Maurício Gieseler

Maurício Gieseler

Advogado em Brasília (DF), este blog é focado nas questões que envolvem o Exame Nacional da OAB, divulgando informações e matérias atualizadas, além de editoriais, artigos de opinião e manifestações que dizem respeito ao tema. Colocamos, também, a disposição de nossos visitantes provas, gabaritos, dicas, análises críticas, sugestões e orientações para quem pretende enfrentar o certame. Tudo sobre o Exame de Ordem você encontra aqui.

Fale com ele
- Categoria: Motivacional

“Quase como a fábula da raposa e das uvas.” Ela quase desistiu de passar na OAB…QUASE!

uvas_verdes

A imagem acima é uma representação da fábula “A Raposa e as Uvas”, atribuída a Esopo e reescrita por Jean de La Fontaine.

É basicamente a história de uma raposa que tenta, sem sucesso, comer um cacho uvas penduradas em uma vinha alta. Não conseguindo, afasta-se, dizendo que as uvas estariam verdes. A moral no final da fábula pode ser resumida assim: É fácil desprezar aquilo que não se pode obter.

E como fábula, foi pensada certamente após Esopo perceber algo da nossa natureza: o desprezo por aquilo que não temos.

Obviamente isso não ocorre com todos, mas é inegável como fenômeno da psicologia humana.

Agora leiam este depoimento. Vejam toda a indignação, raiva e frustração de uma candidata por ter sido injustiçada ao fazer a prova.

Prezado Maurício,

Não sei exatamente o motivo de estar escrevendo este e-mail. Talvez seja uma forma de desabafo, ou talvez, por acompanhar o blog a tanto tempo e ver sua dedicação com os assuntos do Exame e principalmente com os examinandos, já me sinto no direito de lhe tratar como um amigo.

Também não sei descrever exatamente o que estou sentindo neste momento. É um misto de raiva, tristeza, indignação, ódio e tantos sentimentos mais que não trazem nenhum benefício, exceto a vontade de sumir ou socar alguém até perder as forças.

Eu não consegui passar nesse Exame. Não porque não sabia a matéria, nem porque fiquei nervosa (como aconteceu na primeira vez que fiz a segunda fase), mas pura e simplesmente porque alguém achou que eu não merecia, resolveu não ler minhas questões, não gostou da minha letra ou qualquer outro motivo tão fútil e idiota que me faz passar mal só de tentar imaginar. Vale aqui contar que estou grávida de 4 meses do meu segundo filho, e quando tudo isso aconteceu, eu comecei a sentir dores e pequenas contrações.

Mas a minha maior dor, foi ver que tudo o que eu fiz, todo o meu empenho, as horas de estudo, os fins de semana perdidos, os passeios que deixei de fazer com meu filho, tudo isso, foi desperdiçado por alguém que sequer me conhece, não sabe das minhas condições e nem o quanto eu almejava a carteira vermelha. O pior de tudo: não foi só comigo.

Vendo o grupo no Facebook, em especial na área que eu fiz, percebi que MUITA gente passa pela mesma situação que eu, ou até pior. Eu consegui acertar a peça, respondi as questões (que estão de acordo com o gabarito) e mesmo assim, consegui pontuar apenas meia questão.

Veja, eu me formei por uma universidade católica, daquelas que a mensalidade custa R$900. Se me perguntarem se a minha formação foi boa, eu respondo que sim, que apesar dos problemas que enfrentei na faculdade, principalmente no que diz respeito a burocracia, os professores, em sua maioria, eram bons e atenciosos e realmente buscavam passar um conhecimento.

Mas de que vale os cinco anos de faculdade, todo o dinheiro investido e o tempo dedicado, se o meu diploma, mesmo lindo e dourado, não vale nada se não vier acompanhado de uma carteira vermelha? De que vale agradecer aos meus pais, que ralaram muito para que eu pudesse me formar por uma universidade reconhecida, se agora eu tenho que ligar pra eles e dizer: “desculpa, mas eu não consegui, e a culpa nem é minha”?

Nunca antes eu tinha sentido na pele o que é a injustiça. Já tinha visto acontecer, principalmente no estágio que fiz por mais de dois anos. Vi mães que lutavam para que seus filhos tivessem direito a receber remédios do Estado, enquanto os pequenos lutavam pela vida; militares que hoje sofrem com enfermidades incuráveis por conta da precariedade das estruturas nas Forças Armadas em alguns Estados, e buscam apenas o que lhes é de direito: um tratamento digno e a chance de deixar para suas famílias algo que nunca suprirá a sua falta, uma pensão, pois a morte para eles já tem data marcada.

Nada disso é justo. Se pudéssemos esquematizar um “nível de injustiça”, eu não teria problema algum em admitir que eles estão muito piores do que eu. Pra mim, foi apenas uma prova, apenas um adiamento. Para eles, é a vida. É a chance de acordar no dia seguinte, e o sonho de ver o filho voltar a correr no parque.

E a injustiça dói. Dói muito mais do que assumir um fracasso. Dói principalmente por saber que não há nada que se possa fazer, pois a pessoa para quem se vai recorrer é a mesma que negou e se ainda assim ela quiser dizer não, só nos resta aceitar e engolir a seco. O que me consola é que, acima da injustiça dos homens, está a justiça de Deus, e essa nunca falha. Todo mundo um dia há de acertar suas contas, e na minha vida, eu faço o possível para que meu acerto seja pequeno, e que as bondades que eu fiz sejam muito maiores do que as maldades.

Escrevo tudo isso para tentar demonstrar um pouco da minha indignação não só com a OAB, mas com todas as instituições deste país. A OAB é só mais uma delas. É só mais uma que faz o que bem entende, com quem quiser, e absolutamente ninguém pode fazer nada para impedir ou modificar o que é decido por eles.

Não defendo aqui o fim do Exame de Ordem. Muito pelo contrário. Acho que todos os cursos deveriam ter um exame de classe. Mas defendo sim uma séria e radical modificação no EO. Começando com a possibilidade de controle pelo Judiciário. Onde já se viu uma instituição que faz o que bem quer, que está acima do bem e do mal e que não há NENHUM órgão para fiscalizar? Não há ninguém a quem recorrer, se não eles mesmos. E me parece que eles precisam manter um número X de aprovados, para garantir as anuidades, e um número Y de inscritos, para continuar lucrando.

Infelizmente, continuo, por enquanto, no grupo Y. Tentarei recorrer das questões que não foram corrigidas, pois na faculdade me ensinaram a não jogar a toalha nunca, e correr sempre atrás do melhor para o cliente. O cliente, neste caso, sou eu, e mais do que eu faria por qualquer pessoa, vou fazer o melhor por mim. Tenho fé em Deus, e acredito que tudo isso acontece por um motivo. Por mais que eu não possa entender, Ele sabe o que é melhor pra mim, e tudo acontece no seu devido momento.

