Maurício Gieseler

Maurício Gieseler

Advogado em Brasília (DF), este blog é focado nas questões que envolvem o Exame Nacional da OAB, divulgando informações e matérias atualizadas, além de editoriais, artigos de opinião e manifestações que dizem respeito ao tema. Colocamos, também, a disposição de nossos visitantes provas, gabaritos, dicas, análises críticas, sugestões e orientações para quem pretende enfrentar o certame. Tudo sobre o Exame de Ordem você encontra aqui.

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- Categoria: Ensino jurídico

Vem aí o maior evento do Brasil sobre o NOVO CPC: II Congresso Jurídico Online de Direito Processual Civil

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Entre 18 a 21 de março a comunidade jurídica brasileira estará em frente ao computador para acompanhar, em tempo real e gratuitamente, as palestras interativas, mesas, debates e conferências ministradas pelos maiores processualistas do país, no II Congresso Jurídico Online de Direito Processual Civil, promovido pelo CERS Cursos Online.

Vejam só os dados deste congresso:

1 – 20 horas de palestras

2 – 26 palestrantes

3 – Ao vivo

4 – Online

5 – Inscrição gratuita

Link para a inscrição: II Congresso Jurídico Online de Direito Processual Civil

Será o maior encontro jurídico da internet brasileira!

- Categoria: Advocacia, Motivacional

Reportagem do Fantástico detona com a imagem dos advogados: que lição VOCÊ pode tirar disto?

Imagem: Reprodução

Imagem: Reprodução

Como quase todo o mundo jurídico está sabendo, no último domingo o programa Fantástico, da Rede Globo, divulgou uma reportagem sobre supostos golpes dados por advogados contra agricultores pobres em algumas regiões do país. A matéria, em um nítido tom sentimentalista, deu uma bela arranhada na imagem da classe:

Advogados são acusados de dar golpe em aposentados rurais

E, vamos combinar, a matéria, bem editada e em um tom bastante emotivo, realmente comove por colocar pessoas simples, com pouca instrução, como vítimas de profissionais que pela própria formação acadêmica estariam em uma natural posição de superioridade intelectual.

Não dá para medir o impacto da matéria na imagem dos advogados como um todo, mas certamente fez um estrago danado na imagem dos profissionais nela retratados.

O site do Conselho Federal da OAB, sem perder tempo, publicou uma nota do colégio de presidentes repudiando a forma como a questão foi tratada:

A diretoria da OAB Nacional e o Colégio de Presidentes de Seccionais divulgaram manifestação conjunta sobre a matéria do Fantástico que trata de alegada cobrança abusiva de honorários advocatícios.  Eis o inteiro teor da manifestação:

Diante da veiculação da matéria “Advogados cobram valores abusivos para defender aposentados”, no “Fantástico”, edição de 25/01/2015, o Colégio de Presidentes da OAB esclarece que são casos isolados e que a maioria absoluta dos advogados previdenciários atua de forma ética, honesta, buscando o justo equilíbrio na cobrança dos honorários pactuados com os clientes.

Enfatizamos que a OAB Nacional e as Seccionais estaduais da Ordem defendem uma rigorosa e profunda investigação, para a punição dos profissionais e eventualmente envolvidos. A ética é fundamental para a valorização da advocacia.  Ressaltamos que atitudes como as retratadas na matéria são praticadas por uma minoria de profissionais, sendo a quase totalidade da classe composta por honrados e dignos advogados.

É missão do advogado defender os direitos do jurisdicionado e dar materialidade à cidadania, com elaboração das peças processuais e diligências necessárias no acompanhamento das ações, ao longo dos anos.  A fixação da verba honorária deve ser pactuada por um contrato privado entre as partes e remunerar condignamente o trabalho do advogado. Não deve ser fixada aquém da razoabilidade ou do mínimo legal; nem ser abusiva.

Afirmamos que a cobrança de honorários, em todas as áreas da advocacia, tem seus limites definidos no Código de Ética e sua infração se traduz em falta disciplinar,  que deve ser  comunicada a Ordem, para que as providências disciplinares possam ser adotadas.

Reafirmamos nossa mais integral confiança na advocacia brasileira, séria, ética e comprometida com os valores da cidadania, ao tempo em que, como todos, condenamos aqueles que não seguem os preceitos éticos que nos conformam.

OAB Nacional

Colégio de Presidentes da OAB

Fonte: OAB

E não só o CFOAB como também várias seccionais, além de muitas manifestações (a favor e contrárias) nas redes sociais.

Mas qualquer questionamento da classe nunca vai atingir o mesmo universo de pessoas e nem mesmo tem como, de plano, desconstruir uma percepção construída de forma tão emotiva pelo Fantástico.

O estrago está feito.

Resumindo: a advocacia não gostou da reportagem, em especial devido à corrosão gerada na imagem da classe como um todo.

Mas meu objetivo aqui não é falar sobre como se cobrar honorários ou se a postura dos advogados foi ou não correta. Quero falar de uma outra coisa, IMPORTANTÍSSIMA para qualquer tipo de profissional e, em especial, para os que vivem como profissionais liberais.

Estou falando da REPUTAÇÃO.

Assim que terminei de ver a matéria de me lembrei de um livro que TODO o advogado deve ler (e quem não é advogado também): As 48 Leis do Poder, de Robert Greene.

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O livro é bastante controverso, pois o autor, logo de plano, faz questão de enfatizar que o princípio por detrás das tais leis é amoral.

Não se trata de ser moral ou imoral, e sim, amoral. A amoralidade é aquilo que está fora do campo da moral, neutro sob o aspecto da ética. De uma forma prática, um indivíduo amoral vive sem as condições subjetivas exigidas para que os seus atos ou juízos sejam morais.

