Maurício Gieseler

Maurício Gieseler

Advogado em Brasília (DF), este blog é focado nas questões que envolvem o Exame Nacional da OAB, divulgando informações e matérias atualizadas, além de editoriais, artigos de opinião e manifestações que dizem respeito ao tema. Colocamos, também, a disposição de nossos visitantes provas, gabaritos, dicas, análises críticas, sugestões e orientações para quem pretende enfrentar o certame. Tudo sobre o Exame de Ordem você encontra aqui.

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- Categoria: Como se preparar para a prova

Como trabalhar a dificuldade de resolver as questões objetivas da OAB?

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Resolver questões de múltipla escolha da OAB é uma etapa fundamental dentro do processo de aprendizagem, tal com há anos eu digo isto aqui no Blog.

Isso porque a resolução de questões exige uma nova abordagem, feita pelo cérebro, em busca das informações necessárias para responder uma determinada questão. A mente evoca o conteúdo, reforçando o trabalho de fixação do conhecimento.

Mas, curiosamente, existe um grupo de candidatos que enfrenta dificuldades em resolver as questões, em especial por conta de limitações ao tentar compreender a proposta da pergunta e sua lógica, em regra prejudicados pela percepção de que não conseguem lidar com as alternativas e não conseguem distinguir entre o certo e o errado.

Aqui um ponto importante: a ambiguidade na produção das respostas!

Por óbvio, a banca tenta induzir o candidato ao erro, e o faz valendo-se da ambiguidade, ou seja, alternativas que possuem muitos sentidos e várias interpretações. Isso é feito de forma deliberada exatamente para confundir o candidato e induzi-lo ao erro.

A resposta, portanto, tende a ser encontrada apenas pelo candidato que domina a questão, e tende a afastar os candidatos que usa apenas a lógica ou não têm convicção absoluta quanto ao conhecimento.

Quando o assunto é o Exame da OAB, essa metodologia funciona na maioria dos casos.

Como enfrentar essa dificuldade?

Vamos teorizar um pouco sobre o processo de preparação e essa dificuldade em específico, e a melhor forma de lidar com esta questão é resolvendo exercícios.

Já abordei este tema um sem-número de vezes aqui: a importância de se resolver exercícios.

E a importância tem três facetas. A primeira e permitir ao candidato se familiarizar com a natureza das questões criadas para o Exame. Ao chegar na prova, o candidato não “estranharia” a abordagem dada pela banca.

A segunda é funcionar como um sistema verificador do conhecimento, ou seja, averiguar exatamente o quanto o candidato sabe. E a terceira e estabelecer um outro “fluxo de reflexão” quando ao conteúdo estudado, e isto tem importante efeito sobre o processo de fixação do conteúdo. A abordagem feita pelo cérebro é uma quando um estudante lê; outra, exigindo uma demanda diferente dos neurônios, quando a pessoa EVOCA o conteúdo lido para responder a uma questão (na leitura o processo é passivo, na resolução de um exercício, ativo). A elaboração de resumos, feitos só de memória, também é um processo relevante e DIFERENTE da mera resolução de um exercício. Esses processos, em conjunto, formam uma estratégia de estudo, ou melhor colocando, uma estratégia de apreensão de conteúdo.

Até aqui, provavelmente, quem tem dificuldade com as questões tem negligenciado a resolução de exercícios, e o tem feito por uma série de fatores, incluindo aí o MEDO em fazer uma avaliação de desempenho e verificar que não está assim tão bem das pernas. Pode parecer estranho mas este medo existe e ataca muitos candidatos.

Nem preciso dizer que chegou a hora de superá-lo…

E aqui faço uma proposta: que os últimos 10 dias antes da prova sejam utilizados para resolução do maior número de questões possíveis. Isso proporcionará ao candidato uma série de vantagens, inclusive uma que ele não espera muito: a compreensão mais abrangente dos TEMAS usados pela banca nas provas.

É inevitável: após resolver umas 10 provas o candidato vai perceber que vários temas são repetidos. Ao chegar na prova poderá esbarrar em questões parecidas com questões anteriores, ou questões cujos matérias foram abordadas anteriormente. Neste caso, a vida fica muito mais fácil.

Ao enfrentar as questões em si o examinando deve ter em mente alguns aspectos relacionados a forma, poderíamos dizer universal, de abordar questões objetivas, seja do Exame de Ordem, vestibular, concursos e por aí vai:

1 – Leitura e compreensão integral do enunciado

Ler a pergunta com pressa pode ser desastroso. Pode não, geralmente é!

Não raro o candidato ACHA que sabe o tema perguntado e parte logo para achar a resposta, ou acha o enunciado difícil e não estabelece uma segunda leitura para compreendê-lo melhor, ou está nervoso e não apreende tudo.

