Maurício Gieseler

Maurício Gieseler

Advogado em Brasília (DF), este blog é focado nas questões que envolvem o Exame Nacional da OAB, divulgando informações e matérias atualizadas, além de editoriais, artigos de opinião e manifestações que dizem respeito ao tema. Colocamos, também, a disposição de nossos visitantes provas, gabaritos, dicas, análises críticas, sugestões e orientações para quem pretende enfrentar o certame. Tudo sobre o Exame de Ordem você encontra aqui.

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- Categoria: Cursos do Portal

6 razões para enfrentar a 2ª fase da OAB com o Portal Exame de Ordem!

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Por que se preparar para a 2ª fase da OAB com o Portal Exame de Ordem?

Simplesmente porque oferecemos uma preparação efetivamente diferenciada, com aquele que é considerado pelos examinandos como o melhor corpo de professores da atualidade para o Exame de Ordem. Como vocês sabem, nossos professores são REFERÊNCIAS em suas respectivas disciplinas, naquele que é o curso jurídico que mais cresce no Brasil!

IMPORTANTE: A primeira aula de TODOS os cursos de 2ª fase do IX Exame de Ordem serão GRATUITAS! É isso mesmo! Vocês podem ver gratuitamente a primeira aula de cada curso para fazer uma avaliação pessoal do respectivo professor.

Façam o cadastro primeiro, é fácil e rápido:

Cadastro CERS

Depois basta se cadastrar na 1ª aula gratuita:

2ª fase em todas as disciplinas - 1ª aula grátis!

Além disso, o aluno pode fazer seu próprio horário de estudo e ver cada aula até 2 vezes no momento que achar mais adequado.

E toda as nossas aulas são ONLINE:

Curso Preparatório para a 2ª fase de Direito do Trabalho

Curso Preparatório para a 2ª fase de Direito Penal

Curso Preparatório para a 2ª fase de Direito Administrativo

Curso Preparatório para a 2ª fase de Direito Constitucional

Curso Preparatório para a 2ª fase de Direito Civil

Curso Preparatório para a 2ª fase de Direito Empresarial

Curso Preparatório para a 2ª fase de Direito Tributário

E por que fazer a 2ª fase com o Portal? Vou elencar, por ordem de importância, as razões para isto:

1 – O diferencial REAL 

O CERS/Portal Exame de Ordem é, sem sombra de dúvida, o curso que mais cresceu no Brasil no últimos 5 anos. Aliás, ele nasceu há 5 anos atrás. Do nada transformou-se em referência e um dos grandes cursos do país.

Sabem o porquê? Tudo em razão de uma equipe EXCEPCIONAL de professores!

Acima de qualquer outra virtude, qualidades, serviços ou facilidades, o DIFERENCIAL REAL para vocês é o talento, a capacidade do professor em se fazer entender e em passar EXATAMENTE o que vocês precisam saber para APRENDEREM de forma CONSISTENTE o conteúdo exigido na 2ª fase.

E isso não é uma simples retórica marqueteira!! Esse é um feedback real que colhemos em todos os lugares, em especial nas redes sociais, sobre os professores dos nosso cursos. Não precisam acreditar nessas linhas: constatem pessoalmente em uma pesquisa nos mais variados grupos de estudos no facebook ou em contato com colegas de faculdade.

Nós nos transformamos, em apenas 5 anos, em referência na preparação para o Exame de Ordem, e isso, creiam-me, não é resultado de ações de marketing, é resultado de um trabalho efetivo em prol dos nossos alunos.

Nossos professores forem escolhidos por serem algo mais do que mestres: o foram por conhecerem A FUNDO os caminhos do Exame de Ordem.

ACIMA DE TUDO, coloquem na balança essa variável! É o elemento mais significativo a impactar na hora do resultado final.

2 – É um curso que APROVA de verdade!

No último Exame de Ordem, o XV, nós aprovamos mais de 4 mil alunos!

É um desempenho fantástico!

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Na realidade, foram exatos 4.342 alunos.

Isso significa que dos 32.590 aprovados no XV Exame, 13,32% foram alunos do Portal na 2ª fase.

Algo que comemoramos com imensa alegria! Algo que nos dá muito, mas muito orgulho!

Algo que diz que nós aprovamos DE VERDADE!!

3 – O contato DIRETO com os professores

Confesso que não sei como, em outros cursos, os alunos interagem com seus professores para tirar suas dúvidas.

Mas aqui, no maior curso que já nasceu INTEGRALMENTE online, o contato é direito!

Nós disponibilizamos uma ferramenta chamada “FALE CONOSCO” e nossos ALUNOS tem todas as dúvidas sanadas diretamente por nossos professores, sem intermediários e sem demoras!

No “FALE CONOSCO” vocês falam mesmo com os professores, sandando toda a sorte de dúvidas, desde a estrutura das peças, linhas de argumentação e o conteúdo doutrinário/jurisprudencial da disciplina

Direto e reto!

4 – Sistema de SIMULADOS

Todos os professores oferecem simulados para mostrar, com as correções, como funciona em detalhes o sistema de construção das peças, adentrando nos detalhes na arte de peticionar.

5 – Volume BRUTO de conteúdo

Quando eu falo em bruto é BRUTO mesmo!

Sem paralelos no mercado!!!

Não são só as aulas específicas da 2ª fase (sempre inéditas!!) mas também aulas bônus de vários cursos TOP para concursos públicos! Aulas recentes, voltadas para os concursos mais importantes de 2014.

Creiam-me: não tem nada igual!

6 – As aulas muito adiantadas

 Ao adquirir o curso do Portal, vocês não perdem tempo com NADA! Como nosso curso é aprofundado, tendo com bônus aulas para os candidatos que ficaram para a repescagem, as aulas de 2ª fase já estão com as gravações muito adiantadas! É comprar e simplesmente cair matando com MUITO conteúdo já disponível!

E as aulas bônus já estão integralmente disponibilizadas para vocês!

E então? convencidos?

O Exame de Ordem acontece, DE VERDADE, aqui!

- Categoria: Como se preparar para a prova

“Faculdade só prepara em 50% para o Exame de Ordem”

A notícia abaixo foi publicada no G1 no dia da última prova objetiva, e revela uma visão bem interessante sobre o papel da preparação específica para o Exame de Ordem.

Confiram:

Mesmo atuando no funcionalismo público há quatro anos, o bacharel em direito Adeilson Brandão, de 26 anos, diz que a área jurídica é a verdadeira paixão. Ele tenta pela segunda vez, neste domingo (15), a aprovação no Exame Unificado da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), em uma faculdade no bairro Jesus de Nazaré, no Centro de Macapá.

Em meio à rotina do trabalho, Brandão afirma que também buscou reforço em cursinhos preparatórios por causa da qualidade, segundo ele, baixa, ofertada nas faculdades de direito.

A graduação prepara em apenas 50% os candidatos que vão prestar o Exame da Ordem. Se a gente quiser um bom resultado, temos que nos desdobramos nos estudos e buscar outros meios para ter um bom desempenho“, opinou o candidato, momentos antes da prova.

É a segunda vez que Brandão faz a prova da OAB. Ele foi reprovado na segunda fase do exame anterior e tinha a chance de recomeçar a partir da repescagem, mas optou em iniciar do zero.

“Foi por uma opção pessoal mesmo. Eu poderia fazer logo a segunda fase porque fui aprovado na primeira no último exame, mas preferi recomeçar do início para a vitória ser mais saborosa”, brincou.

Fonte: G1

A visão dele merece uma reflexão!

Afinal, qual seria o papel de um curso preparatório dentro do mercado?

Seria um curso mera redundância, desnecessário, em especial para quem está se formando ou se formou em uma faculdade de ponta? Ou seria um elemento significativo na preparação dos candidatos, responsável por fazer a diferença na hora da verdade?