E este é o ponto: o objetivo das leis é proporcionar a apreensão do PODER, independentemente de seu viés ético. É algo bastante controverso em si mesmo, mas é difícil negar a efetividade das regras.

Greene considera que o poder em si mesmo é amoral e seria fundamental para obtê-lo ver as circunstâncias de forma pragmática, sem atentar para um o “lado bom” ou “lado ruim” dos fatos. Daí a amoralidade.

O importante, sob este prisma, não é julgar ninguém por suas reais intenções, e sim pelas consequências de suas ações.

Greene deixa bem claro quais são suas intenções:

“Considere As 48 Leis do Poder como uma espécie de manual das artes da dissimulação”

(…)

As leis possuem uma premissa simples: Certas ações quase sempre aumentam o poder de alguém (o cumprimento da lei), enquanto outras o diminuem e até o arruínam (o desrespeito à lei). (…) As leis são eternas e definitivas.”

Neste ponto Greene ressalta o pensamento de um de seus personagens favoritos: Nicolau Maquiavel.

“O homem que tenta ser bom o tempo todo está fadado à ruína entre os inúmeros outros que não são bons. Por conseguinte, o príncipe que desejar manter a sua autoridade deve aprender a não ser bom, e usar esse conhecimento, ou abter-se de usá-lo, segunda a necessidade”

E por que lei lembrei desta obra? Porque se estamos falando de imagem, acabamos por ser remetidos para a 5ª lei do Poder:

“Muito depende da reputação – Dê a própria vida para defendê-la.”

Greene não perde tempo em justificar a Lei:

“A reputação é a pedra de torque do poder. Com a reputação apenas você pode intimidar e vencer; um deslize, entretanto, e você fica vulnerável, e será atacado por todos os lados. Torne sua reputação inexpugnável. esteja sempre alerta aos ataques em potencial e frustre-os antes que aconteçam. Enquanto isso, aprenda a destruir seus inimigos minando as suas próprias reputações. Depois, afaste-se e deixe a opinião pública acabar com eles.”

Não vou dizer aqui que os advogados atacados (e, reflexamente, a classe como um todo) seja inimiga do “Fantástico”, mas é bem isto que está acontecendo agora: a reportagem veio, fez seu estrago, e depois passou, não se envolve mais, apenas deixa que o juízo do público crie uma imagem negativa sob o ofício da advocacia.

O autor usa uma série de exemplos históricos para demonstrar os efeitos de sua lei, sempre considerando um ponto fundamental: nós somos seres sociais, vivemos em sociedade, e exatamente por isso a reputação é um elemento vital como chave para o poder. Se o meio social lhe vê mal, sua capacidade de influência, de dominação e do exercício de suas faculdades é gravemente minada.

E isso lhe fragiliza como pessoa.

“Quando você não se preocupa com a maneira como as pessoas o veem, está deixando que os outros decidam isso por você. Seja dono do seu próprio destino, e também da sua reputação.”

A reportagem do Fantástico serve, portanto, de alerta para todos os advogados e futuros advogados. A atuação de cada um é sujeita a ataques, não só de adversários, de magistrados, de políticos e mesmo até de clientes.

O Direito é a forma encontrada pela civilização para afastar o uso da força e civilizar a convivência. O Advogado, de uma forma figurada, é uma espécie de “soldado” que “luta” com seu oponente para estabelecer quem tem direito ao quê, sem que para isto haja um derramamento de sangue.

Advogar é a forma moderna de lutar pela vida.

E o advogado precisa, para poder se apresentar neste embate rebuscado pelo processo civilizatório ter sua honra o mais protegida possível, pois, do contrário, perderá, talvez, a sua arma mais importante.

O importante, nesta abordagem, é que TUDO seja pensado de forma que a reputação esteja devidamente protegida.

Os contratos têm de ser formais, por escrito e assinados;

As vestimentas precisam ser apresentáveis;

O linguajar precisa ser polido;

A apresentação social precisa de refinamentos;

O intelecto precisa estar afiado;

O estudo e o domínio do ramo jurídico precisam estar em dia;

O contragolpe a quem tenta lhe diminuir a imagem precisa ser imediato e maior que o ataque em si;

Cada ponto deste, se descurado, prejudica em alguma medida a IMAGEM do profissional. O advogado vive, principalmente, de sua imagem, e a imagem é uma construção, INDEPENDENTEMENTE se você é uma pessoa íntegra ou não.

A imagem não diz o que você é, ela mostra o que você aparenta ser!

E é isso que seduz as pessoas e abre seu espaço dentro da sociedade.

Nem preciso dizer que vocês devem comprar este livro, gostem de suas premissas ou não. E aprendam a lição que o Fantástico acabou por nos proporcionar.

Aliás, se a classe se viu prejudicada em sua imagem, pensem que não seria de todo o mal que cada um, ainda assim, tivesse uma imagem INEXPUGNÁVEL entre os seus clientes. Afinal, ser considerado honesto em um meio nem tão honesto assim (e aqui falo na teoria) tem um valor incomensurável.

Tratem isto com muita seriedade.

- Categoria: Como se preparar para a prova

Novo cronograma de estudos para o XVI Exame de Ordem

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Faltam 47 dias para a próxima prova objetiva do Exame de Ordem!

Agora, após a  publicação do edital, já lançamos mais um cronograma de estudos, em conformidade com o calendário restante para a prova.

Cliquem no link abaixo e façam gratuitamente o download do nosso Cronograma Emergencial de Estudos:

Cronograma especial de estudos para a 1ª fase do XVI Exame de Ordem

O cronograma está redondinho e tem por base o curso Completo para a 1ª fase do Portal Exame de Ordem.