Grande erro.

Regra básica: tenha a certeza do que foi perguntado.

Estabelecer essa certeza pode demandar mais um pouco de tempo, mas é fundamental para depois se partir em busca da resposta nas alternativas.

Controle a sua pressa, ansiedade ou tensões. Resolver muitas questões ANTES da prova permite o estabelecimento deste controle.

Aqui um ponto importante: a construção da resposta leva em conta este comportamento do candidato.Em regra, ao menos duas alternativas são parecidas entre as quatro ofertadas. A leitura superficial da pergunta, com sua total compreensão de sentido, também em regra conduz o candidato para a alternativa com aspecto de plausível, mas errada como alternativa.

Quem faz as perguntas conhece as fraquezas dos examinandos. Existe toda uma teoria por detrás da construção de provas objetivas e elas são feitas com base em estudos específicos quanto a construção de perguntas.

O erro do candidato foi previamente pensado e trabalho por alguém.

2 – Pensar a resposta antes de ler as alternativas

A leitura das alternativas pode produzir três efeitos: ou o candidato vislumbra a alternativa correta; ou ele fica em dúvida entre duas ou três ou ele se dá conta que não sabe nada.

Se ele não sabe nada, tudo bem, não há dúvida quanto ao problema. Se ele bate o olho e identifica a questão certa, também não há dúvida quanto ao problema, ou este foi resolvido. Mas e se ele fica em dúvida entre duas ou três alternativas, INDUZIDO pela redação destes?

Por isso, em especial para candidatos com dificuldade de resolver questões objetivas, o ideal é pensar na resposta ANTES de ler as alternativas. Isso ajudaria imensamente no processo de decisão e elidiria em parte o surgimento de dúvidas.

Temos aqui, entretanto, uma dificuldade, pois muitos enunciados da prova objetiva são rasos e não permitem a produção antecipada da resposta. São as questões ditas conceituais. Vejam um exemplo:

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Obviamente não dá nem para começar a pensar na resposta. É preciso ler as alternativas para se inferir a resposta correta.

Aqui este método não se aplica.

Por outro lado, temos questões cujo enunciado, rico em informações, permite um reflexão prévia da resposta:

A alternativa certa é a letra B.

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Nem sempre a reflexão prévia poderá ser completa, pois muitas das questões operatórias (em que há um problema a ser resolvido, em regra envolvendo uma situação fática e um questionamento jurídico) são completadas com as alternativas.

Em suma: se a pergunta permitir uma reflexão prévia, faça-a. Do contrário, conforme-se e siga o jogo.

3 – Alternativas obviamente incorretas

Em regra, e isso se aplica a muitos tipos de provas objetivas, ao menos duas alternativas são manifestamente incorretas. Isso se aplica em especial no Exame de Ordem.

O candidato, na leitura das alternativas, deve marcar aquelas que ele julga como incorretas. Isso aumenta a probabilidade de acerto, pois 50% das alternativas foram previamente excluídas.

Repito: no Exame da OAB, em regra, duas das alternativas são manifestamente erradas. Fique atento!

4 – Leia todas as alternativas

Mesmo no caso do candidato ter a certeza de que achou a alternativa correta logo de cara, é muito recomendável a leitura de todas elas, pois a certeza momentânea pode se transformar em dúvida, e a dúvida pode ser pertinente. O examinando não deve se impressionar se “achou” a alternativa correta. Ele deve estar seguro quanto a isto, e ler as alternativa de forma parcial não ajuda nem um pouco neste processo.

É uma dica recheada de obviedade, mas ainda assim tal falha acontece.

Segue uma lista de sites que oferecem simulados online para o treinamento dos conceitos acima. Os sites oferecem as edições antigas do Exame de Ordem para serem resolvidas.

Jurisway

Simulados OAB

Canal Concursar

Tecnolegis

Questões de Concursos

Não deixem de resolver também nossos simulados e algumas provas anteriores da Ordem:

A importância de se fazer um simulado para a prova da 1ª fase da OAB

E, em especial, será útil para a última semana, quando a prioridade deverá ser a resolução de exercícios.

1º simulado do Portal Exame de Ordem

Gabarito do 1º simulado do Portal Exame de Ordem

2º simulado do Portal Exame de Ordem

Gabarito do 2º simulado do Portal Exame de Ordem

Reservem algumas horas por dia somente para resolver questões anteriores. Isso será muitíssimo útil na hora da verdade.

- Categoria: Debate sobre a legitimidade do Exame de Ordem

Fim do Exame de Ordem é lobby inconsequente

Um texto muito pertinente escrito pelo Dr. Henri Clay Andrade, Diretor-geral da ENA (Escola Nacional de Advocacia), sobre a realidade por detrás da tentativa de se acabar com o Exame de Ordem. O texto converge com praticamente tudo que venho escrevendo sobre isto há anos.

