Maurício Gieseler

Maurício Gieseler

Advogado em Brasília (DF), este blog é focado nas questões que envolvem o Exame Nacional da OAB, divulgando informações e matérias atualizadas, além de editoriais, artigos de opinião e manifestações que dizem respeito ao tema. Colocamos, também, a disposição de nossos visitantes provas, gabaritos, dicas, análises críticas, sugestões e orientações para quem pretende enfrentar o certame. Tudo sobre o Exame de Ordem você encontra aqui.

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- Categoria: Advocacia

O advogado empreendedor e a geração de valor na advocacia nos dias de hoje

O especialista em gestão da advocacia, mestre em Filosofia, consultor de marketing jurídico e marketing digital, Ricardo Orsini preparou mais um texto aqui para o Blog Exame de Ordem falando da preparação para o mercado da advocacia. Ele é o criador do Blog Arquivo Direito - www.arquivodireito.com.br - e trata com MUITA propriedade das questões voltadas para o exercício da profissão.

O mote agora é voltado para a geração de valor na advocacia.

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Se você conquistou a sua carteira da OAB ou está prestes a conquistá-la, uma coisa já deve ter passado na sua cabeça milhares de vezes. Por onde devo começar?

Se pensou em arrumar um emprego, atuar como um advogado liberal (autônomo)  ou montar seu próprio escritório, deve ter feito a si mesmo algumas perguntas:

1 – O que eu tenho que fazer para montar meu escritório de advocacia da melhor maneira possível?

2 – Quais as competências, habilidades e conhecimentos devo desenvolver para conquistar o meu quinhão num mercado tão competitivo?

3 – Quais os primeiros passos e os primeiros investimentos?

4 – Que erros devo evitar para não atrasar o sucesso tão esperado na profissão?

 Bom, se ainda não se fez nenhuma dessas perguntas, dá tempo de começar!

Você já deve ter conversado com advogados, professores e amigos (íntimos e nas redes sociais) pedindo dicas e conselhos sobre as primeiras providências para começar o seu escritório de advocacia.

 Contudo, quero mostrar que há dois bons motivos para você não levar estes conselhos muito a sério. Vejamos quais são.

 O empreendedorismo jurídico

Primeiro motivo: o mercado da advocacia mudou muito nos últimos anos, e os ensinamentos que valeram para advogados que atuam há mais de 10 anos não valem mais.

Com a profusão de profissionais sendo despejados no mercado todos os anos, a advocacia brasileira foi forçada a se modernizar. Para construir diferencial e conquistar clientes, o advogado se viu obrigado a adotar novas estratégias e agir orientado por um novo paradigma.

Os maiores erros na hora de planejar sua carreira na advocacia

Esse paradigma é o mesmo que anima qualquer tipo de empreendimento empresarial, a saber, o empreendedorismo jurídico. Sei que a advocacia não é uma atividade empresarial, que o profissional não pode mercantilizar os seus serviços, mas não é disso que falo.

Hoje, quem foge da dura realidade do mercado, tem penado bastante ao montar um escritório ou seguir carreira como advogado contratado em uma grande banca.

Um escritório de advocacia pode até não ser uma empresa, considerando o disposto no  parágrafo único, do Art. 966, do Código Civil. Mas, essa é uma interpretação estritamente jurídica do dispositivo. Numa perspectiva de mercado, prestar serviços jurídicos advocatícios na esfera privada tornou-se um negócio e o escritório tradicional precisa ser tratado como um empreendimento.

Por este motivo, mesmo pedindo conselhos a outros advogados, talvez fosse prudente também pedir conselhos a empresários, empreendedores e consultores de negócios, antes de montar o seu escritório ou planejar sua carreira nas grandes bancas.

Com as devidas adaptações, estes conselhos vão ser bastante úteis no momento de você criar o seu modelo de negócios, fizer seu planejamento estratégico, definir os seus sistemas de controle financeiro, de informações e de comunicação.

Num escritório, será importante uma visão empreendedora e estratégica no momento de definir a política de relacionamento com os clientes (interno e externo), o marketing jurídico e as relações públicas, os processos de gestão das causas, as estratégias processuais, a definição das oportunidades de mercado de cada tese jurídica defendida, além de vários outros fatores críticos de qualquer tipo de negócio.

 O Advogado Gestor

Isso nos leva ao segundo motivo pelo qual você deve relativizar o conselho de outros advogados, professores e colegas do Direito.

 Na Faculdade aprendemos pouco (ou nada) sobre negócios. Me lembro que das poucas vezes que se falou da realidade prática da advocacia em sala de aula, foi para defender o modelo do advogado peticionador, como se isso bastasse para alcançar o sucesso na carreira.

10 coisas sobre a advocacia que você NÃO aprende na faculdade de Direito!

Infelizmente, todo o conhecimento necessário para alcançar o sucesso com um empreendimento empresarial é completamente ignorado nos bancos da Faculdade. O suprassumo de uma prática jurídica na Faculdade ou de um estágio em escritório de advocacia é conseguir aprender a peticionar sem a necessidade de copiar modelos prontos.

A partir daí, somos levados a acreditar que advogar é apenas peticionar, talvez com o acréscimo de uma boa oratória para participar de forma persuasiva de audiências e reuniões. Isso é fundamental, mas é muito pouco.

Dentro dessa nova realidade empresarial, peticionar não é, nem de longe, a única coisa que você terá que saber para trazer os melhores resultados para seu negócio.

Jovem advogada, com apenas 2 anos de carteira, é um excelente exemplo de como triunfar na advocacia nos dias de hoje

Alguns diriam até que o trabalho operacional do escritório (peticionamento, organização de arquivos, visitas ao fórum e ao banco, participação em audiências e acompanhamento do trâmite processual nas escrivanias) nem deveria ser ocupação do Gestor Jurídico, do advogado que está à frente do negócio.

Quanto mais tempo você estiver ocupado com atividades operacionais, menos tempo terá para as duas coisas mais importantes no negócio: gerar valor para seus clientes e cuidar deles.

 A geração de valor na advocacia

O conhecido consultor de negócios Gustavo Rocha, numa palestra recente, falou algo muito interessante, colocando a Advocacia numa nova perspectiva constitucional. Citando o Art. 133 da Constituição Federal, ele nos lembrou que o Advogado é indispensável à ADMINISTRAÇÃO da Justiça.

Ele deu bastante ênfase na palavra em destaque: ADMINISTRAÇÃO da Justiça.

O advogado não pode atuar como um peticionador ou um despachante forense de luxo. Ele é, antes de tudo, um administrador da Justiça dos seus clientes. É um agente estratégico.

 Se insistir em ser um peticionador, vai amargar uma advocacia de clientes ruins, de um serviço estressante (a rotina forense é, no mínimo, estressante) e honorários apavorantes para quem tem que pagar as contas no final do mês.

Lidar com a realidade empresarial da advocacia é conceber seu escritório como um modelo de negócios. E não pense que “negócio” ou “empreendimento” é algo de pessoas gananciosas, que só querem saber do dinheiro.

No mundo dos negócios, dinheiro é uma consequência. Os verdadeiros empreendedores estão focados em gerar valor para seus clientes, em transformar as suas vidas, em resolver os seus piores problemas.

Gerar valor e obter sucesso não é a mesma coisa que ter uma excelente ideia e ficar rico com ela. Isso não existe no mundo dos negócios. Gerar valor não é ter uma boa ideia para você, mas para o seu cliente. Sucesso não é ficar rico, mas se realizar naquilo que você faz.

Vamos pensar um bom exemplo, fora do Direito, de mentalidade empreendedora.

Trata-se do Seu Francisco, um vendedor de um excelente sanduíche que havia na porta de uma Faculdade em que lecionei há alguns anos. A banquinha estava sempre cheia. Ele tinha o ponto há vários anos, bem mais tempo do que os 50% de empresas que quebram antes de dois anos de funcionamento.

