Maurício Gieseler

Maurício Gieseler

Advogado em Brasília (DF), este blog é focado nas questões que envolvem o Exame Nacional da OAB, divulgando informações e matérias atualizadas, além de editoriais, artigos de opinião e manifestações que dizem respeito ao tema. Colocamos, também, a disposição de nossos visitantes provas, gabaritos, dicas, análises críticas, sugestões e orientações para quem pretende enfrentar o certame. Tudo sobre o Exame de Ordem você encontra aqui.

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- Categoria: Doutrina para a prova

Vade mecuns para a 2ª fase do XV Exame de Ordem!

Quem passou agora, após as anuladas, já deve estar pensando em adquirir um vade para a prova da 2ª fase!

Seguem excelentes sugestões para vocês fazerem bonito na 2ª fase!

O vade mecum de Civil do Professor Cristiano Sobral, que pode ser encontrado no site da Editora Mètodo:

Vade Mecum Civile  Empresarial 2014

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Aliás, vocês podem também encontrar o livro do professor Cristiano para a 2ª fase:

Direito Civil Sistematizado

A 1ª edição do vade mecum do professor Matheus Carvalho, no site da Editora Armador!

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A 1ª edição do super completo vade da professora Josiane Minardi:

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O vade de Civil dos professores Roberto, Luciano, André e Sabrina:

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O vade mecum Armador

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Tudo isso e muito mais no site da Armador.

- Categoria: Como se preparar para a prova

As regras específicas de treinamento para a 2ª fase do Exame de Ordem

Muito bem!

Quem passou após as anulações do último dia 16 já deve ter entrado de cabeça nos estudos, ou, pretende fazer isso no máximo até a próxima 2ª feira. Se não o fizer vai ter muitos problemas na prova, pois o tempo é bem curto.

Cronogramas Emergenciais de Estudo para a 2ª fase do XV Exame de Ordem

Neste momento é preciso delimitar bem as práticas a serem adotadas durante a preparação para evitar percalços e problemas na hora da prova por se adotar procedimentos estranhos à natureza da 2ª fase.

Trata-se de abordar questões básicas, elementares, para o aproveitamento com qualidade dos estudos.

E o que seria aproveitar os estudos com qualidade? Simples: estudando muito e estudando com método. Dizer para estudar muito é clichê; com método, nem tanto.

Como fazer então?

Em primeiro lugar escolham um curso preparatório bom. Existem vários bons cursos no mercado e vocês são livres para escolher o que julgarem mais adequado. O melhor filtro é buscar referências com amigos que acabaram de ser aprovados, ou fazer pesquisas nas redes sociais.

Eu indico, obviamente, os cursos do Portal. Sugiro a leitura das entrevistas que fizemos com os nossos professores:

5 FORTÍSSIMAS razões para você fazer a 2ª fase da OAB no Portal Exame de Ordem

É FUNDAMENTAL neste momento fazer um curso específico. Estudar sozinho, com tão pouco tempo, representa uma escolha arriscada, em especial porque o candidato ficará sem nenhum norte e nenhum feedback quanto ao seu progresso.

Lembrando que o treinamento, antes de tudo, tem de simular as condições reais na hora da prova, e tudo aquilo que for estranho ao este ambiente em específico deverá ser afastado pelo candidato EXATAMENTE para evitar uma assimilação equivocada de técnicas ou hábitos.

Mas quais são as regras de treinamento, e qual a importância de cada uma? Vamos conferir agora!

Regra 1 – A redação é sempre manual

Como deve ser a redação das peças práticas? Em um computador? Digitando?

De forma alguma!!!!

Por incrível que pareça existem candidatos que treinam suas peças em um computador. Isso não existe, e não existe sob NENHUM pretexto!

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Primeiro porque escrever um parágrafo, por exemplo, usando um teclado, exige muito menos tempo comparando com o ato de escrever manualmente o mesmo texto. Aliás, a diferença do tempo usado é bastante significativa. Usar um teclado para treinar vai gerar uma grave distorção da percepção do tempo e mesmo da fluidez do raciocínio.

E o tempo, meus amigos, é um elemento CHAVE durante a prova. Se o candidato treina no computador e, na hora da prova vai manuscrever, simplesmente vai perder o timing e vai quebrar a cara.

Não vai conseguir administrar o tempo e vai, inevitavelmente, reprovar! E isso não é um terrorzinho barato não: vai reprovar mesmo!

Treinamento para a 2ª fase do Exame de Ordem é MANUAL, usando a caneta e o papel!

Ponto, sem discussões!