Lembro-me quando comecei a estudar para o Exame de Ordem em que fui aprovado. Comecei meu planejamento e meus estudos com 3 meses de antecedência, e minha metodologia envolvia duas práticas, a leitura de resumos e a resolução de muitos exercícios.

Lembrei até do resumo que usei, acho que não está mais nem no mercado, a coleção de Maximiliano Fuhrer, da Editora Malheiros:

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Hoje, creio, esta obra nem mais é vendida no mercado. Ao menos nunca mais vi nas livrarias jurídicas.

Eu fazia assim: lia um resumo inteiro e depois resolvia todas as questões acessíveis daquela disciplina. Certo ou errado, eficiente ou não, consegui tirar 54 pontos (em 100) e passar na 1ª fase.

Para a 2ª fase fiz um cursinho, presencial, e consegui a minha aprovação.

Simples, não é?

Aparentemente sim, mas talvez nem tanto. Sofri emocionalmente tanto quanto qualquer candidato, e passei pelas mesmas tensões que todos passam. Mas, com a mais absoluta certeza, hoje, valendo do processo de estudo que usei anteriormente, eu NÃO passaria na prova.

E não passaria pelas seguintes razões:

1 – Hoje o livro do Maximiliano não me seria útil. O resumo foi concebido para uma época em que o Exame de Ordem era mais fácil;

2 – Sim, de 2006 até hoje o grau de dificuldade da prova subiu MUITO. E subiu, acredito, porque a preparação para a OAB se tornou cada vez mais sofisticada. Ou a FGV incrementava o grau de dificuldade ou as estatísticas não manteriam o padrão abaixo:

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Não existe uma manutenção de um padrão se uma modulação da dificuldade em função do incremento dos estudos dos candidatos. Hoje existem uma série de recursos para todos estudarem, mas quando criei o Blog não era assim.

Com o desenvolvimento de cursos, aumento da competição entre eles e consequente, e natural, oferecimento de mais conteúdo, mais cursos específicos e um maior foco e conscientização de que é necessário estudar para ser aprovado, os candidatos estão hoje bem mais preparados se compararmos com os examinandos há alguns anos atrás.

Ou seja: é preciso também se esforçar mais, pois a FGV acompanhou este processo evolutivo.

Não vou afirmar com certeza absoluta, pois ainda acredito que é possível passar sem cursinho, mas essa é uma realidade para poucos.

O estudo ESPECÍFICO e CONSISTENTE para a OAB demanda, com certeza, uma preparação especializada.

Vamos partir da premissa, verdadeira, de que estudar é um processo complexo que envolve tempo, disposição, concentração, método, disciplina e investimento. A ausência de um desses fatores certamente prejudica o processo como um todo, implicando diretamente no desempenho do candidatos no concurso almejado.

Tempo, disposição, concentração, método e disciplina são fatores que, em maior grau, dependem exclusivamente do candidato e de sua organização pessoal.

Não custam nada para serem obtidos. Talvez o tempo seja mais custoso, de forma indireta, pois o candidato pode trabalhar ou ter família para cuidar e dispor do tempo implicaria em prejudicar uma outra atividade, gerando reflexos na vida pessoal. Mas, em tese, esse elementos são gratuitos.

Sobra o investimento.

E estudar custa dinheiro. E de um modo geral, ou mesmo quase como uma regra, o ensino privado no Brasil é melhor do que o público. Essa lógica só muda quando falamos do ensino superior, e aqui a excelência, também de um modo geral, está no ensino público.

Não por acaso, em uma observação bem tópica, as instituições que mais aprovam no Exame de Ordem são as públicas, pois, na média, conseguem aprovar mais de 50% de seus egressos. Por outro lado, 80% das instituições de ensino privado não aprovam sequer 10% de seus alunos.

Essa discrepância quer dizer muita coisa. Por um acaso, os melhores alunos do ensino médio, em especial do ensino médio privado, vão para as universidades públicas, e isso guarda ao fim uma correlação com o desempenho das instituições de ensino superior no Exame de Ordem. Há de se considerar, é claro, que isso não representa uma verdade absoluta - Mais de 40% dos alunos das universidades federais são das classes C, D e E - mas o Direito é um curso de prestígio e o perfil dos estudantes, ao menos nas universidades públicas, ainda é de alunos agraciados com um ensino médio pago e de qualidade.

O perfil socioeconômico do Exame de Ordem: aprovados por sexo, faixa etária, cor, escolaridade e renda familiar

O discurso oficial da OAB diz que o bom aluno passa no Exame. E é verdade: os bons alunos passam no Exame, principalmente os das universidades públicas.

Mas também bons alunos reprovam.

Ultimamente 80% dos candidatos reprovam, expondo a severidade da prova da OAB, que, como processo seletivo, tem suas peculiaridades (e suas injustiças). E tendo peculiaridades, uma preparação específica ajuda a superar a prova, independente da qualidade da instituição do examinando.

Nem preciso dizer o terror que foi a última prova objetiva:

Prova da 1ª fase do XVI Exame da OAB foi TENSA!!!

Um dos conselhos que dou aos candidatos antes de começar os estudos ESPECÍFICOS para o Exame é o de resolver uma prova passada para se sentir, para ver como está o preparo e a bagagem de conhecimentos. Curiosamente, o feedback que recebo é dos piores: a maioria apresenta um desempenho pífio.

E faço essa sugestão exatamente por ter aplicado ela em mim mesmo quando comecei a minha preparação para a prova. Lembro-me bem do sentimento de perplexidade ao constatar que só havia acertado 23 questões da prova simulada. Foi um choque!! Me senti um verdadeiro asno e fiquei apavorado pois iria iniciar meus estudos faltando apenas 3 meses para a 1ª fase.

E, ao longo desses 3 meses, estudando 5 horas por dia, meu desempenho nos simulados auto-aplicados foi gradativamente melhorando, até eu ir para a prova com a convicção de que iria passar.

E passei!

O que mudou nesse intervalo de tempo tão curto? Em 3 meses ninguém aprende todo o Direito.

Eu acredito que não se trata de um processo exato de aprendizagem, mas sim de se relembrar e, principalmente, de se adaptar ao sistema da prova.

Parte desse processo de adaptação e rememorização é obtido com os cursos preparatórios, cujo papel para muitos dos aprovados é fundamental.

E esse papel decorre de uma demanda, de uma busca dos candidatos, pois os cursos não são obrigatórios para se passar no Exame. São uma opção para um objetivo em específico, assim como também são uma opção para os concursos públicos. Você pode querer ser juiz um dia e não precisar fazer um curso para ser um. Mas neste caso certamente vai enfrentar alguém que fez, e este alguém pode estar bem mais preparado…

Os cursos fazem parte de um aspecto do investimento. De um investimento visando um propósito.

Fazer um curso é uma opção, geralmente escolhida em razão de uma simples necessidade: o candidato quer passar no Exame de qualquer jeito e INVESTE nisso. É seu futuro profissional que está em jogo!

Livros atualizados também. Estes têm um custo, mas em troca oferecem o que o candidato está procurando: informação atualizada, revisada e editada.

Pensando nisso tudo, lembrei-me de só ter conhecido uma única pessoa aprovada no Exame que não estudou com livros específicos ou mesmo fez cursos, tanto para a 1ª como para a 2ª fase. Foi um colega de sala meu. Naturalmente, foi agraciado pela natureza com uma inteligência excepcional, inteligência essa já notada desde o início da faculdade por mim e pelos demais colegas.

Nós, pobres mortais, precisamos ralar um pouco para conseguir a aprovação ou qualquer outro tipo de sucesso na vida.

É possível estudar por conta própria e ser aprovado?

Aqui, neste ponto, é preciso contextualizar a problemática. Vamos falar da última prova objetiva, a do XVI Exame de Ordem.

O percentual de aprovação certamente foi o menor de todos os tempos: quem não estudou FORTE para esta primeira fase provavelmente ficou no caminho. E o nível da prova foi bem acima da média.

Tendência futura?