Trabajador imprudente.

O fim do exame de ordem é uma bandeira que estampa um aparente discurso progressista, mas que dissimula realidades ocultas. É um lobby inconsequente, decorrente de uma consequência: A desqualificação do ensino jurídico que resulta no alto e reiterado índice de reprovação dos bacharéis em direito.

A ação política perpetrada na Câmara dos Deputados para acabar com o exame de ordem visa a contemplar reais interesses subjacentes de grupos econômicos e a seduzir, através de aparente solução imediata, os cidadãos vitimados por um sistema de educação jurídica mercantilista e tacanho. Sempre guardando as elogiáveis exceções, atualmente a regra do ensino jurídico brasileiro convém num pacto implícito e silencioso: faz-se de conta que se ensina, faz-se de conta que se estuda e, após a conclusão do curso, um diploma e várias frustrações.

Para aqueles que frequentam faculdades desprovidas de qualidade em busca apenas de adquirir um diploma de bacharel em Direito, não há estelionato ou perda. Mas para aqueles estudantes que pretendem se tornar profissionais do Direito, estes sim, ludibriados, amargam frustrações irreparáveis.

Nesse diapasão, o fim do Exame de Ordem parece resolver ambos os interesses. Isto porque combate com um só golpe a consequência: a reprovação de milhares de bacharéis de Direito, a grande maioria oriunda de faculdades que não possuem as mínimas condições pedagógicas de funcionamento, e cujos registros no Ministério da Educação são emitidos e mantidos, mediante frouxos critérios de controle.

E quanto à causa? O que fazer com ela? Como solucionar as gritantes e reiteradas deficiências do ensino jurídico no Brasil? Isso é um grave problema ético que atinge toda a sociedade, mas que, lamentavelmente, não está em debate no Congresso Nacional.

Diante dessa situação educacional cada vez mais crítica, as provas do Exame de Ordem são fundamentais para mensurar o conhecimento jurídico mínimo. Não é o ideal, mas é o instrumento social que se tem para se precaver da mediocridade do ensino jurídico. Com o advento da Lei 8.906/94, há 21 anos, o Exame de Ordem é feito exclusivamente pela Ordem dos Advogados do Brasil, sem a participação das faculdades de Direito.

De lá para cá a OAB estruturou, evoluiu e profissionalizou o Exame de Ordem, culminando com a sua unificação nacional sob a condução do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil. Há sempre que aprimorá-lo, reconhece-se. Porém, durante todo esse período, o que ocorreu com o ensino jurídico brasileiro?

Coincidentemente, desde a década de 1990, a agenda governamental incentivou o aumento exponencial do número de faculdades, em detrimento da qualidade do ensino. O que de fato se constata é que a política de crescimento geométrico e desordenado de vagas nas faculdades em geral, incluindo-se aí as faculdades de direito, é socialmente desastrosa. Infelizmente, o ensino jurídico, com as notórias e notáveis exceções, passou a ser um ramo de saborosa fatia do mercado econômico e financeiro, um seguro negócio empresarial, cuja finalidade prioritária é o lucro.

Com tudo isso, a sociedade tem sido vítima inerte dos graves riscos da assistência jurídica prestada por profissionais despreparados. Acabar com o exame de ordem significa, em tese, atrair para o mercado de trabalho profissionais da advocacia sem a devida condição técnica de defender os direitos do cidadão em Juízo.

Ressalte-se que os advogados, no seu ministério privado, prestam serviço público e exercem função social de alto revelo democrático. Não é à toa que a Constituição Federal os considera indispensáveis à administração da justiça e os blinda com o manto da inviolabilidade pelos seus atos e manifestações no exercício da advocacia. Isto porque os advogados, no exercício da profissão, defendem a honra, a vida, o patrimônio, a liberdade, enfim, os direitos do cidadão. Para a Constituição, a presença do advogado no processo judicial representa a premissa de observância às liberdades públicas e aos direitos e garantias fundamentais.

Diante da realidade fática, da proliferação de faculdades sem primazia da qualidade do ensino, ao contrário do que se pretende, o exame para admissão no mercado de trabalho, no modelo feito pela OAB, deveria se estender para avaliação do conhecimento mínimo dos bacharéis egressos das faculdades de medicina, odontologia, engenharia, psicologia, etc. Enquanto não houver uma séria e pertinente mudança estrutural do sistema educacional brasileiro, instrumentos de proteção social como o Exame de Ordem tornam-se uma necessidade indispensável.

Destarte, ao contrário do que se propaga, a defesa da manutenção do Exame de Ordem não é uma bandeira corporativa e conservadora da OAB e da advocacia — para fins de reserva de mercado —, mas, sobretudo, constitui mais uma luta protagonizada pelos advogados em favor dos legítimos interesses da sociedade.

