Maurício Gieseler

Maurício Gieseler

Advogado em Brasília (DF), este blog é focado nas questões que envolvem o Exame Nacional da OAB, divulgando informações e matérias atualizadas, além de editoriais, artigos de opinião e manifestações que dizem respeito ao tema. Colocamos, também, a disposição de nossos visitantes provas, gabaritos, dicas, análises críticas, sugestões e orientações para quem pretende enfrentar o certame. Tudo sobre o Exame de Ordem você encontra aqui.

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- Categoria: Advocacia

“Comoditização” da advocacia: Ordem dos Advogados Americana não consegue fechar site de venda de petições

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O que é uma commodity? Vamos olhar a definição da Wikipédia:

Commodity é um termo de língua inglesa que, como o seu plural commodities, significando literalmente mercadoria, é utilizado para designar bens e as vezes serviços para os quais existe procura sem atender à diferenciação de qualidade do produto no conjunto dos mercados e entre vários fornecedores ou marcas.

Uma commodity é um bem fungível, ou seja, é equivalente e trocável por outra igual independentemente de quem a produz, como por exemplo o petróleo, a resma de papel, o leite, o cobre e os imóveis.

Ontem abordei sobre a questão o advento do site chamado Processe Aqui, onde os internautas podem, por conta própria, elaborar petições para processar empresas sem precisar pagar por documentos, profissionais especializados ou pelas custas dos processos.

“Processe Aqui”: site oferece serviço que “substitui” o advogado em juizados especiais

Segundo a reportagem, o site é voltado para os processos de juizados especiais que pedem indenização de até 20 salários mínimos (R$ 14.480).

 A questão é que o “Processe Aqui” não é bem uma novidade neste mundo. Longe disto!

Nos Estados Unidos, a ABA - American Bar Association – ou seja, a OAB deles, tentou derrubar pela via judicial um primo do Processe Aqui, o LegalZoom, e não se deu muito bem…

De acordo com o Conjur, o LegalZoom foi fundado em 2001, oferecendo um modelo de negócio igual ao do Processe Aqui: a venda de petições de ações judiciais populares a preços módicos, exatamente como qualquer commodity.

Para vocês terem uma ideia, a LegalZoom faturou em 2012 cerca de US$ 200 milhões. É muita grana!

O Conjur mostrou qual seria o cerne da polêmica entre a ABA e o LegalZoom:

Hoje, a LegalZoom é a mais bem-sucedida fábrica de petições eletrônicas em massa, com uma pitada de “serviços jurídicos não autorizados” embutida no pacote. Essa “pitada” — ou uma pequena quantidade não definida claramente — de serviços jurídicos não autorizados é o que está no cerne das disputas entre os advogados e a empresa. Teoricamente, ela disponibiliza questionários que são respondidos pelos clientes. A equipe da empresa, formada por um “mix de advogados e não advogados”, revisa as respostas, faz correções e “avalia a consistência” do documento. Isto feito, o sistema gera a petição, que é impressa e assinada pelo cliente.

Porém, os serviços da empresa evoluíram ultimamente para “assessoria jurídica completa”, oferecida pela equipe mista de advogados e não advogados. Isso revela, para a comunidade jurídica, uma situação nebulosa: ninguém sabe exatamente o que a LegalZoom faz ou deixa de fazer. Por isso, o juiz que examina o caso na Carolina do Norte mandou fazer uma investigação para obter essa informação.

E lá, nos Estados Unidos, alguns advogados aparentemente entenderam que a realidade, definitivamente, mudou:

A diretora do Centro para a Profissão Jurídica da Universidade de Stanford, Deborah Rhode, diz que os advogados americanos já perderam o bonde — ou o trem: “O trem já deixou a estação e está viajando a todo o vapor”, disse ao Jornal da ABA. “O que podemos fazer, agora, é mudar seu curso. Isto é, regulamentar o que a LegalZoom — e outras tantas que já entraram no mercado, como a Rocket Lawyer, da Google — pode ou não pode fazer e, assim, impedir que promova a comoditização total da advocacia.

Eis a preocupação na terra do Tio Sam: impedir a comoditização total da advocacia, e não, meramente, impedir que a internet seja um meio de difusão indiscriminada de petições prontas e acabadas.

Soa como uma espécie de rendição diante da realidade.

E aqui no Brasil? O Processe Aqui gerou reações negativas entre os advogados, que se sentem, corretamente, preteridos em seu trabalho e o risco de perda de receita em razão de um sistema “faça você mesmo”.

Mas não para aí.

Existe, no Brasil, um outro processo de ”Comoditização” em curso: o excesso de advogados e bacharéis em Direito.

Os Estados Unidos, com uma economia muitas vezes maior do que a do Brasil, têm aproximadamente 400 mil advogados; nós, 860 mil.

Com uma faixa salarial em torno de R$ 1.200,00 para jovens advogados, pagamentos de diligências no valor de R$ 50,00 ou mesmo a criação e péssima remuneração do “advogado audiencista”, a situação não anda nada fácil.

O fundo do poço: a realidade de um mercado em que um advogado recebe R$ 20,00 para fazer uma audiência

Isso sem contar com as pressões para acabar com o Exame de Ordem ou criar a figura do paralegal.