Seu Francisco pagava suas contas, gostava do que fazia, emprega toda a família, ajudava milhares de estudantes que não tinham tempo de jantar antes de ir à Faculdade. Gerava valor  e se realizava.

Não era rico, mas com certeza era um empreendedor de sucesso.

O empreendedorismo jurídico é uma mentalidade que deve começar a se espalhar pelo Direito. Não só entre advogados atuantes, mas desde o primeiro período da Faculdade.

Num país onde a prestação jurisdicional pelo Poder Judiciário deixa muito a desejar, um advogado estará cumprindo com o seu papel constitucional de maneira muito mais integra e ética se, atuando como um gestor ou administrador da Justiça, gerar valor e conseguir transformar a vida de seus clientes, como faz o Seu Francisco com o seu magnífico sanduíche.

- Categoria: Concursos

Petrobrás abre concurso para Advogado Júnior! Serão 158 vagas e salário de R$ 8.866,74

Fachada da sede da Petrobras

O Blog aqui não trata de concursos, para isto sugiro o Blog CERS, mas este concurso eu não resisti à vontade de publicar aqui.

Hoje a Petrobrás publicou o edital para um Concurso Público muito interessante: Advogado Júnior! Serão 158 vagas, sendo que 13 vagas imediatas e 145 para formação de cadastro de reserva.

O salário é de R$ 8.866,74!!!

Bom…todo mundo sabe que a estatal não anda bem das pernas, mas por pior que esteja não tem como ela quebrar. Logo, vale muito o esforço!

Do total de vagas 5% são reservadas para pessoas com deficiência e 20% para conta de candidatos negros ou pardos.

As vagas serão para Brasília, estado do Amazonas, Rio de Janeiro e Salvador.

Evidentemente, é preciso ter a carteirinha da OAB.

Os candidatos enfrentarão provas objetiva e discursiva, e elas serão aplicadas em 2 de agosto nas cidades de Manaus, Salvador, Rio de Janeiro e Brasília.

O processo seletivo terá validade de 6 meses e poderá ser prorrogado, uma vez, por igual período!

Confiram o Cronograma:

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Cliquem no link abaixo para ver o edital:

Edital do Concurso da Petrobrás

- Categoria: Motivacional

As 5 crenças que tornam os examinandos ineficientes

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A ineficiência, em qualquer ramo de atividade, pode ser o resultado de uma série de fatores, dentre os quais destaco os seguintes:

1 – desconhecimento

2 – passividade

3 – descrença

É inevitavelmente doloroso para qualquer pessoa confrontar com as próprias limitações e se conformar com o fato de que a ineficiência é, antes de tudo, o resultado de uma ESCOLHA.

Sim! Ser ineficiente é, em sua essência, o resultado de escolhas, conscientes ou não. O resultado direto de crenças e comportamentos improdutivos que atrasam a vida de quem almeja atingir um patamar mais alto na vida e, em especial, no Exame de Ordem.

E que comportamentos são esses? E como superá-los?

Descrever os comportamentos é algo até relativamente fácil, o difícil é visualizá-los em si mesmo e, acima de tudo, quebrar com os hábitos (e crenças) que os sustentam.

Nós sabemos que um número expressivo de candidatos naufragam diante da prova. Mais de 8 em cada 10 estudantes que fizeram o Exame nos últimos quatro anos reprovaram, ou seja, 82,5%. E esses são dados oficiais que constam da segunda edição do relatório “Exame de Ordem em Números”.

Dos mais de 1,3 milhão de inscritos entre os Exame II e XIII, apenas 234 mil (17,5%) foram aprovados.

Ao analisar o CPF de cada candidato, o estudo conseguiu identificar quantas vezes cada um precisava fazer o exame até conseguir a aprovação. Por isso, no universo de 1,3 milhão de inscritos foram contabilizadas pessoas que se inscreveram até 12 vezes. Na verdade, nesses quatro anos, foram 487 mil estudantes e bacharéis de Direito que passaram no exame.

E destes, 101,3 mil (43,3%) tiveram sucesso logo na primeira tentativa. O percentual vai diminuindo conforme o número de tentativas. Quase 50 mil (21,3%) precisaram de dois exames para passar, enquanto outros 32,3 mil (13,8%) só foram aprovados após três tentativas.

Isso pode criar verdadeiros complexos em candidatos, muito provavelmente vitimados em razão de suas próprias crenças, tão somente crenças, que os impedem de finalmente atingir a aprovação.

Então pare de acreditar nessas coisas:

1 – Eu não sei se posso

Nunca deixe que você mesmo ou outras pessoas lhe digam o que você não é capaz. Geralmente isso é o resultado de uma reprovação prévia ou de um temor injustificado da prova.

A prova não é isso tudo!!

Afirmar que a prova “não é isso tudo” parece até uma piada, em especial após a apresentação de estatísticas tão contundentes, mas não estou errado ao afirmar isso.

Não que seja fácil, mas não é uma tarefa de outro mundo. Um grande percentual dos reprovados não tiveram em suas faculdades uma base consistente de estudos (seja porque a faculdade é ruim ou porque não foram simplesmente bons alunos), não estudaram com metodologia, ou com um material adequado, deixaram para estudar em cima da hora ou simplesmente foram com a cara e a coragem para a prova.

As aprovações estão vinculadas, em regra, a candidatos que estudaram muito ou reprovaram algumas vezes até acharem “o ponto” de preparação.

A maior parte dos aprovados passa na 1ª ou na 2ª tentativa.

Em suma: todos podem ser aprovados, desde que se dediquem corretamente ao objetivo, com seriedade e método.

É difícil, mas não é impossível.

2 – Posso lidar com isso depois

Sem um plano você vai ficar onde está: a hora é agora!

Não existe isso de deixar a prova para depois ou projetar a crença de que a aprovação virá naturalmente a partir daquele belo dia em que as conjunções astrais mudarem e você finalmente vai estudar com afinco.

Isso não existe!

O “depois” é uma tremenda, incomensurável armadilha emocional. É o medo de sair, agora, da zona de conforto para transformar ao poucos a realidade.

Não existe o depois para quem quer algo. Se a sua mente trabalha com a postergação, você já é vítima de uma crença equivocada. E essa é, sem dúvida, uma das mais ardilosas armadilhas emocionais. E

Lembre-se qu eo destino nos julga pelo o que fazemos e não pelo o que falamos. Acorde todas as manhãs determinado, para que as tarefas do dia sejam cumpridas e se possa dormir satisfeito.

Tenha a coragem e a disciplina HOJE, agora, para fazer o que é necessário em seu tempo, ao invés de postegar sempre e viver apenas como o sonho de que pode fazer, sem entretanto efetivamente realizar.

3 – É muita coisa para estudar

A vida nem sempre é o que desejamos, e muito menos fácil.

Agir normalmente diante de uma situação desafiadora só tende a tornar tudo muito mais difícil.

Só existe uma alternativa diante do que deve ser feito: efetivamente fazê-lo!

A estratégia testada pelo tempo para tornar a vida mais fácil é realmente trabalhar através de cada desafio na medida em que eles vão surgindo, sendo persistente e entregando o melhor de si mesmo.

Estudar é um processo cujos frutos levam tempo para serem colhidos, e isso implica em vencer um volume bastante considerável de conteúdo. É tal como a parábola da escadaria: só é possível vencer tudo se o primeiro degrau for vencido, e se a cada dia um degrau a mais for acrescentado na escalada.

E, a cada dia, o volume de conteúdo a ser estudado será cada vez menor, e a confiança no que foi estudado e aprendido vai crescendo, servindo de impulso para a continuidade do projeto até o seu fim.

É preciso perseverar!

4 – Eu não tenho a força necessária

Essa é uma crença terrível: não se achar bom o suficiente para ser aprovado, ou achar que aquilo não é para você.

Por que não?