Fonte: Âmbito Jurídico

- Categoria: Advocacia

Uma questão de prerrogativa profissional: advogado barrado por grevistas ‘fura bloqueio’ e derruba servidores

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Uma questão que está dividindo opiniões as redes sociais: um advogado tentou entrar na sede do Incra, em Brasília, visando peticionar na defesa dos interesses de seu cliente, cujo direito estava perecendo. Barrado na entrada do prédio por grevistas, ele pede para entrar mas é impedido.

Inconformado, ele força a passagem, ao argumento que não poderia deixar de atender seu cliente e derruba algumas servidores, sendo que uma acaba machucando a cabeça.

Cliquem no link abaixo e confiram o vídeo:

Barrado no Incra, advogado ‘fura bloqueio’ e derruba servidores no DF

E agora? O advogado agiu corretamente ou deveria ter adotado outra postura?

Deixem suas opiniões na área de comentários.

- Categoria: Como se preparar para a prova

Repescagem: os candidatos NÃO devem postergar os estudos para a 2ª fase do XVII Exame da OAB!

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A expectativa por detrás da implementação da repescagem no Exame de Ordem era de que os candidatos teriam uma GRANDE chance de conseguirem a aprovação na 2ª fase porque poderiam dedicar mais tempo para a prova subjetiva sem precisar estudar novamente para a 1ª fase.

Mas para isto é preciso superar a ideia de que o candidato, na repescagem, terá muito tempo e que é possível “esperar um pouquinho” antes de dar início aos estudos.

Não! Não se deve esperar NADA para dar início aos estudos!

Se o candidato reprovou na 2ª fase ele apresentou uma ou algumas deficiências em seu processo de preparação, e precisa sanar as falhas.

Mensurar a amplitude dessas falhas é fundamental para entender o processo de reprovação e, evidentemente, incrementar o próximo processo de preparação. Tempo para estudar não é a solução, e sim a mudança na metodologia e a compreensão das próprias limitações.

“Ah, mas a banca foi injusta comigo!”

Sim, pode até ter sido, mas isso não vai lhe ajudar a passar na próxima prova. O candidato precisa olhar para frente e compreender que uma etapa foi queimada.

Se o candidato reprovou é porque algo deu errado.

As estatísticas, tal como publiquei mais cedo, mostram que a repescagem pode ser bom em um momento, ou não. Na última prova o desempenho de quem foi para a repescagem não foi nada bom.

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Por que o rendimento dos candidatos da repescagem é pior que o dos candidatos aprovados na 1ª fase?

Apenas 33% dos candidatos da repescagem passada lograram sucesso. É um percentual bem decepcionante, em especial por conta do longo tempo entre a reprovação na 2ª fase e a prova da 2ª fase subsequente.

A reprovação pode sim ter sido culpa da banca, mas em regra é um problema com o próprio candidato. Ele precisa fazer a autocrítica, identificar e superar suas deficiências.

Observem bem uma coisa: de hoje até o a prova da 2ª fase do XVI Exame de Ordem nós teremos aproximadamente 3 meses. É um tempo bom e deve ser aproveitado na íntegra. É possível não só esgotar todo o conteúdo a ser estudado como também se aprofundar mais do que a média em sua disciplina, e assim superar suas próprias deficiências e vencer a prova afinal.

Os candidatos que forem aprovados na 1ª fase do XVI terão dois meses e meio até a 2ª fase, e precisam entrar de cabeça nos estudos para darem conta do conteúdo a ser estudado. Será um tempo maior que a média de 45 dias, mas ainda assim será preciso um sacrifício maior que o dos candidatos da repescagem.

O lapso temporal maior, portanto, permitirá aos candidatos da repescagem um treino diferenciado, tanto em amplitude com em profundidade. Todo o conteúdo poderá ser esgotado. Aliás, em função do fato de já terem saído da preparação para a 2ª fase, com o conteúdo fresco na cabeça, os pontos fracos poderão ser também trabalhados com mais afinco.

Em suma: o tempo de estudos dado pela repescagem (e tempo vale ouro) tem um valor inestimável para os examinandos. É uma chance de ouro!

Mas tem um porém…

Sabem quando se tem muito tempo para resolver uma coisa e a gente relaxa porque “dá tempo” de fazer? Pois é! O “deixar para depois” é a grande armadilha para quem ficou na repescagem.

A procrastinação não depende diretamente da dimensão ou do teor da tarefa, da importância da decisão ou da ação a ser realizada. Quem procrastina posterga desde tarefas banais até compromissos importantes. Um especialista sobre o assunto – André Gellis, diretor do Centro de Psicologia Aplicada da Universidade Estadual Paulista (Unesp) –  afirmou em uma entrevista que há um forte medo do fracasso e de errar por trás da procrastinação.