Câmara regulamenta a profissão de paralegal para bacharéis em Direito. Texto vai para o Senado

O debate sobre o fim do Exame de Ordem deve voltar só em 2015

De um lado, a pressão tecnológica. Do outro, a pressão em função da explosão das faculdades caça-níqueis.

Cada vez mais a frase “advogar não é para os fracos” se faz mais verdadeira.

- Categoria: Estatísticas

Apenas 18,5% dos candidatos passam no Exame de Ordem em sua 1ª tentativa

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Ano passado o G1 trouxe uma informação muito interessante sobre o desempenho dos candidatos no Exame de Ordem e o aproveitamento dos estudantes nesta prova.

Tão somente 18,5% dos candidatos que prestaram o Exame de Ordem entre 2010 e 2012 conseguiram passar na 1ª tentativa. Ou seja: ainda estavam na faculdade, ou saindo dela.

Resumindo, daqueles que irão fazer a prova pela 1ª vez, 81,5% reprovam.

É um percentual altíssimo!

A matéria continua, informando que no VIII Exame de cada 4 inscritos, 3 estavam fazendo a prova ao menos pela 2ª vez, ou seja, só 24,86% dos bacharéis iriam enfrentar para sua 1ª tentativa.

O trecho mais interessante da matéria é este daqui:

O levantamento da FGV Projetos mostra ainda que 212.498, ou 58,8% do total de bacharéis que fizeram inscrições pelo menos uma vez nessas oito edições, foram reprovados em todas as provas que realizaram. Há ainda um grupo de 5.475 que se inscreveram para todos os oito exames estudados, mas não passaram em nenhuma ocasião.

Dos 148.612 que conseguiram a aprovação, 101.558 passaram na primeira ou na segunda tentativa, e 21.619 precisaram fazer as provas três vezes antes de conseguirem o direito de exercer a profissão.

Outros 25.435 (7,04%) precisaram de pelo menos quatro tentativas para conseguir a aprovação. Dentro desse grupo estão 416 bachareis que fizeram todas as oito edições do exame analisada no cruzamento de dados, e conseguiram passar na última.

Resumindo: a maior parte dos candidatos inscritos no Exame de Ordem, ao menos no período apurado, já fez a prova ao menos uma vez.

Enfim, os dados mostram a faceta terrível do Exame da OAB: a da reprovação elevada em todos os segmentos de candidatos. Passar na prova é de fato um desafio, e passar de 1ª então, o maior deles.

Moral da história: a necessidade de se antecipar ao máximo o processo de preparação para a prova é inafastável. Não é quando sai o edital e nem 4 meses antes. Tem de ser mais, tem de dedicar mais tempo para não fazer parte dessas estatísticas tão sombrias.

No mínimo, como tempo específico voltado para a prova da OAB, os estudos devem começar 6 meses antes da prova.

E aqui devemos ressaltar o elemento custo.

Quanto custa, de verdade, reprovar na OAB? E não estou falando da necessidade de se pagar os 200 reais, estou falando do custo de tempo e de oportunidades perdidas.

Isso significa, ao fim, que é preciso implementar um planejamento sério e consistente para ser aprovado. Perder tempo com uma ou várias reprovações não é uma boa opção para ninguém.

Pensem nisso!

Com informações do G1.

- Categoria: Como se preparar para a prova

Novo Cronograma de Estudos para o XV Exame de Ordem

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Segue um novo Cronograma de Estudos para o XV Exame de Ordem!

Estamos a menos de 3 meses da prova e um novo calendário precisou ser feito, mais atualizado. Concebi o cronograma projetando a data da futura prova para o dia 16 de novembro, data da prova objetiva do XV Exame.

O guia foi concebido com base o nosso Curso preparatório completo para a 1ª fase do XV Exame de Ordem, cujas gravações já começaram e as aulas já foram disponibilizadas.

Curso Preparatório Completo para o XV Exame de Ordem

Valor do investimento: R$ 750,59 (setecentos e cinquenta reais e cinquenta e nove centavos)

Lançado o Curso de Resolução de Questões para o XV Exame de Ordem

Valor promocional do investimento: R$ 240,73 (duzentos e quarenta reais e setenta e três centavos)

Como auxiliares na preparação indico os livros de Doutrina Completo e de Questões dos professores do Portal Exame de Ordem:

Portal Exame de Ordem – Doutrina Direcionada

Portal Exame de Ordem – Questões Comentadas da 1ª Fase

Pois bem! Ao olharem o cronograma, verão que ele está enxuto dentro do calendário. NÃO DÁ PARA PERDER TEMPO!!!

O arquivo pode ser distribuído livremente, ok?

Cliquem no link abaixo e baixem GRATUITAMENTE o nosso cronograma de estudos:

Cronograma de estudos para o XV Exame de Ordem

No guia vocês encontrarão o conteúdo programático a ser estudado, devidamente adaptado, dividido por matérias e dias da semana, tudo devidamente estruturado e com orientações sobre a metodologia de estudo.

Imprimam o PDF e usem-no como suporte para os seus estudos!

Lembrem-se: foco no objetivo!

- Categoria: Estatísticas

Estatísticas da 1ª fase do XIV Exame de Ordem: 34,30% de aprovação

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Vamos dar uma olhada, finalmente, nos números da 1ª fase do XIV Exame de Ordem?