Curso COMPLETO para o XVI Exame de Ordem

Confiram os nossos demais cursos para esta reta final:

Curso de Resolução de Questões para o XV Exame de Ordem

Lançados o Projeto UTI 60 Horas, Super UTI e o Combo UTI + Super UTI

Confiram também a melhor doutrina para a prova da 1ª fase:

Portal Exame de Ordem: Doutrina Direcionada 2ª ed

Mais de 1000 dicas para o Exame de Ordem – Lançamento

Apesar disso, o cronograma foi concebido excluindo algumas disciplinas. Umas foram eleitas em detrimento de outras, tudo em razão do prazo restante!

Não há mais tempo a perder!

- Categoria: Como se preparar para a prova

Como sustentar com consistência a concentração nos estudos?

Manter a concentração nos estudos! Esse é o objetivo principal de todo estudante.

Mas apesar de ser o sonho de todos, não são todos que conseguem manter de forma sustentada e sistemática a concentração na hora de estudar.

E quem consegue obtém para si uma vantagem imensa em relação aos demais, em especial quando falamos de concursos e vestibulares. Quanto ao exame de ordem, face ao pequeno lapso temporal para se preparar, de aproximadamente 4 meses entre uma prova e outra, manter a concentração é crucial para esgotar todo o conteúdo programático e fazer uma prova com boas chances de ser aprovado.

A concentração é fundamental para não só abordar o conteúdo a ser estudado como também para assimilá-lo de forma adequada, em conjunto com  uma estratégia de estudo. Poderíamos inclusive chamá-la de “fundamento primeiro” do estudo, tal sua importância.

Mas antes, o que é exatamente concentração?

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Vocês já ouviram falar das “Funções Executivas” do cérebro? Vamos começar por aqui.

De acordo com Joaquim Fuster, professor de psiquiatria e ciências do comportamento da UCLA, as funções executivas do cérebro são consideradas como “um conjunto de funções responsáveis por iniciar e desenvolver uma atividade com objetivo final determinado”.

Conceito complicado? Aparentemente sim, mas no fundo ele quis dizer que as funções executivas representa uma capacidade de solucionar problemas (abstratos ou não) com foco em um resultado final localizado no futuro.

Entre os elementos das funções cognitivas temos o estado de alerta, atenção contínua em um ou vários objetivos, tempo de reação e a fluência e flexibilidade do pensamento. Estas habilidades servem para auxiliar na busca de soluções para uma série de problemas propostos, e aqui falo de qualquer atividade humana que exija um fim. Essas funções visam atuar no comportamento, sempre em busca de um objetivo.

Elas organizam, de forma contextual, três capacidades do cérebro: perceptiva, mnésicas e práxicas.

A capacidade perceptiva é aquela em que a função cerebral que atribui significado a estímulos sensoriais decorrentes do nosso histórico de vivências passadas. Pela percepção organizamos e interpretamos as informações colhidas pelos nossos sentidos para atribuir-lhes um significado.

A capacidade mnésica está correlacionada com a memória. É a capacidade de retermos informações e utilizá-las posteriormente.

A capacidade práxicas está correlacionada coma ação, a forma como agimos e reagimos.

Essas capacidades que favorecem a possibilidade de soluções para problemas propostos, regulando nosso o comportamento.

As capacidades perceptivas, mnésticas e práxicas são organizadas pelas funções executivas do cérebro visando a seguinte sequência:

1. eleger um objetivo específico ( estudar, por exemplo);

2. decidir pelo início ou não da tarefa;

3. estabelecer o planejamento;

4. monitorar as etapas e verificar a convergência delas com o planejado;

5. alterar tudo se for necessário para se atingir o objetivo;

6. dar sequência ou interromper o projeto;

7. avaliação do resultado final.

Fazemos isso tudo de forma natural e intuitiva, sem pensar muito nos porquês: simplesmente fazemos. Mas por detrás da nossa naturalidade em agir, há uma série de etapas e atividades muito específicas tomando forma no cérebro, e compreender essas etapas ajudar a adotar soluções.

E aqui nós estamos querendo desenvolver a concentração.

As funções executivas permitem que possamos intervir nas mais diferentes exigências cognitivas, tal como termos desejo por algo, um propósito, planejar, agir em função do planejamento e o desejo, inibir distrações, estabelecer estratégias monitorar nossa atividade e ter persistência.

E aqui chegamos a um ponto crucial: qual é o custo disso para o cérebro?

A concentração é uma das funções executivas mais difíceis de sustentar! E é difícil porque envolve um custo fisiológico, e isso gera desgaste orgânico.

Ademais, quantos mais elementos o cérebro precisa lidar maior o desgaste e maiores são as chances da concentração ser perdida, ou, quanto mais complexa for uma atividade também a chance de perder o foco aumenta.

Eis o ponto: como sustentar o processo de concentração nos estudos?

1) dê ao cérebro pequenos intervalos de descanso

Assuma o fato, e ele tem causa de ordem fisiológica, que em determinado momento você vai perder o foco, e perderá porque ele faz parte de um processo natural de desgaste (cansaço) do cérebro. Desviando o foco por alguns instantes para uma atividade aleatória qualquer, o cérebro descansa e por voltar para mais uma “sessão de concentração”, atendendo ao objetivo inicialmente estabelecido, ou seja, estudar.

Mas antes é preciso conhecer alguns parâmetros, como por exemplo quanto tempo você consegue ficar estudando sem perder o foco; quanto tempo de intervalo é necessário para recuperar o cérebro; qual o período total de estudo que deve ser empregado ao longo de um único dia.