E isso não serve!

Procrastinar é uma péssima opção, em especial porque quem está indo para a repescagem está vindo de uma experiência de REPROVAÇÃO. Isso significa que algo deu errado no XV Exame de Ordem e isso precisa ser reparado.

Se por um acaso o candidato reprova na prova da repescagem, ele terá de fazer depois, novamente, a prova da 1ª fase. E terá muito pouco tempo para se preparar.

Reprovar na repescagem NÃO É uma opção!

Quem reprovou na repescagem na prova passada só terá 19 dias de estudo, considerando que deixou para o resultado final da 2ª fase o início dos estudos. Isso é simplesmente assustador!

A repescagem é uma grande oportunidade e não pode ser desprezada.

Vocês precisam passar de qualquer jeito e, exatamente por isso, a palavra “procrastinação” não pode fazer parte do vocabulário de vocês!

A hora é agora! Tempo para estudar e reverter a situação não falta.

Direito Constitucional - Flavia Bahia

Direito do Trabalho - Renato Saraiva, Aryanna Manfredini e Rafael Tonassi

Direito Penal - Geovane Moraes e Ana Cristina Mendonça

Direito Administrativo - Matheus Carvalho

Direito Tributário - Josiane Minardi e Eduardo Sabbag

Direito Empresarial - Francisco Penante

Direito Civil - Cristiano Sobral, Roberto Figueiredo,Luciano Figueiredo, Sabrina Dourado e André Mota

- Categoria: Estatísticas

Por que o rendimento dos candidatos da repescagem é pior que o dos candidatos aprovados na 1ª fase?

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Quem se dá melhor na na prova da 2ª fase? Quem vem da aprovação na 1ª fase ou quem vem da repescagem?

Essa curiosidade surgiu quando tivemos a primeira turma da repescagem, até para sabermos se ela, a repescagem, representaria efetivamente uma grande oportunidade para os candidatos reprovados.

Desde então estamos acompanhando a evolução estatística desde o começo para ajudar a compreender o desempenho desses dois grupos.

Curiosamente, na 1ª análise, a repescagem não demonstrou ser tão efetiva.

A ideia era que, com um tempo extra e somente a preocupação com a 2ª fase quem viesse da repescagem teria um desempenho MELHOR do que os aprovados na 1ª fase.

Mas não foi assim.

No XIII Exame a lógica da repescagem foi a seguinte:

Candidatos que vieram da repescagem: 7.864 inscritos oriundos do XII Exame

Candidatos aprovados dentre os que vieram da repescagem: 2.306

Percentual de aprovação: 29,32%

Candidatos regulares: 36.971 aprovados na 1ª fase do XIII

Candidatos regulares aprovados na 2ª fase: 17.307

Percentual: 46,81%

Ou seja, na 1ª turma da repescagem o desempenho dos candidatos ficou bem aquém daqueles aprovados na 1ª fase.

Lembro-me que na época eu bati muito na questão da necessidade de se aproveitar ao máximo o tempo extra que a repescagem dava para os candidatos começarem a se preparar com antecedência.

No Exame seguinte, o XIV, veio uma modificação. O desempenho dos candidatos da repescagem (oriundos da reprovação no XIII) melhorou significativamente, emparelhando com os candidatos aprovados na 1ª fase do XIV:

Candidatos que vieram da repescagem: 17.186 inscritos oriundos do XIII Exame

Candidatos aprovados dentre os que vieram da repescagem: 8.466

Percentual de aprovação: 49,26%

Candidatos regulares: 38.014 aprovados na 1ª fase do XIV

Candidatos regulares aprovados na 2ª fase: 19.132 aprovados

Percentual: 50,32%

Ou seja: a composição dos percentuais de aprovação mudaram significativamente. Os candidatos da repescagem tiveram um desempenho apenas infimamente pior em comparação com os candidatos da 1ª fase, demonstrando uma EVOLUÇÃO da preocupação e preparação séria após a 1ª reprovação.

Na 1ª avaliação a discrepância havia sido muito grande (46,81% e 29,32%), enquanto agora a distância foi drasticamente reduzida (50,32% e 49,26%)

Um sinal de que nosso alerta sobre a antecipação da preparação surtiu efeito à época.

No Exame passado os candidatos que vieram da repescagem do XIV Exame tiveram um desempenho MELHOR que os aprovados a 1ª fase:

Candidatos que vieram da repescagem: 17.024 inscritos oriundos do XIV Exame

Candidatos aprovados dentre os que vieram da repescagem: 9.046

Percentual de aprovação: 53,13%

Candidatos regulares: 53.330 aprovados na 1ª fase do XV

Candidatos regulares aprovados na 2ª fase: 23.547 

Percentual: 44,15%

Que virada!

