Maurício Gieseler

Maurício Gieseler

Advogado em Brasília (DF), este blog é focado nas questões que envolvem o Exame Nacional da OAB, divulgando informações e matérias atualizadas, além de editoriais, artigos de opinião e manifestações que dizem respeito ao tema. Colocamos, também, a disposição de nossos visitantes provas, gabaritos, dicas, análises críticas, sugestões e orientações para quem pretende enfrentar o certame. Tudo sobre o Exame de Ordem você encontra aqui.

Fale com ele
- Categoria: Como se preparar para a prova

Ser aprovado na OAB é mérito ou obrigação?

2

Ser aprovado no Exame de Ordem é mérito ou obrigação?

Para a grande maioria é a mais pura obrigação. Aliás, muito da pressão sobre os candidatos decorre da percepção de que a aprovação no Exame de Ordem não é mais do que uma obrigação, pois o examinando, afinal, passou 5 anos dentro de uma faculdade e TEM de saber o Direito.

Está é provavelmente a maior fonte de pressão sobre os candidatos, e razão para toda uma série de traumas que acompanham o Exame de Ordem.

O pior é que essa “obrigação” não é exclusivamente externa: a cobrança pessoal, interna, provavelmente é mais intensa, gerando ansiedade nos candidatos e grande frustração nos reprovados.

E aqui surge uma armadilha!

Sempre recebo mensagens de candidatos que já tentaram passar no Exame em 3 ou 4 oportunidades. Tentam, estudam, se entregam e não compreendem as razões do fracasso.

E a percepção de que a aprovação no Exame é uma obrigação e não mérito gera uma armadilha: o candidato estuda para passar e não para aprender.

Aliás, é raríssimo ver alguém estudando para aprender quando o assunto é Exame de Ordem. A prova acontece em intervalos relativamente curtos de tempo, a pressão pela aprovação é grande e o resultado está acima de qualquer outra prioridade ou parâmetro. A aprovação é o que conta!

Mas…se o candidato mudar de ponto de vista ? Se a aprovação deixar de ser uma obrigação?

E se a aprovação deixar de ser uma obrigação e se tornar apenas um resultado? O processo natural de se estudar?

No fundo as infindáveis perguntas sobre a data da prova demonstram uma preocupação que vai além apenas do tempo restante de estudo, e sim a preocupação com o resultado em si.

Que tal mudar o foco? Que tal despreocupar-se com a prova? Considerá-la apenas um momento dentro de um processo mais amplo e não o objetivo?

O foco do candidato não ser a prova em si, e sim um patamar de conhecimento suficiente e necessário para lhe dar a convicção de que seu desempenho em uma futura prova será positivo.

Saliento o detalhe: A meta não é a aprovação, a meta é a preparação. São coisas distintas, e isso faz muita diferença.

Transcrevo aqui um texto do professor Rogério Neiva exatamente sobre essa abordagem:

candidato que se mobiliza com o foco no resultado está a todo momento preocupado com a aprovação. Está sempre pensando, em algumas ocasiões até com certo desespero e angústia, na próxima prova. Está se questionando o motivo de ainda não ter passado. Está fazendo planos de curto prazo, contando com a aprovação também numa perspectiva de curto prazo. O seu foco geralmente não é centrado na execução do seu plano de estudosnão envolve as matérias e conteúdos que está estudando. Também não consiste nas metas de estudos que possa ter estabelecido, se é que estabeleceu alguma meta de estudo de forma mais precisa.

Por outro lado, já o candidato que tem o foco centrado no processo não está tão preocupado com o resultado. Está mais preocupado com a execução do seu plano de estudosSe tem alguma angustia, é com as matérias e conteúdos que se propôs a estudar numa determinada semana e eventualmente não conseguiu. Está mais atento à conclusão do seu planejamento de estudos do que com a prova. Este candidato pensa na aprovação e faz planos para o futuro. Mas não encara estes planos numa perspectiva de curto prazo. Está mais mobilizado pela conclusão dos estudos planejados do que com as provas e resultados.

Ou seja, um candidato foca no resultado, ao passo que outro foca no processo.

Neste sentido, a tese que venho sustentando é de foco no processo.

O foco no processo alivia tensões. O foco no processo faz o candidato viver e até curtir o momento. Estudar consiste numa atividade humana que tende a ser prazerosa. Naturalmente a depender da maneira como é trabalhada.

Fonte: Tuctor

A dica a ser passada está na conjunção entre a soma dos conceitos de aprovação por mérito e foco no processo. Se o foco é o resultado, passar no Exame de Ordem é uma obrigação, com seus naturais desdobramentos, se o foco é no processo, passar no Exame é mérito, e sua preparação será muito mais leve, centrada e eficiente.

Claro que mudar ideologias de uma hora para outra não é algo fácil de se fazer, muito menos jogar para o escanteio certezas e hábitos há muito arraigados. Mas ao menos tenham conciência de suas próprias ambições e reações ao desafio. A partir daí será possível mudar o foco, e colher os frutos disso.

Transforme sua aprovação em mérito e não em uma obrigação.

Só depende de você!

- Categoria: Doutrina para a prova

Confiram a NOVA edição do livro de Doutrina Direcionada do Portal Exame de Ordem!

1

Chegou a novíssima edição do livro de Doutrina Direcionada do Portal Exame de Ordem!

É o livro de Doutrina MAIS ATUALIZADO do mercado!

Este enfoque diferenciado visa direcionar os estudos para o que efetivamente importa, oferecendo o reforço teórico onde realmente interessa, otimizando a preparação para a prova objetiva da OAB.

Esse tipo de abordagem, única no mercado, visa oferecer ao estudante um direcionamento objetivo dentro do processo de preparação. A expertise dos autores desta obra – os professores do Portal Exame de Ordem, diuturnamente trabalhada em cursos como o Projeto UTI, Super UTI ou Curso de Resolução de Questões, e a comprovada eficácia da metodologia na preparação para a OAB dão a segurança para uma afirmação simples e segura: o método é eficaz!

O Exame de Ordem tem suas características. Observá-las, compreendê-las e doutrinar sobre este conjunto de elementos é o ponto forte desta equipe, agora traduzido na presente obra.

Os capítulos do livro foram divididos, cada um, por disciplinas, seguindo a sequência apresentada na prova objetiva. Essa sistemática de apresentação foi pensada para situar melhor o leitor dentro da dinâmica da prova, em especial respeitando a importância do peso de cada disciplina para os candidatos.

Doutrina Direcionada do Portal Exame de Ordem

Em outras palavras, o conteúdo foi trabalho em função da incidência das questões na prova.

O foco, explicitamente, é o de propiciar uma preparação de forma ESTRATÉGICAconceito PIONEIRAMENTE criado por nós para o Exame de Ordem – envolvendo a otimização do uso do tempo e da abordagem do conteúdo.

O investimento no livro é de R$ 135,10 no site da Armador.

A preparação específica e estratégica para o Exame de Ordem vocês encontram aqui!

- Categoria: Como se preparar para a prova

Como estruturar (e manter) um projeto de estudos de longo prazo

1

Só Deus sabe quantos e-mails e relatos já recebi sobre a frustração de não passar no Exame de Ordem, afora o fato de saber o quanto é complicado passar meses, anos, estudando para concursos antes de começar a ser aprovado e SE conseguir ser aprovado.

