Maurício Gieseler

Maurício Gieseler

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- Categoria: Como fazer a prova

A “nobre” arte do chute na prova objetiva da OAB

O chute, esse famoso e antigo companheiro de todo candidato.

Última alternativa antes do erro, e com o próprio erro em permanente flerte.

O amigo da ignorância e daqueles que não estudam muito. Ou, companheiro inseparável na hora do esquecimento.

O chute, pouco reconhecido, sempre escondido e quase nunca confessado.

O chute é um sozinho e um injustiçado.

Já escrevi mais de uma vez aqui no Blog, e sou verdadeiramente defensor disso, de que o chute NÃO deve ser usado, pois o candidato deixa sua aprovação aos desígnios do imponderável.

É possível extrair a lógica da resposta do problema.

Mas isso é o que eu acho…

Na prática quase todos chutam. Isso é um fato!

Muitos candidatos escrevem perguntando se é possível chutar com alguma “técnica”, com alguma probabilidade de acerto. Bem, é possível, e como este Blog está aqui para auxiliá-los, vamos conjecturar um pouco sobre essa “nobre” arte.

Mas desde já deixo claro que eu não sou um entusiasta disso!

Muito bem!

Observem o gabarito da penúltima prova objetiva:

Vejam agora esta contagem:

Letra A – 19 vezes

Letra B – 20 vezes

Letra C – 21 vezes

Letra D – 20 vezes

Total = 80 assertivas

Interessante, não é?

E tal equilíbrio nas respostas da prova objetiva é verificável em todas as edições do Exame.

Ou seja: há um equilíbrio nas questões.

Sempre acredito que o candidato consegue ir de forma mais clara na questão observando a lógica do enunciado, a lógica jurídica e eventuais tentativas de evocação do conteúdo anteriormente estudado.

Mas, por outro lado, não posso negar a realidade, que de fato existe um equilíbrio no número de alternativas corretas na prova objetiva.

De posse dessa informação, o que fazer?

Caso vocês cheguem a um determinado ponto da prova e resolvam chutar por não visualizarem mais questões passíveis de serem resolvidas com o conhecimento puro e simples, é possível chutar escolhendo a letra que tenha sido menos escolhida durante a resolução da prova.

Como último recurso, na ausência de capacidade de responder o resto da prova, observar essa lógica faz sentido.

Mas ressalto: é a última alternativa dentro da prova! Medida, digamos assim, de desespero. Busquem as respostas dentro da lógica jurídica e de seus conhecimentos, descartando antes respostas que não parecem ser adequadas.

Mas é certo que obedecendo essa regra vocês aumentam a probabilidade de fazer o chute dar certo.

Lembrem-se que, em regra, duas questões não costumam guardar muita correlação com o enunciado. Na hora de chutar levem isso também em conta.

E antes de chutar lembrem-se do mais importante: uma oração!

Amém!

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