Pela 1ª vez os candidatos da repescagem conseguiram demonstrar que efetivamente a repescagem pode ser mais vantajosa em comparação com quem vem da 1ª fase.

Mas agora, no XVI Exame, os candidatos reprovados no XV não foram nem um pouco bem, sendo que o percentual de aprovados caiu drasticamente:

Candidatos que vieram da repescagem: 29.783 inscritos oriundos do XV Exame

Candidatos aprovados dentre os que vieram da repescagem: 10.056

Percentual de aprovação: 33,76%

Candidatos regulares: 26.836 aprovados na 1ª fase do XVI

Candidatos regulares aprovados na 2ª fase: 17.820 

Percentual: 66,40%

A queda foi significativa! Por que será?

Vamos ver isso em forma de gráfico:

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Só consigo vislumbrar uma única justificativa: o pessoal da repescagem não pegou pesado nos estudos. Não faz sentido estarmos passando por uma progressão no desempenho dos candidatos da repescagem para enfrentarmos uma declínio tão acentuado de forma tão drástica.

Um fato: quem vem da repescagem tem duas vantagens e duas desvantagens em relação aos candidatos que são aprovados no Exame em curso.

Vantagens:

1 – experiência

2 – mais tempo para estudar

Desvantagens:

1 – peso da reprovação

2 – pressão extra pelo resultado, pois só têm uma chance na repescagem.

Portanto, os candidatos da repescagem formam um grupo distinto se forem comparados com os candidatos advindos da aprovação na 1ª fase.

A distinção vem das condições diferenciadas, e elas devem ser levadas em consideração, em especial o fator tempo, ESSENCIAL para uma boa preparação. Quanto mais tempo para estudar, melhor. Esse é um axioma insofismável!

Quem reprovou na 2ª fase do XV Exame terá, como tempo extra, apenas 1 semana e meia de preparação. Pode não parecer muita coisa, mas já é um diferencial, e 1 semana e meia de estudos pode ser bastante significativa, mesmo considerando que os candidatos terão 2 meses para estudarem a partir da prova do próximo dia 15 de março.

Aqui batemos forte na tecla da necessidade dos candidatos iniciarem o quanto antes a preparação para a repescagem:

Candidatos da repescagem: Lançados os cursos para a 2ª fase do XVII Exame de Ordem!

A lógica é simples: quanto mais tempo para se preparar, melhor.

Aproveitem essa vantagem!

- Categoria: Vídeos

Guru da OAB: O 3º simulado do Portal está chegando! Qual a importância dele neste momento?

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E o 3º simulado do Portal Exame de Ordem está chegando aí! Qual a importância dele?

O que acontece se o desempenho não for bom?

O que priorizar após resolvê-lo?

Quais os aspectos que precisam ser mensurados?

Isso tudo vocês podem ver na nova edição do programa “O Guru da OAB!”

Guru da OAB | Estágios da Preparação

Anotem na agendinha: na próxima sexta, meio-dia, o terceiro e último simulado! Fundamental nessa alturas do campeonato!

- Categoria: Editais, Repescagem

Ficaram para a repescagem? Confiram os detalhes mais importantes!

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Muitos candidatos não lograram sucesso ontem, ficando para a repescagem do XVII Exame de Ordem.

O momento é de chateação, evidente, mas com a repescagem ao menos será possível estudar só e somente só para a 2ª fase do XVII Exame, e isso representa uma grande vantagem!

O que fazer a partir de agora?

Para começar eu sugiro que vocês apresentem o recurso para a ouvidoria. Escrevi ontem sobre isto:

Utilizando Ouvidoria da OAB para reverter a reprovação na 2ª fase

Apresentem o recurso e ESQUEÇAM ele. A resposta da ouvidoria demora muito e a vida não para. Em alguns meses, quem sabe, a resposta positiva pode vir, mas vocês não deixaram de continuar na briga. Se ficar parado esperando a ouvidoria o tempo perdido caso a resposta seja negativa vai custar muito caro. É apresentar o recurso e seguir em frente!

Segue o edital: Edital da Repescagem do XVII Exame de Ordem

Vamos ver agora os detalhes específicos:

1 – Período e valor de inscrição

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A inscrição irá iniciar na terça-feira após a prova da 1ª fase do XVII Exame de Ordem, e vai até terça-feira seguinte, ou seja, apenas uma semana para todos se inscreverem.

O pagamento do boleto poderá ser feito até o dia 12 de agosto, e vocês terão de desembolsar R$ 110,00!