Resiliência, a capacidade de suportar frustrações, é um elemento fundamental neste processo, em especial porque, em regra, o sucesso não vem quando queremos.

Ele demora um pouco mais.

Como então suportar o processo de preparação nos estudos sem se frustrar enquanto os objetivos não são alcançados? Vamos meditar um pouco sobre isso.

O estudo guarda vínculos muito estreitos com dois elementos básicos: o tempo e as expectativas.

O tempo é fluído. Sua passagem afeta as expectativas, as metas.

Uma verdade: quanto MAIS distante estiver um objetivo, MENOS esforço empregamos para atingi-lo.

Um exemplo: seu emocional faltando 4 meses para a prova e seu emocional faltando apenas 1 semana para a mesma prova. Responda: em qual dos dois lapsos temporais vocês ficariam mais ansiosos e preocupados com a prova?

Há! Fácil de responder!

E em qual lapso temporal vocês se empenhariam mais nos estudos?

Mais fácil ainda de responder.

Essa é uma percepção interessante: quando estamos próximo de uma data limite, nosso foco, cada vez mais, se volta para o objetivo. Quanto mais distante, a mente fica mais relaxada e o esforço, o empenho, são muito menores, pois o tempo elastecido diminuí a pressão.

Como sustentar com consistência a concentração nos estudos?

Um pouco sobre o conceito de plasticidade cerebral e o início de um projeto de estudos

Quanto tempo se leva para consolidar o hábito de estudar?

Vou além! Ainda refletindo sobre as colocações acima, em que lapso temporal o empenho e a concentração são maiores? Fácil de responder também, não é?

Curiosamente, quando a pressão é grande, ou seja, quando o tempo para uma prova está acabando, nós nos tornamos estudantes BEM melhores.

Já perceberam isso?

Ao menos nos quesitos vontade de estudar e entrega, o desempenho cresce vertiginosamente. É uma prova de que com uma postura mental adequada, esse estado de espírito pode ser desenvolvido por qualquer pessoa.

A entrega, a força de vontade, o estudo constante e a disciplina não são virtudes de poucos eleitos. Todos podem, em projetos de estudo de longo prazo, ter um desempenho nos estudos parecidos ao dos pequenos lapsos de tempo para uma determinada prova qualquer.

Um projeto para passar na OAB, por exemplo, em que o candidato tem seis meses para estudar mas quer uma postura de estudo como se só tivesse uma semana antes da prova.

Uau! Seria fantástico!!

Como conseguir isso?

Vamos criar aqui uma situação abstrata e trabalhar sobre ela.

A data da nossa hipotética prova será no dia 18 de novembro.

Respondam: qual o estado mental de quem vai começar a se preparar agora para esta prova? Certamente a pessoa pode começar a estudar desde agora, e o fará sem sentir grandes pressões.

Este é o ponto!! PRESSÃO!

O estudante tem de gerar um ambiente de pressão para poder incrementar seu desempenho.

Observem que a meta, a prova, está 6 meses no futuro. Ela não vai pressionar o candidato da mesma forma como se o estudante estivesse apenas há uma semana da prova.

A solução para criar mais pressão está em fracionar a meta final (a prova) em várias pequenas metas, vários pequenos objetivos, todos de apenas uma semana.

A cada semana você terá de cumprir com o planejado, e apressão por fazê-lo iria exigir mais de você como estudante.

Fácil, não é? Escrevendo assim até parece ser fácil, mas não é…

E não é por um simples motivo: a natureza da pressão é distinta.

Uma coisa é uma meta auto imposta. Uma meta semanal é uma meta porque vocês assim o querem. A prova de verdade, gostem ou não, queiram ou não, não depende da vontade, será aplicada de qualquer jeito, e ela é o seu real objetivo.

Compreender esta distinção é um ponto importante no planejamento: a pressão auto imposta é mais fraca do que a pressão real. E, sendo mais fraca, é mais fácil de ser quebrada, de ser desrespeitada pelo estudante.

E quebrar as metas, deixar o tempo passar e não cumprir o cronograma podem gerar a frustração.

Mais um problema a ser superado. Como fazer com que a pressão em atingir a meta seja forte o suficiente para você poder cumprir com o planejado?

Gerar mais pressão ainda?

Acho que não resolveria…

Não tenho aqui uma fórmula pronta, acabada, para responder essa pergunta. No fundo trata-se mais de uma questão de força de vontade pura e simples. Depende exclusivamente do estudante ser DISCIPLINADO e COMPROMETIDO com seus objetivos.

Mas é possível inventar algo. Que tal um sistema de pequenas gratificações pessoais para cada objetivo alcançado?

Um cineminha, uma balada, uma mini-viagem, uns beijos na boca, uma noite agarradinho com o amado (a recompensa pode ser combinada com um namorado ou namorada, por exemplo), um bom vinho ou um auto-elogio para cada semana de estudos vencida satisfatoriamente.

Enfim, algo trivial mas prazeroso que possa servir de pequeno estímulo para uma pequena semana de estudos, algo que motive, algo que funcione como pressão para que um pequeno resultado seja alcançado.

Fica sempre a metáfora: a escada é feita por degraus, e cada degrau vencido soma-se aos demais para conduzi-los ao fim da escada. Cada pequena vitória no planejamento levará até a vitória final no dia da prova.

Tudo isso, na verdade, serve para motivar visando um processo sabidamente longo e potencialmente enfadonho em seu começo. E tudo tem um começo.

Um planejamento de longo prazo, delimitação clara de disciplinas, estruturação de metas semanais e um sistema próprio de pequenas recompensas para se desenvolver uma pressão para se atingir pequenos resultados me parece ser uma combinação bastante eficiente de elementos que ajudarão na preparação para a prova da OAB ou para qualquer outro concurso.

E planejar isso tudo e botar em prática não exige nenhum grande esforço.

Esse é o ponto: um pequeno esforço semanal, pequenas recompensas, um pouco de pressão e, ao fim, um grande resultado.

Hora de fazer os planos virarem realidade!

- Categoria: Advocacia

Sem acessibilidade no Fórum, juiz sugere troca de advogado cadeirante

Imagem: reprodução

Imagem: reprodução

Eu vi essa notícia e não pude deixar de ficar impressionado com o retrocesso retratado nela. Não basta o advogado ter as naturais dificuldades impostas pela condição de cadeirante e ainda não poder exercer seu ofício por conta disto.

Este lamentável fato ocorreu no Fórum de São Francisco de Paula, na Serra Gaúcha. O advogado Dilto Marques Nunes já perdeu duas audiências em razão do prédio não possuir elevadores e a estrutura necessária para o deslocamento interno.

O próprio cliente do advogado, o aposentado Júlio Cesar Canani, ratificou a sugestão do magistrado:

Ele disse pra mim: ‘Por que tu não botou um outro advogado? Sabia que ia ser assim’. Aí ele quis me colocar um advogado do Estado. Eu recusei. Disse que não aceito porque já tenho o meu advogado. Isso não existe

De fato isto simplesmente não existe. Não só não existe como é inaceitável.

