Maurício Gieseler

Maurício Gieseler

Advogado em Brasília (DF), este blog é focado nas questões que envolvem o Exame Nacional da OAB, divulgando informações e matérias atualizadas, além de editoriais, artigos de opinião e manifestações que dizem respeito ao tema. Colocamos, também, a disposição de nossos visitantes provas, gabaritos, dicas, análises críticas, sugestões e orientações para quem pretende enfrentar o certame. Tudo sobre o Exame de Ordem você encontra aqui.

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- Categoria: Doutrina para a prova

Confiram o NOVÍSSIMO vade mecum de Direito Civil e Empresarial, completo para a 2ª fase da OAB!

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Chegou o novíssimo Vade Mecum de Direito Civil e Empresarial para a 2ª fase do XIII Exame de Ordem feito pelos professores Cristiano Sobral e Francisco Penante

E ele vem com uma proposta OU-SA-DA!

Ele é tão completo que, segundo os professores, DISPENSA qualquer outro vade mecum.

Qualquer outro mesmo! O material foi concebido para atender integralmente os candidatos da 2ª fase dispensando qualquer outro código!

Vade mecum de Civil e Empresarial dos professores Cristiano Sobral e Francisco Penante

E, evidentemente, se a proposta é essa, este vade vem com toda a legislação e jurisprudência (apresentada na forma do edital, é claro!) necessária para os examinandos resolverem as suas respectivas provas subjetivas sem carregar mais nenhum material.

O mercado não tem nada mais completo e específico do que esse código para estas duas áreas!

- Categoria: Recursos

As dúvidas mais comuns sobre as anulações na 1ª fase do Exame da OAB

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Vamos abordar aqui as dúvidas mais frequentes sobre as anulações na 1ª fase do Exame de Ordem. São sempre muitas perguntas e tudo pode ser condensado em uma publicação só.

Vamos lá!

1 – Fui aprovado! A anulação de questão que eu tenha acertado poderá me prejudicar?

R: Não, isso não ocorre. Caso uma questão que você tenha acertado seja anulada, sua pontuação permanecerá a mesma.

2 – Fui reprovado. Se a banca anular uma questão que eu acertei serei beneficiado?

R: Não! Neste caso, como o caso acima, a nota permanecerá a mesma. O acréscimo na nota só ocorrerá se a banca anular uma questão que o recorrente tenha errado. Somente nesta hipótese.

3 – Preciso recorrer para ganhar os pontos derivados de eventuais anulações?

R: Não! Neste caso, na 1ª fase, a anulação de uma ou mais questões beneficiará todos os candidatos, aprovados, reprovados, recorrentes e não recorrentes, desde que estes tenham errado a(s) questão(s).

4 – Posso copiar os recursos que encontro na internet?

R: Não! O edital é claro neste ponto. Recursos idênticos serão indeferidos. Faça uma paráfrase dos recursos disponibilizados pela web.

Confiram os nossos recursos:

 

XIII Exame de Ordem: recurso para a questão do agravo retido – Processo Civil

 

XIII Exame de Ordem: recurso para a questão do trespasse – Empresarial

Entrem no nosso grupo de estudos para mais recursos:

Grupo de Estudos para a OAB

5 – O Portal fará somente estes recursos?

R: Sim! As anulações na 1ª fase do Exame de Ordem seguem uma lógica e nós do Portal não acreditamos na elaboração indistinta de recursos. A nossa experiência mostra que isto não funciona e que não é todo erro que a banca considera em suas próprias avaliações.

Fazemos um filtro daquilo que efetivamente julgamos equivocado e publicamos recursos sobre essas questões. Em regra, em toda edição do Exame de Ordem, são publicados quase sempre um grande rol de recursos. Entretanto, pouquíssimos são aproveitados

A experiência nos diz que as anulações não guardam nenhuma correlação com o volume de recursos. No VII, IX e XI Exames vários recursos foram elaborados, em todas ultrapassando uma dezenas de recursos, e mesmo assim a banca não se comoveu. Sendo assim, procuramos ser seletivos na indicação das questões a serem anuladas por uma questão de coerência com a própria lógica da prova.

6 – Quantas questões podem ser anuladas?

R:  A questão das anulações é sempre nebulosa. Aqui tratamos apenas de expectativas.

Como abordei no post Nas últimas 3 provas objetivas da OAB apenas 1 questão foi anulada! O que esperar agora?, eu espero apenas 1 anulação, sem descartar a possibilidade de termos duas ou mesmo nenhuma.

7 – Compensa fazer um curso preparatório para a 2ª fase mesmo não tendo passado?

R: Depende do seu ânimo para correr riscos.

O risco é menor, mas bem tangível, para quem fez 39 pontos, bem grande para quem 38 e quase total para quem 37 pontos.

O risco sempre existe. Ter feito 39 pontos não é garantia de ser aprovado caso a Ordem anule 1 ou 2 questões: é preciso ter errado ao menos uma delas para conseguir o aproveitamento do ponto e a subsequente aprovação.

Essa ponderação do risco é personalíssima e deve ser feita após uma boa dose de reflexão. Sugiro uma conversa com colegas e parentes antes de tomar uma decisão.