Conheço pessoalmente, literalmente, dezenas de pessoas que preferem obter a carteira vendo o fim do Exame de Ordem do que simplesmente se inscrever e fazer a prova. Criaram para si mesma uma barreira ideológica e de desculpas para não “se venderem ao sistema”. Questionam, criticam, acusam mas não enfrentam de frente a prova, em razão das próprias descrenças.

Levantar diante do obstáculo e simplesmente fazer algo sobre ele não é uma opção.

Não se trata de ter ou não a capacidade de passar ou não, e sim o de encarar o desafio INDEPENDENTEMENTE das consequências. Curiosamente, em regra, regra os desafios, quando enfrentados verdadeiramente, não são tão grandes como parecem ser.

Lembrem-se: a luta enfrentada hoje lhe ajuda a desenvolver a força necessária amanhã. Mesmo quando você dá o seu melhor e perde, não se trata de um derrota real. Ao contrário! Em vez disso, é apenas mais uma etapa dentro do processo de se atingir o fim almejado.

Não se entregue ao fracasso: desafie-o!

Você é mais forte do que você pensa!

5 – Não dou conta de fazer tudo de novo

Chega um momento em que as derrotas, somadas, são maiores do que a vontade de vencer. E aí o candidato desiste.

É muito comum em muitos candidatos reprovados, ao se depararem coma  repetição de todo o processo de preparação, bater um terrível desânimo e sucumbirem diante dele.

Isso implica não só em não estudar: sucumbir também pode ser visto como estudar de forma desleixada.

“Já sei isso”, “já sei aquilo”, “preciso só fazer ajustes” são raciocínios comuns entre um bom percentual dos candidatos que reprovam. E são, evidentemente, tremendas armadilhas emocionais.

Pior!

Eventual sucessão de reprovações (e quando falo em sucessão falo a partir de duas reprovações) pode parecer para muitos a entrada em um ciclo de desmotivação, tornando a tarefa de ser aprovado bem maior do que ela efetivamente é.

Não existe, evidentemente, solução fácil para isto. Mas, com certeza, a situação não só merece uma solução como ela deixa o examinando sem uma alternativa: para ter a carteira da OAB é preciso enfrentar todos estes elementos.

A tarefa, entretanto, não é impossível. O que complica o candidato ou é o seu emocional ou é a sua metodologia de estudo.

Muito dificilmente a dificuldade está além destes dois fatores. E se é um deles (ou os dois), as soluções são possíveis.

A tarefa nunca é maior do que a vontade de quem quer passar.

Nunca!

Uma boa dose de impiedosa auto-crítica (é ela que verdadeiramente mostra a realidade) e ajustes de conduta podem ser a chave para a aprovação.

Método e sangue frio: essa é a chave!

- Categoria: Motivacional

De bandeja: um debate sobre oportunidades na vida!

O pessoal do site Catavento traduziu um Gif sobre a questão de chances e oportunidades na vida. Mais especificamente traçando um paralelo entre duas pessoas, uma com mais chances e outra menos favorecida.

Em uma tradução literal, o título significa “De bandeja”.

O quadrinho fala por si mesmo. Confiram que ao final dele tratarei de uma questão significativa: diferenças no mercado de trabalho:

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O quadrinho deixa marcado, ou melhor, explicitado, um mundo onde existe uma premissa básica: somos todos diferentes!

Imediatamente surge uma pergunta: não deveríamos todos sermos iguais?

Os desdobramentos ideológicos a partir da pergunta são os mais variados possíveis. Variados e também complexos!

Reparem só dois comentários que achei sobre esta publicação. Eles marcam bem uma parte da dicotomia ideológica em torno do tema:

Já vi muita bobagem na minha vida. Mas essa pega pesado. Nasci e me criei em família pobre. Fiz faculdade trabalhando. Com muito esforço. Trabalhei duro, economizei. Se hoje eu tenho até uma carteira de investimentos é por mérito próprio.

Essa tirinha simplesmente cospe no meu esforço, desde pequeno.

E eu sei que algum esquerdista ainda virá responder meu comentário dizendo que eu sou exceção, para terminar de pisotear sobre a minha história.

O fato é que esquerdistas como o autor dessa tirinha ganham dinheiro explorando casos de miséria. Vocês não querem nem entender, nem resolver o problema. Só querem ficar nesse jogo mental e ideológic0.

Entender que o governo inchado retira dinheiro do mercado, tornando escasso o investimento e as oportunidades, isso ninguém quer ver. Claro, porque se o governo não subsidiar os esquerdistas, serão vocês que passaram fome. E não os que vocês dizem defender.

Vocês não me representam.

E aqui um contraponto:

Cara, é só analisar estatisticamente. Existem pesquisas sobre isso. Não seja tendencioso. Pesquisa antes em vez de sair dando argumentos que são exceções pra deslegitimar ideologias contrarias às suas.

Se for ver a porcentagem de pobres que cresceram e tiveram sucesso na vida, você vai encontrar apenas uma minoria. Não seja egoísta. Não é por que vc é um caso que deu certo que os outros não precisam de ajuda por conta da sua suposta “meritocracia” que não existe.

Rende muito pano para manga essa história!

Mas, objetivamente, o que fazer quando uns tem mais oportunidades e outros menos?

Evidentemente a minha resposta tem um viés ideológico, é impossível retirá-lo, mas tentarei ser o mais pragmático possível. e parto da seguinte premissa: o mundo É feito de diferenças!

O comunismo e os socialismos surgiram para combater ou mitigar esses diferenças, mas elas estão sempre aí e, honestamente, acho muito difícil que no nosso tempo elas sejam suprimidas.

Um parte interessante do quadrinho é quando os pais do Richard veem a nota 7 e acham que ele precisa de reforço, enquanto os pais da Paula acham a nota satisfatória.

Qual é a base da diferença aí, se não uma visão distinta do próprio mundo e do que é bom ou não para seus próprios filhos?

Queremos um mundo melhor, todos querem um mundo melhor. Os americanos fazem isso de uma forma, e a chamam até de “american way of life“, enquanto os cubanos dizem que “la revolucion” vai muito bem, obrigado.

Quem está certo e quem está errado neste jogo dialético, repleto de imensas variáveis?

Nós aqui no Brasil estamos vivendo neste exato momento uma imensa disputa ideológica sobre o que é melhor para o país. Se o modelo atual vai dar certo ou se é preciso mudar. Temos uma irrefutável crise econômica e política instalada e nossos caminhos estão longe, muito longe de qualquer equalização social.

Ontem escrevi sobre um advogado que está passando por muitas dificuldades:

“Estou desempregado, desesperado, contas atrasadas, filhos pequenos”: o relato de um jovem advogado desempregado e como conseguir o 1º emprego de qualquer jeito!

Algumas semanas antes tratei de uma jovem advogada que estava triunfando na profissão:

Jovem advogada, com apenas 2 anos de carteira, é um excelente exemplo de como triunfar na advocacia nos dias de hoje

Muitos passam no Exame de Ordem de primeira, enquanto outros tentam acabar com ela no Congresso porque não conseguem vencê-la de jeito nenhum.

A nossa realidade é de diferenças!

E é por isso mesmo que TODOS precisam, diante disto, adotar para si duas posturas:

1 – Aproveitar as oportunidades de vida que surgem, seja a boa criação dada pelos pais, ou um emprego especial que surge inesperadamente, as teias de relacionamento que consegue construir, etc;

2 – Se esforçar ao máximo para extrair de si o melhor. Vencer o sono quando está estudando, vencer o cansaço de um dia de trabalho e estudar à noite, estudar com o material que conseguir adquirir, buscar ir além das próprias forças.

As diferenças existem porque, simplesmente, nós EFETIVAMENTE somos diferentes. Tem um texto do Roberto Shinyashiki, muito bem escrito, revelador das diferenças entre as pessoas:

Um Meio ou uma Desculpa

“Não conheço ninguém que conseguiu realizar seu sonho, sem sacrificar feriados e domingos pelo menos uma centena de vezes.