O Dr. Dilto merece, sem a menor sombra de dúvida, um desagravo, assim como tem o DIREITO de poder representar seu cliente na amplitude assegurada pela Lei.

Vejam a íntegra da matéria clicando no link abaixo:

Sem acessibilidade no Fórum, juiz sugere troca de advogado cadeirante

- Categoria: Estatísticas

Candidatos da repescagem tem um desempenho MELHOR em comparação com os aprovados na 1ª fase! Por quê?

3

Quem se dá melhor na na prova da 2ª fase? Quem vem da aprovação na 1ª fase ou quem vem da repescagem?

Essa curiosidade surgiu quando tivemos a primeira turma da repescagem, até para sabermos se ela, a repescagem, representaria efetivamente uma grande oportunidade para os candidatos reprovados.

Curiosamente, na 1ª análise, a repescagem não demonstrou ser ão efetiva.

A ideia era que, com um tempo extra e somente a preocupação com a 2ª fase quem viesse da repescagem teria um desemepnho MELHOR do que os aprovados na 1ª fase.

Mas não foi assim.

No XIII Exame a lógica da repescagem foi a seguinte:

Candidatos que vieram da repescagem: 7.864 inscritos oriundos do XII Exame

Candidatos aprovados dentre os que vieram da respescagem: 2.306

Percentual de aprovação: 29,32%

Candidatos regulares: 36.971 aprovados na 1ª fase do XIII

Candidatos regulares aprovados na 2ª fase: 17.307

Percentual: 46,81%

Ou seja, na 1ª turma da repescagem o desempenho dos candidatos ficou bem aquém daqueles aprovados na 1ª fase.

Lembro-me que na época eu bati muito na questão da necessidade de se aproveitar ao máximo o tempo extra que a repescagem dava para os candidatos começarem a se preparar com antecedência.

No Exame seguinte, o XIV, veio uma modificação. O desempenho dos candidatos da repescagem (oriundos da reprovação no XIII) melhorou significativamente, emparelhando com os candidatos aprovados na 1ª fase do XIV:

Candidatos que vieram da repescagem: 17.186 inscritos oriundos do XIII Exame

Candidatos aprovados dentre os que vieram da respescagem: 8.466

Percentual de aprovação: 49,26%

Candidatos regulares: 38.014 aprovados na 1ª fase do XIV

Candidatos regulares aprovados na 2ª fase: 19.132 aprovados

Percentual: 50,32%

Ou seja: a composição dos percentuais de aprovação mudaram significativamente. Os candidatos da repescagem tiveram um desempenho apenas infimamente pior em comparação com os candidatos da 1ª fase, demonstrando uma EVOLUÇÃO da preocupação e preparação séria após a 1ª reprovação.

Na 1ª avaliação a discrepância havia sido muito grande (46,81% e 29,32%), enquanto agora a distância foi drasticamente reduzida (50,32% e 49,26%)

Um sinal de que nosso alerta sobre a antecipação da preparação surtiu efeito à época.

E agora, para nossa surpresa e alegria, os candidatos que vieram da repescagem do XIV Exame tiveram um desempenho MELHOR que os aprovados a 1ª fase:

Candidatos que vieram da repescagem: 17.024 inscritos oriundos do XIV Exame

Candidatos aprovados dentre os que vieram da respescagem: 9.046

Percentual de aprovação: 53,13%

Candidatos regulares: 53.330 aprovados na 1ª fase do XV

Candidatos regulares aprovados na 2ª fase: 23.547 

Percentual: 44,15%

Que virada!

Pela 1ª vez os candidatos da repescagem conseguiram demonstrar que efetivamente a repescagem pode ser mais vantajosa em comparação com quem vem da 1ª fase.

Claro! Vamos dar o desconto do fato de quem é oriundo da repescagem vem de uma reprovação na 2ª fase!

De toda forma, quem vem da repescagem tem duas vantagens e duas desvantagens em relação aos candidatos que são aprovados no Exame em curso.

Vantagens:

1 – experiência

2 – mais tempo para estudar

Desvantagens:

1 – peso da reprovação

2 – pressão extra pelo resultado, pois só têm uma chance na repescagem.

Portanto, os candidatos da repescagem formam um grupo distinto se comparados com os candidatos advindos da aprovação na 1ª fase.

A distinção vem das condições diferenciadas, e elas devem ser levadas em consideração, em especial o fator tempo, ESSENCIAL para uma boa preparação. Quanto mais tempo para estudar, melhor. Esse é um axioma insofismável!

Quem reprovou na 2ª fase do XV Exame terá, como tempo extra, apenas 1 semana e meia de preparação. Pode não parecer muita coisa, mas já é um diferencial, e 1 semana e meia de estudos pode ser bastante significativa, mesmo considerando que os candidatos terão 2 meses para estudarem a partir da prova do próximo dia 15 de março.

Aqui batemos forte na tecla da necessidade dos candidatos iniciarem o quanto antes a preparação para a repescagem:

“Fiquei para a repescagem! Quando devo iniciar meus estudos para a próxima 2ª fase?”

Não se enganem! A repescagem NÃO É uma tábua de salvação!

Preparem-se com antecedência! Lançados os cursos para a 2ª fase do XVI Exame de Ordem! 

A lógica é simples: quanto mais tempo para se preparar, melhor.

Aproveitem essa vantagem!

- Categoria: Motivacional

Não se enganem! A repescagem NÃO É uma tábua de salvação!

naufragio

Muitos candidatos que ficam para a repescagem comentem um erro que pode ser fatal: relaxam na preparação da próxima 2ª fase.

Na raiz dessa despreocupação está na própria repescagem.

Ainda estamos relativamente longe da prova da próxima 2ª fase (17 de maio) e isso passa a impressão que dá para se preparar com relativamente tranquilidade daqui até lá.

Pensar desta forma já gera uma desconcentração. A relativa distância da prova no tempo está fazendo muitos baixarem a guarda.

Para completar o quadro, aparentemente a repescagem funciona como uma espécie de “tábua de salvação psicológica” na cabeça dos candidatos. O raciocínio, resumido, é simples: “se eu vou ter uma outra chance, não preciso me estressar, dá tempo!”

Muitos aprovados estão com essa mentalidade, e isso não é legal.

A repescagem não é exatamente uma tábua de salvação. É tão somente uma segunda chance.

E qual seria a diferença?

Em uma tábua de salvação você teria a aprovação como algo certo, como uma perspectiva muito tangível. Legal e tal, mas falta combinar isso com a FGV.

Não esperem por facilidades! Considerem o fato de que, caso vocês tenham de se valer da repescagem, é porque antes REPROVARAM na 2ª fase. Isso não é um bom sinal!

A repescagem na verdade funciona como um back-up da tentativa prévia de aprovação, e nós fazemos back-up sempre NÃO querendo usá-lo. O uso do back-up se dá em uma emergência.

pen

 Todos os aprovados na 1ª fase precisam ter isso em mente! A hora de passar, a hora de ser aprovado é agora! Não queiram e não trabalhem tendo a repescagem como algo bom ou como uma salvação: ela é uma última chance, e só vai ser usada porque a primeira oportunidade deu errado.