Lembrando sempre que o estudo para a 2ª fase não é perdido caso ao final a aprovação não venha. A preparação é perfeitamente aproveitável na próxima 1ª fase.

Estudo nunca se perde. O pior que pode acontecer é sofrer uma decepção.

8 – Não tenho esperanças. Quando será o próximo Exame de Ordem?

R: Segue o calendário de 2014.

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Não deixem de baixar nosso guia de estudos para a próxima prova objetiva.

Guia de preparação e cronograma de estudos para o XIV Exame de Ordem

- Categoria: Recursos

Lista preliminar de aprovados na 1ª fase do XIII Exame será divulgada amanhã

Amanhã, até o meio -dia, teremos a divulgação da lista preliminar de aprovados na 1ª fase do XIII Exame, e exatamente ao meio-dia terá início o prazo recursal.

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E digo meio-dia porque este será o horário de início do prazo recursal:

2.1

E qual a serventia da lista preliminar de aprovados? Ela pode, de algumas formas, nos passar as seguintes informações:

a) quem passou, sem a menor sombra de dúvida.

Muitos candidatos saem antes, sem o caderno de prova, ou mesmo acham que erraram na hora de preencher a folha de resposta. Com a lista não tem erro: tá aprovado ou não.

b) o percentual de aprovação.

Com o percentual podemos fazer uma projeção mais calma das probabilidades de anulações e também dar um chute mais ou menos certeiro no grau de dificuldade da prova subjetiva. De toda forma, creio que a aprovação foi bem razoável, certamente maior comparando com as duas edições anteriores. Acredito, mesmo assim, que a prova subjetiva será minimamente tranquila.

Agora, em relação às anuláveis…eu já não sei. N´so aqui do Portal fizemos recursos para apenas duas questões:

XIII Exame de Ordem: recurso para a questão do agravo retido – Processo Civil

XIII Exame de Ordem: recurso para a questão do trespasse – Empresarial

E por que só duas?

Como já tratei em vários oportunidades, não existe uma correlação entre o número de recursos e o número de anuladas. As anulações seguem uma lógica distinta.

Dentro deste contexto, minha aposta pessoal está em apenas 1 anulação.

Nas últimas 3 provas objetivas da OAB apenas 1 questão foi anulada! O que esperar agora?

Posso me enganar, evidentemente, até porque essa questão da anulação de questões está longe de ser uma ciência exata. Mas para mim o importante, seguindo esse viés nitidamente pessimista, é não vender esperanças ou ilusões. Eu poderia dizer que a probabilidade de anularem 3 questões é altíssima e instigá-los a gastar uma grana com cursos e livros para ao final vocês saírem frustrados e com a conta no vermelho.

Eu não faço isso.

Prefiro ser pé no chão. E até agora não tenho ido mal nas minhas próprias projeções.

E, vamos combinar, essa talvez tenha sido a 1ª fase mais calma de todas já aplicadas até agora pela FGV. Não vi em canto algum nenhuma polêmica ou grande indignações. E, somando a isto o recente histórico de anulações, as perspectivas não são boas:

IV Unificado – 3 questões

V Unificado – 1 questão

VI Unificado – 2 questões

VII Unificado – 4 questões

VIII Unificado – Nenhuma anulação

IX Unificado – 3 questões

X Unificado - Nenhuma anulação

XI Unificado - 1 questão

XII Unificado - Nenhuma anulação

Nas últimas 5 primeiras fases tivemos apenas 4 anuladas. Uma média inferior a 1 anulação por edição.

média desde o Exame IV até o XII é de apenas 1,33 anulações por prova.

Sim! Ao menos duas questões podem ser anuladas, mas entre o que deve ser e o ser há um IMENSO abismo.

As anuladas serão conhecidas no dia 15 de maio.

- Categoria: Debate sobre a legitimidade do Exame de Ordem

Comissão do Senado debaterá hoje a necessidade do exame de Ordem da OAB

3.2

A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) promove nesta quinta-feira (24) audiência pública que terá como tema o Exame de Ordem promovido pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). O pedido foi apresentado pelo senador Paulo Paim (PT-RS) e recebeu apoio de outros senadores.

Segundo Paim, a maioria dos convidados, aparentemente, é contra a prova realizada pela OAB, pois acreditam que o exame limita a atuação dos bacharéis do curso de Direito.

— Também estarão entre os convidados aqueles que acreditam que não, que o Exame é importante para mostrar que o advogado efetivamente fez um belo curso, está preparado e é competente — observou o senador.

O Exame de Ordem da OAB é um teste aplicado três vezes por ano em todo o Brasil e que visa aferir a capacitação básica necessária ao exercício profissional da advocacia. É dividida em duas fases, com uma prova objetiva e uma prova prático-profissional, que só pode ser feita pelos aprovados na primeira fase. Baixos índices de aprovação são recorrentes. No último teste, apenas 12,27% dos candidatos foram aprovados.

Foram convidados para a audiência o Presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, Marcus Vinicius Furtado Coêlho; o ministro da Educação, Henrique Paim; o presidente do Conselho Federal de Medicina, Roberto Luiz d’Ávila; e representantes dos estudantes de Direito.

