Maurício Gieseler

Maurício Gieseler

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- Categoria: Estatísticas, Notícias sobre o Exame

Aprovação no Exame de Ordem em MS é maior entre estudantes, diz OAB

A margem de aprovação no Exame de Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Mato Grosso do Sul é maior entre alunos que cursam o último ano de Direito do que entre os bacharéis, segundo informações do presidente da OAB-MS, Leonardo Avelino Duarte. Em entrevista ao G1, ele afirmou que a cada três acadêmicos que fazem as provas, um é aprovado. Já quanto aos candidatos formados, a margem de aprovação é de um para cada cinco candidatos.

Desde 2010, uma mudança nas regras do Exame de Ordem determinou que alunos do 9º e 10º semestres do cursos de Direito podem fazer as provas antecipadamente, mas só recebem a carteira após a conclusão da graduação.

No curso de Direito da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), 20 dos 60 alunos do último semestre já foram aprovados nas duas fases do último Exame da OAB, em julho e agosto deste ano, segundo a coordenadora do curso, Ana Paula Martins Amaral. Com a aprovação, os alunos garantiram o exercício da profissão, antes mesmo de saírem da faculdade.

O resultado preliminar individual dos candidatos que fizeram a segunda fase do exame foi divulgado pela OAB no último dia 13. Já os índices de aprovação e reprovação entre os candidatos que fizeram as provas em todo o país ainda não foram divulgados.

A acadêmica Synara Assis, de 22 anos, é uma das aprovadas da turma no Exame de Ordem. Ela contou ao G1 que fez cinco meses de cursinho para se preparar para as provas. “Estudo no período da manhã e fiz o cursinho à noite. As aulas extras ajudam principalmente para a prova da segunda fase, que exige conhecimento mais específico sobre a área que o advogado pretende seguir”, explicou a jovem.

No entanto, Synara enfatiza que o que realmente pesa na hora da prova é o conhecimento adquirido durante o curso. “Não adianta levar toda a faculdade na brincadeira e estudar somente no último ano. É preciso ter um ritmo de estudos desde o primeiro ano do curso porque a prova é difícil e exige muito dos concorrentes”, relatou Synara.

Já o acadêmico José Francisco de Carvalho, de 22 anos, afirmou que não fez cursinhos preparatórios, mas recorreu à pesquisas na internet e dicas de advogados experientes.

“Resolvi estudar em casa. Pesquisei sobre as provas dos últimos anos e sobre os livros mais indicados para cada disciplina. Também pedi conselhos sobre a prova para outros advogados que já exercem a profissão há bastante tempo. Aprendi que não basta apenas estudar, é preciso ter malícia e traçar uma estratégia para fazer uma boa prova”, contou o estudante.

Estágio

Outro fator que ajudou para o bom desempenho na prova, segundo o estudante, foi a experiência adquirida na prática através de estágios. O estudante escolheu seguir carreira em Direito do Trabalho porque há mais de um ano trabalha como estagiário na área. “O estágio ajudou muito. Como trabalho com os processos da área trabalhista todos os dias já estava mais familiarizado com as questões da prova”.

O professor doutor responsável pela disciplina de práticas jurídicas, Nilton César Antunes da Costa, concorda com o aluno. “A própria graduação oferece e exige o estágio como matéria obrigatória. A prática é importante para que o aluno vivencie a realidade da profissão”, destaca o professor.

Desempenho

Em 2010, segundo a OAB/MS, 9,3% dos acadêmicos de Direito em Mato Grosso do Sul foram aprovados nas duas fases do último exame. De 2.175 inscrito, apenas 204 conseguiram passar na prova.

Fonte: G1

Esse é um dado interessante e ainda não consegui entendê-lo: por que o ainda acadêmico tem um desempenho melhor do que o bacharel?

Há de se considerar que a possibilidade do acadêmico fazer a prova já não é uma grande novidade. Desde o Exame de Ordem 2010.1 os acadêmicos podem se submeter à prova, e de lá até aqui já tivemos 4 edições do certame.

De uma forma ou de outra NÃO passar no Exame de Ordem ainda durante a faculdade servirá de indicativo para o bacharel: Há 33,3% de chance de passar ainda estudando e apenas 20% depois de formado.

Trata-se, evidentemente, de dados de apenas uma unidade da federação, mas tais percentuais devem ser relativamente homogêneos considerando todo o país.

De toda forma, fica a observação: quanto antes o candidato fizer a prova, melhor!

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