Apesar de toda a raiva e o ódio que eu senti das pessoas que fazem essa prova, das pessoas que corrigem e de quem participa de toda essa tramóia, não desejo mal a eles. Minha vontade de socar até perder as forças, como disse no começo do texto, está indo embora. Injustiças imensamente maiores são cometidas todos os dias e infelizmente elas continuarão. Continuarão até o dia em que quem as faz, perceba que nós somos todos iguais, que o que dói em mim, também dói em você, que o que me faz sorrir, também te faz sorrir. Mas principalmente, e acima de tudo, continuarão até que quem sofreu a injustiça perceba que tem o poder de fazer tudo isso parar. Tem o poder de agir diferente quando encontrar a mesma situação pelo seu caminho. Mais do que o poder, tem o dever, de não injustiçar ninguém. E é nisso que eu me pauto para seguir a vida. Se alguém me fizer algum mal, eu perdoo, sigo em frente, e peço a Deus que nunca me permita fazer aquilo com qualquer outra pessoa. Pois o que eu quero para os outros são somente as coisas boas que me aconteceram. As coisas ruins a gente esquece.

Vou tentar o recurso, mas sei que as possibilidades são mínimas, pois minha nota foi bem baixa. Se Deus quiser, há de dar certo. E se não der, DESISTIR JAMAIS.

Peço desculpas, Dr. Maurício, por tomar tanto do seu tempo, escrevendo praticamente um tratado. Mas como disse, a vontade de socar está indo embora, graças a isso tudo que eu escrevi, e principalmente por estar direcionado a alguém que entende bem o que eu estou passando e o que eu estou sentindo.

Agradeço a atenção.

A mensagem acima tem dois anos já. Foi escrita por ocasião do VIII Exame de Ordem e enviada a mim naquele período. Mas como sofro de uma overdose de informações, infelizmente ela passou batida.

Mas passou batida só até ontem, quando a mesma pessoa voltou a me escrever e “esbarrei” na mensagem. Perguntei como ela estava ela respondeu que estava tudo bem, que tinha largado a advocacia e agora era empresária.

“Largado a advocacia?” Sim…a mensagem acima foi escrita logo após a prova subjetiva do VIII Exame, e ela foi aprovada no Exame seguinte, o IX.

Imediatamente seu primeiro texto ganhou aos meus olhos uma nova dimensão, pois era um relato de um tempo pretérito, de uma condição não mais vivenciada por sua autora.

Ela, afinal, havia triunfado sobre o Exame.

E o texto, ao menos para mim, ganhou em significado porque ele é amargo, sofrido, carregada de indignação e frustração. A dor vivida pela candidata por ter, sob sua ótica, ter sido injustamente reprovada (o que eu não duvido nada) e, ainda assim, resoluta, em meio a sua dor, a conseguir vencer através do mérito, e provar para a OAB de que ela era capaz.

Ela foi capaz.

O interessante é ver esse mesmo tipo de discurso proferido por gente que já desistiu de passar na OAB ou que se encontra em vias de desistir. Não lhes tiro a razão de se sentirem frustrados ou com raiva, muito pelo contrário, mas a diferença neste caso foi que, independente do tamanho da injustiça ou da raiva, a nossa amiga correu e busca de resolver, por conta própria, o que aconteceria consigo mesma.

A culpa pode até ser dos outros, mas a solução é providenciada por nós.

O Exame de Ordem é marcado por uma série de injustiças, uma série de erros e abusos, mas ele está aí e provavelmente nunca vai deixar de estar. Vencê-lo é o melhor caminho, e isso demanda, em maior ou menor medida, um sacrifício pessoal e algumas dores.

Triunfar sobre a prova é algo possível. Por vezes não basta só estudar e aprender muito; pode ser necessário também uma dose extra de sacrifícios, angústias e renúncias, mas o final dessa história é sempre igual para quem se mantém firme na luta: a aprovação.

A nossa amiga da mensagem acima passou pelo liminar da frustração e não se deixou abater.

Que isso possa servir de inspiração para quem está amargando neste momento. É difícil, mas não é impossível.

E se ela conseguiu, vocês também conseguirão.

- Categoria: Cursos do Portal

É tempo de iniciar os estudos! Curso Online COMPLETO para a 1ª fase do XIV Exame de Ordem.

FB-prorrogado

O Portal Exame de Ordem o valor promocional do curso preparatório COMPLETO para o XIV Exame de Ordem até o dia 30/04.

Curso Preparatório Completo para o XIV Exame de Ordem

O tempo está passando e o momento de começar os estudos e poder esgotar todo o conteúdo está se esvaindo.

Guia de preparação e cronograma de estudos para o XIV Exame de Ordem

E é por isso que já lançamos o nosso curso, pois ele é abrangente, completo, perfeito para quem quer passar na 1ª fase com SEGURANÇA!

O ideal sempre é iniciar os estudos para a prova da OAB com toda a antecedência possível, pois assim não só é possível esgotar todo o conteúdo programático como também destinar mais tempo para o processo de REVISÃO e resolução de EXERCÍCIOS.

Sim! Porque estudar não é um processo estanque. É preciso acompanhar a aula, resolver exercícios e revisar o conteúdo, e quanto antes o processo de estudo for iniciado, melhor para o estudo em si e melhor para o candidato, que produzirá para si mesmo um estudo mais consistente.

Este curso é ministrado por MESTRES na preparação para o Exame de Ordem: Renato Saraiva, Geovane Moraes, Cristiano Sobral, Aryana Manfredini, Matheus Carvalho, Flávia Bahia, Ana Cristina, André Mota, Francisco Penante, Sabrina Dourado, Paulo Machado, Frederico Amado, Cristiane Dupret, Bernardo Montalvão e Alexandre Bezerra.

A carga horária do curso é de 103 encontros, com 2 horas cada encontro, totalizando, aproximadamente, 206 horas/aulas

Valor Promocional até o dia 30/04/2014: R$ 750,54 (setecentos e cinquenta reais e cinquenta e quatro centavos)

DETALHE: As aulas nunca são repetidas! Aulas SEMPRE INÉDITAS e atualizadas para cada edição do Exame de Ordem.

E devemos ressaltar as seguintes vantagens:

1 – As aulas podem ser vistas desde o começo. O aluno não perde nada do conteúdo ministrado independentemente do momento da matrícula;

2 – Cada aula pode ser assistida até duas vezes;

3 – A aula pode ser pausada ou o aluno pode voltar para determinado trecho dela para rever uma explicação, maximizando a absorção do conteúdo;

4 – O aluno faz seu horário de estudo e implementa a autogestão do aprendizado.

As vantagens acima representam um plus estratégico na preparação que, somadas com a força do conteúdo ministrado pelos professores do Portal, oferece ao aluno um excelente preparação.