Da mesma forma, se você quiser construir uma relação amiga com seus filhos, terá que se dedicar a isso, superar o cansaço, arrumar tempo para ficar com eles, deixar de lado o orgulho e o comodismo.

Se quiser um casamento gratificante, terá que investir tempo, energia e sentimentos nesse objetivo.

O sucesso é construído à noite!

Durante o dia você faz o que todos fazem.

Mas, para obter um resultado diferente da maioria, você tem que ser especial.

Se fizer igual a todo mundo, obterá os mesmos resultados.

Não se compare à maioria, pois, infelizmente ela não é modelo de sucesso.

Se você quiser atingir uma meta especial, terá que estudar no horário em que os outros estão tomando chope com batatas fritas.

Terá de planejar, enquanto os outros permanecem à frente da televisão.

Terá de trabalhar enquanto os outros tomam sol à beira da piscina.

A realização de um sonho depende de dedicação, há muita gente que espera que o sonho se realize por mágica, mas toda mágica é ilusão, e a ilusão não tira ninguém de onde está, em verdade a ilusão é combustível dos perdedores pois…

Quem quer fazer alguma coisa, encontra um MEIO.

Nós precisamos lutar por nosso espaço, essa é a verdade.

Trabalhar, construir e perseverar nos projetos de vida e nos sonhos.

O tema rende muitas discussões, mas independente dos azares das nossas vidas (por que não nasci rico!) temos em nós mesmos as ferramentas para melhorar nosso futuro e darmos aos nossos filhos um futuro melhor, tal como os pais do Richard fizeram.

Não vou cometer o erro de dizer que a Paula deveria ter se esforçado mais. De fato eles tiveram atenções diferentes ao longo da vida e isso influenciou todo o processo, mas não é possível dar nenhum outro conselho que não este: nunca desista, não pare de lutar.

Publicação original do site The Wireless. Tradução por catavento*.

- Categoria: Análise de prova subjetiva, Como se preparar para a prova

O perfil das provas subjetivas definitivamente mudou! Como isso influencia na escolha da disciplina da 2ª fase da OAB?

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No dia 13 de janeiro deste ano eu escrevi um texto, dois dias após a prova subjetiva, avisando sobre uma mudança no perfil da prova da 2ª fase do Exame de Ordem:

Uma mudança no perfil geral da 2ª fase do Exame de Ordem e a necessidade de reposicionamento dos examinandos

Pois é! Após a prova da 2ª fase aplicada no último domingo a minha percepção sobre um novo perfil da 2ª fase se concretizou, e a forma como as provas subjetivas são trabalhadas está um pouco diferente, revelando uma nova visão da FGV.

E o que foi que eu escrevi?

Vamos rever:

Uma mudança no perfil geral da 2ª fase do Exame de Ordem e a necessidade de reposicionamento dos examinandos

A 2ª fase do Exame de Ordem sempre foi marcada por polêmicas, muitas polêmicas. Isso principalmente em razão dos seguintes aspectos:

1 – Peças práticas extremamente extensas;

2 – Enunciados de peças com mais de uma possibilidade de resposta;

3 – Erratas dadas com atraso durante a aplicação da prova;

4 – Tentativas de pegadinhas no enunciados das peças, para induzir o candidato ao erro;

5 – Péssimas correções das provas subjetivas;

6 – Fundamentos recursais ignorados.

Acho que, tirando umas 3 edições do Exame de Ordem Unificado, todas elas enfrentaram um desses problemas elencados.

A impressão que eu sempre tive, e isso porque acompanho de perto o Exame há muito tempo, além de intervir direta ou indiretamente em praticamente todos os episódios, é que aforma de reprovar seguia um caminho, digamos heterodoxo.

Isso sem deixar de mencionar a chamada “modulação de dificuldade”, quando uma disciplina parecia crescer na preferência dos candidatos para ser alvo de um inesperado aumento em seu grau de dificuldade. Direito do Trabalho foi a primeira vítima desta lógica, logo quando a FGV estreou no Exame.

E, claro, a dificuldade em si das provas sempre também foi um obstáculo aos candidatos, passando um “upgrade” quando adicionamos a essa equação os problemas acima relacionados.

Mas, aparentemente (sempre aparentemente, porque o futuro só pertence a Deus), a lógica acima parece estar sendo abandonada.

Tanto no XIV como agora, no XV, as provas foram tecnicamente corretas, desprovidas de polêmicas quanto a formulação em si.

Claro! Vou descontar apenas a questão das péssimas correções das provas subjetivas e dos fundamentos recursais ignorados porque acho quase impossível isso melhorar mesmo.

Mas olhando para a formulação das dos enunciados e para a qualidade técnica das provas houve uma evidente melhora, e isso é excelente para todos.

E é também um alerta!

Um alerta bastante óbvio, redundante mesmo, mas que precisa ser feito: o filtro da 2ª fase será feito sobre os candidatos que NÃO se prepararem bem.

Conversando com alguns professores do Portal ficou a percepção de que as provas em si mesmas não foram, exatamente difíceis, não para quem ESTUDOU tudo e acompanhou de perto todas as aulas. O candidato bem preparado faz seu caminho até a aprovação; quem se preparou mais-ou-menos para a 2ª fase encontrou dificuldades e tende a ficar pelo caminho.

Absolutamente óbvio falar que o candidato tem de estar preparado para a prova, mas faço isso em função da percepção de que, aparentemente, a banca já está, desde a prova passada, empregando um grande zelo na construção da peça e das questões, e vai filtrar de forma ainda mais intensa os candidatos pela capacidade técnica deste em detrimento de falhas parecidas com as mencionadas no início deste texto.

Moral da história: a preparação para a 2ª fase, e de uma forma bem mais óbvia e intensa, dependerá muito da dedicação e aprofundamento no conteúdo por parte dos candidatos.

Estudar mais ou menos e contar com uma prova “mais fácil” ou “mais palatável” daqui em diante, e esta parece ser a tendência, não vai render frutos para os examinandos.

Qualquer um pode pegar as últimas provas aplicadas pelo CESPE, as provas do V ou VI Exames, aplicados pela FGV, e as duas últimas edições (XIV e XV) que vai perceber, nitidamente, diferença na construção dos enunciados, tanto pelo aspecto da qualidade como da dificuldade.

A distinção é nítida.

Isso decorre, é claro, de um processo de amadurecimento da banca. Não raro, em algumas edições passadas (e bem recentes), podíamos ver muita gente boa pedindo a substituição da banca. Eu mesmo, em duas oportunidades, pedi isso, mas isso não é mais visto nem entre candidatos e nem entre professores. É um sinal bastante interessante de uma mudança de percepção sobre a qualidade, no geral, do Exame.

Inclusive as provas da 1ª também melhoraram muito em termos de qualidade, com uma queda acentuada do número de questões questionadas por cursos e candidatos.

Em suma: a natureza do filtro está mudando, e ela obriga os candidatos para uma única direção: estudar MAIS e estudar MELHOR!

Quem tem o Exame de Ordem na alça de mira em 2015 precisa se conscientizar disto e adotar as medidas adequadas para suplantar a prova.

Posso, evidentemente, queimar a língua ao surgir alguma falha no futuro próximo, mas depois do X Exame de Ordem, o Exame da confusão, a tendência de melhora na qualidade das provas é evidente.

Fiquem atentos a isto.

Pois bem…

Bem antes da prova eu já vinha avisando que esperava provas boas para os candidatos, confiante na percepção prévia da mudança do perfil da banca na estruturação das provas:

Duas semanas para a prova! Uma análise das últimas edições da 2ª fase

O que esperar da 2ª fase do XVI Exame de Ordem? Vai ser pancada igual a prova objetiva?