 A repescagem NÃO É uma garantia de carteirinha na mão!

Se pensarem desta forma estarão cometendo um grande erro. Lembrem-se que a repescagem é uma chance sonhada por 10 entre 10 examinandos, e apenas poucos vão poder utilizá-la.

Afora isso, o que está em jogo é a carreira de vocês. No Direito, praticamente, essa vida só começa depois da aprovação no Exame, ou, no mínimo a perspectiva de ter um carreira depende disto.

A OAB não está aí para facilitar a vida de ninguém. Nunca!

Pensem nisso e pensem na grande oportunidade apresentada diante de vossos olhos com a aprovação nesta 1ª fase. Aproveitem a chance.

Preparem-se com antecedência! Lançados os cursos para a 2ª fase do XVI Exame de Ordem!

A repescagem é algo excelente, mas não é garantia de nada.

Não vacilem agora por conta de puro comodismo. Isso pode custar caro no futuro.

A preparação deve ocorrer a partir de AGORA!

- Categoria: Como fazer a prova

Resolvendo as questões mais complexas da 1ª fase da OAB

1

Na hora da prova da OAB vocês certamente irão se defrontar com algumas questões bem mais complicadas. Como encarar portanto a resolução de questões mais difíceis da prova da OAB?

O objetivo aqui não é mostrar um “caminhos das pedras” até a resposta correta, tal como foi feito nos dois posts abaixo:

Resolvendo questões da 1ª fase do Exame de Ordem sem saber NADA do conteúdo da disciplina

Trabalhando a dificuldade de resolver as questões objetivas da OAB

O propósito deste post não é o de demonstrar a busca pela resposta EXATA, e sim como lidar diante de questões mais complexas, refletindo sobre uma abordagem que vise maximizar a chance de acerto.

Para acertar mesmo é preciso que o candidato SAIBA o conteúdo. E isso só estudando.

Existe, para isso, algumas regras gerais de procedimento, e elas devem ser obedecidas, pois visam ajudar o candidato durante a realização da prova. Vamos a elas:

1 – Não se deve perder tempo com questões muito difíceis, ou que a dúvida entre uma ou outra resposta seja quase insuperável. As questões dessa natureza devem ser deixadas para o final. Isso tem bons motivos para ser sugerido:

a) evita a perda de tempo enquanto o candidato tem todo um resto de prova para lidar;

b) evita também prejuízos de ordem emocional. Foco no que interessa (vou abordar especificamente este ponto amanhã)

2 – Um círculo deve ser feito em torno das seguintes palavras: correta, incorreta, certa, certos, errada, sim e não. Tais termos determinam muitas vezes o sentido da resposta e não raro o candidato se confunde com o sentido da própria resposta exigida, o que inexoravelmente o conduzirá ao erro.

Essa questão do correto e do incorreto é muito importante para vocês. Prestem realmente atenção neste ponto!!

3 – Os termos generalizadores “sempre”, “jamais” e “nunca” quase sempre estão associados com assertivas cujos enunciados estão errados. Generalizações no Direito são perigosas e no Exame de Ordem quase sempre pontuam assertivas errôneas.

Isso eu observo desde ANTES, bem antes do processo de unificação, em provas do tempos das seccionais (antes de 2006) e é algo que está entranhado não só no Exame de Ordem como também em provas de alguns concursos. Essa dica é muito eficaz! Não é uma regra absoluta, mas raramente o candidato erra quando percebe uma generalização.

Vamos então olhar algumas questões, pretensamente complexas, e tentarmos encontrar o caminho para a resposta adequada. A primeira é de Direito Administrativo do Exame 2010.2 (FGV):

2

Do enunciado, antes mesmo de olharmos as alternativas, podemos tirar duas informações relevantes:

1 – Os vinte primeiros candidatos são DESVIADOS de suas funções e passam a exercer os cargos de delegados;

2 – Após o decurso de 4 anos postulam a efetivação no cargo.

Observação: a questão exige que seja encontrada a alternativa CORRETA!

Essas duas informações são relevantes no auxílio da resolução do problema.

Observem que o enunciado carrega informações pertinentes, importantes para a solução do problema.

Trata-se de uma questão problematizadora (aquela que cria um problema, um fato, para ser desdobrado). No enunciado há informações relevantes para a compreensão do problema, sendo preciso estabelecer uma linha de raciocínio. Numa questão conceitual (aquela que exige um domínio de um conceito, um conhecimento prévio que independe de raciocínios), a informação do enunciado não oferece muitos subsídios para a construção de um raciocínio. Vou abordar mais para frente uma questão dessa natureza.

Importante: o grau de dificuldade de uma questão não guarda correlação com o fato dela ser problematizadora ou conceitual. Tanto uma como outra podem ser, perfeitamente, fáceis ou difíceis. As problematizadores tendem a ser mais complexas, mas isso não é uma regra.

Vamos agora olhar as alternativas:

(A) Os referidos agentes têm razão, pois investidos irregularmente, estão exercendo as suas atividades há mais de 4 (quatro) anos, a consolidar a situação.

O próprio enunciado desta alternativa a compromete. Os agentes têm razão mesmo investidos IRREGULARMENTE? E no enunciado há explícita menção a um desvio de função. O Direito não encobre esse tipo de situação. A alternativa está errada.

(B) É inconstitucional toda modalidade de provimento que propicie ao servidor investir-se, sem prévia aprovação  em concurso público destinado ao seu provimento, em cargo que não integra a carreira na qual anteriormente foi investido.

Lembram que mais acima eu escrevi que termos generalizadores em regra apontam uma alternativa errada?

Pois é, aqui nós temos uma EXCEÇÃO. Aqui estamos falando de uma regra constitucional e efetivamente toda forma de ingresso sem aprovação em concurso público (no caso, os investigadores não fizeram o concurso para delegado). Então o termo “toda modalidade” não induz ao erro, e sim revela uma verdade.

Trata-se da regra do artigo 37, II, da Constituição:

Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte:

II – a investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia em concurso público de provas ou de provas e títulos, de acordo com a natureza e a complexidade do cargo ou emprego, na forma prevista em lei, ressalvadas as nomeações para cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração;

 O conhecimento da norma, neste caso, é essencial para a identificação da alternativa correta. Resta apenas saber, agora, se as demais alternativas estão erradas.

(C) Não têm ainda o direito, pois dependem do transcurso do prazo de 15 (quinze) anos para que possam ser tidos como delegados, por usucapião.

Usucapião? Isto é um instituto para se adquirir de forma originária a propriedade de um bem imóvel, e não de um cargo público. Erro patente.

(D) É inconstitucional esta modalidade de provimento do cargo, pois afronta o princípio do concurso público, porém não podem ter alterado os ganhos vencimentais, sedimentado pelos anos, pelo princípio da irredutibilidade.

Princípio do Concurso Público? Isso não é um princípio! Talvez seja aquele fetiche de se transformar em princípio todas as regras para parecer que tudo seja mais bonito e sofisticado. Mas, de toda forma, a primeira parte da alternativa não está equivocada.

Já a segunda parte é problemática. Trata-se da manutenção dos vencimentos do cargo de delegado em função do decurso dos anos. Isso não prospera, pois o vício na investidura não assegura direitos.