Cliquem no link e inscrevam-se no Curso Preparatório Completo para o XIV Exame de Ordem.

O Exame de Ordem acontece aqui, no Portal Exame de Ordem!

- Categoria: Como se preparar para a prova

Agora é o momento EXATO para começar a se preparar para o XIV Exame de Ordem

foto (7)

O objetivo é virar advogado e AGARRAR  carteira da Ordem de uma vez por todas, não é? Então agora é a hora EXATA para começar os estudos para o Exame de Ordem e dar conta de ver TODO o conteúdo programático.

Um atraso de mais 2 ou 3 semanas já começa a inviabilizar o estudo de todas as disciplinas. Tempo, meus caros, é um elemento chave dentro da preparação de qualquer processo seletivo, e, em especial, no Exame de Ordem.

Não existe nenhuma razão de ordem prática ou funcional que impeça os examinandos de iniciarem os estudos a partir de agora. Se existir, vocês podem estar sendo vítimas da PROCRASTINAÇÃO.

Recentemente publiquei um post sobre este fenômeno e suas causas. Nele reproduzi texto de uma matéria que apontou quais são os principais fatores que levam à procrastinação:

falta de tempo, impulsividade (deixamos algo de lado para fazer outra atividade), falta de energia, medos, autossabotagem e preguiça. Além disso, o ato de adiar pode estar relacionado à busca pela perfeição, já que pessoas com essa característica tendem a preferir tarefas desafiadoras e evitam as mais simples.”

Aconselho muito a leitura: A procrastinação (a arte de deixar tudo para depois) e como combatê-la

Neste momento, a grande pergunta para quem quer começar a estudar é: por onde começar?

Antes, óbvio, não deixem de baixar nosso cronograma de estudos: Guia de preparação e cronograma de estudos para o XIV Exame de Ordem

E o nosso curso para a 1ª fase: Curso Preparatório Completo para o XIV Exame de Ordem

Vamos ao 1º passo! O que está acontecendo hoje no Exame?

Bom, a coisa não é muito racional.

No VIII Exame de Ordem tivemos um recorde (naquele momento!) de aprovados na 1ª fase: 51.278 examinandos lograram sucesso (43,51%).

No IX Exame, antes das anulações, o percentual de aprovação foi de mais ou menos 7% e, após as anulações, o número de aprovados foi de 19.134 candidatos, ou, 16,67%.

Na 1ª fase do X Unificado tivemos o recorde dos recordes: 54% de aprovação (67.441 aprovados) na primeira fase.

No XI Exame o percentual de aprovação foi de 19%, com 19.211 aprovados.

No XII Exame não tivemos anulações, sendo que 21,00% dos candidatos foram aprovados (25.706)

Não podemos falar dos dados estatísticos do XIII porque eles não foram liberados pela OAB.

Em suma: é muita oscilação!

E aqui vem a dúvida mais relevante: a próxima 1ª fase vai ser fácil, aprovando muitos candidatos, ou vai ser difícil, berrubando geral os examinandos?

Quem pode saber?

Essas variações no grau de aprovação do Exame, entre recordes de aprovação e reprovação confundem o candidato e não permitem que se estabeleçam balizas de preparo. Ou a prova vem razoável (como aparentemente foi a prova do XIII) ou ela vem botando pra quebrar!

Moral da história:

1) a hora de passar é AGORA, no XIV Exame. Quanto mais o candidato demora, mais mudanças na prova podem ocorrer;

2) o candidato SEMPRE tem de se preparar para o pior, pois a inconstância só lhe permite projetar, exatamente, o pior cenário.

E o que é se preparar para “o pior”?

Simples: estudar com muito afinco e dedicação! Montar um cronograma de estudos, ter disciplina, adotar uma estratégia de preparação e investir nela.

Vamos ao 2º passo! O que eu preciso saber?

Bom, já temos a consciência das dificuldades e das incertezas. Essa é a realidade da prova.

E a sua realidade?

Cansei, a ainda canso, de ver candidatos indignados coma reprovação: “mas eu fui um aluno tão bom, tirava notas tão altas…”

Pois é! Bem-vindos ao mundinho do Exame de Ordem! Suas notas da faculdade aqui não servem de nada!

A prova da OAB tem suas peculiaridades, sua metodologia e características. É bem verdade que muitas provas hoje aplicadas nas graduações repetem o modelo da prova da OAB. O ensino jurídico como um todo tem buscado antecipar o “espírito” da prova da OAB ainda na academia.

Mas não contam com a constante evolução do grau de dificuldade do Exame.

Pois bem!

O importante, antes de tomar qualquer decisão, é determinar o desempenho de vocês na prova.

E esse é o momento para tomar um susto!

Eu me lembro que fiz isso quando passei a 1ª vez na OAB. Resolvi fazer uma prova antiga só para ver como eu estava. Consegui, se não me engano, 23 pontos. E 23 pontos entre os 50 necessários e não os atuais 40.

Fiquei arrasado!

Senti-me como se fosse uma toupeira. E isso há 3 meses da prova! Meti a cara nos livros e gradualmente fui melhorando meu desempenho. Na hora da verdade eu consegui passar.

Esse é o ponto: o candidato precisa saber a extensão do seu DESPREPARO para a específica prova da OAB.

O candidato precisa tomar um susto, ver o tamanho REAL do desafio e entender que o Exame de Ordem é o Exame de Ordem.

Cliquem nos links abaixo e façam o download da prova do IX e XI Exames e seus respectivos gabaritos:

IX Exame – Prova

IX Exame – Gabarito

XI Exame – Prova

XI Exame – Gabarito

XII Exame – Prova

XII Exame – Gabarito

Logo a desses três Exames? Sim, se o candidato deve se preparar para o pior, a referência inicial tem de ser a mais complicada possível. Mas tenham em mente de que o resultado, por pior que seja, não deve desanimá-los. É só um start para o candidato sentir a necessidade de estudar muito e uma baliza quanto ao que há de pior no Exame.

Peguem a prova, resolvam ela do jeitinho que vocês estão e façam a contabilidade dos pontos.

Aqui começa o Exame de Ordem! Sem máscaras, confetes ou ilusões.

Apenas não permitam que o ego seja maltratado com um eventual e provável desempenho ruim. Ir mal nessa análise é algo normal.

Lembrem-se: o objetivo aqui não é só descobrir o tamanho do despreparo. Isso se resolve de várias formas. O objetivo mais importante é despertar a vontade de estudar, e estudar com AFINCO!

Ir mal nessa avaliação é uma coisa boa. Porque se você não se impressionar com um provável desempenho ruim, não haverá força nenhuma no mundo que te obrigue a estudar intensamente para a próxima prova objetiva.