Cada organismo trabalha de forma diferente. Conheço pessoas com grande capacidade de concentração, algo natural nelas.  Outras, entram em um processo de dispersão com muita velocidade. Se conhecer é o primeiro passo.

O segundo é compreender o fenômeno da plasticidade cerebral e entender que o cérebro pode ser trabalhado ao longo do tempo para atender a maiores demandas de concentração.

Leiam o post abaixo:

Um pouco sobre o conceito de plasticidade cerebral e o início de um projeto de estudos

O terceiro é atuar, de forma deliberada, em busca do estabelecimento de um padrão de estudo, com monitoramento dos intervalos em que a concentração é exercida visando, exatamente, alongar esse prazo, sempre intercalando-o com intervalos de descanso.

Imaginemos aqui que uma pessoa consiga estudar por 15 minutos mantendo um estado adequado de concentração, e que precise de 20 minutos de descanso antes de retomar o processo de estudo, fazendo-o em 3 ou 4 sessões seguidas e diárias. Com o tempo, se o estudo for regularmente seguido, a pessoa idealizada conseguirá lentamente, acrescentando uns 5 minutos a cada 2 semanas, por exemplo, ao processo de estudo e retirando uns poucos minutos durante o processo de descanso.

Aqui entra o conceito da plasticidade cerebral, pois nosso cérebro é capaz de se modificar caso seja exposto a um estímulo constante e regular.

Ou seja, é possível trabalhar o desenvolvimento da capacidade de se concentrar, desde que haja um método para tal, além da compreensão do que se está fazendo e qual o objetivo a ser atingido.

2) reduza o volume de estímulos

Internet, whatsapp, facebook, twitter, instagran, vizinhos, parentes, achegados e namorados. Tudo isso, e muitas outras coisas, representam fontes de perturbação ao processo de concentração.

Não posso aqui descrever tudo o que retira a concentração, mas cada pessoa sabe bem o que lhe atrapalha.  Eliminar esses fatores é importante pois o desgaste do cérebro aumenta na medida em que ele tem de processar mais elementos. O cansaço e na subsequente perda de foco é uma resposta neurofisiológica do cérebro ao processar muitas informações.

Por isso professores sempre aconselham, como local de estudo, um lugar calmo, sem fontes extras de barulho ou distrações de ordem visual.

A distração é uma resposta a um desgaste. Não ignore-a!

3) mantenha a constância

Estudar deve ser uma atividade prazerosa,e por isso mesmo, em especial no começo da implantação do projeto de estudos, não tente “força a amizade”. Ninguém vai de verdade começar estudando 8 horas por dia. Não dá certo!

Ter a consciência de que não é preciso ir além, de fazer algo em excesso. Um longo tempo de estudo diário depende de um processo prévio de condicionamento. Vá com calma, dê tempo ao tempo e seja PERSISTENTE. Não permita que a ansiedade faça-o queimar etapas, pois isto vai atrapalhá-lo no futuro.

Não sei quanto tempo leva até alguém conseguir se concentrar – e estudar –  por muito tempo, pois cada organismo tem seu padrão de adaptação, mas em regra é um processo demorado que irá consumir alguns meses. Aceite o fato de que 4 ou 5 meses é um tempo razoável para se chegar a um estágio adequado de concentração.

Muito bem! Que tal começar o processo de condicionamento?

Comece com pouco, mas comece. O tempo, e um pouco de metodologia, farão o resto por você!

- Categoria: Como se preparar para a prova, Cursos do Portal

A resolução de questões para 1ª fase da OAB deve ser somente com provas da FGV?

Recebi uma simples pergunta, bastante interessante, de um leitor do Blog:

“Maurício, gostaria de saber se para o estudo da OAB a resolução de questões deve SER SOMENTE DA FGV?

A pergunta é pertinente pois a formulação das questões pela FGV não é exatamente igual ao do tempo do Cespe. Hoje nós já temos várias edições do Exame de Ordem sob a batuta da FGV, o que propicia um número muito bom delas para treinar a resolução de questões, com um volume que já pode ser considerado suficiente.

E aqui temos o primeiro ponto a ser observado. A formulação das questões guarda algumas distinções, mas a temática, o conteúdo programático, em princípio tem sido o mesmo, porquanto este é determinado pela OAB. Dessa forma, resolver questões do Cespe é importantíssimo para o processo de aprendizagem, e isso não só pela carência de questões da FGV.

O ideal, obviamente, é focar no estilo da banca responsável pelo certame, mas a resolução de exercícios de outras bancas também faz parte do processo de aprendizagem, apreende-se com a análise de qualquer questão o conteúdo previamente estudado, ajudando o candidato a fixá-lo na memória.

Há de se observar a existência de duas modalidades de elaboração de questões. A primeira é a conceitual, e a segunda é a problematizadora.

A modalidade conceitual (conteudista) envolve a compreensão de um conceito e sua identificação dentro da questão, atendendo-se ao enunciado. O candidato precisa conhecer o conteúdo e identificar a assertiva correta em função do enunciado.

A utilização da memória e a percepção do certo e do errado são as chaves para a solução.

No tempo do CESPE esse tipo de pergunta era a majoritária.Vamos olhar um exemplo retirado do Exame 2010.1:

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Observem que o candidato tem de conhecer o disposto na lei para responder a pergunta. Típica pergunta que exige o conhecimento da letra da lei. A resposta está na letra D.

Na modalidade problematizadora (operatória) o candidato precisa não só conhecer o conceito como também estabelecer um raciocínio para identificar qual a solução mais adequada para o problema. Neste caso, será necessário o uso do raciocínio para estabelecer a adequação entre o conceito, o problema hipotético e a solução adequada. Ou seja, é preciso raciocinar.