Que lições podemos tirar desta questão?

1 – Que uma regra geral não é absoluta, ou seja, termos generalizadores em regra mostram uma alternativa errada, mas nem sempre isso é verdadeiro.

2 – Que duas das alternativas, A e C possuem erros jurídicos crassos, eliminando-as.

3 – Que a alternativa D também possui um erro, mas este é mascarado com uma parte correta dentro da própria alternativa.

A próxima questão também é do Exame 2010.2, e é de Penal:

2

Esta aqui é uma questão problematizadora CLÁSSICA. É preciso entender bem o enunciado para poder achar a resposta. Não basta só ter o conhecimento da Lei: tem de raciocinar!

Do que podemos tirar do enunciado?

Em termos simples, como ação, o problema é bem inteligível: a filha consegue da mãe uma procuração para operar a conta concorrente desta e saca sem autorização todo o dinheiro, com o fito de ficar com ele para si.

Agora, analisando as alternativas, vem a parte mais complicada.

Neste ponto, dada a conduta, compete ao candidato TIPIFICAR a ação de Paula Rita, e para isto ele precisará conhecer bem a norma aplicável ao caso:

(A) Paula Rita praticou crime de estelionato em detrimento de Maria Aparecida e, pelo fato de ser sua filha adotiva, é isenta de pena.

(B) Paula Rita praticou crime de furto mediante fraude em detrimento de Maria Aparecida e, pelo fato de ser sua filha adotiva, é isenta de pena.

(C) Paula Rita praticou crime de estelionato em detrimento de Maria Aparecida e, apesar de ser sua filha adotiva, não é isenta de pena.

(D) Paula Rita praticou crime de furto mediante fraude em detrimento de Maria Aparecida e, apesar de seu sua filha
adotiva, não é isenta de pena.

Vejam a dificuldade desta questão: as 4 alternativas são MUITO semelhantes. Na verdade elas foram estruturadas tendo como base uma mesma composição semântica, sendo que as hipóteses passaram por um realocamento, alternativa por alternativa.

Em duas alternativa (A e C) Paula Rita praticou estelionato e nas outras duas ela praticou furto mediante fraude. E em duas ela, por ser filha adotiva, não é isenta de pena (C e D) e nas outras ela é isenta de pena.

E agora?

A construção das alternativas é feita para confundir e matar qualquer chance de chute: ou o candidato sabe ou não.

O primeiro ponto para resolvê-la é saber diferenciar os institutos:

a) qual a diferença entre estelionato de furto mediante fraude;

b) qual a diferença entre ser filha adotada e responder ou não pelo crime;

O candidato que sabe distinguir ao menos um dos dois pontos já consegue eliminar duas alternativas.

Muito bem!

O examinador, com a questão da distinção entre estelionato e o furto qualificado, quis estabelecer uma confusão conceitual na cabeça do candidato, e filtrar aqueles que sabem a diferença entre um e outro instituto.

Vamos imaginar que não sabemos. De que forma estabeleceremos então a distinção entre um e outro?

Vamos reduzir os conceitos a suas estruturas básicas, ou seja: vamos simplificar!

Qual é a diferença entre furto e estelionato? essa é a pergunta-base, e essa pergunta vocês sabem responder.

Agora, da narrativa acima, qual é a que se aproxima mais de uma das duas figuras?

Antes de continuarem a leitura, realmente pensem: de qual tipo penal (furto SIMPLES e estelionato) a narrativa do enunciado mais se aproxima?

…..

Do estelionato, não é? De furto a narrativa não tem nada. O furto mediante fraude não pode ser um desdobramento distante do furto simples, ou seja: a coisa é subtraída sem o conhecimento da vítima. Com a fraude, a coisa é subtraída (este é o núcleo do tipo) mas de forma que a vigilância da vítima é obliterada pelo ladrão.

O estelionato é diferente! A coisa é subtraída, mas a vítima facilitou a ação, pois foi enganada pelo estelionatário. A coisa é entregue voluntariamente, só que a vítima não sabe que destino a coisa irá tomar, pois o estelionatário oculta suas intenções.

A conduta de Paula Rita não se aproxima com o conceito de furto simples, e, por derivação, não pode ser também o furto mediante fraude. Logo, tem de ser estelionato.

Quanto ao fato dela ser filha adotiva, um pouco de conhecimento de Direito Civil ajuda: os filhos adotados tem os mesmos direitos dos filhos naturais.

A questão relevante é: os filhos respondem penalmente por este crime?

A lei responde:

Art. 181 – É isento de pena quem comete qualquer dos crimes previstos neste título, em prejuízo:

I – do cônjuge, na constância da sociedade conjugal;
II – de ascendente ou descendente, seja o parentesco legítimo ou ilegítimo, seja civil ou natural.

Daqui não há como fugir: ou sabe a lei ou não consegue responder com segurança.

Vejam então o quão difícil foi esta questão:

a) 4 alternativas parecidas, o que pode gerar confusão no candidato;

b) enunciado pertinente quanto ao problema, ou seja, questão problematizadora;

c) necessidade de domínio de conceitos, no caso, entre furto mediante fraude e estelionato, e;

d) necessidade de conhecimento de uma escusa absolutória, no caso, o fato da autora ser filha da vítima.

————

De um modo geral, no Exame de Ordem, de 70 a 75% das questões fazem uma comunicação com o texto legal, e dele derivam. Em alguns casos é possível salvar a questão pelo raciocínio, mas em regra é preciso mesmo dominar a lei.

De um modo geral, cada questão apresenta 2 alternativas altamente improváveis, e essas são em regra fáceis de identificar. Não raro, a diferença entre a certa e a errada está nos detalhes, e é neles, nos detalhes, que a banca induz o candidato ao erro.

Mas, também em regra, com uma atenção ao raciocínio é possível ao menos iniciar a trilha correta em busca da resposta adequada.

Vamos a mais um exemplo:

2

A questão acima é rasgadamente conceitual. Observem que o enunciado é de extrema pobreza, sem apresentar ao candidato praticamente nenhuma informação relevante. Na realidade, só importa no enunciado a opção da banca pela alternativa correta. Se retirássemos o resto a identificação da escolha certa em nada seria comprometida.

Isso obriga o examinando a ponderar detidamente em cada alternativa. E cada alternativa guarda vínculo com um dispositivo específico do CPC. Aqui reside a dificuldade maior: o candidato tem de ter um domínio amplo sobre o tema.

(A) É defeso ao autor intentar novamente a ação que, a requerimento do réu, foi extinta sem resolução do mérito por abandono da causa por mais de trinta dias, se não pagar ou depositar em cartório as despesas e honorários a que foi condenado.

Alternativa correta, de acordo com o artigo 28 do CPC:

Art. 28. Quando, a requerimento do réu, o juiz declarar extinto o processo sem julgar o mérito (art. 267, § 2o), o autor não poderá intentar de novo a ação, sem pagar ou depositar em cartório as despesas e os honorários, em que foi condenado.

Observem que o enunciado é o próprio texto da lei, cuja redação foi apenas parafraseada.