- Categoria: Ensino jurídico

Apresentação de novas regras para cursos de Direito é adiada para o 2º semestre de 2014

3

A apresentação da nova política regulatória do ensino do Direito no país, projeto encabeçado pelo Ministério da Educação e pela Ordem dos Advogados do Brasil, foi adiada para o segundo semestre deste ano. A expectativa inicial era que os resultados fossem divulgados no mês passado. As informações são do jornal Correio Braziliense.

O governo federal suspendeu a análise de criação de cursos de Direito em março do ano passado com o intuito de analisar regras mais rigorosas para garantir a qualidade do ensino. Na época, o então ministro da Educação Aloizio Mercadante firmou parceria com a OAB para elaborar o novo marco.

O processo de elaboração das regras tem sido alvo de críticas das instituições de ensino superior, que afirmam não ter participado dos debates. Segundo a OAB, as discussões aconteceram em audiências públicas e, portanto, houve contribuição da sociedade civil e das instituições. O presidente da Comissão Nacional de Ensino Jurídico da OAB, Eid Badr, afirma que 32 audiências foram promovidas, pelo menos uma em cada estado. Ainda segundo Badr, foram cerca de 4.000 participantes, entre professores, escolas de ensino superior, mantenedoras e membros do Ministério Público e do MEC.

As audiências resultaram em um documento protocolado pela OAB no MEC com propostas para melhorar o marco regulatório do ensino jurídico. Um grupo de estudos formado por membro do ministério, da ordem, da pasta da Justiça e de entidades que representam o ensino superior devem se reunir nos próximos dias 24 e 25 para definir as proposições que serão encaminhadas ao Conselho Nacional de Educação para análise. Apenas o CNE possui poder para implantar novas regras para a criação de cursos de Direito e definições curriculares.

No documento enviado ao MEC, a OAB sugere, por exemplo, que a prova da entidade (Exame da Ordem) passe a servir como avaliação das faculdades, em especial, na renovação do reconhecimento dos cursos. Na última prova da OAB, apenas 14% dos candidatos foram aprovados.

Fonte: Conjur

O CFOAB e o MEC firmaram, em março deste ano, um protocolo que instituiu uma comissão paritária para estabelecer o novo marco regulatório do ensino jurídico no país, visando reestruturar o ensino jurídico. À época, o então ministro da Educação, Aloizio Mercadante, ao assinar um acordo de cooperação para a elaboração de uma nova política regulatória do ensino jurídico no País, afirmou que a medida visava o fim da concessão indiscriminada de autorizações para o funcionamento de cursos de Direito no Brasil. Para ele, o “O balcão está fechado”.

E, de fato, nenhuma autorização foi concedida, e mais de cem pedidos de abertura de novas faculdades foram obstado pelo MEC.

Ao longo do ano passado a OAB promoveu, em todas as seccionais, debates sobre as mudanças a serem implementadas na graduação de Direito, tendo convidado todos os atores envolvidos neste universo. Por fim, em outubro do ano passado, após 31 audiências públicas que reuniram mais de quatro mil pessoas, surgiram as medidas a serem encaminhadas pela OAB ao Ministério da Educação.

Bom Dia Brasil: MEC suspende abertura de cursos de Direito e estuda estágio obrigatório

OAB realizará audiências públicas sobre ensino jurídico em todo o País

Ministro da Educação diz que o Brasil não precisa de mais advogados

Audiência Pública do ensino do Direito reúne grande público na OAB

A Audiência Pública sobre a reforma do ensino jurídico e o Exame de Ordem

Em fevereiro deste ano a OAB enviou sua proposta ao MEC, e ela tem uma série de pontos bastante interessantes:

1.1

1.2

1.3

Vamos ver os pontos mais interessantes dessa proposta:

1 – ENADE

Lembro-me da audiência pública ano passado e da reclamação dos reitores quanto ao fato da nota do ENADE não gerar nenhum impacto para os graduandos, redundando em certa indiferença com a prova e em prejuízo para as instituições, pois a abertura ou fechamento de vagas guarda correlação em parte com o desempenho dos egressos no ENADE.

Com essa medida a coisa muda de figura, pois a nota irá constar no histórico escolar e possivelmente irá mudar o comportamento dos estudantes.

Aqui a medida atende, de forma preponderante, aos interesses das faculdades face ao MEC.

2 – Necessidade social como critério de abertura de novas faculdades

A sugestão da OAB neste ponto é nitidamente restritiva: só faculdades que atendam a uma série de critérios poderão abrir as porta. A sugestão visa restringir a abertura de novas faculdades e, pelo o que entendi, em especial nos grande centros.

3 – O Exame de Ordem como parâmetro para renovação de reconhecimento dos cursos

Eis o pulo do gato do Exame de Ordem, e proposta mais polêmica, considerando a nossa seara.

Eu já havia apontado antes essa possibilidade - Exame de Ordem pode virar parâmetro formal de avaliação das faculdades de Direito – ainda no ano passado, e agora efetivamente ela foi apresentada.

A OAB quer colocar o Exame de Ordem como instrumento de avaliação FORMAL das faculdades de Direito, em especial na renovação do reconhecimento dos cursos. Dado o desempenho médio das faculdades, essa é uma proposta que tende a ser polêmica, pois o Exame reprova sem dó e nem piedade.

Hoje o Exame é apenas um instrumento de avaliação do mercado, e como tal não produz muitos efeitos na escolha dos futuros bacharéis por uma faculdade. Se for efetivamente implementada, essa inclusão vai ser a grande dor de cabeça das faculdades, pois o desempenho da esmagadora maioria das instituições é medíocre. Se o péssimo desempenho implicar no fechamento das instituições, aí sim teremos um instrumento de controle feroz da graduação e das faculdades de baixo nível.

E aí retorna o debate: o que o Exame de Ordem avalia de fato? Tenho a convicção de que o Exame NÃO É instrumento para avaliar toda a amplitude de conhecimentos adquiridos na graduação, sendo tão somente uma prova – e com todas as suas limitações- voltada para atender a própria agenda da OAB, ou seja, um filtro de mercado.

De uma forma ou de outra, com essa proposta a prova ganhará um “colorido” diferente, caso o MEC a adote.

Aí sim as graduações vão ter de se mobilizar para sair da mediocridade.

Mas, antes, vem o lobby das mantenedoras. E aí é outra história…

4 – Inclusão de novos conteúdos no currículo da graduação

Direito Eleitoral, Direito da Tecnologia da Informação, Mediação, Conciliação e Arbitragem, Direito Previdenciário, Direito Humanos e Direito Ambiental passariam a integrar o eixo de formação profissional do currículo.

Vamos ver o que diz a Resolução 9/2004:

Art. 5º O curso de graduação em Direito deverá contemplar, em seu Projeto Pedagógico e em sua Organização Curricular, conteúdos e atividades que atendam aos seguintes eixos interligados de formação:

I – Eixo de Formação Fundamental, tem por objetivo integrar o estudante no campo, estabelecendo as relações do Direito com outras áreas do saber, abrangendo dentre outros, estudos que envolvam conteúdos essenciais sobre Antropologia, Ciência Política, Economia, Ética, Filosofia, História, Psicologia e Sociologia.