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Nas provas do último dia 17 só tivemos um problema: a questão do erro do valor do salário mínimo, identificado em primeira mão pelo professor Penante, implicando em uma mudança do padrão já no dia seguinte ao da prova, em uma demonstração da preocupação da banca em mitigar o mais rapidamente possível qualquer polêmica mais acentuada:

XVI Exame de Ordem: Peça do Padrão de Resposta da prova de Empresarial está ERRADA!

E agora? O que a FGV vai fazer com a peça de Empresarial?

Penante é o cara! FGV modifica padrão da prova de Empresarial e aceita a Ação de Execução Forçada

Tirando isto, não tivemos queixas sobre as demais provas: foram consideradas justas.

É, pela 3ª vez, a repetição de um padrão por parte da banca.

Ou seja: temos diante de nós uma tendência no sentido de que a banca abandonou o modelo de apresentar armadilhas nas provas em benefícios de exigir ao menos que os candidatos estejam bem preparados.

Vamos somar A com B aqui!

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Por que as provas da 2ª fase entraram em um padrão mais elevado de qualidade?

Primeiro porque caiu a ficha da FGV (e da OAB) que o grande calcanhar de Aquiles do Exame sempre foi a 2ª fase. Infelizmente tiveram que esperar até o fiasco do X Exame de Ordem para a ficha cair, e de lá até aqui uma série de mudanças (incluindo aí provimento novo e alterações no edital) surgiram para mitigar as polêmicas da 2ª fase.

Depois, em uma medida menor, a prova não precisaria de “artifícios” para reprovar por dois motivos:

1 – A prova da 1ª fase pode ser o filtro ideal, como foi a deste XVI Exame, que aprovou apenas 24% dos candidatos (e onde nenhuma questão foi anulada, independente dos problemas detectados);

2 – E a percepção de que não é preciso inventar muito para reprovar aproximadamente 50% dos candidatos:

Candidatos da repescagem tem um desempenho MELHOR em comparação com os aprovados na 1ª fase! Por quê?

Se esta média for observada agora, no XVI, então teremos, mais ou menos, um percentual de aprovação de 12% nesta edição, sem que tenha ocorrido nenhuma grande agitação, exceto, claro, pela falta de anulações na 1ª fase, que repercutem muito menos se comparadas com as falhas da 2ª.

É moçada, o negócio é para profissionais mesmo!

A OAB e a FGV descobriram que é possível reprovar sem fazer força!

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Pois é….tenso isso.

E agora?

Bom….uma vez superada a 1ª fase, uma boa preparação seria, ao meu ver, o caminho para a aprovação. Mas um caminho um tanto diferente se comparado com o passado: seria um caminho TRANQUILO.

Mais uma vez dou aqui o desconto das problemas nas correções, ainda não superados. Talvez nunca sejam…

Mas a era das peças imensas, das teses mirabolantes e das pegadinhas parece ter chegado ao fim. E não temos como não achar isso bom.

É ótimo!

Na próxima 2ª feira teremos a abertura das inscrições para a próxima edição da prova, e a escolha da 2ª fase é crucial para o sucesso final.

Comecem a pensar com calma a disciplina de 2ª fase, e trabalhem ela bem ao longo da preparação. Se a 1ª fase for superada, a 2ª, para o candidato dedicado, será mais tranquila.

Não digo que é fácil, porque nunca é, mas fica a única percepção: quem se prepara bem, de forma adequada, sorri ao final.

Em breve tratarei aqui da escolha da 2ª fase!

- Categoria: Simulados

Questões e simulados online para vocês se prepararem para a 1ª fase da OAB

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A prova da 1ª fase está chegando e vocês precisam afiar o treino na resolução de questões, e um treino online facilita esse processo!

Cronograma EMERGENCIAL de estudos para a 1ª fase do XVII Exame de Ordem

Na próxima segunda já temos o nosso simulado agendado, mas nada os impede (e nem deve!) de resolver questões até os olhos cansarem.

É uma premissa importantíssima dentro da preparação resolver muitas e muitas questões. Não deixem de fazer o nosso simulado:

Na próxima segunda teremos o 2º simulado do Portal Exame de Ordem para a prova da 1ª fase!

Segue agora uma lista de sites que oferecem simulados online para vocês treinarem visando a próxima prova objetiva:

Jurisway

Simulados OAB

Tecnolegis

Questões de Concursos

A resolução de exercícios é uma etapa fundamental no processo de preparação. Não deixem de resolvê-los!

Para isto, inclusive, temos um curso específico do Portal:

fb

Por que fazer o nosso Curso de Resolução de Questões?

Porque ele representa uma variação da abordagem geral dos estudos, juntando processos ativos e passivos de estudo. Ao ver uma aula ou ler o livro, o candidato toma contato com a informação, a resolver um exercício, ou compreender como uma questão deve ser respondida, ele utiliza uma outra abordagem, outra faceta, ao mesmo expositiva do conteúdo previamente estudado como também fixadora da matéria, seja no acerto, manifestação de compressão do conteúdo, seja no erro, revelador das deficiências no aprendizado.

Temos também o livro de Questões Comentadas do Portal Exame de Ordem:

questoes-1fase.fw

As questões deste livro são comentadas pelos professores do Portal Exame de Ordem, dando ao candidato um panorama de como resolvê-las e do por que de cada resposta.

Questões Comentadas 1ª fase OAB – 2ª edição

E este livro é perfeito para quem quer aprender resolvendo questões.

- Categoria: Simulados

Na próxima segunda teremos o 2º simulado do Portal Exame de Ordem para a prova da 1ª fase!

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Na próxima 2ª feira , dia 1º de junho, lançaremos o 2º simulado do Portal Exame de Ordem para a prova do XVII Exame da OAB.

Dentro da nossa programação este simulado adquire uma importância fundamental, pois será quando vocês, que já fizeram o 1º simulado, poderão estabelecer uma comparação entre o 1º e o 2º teste e mensurar a evolução entre um e outro.

Isso é FUNDAMENTAL para a verificação na prática das deficiências.

O objetivo declarado aqui é ajudar o candidato a ter a certeza de que irá bem na prova, e, com isso, dar-lhe mais segurança na hora da verdade: quem se sente seguro consegue dominar melhor o emocional. E, evidentemente, quem trabalha as limitações tem um desempenho técnico melhor também.

A segurança, evidentemente, está relacionada à certeza de que o preparo até a prova foi o adequado, e o simulados, vistos em conjunto, permitirão ao candidato ATACAR com precisão seus pontos deficientes, auxiliando-o em sua ESTRATÉGIA de estudos.

O simulado será gratuito, aberto para todos e sem nenhum cadastro.

Anotem então na agendinha de vocês: dia 01/06 daremos continuidade ao ajuste fino para a prova do XVII Exame!

Não percam!!!

- Categoria: Advocacia

“Estou desempregado, desesperado, contas atrasadas, filhos pequenos”: o relato de um jovem advogado desempregado e como conseguir o 1º emprego de qualquer jeito!

Até que ponto vocês aceitariam salários ínfimos, miseráveis, estes que hoje são ofertados no mercado?

A dignidade profissional está à venda?

Ontem li um texto “desabafo” em que o autor renegou a possibilidade de receber 17 reais por diligência, em clara alusão a um texto aqui do blog:

A lei da selva, ou, R$ 17,00 por uma audiência, ou, mais uma evidência do colapso da profissão

Ainda ontem recebi a mensagem de um jovem advogado que tive a oportunidade de conhecer neste último final de semana, quando a OAB/DF promoveu o I Encontro dos Advogados do Cerrado, quando tive a oportunidade de falar sobre o comportamento dos advogados na redes sociais.