Quem sabe?

Falando em tendências, vamos dar uma olhadinha em questões de edições anteriores do Exame e estabelecer uma pequena comparação apenas ilustrativamente. Vou pegar algumas questões de uma mesma disciplina de edições passadas do Exame de Ordem para vermos a evolução do grau de dificuldade da prova.

Exame de Ordem 2008.3, ainda na era CESPE:

Considere que um advogado que nunca tenha sido punido disciplinarmente seja processado pela OAB, sob a acusação de violação de sigilo profissional, e venha a ser condenado. Nessa situação, deve-se aplicar pena de

A censura.

B exclusão, com retenção de honorários.

C suspensão.

D multa progressiva.

Exame de Ordem 2010.2, o primeiro da FGV:

Dentre as sanções cabíveis no processo disciplinar realizado pela OAB no concernente aos advogados estão a censura, a suspensão, a exclusão e a multa. Dentre as circunstâncias atenuantes para a aplicação do ato sancionatório, encontra-se, consoante o Estatuto,

(A) exercício assíduo e pro?ciente em mandato realizado na OAB.

(B) ser reincidente em faltas da mesma natureza.

(C) prestação de serviços à advocacia, mesmo irrelevantes.

(D) ter sido o ato comei do contra outro integrante de carreira jurídica.

IX Exame de Ordem Unificado:

Laura, advogada na área empresarial, após concluir o mestrado em renomada instituição de ensino superior, é convidada para integrar a equipe de assessoria jurídica da empresa K S/A . No dia da entrevista final, é inquirida pelo Gerente Jurídico da empresa, bacharel em Direito, sem inscrição na Ordem dos Advogados do Brasil, apesar de o mesmo ter logrado êxito no Exame de Ordem. Observado tal relato, consoante as normas do Regulamento Geral do Estatuto da Advocacia e da OAB, assinale a afirmativa correta.

A) O bacharel em Direito pode exercer as funções de Gerência Jurídica mesmo que não tenha os requisitos para ingresso na Ordem dos Advogados.

B) A função de Gerente Jurídico é privativa de advogados com regular inscrição nos quadros da Ordem dos Advogados.

C) O bacharel em Direito, caso preencha os requisitos legais, inclusive aprovação em Exame de Ordem, pode exercerfunções de Gerente Jurídico antes da inscrição na Ordem dos Advogados.

D) A função de Gerente Jurídico, como é de confiança da empresa, pode ser exercida por quem não tem formação na área.

XVI Exame de Ordem, uma das últimas edições:

João é advogado da sociedade empresária X Ltda., atuando em diversas causas do interesse da companhia controle da sociedade foi alienado para estrangeira, que resolveu contratar novos profissionais em várias áreas, inclusive a jurídica. Por força dessa circunstância, rompeu-se a avença entre o advogado e o seu cliente. Assim, João renunciou ao mandato em todos os processos, comunicando formalmente o ato à cliente houve novo contrato com renomado escritório de advocacia, que, em todos os processos, apresentou o instrumento mandato antes do término do prazo legal à retirada do advogado anterior. Na renúncia focalizada no enunciado, conso Advocacia, deve o advogado

A) afastar-se imediatamente após a substituição por outro advogado.

B) funcionar como parecerista no processo pela continuidade da representação.

C) atuar em conjunto com o advogado sucessor por quinze dias.

D) aguardar dez dias para verificar a atuação dos seus sucessores.

O volume de informações a serem filtradas e trabalhadas pelos candidatos para cada questão ser respondida corretamente é bem distinta. A diferença do grau de dificuldade entre elas é manifesta.

Óbvio! Pinçar uma questão de uma prova e comparar com uma questão de outra prova não consegue demonstrar quaisquer diferenças entre uma ou outra edição do certame. A exposição acima é meramente demonstrativa.

Mas as provas de referência de cada questão foram devidamente linkadas. Convido vocês a lerem cada prova e tirarem suas próprias conclusões.

Muito dificilmente discordarão da minha conclusão: a prova está cada vez mais difícil.

Eu poderia fazer o mesmo com edições passadas da 2ª fase. Neste caso as discrepâncias seriam muito maiores.

A prova, sem a menor sombra de dúvida, vem experimentando um acréscimo paulatino e constante em seu grau de dificuldade. Isso é um fato.

Antes eu acreditava que era possível fazer a prova sem precisar de um cursinho. Talvez ainda seja, mas essa convicção aos poucos está sendo solapada, e está porque a prova vem evoluindo. Ou o candidato evolui junto ou não conseguirá passar.

De toda forma, sempre é necessário investir no estudo, de uma forma ou de outra, para otimizar o resultado.

Ir para a prova apenas com a coragem, no peito e na raça, é tarefa para poucos.

Existe uma indústria dos cursinhos e dos livros? Sim, sem dúvida! Mas essa “indústria” existe porque ela é demandada pelos candidatos, exatamente em razão da NECESSIDADE da aprovação.

Essa “indústria” está aí não para explorar ninguém, e sim para atender necessidades. Os candidatos pagam para receber conhecimentos, e os cursos, inegavelmente, cumprem com o seu papel. Dessa forma, os cursos possuem significativa relevância dentro do contexto do Exame, apesar de muitos acusá-los de serem exploradores dos candidatos.

Nada mais longe da verdade…

Então, bem antes do Exame de Ordem bater na porta, planejem-se para fazê-lo e tenham a exata noção de seus potenciais e deficiências. Só assim vocês poderão fazer a melhor escolha, investindo, ou não, o seu dinheiro.

Mas tenham em mente uma coisa: o pior prejuízo em uma reprovação é o tempo perdido. Quantas e quantas oportunidades não passam na frente de um candidato reprovado e ele não podem aproveitá-las porque a carteira ainda é um sonho?

Pensem nisso.

- Categoria: Debate sobre a legitimidade do Exame de Ordem

Relator da MP 660/14 rejeita emendas que acabariam com a taxa de inscrição no Exame da OAB

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O deputado federal Silas Câmara (PSD/AM), relator da MP 660/14, aquela em que o deputado Eduardo Cunha apresentou duas emendas “jabutis” visando acabar com a taxa de inscrição no Exame de Ordem, apresentou o relatório sobre a MP.

Eduardo Cunha vai tentar acabar com taxa do Exame de Ordem via emendas “jabuti” na MP 660/14

E, em seu relatório, ele rejeitou as duas emendas de Cunha, tal como podemos ver na parte final do documento:

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As emendas de Cunha têm os números 14 e 15 e não constam da relação de emendas aprovadas acima.

Se não engano, dentro do processo legislativo não há como recorrer desse tipo de decisão. É o relatório final que vai a votação na comissão, para depois ser deliberado em plenário.

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Evidentemente isso não acaba com as pretensões de Eduardo Cunha. Ele pode apresentar emendas desta natureza em praticamente todo projeto de lei.

As emendas na MP teriam sido só o “cartão de visitas” das intenções de Cunha contra o Exame nessa legislatura.

Ainda tem mais por vir…

- Categoria: Doutrina para a prova

Os vade mecuns CERTOS para o XVI Exame de Ordem!

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Já estão à venda os Vade Mecuns da Editora Armador para a 2ª fase do XVI Exame de Ordem! 

www.armador.com.br

Os vades foram exclusivamente preparados para os candidatos que precisam de um material de QUALIDADE e CONFIANÇA, um material seguro e concebido para funcionar EXATAMENTE  na 2ª fase do Exame da OAB.

Os vades têm as seguintes características:

1 – Foram pensados para o Exame de Ordem. Ou seja, eles se encontram PERFEITAMENTE dentro dos parâmetros do edital, obedecendo seus requisitos.

NÃO tem como dar problema!!

2 – São vade mecuns SEM FIRULAS! Não tem mapinhas, esquemas ou facilitadores de qualquer natureza. É o texto da lei e o índice alfabético-remissivo, e só! Não contém elementos que possam confundir os fiscais ou induzir a qualquer tipo de problemas.