Vamos ver um exemplo retirado de uma das últimas edições, já na batuta da FGV:

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Percebem a diferença no esforço cognitivo para entender o problema e encontrar a solução correta. Aqui, a compreensão da história é muito mais importante do que no exemplo anterior.

Hoje a FGV dá mais prioridade a este tipo de enunciado, de uma forma diferente do que ocorria no tempo do CESPE. Tínhamos uma prevalência das questões conceituais, com o uso da letra da lei na formulação das questões, mas a FGV prefere questões que exigijam a aplicação da norma a um caso em concreto.

Mas essa é a grande diferença. Na prática, as questões são muito semelhantes e o que era cobrado no tempo do CESPE pode perfeitamente ser abordado agora, sem prejuízo para o processo de treino e preparação.

Como sugestão, acho interessante que questões de provas para técnicos e analistas judiciários também sejam resolvidas, inclusive por apresentarem um grau de dificuldade semelhante ou superior ao da OAB, desde que guardem relativa pertinência temática com o conteúdo cobrado no Exame de Ordem. Excelente para treinar.

Lembrem-se: o FOCO é, naturalmente, a FGV, mas a resolução de exercícios de QUALQUER banca é bom para se estudar, pois o Direito é sempre o mesmo.

Se vocês esgotarem tudo o que existe sobre Exame de Ordem (CESPE e FGV), e sentirem necessidade de irem além, podem seguir essa dica que não haverá problema algum.

De toda forma, não deixem dentro do processo de preparação para a prova de resolverem muitos exercícios. Essa é uma etapa fundamental no processo de aprendizagem.

Só cuidado com provas muito antigas e com questões superadas por inovações legais ou jurisprudenciais.

E aqui, neste ponto, não posso deixar de falar no nosso curso de CURSO DE RESOLUÇÃO DE QUESTÕES.

Vamos partir da premissa de que a 1ª fase do Exame de Ordem é o grande filtro, o momento em que a OAB faz o maior corte entre os candidatos inscritos.

Vamos assumir também que a lógica de aprovação na 1ª fase não é linear. Em algumas edições poucos logram sucesso, em outras, um número mais considerável consegue a aprovação.

Vejamos os dados mais recentes:

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É uma demonstração clara da dependência dos candidatos em relação ao humor da banca.

Uma forma de fugir das estatísticas negativas e lograr a aprovação no Exame é buscar a melhor preparação. Aliás, afirmar isso beira a ingenuidade. Se preparar muito  é a premissa básica para se maximizar as probabilidades de aprovação.

No livro The Little Book of Talent: 52 Tips for Improving Your Skills, do autor mais bem-vendido do The New York Times, Daniel Coyle, a explicação para esse aumento da eficiência está na constatação do fato de que, “para aprender, não se pode permanecer “apático”. A leitura é um processo passivo, você só deixa as palavras entrarem no seu cérebro. Para fixar, de fato, um conteúdo é necessário transformar o processo da leitura em algo ativo”.

Daí a sugestão do resumo, um processo ativo que demanda uma AÇÃO do leitor, saindo unicamente da leitura, que é um processo passivo.

Eis então a razão para vocês fazerem o nosso CURSO DE RESOLUÇÃO DE QUESTÕES.

Resolver questões, compreendê-las, praticar a lógica dos enunciados estão compreendidos dentro de um processo ativo, e, como tal, o examinando consegue estabelecer “pontes” de fixação do conteúdo estudado e maximiza seu aprendizado.

Esse é a lógica do curso.

Seguindo este perfil, assistir a aula (processo passivo), fazer anotações (processo ativo), compreender a lógica dos enunciados (processo passivo), resolver questões (processo ativo) formam um sistema de estudo capaz de proporcionar um aprendizado com significativo poder de retenção do conteúdo exigido no Exame de Ordem. e, somado com outras metodologias de estudo (leitura, por exemplo) preparam de forma intensa o candidato para a prova da 1ª fase.

E isso seguindo a lógica da FGV.

O feedback que este curso proporciona na hora da prova é realmente fantástico!

- Categoria: Fraude no Exame de Ordem

Advogados perdem a carteira por fraudarem o Exame de Ordem

O juiz Federal Jesus Crisóstomo de Almeida, da 2ª vara de Goiânia, julgou procedente ação do MPF/GO anulando o exame de Ordem em relação aos réus A.P.B., K.C.A., L.A.R. e E.L.C.M., determinando a devolução das suas carteiras de advogado. Ainda foram condenados ao pagamento de R$ 15 mil, cada um, por danos morais coletivos a serem pagos em benefício do Fundo de Defesa dos Interesses Difusos.

O MPF/GO, por meio do Núcleo de Combate à Corrupção, acusou-os de fraude no exame da OAB de dezembro de 2006. O parquet aguarda o julgamento das demais ações em trâmite – foram 14 ações civis públicas ajuizadas, em um total de 41 candidatos acusados de participação no esquema investigado pela operação Passando a Limpo.

Fraude

De acordo com o MPF, com a ajuda de uma quadrilha composta por oito pessoas, candidatos ao exame de Ordem de dezembro de 2006 chegaram a pagar até R$ 15 mil pela aprovação.

Em regra geral, na primeira etapa (prova objetiva), a quadrilha suprimia os cartões de respostas originais dos candidatos beneficiários da fraude, que eram substituídos por outros cartões falsos.