No Exame XIII ninguém descobriu quantos candidatos se inscreveram, o que atrapalhou o trabalho de monitoramento estatístico. Agora, no XIV, o UOL divulgou este número – 110.820 inscritos. Tentei confirmar essa informação com o Conselho Federal, mas informaram que a FGV não havia enviado ainda estes dados.

Com isso tivemos 38.014 candidatos aprovados na prova da 1ª fase, ou seja, 34,30% de aprovação nesta 1ª fase.

Agora falta apenas a OAB liberar o número de inscritos na repescagem para termos o total de candidatos para a 2ª fase do XIV. Em tese, teríamos 15.879 candidatos aptos para a repescagem, mas estes números precisam de confirmação.

Muito bem…

Esses números, pela primeira vez, não convergiram com o sentimento dos candidatos nas redes sociais. A “gritaria” foi grande e a impressão de termos uma grande reprovação foi bem nítida.

Aqui fica a pergunta: e agora, a OAB vai anular alguma coisa?

Tal como já havia abordado antes, tivemos 3 questões muito erradas nesta 1ª fase, diferentemente das duas edições anteriores. Os números, infelizmente, não nos são favoráveis, mas se a banca seguir pelo critério técnico, e não meramente quantitativo, essas anulações devem sair.

De toda forma, não sei de onde o UOL retirou esses dados. Gostaria de uma confirmação do CFOAB, mas a Ordem, desde a prova passada, não libera mais o número de inscritos.

Imagino, contudo, que a informação seja verdadeira, pois o UOL é um site sério.

A OAB não consegue impor, ou não o faz de forma deliberada, um padrão estatístico em sua prova. Sempre tivemos variações para mais ou para menos, mas nunca percentuais homogêneos ao longo de várias edições.

Por isso não dá para cravar apostas ou fazer, com uma boa margem de segurança, projeções.

Pode anular 1 questão? Podem…como também podem anular 2 delas. Quem sabe?

E, claro, e esse risco sempre foi identificado, a Ordem pode não anular nada…

Vamos dar uma olhadinha no histórico de anulações:

IV Unificado – 3 questões

V Unificado – 1 questão

VI Unificado – 2 questões

VII Unificado – 4 questões

VIII Unificado – Nenhuma anulação

IX Unificado – 3 questões

X Unificado – Nenhuma anulação

XI Unificado – 1 anulação

XII Unificado – Nenhuma anulação

XIII Unificado – Nenhuma anulação

XIV Unificado – ????

Tudo agora, para quem está na pendência dos recursos, se resume a ter esperança.

Na próxima sexta saberemos…

- Categoria: Advocacia

“Processe Aqui”: site oferece serviço que “substitui” o advogado em juizados especiais

Sem título

Ontem o site do OGlobo publicou uma matéria curiosa sobre um site chamado Processe Aqui, onde os internautas podem, por conta própria, elaborar petições para processar empresas sem precisar pagar por documentos, profissionais especializados ou pelas custas dos processos.

Trata-se do Processe Aqui, um site criado por um advogado, um publicitário e um analista de sistemas.

Segundo a reportagem, o site é voltado para os processos de juizados especiais que pedem indenização de até 20 salários mínimos (R$ 14.480).

De acordo com a Lei dos Juizados Especiais, o cidadão não precisa ser assistido por advogado nestes casos. As petições, uma vez impressas, devem ser levadas a um Juizado Especial Cível (JEC).

De acordo com o site, em apenas 4 passos o usuário consegue uma petição personalizada para atender os mais diversos problemas.

Resolvi então gerar uma petição para mim.

E até que o resultado não foi ruim! Recebi, segundos após finalizar todos os passos, no formato PDF, uma petição completa, com fundamentos, jurisprudências, valor da causa (que o próprio sistema definiu – R$ 13.560,00) e até mesmo citações doutrinárias.

O sistema realmente é voltado para atender causas de juizados especiais (Lei 9.099/95), que podem prescindir da figura do advogado (até 20 salários mínimos – art.9º).

Esse tipo de site não é bem uma novidade no mundo. Há uma forte discussão sobre a oferta desse tipo de serviço na Inglaterra e nos Estados Unidos, em que leigos pode se valer de sistemas semelhantes para elaborarem petições, dispensando assim a figura do advogado.

Aliás, trata-se de um movimento mais abrangente, resultado das fortes mudanças causadas pelo avanço das tecnologias.

Em suma: sinal dos tempos!

Como se não bastasse uma concorrência absurda (em que pese o Exame de Ordem), agora surge um sistema capaz de substituir um advogado na elaboração de uma petição.

Fica a pergunta: a tecnologia vai restringir ainda mais o mercado da advocacia?

Aqui é interessante trazer um estudo feito pela OAB/GO sobre as tentativas do jurisdicionado em litigar por conta própria. Reproduzo a matéria aqui:

“”Consumidor sem Advogado, Prejuízo Dobrado”” – conheça o estudo da OAB-GO

A Comissão de Direito do Consumidor (CDC) da OAB-GO realizou uma pesquisa em 12 Juizados Especiais Cíveis e concluiu que sem advogado constituído o consumidor que já foi lesado acaba tendo indenizações menores. Batizado de “Consumidor sem Advogado, Prejuízo Dobrado”, o estudo calculou as médias de indenizações em cada juizado e a diferença surpreendeu.