Vejam a mensagem recebida via facebook:

Boa tarde Dr. Maurício! Estivemos conversando um pouco na festa da OAB/DF sábado e não tive a oportunidade de falar com você sobre um assunto. Seria interessante uma matéria sobre a dificuldade do jovem advogado em início de carreira. No meu caso, por exemplo, estou desempregado há mais de 1 ano, estou com a carteira da OAB há quase 2 meses e desesperado atrás de um escritório para começar a atuar, mas não apareceu nenhuma entrevista. Bate até um desespero em alguns momentos, visto que as contas estão atrasadas, pensão de um filho em atraso, outro filho pequeno para criar, etc… se puder me dê também uma sugestão, opinião, uma luz, desde já agradeço a atenção.

Esse tipo de coisa, sempre, consegue me incomodar. Ver gente disposta a trabalhar sofrer com uma realidade muito amarga.

É a realidade da advocacia.

Este é um tema recorrente aqui no Blog, objeto de várias publicações. Mas, pela primeira vez, recebo uma pergunta como esta, a pergunta de alguém que está precisando MUITO de um emprego, e com urgência.

Este advogado tem dois filhos, um com a atual mulher e outro, fruto de um relacionamento anterior. Ele precisa pagar a pensão alimentícia, precisa pagar as contas, está desempregado há 1 ano, conseguiu a carteira só agora, fruto de sua aprovação no último Exame de Ordem, e encontra-se, tal como ele mesmo falou, desesperado em busca de um emprego.

É uma situação bem diferente quando falamos de jovens advogados sem filhos ou maiores obrigações, com o suporte dos pais e com condições de iniciar na profissão ou parar tudo e estudar visando os concursos públicos. A PRESSÃO é completamente diferente nestes casos.

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O que fazer?

É neste momento, neste EXATO momento, quando a pressão e o desespero se fazem presentes, que podemos entender a razão por detrás de muitos, mas muitos advogados aceitarem as misérias impostas pelo mercado:

TJ/RS arbitra o incrível valor de R$ 35,00 para um advogado dativo participar de uma audiência

Os vencimentos (de fome) do chamado “advogado audiencista” e a crise do mercado da advocacia

Tem carteira da OAB mas não tem carro? As coisas serão um pouco mais difíceis para você…

“A lei de mercado não pode ser a lei da selva”, ou, “pode a OAB salvar os advogados de honorários pífios?”

O que fazer com R$ 100,00 de honorários de sucumbência?

Governo de Sergipe abre concurso para advogado e oferece salário de FOME!

O fundo do poço: a realidade de um mercado em que um advogado recebe R$ 20,00 para fazer uma audiência

Muitos não conseguem entender como alguns (ou muitos) advogados podem aceitar receber uma miséria para trabalhar, mas ao mesmo tempo têm dificuldades de simplesmente se colocarem no lugar dos outros, de entender que as oportunidades não surgem de forma homogênea para todos.

Nós estamos no ápice de uma crise, e o espaço no mercado não está aberto a todos. é isto, EXATAMENTE isto que gera as distorções, pois os agentes do mercado SEMPRE buscam reduzir custos, e nesta lógica vão testando sempre valores menores para a realização das próprias receitas – ou lucro, como preferirem – buscando quem se submeta a este valores.

Não, a culpa não é do capitalismo, como alguns podem pensar, mas sim das próprias inconsistências do mercado.

Quais seriam elas?

1 – Economia em retração, com menos dinheiro circulando;

2 – Aumento do número de operadores do Direito, com a expansão irresponsável do número de faculdades de Direito;

3 – Sistema jurídico que permite a litigância em massa nas mãos de poucos escritórios e votação, também em massa, de processos nos tribunais.

Este último ponto é até passível de maiores discussões, mas os dois primeiros não só são irrefutáveis como também insofismáveis. Eles dois, tomados em si, já são responsáveis pelo quadro. O terceiro entraria apenas como agravante, mas isoladamente incapaz de justificar o contexto.

Por isso dezenas de milhares de advogados submetem-se diariamente a valores espúrios: eles não encontram alternativas!

Ninguém acha bonito ganhar uma miséria, mas o aviltamento, seja de diligências ou mesmo do valor de honorários é resultado da necessidade, da pressão e da obrigação de comprar o pão e o leite ao final do dia.

Essa é a realidade.

O que fazer diante dela, sendo jovem advogado, com pouca ou nenhuma experiência?

O que vou escrever agora é algo, pura e simplesmente, pragmático. Não é agradável de assumir como solução, mas ela é a solução diante do possível no momento atual. Com o tempo e muito trabalho, outros caminhos podem ser abertos, outras condições surgem e a perspectiva de fugir da lógica do mercado cresce.

Vamos começar com uma premissa básica: abandone o orgulho e submeta-se ao que o mercado oferece.

Se lhe oferecerem um trabalho que pague mil reais, ou menos, que opções vocês têm?

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É imoral um negócio desses e é terrível ter de escrever isso, mas diante da necessidade (diante da fome até…) e de não ter nada em mãos, nem mesmo um suporte, qual é a outra alternativa?

Eu, Maurício, não nasci em berço de ouro e tive que me submeter a este tipo de salário de fome logo após me formar.

São as contingências da vida…

Se não há perspectiva nenhuma pela frente e uma grande necessidade por dinheiro, não vejo alternativa: dinheiro não cai do céu!

Essa é a premissa!

Depois vem o depois!

Se a situação não lhe deixa feliz – não deixa ninguém feliz – não só basta trabalhar por pouco, mas é preciso desejar ardentemente crescer na profissão, não só fazendo um bom trabalho, ganhando experiência, malícia, criando contatos, se arriscando em projetos, buscando o aperfeiçoamento e LUTANDO por um espaço no mercado.

E isso leva tempo, e isso é sofrido, e isso às vezes dói na alma e no orgulho.

Muitos deixam a advocacia neste processo pelo simples fato de não terem forças para construir a própria estrada. Quantos e quantos advogados não existem que estão exercendo outros ofícios por não encontrarem um espaço no mercado cuja formação acadêmica deveria ter-lhes garantido?

Talvez centenas de milhares…

E nem estou computando aqui os milhões de bacharéis que sequer passaram no Exame de Ordem.

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O desemprego, meus caros, é uma das piores coisas que podem acontecer a uma pessoa, em especial para quem tem uma formação jurídica superior:

Desemprego é uma das experiências mais devastadoras para a mente

Uma pesquisa de 2005 concluiu que os trabalhadores desempregados engajados ativamente na procura de um trabalho são mais propensos a ter pior saúde mental.

Segundo os psicólogos, por conta de tal experiência, essas pessoas podem sofrer consequências mentais por um longo tempo.

Entre os males do desemprego na saúde física e mental, os especialistas apontam: depressão, maus hábitos alimentares (comer demais por ansiedade, comer mal), estresse, ansiedade, irritabilidade, pensamentos negativos, insônia (más noites de sono), fatiga, letargia, dores no corpo, hipertensão, diabetes e doenças cardiovasculares.

Ninguém ainda provou uma relação causal entre desemprego e danos ao coração, mas uma pesquisa da Universidade Harvard (EUA), por exemplo, mostrou que perder o emprego pode aumentar de 50 a 80% as chances de desenvolver alguma doença como hipertensão, problemas cardiovasculares, derrame e diabetes.

Outras pesquisas indicam que os desempregados têm duas vezes mais chances de ter um grande episódio depressivo, além de risco maior de cometer suicídio. O desemprego também é bastante relacionado à violência doméstica e ao abuso do álcool.

Mais estudos sugerem que homens com filhos tendem a ver o desemprego como uma derrota mais do que as mulheres com filhos, talvez porque elas são mais propensas a ver a falta de um trabalho como uma oportunidade de passar mais tempo com a família.

Fonte: HypeScience

Aceitar um emprego ruim, ao menos, já ajuda a recuperar um mínimo da autoestima, já serve para dar um “start” na tentativa de crescer na profissão.

Mas fica o alerta: é uma solução paliativa! NUNCA permitam o acomodamento, nunca deixem de buscar o crescimento. Do contrário, o próprio sistema de exploração da força de trabalho os esmagará, e a tendência é não só a de ser um profissional desvalorizado como também, o pior de tudo, o de viver para si uma vida que nunca foi sonhada.