II – Eixo de Formação Profissional, abrangendo, além do enfoque dogmático, o conhecimento e a aplicação, observadas as peculiaridades dos diversos ramos do Direito, de qualquer natureza, estudados sistematicamente e contextualizados segundo a evolução da Ciência do Direito e sua aplicação às mudanças sociais, econômicas, políticas e culturais do Brasil e suas relações internacionais, incluindo-se necessariamente, dentre outros condizentes com o projeto pedagógico, conteúdos essenciais sobre Direito Constitucional, Direito Administrativo, Direito Tributário, Direito Penal, Direito Civil, Direito Empresarial, Direito do Trabalho, Direito Internacional e Direito Processual; e

III – Eixo de Formação Prática, objetiva a integração entre a prática e os conteúdos teóricos desenvolvidos nos demais Eixos, especialmente nas atividades relacionadas com o Estágio Curricular Supervisionado, Trabalho de Curso e Atividades Complementares.

Com essa mudança creio que é possível especular sobre algo que não vai agradar aos examinandos: a introdução do Direito Eleitoral, Direito da Tecnologia da Informação, Mediação, Conciliação e Arbitragem, Direito Previdenciário no Exame de Ordem.

Por que penso assim?

Vejam este trecho do edital, que fala do conteúdo do Exame de Ordem e permanece imutável desde a instituição do Exame Unificado:

1.4

Fácil de antever, não é?

Se o conteúdo do Exame envolve as disciplinas profissionalizantes obrigatórias, e novas disciplinas forem introduzidas, isso, cedo ou tarde vai acabar reverberando na prova.

Ou seja, vão faltar questões para tanto conteúdo.

No 2º semestre então saberemos.

- Categoria: Debate sobre a legitimidade do Exame de Ordem

Quem aguenta mais uma audiência pública sobre o Exame de Ordem?

Foto: André Correa/PT no Senado

Foto: André Correa/PT no Senado

Deu na coluna do Marco Eusébio:

O Exame de Ordem exigido pela OAB para a prática da advocacia será tema de audiência pública no Senado no dia 24 deste mês, às 10h, na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) presidida por Waldemir Moka (PMDB-MS). Solicitado pelo senador Paulo Paim (PT-RS), o debate tem como convidados representantes da Ordem, do MEC e de entidades ligadas a bacharéis que são contra o exame.

Ou seja: mais do mesmo.

Qual a utilidade, até hoje, de qualquer das audiência públicas contra o Exame de Ordem realizadas até agora? E olha que desde de 2009 foram umas 6 ou 7!

Tirando o espaço para quem é contra a prova bater livremente no Exame, as audiências públicas não produziram nada de concreto nesta discussão.

E, além de não produzir nada de concreto, não conseguem sequer superar os mesmos argumentos de sempre. No último dia 25 de março tivemos um audiência sobre o Exame na Câmara, e o plenário estava bem vazio.

Comissão de Educação da Câmara debate amanhã fim da exigência do Exame da OAB

Além de vazio, pouquíssimos parlamentares apareceram, talvez uns 5 ou 6, se muito, sendo que apenas uns 3 ficaram o tempo todo.

O tema NÃO desperta mais emoções no Congresso, e de tanto banalizarem estas audiências, elas perderam qualquer tipo de impacto ou força para atraírem a atenção da sociedade.

Afora isso, a tentativa de acabar com aprova no plenário da Câmara sofreu sua terceira derrota no início deste mês:

ATENÇÃO! Emenda de Eduardo Cunha pelo fim da taxa do Exame de Ordem acaba de ser rejeitada!

Há realmente clima para rediscutir essa questão?

No dia 24, portanto, teremos apenas mais do mesmo.

- Categoria: Inscrição

Termina hoje o prazo para inscrição na repescagem (2ª fase) no XIII Exame de Ordem

foto (6)

Termina hoje o prazo para os candidatos que podem fazer diretamente a 2ª fase do XIII Exame de Ordem.

Ou seja: quem reprovou na 2ª fase do XII Exame DEVE se inscrever hoje para poder fazer a prova. Segue o link para a inscrição:

Inscrições para a repescagem

O prazo para pagamento da taxa vai até o dia 02/05.

Quem precisa (ou pode) se inscrever? Vamos ver as regras para a repescagem:

1 – Período e valor de inscrição

1.1.1.1. O examinando que desejar reaproveitar o resultado de aprovação na 1ª fase do XII Exame deverá, exclusivamente via Internet, nos endereços eletrônicos http://oab.fgv.brhttp://www.oab.org.br ou nos endereços eletrônicos das Seccionais da OAB, no período entre 14h do dia 15 de abril de 2014 e 23h59min do dia 22 de abril de 2014, observado o horário oficial de Brasília/DF, enviar formulário de solicitação devidamente preenchido. Submetido o formulário, o examinando deverá imprimir e efetuar o pagamento do boleto bancário correspondente, no valor de R$ 100,00 (cem reais).

2 – Quem ainda está na faculdade

Quem está na faculdade ainda e for se valer da repescagem terá até o 2º semestre de 2014 para concluir o curso:

1.1.1.4. Aqueles que se utilizarem do reaproveitamento que sejam estudantes dos últimos dois semestres do curso (ainda não concluintes do curso de graduação em Direito) e que forem aprovados no XIII Exame de Ordem Unificado poderão retirar seus certificados de aprovação caso comprovem que têm previsão de conclusão do curso até término do segundo semestre de 2014.

3 – Quem PERDEU a prova subjetiva XII Exame NÃO poderá fazer a repescagem

Péssima notícia para quem perdeu a prova subjetiva do XII Exame. A OAB não vai aceitar a inscrição destes candidatos. Ou seja, fica a regra que para ter direito à repescagem é preciso ter reprovado na 2ª fase. A ausência gera a eliminação:

1.1.6. O reaproveitamento descrito no item 1.1.1 será vedado aos examinandos ausentes ou eliminados na 2ª fase do XII Exame de Ordem.

Essa será a primeira turma a se valer da repescagem. Independentemente disto, a prova subjetiva será a mesma para todos, tanto o pessoal da repescagem como para os aprovados na 1ª fase do XIII.

Vai fazer a repescagem? Confiram a nossa aula inaugural gratuita! Façam o cadastro primeiro, é fácil e rápido:

Cadastro CERS

Depois basta se cadastrar na 1ª aula gratuita:

2ª fase em todas as disciplinas - 1ª aula grátis!

Além disso, o aluno pode fazer seu próprio horário de estudo e ver cada aula até 2 vezes no momento que achar mais adequado.