A indenização média de todos os juizados é de R$ 982,05 em processos sem advogado e de R$ 7.578,44 com advogado constituído. A maior diferença foi constatada no 8º Juizado de Goiânia, de R$ 316,80 para R$ 8.840,71, ou seja condenações 27 vezes maiores em ações com advogados.

“O estudo tem o intuito de conscientizar a população sobre os seus direito. Ainda que os juizados não exijam que seja constituído um advogado, o cidadão tem de saber que pode sair ganhando se contratar um bom profissional para representá-lo”, afirma o presidente da OAB-GO, Henrique Tibúrcio.

Mesmo que a lei dos juizados autorize os cidadãos propor uma ação sem assistência de um advogado, o objetivo da pesquisa é demonstrar o quanto é importante que o cidadão seja acompanhado pelo advogado em todos os tipos de processos.

O presidente da CDC, Rogério Rodrigues Rocha, afirma que uma das preocupações da categoria é que o cidadão já teve algum prejuízo e por isso procurou a justiça, e ao entrar em um processo sem o advogado o mais provável é que sofra mais um dano. “Como o cidadão não tem experiência, ele aceita qualquer acordo e pede uma quantidade pequena de indenização. O valor que ele pode ganhar pode ser muitas vezes maior, caso seja com advogado constituído”, diz.

O idealizador da pesquisa e membro da CDC, Pitágoras Lacerda, afirma que a OAB está na vanguarda deste tipo de levantamento. “A OAB-GO é uma instituição importante para toda sociedade e traz mais credibilidade para a pesquisa”, afirma.

Pesquisa

A pesquisa foi realizada por membros da CDC, que fizeram o levantamento detalhado de dados de cada juizado das comarcas de Goiânia e de Aparecida de Goiânia. Foram pesquisados vinte processos, ativos e arquivados, em cada juizado das cidades, dos anos de 2011 a 2014. Em cada pesquisa, foram selecionados dez processos sem acompanhamento de advogados e mais de dez com advogados atuando em defesa dos consumidores.

Para o presidente da seccional, Henrique Tibúrcio, o levantamento realizado pela Comissão ratifica o que há tempos a OAB-GO vem alertando: o advogado é segurança para o cidadão. “O consumidor, muitas vezes, não tem conhecimento dos seus direitos e pode ser lesado durante um processo judicial”, afirma.

“A nossa luta é pelo respeito da Constituição Federal, em especial, me refiro ao artigo 133 que determina a indispensabilidade do advogado na administração da justiça, pela nossa valorização e dignidade, além, é claro, pelo respeito dos direitos do cidadão”, completa Tibúrcio.

Indenizações médias por juizado

Sem advogado Com advogado %

1º JEC – Goiânia R$ 856,84 R$ 6.868,55801 %7 vezes mais

2º JEC – Goiânia R$ 1.975,48 R$ 12.461,41630 %5 vezes mais

3º JEC – Goiânia R$ 385,54 R$ 8.401,032179 %20 vezes mais

4º JEC – Goiânia R$ 1.053,17 R$ 6.236,90592 %5 vezes mais

5º JEC – Goiânia R$ 1.212,95 R$ 6.930,00571 %4 vezes mais

6º JEC – Goiânia R$ 262,70 R$ 4.050,001541 %14 vezes mais

7º JEC – Goiânia R$ 1.576,70 R$ 7.587,12481 %3 vezes mais

8º JEC – Goiânia R$ 316,80 R$ 8.840,712790 %27 vezes mais

9º JEC – Goiânia R$ 1.404,44 R$ 3.709,05264 %1,5 vez mais

10º JEC – Goiânia R$ 1.740,03 R$ 11.356,52652 %5,5 vezes mais

1º JEC – Ap. Goiânia R$ 300,00 R$ 7.000,002333 %22 vezes mais

2º JEC – Ap. Goiânia R$ 700,00 R$ 7.500,001071 %9 vezes mais

Geral R$ 982,05 R$ 7.578,44771 %6,7 vezes mais

Vem a pergunta que não quer calar: Um site desse, que forma uma petição previamente estruturada, sem que o litigante possa usufruir dos conhecimentos, da experiência e da estratégia a serem formulado por um advogado, diretamente envolvido com a causa, não seria uma possível fonte de prejuízo para o consumidor?

A despersonalização da construção da peça processual, me parece, é um excelente caminho para uma causa ir para o bebeléu…

- Categoria: Redes sociais

Conheçam as redes sociais do Portal Exame de Ordem

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Luciano Figueiredo

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- Categoria: Como se preparar para a prova

Como sustentar o processo de concentração nos estudos?

Manter a concentração nos estudos! Esse é o sonho de 11 entre 10 estudantes!

Mas apesar de ser o sonho de todos, não são todos que conseguem manter de forma sustentada e sistemática a concentração na hora de estudar.

E quem consegue obtém para si uma vantagem imensa em relação aos demais, em especial quando falamos de concursos e vestibulares. Quanto ao exame de ordem, face ao pequeno lapso temporal para se preparar, de aproximadamente 4 meses entre uma prova e outra, manter a concentração é crucial para esgotar todo o conteúdo programático e fazer uma prova com boas chances de ser aprovado.