A audiência está marcada para as 10h na sala 9 da ala Senador Alexandre Costa.

Fonte: Senado Federal

Essa será a 1ª audiência pública sobre o Exame que eu não vou.

E não vou porque essas audiências se transformaram em um instrumento para grupos contrários ao Exame simplesmente manterem o tema em evidência, mesmo após sistemáticas derrotas no plenário da Câmara.

Nada a ser debatido lá será diferente do que já foi debatido antes.

Quem aguenta mais uma audiência pública sobre o Exame de Ordem?

Não é possível dar platéia a um debate inútil.

- Categoria: Motivacional

“Quase como a fábula da raposa e das uvas.” Ela quase desistiu de passar na OAB…QUASE!

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A imagem acima é uma representação da fábula “A Raposa e as Uvas”, atribuída a Esopo e reescrita por Jean de La Fontaine.

É basicamente a história de uma raposa que tenta, sem sucesso, comer um cacho uvas penduradas em uma vinha alta. Não conseguindo, afasta-se, dizendo que as uvas estariam verdes. A moral no final da fábula pode ser resumida assim: É fácil desprezar aquilo que não se pode obter.

E como fábula, foi pensada certamente após Esopo perceber algo da nossa natureza: o desprezo por aquilo que não temos.

Obviamente isso não ocorre com todos, mas é inegável como fenômeno da psicologia humana.

Agora leiam este depoimento. Vejam toda a indignação, raiva e frustração de uma candidata por ter sido injustiçada ao fazer a prova.

Prezado Maurício,

Não sei exatamente o motivo de estar escrevendo este e-mail. Talvez seja uma forma de desabafo, ou talvez, por acompanhar o blog a tanto tempo e ver sua dedicação com os assuntos do Exame e principalmente com os examinandos, já me sinto no direito de lhe tratar como um amigo.

Também não sei descrever exatamente o que estou sentindo neste momento. É um misto de raiva, tristeza, indignação, ódio e tantos sentimentos mais que não trazem nenhum benefício, exceto a vontade de sumir ou socar alguém até perder as forças.

Eu não consegui passar nesse Exame. Não porque não sabia a matéria, nem porque fiquei nervosa (como aconteceu na primeira vez que fiz a segunda fase), mas pura e simplesmente porque alguém achou que eu não merecia, resolveu não ler minhas questões, não gostou da minha letra ou qualquer outro motivo tão fútil e idiota que me faz passar mal só de tentar imaginar. Vale aqui contar que estou grávida de 4 meses do meu segundo filho, e quando tudo isso aconteceu, eu comecei a sentir dores e pequenas contrações.

Mas a minha maior dor, foi ver que tudo o que eu fiz, todo o meu empenho, as horas de estudo, os fins de semana perdidos, os passeios que deixei de fazer com meu filho, tudo isso, foi desperdiçado por alguém que sequer me conhece, não sabe das minhas condições e nem o quanto eu almejava a carteira vermelha. O pior de tudo: não foi só comigo.

Vendo o grupo no Facebook, em especial na área que eu fiz, percebi que MUITA gente passa pela mesma situação que eu, ou até pior. Eu consegui acertar a peça, respondi as questões (que estão de acordo com o gabarito) e mesmo assim, consegui pontuar apenas meia questão.

Veja, eu me formei por uma universidade católica, daquelas que a mensalidade custa R$900. Se me perguntarem se a minha formação foi boa, eu respondo que sim, que apesar dos problemas que enfrentei na faculdade, principalmente no que diz respeito a burocracia, os professores, em sua maioria, eram bons e atenciosos e realmente buscavam passar um conhecimento.

Mas de que vale os cinco anos de faculdade, todo o dinheiro investido e o tempo dedicado, se o meu diploma, mesmo lindo e dourado, não vale nada se não vier acompanhado de uma carteira vermelha? De que vale agradecer aos meus pais, que ralaram muito para que eu pudesse me formar por uma universidade reconhecida, se agora eu tenho que ligar pra eles e dizer: “desculpa, mas eu não consegui, e a culpa nem é minha”?

Nunca antes eu tinha sentido na pele o que é a injustiça. Já tinha visto acontecer, principalmente no estágio que fiz por mais de dois anos. Vi mães que lutavam para que seus filhos tivessem direito a receber remédios do Estado, enquanto os pequenos lutavam pela vida; militares que hoje sofrem com enfermidades incuráveis por conta da precariedade das estruturas nas Forças Armadas em alguns Estados, e buscam apenas o que lhes é de direito: um tratamento digno e a chance de deixar para suas famílias algo que nunca suprirá a sua falta, uma pensão, pois a morte para eles já tem data marcada.

Nada disso é justo. Se pudéssemos esquematizar um “nível de injustiça”, eu não teria problema algum em admitir que eles estão muito piores do que eu. Pra mim, foi apenas uma prova, apenas um adiamento. Para eles, é a vida. É a chance de acordar no dia seguinte, e o sonho de ver o filho voltar a correr no parque.