Na segunda fase (prova subjetiva), o modo de agir da quadrilha se dava pela revelação antecipada, com violação de sigilo funcional, das questões das provas prático-profissionais aos candidatos beneficiários; pela supressão das provas prático-profissionais originais, as quais eram trocadas por outras provas discursivas, contrafeitas pelos candidatos beneficiários, ou alteração da provas prático-profissionais pelos candidatos beneficiários – seguida pela falsidade ideológica e pela inserção de dado falso em sistema informatizado; pela supressão de documentos públicos; pela falsificação/uso de documentos públicos materialmente falsos; pela inserção de dados falsos em sistema informatizado, ou, ainda, pela conjugação de dois ou mais desses modos de agir.

O magistrado anotou na sentença:

O comportamento desonesto dos réus, que pagaram visando burlar o exame de ordem, denegriu a imagem e a credibilidade da OAB, abalou a confiança da sociedade em geral na habilitação e capacidade técnica dos advogados, bem como enfraqueceu a confiança dos candidatos que estudaram e se submeteram à prova nos termos da lei.”

Processo : 0006298-96.2012.4.01.3500

Veja a íntegra da sentença.

Veja a íntegra da sentença integrativa.

Fonte: Migalhas

Entenda o caso

Com a ajuda de uma quadrilha, composta por oito pessoas, candidatos ao Exame de Ordem da OAB/GO, de dezembro de 2006, chegaram a pagar até 15 mil reais pela aprovação. A quadrilha era composta por três “cabeças”: a secretária da Comissão de Estágio e Exame de Ordem Maria do Rosário Silva, que coordenava e operacionalizava as fraudes; e as advogadas Rosa de Fátima Lima Mesquita e Eunice da Silva Mello. Além delas, o grupo era formado ainda por Estevão Magalhães Zakhia, Euclides de Sousa Rios, José Rosa Júnior, Marcelo Monteiro Guimarães e Tadeu Barbalho André.

A fraude

Os 41 candidatos compraram as suas aprovações fraudulentas obtendo êxito em se inscrever, indevidamente, como advogados e receber as respectivas carteiras de identidade profissional, o que lhes habilitou, ilegalmente, ao exercício da advocacia.

Em regra geral, o modus operandi da quadrilha caracterizou-se, na primeira etapa (prova objetiva), pela supressão dos cartões de respostas originais dos candidatos beneficiários, que foram substituídos por outros cartões falsos.

Já na segunda fase (prova subjetiva), pela revelação antecipada, com violação de sigilo funcional, das questões das provas prático-profissionais aos candidatos beneficiários; pela supressão das provas prático-profissionais originais, as quais foram trocadas por outras provas discursivas, contrafeitas pelos candidatos beneficiários, ou alteração da prova prático-profissional pelo candidato beneficiário – seguida pela falsidade ideológica e pela inserção de dado falso em sistema informatizado –, pela supressão de documentos públicos, pela falsificação/uso de documentos públicos materialmente falsos e pela inserção de dados falsos em sistema informatizado, ou, ainda, pela conjugação de dois ou mais desses modos de agir.

Com informações do MPF/GO.

- Categoria: Motivacional

Inspiração: senhor de 82 anos é aprovado no XIV Exame de Ordem!

Vejam só a história de Antônio Simão de Castro, de 82 anos, aprovado no XIV Exame de Ordem. Com essa idade e firme e forte na luta pelos seus sonhos.

Não só é algo fantástico como também, sem dúvida, um belo exemplo para inspirar todos que desejam ser aprovados como, em especial, um exemplo de que os sonhos são acessíveis para quem mete a mão na massa.

Detalhe: ele se formou em 2010 e fez 6 cursos preparatórios até conseguir ser aprovado. Persistência é isso daí!

Confiram a matéria:

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Aos 82 anos, o bacharel em Direito  (foto) é a pessoa mais velha aprovada no exame da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) em Piracicaba.

Foram mais de quatro anos de estudo e cursos preparatórios desde que se formou na faculdade de Direito em 2010.

Segundo a presidência da 8ª Subseção, o fato é inédito e serve como exemplo para as novas gerações.

A história de desafios e superações do aposentado começou ainda na sua infância.

Filho de lavradores analfabetos, Castro nasceu em Pato de Minas (MG) no dia 25 de agosto de 1932.

Foi calçar o primeiro sapato aos 14 anos, quando arrumou um emprego de garçom em um bar na cidade natal, onde trabalhou por quatro anos, período em que também cursou o ensino primário.

Aos 18 anos, Castro mudou para São Paulo onde arrumou um emprego de cobrador de ônibus.

Trabalhando 10 horas por dia, o então jovem mineiro conseguiu conciliar trabalho e estudo e concluiu o ensino ginasial.

Prestou concurso público em 1962 e foi trabalhar como servidor da previdência social.

Desanimado com o salário, Castro buscou novos horizontes e conseguiu um trabalho como revisor de texto no jornal Folha de São Paulo e mais tarde, na Imprensa Oficial do Estado de São Paulo.

Aposentou em 1982, quando comprou uma chácara em São Pedro e voltou para o interior para criar os três filhos.

Em 2005, cansado da pacata vida de aposentado resolveu voltar a estudar.

Fez cursinhos preparatórios e passou em 13º lugar no vestibular para a faculdade de Direito da Universidade Estadual do Mato Grosso do Sul.

Como também havia prestado o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) recebeu uma bolsa do Prouni para cursar Direito no Instituto de Ensino Superior de Bauru, onde se formou em dezembro de 2010.

Desde então foram seis cursinhos preparatórios para a prova da OAB.

“Costumo dizer que nada é impossível quando realmente se está comprometido com o resultado positivo. Mas para que isto se tornasse uma realidade, tive de abdicar de muitas coisas para não desviar do foco”, afirmou Castro.