(B) O prazo para interposição de recurso será contato da data em que os advogados são intimados da decisão, da sentença ou do acórdão, sendo vedada a intimação em audiência, ainda que nessa seja publicada a sentença ou a decisão.

Vedada a intimação da audiência? Esse trecho matou a questão:

Art. 506. O prazo para a interposição do recurso, aplicável em todos os casos o disposto no art. 184 e seus parágrafos, contar-se-á da data:

I – da leitura da sentença em audiência;

(C) A arguição de incompetência absoluta de juízo deverá ser alegada pela parte em preliminar de contestação ou por meio de exceção no prazo de resposta do réu, sob pena de prorrogação de competência. Em sendo aquela declarada, somente os atos decisórios serão nulos.

Prorrogação de competência? Hummm…isso não é algo que acontece com a incompetência relativa?

Art. 113. A incompetência absoluta deve ser declarada de ofício e pode ser alegada, em qualquer tempo e grau de jurisdição, independentemente de exceção.

A questão é de ordem pública, logo, a alternativa não poderia ser correta.

(D) Aquele que detenha a coisa em nome alheio, demandado em nome próprio, deverá nomear à autoria o proprietário ou possuidor. Instado a se manifestar, caso o autor se mantenha inerte, findo o prazo legal, presume-se que a nomeação à autoria não foi aceita.

 O detalhe do detalhe!

O uso do termo não definiu o sentido da alternativa, tornando-a errada:

Art. 68. Presume-se aceita a nomeação se:

I – o autor nada requereu, no prazo em que, a seu respeito, Ihe competia manifestar-se;

II – o nomeado não comparecer, ou, comparecendo, nada alegar.

Aqui a consubstanciação do famoso peguinha, onde o candidato é derrubado pela sutileza do detalhe. O termo não altera o sentido dado pela norma, invalidando a alternativa. só quem conhece de forma detalhada a questão é que consegue identificar.

Vejam a dificuldade de tal questão! Os temas transitam por boa parte do CPC e exige do candidato um domínio bem abrangente da disciplina. Isso sem contar os peguinhas e os detalhes de cada alternativa.

Os exemplos de questões complicadas na OAB são inúmeros e poderíamos passar vários dias escrevendo sobre isto. Em regra, eventual metodologia para lidar com elas encontra obstáculo na necessidade de se dominar com alguma desenvoltura a matéria objeto da questão.

Não existe macete, esquema ou método para lidar com esse tipo de questão: tem de estar realmente preparado.

No máximo, o candidato pode filtrar nos pequenos detalhes eventuais erros, mas isso quase nunca conduz à alternativa correta de forma inquestionável.

A prova objetiva é estruturada da seguinte maneira:

1/4 de questões consideradas fáceis pela organizadora;

2/4 de questões consideradas medianas;

1/4 de questões consideradas difíceis.

É essa a lógica que norteia a estruturação do grau de dificuldade da prova, e essa lógica é pré-determinada pela própria FGV. Alguém aqui lembra da prova objetiva do IX Exame de Ordem? Foi a pior prova até então aplicada, e foi a pior porque a lógica estruturante dela foi alterada. Ela foi construída assim:

1/4 de questões fáceis;

1/4 de questões medianas;

2/4 de questões difíceis.

A pancada foi tão violenta que a OAB sequer publicou a lista preliminar de aprovados, para a chiadeira não ser muito grande. Pelo o que apurei, a aprovação naquela 1ª fase, sem as anuladas, foi de 7 ou 8%.

O apocalipse!

Isso tudo serve para alertá-los da necessidade de uma leitura profunda dos enunciados e alternativas e da observância dos pequenos detalhes no sentido das afirmações.

Não é fácil, óbvio, mas não é impossível.

E fica aqui mais uma vez uma dica importantíssima: não queimem os miolos com questões difíceis. Se não sabe a resposta de plano, pule para a próxima e deixem as complicadas para depois. A leitura atenta demanda tempo, e vocês não podem comprometer o todo ao focar exclusivamente na parte.

- Categoria: Estatísticas

O perfil socioeconômico do Exame de Ordem: aprovados por sexo, faixa etária, cor, escolaridade e renda familiar

Quando os candidatos vão se inscrever no Exame da OAB necessariamente têm de preencher um formulário que inclui um conjunto de informações de cunho demográfico e socioeconômico a respeito de cada examinando. Com base em análises desse banco de dados, esta seção busca traçar o perfil dos inscritos, comparando-os com as informações relativas aos examinandos aprovados no mesmo período.

Uma vez que os dados passaram a ser coletados a partir do VII Exame, as análises apresentadas a seguir foram baseadas nos dados informados pelos 833,1 mil examinandos inscritos entre o VII e o XIII Exame. Desse total, 135,9 mil examinandos
(16,3%) foram aprovados.

Como apresentado no Gráfico 7, as mulheres, embora maioria entre os inscritos (53,8%), apresentaram um desempenho ligeiramente inferior ao observado entre os candidatos do sexo masculino em termos de taxa de aprovação média (15,9%, contra 16,7%).

1

Com relação à estrutura etária, a maior parte dos examinandos apresentava, no ato da inscrição, entre 20 e 25 anos, incluindo 33,6% (279,5 mil) dos inscritos e 51,9% (70,6 mil) dos aprovados (Gráfico 8). Considerando-se as sete edições avaliadas, a taxa de aprovação média dos integrantes deste grupo etário foi de 25,3%, nove pontos percentuais acima do desempenho médio dos examinandos (16,3%). Como evidencia o Gráfico 8, o desempenho de cada grupo varia inversamente à faixa etária:
quanto mais idade, menor a taxa de aprovação de seus integrantes.

2

Com efeito, ao se considerarem as três primeiras faixas etárias (isto é, examinandos com até 30 anos), a proporção de inscritos e de aprovados correspondeu, respectivamente, a 55,7% e 72,5% do total. A taxa de aprovação média dos examinandos, por sua vez, reduz-se para 21,3%, e a diferença para o desempenho médio no Exame cai para cinco pontos percentuais.

Interessante observar que os examinandos mais jovens (com até 20 anos), a despeito de contabilizarem o menor número de inscritos e aprovados no Exame de Ordem, corresponderam ao grupo etário com melhor desempenho nas sete edições avaliadas, com taxa de aprovação média de 31,1% – quase o dobro da média geral.

Aos examinandos também foram requisitadas informações com respeito à autodeclaração de cor, cujos resultados são apresentados no Gráfico 9. Em termos de representatividade no Exame, 64,7% dos inscritos declararam-se brancos e 32,5% negros. Amarelos e indígenas representaram, conjuntamente, apenas 2,8% dos inscritos. Entre os aprovados, a representatividade daqueles que se declararam brancos foi de 68,9%, negros corresponderam a 28,7%, e amarelos e indígenas 2,4%.

1

Como se nota, em termos de desempenho, entre o VII e XIII EOU, a taxa de aprovação média foi maior entre aqueles que se declararam brancos (17,5%), seguidos por amarelos (15,6%), negros (14,4%) e indígenas (12%).