3 – Todas as remissões estão INTEGRALMENTE dentro dos padrões do edital. Ou seja, ou remetem ao texto da lei ou à jurisprudência SUMULADA dos tribunais superiores, tal como HOJE preconiza o edital.

4 – Remissões abrangentes e pertinentes, em cada disciplina, para situar de forma rápida, completa e segura os examinandos;

5 – Atualizados na data da publicação do edital do XVI Exame de Ordem: 23/01/2015. São os mais atualizados do mercado!

Objetividade, segurança e qualidade: essa é a cara desses vade mecuns!

Confiram os Vades:

Vade mecum Armador da equipe de professores do Portal Exame de Ordem!

Vade Mecum de Penal dos professores Geovane Moraes e Ana Cristina Mendonça.

Vade Mecum de Administrativo do professor Matheus Carvalho.

Vade Mecum de Direito Civil dos professores Luciano Figueiredo, Roberto Figueiredo, Sabrina Dourado e André Mota.

Vade Mecum de Constitucional da professora Flavia Bahia.

Vade Mecum de Tributário da professora Josiane Minardi.

A preparação para o Exame de Ordem acontece AQUI!

- Categoria: Advocacia

Está na hora da OAB dar uma boa repensada na figura do advogado associado

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Não é segredo para ninguém que o mercado de trabalho para os jovens advogados não está nem um pouco fácil. Aliás, bem longe do fácil. E isto é reconhecido inclusive pela atual diretoria do CFOAB, tal como ocorreu no final de semana passado quando o vice-presidente da entidade, Dr. Cláudio Lamachia, na Conferência do Jovem Advogado, ocorrida em Porto Seguro:

Nesta sexta-feira (20), as atividades do segundo e último dia da I Conferência Nacional do Jovem Advogado tiveram início com a palestra “Remuneração dos Advogados em Início de Carreira: Honorários Dignos, Uma Questão de Justiça”, ministrada pelo vice-presidente nacional da OAB, Claudio Lamachia, que coordena nacionalmente a Campanha pela Dignidade dos Honorários. A atividade foi mediada pelo vice-presidente da OAB-BA, Fabrício de Castro Oliveira.

Lamchia iniciou sua apresentação ressaltando a postura que o advogado deve ter frente a situações de aviltamento. “Muitas vezes, quando temos que nos contrapor a um magistrado que decide de forma indigna sobre o valor dos honorários, nos omitimos. Quando oferecemos ou aceitamos 30 reais para representar em uma audiência, nós enfraquecemos a nossa profissão. Quando aceitamos contratar honorários abaixo da tabela, estamos nos degradando”, lamentou.

Para ele, o advogado deve ater-se não somente à defesa de uma verba honorária sucumbencial decente, mas também contratual. “Neste sentido é que o Conselho Federal da OAB trabalha fortemente para buscar um novo viés de composição da tabela, para que ela não seja somente referência, mas uma diretriz obrigatória. Seu descumprimento implicaria em falta ética por quem lhe der causa. Entendo que desta forma caminhamos a passos largos para fortaleceremos nossa dignidade profissional”, apontou.

Fonte: OAB

 É uma realidade amplamente retratada aqui no Blog:

Os vencimentos (de fome) do chamado “advogado audiencista” e a crise do mercado da advocacia

A lei da selva, ou, R$ 17,00 por uma audiência, ou, mais uma evidência do colapso da profissão

“Pós-graduação virou commodity”. A nova visão do mercado sobre a formação profissional

Tem carteira da OAB mas não tem carro? As coisas serão um pouco mais difíceis para você…

“A lei de mercado não pode ser a lei da selva”, ou, “pode a OAB salvar os advogados de honorários pífios?”

Metade dos trabalhadores brasileiros com diploma universitário ganha até 4 salários mínimos

O que fazer com R$ 100,00 de honorários de sucumbência?

Projeto fixa bases salariais mínimas para os advogados da iniciativa privada. Quais seriam as consequências de sua aprovação?

32,9% dos advogados estão insatisfeitos com renda na área jurídica

Governo de Sergipe abre concurso para advogado e oferece salário de FOME!

O fundo do poço: a realidade de um mercado em que um advogado recebe R$ 20,00 para fazer uma audiência

 E por que repensar a figura do advogado associado?

Pelo simples fato dele, em tempos tão difíceis, não ser nem empregado e nem sócio, ficando de fora dos debates sobre a precarização da profissão.

O advogado associado NÃO TEM direito a uma remuneração fixa, ele recebe um percentual estipulado no contrato de associação, e não raro acaba trabalhando de graça até não aguentar mais a situação. Uma outra situação, muitíssimo mais comum, é a do advogado associado que recebe um fixo, mas trabalha com se fosse um advogado empregado, com todos os elementos caracterizadores de uma relação de emprego.

A verdade é que a figura do advogado associado, tal como é hoje, não deve mais ser tolerada. Trata-se de uma invenção da OAB para aliviar o caixa dos escritórios de advocacia.

Mas, afinal, o que é o advogado associado?

É um “tertium genus“, um híbrido desprovido de maiores direitos trabalhistas.

O Conselho Federal da OAB, com fundamento no art. 54, V, e 78 da Lei nº 8.906/94, criou o advogado associado ao conceber o art. 39 do Regulamento Geral do Estatuto da Advocacia:

“a sociedade de advogado pode associar-se com advogados, sem vínculo de emprego, para participação nos resultados”.

O advogado associado não é sócio, é associado, ou seja, não faz parte da sociedade. Também não é empregado, não tem os direitos trabalhistas regulares de qualquer empregado, coisa que ele não é. Ele faz parte de uma estranha zona cinzenta trabalhista.

Sua participação nos lucros varia muito, mas, em regra, acaba refletindo a própria realidade do mercado, ou seja, ele recebe tanto quando um advogado mal-remunerado recebe. Pior! Se for mandado embora, sai sem nenhum direito trabalhista, nenhuma verba rescisória. Sai do mesmo jeito que entrou.

Imaginem se cada entidade, por regulamento, fizesse a mesma coisa?

Em regra, e isto é fato, há sim controle de horário, subordinação e restrições quanto ao ajuizamento e acompanhamento de causas próprias.

E hoje, com a precarização da profissão (e uma “grande” preocupação da OAB em evitar o aviltamento salarial ou de honorários, o advogado associado perdura como mais uma forma de se massacrar o jovem advogado.

Em tempo de luta pela dignidade dos jovens advogados, tratar de modificações na regulamentação do advogado associado é um imperativo!

Propostas

E o que fazer? O que modificar?

Na minha ótica, no mínimo, seria preciso assegurar um piso para o advogado associado, um mínimo remuneratório.

Mais pode ser sugerido, evidentemente, mas quanto mais direitos se pretende, maior também a oposição a eles, em função do aumento dos custos para os advogados empregadores.

E as ideias precisam, acima de tudo, serem factíveis.

A verdade é que se faz necessário colocar na agenda da OAB esta discussão, até para podermos ver os limites do possível em termos de se assegurar um mínimo de garantias aos advogados associados.

Este é um tema que não pode mais esperar.

- Categoria: Advocacia

Compreendendo e quebrando a “zona de conforto” para ser aprovado na OAB

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Zona de conforto!

Certamente vocês já ouviram falar nessa expressão, em especial preferida por empresários e especialistas em desenvolvimento de carreira.

Em regra, falam que as pessoas precisam sair da zona de conforto para poderem mudar a própria vida.

O que é de fato a tal da “zona de conforto?”

A zona de conforto é um processo comportamental no qual uma pessoa permanece em um estado neutro de ansiedade, valendo-se de um conjunto limitado de atitudes para se manterem em um nível constante de desempenho, geralmente sem se colocar em risco.