A concentração é fundamental para não só abordar o conteúdo a ser estudado como também para assimilá-lo de forma adequada, em conjunto com  uma estratégia de estudo. Poderíamos inclusive chamá-la de “fundamento primeiro” do estudo, tal sua importância.

Mas antes, o que é exatamente concentração?

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Vocês já ouviram falar das “Funções Executivas” do cérebro? Vamos começar por aqui.

De acordo com Joaquim Fuster, professor de psiquiatria e ciências do comportamento da UCLA, as funções executivas do cérebro são consideradas como “um conjunto de funções responsáveis por iniciar e desenvolver uma atividade com objetivo final determinado”.

Conceito complicado? Aparentemente sim, mas no fundo ele quis dizer que as funções executivas representa uma capacidade de solucionar problemas (abstratos ou não) com foco em um resultado final localizado no futuro.

Entre os elementos das funções cognitivas temos o estado de alerta, atenção contínua em um ou vários objetivos, tempo de reação e a fluência e flexibilidade do pensamento. Estas habilidades servem para auxiliar na busca de soluções para uma série de problemas propostos, e aqui falo de qualquer atividade humana que exija um fim. Essas funções visam atuar no comportamento, sempre em busca de um objetivo.

Elas organizam, de forma contextual, três capacidades do cérebro: perceptiva, mnésicas e práxicas.

A capacidade perceptiva é aquela em que a função cerebral que atribui significado a estímulos sensoriais decorrentes do nosso histórico de vivências passadas. Pela percepção organizamos e interpretamos as informações colhidas pelos nossos sentidos para atribuir-lhes um significado.

A capacidade mnésica está correlacionada com a memória. É a capacidade de retermos informações e utilizá-las posteriormente.

A capacidade práxicas está correlacionada coma ação, a forma como agimos e reagimos.

Essas capacidades que favorecem a possibilidade de soluções para problemas propostos, regulando nosso o comportamento.

As capacidades perceptivas, mnésticas e práxicas são organizadas pelas funções executivas do cérebro visando a seguinte sequência:

1. eleger um objetivo específico ( estudar, por exemplo);

2. decidir pelo início ou não da tarefa;

3. estabelecer o planejamento;

4. monitorar as etapas e verificar a convergência delas com o planejado;

5. alterar tudo se for necessário para se atingir o objetivo;

6. dar sequência ou interromper o projeto;

7. avaliação do resultado final.

Fazemos isso tudo de forma natural e intuitiva, sem pensar muito nos porquês: simplesmente fazemos. Mas por detrás da nossa naturalidade em agir, há uma série de etapas e atividades muito específicas tomando forma no cérebro, e compreender essas etapas ajudar a adotar soluções.

E aqui nós estamos querendo desenvolver a concentração.

As funções executivas permitem que possamos intervir nas mais diferentes exigências cognitivas, tal como termos desejo por algo, um propósito, planejar, agir em função do planejamento e o desejo, inibir distrações, estabelecer estratégias monitorar nossa atividade e ter persistência.

E aqui chegamos a um ponto crucial: qual é o custo disso para o cérebro?

A concentração é uma das funções executivas mais difíceis de sustentar! E é difícil porque envolve um custo fisiológico, e isso gera desgaste orgânico.

Ademais, quantos mais elementos o cérebro precisa lidar maior o desgaste e maiores são as chances da concentração ser perdida, ou, quanto mais complexa for uma atividade também a chance de perder o foco aumenta.

Eis o ponto: como sustentar o processo de concentração nos estudos?

1) dê ao cérebro pequenos intervalos de descanso

Assuma o fato, e ele tem causa de ordem fisiológica, que em determinado momento você vai perder o foco, e perderá porque ele faz parte de um processo natural de desgaste (cansaço) do cérebro. Desviando o foco por alguns instantes para uma atividade aleatória qualquer, o cérebro descansa e por voltar para mais uma “sessão de concentração”, atendendo ao objetivo inicialmente estabelecido, ou seja, estudar.

Mas antes é preciso conhecer alguns parâmetros, como por exemplo quanto tempo você consegue ficar estudando sem perder o foco; quanto tempo de intervalo é necessário para recuperar o cérebro; qual o período total de estudo que deve ser empregado ao longo de um único dia.

Cada organismo trabalha de forma diferente. Conheço pessoas com grande capacidade de concentração, algo natural nelas.  Outras, entram em um processo de dispersão com muita velocidade. Se conhecer é o primeiro passo.

O segundo é compreender o fenômeno da plasticidade cerebral e entender que o cérebro pode ser trabalhado ao longo do tempo para atender a maiores demandas de concentração.

Leiam os posts abaixo:

Um pouco sobre o conceito de plasticidade cerebral

Plasticidade cerebral: quanto tempo levamos para desenvolvermos o hábito de estudar?

O terceiro é atuar, de forma deliberada, em busca do estabelecimento de um padrão de estudo, com monitoramento dos intervalos em que a concentração é exercida visando, exatamente, alongar esse prazo, sempre intercalando-o com intervalos de descanso.