E a injustiça dói. Dói muito mais do que assumir um fracasso. Dói principalmente por saber que não há nada que se possa fazer, pois a pessoa para quem se vai recorrer é a mesma que negou e se ainda assim ela quiser dizer não, só nos resta aceitar e engolir a seco. O que me consola é que, acima da injustiça dos homens, está a justiça de Deus, e essa nunca falha. Todo mundo um dia há de acertar suas contas, e na minha vida, eu faço o possível para que meu acerto seja pequeno, e que as bondades que eu fiz sejam muito maiores do que as maldades.

Escrevo tudo isso para tentar demonstrar um pouco da minha indignação não só com a OAB, mas com todas as instituições deste país. A OAB é só mais uma delas. É só mais uma que faz o que bem entende, com quem quiser, e absolutamente ninguém pode fazer nada para impedir ou modificar o que é decido por eles.

Não defendo aqui o fim do Exame de Ordem. Muito pelo contrário. Acho que todos os cursos deveriam ter um exame de classe. Mas defendo sim uma séria e radical modificação no EO. Começando com a possibilidade de controle pelo Judiciário. Onde já se viu uma instituição que faz o que bem quer, que está acima do bem e do mal e que não há NENHUM órgão para fiscalizar? Não há ninguém a quem recorrer, se não eles mesmos. E me parece que eles precisam manter um número X de aprovados, para garantir as anuidades, e um número Y de inscritos, para continuar lucrando.

Infelizmente, continuo, por enquanto, no grupo Y. Tentarei recorrer das questões que não foram corrigidas, pois na faculdade me ensinaram a não jogar a toalha nunca, e correr sempre atrás do melhor para o cliente. O cliente, neste caso, sou eu, e mais do que eu faria por qualquer pessoa, vou fazer o melhor por mim. Tenho fé em Deus, e acredito que tudo isso acontece por um motivo. Por mais que eu não possa entender, Ele sabe o que é melhor pra mim, e tudo acontece no seu devido momento.

Apesar de toda a raiva e o ódio que eu senti das pessoas que fazem essa prova, das pessoas que corrigem e de quem participa de toda essa tramóia, não desejo mal a eles. Minha vontade de socar até perder as forças, como disse no começo do texto, está indo embora. Injustiças imensamente maiores são cometidas todos os dias e infelizmente elas continuarão. Continuarão até o dia em que quem as faz, perceba que nós somos todos iguais, que o que dói em mim, também dói em você, que o que me faz sorrir, também te faz sorrir. Mas principalmente, e acima de tudo, continuarão até que quem sofreu a injustiça perceba que tem o poder de fazer tudo isso parar. Tem o poder de agir diferente quando encontrar a mesma situação pelo seu caminho. Mais do que o poder, tem o dever, de não injustiçar ninguém. E é nisso que eu me pauto para seguir a vida. Se alguém me fizer algum mal, eu perdoo, sigo em frente, e peço a Deus que nunca me permita fazer aquilo com qualquer outra pessoa. Pois o que eu quero para os outros são somente as coisas boas que me aconteceram. As coisas ruins a gente esquece.

Vou tentar o recurso, mas sei que as possibilidades são mínimas, pois minha nota foi bem baixa. Se Deus quiser, há de dar certo. E se não der, DESISTIR JAMAIS.

Peço desculpas, Dr. Maurício, por tomar tanto do seu tempo, escrevendo praticamente um tratado. Mas como disse, a vontade de socar está indo embora, graças a isso tudo que eu escrevi, e principalmente por estar direcionado a alguém que entende bem o que eu estou passando e o que eu estou sentindo.

Agradeço a atenção.

A mensagem acima tem dois anos já. Foi escrita por ocasião do VIII Exame de Ordem e enviada a mim naquele período. Mas como sofro de uma overdose de informações, infelizmente ela passou batida.

Mas passou batida só até ontem, quando a mesma pessoa voltou a me escrever e “esbarrei” na mensagem. Perguntei como ela estava ela respondeu que estava tudo bem, que tinha largado a advocacia e agora era empresária.

“Largado a advocacia?” Sim…a mensagem acima foi escrita logo após a prova subjetiva do VIII Exame, e ela foi aprovada no Exame seguinte, o IX.

Imediatamente seu primeiro texto ganhou aos meus olhos uma nova dimensão, pois era um relato de um tempo pretérito, de uma condição não mais vivenciada por sua autora.

Ela, afinal, havia triunfado sobre o Exame.

E o texto, ao menos para mim, ganhou em significado porque ele é amargo, sofrido, carregada de indignação e frustração. A dor vivida pela candidata por ter, sob sua ótica, ter sido injustamente reprovada (o que eu não duvido nada) e, ainda assim, resoluta, em meio a sua dor, a conseguir vencer através do mérito, e provar para a OAB de que ela era capaz.

Ela foi capaz.

O interessante é ver esse mesmo tipo de discurso proferido por gente que já desistiu de passar na OAB ou que se encontra em vias de desistir. Não lhes tiro a razão de se sentirem frustrados ou com raiva, muito pelo contrário, mas a diferença neste caso foi que, independente do tamanho da injustiça ou da raiva, a nossa amiga correu e busca de resolver, por conta própria, o que aconteceria consigo mesma.

A culpa pode até ser dos outros, mas a solução é providenciada por nós.