O ponto principal é: manter NEUTRO um estado de ansiedade. Ou seja, sem ansiedade não há modificação do comportamento. Esse ponto é fundamental para se compreender o conceito e, acima de tudo, entender como se faz para sair da zona de conforto.

Desde que não haja mudança no grau de “ansiedade” ou modificações nas habilidades  pessoais, o nível de desempenho permanecerá constante. De igual modo, se houver uma alteração no grau de “ansiedade” ou as habilidades aplicadas em seguida, teremos então uma mudança no nível de desempenho.

Dois pesquisadores americanos, responsáveis pelos primeiros estudos sobre o impacto da ansiedade no desempenho, descobriram que a ansiedade melhora o desempenho até um certo nível, considerado ótimo. Além deste ponto (o ótimo), o desempenho passar a sofrer um processo de deteorização na medida em que os níveis de ansiedade ultrapassam um determinado limite.

A imagem abaixo ilustra bem isto:

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Vamos interpretar a imagem!

Dentro do círculo verde nós temos a zona de conforto, onde o nível de ansiedade é zero.

No espaço compreendido entre o círculo verde e o círculo azul nós temos a chamada “zona de melhor desempenho”, onde existe um certo nível de ansiedade, exatamente aquele que obriga a uma MOBILIZAÇÃO das ações. Dentro dessa faixa a ansiedade incomoda mas não imobiliza. Ao contrário, ela mobiliza as ações e faz com que as “coisas aconteçam.”

Já fora da área compreendida pelo círculo azul nós temos a “zona de perigo”, quando o nível de ansiedade é muito elevado. Neste ponto, as ações são atrapalhadas pelo emocional, e a mobilização tende a ser menos eficiente do que na faixa azul.

Ou seja: ansiedade demais mobiliza as ações, mas também atrapalha.

O ponto importante a ser avaliado é: existe uma correlação entre desempenho, motivação e ansiedade.

E foi exatamente isso que os pesquisadores descobriram: o aumento da ansiedade gera um incremento no desempenho, mas muita ansiedade gera um decréscimo dele. Independentemente disto, nos dois casos, consegue-se sair da zona de conforto.

E essa descoberta foi feita em 1953 por dois pesquisadores americanos, McCelland e Atkinson, responsáveis pela descoberta da correlação entre o desempenho e a motivação.

Segundo eles, a motivação para alcançar um determinado resultado e o nível de esforço empregado para isto continua a aumentar até a expectativa de sucesso (ou grau de incerteza de sucesso) atingir 50%. Então, a partir daí, mesmo que a expectativa continua a aumentar, a motivação cai.

Achar o ponto ideal entre expectativa e ansiedade é a chave para se trabalhar dentro da faixa azul.

Agora parem para refletir sobre suas próprias vidas.

Identificar as zonas de conforto é algo relativamente fácil.

Vocês preferem ir para uma balada, algo legal, ou “perder” a noitada estudando?

É melhor curtir a praia e as festas de fim de ano ou ficar estudando para a OAB?

Eis o ponto!

Hoje vocês, provavelmente, são sustentados pelos pais, ou talvez tenha um emprego qualquer, mas ANSEIAM por algo diferente.

Ir para a balada, para o churrasco ou curtir as festas de final de ano não tem o condão de ALTERAR o atual status quo, o desemprego ou o emprego que não atende os atuais níveis de expectativas e sonhos.

Por outro lado, ficar em casa pode gerar um nível elevado de descontentamento em razão da sensação de se estar “perdendo” a vida enquanto ela passa, e o desempenho nos estudos pode não ser o melhor.

É quase como afirmar, e aceitar, a existência de um paradoxo. Viaja, sai, curte e não sai no imobilismo, ou senta, estuda e fica frustrado por perder coisas que são, evidentemente, agradáveis.

Como encontrar a justa medida?

Tudo guarda correlação com os fatores abaixo:

1 – Tamanho do desejo correlacionado com o seu objeto, ou seja, o quanto se quer a aprovação (no caso do Exame de Ordem);

2 – Compreensão da necessidade de sacrifício para se atingir o objetivo;

3 – Compreensão da extensão do sacrifício, ou seja, que o objetivo leva um determinado tempo;

4 – Compreensão da necessidade de ser resiliente, ou seja, que é preciso limitar o nível da ansiedade para que ele permaneça dentro de parâmetros adequados. Aqui falo especificamente de sentir um maior ou menor grau de frustração por não se atingir o resultado no momento desejado ou não ver o ponto de se atingir o resultado dentro de um curto intervalo de tempo.

Frustração é um erro derivado da soma entre desejo e resultado. Quando o resultado não vem, ou demora, a frustração cresce.

Meio complicado, não é?

Ou não?

O importante é compreender uma verdade:  se vocês ficarem na zona de conforto, o resultado SEMPRE será a estagnação.

Não é possível ir para a frente dentro da zona de conforto.

Em regra, e isso é importante, a zona de ansiedade, onde o desempenho tende a cair, guarda correlação com metas intangíveis, irrealizáveis.

Quanto mais difícil o objetivo, mais esforço será necessário para atingi-lo, e o risco de sair da zona do melhor desempenho é cresce proporcionalmente, podendo ao fim gerar o fracasso.

Dois exemplos:

1 – Passar no Exame de Ordem, hoje, é um desafio difícil ou distante no tempo?

2 – Passar em um concurso da magistratura, hoje, é um desafio difícil ou distante no tempo?

Evidentemente, para se passar em um concurso da magistratura é preciso arregimentar antes uma série de condições e capacidades mais complexas do que passar no Exame da OAB. É preciso ter 3 anos de prática jurídica, é preciso estudar muito mais e de forma bem mais abrangente e profunda, é preciso se preparar para vários tipos de provas e se preparar para uma concorrência qualificada.

Demanda mais tempo, exige mais resiliência e demanda mais tempo também dentro da faixa azul.

O Exame de Ordem também tem suas exigências, mas é um objetivo mais fácil de ser atingido, ou, ao menos, demanda menos mobilização se comparado com uma aprovação na magistratura.

Mas demanda, necessariamente, um esforço. E, mesmo que não seja igual ao da magistratura, ele ainda assim pode ser considerado elevado, pois o grau de maturidade jurídica e conhecimentos de quem faz o Exame não é o mesmo se comprado com quem tenta a magistratura.

Quem vai fazer o Exame tem sim, diante de si, um grande desafio.

Grande, mas absolutamente TANGÍVEL!

Dá para ser aprovado, em especial se houver uma mobilização e um saída voluntária da zona de conforto.

Mas, se a zona de conforto é tão boa, tanto é que é chamada de “zona de conforto”, por que sair dela, se lá é tão bom?

Porque, simplesmente, a zona de conforto é móvel.

É como ficar oscilando entre o conforto e o desconforto. E isso por um motivo bastante banal: as zonas de conforto são móveis e melhores a cada vez que vocês saem de uma e entram em outra.

Isso é fácil de entender.

Hoje a zona de conforto é uma. Amanhã, logo após a aprovação na OAB, ela será outra, melhor, porque a carteirinha estará na mão. Depois, passando na magistratura, melhor ainda, pois vocês serão chamados de excelências. Ou, caso a magistratura não seja um objetivo, após uns 10 anos poderão ser chamados de influentes doutores advogados, e assim vai.

A zona do melhor desempenho, onde existe um certo nível de ansiedade, é sempre passageira. Entretanto, é ela que gera mudança.

Já a zona de conforto pode ser permanente, mas ela não gera alteração nenhuma.

desconforto = mudança

conforto = inércia

Essa é a equação.

O objetivo é sempre busca a próxima zona de conforto até se chegar a um ponto em que não se queira mais sair dela. Isso vai de cada um em conformidade com os mais variados tipos de sonhos.

É preciso ter em mente que a zona de conforto exerce um grande poder de desmobilização. Muitos simplesmente dizem “para que mudar” e ficam arranjando desculpas para si mesmos e para os outros visando manter a situação estagnada. As vezes é mais fácil até mesmo renegar um objetivo, dizendo que ele não é assim tão importante, do que encarar o medo da frustração ou enfrentar a ansiedade derivada do comprometimento com um novo objetivo.