Mas não basta só aceitar um emprego ruim, é preciso, antes de tudo, conseguir um.

Está é a dificuldade do nosso amigo!

Como então arrumar o primeiro emprego? Como conquistar a primeira chance?

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Vamos pensar os melhores caminhos para conseguir um emprego na advocacia:

1 – Acionando a network

O termo network é mais chique do que escrever (QI – Quem Indica) ou peixada. è simplesmente acionar a rede de contatos, expor o problema e conseguir que algum parente, amigo ou conhecido faça uma indicação para alguém que esteja precisando.

Em regra é a forma mais EFICIENTE de se conseguir um emprego. O contato pessoal, a confiança pessoal são insubstituíveis e um grande capital do ser humano para QUALQUER tipo de atividade.

Confiança não tem preço, assim como também a reputação.

Se você pode acionar sua rede de relacionamentos e colocar alguém para achar um espaço no mercado, faça isso.

Ex-professores podem ser úteis neste processo, assim como ex-empregadores.

2 – Construindo a network

Não têm um network forte ou ligado à área? Pois passem urgentemente a participar das atividades da suas seccionais, em especial da Comissão de Jovens Advogados.

Trabalhem como voluntário em eventos, sejam prestativo, construam uma imagem entre os colegas e façamfuncionar a sua rede de contatos.

É algo que demanda certo tempo, e tem uma eficiência mediana em termos tempo.

3 – Classificados

Tanto online como em jornais impressos, sempre surgem vagas para advogados. Aliás, é onde costumam aparecer as ofertas mais rasteiras.

Vocês verão que mesmo essas ofertas são muito disputadas. Eu mesmo consegui um emprego assim, mas ainda como universitário, em um cartório. Acho que levei dois meses no processo de busca por espaço no mercado.

Aqui as chances podem surgir de plano ou levar alguns meses. Como a busca não depende de contatos, pode ser feita com discrição e só depende do próprio desempenho de vocês.

4 – Defensoria Pública e Assistência Jurídica Gratuita

Trabalhem de graça, nem que seja uma vez por semana, na Defensoria Pública dando assistência Jurídica Gratuita. Por um acaso vocês vão se defrontar com vários advogados ao longo deste processo. éÉ um excelente ambiente para mostrar serviço e fazer com que os outros notem isso, em especial os advogados do ex-adversos.

Alguém pode se interessar pelo trabalho de vocês e oferecer um convite de emprego, ou, o que é mais provável, você estabelecer um contato mínimo até ter coragem de pedir um emprego.

Este processo é mais demorado.tem a vantagem de trabalhar a experiência, mas não é exatamente bom quando há urgência na contratação.

5 – Eventos de contratação

Não sei quantas seccionais patrocinam estes eventos, mas ao menos aqui na OAB/DF eles funcionam e produzemum resultado que posso chamar de, ao menos, regular.

Isso já é muito!

OAB/DF faz nov evento para aproximar advogados de escritórios de advocacia

Participem destes eventos sem medo. Se eles não existem nas suas seccionais, cobrem das comissões de Jovens Advogados. é uma forma aberta e direta de contratação.

6 – Cadastro em sites de empregos

Espalhem seus currículos sem dó nem piedade em sites especializados em intermediar a contratação entre empregadores e empregados.

Segue uma relação deles para vocês analisarem. Cada um tem suas particularidades. Fiquem atentos a isto!

Empregos.net

O site oferece serviços de busca de empregos e cadastro de currículos gratuitamente. Para manter suas informações no site, é necessário atualizá-las pelo menos uma vez a cada seis meses.

Vagas

O Vagas é outro site que conquistou respeito na área de carreira com seus serviços de cadastro de currículos e pesquisa de vagas gratuitos.

Guia do Emprego

O site disponibiliza de forma gratuita grande quantidade de informações e dicas valiosas para interessados em Empregos e Estágios.

Curriculum

Com mais de 50 mil vagas anunciadas, o site oferece cadastro gratuito e envia por e-mail as últimas oportunidades de emprego na área do usuário.

Emprego Certo

Oferecido pelo UOL, o site filtra as vagas por área, região e cargo. O usuário pode utilizar o serviço gratuitamente por sete dias.

BNE

Cadastre seu currículo grátis no BNE – Banco Nacional de Empregos! São milhares de vagas e empregos surgindo a todo momento com diversas empresas

RH Link

Serviços de cadastro e busca de vagas de emprego e curriculum.

InfoJobs

Com 10 milhões de candidatos cadastrados, o site oferece serviço gratuito aos usuários que desejam se candidatar a alguma vaga e gerenciar a sua carreira online.

Indeed

O usuário pode se cadastrar de forma gratuita nas mais de 65 mil novas vagas de emprego.

Catho

Um dos sites mais conhecidos do ramo, o Catho permite anunciar o currículo gratuitamente por sete dias. O usuário tem a opção de importar dados do Facebook ou do LinkedIn.

Indeed

O site reúne milhares de vagas anunciadas em centenas de sites de empregos, jornais, empresas e agências de recrutamento.

7 – Realização de diligências

Não é exatamente um emprego, e sim pura iniciativa do advogado, que se coloca a disposição para fazer diligências. Pode render uma boa receita para quem tem jogo de cintura, mas também é onde encontramos os maiores abusos quando o assunto é a oferta de valores irrisórios.

Cadastrem-se nestes daqui:

Jus Brasil

Era um site de notícias jurídicas e virou uma imensa rede social fechada para operadores do Direito. Oferece ostensivamente vagas para cadastro de advogados dispostos a fazer diligências.

Migalhas

Tradicional site de notícias jurídicas que também oferece esse serviço.

Juris Correspondente

Advogado Correspondente

Jurídico Correpondente

Total Jur

Apoio Correspondente

Dos sites elencado eu só conheço os dois primeiros. Os demais foram resultado de uma bisca que fiz no Google. Dentre este, o Juris Correspondente foi o que me causou a melhor impressão. Os demais precisam ser avaliados.

8 – Linkedin

O Linkedin é a maior rede de profissionais do mundo. É um site muito famoso

Linkedin

O principal propósito do site é permitir que usuários registados possam manter uma lista detalhada de contatos de pessoas que eles conheçam e em quem confiem. As pessoas nessa lista são chamadas de conexões. Os usuários podem convidar qualquer um (seja um usuário do LinkedIn ou não) para tornar-se uma conexão. Esta lista de conexões pode, então, ser usada de vários modos:

a) Uma rede de contatos acumulada, constituída de suas ligações diretas, de segundo grau, terceiro grau e assim por diante facilitam o conhecimento de profissionais através de seus contatos mútuos.

b) Isso pode ser usado para encontrar trabalhos, pessoas e oportunidades recomendadas por qualquer um na sua rede de contatos.

c) Os empregadores podem listar trabalhos e buscar por candidatos potenciais.

d) Todos os candidatos a emprego podem rever o perfil de contratação e descobrir qual dos seus contatos existentes poderia apresentá-lo aos empregadores.

É o esquema do network pessoal levado para o mundo da web, mais sofisticado mas não tão eficaz. De toda forma, é importante ter um.

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Toda a condição precária é intermediária de uma melhor. O importante é lutar e NUNCA cair na zona de conforto.

A precarização das condições de emprego na advocacia deriva do contexto, da explosão de faculdades e de uma economia que não consegue absorver, há décadas, todos os novos profissionais.

Conheço vários colegas de faculdade que deixaram o mundo jurídico por não conseguirem espaço para trabalhar. é assim que a realidade se apresenta.

Sobre aos jovens advogados recusarem este jogo e partirem para montar o próprio escritório ou entrar na dança. Uns têm posições mais privilegiadas e conseguem iniciar no mercado com mais qualidade, outros (a maioria), pelas mais distintas razões, não têm essa sorte e precisam ralar muito para conseguir, do trabalho, tirar ao mesmo tempo o sustento e a dignidade.

