afirmou também que a Ordem apoiará o Projeto de Lei (PL) 279/215, que propõe a criminalização da discriminação pelo uso de vestimentas ou paramentos religiosos.

Ainda em apoio à causa, os presidentes do Conselho, Marcus Vinicius, e da OAB-PA, Jarbas Vasconcelos, fizeram o convite para que a estudante de direito e a advogada participem da VI Conferência de Direitos Humanos da OAB, que será realizada em Belém (PA) entre os dias 27 e 29 de abril.

OUTRAS PROVIDÊNCIAS

Além de determinar à banca o respeito às vestimentas religiosas, o Conselho Federal da OAB irá vedar aos fiscais que façam perguntas aos candidatos sobre a sua origem religiosa, social ou ainda de informação sobre a sua intimidade. “Os fiscais só tem uma obrigação: a de verificar se está havendo cola ou não”, disse Marcus Vinicius.

Outra providência tomada pela OAB é a proibição de segregação, ou convite a que saiam da sala por conta de sua religião, cultura ou qualquer outro aspecto.

Fonte: OAB

- Categoria: Doutrina para a prova

Doutrina Direcionada do Portal Exame de Ordem: o seu livro para a 1ª fase da OAB!

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Vocês já conhecem o livro de Doutrina Direcionada do Portal Exame de Ordem?

É o livro de Doutrina MAIS ATUALIZADO do mercado!

Este enfoque diferenciado visa direcionar os estudos para o que efetivamente importa, oferecendo o reforço teórico onde realmente interessa, otimizando a preparação para a prova objetiva da OAB.

Esse tipo de abordagem, única no mercado, visa oferecer ao estudante um direcionamento objetivo dentro do processo de preparação. A expertise dos autores desta obra – os professores do Portal Exame de Ordem, diuturnamente trabalhada em cursos como o Projeto UTI, Super UTI ou Curso de Resolução de Questões, e a comprovada eficácia da metodologia na preparação para a OAB dão a segurança para uma afirmação simples e segura: o método é eficaz!

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Confiram também o Super Combo e os demais livros para a OAB da Editora Armador: www.armador.com.br

O Exame de Ordem tem suas características. Observá-las, compreendê-las e doutrinar sobre este conjunto de elementos é o ponto forte desta equipe, agora traduzido na presente obra.

Os capítulos do livro foram divididos, cada um, por disciplinas, seguindo a sequência apresentada na prova objetiva. Essa sistemática de apresentação foi pensada para situar melhor o leitor dentro da dinâmica da prova, em especial respeitando a importância do peso de cada disciplina para os candidatos.

Doutrina Direcionada do Portal Exame de Ordem

Em outras palavras, o conteúdo foi trabalho em função da incidência das questões na prova.

O foco, explicitamente, é o de propiciar uma preparação de forma ESTRATÉGICAconceito PIONEIRAMENTE criado por nós para o Exame de Ordem – envolvendo a otimização do uso do tempo e da abordagem do conteúdo.

A preparação específica e estratégica para o Exame de Ordem vocês encontram aqui!