O quantitativo de inscritos e aprovados segundo o tipo de escola em que cursaram o ensino médio também revela nuances importantes com relação ao desempenho no Exame. Como é possível notar a partir dos dados oferecidos no Gráfico 10, a
seguir, 51,5% dos inscritos (428 mil examinandos) frequentaram integralmente ou a maior parte do ensino médio em escolas públicas; 43,8% (365 mil) estudaram integralmente ou a maior parte em escolas privadas e 4,7% estudaram tanto em
escolas públicas quanto em privadas.

No conjunto de examinandos aprovados, por sua vez, 53,4% estudaram integralmente ou em maior parte em escolas privadas; 44% estudaram em escolas públicas e 2,6% passaram pelos dois tipos de escola durante o ensino médio.

Com relação ao desempenho, as taxas de aprovação mais elevadas foram observadas entre aqueles que estudaram integralmente em escolas privadas (22,6%). Já entre os que estudaram integralmente em escolas públicas, a taxa de aprovação média entre o VII e o XIII EOU foi de 15,4%, abaixo do desempenho médio de todos os examinandos considerados (16,3%).

1

De acordo com o Gráfico 11, o desempenho no Exame também varia com o rendimento familiar do examinando. Para aqueles que informaram rendimento familiar entre 4,5 e 30 salários mínimos ou mais, por exemplo, a taxa de aprovação média é superior à média geral nos exames avaliados (isto é, acima de 16,3%). De forma diversa, entre os que reportaram rendimento familiar de até 4,5 salários mínimos, o desempenho observado (1,8%) foi inferior à média geral.

1

Em termos de distribuição percentual, 46,7% dos inscritos e 53,3% dos aprovados informaram que o pai havia concluído ao menos o ensino superior (incluindo graduação, pós-graduação, mestrado ou doutorado). Comparativamente, enquanto a taxa de aprovação média deste grupo era de 18,6%, a proporção média de examinados aprovados cujo pai havia cursado até o ensino médio era de 14,3%.

Outra variável considerada nesta avaliação é a escolaridade do examinando no ato de inscrição. Como evidenciado no Gráfico 13, as taxas de aprovação observadas foram maiores entre os estudantes de graduação do 9º e 10º períodos (respectivamente,
29,8% e 19,8% – média de 24,8%) e do 5º ano (23,5%). Comparativamente, os bacharéis em Direito – maioria no Exame – apresentaram desempenho significativamente inferior (12,6%).

1

Em termos de representatividade, os bacharéis correspondem a 67,7% dos inscritos e 52,5% dos aprovados. Estudantes de 10º período representam 14,2% dos inscritos e 17,2% dos aprovados; estudantes de 9º período perfazem 11% do total de inscritos e 20% do total de aprovados; e estudantes de 5º ano 7,1% dos inscritos e 10,3% dos aprovados.

A próxima seção apresenta os principais resultados das últimas edições do Exame Unificado da OAB, destacando a evolução do número de inscritos, e demais informações pertinentes ao desempenho dos inscritos nas modalidades das provas e das seccionais.

Texto do relatório “O Exame de Ordem em Números – Volume II” da FGV.

- Categoria: Como se preparar para a prova, Cursos do Portal

No próximo sábado teremos o Projeto Super UTI! Como tirar o melhor proveito das dicas?

Está chegando do dia do Super UTI! Faltam só 5 dias para o nosso curso de dicas INTENSIVAS para a 1ª fase da OAB!

fb-20-todos

E para que serve o Super UTI?

Super UTI Online

E quem mora em MACEIÓ/AL pode fazer o curso presencial - Super UTI Presencial

O Exame de Ordem segue, de um modo geral, um roteiro de temas. Melhor explicando, poder-se-ia dizer que o universo de temas jurídicos abordados na prova da 1ª fase é mapeável e já é relativamente conhecido.

Caro, esse universo é bem extenso, mas ao mesmo tempo tem sua constância.

O Super UTI então é um resumo dos temas de Direito que os professores do Portal, cada um em sua especialidade, acredita que serão cobrados na prova.

É uma abordagem pontual, direta, objetiva dos temas com maiores possibilidades de serem exigidos pela banca.

E qual é o grau de eficácia?

O feedback colhido até hoje entre os candidatos de provas passadas é que é possível acertar algo entre 5 a 8 questões na prova com as dicas extras dadas pelo Super UTI. Isso na média do retorno dado pelos candidatos.

Só isso?

Ao contrário, TUDO isso!

São de 5 a 8 questões a MAIS que o candidato aproveita.

É necessário acertar 40 questões na prova objetiva. De 5 a 8 questões entre 40 já é algo muito significativo em especial contando com a curta duração do Super UTI – 9 horas.

Aproximadamente 23% dos candidatos reprovados na 1ª etapa ficam ficam na faixa dos 37-39 pontos. Quem irá fazer a prova pela 1ª vez não sabe o que é o frisson em torno dos recursos e das anuladas, e quem já fez e fará novamente entende muito bem este momento.

O Super UTI serve para vencer essa diferença, dar o “plus” faltante visando assegurar os 40 pontos!

E como aproveitá-lo bem?

Eu diria que o aproveitamento do Super UTI se dá em duas etapas. A primeira, e óbvia, é prestar muita atenção e anotar tudo durante sua apresentação. Quem for aluno online ainda pode rever a aula em seu computador e reforçar a fixação do conteúdo ou pegar um ponto que no momento não foi bem compreendido ou aproveitado.

A segunda etapa está e revisar todo o conteúdo e tentar se lembrar pontualmente de cada tópico abordado pelos professores. Isto, obviamente, não se dá em apenas um dia, mas é perfeitamente realizável em dois ou três. De preferência três, com o terceiro exatamente na véspera da prova.

Creiam-me: o Super UTI tem feito a diferença para muitos, mas muitos dos nossos alunos.

É isso aí! No próximo sábado dia 07/03,  transmitiremos ao vivo, diretamente de Maceió, o Projeto Super UTI!

As dicas do Super UTI valem ouro! Não percam esse super evento online!

Próximo sábado aqui no Portal Exame de Ordem!

- Categoria: Como se preparar para a prova

Reta final de preparação para prova da 1ª fase: o que priorizar analisando o desempenho médio dos candidatos nas edições anteriores?

1

E agora? O que priorizar nessas duas últimas semanas?

Faltam 17 dias para a prova: como está preparação de vocês?

Na próxima sexta-feira teremos o último simulado do Portal, e nele vocês poderão enfim “sentir” como está o grau de preparação para a prova do dia 15.

Agora, faltando 2 semanas para a prova, a preparação deve estar quase ultimada, ao menos para a maior parte dos candidatos.

IMPORTANTE: quem está seguindo um cronograma de estudos DEVE se manter fiel a sua execução. O que vou escrever aqui deve ser visto como uma atividade EXTRA.

Agora, com a resolução dos nossos dois simulados, e de várias outras provas, certamente vocês já devem ter uma boa noção do atual estágio de preparação.Quem não fez os simulados e não tem essa perspectiva ainda deve fazê-los o quanto antes, inclusive para aproveitar o 3º simulado, que será liberado na sexta:

A importância de se fazer um simulado para a prova da 1ª fase da OAB

1º Simulado XVI Exame de Ordem (1ª fase)

GABARITO – 1ª SIMULADO XVI Exame de Ordem (1ª Fase)

2º Simulado XVI Exame de Ordem (1ª fase)

GABARITO – 2ª SIMULADO XVI Exame de Ordem (1ª Fase)

Com a resolução dos simulados e de provas anteriores vocês agora devem ter uma noção do atual estágio de preparo.