Conheço muita gente que recrimina fortemente quem entre no jogo dos baixos salários e baixo s honorários, mas eu não consigo fazer isso: quando a necessidade aperta, quando a FOME aperta, quando os seus estão mal-amparados, é que nós vemos o que é de fato possível ou não.

Não consigo apontar o dedo para quem está em dificuldades.

E o que fazer para mudar o contexto?

Essa é uma pergunta que coloco há anos aqui no Blog. Anos mesmo!

E a minha resposta, após acompanhar o mercado por tanto tempo, é uma só: NADA vai ser feito!

O MEC continua abrindo suas faculdades…

Chegamos lá! Brasil atinge a incrível marca de 1.306 faculdades de Direito!

A OAB, apesar de seus esforços, continua sem instrumentos de coerção…

MEC altera regras para criação de cursos de Direito e “dá um balão” em pleito histórico da OAB

E ainda temos o Eduardo Cunha querendo acabar com o Exame de Ordem…

Relator do PL contra o Exame da OAB diz que vai entregar rapidamente o novo relatório para ser votado na CCJ

O problema, meus caros, é ESTRUTURAL.  As soluções, soluções de verdade, são muito difíceis de serem implantadas. Pensem no lobby das grande empresas de educação, cheias de forças dentro do Congresso Nacional fazendo de tudo para garantir muitas vagas e estudantes a rodo Brasil afora.

É bem verdade que o “Pátria Educadora” da Dilma (leia-se “corte nas verbas do FIES”) conseguiu em uma paulada só cortar mais vagas nas graduações em geral do que todo o trabalho efetivado pela OAB em toda a sua história. Mas isto nós devemos à crise econômica e contingenciamento de verbas públicas, e não algo derivado de políticas educacionais.

Ser diferente na advocacia exige muita engenhosidade, inteligência, paciência e trabalho dos atuais e futuros jovens advogados.

Aceitar um emprego mais-ou-menos logo no início da profissão é uma barra, imposta pela necessidade, mas é um início para algo melhor no futuro. Toda carreira é uma progressão.

O mercado, meus amigos, NÃO vai mudar.

Exceto se o Exame de Ordem acabar…aí só Deus sabe o que vai acontecer.

Em tempo: consegui uma entrevista de emprego para o nosso amigo. Vamos ver o que acontece!

- Categoria: Ensino jurídico

O ranking das melhores universidades de Direito do Mundo, da América do Norte, América do Sul e Europa

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O site Quacquarelli Symonds – Top Universities publicou um estudo com as melhores universidades de Direito do Mundo, tanto com base em um ranking global como também por regiões.

O ranking foi montado com base em 3 fatores distintos: reputação acadêmica, reputação dos empregadores e citações de trabalhos acadêmicos.

1 – Reputação Acadêmica

Foram colhidas as opiniões de 85.062 professores pelo mundo inteiro para criar a métrica de reputação.

2 – Reputação dos Empregadores

A Quacquarelli Symonds recolheu as respostas de 41.910 empregadores pelo mundo dos graduados de todas as instituições.

3 – Citações de trabalhos acadêmicos

Dada a impossibilidade de se pesquisar as citações de todo o conteúdo publicado, a empresa responsável pela pesquisa limitou as fontes de consulta. Todas as citações foram pesquisadas pelo sistema Scopus, a base de dados mais abrangente de pesquisa de citações.

Com base em todo este material , as universidades receberam uma nota de reputação acadêmica, reputação de empregadores e e de volume de pesquisas relevantes, que juntas formaram a nota final, cuja máximo é 100.

Confiram, primeiramente, o ranking da América Latina:

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O Chile domina o ranking sul-americano com 5 instituições, seguido pelo Brasil com duas, as famosas USP e FGV, A Universidade de Buenos Aires, dos hermanos Argentinos e a Universidade dos Andes, Colombiana.

No ranking global aparecem apenas a USP e a FGV, o que mostra uma grande fragilidade na nossa formação jurídica (nada que já não saibamos).

O Brasil tem 1.306 faculdades de Direito, o maior contingente do mundo, e mesmo assim só emplaca duas instituições entre as 100 mais.

Chegamos lá! Brasil atinge a incrível marca de 1.306 faculdades de Direito!

Isso, muito em parte, decorre da falta sistêmica de pesquisa e extensão nas nossas universidades, além de políticas públicas voltadas para atender ao lucro das mantenedoras e não ao ensino em si mesmo. Os baixos percentuais de aprovação no Exame de Ordem, em certa medida, refletem essa realidade.

Sim! Pode-se argumentar que as portas do FIES foram fechadas, mas só o foram agora, no começo do ano. Existe todo um contexto por detrás da atual conjuntura.

Vamos dar uma olhadinha agora no ranking global:

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Harvard, para variar, encabeçando a lista, seguida pelas britânicas Cambridge e Oxford e, novamente, pelas americanas Yale, New York e Stanford.

Vamos agora dar uma olhada no ranking europeu:

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Curiosamente, a instituições do “Common Law” dominam o ranking global e europeu. é de se perguntar o porquê disto, tirando a obviedade dos Estados Unidos ter a maior economia do mundo, maior produção científica e compartilhar a mesma língua dos ingleses.

Ou talvez isso já seja o suficiente…

De toda forma, com a inação do MEC, fiscalização pífia, para não dizer inexistente, poucos investimentos e uma imensa dificuldade do CNE em pensar novas diretrizes curriculares para o nosso ensino jurídico, aposição ocupada hoje pelo Brasil tende a permanecer a mesma, até algusn outros vizinhos nossos nos expulsarem de ver da lista.

Mas nem isto, creio, comoveria as autoridades desta “pátria educadora.”

Vejamos o ranking da América do Norte:

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Domínio americano, como era de se esperar, com algumas presenças do Canadá e nenhuma mexicana.

Perguntem-se qual é a importância disto para o desenvolvimento de uma nação. A resposta só pode ser uma…

- Categoria: Notícias sobre o Exame

Universitário não passa “cola” durante uma prova e é esfaqueado por colega!

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Eu imagino que, na faculdade, vocês já tenham colado.

Não é algo bonito, é verdade, mas….quem nunca?

Sim, sim, sim….até mesmo eu já colei como também passei cola. São, digamos, “coisas da vida”.

E sim, já me negaram cola também. Eu tinha inclusive um amigo (amigo mesmo), tremendo nerd, que cobria a prova todinha para ninguém colar. E o miserável tirava as melhores notas da turma. Mas era gente fina e, mesmo com esse comportamento deplorável, era nosso amigo.

Afinal, ninguém é obrigado a participar de esquemas espúrios como este, certo?

Bom…tem gente que fica magoada se não recebe cola, como no caso ocorrido ontem, na cidade de João Pessoa/PB.

Segundo reportagem do G1, um estudante universitário de 19 anos foi esfaqueado por um colega de curso por ter se negado a passar ‘cola’ durante uma prova aplicada no turno matutino. Segundo a polícia, o jovem foi atingido com dois golpes: um na altura do abdômen e o outro no peito, quando estava em frente à casa da avó do suspeito.

Um dos policiais que atenderam o caso relatou como aconteceu esse crime:

“O estudante disse que foi convidado para almoçar na casa da avó de um colega do mesmo curso. Chegando no local, o seu colega pediu que ele esperasse um pouco do lado de fora, em seguida, voltou com um faca na mão e o atacou com um golpe no altura do abdômen e outro no peito”

A vítima, durante o socorro, repetia que foi atacada após não repassar informações de uma prova realizada na manhã de ontem.

Fica então uma preciosa lição para vocês, jovens universitários: escolham bem para quem vocês vão passar cola, e nunca deixe de passá-la para aquele colega esquisitão que só fica no fundo da sala.

Vai que o cara é psicopata…

Com informações do G1.