O próximo passo, segundo ele, é terminar uma pós-graduação em Direito do Trabalho e abrir um escritório especializado no setor.

“Como pretendo morrer com 130 anos, ainda tenho muito tempo de advocacia pela frente”, disse.

Para o presidente da OAB Piracicaba, Fábio de Moura, este é um feito inédito, que serve como referência para estudantes de Direito.

“Ele mostrou a todo mundo que é possível, sim, e que a idade não tem influência na profissionalização. A OAB tem a honra de recebê-lo em nosso quadro”, disse.

Moura ainda informou que Castro já está inscrito na Ordem e receberá a carteira entre o fim de fevereiro e começo de março deste ano.

Fonte: Jornal de Piracicaba

- Categoria: Ensino jurídico

Direito é o 2º curso mais procurado no SISU 2015

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Administração é o curso mais procurado no Sistema de Seleção Unificada (Sisu), informou o Ministério da Educação (MEC). O curso recebeu, até as 16h08, 291.282 inscrições. Em seguida, aparecem direito, com 251.987, e medicina, com 227.894. No total, 2.614.635 candidatos inscreveram-se no sistema. As inscrições podem ser feitas até 23h59 de hoje no site do Sisu.

As instituições que mais receberam inscrições foram as universidades federais do Ceará (176.523), de Minas Gerais (175.555), de Pernambuco (169.880), do Rio de Janeiro (166.353), da Bahia (139.848), de Goiás (139.769), da Paraíba (132.987) e de Alagoas (130.572), além do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (130.266) e da Universidade Federal Fluminense (127.821).

Em relação aos estados, Minas Gerais lidera em número de inscritos (306.635). Em seguida, vêm São Paulo (288.326), Rio de Janeiro (235.212), Bahia (194.109) e Ceará (170.536).

O Sisu oferece vagas em instituições públicas de ensino superior. Para concorrer, é preciso ter feito o Enem em 2014 e não ter tirado 0 na redação. Para quem ainda não se inscreveu, a recomendação é não deixar para a última hora.

Na primeira edição deste ano, o Sisu oferece 205.514 vagas em 5.631 cursos. O resultado será divulgado dia 26. Os candidatos que não forem selecionados poderão ainda participar da lista de espera, de 26 de janeiro a 6 de fevereiro.

Veja os 20 cursos que mais receberam inscrições:

1. Administração – 291.282
2. Direito – 251.987
3. Medicina – 227.894
4. Pedagogia – 226.372
5. Educação física – 177.123
6. Engenharia civil – 134.691
7. Ciências biológicas – 130.469
8. Enfermagem – 116.288
9. Psicologia – 106.917
10. Ciências contábeis – 102.752
11. Matemática – 97.111
12. Agronomia – 94.037
13. Química – 90.051
14. Nutrição – 89.576
15. Serviço social – 84.988
16. Medicina veterinária – 80.292
17. Arquitetura e urbanismo – 76.393
18. Geografia – 72.731
19. História – 70.302
20. Física – 69.675

Veja a lista das dez maiores notas de corte entre as instituições que oferecem vagas integralmente pelo Sisu:

1. Direito na Universidade Federal Fluminense – 827.4
2. Medicina na Universidade Federal do Rio de Janeiro – 821.8
3. Engenharia química na Universidade Federal do Rio de Janeiro – 818.93
4. Engenharia Aeronáutica na Universidade Federal de Uberlândia – 814.44
5. Medicina na Universidade Federal de Pernambuco – 810.14
6. Medicina na Universidade Federal de Minas Gerais – 809.24
7. Medicina na Universidade Federal de Ouro Preto – 807.86
8. Ciências econômicas na Universidade Federal do Rio de Janeiro – 803.97
9. Medicina na Universidade Federal do Triângulo Mineiro – 803.96
10. Medicina na Universidade Federal de Uberlândia – 801.78

Fonte: EBC

Por mais que a situação para a advocacia não esteja fácil, por mais que os concursos públicos sejam difíceis, o Direito exerce um imenso fascínio entre os estudantes do ensino médio, e o curso sempre se mantém na 2ª colocação entre os cursos mais buscado no SISU, sistema que escolha das faculdades a partir das notas tiradas no ENEM.

Mas essa preferência pode sofrer um abalo, não por causa das dificuldades em si, mas por conta da regulamentação do governo.

Mas sobre isto vou tratar em uma outra publicação.

- Categoria: Como se preparar para a prova, Simulados

Foi mal no simulado? Saiba que a forma como você reage a um desempenho ruim pode influenciar seu desempenho futuro

ops!

Neste final de semana você provavelmente fez o nosso simulado.

Hora e vez do 1º Simulado do Portal para a 1ª fase do XVI Exame de Ordem!

Gabarito e vídeos de correção do 1º Simulado do Portal Exame de Ordem

A partir dele três resultados possíveis podem ter ocorrido:

a) você foi bem;

b) você teve um desempenho mediano, com a nota muito próxima dos 40 pontos, tanto para cima como para baixo, mas próxima;

c) você foi mal e ficou aborrecido/preocupado com isto.

Uma coisa em si é o desempenho e a identificação das virtudes e fraquezas. Para isto eu recomento a leitura dos posts abaixo:

A importância de se fazer um simulado para a prova da 1ª fase da OAB

Compreendendo a análise estatística de desempenho e sua importância na preparação para a 1ª fase da OAB

Em especial recomendo a leitura do segundo post, pois, com a análise de desempenho o candidato pode identificar suas deficiências e, com estudo, supri-las, conseguindo assim elevar seu desempenho médio geral (a ser constatado no nosso 2º simulado) e ir bem mais preparado para a prova da 1ª fase. Essa é a base do conceito de análise estatística de desempenho que desenvolvemos para o Exame de Ordem.