O Exame de Ordem é marcado por uma série de injustiças, uma série de erros e abusos, mas ele está aí e provavelmente nunca vai deixar de estar. Vencê-lo é o melhor caminho, e isso demanda, em maior ou menor medida, um sacrifício pessoal e algumas dores.

Triunfar sobre a prova é algo possível. Por vezes não basta só estudar e aprender muito; pode ser necessário também uma dose extra de sacrifícios, angústias e renúncias, mas o final dessa história é sempre igual para quem se mantém firme na luta: a aprovação.

A nossa amiga da mensagem acima passou pelo liminar da frustração e não se deixou abater.

Que isso possa servir de inspiração para quem está amargando neste momento. É difícil, mas não é impossível.

E se ela conseguiu, vocês também conseguirão.

- Categoria: Cursos do Portal

É tempo de iniciar os estudos! Curso Online COMPLETO para a 1ª fase do XIV Exame de Ordem.

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O Portal Exame de Ordem o valor promocional do curso preparatório COMPLETO para o XIV Exame de Ordem até o dia 30/04.

Curso Preparatório Completo para o XIV Exame de Ordem

O tempo está passando e o momento de começar os estudos e poder esgotar todo o conteúdo está se esvaindo.

Guia de preparação e cronograma de estudos para o XIV Exame de Ordem

E é por isso que já lançamos o nosso curso, pois ele é abrangente, completo, perfeito para quem quer passar na 1ª fase com SEGURANÇA!

O ideal sempre é iniciar os estudos para a prova da OAB com toda a antecedência possível, pois assim não só é possível esgotar todo o conteúdo programático como também destinar mais tempo para o processo de REVISÃO e resolução de EXERCÍCIOS.

Sim! Porque estudar não é um processo estanque. É preciso acompanhar a aula, resolver exercícios e revisar o conteúdo, e quanto antes o processo de estudo for iniciado, melhor para o estudo em si e melhor para o candidato, que produzirá para si mesmo um estudo mais consistente.

Este curso é ministrado por MESTRES na preparação para o Exame de Ordem: Renato Saraiva, Geovane Moraes, Cristiano Sobral, Aryana Manfredini, Matheus Carvalho, Flávia Bahia, Ana Cristina, André Mota, Francisco Penante, Sabrina Dourado, Paulo Machado, Frederico Amado, Cristiane Dupret, Bernardo Montalvão e Alexandre Bezerra.

A carga horária do curso é de 103 encontros, com 2 horas cada encontro, totalizando, aproximadamente, 206 horas/aulas

Valor Promocional até o dia 30/04/2014: R$ 750,54 (setecentos e cinquenta reais e cinquenta e quatro centavos)

DETALHE: As aulas nunca são repetidas! Aulas SEMPRE INÉDITAS e atualizadas para cada edição do Exame de Ordem.

E devemos ressaltar as seguintes vantagens:

1 – As aulas podem ser vistas desde o começo. O aluno não perde nada do conteúdo ministrado independentemente do momento da matrícula;

2 – Cada aula pode ser assistida até duas vezes;

3 – A aula pode ser pausada ou o aluno pode voltar para determinado trecho dela para rever uma explicação, maximizando a absorção do conteúdo;

4 – O aluno faz seu horário de estudo e implementa a autogestão do aprendizado.

As vantagens acima representam um plus estratégico na preparação que, somadas com a força do conteúdo ministrado pelos professores do Portal, oferece ao aluno um excelente preparação.

Cliquem no link e inscrevam-se no Curso Preparatório Completo para o XIV Exame de Ordem.

O Exame de Ordem acontece aqui, no Portal Exame de Ordem!

- Categoria: Como se preparar para a prova

Agora é o momento EXATO para começar a se preparar para o XIV Exame de Ordem

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O objetivo é virar advogado e AGARRAR  carteira da Ordem de uma vez por todas, não é? Então agora é a hora EXATA para começar os estudos para o Exame de Ordem e dar conta de ver TODO o conteúdo programático.

Um atraso de mais 2 ou 3 semanas já começa a inviabilizar o estudo de todas as disciplinas. Tempo, meus caros, é um elemento chave dentro da preparação de qualquer processo seletivo, e, em especial, no Exame de Ordem.

Não existe nenhuma razão de ordem prática ou funcional que impeça os examinandos de iniciarem os estudos a partir de agora. Se existir, vocês podem estar sendo vítimas da PROCRASTINAÇÃO.

Recentemente publiquei um post sobre este fenômeno e suas causas. Nele reproduzi texto de uma matéria que apontou quais são os principais fatores que levam à procrastinação:

falta de tempo, impulsividade (deixamos algo de lado para fazer outra atividade), falta de energia, medos, autossabotagem e preguiça. Além disso, o ato de adiar pode estar relacionado à busca pela perfeição, já que pessoas com essa característica tendem a preferir tarefas desafiadoras e evitam as mais simples.”

Aconselho muito a leitura: A procrastinação (a arte de deixar tudo para depois) e como combatê-la

Neste momento, a grande pergunta para quem quer começar a estudar é: por onde começar?