Conheço vários casos de pessoas que reprovam no Exame de Ordem e, como forma de justificativa, renegam a prova, sua importância ou sua necessidade, exatamente para poderem ter dentro de si uma espécie de “conforto”. É quando o desafio vence a pessoa e ela faz questão de criar para si uma nova zona de conforto.

Pseudo-conforto, diga-se de passagem.

Outro obstáculo é o medo de se implementar mudanças.

O educador americano Jonathan Fields afirma, em seu livro Uncertainty: Turning Fear and Doubt into Fuel for Brilliance,que uma das grandes travas para se sair da zona de conforto é “o medo do julgamento de outras pessoas”.

Muitos se apavoram em tentar, fracassar e serem julgadas por isto. Por esta razão ficam na inércia ou, pior ainda, não empreendem o esforço necessário para alcançar a aprovação!

Sim! Isso existe! Gente que tem tanto medo de reprovar que não estuda o bastante ou, inacreditavelmente, TRAVA na hora da prova, sucumbido ao medo da reprovação.

Não é medo de reprovar, no fundo, e sim medo do julgamento dos outros. Isso existe, é real, e aflige MUITA gente.

E como fugir disto?

Lembrem-se que os obstáculos são, basicamente, o medo e o imobilismo. Ficar onde está não é uma opção, e ter medo do processo de mudança, dos julgamentos e de não se atingir o resultado também representa um obstáculo.

Os obstáculos são mentais.

Sair da inércia “dói” e ter consciência disto é importantíssimo. Estudar não é confortável, ficar sem sair ou viajar também não, mas isso faz parte do processo de fuga do imobilismo, é assim e não tem outra forma de ser.

É preciso aceitar essa realidade e, quando ela é aceita, o candidato entra na zona azul de desconforto: o desconforto que move para a frente.

Ignorar ou mitigar o efeito da opinião dos outros e debelar a autocomplacência impedem que o estudante caia na zona vermelha, pois a ansiedade é também debelada.

Aí, neste momento, o estudante entra no caminho que o levará para a próxima zona de conforto. Basta ter a atitude mental correta e a constância de propósito.

A zona de conforto ideal é aquela resultante de várias outras zonas de desconforto. Um dia, no futuro, vocês chegarão onde desejam estar.

Mas não agora! Só no futuro!

Pensem nisso e mobilizem-se corretamente!

- Categoria: Debate sobre a legitimidade do Exame de Ordem

Fim da taxa do Exame da OAB pode reduzir edições da prova para apenas UMA ao ano!!

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Ontem escrevi sobre mais uma tentativa do deputado Eduardo cunha em acabar com o Exame de Ordem. Filtrei uma série de comentários de candidatos falando que o fim da taxa seria algo bom, em especial porque ela seria muito cara.

Eduardo Cunha vai tentar acabar com taxa do Exame de Ordem via emendas “jabuti” na MP 660/14

Eu concordo! Seria uma maravilha que a inscrição no Exame fosse gratuita, mas se tudo fosse simples assim esse debate não existiria.

O objetivo do deputado não é facilitar a vida dos bacharéis, mas sim dificultar a vida da Ordem. Ele sabe que o Exame tem um custo, e que acabar com o valor de inscrição iria dar um nó na vida da OAB.

Um nó para a OAB e também, mas nisto ele não pensou, na vida dos bacharéis.

Como assim?

Não é a primeira vez que ele tenta isto, de colocar uma emenda em uma MP para acabar com a taxa de inscrição. Em março de 2014 ele apresentou emendas na MP 627 que alterava praticamente toda a legislação tributária federal .

Naquela época tive a oportunidade de conversar com um membro do Conselho Federal e ele me passou a seguinte perspectiva, também à época publicada aqui:

Se a taxa de inscrição do Exame acaba, a Ordem PODERIA reduzir o número de edições da prova de 3 para apenas 1 por ano! E isso pelas seguintes razões:

1 – A prova tem um custo, e é um custo muito alto. Ela é aplicada em mais de 200 municípios, exige uma logística sofisticada, cara, sistema de segurança, custo de impressão, transporte e correção. É o 3º maior processo seletivo do país, perdendo apenas para o ENADE e o ENEM. Se a OAB perde a inscrição usada para custear os gastos, ela não teria receita, neste momento, para bancar 3 edições por ano;

2 – A única forma de manter as 3 edições seria transferindo este custo para os atuais advogados, aumentando o valor das anuidades. A classe não se dispõe a pagar por este custo. Nenhum advogado tem o interesse de pagar para um bacharel fazer a prova, e muito menos tem o interesse em ver o valor de sua anuidade aumentar;

3 – Não há condição política para o aumento das anuidades. Isso geraria um embate sério entre a classe e seus dirigentes, e nenhum presidente gostaria de enfrentar o ônus político de aumentar as anuidades. Hoje a média cobrada está na casa dos 700 reais, o que já gera reclamações. Com o fim do Exame esse valor certamente iria aumentar, e a indignação da classe também. (E aqui faço um adendo mais atual: estamos em ano eleitoral! NENHUM candidato vai ousar falar em aumento de anuidade!);

4 – A Coordenação do Exame de Ordem ADORARIA ter mais tempo para elaborar e corrigir as provas, exatamente para não mais ser bombardeada por conta dos erros que ocorrem a cada edição. Com mais tempo a prova poderia ser elaborada com muito mais calma e correção. Essa proposta, inclusive, chegou a ser debatida após o X Exame de Ordem, mas não encontrou respaldo. Com o fim da taxa, a ideia seguiria em frente sem oposição, respaldada pela futura condição financeira.

Já imaginaram? Apenas UMA edição do Exame de Ordem por ano?

Pois é…

E isso geraria uma séria implicação para os candidatos!

Uma reprovação custaria um tempo IMENSO para os examinandos! Somente no ano seguinte eles poderiam tentar novamente a sorte. O mesmo valeria para os candidatos da repescagem.

Hoje então, se um candidato é aprovado apenas em sua 3ª tentativa, ele gasta um ano. Com essa mudança ele levaria 3 anos para entrar no mercado! Isso sem falar naqueles que tentam mais vezes!

A classe dos advogados, que não quer mais concorrentes, ADORARIA ver isso acontecer!

Essa tentativa do deputado Eduardo Cunha não prejudica a OAB, ela prejudica os bacharéis e os estudantes que querem entrar na Ordem pela porta da frente!

E a OAB pode fazer isso? Pode sim, pois a lei 8.906/94 não estipula o número de edições por ano da prova.

Art. 8º Para inscrição como advogado é necessário:

I – capacidade civil;

II – diploma ou certidão de graduação em direito, obtido em instituição de ensino oficialmente autorizada e credenciada;

III – título de eleitor e quitação do serviço militar, se brasileiro;

IV – aprovação em Exame de Ordem;

V – não exercer atividade incompatível com a advocacia;

VI – idoneidade moral;

VII – prestar compromisso perante o conselho.

§ 1º O Exame da Ordem é regulamentado em provimento do Conselho Federal da OAB.

(…)

Se a regulamentação do Exame está nas mãos do CFOAB, ele pode sim alterar o número de edições da prova, tudo com respaldo legal.

Tudo por obra e graça de um parlamentar que não cansa de criar picuinha com a OAB.

O risco existe, é real, e já foi ventilado dentro do próprio CFOAB.

Sim, a Ordem vai trabalhar para derrubar a proposta de Eduardo Cunha, como vem trabalhando sem parar desde que ele botou na cabeça que quer acabar com o Exame de Ordem. Mas no atual contexto político, sendo Cunha presidente da Câmara e, virtualmente, o político mais poderoso da atualidade, a vida da OAB não está sendo fácil.

Se ele consegue impor VÁRIAS derrotas ao Governo, por que não sobre a OAB?