Imaginemos aqui que uma pessoa consiga estudar por 15 minutos mantendo um estado adequado de concentração, e que precise de 20 minutos de descanso antes de retomar o processo de estudo, fazendo-o em 3 ou 4 sessões seguidas e diárias. Com o tempo, se o estudo for regularmente seguido, a pessoa idealizada conseguirá lentamente, acrescentando uns 5 minutos a cada 2 semanas, por exemplo, ao processo de estudo e retirando uns poucos minutos durante o processo de descanso.

Aqui entra o conceito da plasticidade cerebral, pois nosso cérebro é capaz de se modificar caso seja exposto a um estímulo constante e regular.

Ou seja, é possível trabalhar o desenvolvimento da capacidade de se concentrar, desde que haja um método para tal, além da compreensão do que se está fazendo e qual o objetivo a ser atingido.

2) reduza o volume de estímulos

Internet, whatsapp, facebook, twitter, instagran, vizinhos, parentes, achegados e namorados. Tudo isso, e muitas outras coisas, representam fontes de perturbação ao processo de concentração.

Não posso aqui descrever tudo o que retira a concentração, mas cada pessoa sabe bem o que lhe atrapalha.  Eliminar esses fatores é importante pois o desgaste do cérebro aumenta na medida em que ele tem de processar mais elementos. O cansaço e na subsequente perda de foco é uma resposta neurofisiológica do cérebro ao processar muitas informações.

Por isso professores sempre aconselham, como local de estudo, um lugar calmo, sem fontes extras de barulho ou distrações de ordem visual.

A distração é uma resposta a um desgaste. Não ignore-a!

3) mantenha a constância

Estudar deve ser uma atividade prazerosa,e por isso mesmo, em especial no começo da implantação do projeto de estudos, não tente “força a amizade”. Ninguém vai de verdade começar estudando 8 horas por dia. Não dá certo!

Ter a consciência de que não é preciso ir além, de fazer algo em excesso. Um longo tempo de estudo diário depende de um processo prévio de condicionamento. Vá com calma, dê tempo ao tempo e seja PERSISTENTE. Não permita que a ansiedade faça-o queimar etapas, pois isto vai atrapalhá-lo no futuro.

Não sei quanto tempo leva até alguém conseguir se concentrar – e estudar –  por muito tempo, pois cada organismo tem seu padrão de adaptação, mas em regra é um processo demorado que irá consumir alguns meses. Aceite o fato de que 4 ou 5 meses é um tempo razoável para se chegar a um estágio adequado de concentração.

Muito bem! Que tal começar o processo de condicionamento?

Comece com pouco, mas comece. O tempo, e um pouco de metodologia, farão o resto por você!

- Categoria: Advocacia

Na próxima sexta-feira FGV divulga a lista final de aprovados na 1ª fase do XIV Exame da OAB

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Na próxima  sexta a FGV vai divulgar, finalmente, a lista final de aprovados na 1ª fase do XIV Exame de Ordem. Já antecipando uma resposta a uma pergunta comum, é altamente improvável que a OAB adiante a divulgação da lista. Só na sexta.

As perspectivas, e isso sempre frizamos, não são muito boas, pois nas últimas provas objetivas da OAB apenas quase nada foi anulado . Confiram o histórico recente de anulações:

IV Unificado – 3 questões

V Unificado – 1 questão

VI Unificado – 2 questões

VII Unificado – 4 questões

VIII Unificado – Nenhuma anulação

IX Unificado – 3 questões

X Unificado - Nenhuma anulação

XI Unificado - 1 questão

XII Unificado - Nenhuma anulação

XIII Unificado - Nenhuma anulação

Sob este prisma, nas últimas 6 primeiras fases tivemos apenas 4 anuladas. Uma média inferior a 1 anulação por edição.

Quais são as perspectivas quanto as anulações na 1ª fase do XIV Exame?

Eu apostei em até 3 anulações, sabendo, contudo, que a banca pode perfeitamente não anular nada. Mas também não poderia ignorar as falhas GRITANTES em pelo menos 3 questões. Infelizmente questões muito viciadas podem não ser anuladas pela banca. Já aconteceu antes em várias oportunidades. Observo isso desde 2008, desde os tempos do Cespe, quando criei essa pauta. Já vi absurdos acontecerem em questões ridículas e a banca não toma nem conhecimento. Isto é um fato, e é um fato ruim.

Quando o assunto é anulação, vale somente o que vai na cabeça da banca.

Ponto!

Agora é contar com a boa vontade da OAB, mais especificamente da Comissão Nacional do Exame de Ordem, responsável por deliberar sobre as anulações. Isso implica em dizer que os reprovados com 36, 37, 38 ou 39 pontos têm diante de si uma PERSPECTIVA, mas nada em concreto, nada tangível, nada na palma da mão.

Nós temos, basicamente, 3 parâmetros para pensar as anulações. São eles:

1 – Percentual de aprovados na 1ª fase;

2 – Qualidade da prova no geral e;

3 – O tamanho do erro nas questões.

A experiência nos diz que os erros, por mais escabrosos, não são determinantes para anular uma ou mais questões. Não tem edição do Exame de Ordem em que a indignação não tome conta dos candidatos por conta de questões grosseiramente viciadas que não são anuladas pela banca. Ou vocês acham que nas edições onde nenhuma questão foi anulada não surgiram recursos?

Surgiram, e foram vários.