Antes, óbvio, não deixem de baixar nosso cronograma de estudos: Guia de preparação e cronograma de estudos para o XIV Exame de Ordem

E o nosso curso para a 1ª fase: Curso Preparatório Completo para o XIV Exame de Ordem

Vamos ao 1º passo! O que está acontecendo hoje no Exame?

Bom, a coisa não é muito racional.

No VIII Exame de Ordem tivemos um recorde (naquele momento!) de aprovados na 1ª fase: 51.278 examinandos lograram sucesso (43,51%).

No IX Exame, antes das anulações, o percentual de aprovação foi de mais ou menos 7% e, após as anulações, o número de aprovados foi de 19.134 candidatos, ou, 16,67%.

Na 1ª fase do X Unificado tivemos o recorde dos recordes: 54% de aprovação (67.441 aprovados) na primeira fase.

No XI Exame o percentual de aprovação foi de 19%, com 19.211 aprovados.

No XII Exame não tivemos anulações, sendo que 21,00% dos candidatos foram aprovados (25.706)

Não podemos falar dos dados estatísticos do XIII porque eles não foram liberados pela OAB.

Em suma: é muita oscilação!

E aqui vem a dúvida mais relevante: a próxima 1ª fase vai ser fácil, aprovando muitos candidatos, ou vai ser difícil, berrubando geral os examinandos?

Quem pode saber?

Essas variações no grau de aprovação do Exame, entre recordes de aprovação e reprovação confundem o candidato e não permitem que se estabeleçam balizas de preparo. Ou a prova vem razoável (como aparentemente foi a prova do XIII) ou ela vem botando pra quebrar!

Moral da história:

1) a hora de passar é AGORA, no XIV Exame. Quanto mais o candidato demora, mais mudanças na prova podem ocorrer;

2) o candidato SEMPRE tem de se preparar para o pior, pois a inconstância só lhe permite projetar, exatamente, o pior cenário.

E o que é se preparar para “o pior”?

Simples: estudar com muito afinco e dedicação! Montar um cronograma de estudos, ter disciplina, adotar uma estratégia de preparação e investir nela.

Vamos ao 2º passo! O que eu preciso saber?

Bom, já temos a consciência das dificuldades e das incertezas. Essa é a realidade da prova.

E a sua realidade?

Cansei, a ainda canso, de ver candidatos indignados coma reprovação: “mas eu fui um aluno tão bom, tirava notas tão altas…”

Pois é! Bem-vindos ao mundinho do Exame de Ordem! Suas notas da faculdade aqui não servem de nada!

A prova da OAB tem suas peculiaridades, sua metodologia e características. É bem verdade que muitas provas hoje aplicadas nas graduações repetem o modelo da prova da OAB. O ensino jurídico como um todo tem buscado antecipar o “espírito” da prova da OAB ainda na academia.

Mas não contam com a constante evolução do grau de dificuldade do Exame.

Pois bem!

O importante, antes de tomar qualquer decisão, é determinar o desempenho de vocês na prova.

E esse é o momento para tomar um susto!

Eu me lembro que fiz isso quando passei a 1ª vez na OAB. Resolvi fazer uma prova antiga só para ver como eu estava. Consegui, se não me engano, 23 pontos. E 23 pontos entre os 50 necessários e não os atuais 40.

Fiquei arrasado!

Senti-me como se fosse uma toupeira. E isso há 3 meses da prova! Meti a cara nos livros e gradualmente fui melhorando meu desempenho. Na hora da verdade eu consegui passar.

Esse é o ponto: o candidato precisa saber a extensão do seu DESPREPARO para a específica prova da OAB.

O candidato precisa tomar um susto, ver o tamanho REAL do desafio e entender que o Exame de Ordem é o Exame de Ordem.

Cliquem nos links abaixo e façam o download da prova do IX e XI Exames e seus respectivos gabaritos:

IX Exame – Prova

IX Exame – Gabarito

XI Exame – Prova

XI Exame – Gabarito

XII Exame – Prova

XII Exame – Gabarito

Logo a desses três Exames? Sim, se o candidato deve se preparar para o pior, a referência inicial tem de ser a mais complicada possível. Mas tenham em mente de que o resultado, por pior que seja, não deve desanimá-los. É só um start para o candidato sentir a necessidade de estudar muito e uma baliza quanto ao que há de pior no Exame.

Peguem a prova, resolvam ela do jeitinho que vocês estão e façam a contabilidade dos pontos.

Aqui começa o Exame de Ordem! Sem máscaras, confetes ou ilusões.

Apenas não permitam que o ego seja maltratado com um eventual e provável desempenho ruim. Ir mal nessa análise é algo normal.

Lembrem-se: o objetivo aqui não é só descobrir o tamanho do despreparo. Isso se resolve de várias formas. O objetivo mais importante é despertar a vontade de estudar, e estudar com AFINCO!

Ir mal nessa avaliação é uma coisa boa. Porque se você não se impressionar com um provável desempenho ruim, não haverá força nenhuma no mundo que te obrigue a estudar intensamente para a próxima prova objetiva.