Depois temos de considerar que nós, de um modo geral, estamos meio desacostumados a usar o papel e a caneta. Todos nós usamos o computador e perdemos um pouco a prática de redigir manualmente um texto. Normal…

Neste período de preparação o candidato se prepara para a maratona de 5 horas de prova e adapta sua redação ao melhor padrão possível em razão da prova.

Ou seja, o candidato precisa não só se condicionar a escrever muito como fazê-lo com desenvoltura, e isso só pode ser obtido com muito treino.

Regra 2 – Usem sempre a folha da prova

Vamos dar uma olhadinha na imagem abaixo:

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Ignorem o texto. Ele é irrelevante neste momento. O importante mesmo é observar o enquadramento do espaço.

É essa estruturação de linhas com as quais vocês trabalharão na hora da prova. Estão treinando suas redações em um caderno, folhas em branco ou sei-lá onde mais?

Tá errado!

Vocês têm de treinar nas folhas da FGV, no espaço da FGV e com o número de folhas da FGV.

A estrutura é esta – Folhas de prova do Exame de Ordem

Acostumem-se exatamente com a estrutura de folha e linhas da FGV. No dia da prova o espaço será este. Nada melhor então do que se acostumar com esse tipo de folha. Gastem a tinta da impressora sem dó e treinem.

Regra 3 – Usem incessantemente o vade mecum

Já compraram o vade mecum? Sabem que terão de turbiná-lo? Sabem da necessidade de dominar o índice remissivo? Compreendem a necessidade de achar qualquer informação no código?

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A hora de iniciar esse preparo é agora, e tudo dentro da lógica da FGV. Durante a prova o manuseio do código tem de ser natural, fluído, fácil, com todas as remissões bem memorizadas e o uso do índice devidamente treinado.

Sugestão de vade mecuns novos, atualizados para esta edição do Exame?

Os códigos CERTOS para a 2ª fase do XV Exame de Ordem!

Regra 4 – Estabeleçam uma rotina de redação

Dizem que a prática leva à perfeição, e, no caso de quem vai fazer a prova, a perfeição seria a nota 10. Mas tirar um 6 bem redondinho também resolve a vida e assegura a carteira.

Em suma: qualquer coisa entre o 10 e 0 6 está valendo. Só não pode ser 5,999999…..

E para isto é preciso treinar e treinar de forma sistemática, com uma rotina bem definida para poder elaborar o máximo de peças possíveis.

E, dentro deste processo, errar o que tiver de errar para compreender as próprias deficiências e saná-las adequadamente.

Portanto, é muito importante resolver o maior número de peças e exercícios durante o processo de preparação, limando os defeitos e apreendendo a sistemática da estruturação das peças e mesmo a lógica da redação.

Chova ou faça sol, treinar peças e a redação a partir de agora tornou-se uma religião para cada candidato aprovado.

Agora vamos tratar dos pequenos detalhes, de dúvidas comuns entre os candidatos, simples de serem explicadas:

1. Tem que ser letra de forma?

Pode tanto ser letra de forma como cursiva. O candidato escolhe. A FGV não pune um tipo de letra em específico.

2. Posso usar letra de forma em algumas partes da peça e letra cursiva em outras? Por exemplo: no endereçamento uso letra de forma  e nos fatos letra cursiva.

Não me lembro de ter visto dois tipos de letra em uma única petição. Em princípio, não vejo nenhum problema, mas não posso afirmar com certeza de que isso não gerará problemas para o candidato. Na dúvida, sugiro que se use apenas um tipo de letra.

De toda forma, não existem relatos de candidatos prejudicados por usar dois tipos diferentes de letra.

3. Se errar a palavra, como proceder?

Única e exclusivamente um risco sobre a parte errada. Pode ser só uma palavra como também pode ser uma folha inteira.

E isso é importante! Não são raros os casos de candidatos preocupados com a forma de se apagar um trecho escrito de forma errada, e isso já rendeu sim problemas na correção. A regra do edital indica apenas um simples risco sobre a parte do texto errada, e o candidato tem de seguir o padrão.

Já vi casos de candidatos que riscaram uma folha inteira e não sofreram penalidades.

4. Tem que pular linhas do endereçamento para qualificação? Se sim, quantas?

Já vi peças nota 5 que não pularam linha nenhuma, e peças nota 5 que pularam algumas linhas. Ou seja: depende do estilo do candidato.

Não há uma regra de linhas, o examinando tem de usar o bom senso neste momento e, acima de tudo, ter a noção se sobrará espaço para concluir sua peça.

No mais, depende apenas de uma escolha.

5. Tem espaçamento antes do parágrafo?

Não é obrigado, mas é recomendável.