Quanto a qualidade da prova no geral, a ultima prova foi horrível em termos de dificuldade e muito pior quanto ao tamanho das falhas em pelo menos 5 questões: 2 de Ética, 1 de Filosofia, 1 de Administrativo e 1 de Constitucional.

Agora é esperar, se concentrar nos estudos e torcer.

- Categoria: Material didático gratuito

Alunos do Portal: confiram os simulados da 2ª fase do XIV Exame de Ordem

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Aos alunos dos cursos de 2ª fase do Portal Exame de Ordem.

No link abaixo vocês poderão baixar os simulados dos professores.

Dropbox – Simulados dos cursos de 2ª fase do Portal Exame de Ordem

Como o site do CERS passou por uma mudança recente de plataforma, achamos por bem mandar os simulados por este link, excepcionalmente, ao invés de disponibilizá-los nas respectivas áreas dos alunos.

Bons estudos!

- Categoria: Como se preparar para a prova

Construindo o esqueleto da peça da 2ª fase do Exame da OAB

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No tempo do CESPE ninguém falava em fazer um “esqueleto” para a peça prática da prova da 2ª fase. O volume de trabalho dos candidatos não era tão grande como hoje e era perfeitamente possível fazer um rascunho da prova.

Era!

Logo na 1ª edição do Exame sob o controle da FGV as provas vieram cobrando um volume de conteúdo muito mais significativo. AS duas primeiras provas de Trabalho então eram quilométricas, e muitos candidatos sequer conseguiram terminá-las direito.

Neste momento tive a ideia ade sugerir aos examinandos a construção de um esqueleto, uma estrutura prévia que substituísse o rascunho sem comprometer o tempo a ser utilizado.

E a ideia pegou!

Hoje é quase impensável alguém fazer a prova sem ter a capacidade de construir o esqueleto da peça.

Montá-lo para a prova não tem a única e exclusiva serventia de substituir o hoje inexequível rascunho: o esqueleto pode assumir o importante papel de mapa, um passo-a-passo na prova. O real papel do esqueleto é o de sistematizar os esforços do candidato, otimizando o tempo e dando segurança.

Um esqueleto bem concatenado dá muita tranquilidade. Pode-se dizer inclusive que o real esforço intelectual estaria concentrado na construção do esqueleto. Depois, redigir a prova seria apenas um trabalho braçal decorrente do núcleo delimitado nesse rascunho da petição.

Como então montá-lo?

O papel do esqueleto é o de sistematizar, logo, o candidato tem de saber no que consiste a sua prova.

1 – Definindo a peça

A peça é o crânio da prova, a parte mais importante de tudo. Se o candidato erra a peça inevitavelmente reprovará.

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Leia sua prova com calma, e determine qual a solução processual adequada: é uma inicial? Um recurso?

Ao definir a peça adequada, escreva na FOLHA DE RASCUNHO o nome da peça:

Peça cabível: Recurso X

Mas não basta só elencar a peça, seria simples demais e praticamente inútil como esqueleto. Delimite também os demais elementos constitutivos da qualificação da peça de forma a tornar a compreensão do todo bem clara:

Peça cabível: Recurso X

Juízo A Quo: Juízo da Vara W

Juízo Ad Quem: Tribunal Regional da Y Região

Recorrente: Fulano

Recorrido: Ciclano

Fundamento legal da peça : Art. 123 da CF c/c Art. 321 do Lei Z

Folha interposição de recurso endereçada ao juiz da causa? sim!

Escolhi deliberadamente acima uma estrutura de esqueleto referente ao um recurso. Vocês podem observar que a essência da peça foi delimitada, determinando a existência da folha de interposição do recurso, a competência, juízo a quo e ad quem, parte, fundamentos legais (declinar os fundamentos legais da peça é parte ESSENCIAL da prova. Sempre fundamentem com os dispositivos legais pertinentes) e, ao fim, a existência ou não da folha de interposição.

Vejam que na construção do esqueleto quase todo trabalho de pesquisa no vade mecum e de compreensão da problemática é realizado. Escrever na prova transforma-se quase que em um trabalho braçal.

Ao visualizar a estrutura da peça o candidato pode perceber com mais nitidez se falta algum detalhe ou informação pertinente. Isso é de extrema relevância: não deixar passar nada!

Mas a petição não é só feita de um “crânio” e sim do Direito Material controverso, a própria essência da petição.

Evidentemente, a estruturação dos tópicos da petição dependem do problema e de suas nuances: existem preliminares? Quantos tópicos controversos estão sendo exigidos na peça?

2 – Delimitando os tópicos

Essas são as duas principais perguntas a serem respondidas. De toda forma, pode-se apresentar um “modelo” de esqueleto para essa etapa da prova. Vamos conferir:

Tópico 1: Preliminar Q

Tese a ser combatida: Um tapa na cara não gera direito a indenização por danos morais (ao descrever a tese a ser combatida seja ultra, hiper, mega sucinto. É só uma orientação para si mesmo, nada além disso)

Fundamentos contra a tese a ser combatida: Art. 123 da Lei C, art. 321 da Lei U e Art. 231 da Lei Y + Súmula 123 do STF.