A mensuração de desempenho, portanto, tem o condão de mostrar as virtudes e as deficiências.

Compreendendo a análise estatística de desempenho e sua importância na preparação para a 1ª fase da OAB

A partir do reconhecimento dos pontos fortes e fracos, o candidato tem de fazer para si mesmo uma série de perguntas bastante pertinentes, exatamente para cobrir os pontos fracos e assegurar a aprovação na prova objetiva:

1 – Os pontos fortes são o suficiente para assegurar no mínimo 48 acertos na prova? Ou seja, 60% da pontuação total?

Porque 60%? A ideia é, como já escrevi em outras oportunidades, é ter uma gordura para queimar considerando a probabilidade de erro. Esses 60% representam uma margem mínima de segurança no caso, exatamente, da falibilidade do ser humano.

Se o candidato nos simulados e nas provas está ali na faixa dos 40 pontos, o risco para ele é bem maior. Um desempenho acima dos 50% é importantíssimo.

Daqui partimos para o ponto 2:

2 –  Compensa mais reforçar o que se sabe ou partir para as disciplina cujo desempenho não foi bom?

Se o candidato tem uma média de acertos na casa dos 60% ele tem a margem para fazer duas escolhas: reforçar o que já sabe, com muita revisão, ou tentar ampliar a margem e atacar os pontos fracos. Qualquer uma das escolhas é aceitável.

Mas se o candidato está na faixa dos 38-42 pontos, em especial abaixo dos 60%, eu recomendo o estudo de disciplinas em que o desempenho não é bom. É importante conseguir pontos onde o conhecimento não é tão consistente. Aqui a escolha é mais óbvia, pois reforçar o que já se sabe não tem a propensão de modificar o desempenho final de forma relevante.

Isso é importante!

E, uma vez de posse da compreensão das próprias virtudes e debilidades, quais disciplinas atacar?

Este é um ponto NEVRÁLGICO!

O candidato não pode fazer qualquer escolha, seguindo dicas que indicam genericamente as disciplinas a serem estudadas. A escolha é CUSTOMIZADA, ou seja, personalíssima em função da averiguação das próprias capacidades! A escolha é baseada no próprio desempenho, na quantidade de questões e no volume de conteúdo a ser estudado.

Ou seja: neste caso, fórmulas prontas ATRAPALHAM ao invés de ajudar!

Vamos avaliar isso de forma prática!

Primeiro vamos ver como foi a distribuição de questões na última prova do Exame:

Ética - 10 questões

Direito Civil - 7 questões

Constitucional - 6 questões

Direito Administrativo - 6 questões

Direito Processual Civil - 6 questões

Direito Penal - 6 questões

Direito do Trabalho - 6 questões

Direito Processual do Trabalho - 6 questões

Direito Processual Penal - 5 questões

Direito Empresarial - 5 questões

Direito Tributário - 3 questões

Direitos Humanos - 3 questões

Filosofia - 2 questões

Direito Internacional - 2 questões

Direito Ambiental - 2 questões

ECA - 2 questões

Direito do Consumidor - 2 questões

Ética é um caso a parte e não será abordado aqui. Essa disciplina deve ser estudada somente a partir da quinta-feira da semana da prova. No momento ela não é o foco.

No mais, o candidato deve fazer a seguinte ponderação: quais disciplinas ele deve dar um enfoque especial, considerando aqui o que ele domina, o que ele não domina, o peso das disciplinas escolhidas em função da prova e o volume de conteúdo a ser estudado.

Direito Civil e Processo Civil, por exemplo, possuem um conteúdo bem extenso. Compensa estudar essas duas disciplinas agora, mesmo que o desempenho nelas não tenha sido bom?

Por sua vez, Filosofia tem um conteúdo mais complicadinho e só exigem 2 questões. Como pensa estudar?

Entrar de corpo e alma em Direito do Consumidor vai impactar severamente no desempenho? Talvez Direito Processual do Trabalho traga melhores frutos, caso o desempenho nesta disciplina não seja dos melhores neste momento. Afinal, enquanto em um só caem duas questões, no outro são cobradas seis questões.

Que tal, em termos de perspectiva, olharmos o desempenho médio por disciplina dos examinandos ao longo das edições do Exame de Ordem unificado, desde o II Exame até a X edição? Esses dados podem ajudar na hora de decidir:

3

4

Com as estatísticas acima podemos fazer um ranking com base no desempenho dos candidatos por disciplina, ou seja, podemos apontar quais são as disciplinas que proporcionam uma melhor resposta dos candidatos considerando a média:

1º) Ética Profissional - 65% de aproveitamento médio (10 questões)

2º) Direito do Consumidor - 58,4% de aproveitamento médio (2 questões)

3º) Estatuto da Criança e do Adolescente - 51,3% de aproveitamento médio (2 questões)

4º) Direito Administrativo - 48,2% de aproveitamento médio (6 questões)

5º) Direitos Humanos - 47% de aproveitamento médio (3 questões)

6º) Filosofia do Direito –  46,9% de aproveitamento médio (2 questões)

7º) Direito Ambiental - 46,7% de aproveitamento médio (2 questões)

8º) Processo Penal - 45,2% de aproveitamento médio (5 questões)

9º) Direito Tributário - 43,3% de aproveitamento médio (4 questões)

10º) Direito Civil - 42,5% de aproveitamento médio (7 questões)

11º) Direito do Trabalho - 41,0% de aproveitamento médio (6 questões)

12º) Direito Constitucional - 40,8% de aproveitamento médio (7 questões)

13º) Processo Civil - 39,1% de aproveitamento médio (6 questões)

14º) Processo do Trabalho - 38,8% de aproveitamento médio (5 questões)

15º) Direito Penal - 38,5% de aproveitamento médio (5 questões)

16º) Direito Internacional - 37,9% de aproveitamento médio (2 questões)

17º) Direito Empresarial - 30,4% de aproveitamento médio (5 questões)

A partir daí vocês devem fazer essa ponderação. É muito cômodo oferecer respostas prontas, mas o candidato tem de ter a compreensão de que possui suas próprias particularidades, e dicas e respostas genéricas são cômodas, mas não exatamente eficientes.

Reflitam com calma e façam a melhor escolha sempre tendo em mente o próprio desempenho, as virtudes e possíveis limitações.

E não se esqueçam!

Independentemente da escolha agora é hora, mais do que nunca, de resolver muitas questões para verdadeiramente entrar no ritmo da prova!

Como SUGESTÃO minha (só sugestão, sem afirmações categóricas, pois a análise é sempre personalizada), sugiro que vocês estudem, independentemente do que escolherem, ECA e Consumidor, pois não só os candidatos, na média, aproveitam melhor essas disciplinas como o volume de estudo é pequeno, nos mesmos moldes do Estatuto da OAB.

Em pouco tempo o candidato poderia estudar o suficiente para assegurar 14 pontos na prova, o que não é nada desprezível.