E o é por conta de uma questão de clareza: o examinado deve desejar, acima de tudo, que o corretor de sua prova entenda tudo de forma clara. Isso é importante. Se for possível facilitar a visualização do início do parágrafo, melhor.

6. Posso colocar depois do endereçamento o nome da peça?

O ideal em uma peça é colocar o nome das partes com os dados de identificação (sem inventar informações!) e depois, indicando o correto e completo fundamento legal, o nome da peça.

Essa é uma parte FUNDAMENTAL na prova!

Entenderam? Fundamental!!!

Qualifiquem as partes e depois digam o nome da peça, por extenso, seguido pelo seu fundamento legal. Se não fizerem isso correm um sério risco de tomar zero!

É um dos momentos mais cruciais da prova. Os corretores da prova não vão catar essa informação no corpo da petição. Se não encontrarem ali, no início, o nome da peça e seu fundamento, o candidato terá um sério problema. Errem tudo, menos isso.

Há uma regra severa no edital e os candidatos precisam declinar o nome da peça:

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O nome é o CORRETO e COMPLETO fundamento legal, que justificaria a escolha do nome.

É bem verdade que na prova de Direito Civil passada a FGV aceitou várias nomenclaturas diferentes na peça, mas por conta de problemas na redação no enunciado, que permitia uma série de soluções processuais distintas. Mas vamos considerar isso como exceção e não regra.

Façam isso do jeitinho que vocês vão aprender em seus cursos, do jeito mais formal possível, sem inventar.

Isso é importante!

7. Nas citações dos artigos qual o espaçamento?

Não é necessário, em princípio, fazer um espaçamento diferenciado para a transcrição de artigos. Fica como sugestão o espaçamento que seja o dobro do recuo de texto usado para iniciar um parágrafo.

E aqui faço uma observação também importante.

Eu não acho uma boa ideia transcrever literalmente o teor de um dispositivo legal ou Súmula. Na análise do espelho, o corretor vai procurar se o candidato indicou o dispositivo correto, e não se o transcreveu. Como técnica de redação, é melhor explicar (o fundamento jurídico) a razão da aplicação de terminada súmula ou dispositivo legal, declinando-o na peça. Sua redação, na íntegra, é desnecessária como também te tomará tempo e ocupará um espaço na peça.

Já analisei centenas e centenas de provas e dou essa dica com a maior tranquilidade.

O que vale é o raciocínio lógico, fazendo o entrelaçamento entre o fato e o direito e a indicação correta das leis, artigos ou súmulas correlatas.

- Categoria: Cursos do Portal

Qual a importância de fazer o curso de Resolução de Questões do Portal Exame de Ordem

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Resolver questões talvez seja a sistemática mais efetiva para evocar um conhecimento previamente assimilado e fixá-lo, através da experiência prática, com mais intensidade na memória. O teste prático auxilia no processo cognitivo criando fortes elementos de ligação entre memória e informação.

No livro The Little Book of Talent: 52 Tips for Improving Your Skills, o autor, Daniel Coyle, chega a conclusão de que para aprender não se pode permanecer “apático”. A leitura é um processo passivo, você só deixa as palavras entrarem no seu cérebro. Para fixar, de fato, um conteúdo é necessário transformar o processo da leitura em algo ativo.

Por que fazer o nosso Curso de Resolução de Questões?

Vamos partir da premissa de que a 1ª fase do Exame de Ordem é o grande filtro, o momento em que a OAB faz o maior corte entre os candidatos inscritos.

Uma forma de fugir das estatísticas negativas e lograr a aprovação no Exame é buscar a melhor preparação. Aliás, afirmar isso beira a ingenuidade. Se preparar muito é a premissa básica para se maximizar as probabilidades de aprovação.

Um estudo publicado em janeiro de 2013 na revista científica Psychological Science in the Public Interest mensurou quais seriam as melhores técnicas de estudo entre aquelas que são mais comuns entre os estudantes. A conclusão é que a resolução de exercícios encontra-se no mais elevado grau de eficiência, sendo até duas vezes mais eficiente em comparação com outras técnicas de aprendizagem.

Em suma: o processo de estudo não pode ser trabalhado de forma estanque – o estudante deve se inteirar da doutrina, confrontá-la com a lei, elaborar resumos e resolver exercícios. Essas etapas, distintas entre si, mas consideradas como um processo global, certamente produzirão ótimos resultados como método de aprendizagem.

Eis então a razão para vocês fazerem o nosso Curso de Resolução de Questões para o XVI Exame de Ordem.

Resolver questões, compreendê-las, praticar a lógica dos enunciados estão compreendidos dentro de um processo ativo, e, como tal, o examinando consegue estabelecer “pontes” de fixação do conteúdo estudado e maximiza seu aprendizado.