As 5 razões para você se preparar para a 2ª fase da OAB no Portal Exame de Ordem

As regras de treinamento para a 2ª fase do XIII Exame de Ordem

Pequeno roteiro de estudos e os pontos-chaves de preparação para a 2ª fase da OAB

E toda as nossas aulas são ONLINE:

Curso Preparatório para a 2ª fase de Direito do Trabalho, com Renato Saraiva, Aryanna Manfredini e Rafael Tonassi

Curso Preparatório para a 2ª fase de Direito Penal, com Geovane Moraes e Ana Cristina Mendonça

Curso Preparatório para a 2ª fase de Direito Administrativo, com Matheus Carvalho

Curso Preparatório para a 2ª fase de Direito Civil, com a equipe coordenada por Cristiano Sobral

Curso Preparatório para a 2ª fase de Direito Constitucional, com Flávia Bahia

Curso Preparatório para a 2ª fase de Direito Tributário, com Josiane Minardi

Curso Preparatório para a 2ª fase de Direito Empresarial, com Francisco Penante

O Exame de Ordem acontece aqui!

- Categoria: Como se preparar para a prova

Guia de preparação e cronograma de estudos para o XIV Exame de Ordem

10153000_545302835587941_9047909997163408503_n

Muito bem jovens! O tempo não para, a prova da OAB continua sendo a pedreira de sempre e vocês precisam colocar no bolso a carteirinha.

Agora, mais do que nunca, é o momento de iniciar a preparação visando a próxima 1ª fase podendo ESGOTAR integralmente todo o conteúdo programático da prova. Mais duas ou três semanas isso se tornará uma tarefa bem mais complexa, porque vai demandar muito mais horas em um dia para todo o volume de estudos ser devidamente esgotado e apreendido.

O fator TEMPO  é chave neste processo!

Concebi o cronograma projetando a data da futura prova para o dia 3 de agosto, data da próxima prova objetiva.

O guia foi concebido com base o nosso Curso preparatório completo para a 1ª fase do XIV Exame de Ordem, cujas gravações estão bem adiantadas!

Curso Preparatório Completo para o XIV Exame de Ordem

Valor promocional do investimento: 750,54 (setecentos e cinquenta reais e cinquenta e quatro centavos)

Pois bem! Ao olharem o cronograma, verão que ele está enxuto dentro do calendário. NÃO DÁ PARA PERDER TEMPO!!!

Vocês têm de começar a estudar no máximo a partir da semana que vem para não deixar as matérias acumularem e terem o domínio sobre o volume de conteúdo a ser estudado. Isso é muito importante!

O arquivo pode ser distribuído livremente, ok?

Cliquem no link abaixo e baixem GRATUITAMENTE o nosso guia de estudos:

Guia de preparação e cronograma de estudos para o XIV Exame de Ordem

No guia vocês encontrarão o conteúdo programático a ser estudado, devidamente adaptado, dividido por matérias e dias da semana, tudo devidamente estruturado e com orientações sobre a metodologia de estudo.

Imprimam o PDF e usem-no como suporte para os seus estudos!

Lembrem-se: foco no objetivo!

- Categoria: Humor

Cotas no Exame de Ordem? Essa informação não procede…

Vários examinandos me perguntaram agora pela manhã se a informação sobre a criação de cotas para o Exame de Ordem seria verdadeira.

O site “Não Entendo Direito” publicou essa informação, tal como vocês podem conferir no link a seguir:

Exame de Ordem passará a ter cotas para a aprovação de negros e alunos do PROUNI.

Acontece que o “Não Entendo Direito” é um site de humor, tal como aqueles que publicam uma informação como se ela fosse verdadeira.

O pessoal não reparou a categoria em que a publicação foi enquadrada:

3

Embuste significa engodo, trapaça, simulação. A grande maioria não percebeu este detalhe. Até onde vi, a publicação recebeu mais 2.2 mil compartilhamentos no Facebook.

Ou seja: o pessoal do “Não Entendo Direito” enganou geral por aí.

No mais, não faz sentido criar cotas para o Exame de Ordem pois se trata apenas de uma avaliação de proficiência e não de um concurso.

- Categoria: Como se preparar para a prova

Pequeno roteiro de estudos e os pontos-chaves de preparação para a 2ª fase da OAB

01

Muito bem jovens! Boa parte dos candidatos estão dando início ao processo de preparação após a aprovação na 1ª fase do Exame de Ordem. Agora a realidade é outra! A fase do marcar o X ficou no passado. Na prova subjetiva há a declinação dos argumentos, obrigando o candidato a deixar tangível a marca de seu raciocínio e por ele ser avaliado.

Aqui é preciso não só entender, mas também se fazer entender, e, mais do que isso, convencer.

Convencer representa a aprovação final. Convencer é a meta do candidato: mostrar que está pronto para ser um profissional da advocacia, apto a pensar o Direito e responder, em tese, aos problemas do cotidiano, sabendo conduzir as questões que lhe são levadas até o seu termo jurídico final.

E mais do que convencer em si mesmo, o candidato precisa fazê-lo aproveitando cada minuto da prova, cada instante, pois o volume de informações cobradas nas últimas provas (exceto a última) praticamente sufocou os candidatos: qualquer vacilo implicou em substancial perda de tempo e, consequentemente, em perda de pontos.

O que é necessário saber para vencer este desafio?

Podemos dizer que a prova da OAB possui 5 pilares cruciais para ser bem resolvida.

Vejamos um por um:

1 – Montar um roteiro de estudos

Primeiro é fundamental estruturar o tempo de estudos até o dia da prova. A importância de seguir um roteiro está em dar um foco ao que tem de ser estudado sem desperdício  de tempo ou dispersões quanto ao estudo em si.

O candidato precisa ter a ciência de que está no rumo certo, e montar uma grade de estudos é bastante recomendável.

A montagem da grade, evidentemente, depende de cada um, mas aqui declino um pequeno cronograma com o que há de fundamental a ser estudado e na devida ordem.

Evidentemente tal cronograma não é rígido. Se o candidato deseja estruturar de outra forma, é livre para fazê-lo.

Vejamos a minha sugestão. Notem que é uma sugestão ABERTA.

Semana de 20/04 a 26/04 – Estude os tipos de petições possíveis, fundamentos legais, estrutura e hipóteses de incidência. Aqui devem ser sedimentados a parte processual do Direito escolhido, com o estudo de doutrina específica. Como vocês verão mais abaixo, a peça é a parte mais importante da prova, e começar a dominar a processualística em primeiro lugar faz todo o sentido.

Semana de 27/04 a 03/05 – Inicie os estudos do Direito material da respectiva disciplina. Leitura de doutrina específica é fundamental de forma complementar ao cursos preparatório escolhido.

Semana de 04/05 a 10/05 – Início da resolução de exercícios e simulados, conjuntamente com o reforço tanto do Direito material como o processual, além do estudo da jusrisprudência. O momento agora é de compreensão do ramo do Direito escolhido.