- Categoria: Ensino jurídico

Apresentação de novas regras para cursos de Direito é adiada para o 2º semestre de 2014

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A apresentação da nova política regulatória do ensino do Direito no país, projeto encabeçado pelo Ministério da Educação e pela Ordem dos Advogados do Brasil, foi adiada para o segundo semestre deste ano. A expectativa inicial era que os resultados fossem divulgados no mês passado. As informações são do jornal Correio Braziliense.

O governo federal suspendeu a análise de criação de cursos de Direito em março do ano passado com o intuito de analisar regras mais rigorosas para garantir a qualidade do ensino. Na época, o então ministro da Educação Aloizio Mercadante firmou parceria com a OAB para elaborar o novo marco.

O processo de elaboração das regras tem sido alvo de críticas das instituições de ensino superior, que afirmam não ter participado dos debates. Segundo a OAB, as discussões aconteceram em audiências públicas e, portanto, houve contribuição da sociedade civil e das instituições. O presidente da Comissão Nacional de Ensino Jurídico da OAB, Eid Badr, afirma que 32 audiências foram promovidas, pelo menos uma em cada estado. Ainda segundo Badr, foram cerca de 4.000 participantes, entre professores, escolas de ensino superior, mantenedoras e membros do Ministério Público e do MEC.

As audiências resultaram em um documento protocolado pela OAB no MEC com propostas para melhorar o marco regulatório do ensino jurídico. Um grupo de estudos formado por membro do ministério, da ordem, da pasta da Justiça e de entidades que representam o ensino superior devem se reunir nos próximos dias 24 e 25 para definir as proposições que serão encaminhadas ao Conselho Nacional de Educação para análise. Apenas o CNE possui poder para implantar novas regras para a criação de cursos de Direito e definições curriculares.

No documento enviado ao MEC, a OAB sugere, por exemplo, que a prova da entidade (Exame da Ordem) passe a servir como avaliação das faculdades, em especial, na renovação do reconhecimento dos cursos. Na última prova da OAB, apenas 14% dos candidatos foram aprovados.

Fonte: Conjur

O CFOAB e o MEC firmaram, em março deste ano, um protocolo que instituiu uma comissão paritária para estabelecer o novo marco regulatório do ensino jurídico no país, visando reestruturar o ensino jurídico. À época, o então ministro da Educação, Aloizio Mercadante, ao assinar um acordo de cooperação para a elaboração de uma nova política regulatória do ensino jurídico no País, afirmou que a medida visava o fim da concessão indiscriminada de autorizações para o funcionamento de cursos de Direito no Brasil. Para ele, o “O balcão está fechado”.

E, de fato, nenhuma autorização foi concedida, e mais de cem pedidos de abertura de novas faculdades foram obstado pelo MEC.

Ao longo do ano passado a OAB promoveu, em todas as seccionais, debates sobre as mudanças a serem implementadas na graduação de Direito, tendo convidado todos os atores envolvidos neste universo. Por fim, em outubro do ano passado, após 31 audiências públicas que reuniram mais de quatro mil pessoas, surgiram as medidas a serem encaminhadas pela OAB ao Ministério da Educação.

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A Audiência Pública sobre a reforma do ensino jurídico e o Exame de Ordem

Em fevereiro deste ano a OAB enviou sua proposta ao MEC, e ela tem uma série de pontos bastante interessantes:

1.1

1.2

1.3

Vamos ver os pontos mais interessantes dessa proposta:

1 – ENADE

Lembro-me da audiência pública ano passado e da reclamação dos reitores quanto ao fato da nota do ENADE não gerar nenhum impacto para os graduandos, redundando em certa indiferença com a prova e em prejuízo para as instituições, pois a abertura ou fechamento de vagas guarda correlação em parte com o desempenho dos egressos no ENADE.

Com essa medida a coisa muda de figura, pois a nota irá constar no histórico escolar e possivelmente irá mudar o comportamento dos estudantes.

Aqui a medida atende, de forma preponderante, aos interesses das faculdades face ao MEC.

2 – Necessidade social como critério de abertura de novas faculdades

A sugestão da OAB neste ponto é nitidamente restritiva: só faculdades que atendam a uma série de critérios poderão abrir as porta. A sugestão visa restringir a abertura de novas faculdades e, pelo o que entendi, em especial nos grande centros.

3 – O Exame de Ordem como parâmetro para renovação de reconhecimento dos cursos

Eis o pulo do gato do Exame de Ordem, e proposta mais polêmica, considerando a nossa seara.

Eu já havia apontado antes essa possibilidade - Exame de Ordem pode virar parâmetro formal de avaliação das faculdades de Direito – ainda no ano passado, e agora efetivamente ela foi apresentada.

A OAB quer colocar o Exame de Ordem como instrumento de avaliação FORMAL das faculdades de Direito, em especial na renovação do reconhecimento dos cursos. Dado o desempenho médio das faculdades, essa é uma proposta que tende a ser polêmica, pois o Exame reprova sem dó e nem piedade.

Hoje o Exame é apenas um instrumento de avaliação do mercado, e como tal não produz muitos efeitos na escolha dos futuros bacharéis por uma faculdade. Se for efetivamente implementada, essa inclusão vai ser a grande dor de cabeça das faculdades, pois o desempenho da esmagadora maioria das instituições é medíocre. Se o péssimo desempenho implicar no fechamento das instituições, aí sim teremos um instrumento de controle feroz da graduação e das faculdades de baixo nível.