2 – Quem ainda está na faculdade

Quem ainda está na faculdade e for se valer da repescagem terá de comprovar que estava matriculado corretamente em conformidade com o edital do XVI Exame:

1.1.3. Os estudantes que se utilizarem do reaproveitamento e que forem aprovados no XVII Exame de Ordem Unificado, não tendo ainda concluído o curso de graduação em Direito, poderão retirar seus certificados de aprovação caso comprovem que, na data de inscrição para o XVI Exame, já estavam matriculados nos dois últimos semestres ou no último ano do curso.

3 – Disciplina da 2ª fase pode ser alterada

1.1.4 O examinando que solicitar o reaproveitamento da 1ª fase do XVI Exame terá oportunidade de atualizar seus dados cadastrais no momento da solicitação descrita no item 1.1.1.1, inclusive no que diz respeito às suas opções de cidade de realização das provas e área jurídica da prova prático profissional.

Não só o local de prova pode ser alterado como a disciplina da 2ª fase também.

Aqui recomendo fortemente a leitura do post abaixo:

Edital do XVII Exame de Ordem sai na próxima 2ª feira: como escolher a disciplina da 2ª fase?

4 – Quem se inscreveu na 1ª fase do XVII Exame de Ordem pode aproveitar a repescagem

1.1.5. O examinando que porventura tenha se inscrito equivocadamente no XVII Exame de Ordem Unificado, por meio de pagamento ou isenção da taxa, no prazo previsto no item 2.1.2 do respectivo Edital normatizador, de 01 de junho de 2015, ainda assim poderá realizar a inscrição para o reaproveitamento, devendo para tanto cumprir os procedimentos necessários (inscrição na forma e período previstos neste edital, bem como o pagamento da taxa referente ao reaproveitamento).

Tal como eu havia informado antes, dá para fazer o hackeamento:

Como “hackear” a repescagem do Exame de Ordem?

Confiram agora o cronograma geral de eventos da repescagem:

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Então é o seguinte: quando abrir o prazo de inscrição ESPECIAL para a repescagem que os candidatos reprovados na 2ª fase do XVI Exame de Ordem entram no jogo do XVII. Até lá, devem apenas se preocupar exclusivamente com os estudos.

Lembrando que a prova subjetiva será a mesma para todos, tanto o pessoal da repescagem como para os aprovados na 1ª fase do XVII.

Eu espero, evidentemente, que vocês passem agora com os recursos. Mas, se as coisas não derem certo, ao menos vocês terão essa chance especial.

- Categoria: Cursos do Portal

Candidatos da repescagem: Confiram os cursos para a 2ª fase do XVII Exame de Ordem!

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Com a divulgação do resultado final do XVI Exame de Ordem alguns candidatos, já conscientes da reprovação, podem se preparar com muita antecedência para a próxima prova subjetiva.

O momento é de chateação, evidente, mas com a repescagem ao menos será possível estudar só e somente só para a 2ª fase do XVII Exame, e isso representa uma grande vantagem!

Seriam os beneficiados pela repescagem.

De hoje até o dia da prova da repescagem, ou seja, o dia da prova da 2ª fase do XVII Exame de Ordem (13/09), temos exatos 75 dias! É um lapso temporal  excepcional para se estudar visando a próxima prova subjetiva.

O examinando pode exaurir todo o conteúdo com calma, fazer revisões e treinar de forma exaustiva para no dia 13 de setembro fazer uma prova muito bem feita. Esse lapso temporal permitirá aos candidatos que queiram começar os estudos de agora um treino completo, tanto em amplitude como em profundidade. Aliás, em função do fato de já terem saído da preparação para a 2ª fase, com o conteúdo fresco na cabeça, os pontos fracos poderão ser também trabalhados com mais afinco.

Em suma: o tempo de estudos dado pela repescagem (e tempo vale ouro) tem um valor inestimável para os examinandos. É uma chance de ouro!

Mas tem um porém…

E esse porém tem um nome: procrastinação.

Sabem quando se tem muito tempo para resolver uma coisa e a gente relaxa porque “dá tempo” de fazer? Pois é….

O “deixar para depois” é a grande armadilha para quem ficou na repescagem.

A procrastinação não depende diretamente da dimensão ou do teor da tarefa, da importância da decisão ou da ação a ser realizada. Quem procrastina posterga desde tarefas banais até compromissos importantes. Um especialista sobre o assunto – André Gellis, diretor do Centro de Psicologia Aplicada da Universidade Estadual Paulista (Unesp) –  afirmou em uma entrevista que há um forte medo do fracasso e de errar por trás da procrastinação.

Procrastinar é uma péssima opção, EM ESPECIAL porque quem está indo para a repescagem está vindo de uma experiência de REPROVAÇÃO. Isso significa que ALGO DEU ERRADO no XVI Exame de Ordem e que esse “algo” precisa ser reparado.

A hora é agora, e por isso o Portal Exame de Ordem já lançou seus cursos para a 2ª fase da OAB!