Semana de 11/05 a 17/05 – Período de consolidação. Aqui o candidato já deve estar seguro quanto cabimento das peças e ao Direito material aplicável ante os problemas fáticos a serem apresentados. Hora de treinar a redação, estruturação de parágrafos de forma dedutiva, com clareza e concisão, treinamento da montagem dos esqueletos de peças e resolução de todas as provas passadas, em especial a da FGV com o estabelecimento da gestão do tempo. Compreensão plena da lógica da prova.

Semana de 18/05 a 31/05 – Período de ajustes. Observem a amplitude do lapso temporal até o dia da prova. Serão 2 semanas. Esse intervalo de tempo restante poderá ter duas finalidades:

1 – Elastecimento dos períodos semanais até a conclusão do processo específico de estudo. Aqui o candidato pode REGULAR sua programação e estudar em conformidade com seu ritmo de estudos sem apertar a agenda.

2 – Os candidatos que ainda não começaram os estudos em razão da espera pelo resultado preliminar a da perspectiva de anuladas, ou não, poderão esperar, no máximo, até o dia 8, depois terão de decidir. Esperar pelo resultado final da 1ª fase é inviável.

Lembrem-se que o roteiro acima está desvinculado de eventual estudo oriundo de um curso preparatório. Fazer um curso é condição essencial para a aprovação.

Vamos agora aos pilares da prova em si:

2 – Identificar a peça prática

No XII Exame de Ordem a OAB implementou uma mudança muito significativa no edital. Até então 0 edital indicava o conceito de peça inadequada e delimitava suas características, que eram as seguintes: peças as que pudessem ser indeferidas por inépcia, em especial quando se tratavam de ritos procedimentais distintos ou que não se pudesse aplicar, no caso dos recursos, o princípio da fungibilidade.

Evidentemente, se uma peça era escolhida por um candidato mas não se enquadrasse nesse conceito, ele se sentia no direito de ter sua resposta analisada pela banca.

Um exemplo mais do que recente: a questão da imissão de posse na prova de Direito Civil do XI. De acordo com o edital, a imissão, diante do quadro narrado para a peça, era cabível, não se aplicando portanto a regra atual.

Ou seja, havia margem para debates. Vejam como era a redação até a edição passada.

1

Mas então a OAB inovou. Vejam só a nova regra do edital:

02

A OAB, com isto, sepultou a margem para questionamentos em relação ao cabimento das peças. O item 4.2.6 foi dramaticamente alterado e o item 4.2.6.1 é apresentado como inovação, pois não existia antes.

Resumindo: a peça inadequada agora é toda aquela que não for, estritamente, a peça apontada pela OAB como a correta quando da publicação do padrão de resposta, não existindo mais a margem para o cabimento de peças que não representariam a inépcia da inicial ou coubesse a fungibilidade no caso de recursos.

A peça certa é aquela escolhida pela OAB!

E essa interpretação é reforçada exatamente pelo item 4.2.6.1, que, como inovação, agora indica COMO a peça processual certa é averiguada: “A indicação correta da peça prática é verificada no nomem iuris da peça concomitantemente com o correto e completo fundamento legal usado para justificar tecnicamente a escolha feita.”

Não basta mais dizer que peça vocês estão apresentando! É preciso, e de forma correta e completa, apontar o fundamento da peça.

Em suma: acertar a peça prática é, na prova subjetiva da OAB, o alvo prioritário do candidato.

O erro representa a reprovação!

Se o candidato para ser aprovado precisa fazer no mínimo 6 pontos, e, se a peça prático-profissional vale por si só 5 pontos, tirar zero irremediavelmente resultará na reprovação.

Isso acontece, não é lenda e todos vocês precisam estar preparados.

Um fato: falhas ocorrem e candidatos tomam zero por conta delas. E por mais que a OAB e a FGV ganhem experiência ao longo da aplicação das provas, as falhas sempre voltam a acontecer.

É uma desgraça…

Enfim, acertar a peça prática correta para o problema proposto é a primeira providência quando se começa a prova. Ter a convicção de que acertou a peça é fundamental para dar tranquilidade ao candidato.

Toda prova, de qualquer área, apresentará aos candidatos um problema, um caso hipotético que requer a redação de uma peça jurídica adequada à solução do problema.

Entender o problema é o primeiro passo. A partir dele o candidato deve formular e responder as seguintes perguntas:

a) Já existe um processo em andamento ou não?

Caso o problema faça menção a uma ação que já foi proposta, ou que a parte tenha entrado com uma inicial, ou o juiz sentenciado, pronunciado ou despachado, o candidato terá de apresentar um recurso, uma contestação ou uma réplica.

Caso o problema faça menção a um acontecimento qualquer, e você, ao final seja contactado pela parte envolvida neste acontecimento, e, não existir nenhuma referência a um processo em andamento, certamente a solução envolverá a apresentação de uma petição inicial de uma ação em específico.

b) Qual ação ou qual recurso?

Vai depender sempre do problema e da hipótese fática apresentada.

O candidato precisa entender a lógica do problema proposto, o direito material envolvido, a natureza das partes e o momento processual em tela.

Seria o caso de um Mandado de Segurança ou de uma Ação Ordinária? Recurso Especial ou Extraordinário? Ação declaratória cumulada ou não com repetição de indébito?

Em suma, o candidato precisa ENTENDER o problema. Ler o enunciado ao menos 3 vezes, com calma, fazer pequenas anotações (Sempre, sempre e sempre deve anotar somente no rascunho e nunca na folha de resposta), estabelecer com precisão as circunstâncias, processuais ou não, para ao fim apresentar a solução correta ao problema proposto.

Aqui começa de verdade a prova, e aqui é definida a aprovação…ou não.

3 – A solução está no problema, e não fora dele

Não imaginem uma solução para o problema que esteja fora do enunciado. Caso claríssimo: a última prova de Direito Constitucional! A resposta correta era a ação ordinária, mas muitos candidatos apresentaram um MS por ser esta a resposta mais célere para o problema proposto. Entretanto, o enunciado continha uma série de elementos que excluíam o MS.

Eis o ponto: o enunciado é um problema hipotético e a solução tem de ser retirada do problema apresentado, e não uma mera projeção do que seria melhor no mundo real. Conseguiram a aceitação do MS por conta de muita pressão, e a OAB, acabou cedendo.

Cedeu naquela oportunidade, mas não quer dizer que cederá novamente.

Ficar atento ao problema e imaginar uma solução dentro dele é fundamental! O problema é HIPOTÉTICO, e a solução também é. Esqueçam o que seria melhor no mundo real: tem de ser o melhor para o problema em si!

Trata-se, obviamente, de uma prova, e como tal deve ser pensada.

4 – Saber fazer a peça

Saber fazer a peça se confunde, e muito, com a questão de identificá-la como solução adequada ao problema.