E aí retorna o debate: o que o Exame de Ordem avalia de fato? Tenho a convicção de que o Exame NÃO É instrumento para avaliar toda a amplitude de conhecimentos adquiridos na graduação, sendo tão somente uma prova – e com todas as suas limitações- voltada para atender a própria agenda da OAB, ou seja, um filtro de mercado.

De uma forma ou de outra, com essa proposta a prova ganhará um “colorido” diferente, caso o MEC a adote.

Aí sim as graduações vão ter de se mobilizar para sair da mediocridade.

Mas, antes, vem o lobby das mantenedoras. E aí é outra história…

4 – Inclusão de novos conteúdos no currículo da graduação

Direito Eleitoral, Direito da Tecnologia da Informação, Mediação, Conciliação e Arbitragem, Direito Previdenciário, Direito Humanos e Direito Ambiental passariam a integrar o eixo de formação profissional do currículo.

Vamos ver o que diz a Resolução 9/2004:

Art. 5º O curso de graduação em Direito deverá contemplar, em seu Projeto Pedagógico e em sua Organização Curricular, conteúdos e atividades que atendam aos seguintes eixos interligados de formação:

I – Eixo de Formação Fundamental, tem por objetivo integrar o estudante no campo, estabelecendo as relações do Direito com outras áreas do saber, abrangendo dentre outros, estudos que envolvam conteúdos essenciais sobre Antropologia, Ciência Política, Economia, Ética, Filosofia, História, Psicologia e Sociologia.

II – Eixo de Formação Profissional, abrangendo, além do enfoque dogmático, o conhecimento e a aplicação, observadas as peculiaridades dos diversos ramos do Direito, de qualquer natureza, estudados sistematicamente e contextualizados segundo a evolução da Ciência do Direito e sua aplicação às mudanças sociais, econômicas, políticas e culturais do Brasil e suas relações internacionais, incluindo-se necessariamente, dentre outros condizentes com o projeto pedagógico, conteúdos essenciais sobre Direito Constitucional, Direito Administrativo, Direito Tributário, Direito Penal, Direito Civil, Direito Empresarial, Direito do Trabalho, Direito Internacional e Direito Processual; e

III – Eixo de Formação Prática, objetiva a integração entre a prática e os conteúdos teóricos desenvolvidos nos demais Eixos, especialmente nas atividades relacionadas com o Estágio Curricular Supervisionado, Trabalho de Curso e Atividades Complementares.

Com essa mudança creio que é possível especular sobre algo que não vai agradar aos examinandos: a introdução do Direito Eleitoral, Direito da Tecnologia da Informação, Mediação, Conciliação e Arbitragem, Direito Previdenciário no Exame de Ordem.

Por que penso assim?

Vejam este trecho do edital, que fala do conteúdo do Exame de Ordem e permanece imutável desde a instituição do Exame Unificado:

1.4

Fácil de antever, não é?

Se o conteúdo do Exame envolve as disciplinas profissionalizantes obrigatórias, e novas disciplinas forem introduzidas, isso, cedo ou tarde vai acabar reverberando na prova.

Ou seja, vão faltar questões para tanto conteúdo.

No 2º semestre então saberemos.

- Categoria: Debate sobre a legitimidade do Exame de Ordem

Quem aguenta mais uma audiência pública sobre o Exame de Ordem?

Foto: André Correa/PT no Senado

Foto: André Correa/PT no Senado

Deu na coluna do Marco Eusébio:

O Exame de Ordem exigido pela OAB para a prática da advocacia será tema de audiência pública no Senado no dia 24 deste mês, às 10h, na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) presidida por Waldemir Moka (PMDB-MS). Solicitado pelo senador Paulo Paim (PT-RS), o debate tem como convidados representantes da Ordem, do MEC e de entidades ligadas a bacharéis que são contra o exame.

Ou seja: mais do mesmo.

Qual a utilidade, até hoje, de qualquer das audiência públicas contra o Exame de Ordem realizadas até agora? E olha que desde de 2009 foram umas 6 ou 7!

Tirando o espaço para quem é contra a prova bater livremente no Exame, as audiências públicas não produziram nada de concreto nesta discussão.

E, além de não produzir nada de concreto, não conseguem sequer superar os mesmos argumentos de sempre. No último dia 25 de março tivemos um audiência sobre o Exame na Câmara, e o plenário estava bem vazio.

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Além de vazio, pouquíssimos parlamentares apareceram, talvez uns 5 ou 6, se muito, sendo que apenas uns 3 ficaram o tempo todo.

O tema NÃO desperta mais emoções no Congresso, e de tanto banalizarem estas audiências, elas perderam qualquer tipo de impacto ou força para atraírem a atenção da sociedade.

Afora isso, a tentativa de acabar com aprova no plenário da Câmara sofreu sua terceira derrota no início deste mês:

ATENÇÃO! Emenda de Eduardo Cunha pelo fim da taxa do Exame de Ordem acaba de ser rejeitada!

Há realmente clima para rediscutir essa questão?

No dia 24, portanto, teremos apenas mais do mesmo.