Quando eu falo em curso completo, é completo MESMO, incluindo aí toda uma abordagem EXTRA e DIFERENCIADA para quem está na repescagem.

Tanto é assim que o conteúdo programático dos cursos do Portal foram modificados para trabalhar os aspectos relevantes para os candidatos da repescagem, e, evidentemente, úteis também para quem vai fazer a 2ª fase caso seja aprovado na 1ª fase do XV Exame.

O foco central dos cursos completos está no processo de identificação e elaboração das principais peças da prática profissional, bem como, a resolução de casos concretos referentes ao direito material e processual de cada disciplina.

Como escolher a disciplina da 2ª fase?

Os professores, em seus respectivos cursos, orientarão todos os candidatos tanto nos aspectos teóricos quanto principalmente nos aspectos práticos, demonstrando para os alunos as principais peças processuais para a segunda fase do XVII Exame de Ordem Unificado.

IMPORTANTE: A primeira aula de TODOS os cursos de 2ª fase do XVII Exame de Ordem serão gratuitas! É isso mesmo! Vocês podem ver gratuitamente a primeira aula de cada curso para fazer uma avaliação pessoal do respectivo professor!

Façam o cadastro primeiro, é fácil e rápido:

Cadastro CERS

Depois basta se cadastrar na 1ª aula gratuita:

2ª fase em todas as disciplinas - 1ª aula grátis!

E o nosso curso, INÉDITO, proporciona uma preparação – profunda e completa – para os candidatos.

Também não faz sentido lançar um curso específico para a repescagem, com uma abordagem parcial ou focada em alguns aspectos isolados, quando nós, do Portal Exame de Ordem, entendemos que a preparação deve ser profunda e integral, e isso só é possível oferecer com um curso abrangente, como é o caso do nosso curso de 2ª fase.

E nosso conceito de preparação profunda e integral envolve tanto a abordagem teórica como a prática oferecidas de forma concomitante, exatamente para proporcionar a apreensão completa do conteúdo da disciplina e as especificidades da 2ª fase.

O candidato da repescagem PRECISA de um curso completo e abrangente, da mesma forma que o examinando que será aprovado na próxima 1ª fase.

IMPORTANTE!

Nossas aulas específicas para a 2ª fase, incluindo aí o reforço concebido para os candidatos da repescagem, são todas INÉDITAS, reforçadas por aulas bônus em todas as disciplinas.

Confiram:

Direito Constitucional - Flavia Bahia

Direito do Trabalho – Renato Saraiva, Aryanna Manfredini e Rafael Tonassi

Direito Penal - Geovane Moraes e Ana Cristina Mendonça

Direito Administrativo – Matheus Carvalho

Direito Tributário – Josiane Minardi e Eduardo Sabbag

Direito Empresarial – Francisco Penante

Direito Civil – Cristiano Sobral, Roberto Figueiredo,Luciano Figueiredo, Sabrina Dourado e André Mota

A melhor preparação para o Exame de Ordem vocês encontram AQUI!

- Categoria: Recursos para prova subjetiva

Utilizando Ouvidoria da OAB para reverter a reprovação na 2ª fase

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Apesar do fim do XVI Exame, é possível, ainda, recorrer de erros na correção das provas da 2ª fase. A Ouvidoria da OAB pode ser acionada e o candidato tem uma última chance de salvar a correção da prova.

Mas notem bem: só e somente só erros materiais podem ser atacados. Nada além disto!

E o que seriam estes erros materiais?

1 – Erro no somatório da nota;

2 – Ausência de pontuação quando a resposta foi declinada de forma correta.

São essas as duas hipóteses aceitas pela OAB para rever a nota de um candidato. Nada além!

E compensa acionar a Ouvidoria?

Sim, pois erros reais podem de fato serem corrigidos e o candidato pode reverter uma reprovação injusta. É meio demorado, é verdade, mas fica como uma espécie de cartada final. E a esperança, como vocês sabem, é a última que morre.

Aliás, no mês passado duas pessoas me procuraram dizendo que tiveram sucesso na Ouvidoria da OAB!

Compensa arriscar!

De toda forma, após a elaboração do recurso para a Ouvidoria, o examinando deve voltar aos estudos e esquecer que recorreu. Ficar inerte esperando pelo resultado é, sem dúvida, a pior medida a ser adotada. O recurso não é garantia de nada: tão somente uma tentativa!

Cliquem no link a seguir para entrar em contato com a Ouvidoria da OAB - Ouvidoria da OAB

Em regra, a análise dos pleitos levam meses, e alguns candidatos logram sucesso. Não a maioria, que fique claro, mas alguns conseguem, em especial quando demonstram que a resposta está exatamente em conformidade com o espelho.

O contato com a Ouvidoria só será efetivo se vocês receberem o número de protocolo da reclamação. Atentem para isto!