Mas o conceito em si mesmo não deve ser analisado só pelo lado racional e matemático com vista no incremento de desempenho. É preciso também trabalhar o lado emocional, componente muito importante quando falamos no Exame de Ordem, e, em especial, ter a noção de que o emocional prejudica DECISIVAMENTE o futuro desempenho do candidato.

E prejudica porque a reação diante de um desempenho ruim pode sim influenciar o desempenho futuro.

Um estudo publicado pelo periódico americano Psychological Science, entidade sem fins lucrativos que publica os mais importantes estudos sobre mente e psicologia no mundo, revelou que a atitude diante de uma resultado ruim em uma prova ou teste pode influenciar seu futuro desempenho em um teste semelhante. 

O estudo também correlaciona a algo muito interessante: a forma como você reage a um desempenho ruim guarda uma direta ligação com sua visão sobre sua própria inteligência.  

O estudo estabelece uma premissa bem interessante: a sua visão quanto a imutabilidade ou não de sua própria inteligência. Que acha que inteligência é constante e imutável tem dificuldades de incrementar o próprio desempenho, enquanto quem acredita que a inteligência é maleável (e é!) consegue efetivamente melhorar o próprio desempenho.

A simples crença em um ou outro conceito faz muita diferença!

O trabalho foi conduzido da seguinte forma:

Jason S. Moser, pesquisador-chefe do estudo e seus colegas, deram aos participantes uma tarefa em que cometer um erro era algo fácil. Os voluntários deveriam identificar a letra do meio de uma série de cinco letras, como “MMMMM” ou “NNMNN.”

Às vezes, a letra do meio era a mesma que as outras quatro, e às vezes ele era diferente.

É até simples, mas depois que a tarefa se repete várias vezes, a mente se confunde realmente se confunde. E aí a pessoa comete erros bobos, percebe imediatamente e se sente estúpida por causa disso“, afirmou Moser.

Ao fazer a tarefa, o participante usava um boné com eletrodos em sua cabeça, registrando toda a atividade elétrica do cérebro. Quando alguém comete um erro, seu cérebro faz dois sinais rápidos: uma resposta inicial que indica que algo deu errado -Moser chamou de resposta “oh, porcaria” e um segundo que indica que a pessoa está consciente do erro e está tentando consertá-lo.

Ambos os sinais ocorrem dentro de um quarto de segundo após o erro. Após o experimento os pesquisadores descobriram se as pessoas acreditavam que podiam aprender com os seus erros ou não.

As pessoas que pensam que podem aprender com seus erros tiveram um desempenho melhor depois de cometer um erro – em outras palavras, eles tiveram uma melhora de desempenho depois de lidar com um erro a aceitá-lo como parte do processo de aprendizagem. Seus cérebros também reagiram de forma diferente, produzindo um segundo sinal maior, aquele que diz “Eu vejo que eu cometi um erro, então eu deveria prestar mais atenção”, diz Moser.

Aqui o ponto-chave do estudo: o cérebro de quem acredita que pode melhorar após errar se organiza para ficar mais atento após cometer um erro. 

A coisa, perceba, não é só psicológica: há uma resposta fisiológica REAL a partir do estabelecimento prévio de uma crença.

Quem erra e acha que não pode melhorar acaba vivenciando exatamente isso: a impossibilidade de passar um um “up grade“. Quem acredita na melhora força o cérebro a se adaptar e ele, o cérebro, fisiologicamente, reage a isto, aumentando a percepção quando um erro ocorre, o que, no longo prazo, gera uma maior atenção em um incremento no processo de aprendizagem, diminuindo, exatamente, a quantidade de erros.

Em outras palavras, o processo de aprendizagem passa por um incremento.

Moral da história: quem é crítico demais quando erra prejudica o próprio processo de aprendizagem. Quem encara o erro como parte do processo  de aprendizagem efetivamente tende a melhorar nos estudos.

Errar enquanto se estuda não mata ninguém, é normal.

Errar em simulados é algo banal. E, muitas das vezes, em especial quando o resultado nos testes fica abaixo dos 40 pontos, a culpa (e o medo!) por ter errado é significativa. Afinal, a perspectiva de não conseguir os 40 pontos na prova torna-se mais tangível.

Pelo estudo, essa perspectiva é muito relativizada.

Como ficou constatado, quem acredita que pode aprender com seus erros tem uma reação cerebral diferente de quem vê a inteligência como algo imutável. Ou seja, quem erra no simulado e tem a consciência de que o erro é um processo de aprendizagem (compreensão da falha e reorganização do conteúdo, agora de forma correta, pois passou a compreender o próprio erro), consegue não só compreender o erro em si como “desenvolve” o próprio aprendizado. Ao contrário, quem erra e se culpa e se deprime, tem um desempenho bem pior.

Interessante, não é?

Mude a postura mental caso o desempenho no simulado não tenha sido bom. Isso faz toda a diferença!

Considere o erro como parte do aprendizado e aceite a verdade de que a inteligência não é algo estático: sempre é possível melhorar, em especial quando o assunto é o Exame de Ordem!

E, repito, não deixe de fazer o simulado:

Hora e vez do 1º Simulado do Portal para a 1ª fase do XVI Exame de Ordem!

Gabarito e vídeos de correção do 1º Simulado do Portal Exame de Ordem

E se você está começando agora, baixe o nosso cronograma de estudos:

Novo cronograma de estudos para o XVI Exame de Ordem

Com informações da Psychological Science.