De tanto brigar com a OAB ele vai é prejudicar, de verdade, centenas de milhares de bacharéis e estudantes que estudam e lutam para vencer na vida pelo próprio mérito.

- Categoria: Cursos do Portal

A importância do curso de Resolução de Questões do Portal Exame de Ordem

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Resolver questões talvez seja a sistemática mais efetiva para evocar um conhecimento previamente assimilado e fixá-lo, através da experiência prática, com mais intensidade na memória. O teste prático auxilia no processo cognitivo criando fortes elementos de ligação entre memória e informação.

No livro The Little Book of Talent: 52 Tips for Improving Your Skills, o autor, Daniel Coyle, chega a conclusão de que para aprender não se pode permanecer “apático”. A leitura é um processo passivo, você só deixa as palavras entrarem no seu cérebro. Para fixar, de fato, um conteúdo é necessário transformar o processo da leitura em algo ativo.

Por que fazer o nosso Curso de Resolução de Questões?

Vamos partir da premissa de que a 1ª fase do Exame de Ordem é o grande filtro, o momento em que a OAB faz o maior corte entre os candidatos inscritos.

Uma forma de fugir das estatísticas negativas e lograr a aprovação no Exame é buscar a melhor preparação. Aliás, afirmar isso beira a ingenuidade. Se preparar muito é a premissa básica para se maximizar as probabilidades de aprovação.

Um estudo publicado em janeiro de 2013 na revista científica Psychological Science in the Public Interest mensurou quais seriam as melhores técnicas de estudo entre aquelas que são mais comuns entre os estudantes. A conclusão é que a resolução de exercícios encontra-se no mais elevado grau de eficiência, sendo até duas vezes mais eficiente em comparação com outras técnicas de aprendizagem.

Em suma: o processo de estudo não pode ser trabalhado de forma estanque – o estudante deve se inteirar da doutrina, confrontá-la com a lei, elaborar resumos e resolver exercícios. Essas etapas, distintas entre si, mas consideradas como um processo global, certamente produzirão ótimos resultados como método de aprendizagem.

Eis então a razão para vocês fazerem o nosso Curso de Resolução de Questões para o XVII Exame de Ordem.

Resolver questões, compreendê-las, praticar a lógica dos enunciados estão compreendidos dentro de um processo ativo, e, como tal, o examinando consegue estabelecer “pontes” de fixação do conteúdo estudado e maximiza seu aprendizado.

Esse é a lógica do curso.

Seguindo este perfil, assistir a aula (processo passivo), fazer anotações (processo ativo), compreender a lógica dos enunciados (processo passivo), resolver questões (processo ativo) formam um sistema de estudo capaz de proporcionar um aprendizado com significativo poder de retenção do conteúdo exigido no Exame de Ordem. e, somado com outras metodologias de estudo (leitura, por exemplo) preparam de forma intensa o candidato para a prova da 1ª fase.

O Curso de Resolução de Questões representa uma variação da abordagem geral dos estudos, juntando processos ativos e passivos de estudo. Ao ver uma aula ou ler o livro, o candidato toma contato com a informação, a resolver um exercício, ou compreender como uma questão deve ser respondida, ele utiliza uma outra abordagem, outra faceta, ao mesmo expositiva do conteúdo previamente estudado como também fixadora da matéria, seja no acerto, manifestação de compressão do conteúdo, seja no erro, revelador das deficiências no aprendizado.

Portanto, não só o candidato deve começar a se preparar o quanto antes como também deve valer-se de abordagens distintas sobre o conteúdo, visando sedimentar o conhecimento necessário para resolver a prova.

Cliquem no link e confiram os detalhes deste curso: Curso de Resolução de Questões para o XVII Exame de Ordem

- Categoria: Advocacia

“Iniciei na advocacia e estou desgostosa com minha profissão, sem nenhum prazer em trabalhar. O que faço?”

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Recebi uma mensagem em meu facebook e resolvi compartilhá-la (tendo sido previamente autorizado, é claro) com vocês. Trata-se de um sentimento comum entre muitos jovens advogados em início de carreira, mal-remunerados e assoberbados de trabalho

Confiram:

Boa tarde Maurício, como vai?

Mesmo sabendo que você é um cara ocupado, figura carimbada nos eventos OABzísticos (perdoe o neologismo barato), gostaria de um conselho seu, especialmente pelo fato de que um de seus conselhos estampados no blog exame de ordem me fizeram lograr êxito no famigerado exame de ordem.

Passei na OAB no exame X, depois de 6 tentativas beeeem frustradas, de ir para a segunda fase, horas de estudo, dedicação, e ao final, mais uma reprovação. Enfim, não quero bancar a dramática, já o sendo, mas suei pra ter essa bendita carteira de advogada.

Pois bem, já estagiava em um escritório relativamente bem conceituado aqui na cidade onde moro, e ao passar na temida prova tive uma promoção, passei de estagiária a advogada do referido escritório.

“Nossa fia, que bênção!” disseram-me aquelas tias sem noção, mas que nada, aqui não há nada de bênção, ao contrário, trabalho feito uma verdadeira escrava, das 8:00h às 18:00h, o que é uma grande mentira, porque chego bem antes das 8:00 e saio bem depois das 18:00 pra dar conta da demanda.

Parece ótimo, uma advogada em início de carreira com tantas demandas, mas não é, especialmente porque sou associada – leia-se, empregada sem qualquer direito trabalhista – que tem como remuneração mensal R$1.500,00.

Perdi vários eventos familiares, momentos com as pessoas que amo, tudo pra estar aqui, trabalhando, me descabelando feito louca pra cumprir as metas, prazos e vontades dos meus chefes.

Sinceramente, sinto-me sugada, estressada, desanimada, decepcionada, desrespeitada, e pior, isso tudo sob uma pressão louca, que parece que a qualquer momento me faltará o ar, pois a cobrança é constante, tanto dos sócios do escritório, como também da minha família, que acha que trabalho demais por pouco retorno. Ou seja, me formei, passei na OAB, tenho um emprego, mas ainda dependo dos meus pais, haja vista que com esse salário mal pago transporte, alimentação e vestuário (que não pode ser qualquer um, o que por óbvio demanda gasto, por vezes, alto, “a fim de que os funcionários não destoem uns dos outros” – palavras da chefia).

Há dias em que estou extremamente inclinada a abandonar essa vida e buscar um novo sentido, um novo rumo, pois me sinto tão ou mais cansada do que qualquer senil acima dos 90 anos. Mas, lembro quão árdua foi minha batalha para chegar até aqui, e desisto.

Gostaria de um conselho, uma palavra amiga, uma luz, uma poção mágica (brincadeira), que me faça sair desse limo em que me encontro, desgostosa com minha profissão, sem nenhum tesão de trabalhar, considerando que tenho verdadeira adoração pelo estudo do direito.

E sabe Maurício, o que mais me desanima é que ao conversar com colegas, vejo que a situação deles é bastante semelhante à minha.

Sei que estou apenas no início de minha carreira, mas será que, diante do atual cenário, não seria o caso de desistir do direito, buscar outra faculdade, outra profissão? Ou não, devo continuar me esforçando aguardando algum reconhecimento, ainda que isto custe minha saúde mental, em troca desse sonho que se tornou verdadeiro pesadelo?

Por favor, me responda, seria um acalento nessa fase tão confusa e estranha que tenho passado.

Att.

Fulana

Hummmm, deixe-me contar um pequeno segredo: eu também já passei por isso!

Já fui “escravo” em bem mais de um emprego e senti na carne a desilusão de oferecer mais do que efetivamente recebi.

Em um destes empregos eu era responsável pelo TST. Fazia recursos de revista, agravos embargos e recursos extraordinários. Trabalhava tanto que simplesmente não tinha vida social, pois o escritório era grande e o volume de processos também.