Se confunde tanto que representa a outra face da mesma moeda.

E aqui, como em qualquer outro aspecto do Exame, o candidato precisa estar preparado.

Ou seja, a solução para tudo é uma só: preparar-se adequadamente.

E isso custa dinheiro…

Mas tudo orbita em torno da lógica simples do custo-benefício: Gastar em cursos e livros é mais caro ou mais barato do que conseguir a carteira?

Se você acha que obter a carteira quase não tem preço, eu dou as seguintes dicas de preparação.

A primeira é: raros são os candidatos que não se preparam para a 2ª fase ou comprando alguma obra ou fazendo algum curso. Isso é importante, importantíssimo. Investimento agora, de verdade, não tem preço.

Primeiramente escolha um curso preparatório de 2ª fase que seja de sua confiança ou que muitas pessoas tenham falado bem. Existem cursos de todos os tipos, em todos os lugares: Presenciais, telepresenciais e pela internet.

É engraçado porque TODOS dizem que aprovam mais e que são os melhores. Naturalmente nem todos são os melhores e nem todos podem aprovar mais do que os demais: a conta não fecha.

E aqui, evidentemente, não posso deixar de falar dos cursos preparatórios do Portal Exame de Ordem.

2ª fase em todas as disciplinas - 1ª aula grátis!

O nosso aluno pode fazer seu próprio horário de estudo e ver cada aula até 2 vezes no momento que achar mais adequado. E toda as nossas aulas são ONLINE:

Curso Preparatório para a 2ª fase de Direito do Trabalho, com Renato Saraiva, Aryanna Manfredini e Rafael Tonassi

Curso Preparatório para a 2ª fase de Direito Penal, com Geovane Moraes e Ana Cristina Mendonça

Curso Preparatório para a 2ª fase de Direito Administrativo, com Matheus Carvalho

Curso Preparatório para a 2ª fase de Direito Civil, com a equipe coordenada por Cristiano Sobral

Curso Preparatório para a 2ª fase de Direito Constitucional, com Flávia Bahia

Curso Preparatório para a 2ª fase de Direito Tributário, com Josiane Minardi

Curso Preparatório para a 2ª fase de Direito Empresarial, com Francisco Penante

Mas isso, antes de tudo, é uma SUGESTÃO!!! Confiança não se ganha no grito!! Façam uma pesquisa antes, consultem colegas ou candidatos de Exames passados para ajudar nesse processo de decisão. Os cursos de um modo geral não são baratos (os bons cursos nunca são) e a escolha deve ser feita de forma racional e não meramente emotiva.

foto (2)

4 – Conhecer o Direito Material

O que escrevi acima tem maior correlação com o Direito Processual. Aqui, é preciso se preparar para o Direito Material.

Claro que, se o candidato fez a opção por uma área de concentração em específico, é porque tem afinidade com ela, e, mais do que isso, conhece relativamente bem a doutrina correlata.

Nesse campo eu poderia escrever um post imenso sobre obras para cada disciplina, mas esse não é o propósito. O importante é ressaltar o fato de que a própria peça prática exigirá, como não poderia deixar de ser, conhecimentos do Direito Material escolhido pelo candidato; mas, mais do que isso, as questões também exigirão esse conhecimento.

O ideal, na prova, é obter ao menos 3,50 pontos com a peça prática. Esse é o mínimo para quem quer fazer uma boa prova e ter esperanças de aprovação.

Devo lembrar que o critério de arredondamento acabou há muito e se um candidato tirar 5,95 em sua prova será reprovado.

A peça prática é fundamental, mas responder bem as questões é muito importante.

Retorno mais uma vez à ideia dos cursos preparatórios – É muito importante fazer um, pois não só é ensinado a prática processual como também os professores orientam os candidatos no que é mais importante no respectivo Direito Material.

Quando passei no Exame, não fiz curso para a 1ª fase, mas corri para fazer o curso de 2ª. Curiosamente, na época, o meu professor foi o Dr. Rogério Neiva. Só mais tarde ficamos amigos. E ter feito o curso foi fundamental na hora da prova. Na minha prova caiu um recurso de revista, e este recurso foi exaustivamente treinado pelo prof. Rogério. Fez toda a diferença na hora!

Ao responder as questões, caso você analise os padrões de resposta do Exame Passado, verá que é preciso discorrer  sobre o maior número possível de informações em relação ao que se pediu no enunciado.

Observem que aqui se trata de usar não só da abordagem dos conceitos jurídicos mas também de apontar exaustivamente os dispositivos legais específicos ao caso, além das Súmulas ou OJ’s (no caso de Direito do Trabalho) se existentes.

Isso era o Cespe e também é a FGV.

Daí a importância de dominar bem conceitos e aplicação da norma ao caso hipotético.

Assim como também é muito, mas muito importante dominar o índice alfabético-remissivo do Vade Mecum ou Código de Lei que será levado no dia da prova.

Pode ser que algum assunto não seja do domínio do candidato, mas se este souber pesquisar o índice certamente terá uma alta probabilidade de encontrar a resposta correta.

Dominar o índice alfabético-remissivo é IMPRESCINDÍVEL.

5 – Treinar a gestão do tempo

Nos Exames 2010.2, 2010.3 e VII Unificado (prova trabalhista) a gestão do tempo foi a pedra angular da prova.

Muitos, mas MUITOS candidatos não conseguiram terminar suas provas porque simplesmente faltou tempo.

Bom, o tempo propriamente não falta. Cinco horas são cinco horas sempre. A diferença estava na extensão das provas, e, a partir daí, a percepção da mais absoluta falta de tempo.

Cinco horas passam a uma velocidade impressionante quando se faz a prova subjetiva. A percepção do fluir temporal é mais acelerada até mesmo comparando com a prova da 1ª fase.

Dentro do processo de preparação vocês precisam também treinar o gerenciamento do tempo, e devem ser isso como uma etapa fundamental.

E como se gerencia o tempo?

Os candidatos precisam otimizar a compreensão dos problemas e simplificar os esquemas ou esqueletos da petição.

É necessário ser eficiente, e só o é quem TREINA MUITO.

Se vocês observarem tudo o que escrevi agora, verão que se trata da criação de um círculo virtuoso: muito estudo conduz a eficiência, velocidade e, principalmente, para a aprovação.

———–

Sempre considerem os aspectos acima na hora de se prepararem.

E lembrem-se: a prova da OAB NÃO é a reprodução do que acontece no mundo real. A prova tem uma dinâmica específica e vocês precisam raciocinar em conformidade com ela. Pode parecer com o mundo real, e algumas vezes parece, mas antes de tudo é uma prova e precisa ser pensada, estudada e resolvida como tal.

Isso é o óbvio!

Chegou a hora de botar o bumbum na cadeira e queimar os neurônios!