Conclusão: pelo provimento do recurso

Tópico 2: mérito – danos materiais

Tese a ser combatida: Danos decorrentes da colisão de veículo decorrem de culpa concorrente

Fundamentos contra a tese a ser combatida: Art. 123 da Lei S, art. 321 da Lei E + Súmula 321 do STJ.

Conclusão: pelo provimento do recurso

Observem alguns detalhes interessantes:

Os tópicos são divididos em 3 partes (tese a ser combatida, fundamentos contra a tese a ser combatida e conclusão). Tudo isso pode ser contruído em 3 parágrafos, ou, se o candidato achar que é mais econômico (e também em função do tempo) tudo condensado em apenas um parágrafo, com todas as idéias reunidas.

O candidato deve tecer rapidamente uma explanação sobre a tese a ser combatida. Depois, deve colocar SUA visão, como advogado, do que juridicamente deve ser a solução, deve ser, contendo as razões para a reforma do ponto de vista a ser combatido (no caso em tela, do juiz) e, o mais importante, os fundamentos legais e jurisprudenciais que justificam e embasam a reforma do decidido pelo juiz da causa.

Se o juiz disse “A”, tal como você mostrou no 1º parágrafo,  no segundo você vai dizer “Não A” declinando as razões legais para o ”Não A”.

Ao fim, há o reforço, de forma sintética, dos argumentos do segundo parágrafo (apenas de leve) e requer a reforma da decisão do juízo a quo naquele tópico em específico.

Esse é um método de construção lógica do raciocínio que funciona perfeitamente dentro do Exame de Ordem. As ideias são dispostas de forma segmentada, sequencial e com clareza, sem firulas, enrolações e mistérios.

Vejam o padrão da prova de Direito Constitucional do XII Unificado:

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Percebem como o padrão da prova, em si mesmo, é um mapa? Estruturado, sequencial e lógico. Ele deve ser mentalmente projetado durante a realização da prova e, montando o esqueleto, apreender a sua possível futura estrutura.

Fica fácil para quem lê entender a linearidade e consistência do raciocínio do candidato ao se criar um esqueleto projetando o padrão do espelho. Ser compreendido pelo corretor da prova é tudo o que vocês podem querer na hora de serem corrigidos.

Construir o esqueleto dessa forma poupa tempo na hora de redigir de fato a petição. O candidato visualiza o todo e seus detalhes com mais clareza, consegue perceber eventuais falhas de raciocínio na hora da redação, e, acima de tudo, poupa tempo e reduz as margens de equívocos.

Cria-se um mapa a ser seguido, com segurança, sem atropelos e, principalmente, sem lapsos.

Por fim, o candidato, para completar o esqueleto, precisa fazer o seu pedido, e ele precisa ser completo, detalhando os pontos de Direito Material declinados no corpo da peça, pedindo o conhecimento e provimento dos tópicos, a intimação do recorrido e do MP (se for o caso).

Lembre-se: o esqueleto deve ser sempre sucinto, pois sua função é a de orientar o candidato. O esqueleto serve para organizar e detalhes os pontos importantes, só isso. Outros elementos da prova serão escritos na hora do candidato efetivamente escrever sua peça.

Colocar TODOS os detalhes nele representará uma imensa perda de tempo. Não é esse o objetivo…

3 – Considerações finais

Toda e qualquer metodologia a ser utilizada na hora da prova deve e precisa ser antes treinada. Deixar para fazer um esqueleto eficiente só na hora da prova pode dar um trabalho desnecessário ao candidato, tomando-lhe um tempo precioso.

O uso do esqueleto não é obrigatório. Fazendo um teste antes o candidato pode avaliar se compensa ou não adotar um para sua prova.

Aliás, não existe um modelo certo para elaborá-lo: cada candidato pode e deve fazer ao seu estilo, se assim achar adequado. O importante é fazê-lo de forma sintética, com as informações relevantes e com uma boa celeridade, computando aí o tempo para a leitura do problema, a pesquisa das leis e da jurisprudência no vade mecum e o tempo para sua construção em si mesmo.

Para mim, um esqueleto construído com inteligência é muito útil: organiza a visão geral da petição e concentra grande parte da pesquisa e trabalho intelectual, tornando tudo bem claro na hora de redigir de fato a peça.

IMPORTANTE: Em hipótese alguma, repito, em hipótese ALGUMA façam um rascunho. Isso é sério!

Elaborar um rascunho é o caminho certo para a reprovação. Em uma oportunidade uma amiga pediu para eu auxiliá-la no recurso. Sua peça tinha obtido uma nota altíssima, quase perfeita, mas suas questões estavam simplesmente desconexas, sem sentido. Não consegui entender de plano o porquê de tamanha discrepância de raciocínio. Questionei-a e ela confessou: havia feito um rascunho da peça e, quando foi partir para as questões, faltavam apenas 40 minutos de prova. Veio o desespero, a pressa e o resultado foi um só: reprovação!

Fico imaginando se ela tivesse feito um esqueleto, fazendo ainda assim uma peça boa, se bem que menos caprichada, e tivesse tido tempo de raciocinar e escrever as questões. Provavelmente hoje ela já estaria de posse da carteira.

A prova é um todo! A peça é muito importante, sem dúvida, mas as questões fazem parte do jogo e devem ser respondidas direito. O rascunho mata o tempo do candidato.