Trabalhava sábados e domingos para dar conta da demanda e ouvia sempre a mesma coisa do meu chefe: “você é brilhante e terá um belo futuro conosco!” Até é interessante ser chamado de brilhantes, mas quando chegava o salário o brilho não era tão intenso assim. Eu era “brilhante” e recebia R$ 1.100,00 por tudo o que fazia.

Brochante…

O resultado disto foi que tive um ataque de ansiedade, traduzido por uma taquicardia inexplicável. Pensei até que era cardiopata! E sofrer isso foi necessário para eu me dar conta de que o meu trabalho, onde eu era “brilhante”, estava me matando.

Pedi o chapéu…

Evidentemente, um tempo depois descobri que havia um outro ser “brilhante” no meu lugar, usando os meus modelos e se matando para dar conta do serviço. E isso me aconteceu, provavelmente, antes mesmo de você entrar na faculdade.

Esse é o mercado, repleto de seres brilhantes, sorrisos, tapinhas nas costas e salários medíocres…

A primeira coisa que você deve ter em mente é que essa é a realidade. Não há nada de estranho acontece com seu chefe ou na região onde você mora. Em regra, e para a maioria, este é o mercado e nada está errado.

Na realidade, o mercado nunca está errado.

E nunca está pelo simples fato de que os valores pagos e carga de trabalho distribuída corresponde a uma série de consensos informais estabelecidos por entre todos os empregados e empregados. Isso tudo é distribuído de forma homogenia por todo o sistema sem que as partes, de forma deliberada, compactuem com os valores.

Ontem mesmo eu acompanhei, no CFOAB, um debate sobre a remuneração dos profissionais da advocacia, honorários de sucumbência e aviltamento da profissão.

Debate inútil…

A OAB discute estes temas há muito tempo, e há muito tempo o mercado está assim. A tentativa de controle artificial de valores e preços é algo muito difícil de ser implementado, como também é reflexo do desajuste do próprio sistema.

E, claro, no debate de ontem ninguém sequer cogitou em acabar com a figura funesta do advogado associado, forma criada pela própria OAB para elidir o pagamento de obrigações trabalhistas. Qualquer medida que seja adotada esbarrará na figura do advogado associado.

Em suma: nada vai mudar.

Não é o mercado, cara fulana, que precisa mudar, e sim você.

Se seu salário é de apenas R$ 1.500,00 e você trabalha feito uma condenada, isso é reflexo exclusivo da sua condição pessoal. O mercado está aí e continuará onde está; profissionais ávidos pelo seu emprego existem aos montes e não deixarão de existir, e isso não só na advocacia, diga-se de passagem.

Tenha em mente algumas coisas:

1 – O início da profissão é assim mesmo! Muito trabalho e baixíssima remuneração.

2 – Você pode criar seu próprio escritório, mas estará “crua” para o mercado. Considere o fato, e isso é importante, de que adquirir experiência é um elemento importante para o processo de maturação.

3 – Adquirir experiência, e isso é uma troca que você tem com seu empregador, lhe dará maturidade, não só profissional como pessoal. E maturidade é importante para os passos futuros.

4 – Tenha para si mesma um plano futuro DERIVADO do seu momento atual. Ou seja: seu atual emprego é uma etapa para o seu próximo passo.

5 – Ao ter um plano, um projeto PESSOAL no futuro, você FINALMENTE vai entrar no próprio jogo do mercado. Sua insatisfação é derivada de sua incapacidade de compreender os fatos. Quando você entende que seu momento atual é fruto de um contexto, e que sua insatisfação é resultado da baixa remuneração e alta carga de trabalho derivados do p´roprio contexto pessoal, você se liberta da aflição, pois entende finalmente que este é o jogo.

Exatamente aí você dá o pulo do gato: você pode largar seu emprego a qualquer momento sem sentir um pingo de dor na consciência, pois quem te paga mal sabe que não tem como te segurar e muitíssimo menos sabe que não poderá reclamar quando você decidir ir embora.

Empregador, quando quer manter alguém, paga um salário recompensador. Simples assim!

Logo, tenha para si mesma um plano, um projeto pessoal, um próximo passo na carreira que, após uma série de etapas profissionais irá desembocar exatamente onde você quer.

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Isso implica também em renúncias, em deixar o emprego, e, em certos momento, ter o ego ferido de uma ou de outra forma. Todo mundo colhe frustrações em sua vida profissional. Eu mesmo colhi várias, mas nem por isso parei de ansiar por coisas melhores. Cada pancada que você leva se torna um aprendizado. Aceite isso.

Faz ideia do porquê o mercado dos concursos públicos ser tão inflacionado hoje? Te dou uma só chance de responder!

É isso mesmo: o espaço na iniciativa privada é bem mais árido e amargo. As pessoas preferem enfrentar os sacrifícios dos concursos do que passar anos e anos TENTANDO construir uma carreira na iniciativa privada, e sem a perspectiva de conseguir.

Para fechar, cara Fulana, acima de tudo tenha para si mesma um PLANEJAMENTO DE CARREIRA, passo a passo, perspectiva por perspectiva. Não precisa ser um planejamento completo, exaurido até o ponto em que você gostaria de se ver, pois não temos o dom de ver tão longe no futuro. Mas ao menos tenha os dois próximos passos desenhados na sua imaginação.

Junto a isto também perca o medo, se ele existe, de deixar um emprego que te dá apenas frustração e infelicidade.

Quando deixá-lo? Exatamente no momento em que ele não puder mais te dar nenhuma recompensa de ordem intelectual, de experiência ou uma perspectiva TANGÍVEL de futuro.

“Você é brilhante e terá um futuro conosco” é motivador, mas também pode ser uma armadilha do empregador para manter o pobre advogado assalariado mais tempo preso a uma promessa futura e incerta. Quando esse “futuro brilhante” começa a ser postergado por conta de “problemas” ou conjunturas desfavoráveis, é porque ele provavelmente não passa de uma falsa promessa. Já vi acontecer demais isso com muita gente, o tempo todo.

Faça seu planejamento, procure se diferenciar dos demais integrantes do mercado, ou seja, estude muito, e aceite o fato de que efetivamente demora conseguir um lugar ao sol.

Mas, diferentemente dos concursos, quem vence na advocacia não tem um teto remuneratório – costuma ganhar muito, muito mais do que o mais bem remunerado servidor público. Demora mais, mas acontece.

Reforçando: planejamento e perspectiva de futuro, esses são os elementos para você se repensar.

- Categoria: Debate sobre a legitimidade do Exame de Ordem

Eduardo Cunha vai tentar acabar com taxa do Exame de Ordem via emendas “jabuti” na MP 660/14

Acabei de ficar sabendo que o deputado Eduardo Cunha, atual presidente da Câmara dos Deputados, apresentou duas emendas na MP 660/14 visando acabar com a taxa de inscrição no Exame de Ordem.

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Hoje, 15h, aparentemente o relatório sobre esta MP será analisado na Comissão Mista criada para ele. E, também aparentemente, as emendas ainda não serão votadas.

O grande risco é que agora esse tipo de emenda, chamada Jabuti, que não guarda nenhuma correlação com o tema original proposto na medida, passa pelo crivo dele, Eduardo Cunha, presidente da Câmara.

Lembro-me que o ex-presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, havia questionado em uma outra oportunidade uma outra emenda Jabuti de Cunha, à época líder do PMDB. Como presidente, Cunha não vai atrasar a vida de suas próprias emendas, mesmo, e isso é importante ressaltar, elas sendo INCONSTITUCIONAIS, pois são estranhas ao tema da MP.

É o risco de uma emenda desta ser aprovada na surdina, agora que Cunha é o presidente, passou a ser altíssimo! Se as emendas saírem da comissão e forem ao Plenário, vai ficar feia a coisa para a OAB.

Vejam as duas emendas!

Emenda 14:

1

Emenda 15:

2

3

Abre o olho, OAB!

*Texto alterado às 14:21h para correções.