Esse é a lógica do curso.

Seguindo este perfil, assistir a aula (processo passivo), fazer anotações (processo ativo), compreender a lógica dos enunciados (processo passivo), resolver questões (processo ativo) formam um sistema de estudo capaz de proporcionar um aprendizado com significativo poder de retenção do conteúdo exigido no Exame de Ordem. e, somado com outras metodologias de estudo (leitura, por exemplo) preparam de forma intensa o candidato para a prova da 1ª fase.

Curso de Resolução de Questões representa uma variação da abordagem geral dos estudos, juntando processos ativos e passivos de estudo. Ao ver uma aula ou ler o livro, o candidato toma contato com a informação, a resolver um exercício, ou compreender como uma questão deve ser respondida, ele utiliza uma outra abordagem, outra faceta, ao mesmo expositiva do conteúdo previamente estudado como também fixadora da matéria, seja no acerto, manifestação de compressão do conteúdo, seja no erro, revelador das deficiências no aprendizado.

Portanto, não só o candidato deve começar a se preparar o quanto antes como também deve valer-se de abordagens distintas sobre o conteúdo, visando sedimentar o conhecimento necessário para resolver a prova.

O objetivo do curso é revisar através da resolução de questões o conteúdo para o XVI Unificado abordando o material da banca FGV (do Exame de Ordem e de concursos também!) proporcionando ao aluno a revisão de pontos relevantes do conteúdo programático e a familiarização com as provas da Fundação.

Serão gravados 42 encontros, de aproximadamente 2 (duas) horas cada.

Valor promocional do investimentoR$256,00 (duzentos e cinquenta e seis reais) até 16/01/2015.

Cliquem no link a seguir para mais detalhes sobre o curso - CURSO DE RESOLUÇÃO DE QUESTÕES.

- Categoria: Datas do Exame de Ordem

Quando é que o novo CPC poderá ser cobrado no Exame de Ordem?

Como vocês devem ter acompanhado, ontem o plenário do Senado votou os destaques ao texto principal do novo CPC e encerrou, de vez, a parte legislativa deste diploma. Ou seja: o novo CPC agora aguarda a sanção presidencial, e posterior publicação no D.O.U. para se tornar definitivamente lei.

E novo CPC apresenta algumas novidades bem interessantes, como os prazos contados apenas em dias úteis, férias dos advogados expressas na lei mediante suspensão de prazos de 20 de dezembro a 20 de janeiro, o direito do advogado à sustentação oral nos agravos de instrumento e várias conquistas no âmbito dos honorários.

E, evidentemente, ele será EXAUSTIVAMENTE explorado nos concursos públicos e, claro, no Exame de Ordem.

E aí vem a pergunta: quando?

Vi alguns candidatos preocupados com a possibilidade da nova redação do CPC já ser cobrada na próxima edição do Exame de Ordem.

Isso procede?

Vejam só!

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Quando o novo CPC entrará em vigor? Este é o ponto!

Após a sanção da presidente e publicação no Diário Oficial da União, teremos que esperar a vacatio legis do novo CPC, ou seja, o tempo determinado pela própria lei para a entrada em vigor do Código (requisito para poder se objeto do Exame de Ordem).

Neste caso, teremos de esperar UM ANO após a publicação no D.O.U. para a entrada em vigor do CPC.

Como estamos em 18 de dezembro, só os examinandos de 2016 é que terão de enfrentar esse desafio. Vejam o calendário da última edição do Exame de Ordem em 2015:

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O edital será publicado somente no dia 28 de setembro.

Já o edital do XIX Exame deve ser publicado lá por fevereiro de 2016. Então, será nessa edição que o novo CPC será finalmente cobrado na OAB.

Então relaxem e aproveitem para passar ainda em 2015.

- Categoria: Como se preparar para a prova

Cronogramas Emergenciais de Estudo para a 2ª fase do XV Exame de Ordem

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Urgência urgentíssima!

Essa é a situação de quem aina NÃO começou seus estudos para a 2ª fase do XV Exame de Ordem!

Mas calma! Ainda dá tempo de iniciar os estudos e lograr a aprovação no próximo dia 11 de janeiro. Entretanto, quem esperar mais um pouco vai ter muitas dificuldades em esgotar o conteúdo para ir bem na prova.

Os candidatos aprovados após os recursos não devem esperar mais nada!

Cliquem no link abaixo e façam o download dos nossos cronogramas de estudo para a 2ª fase:

Cronogramas emergenciais de estudo para a 2ª fase do XV Exame de Ordem

Os cronogramas foram INTEIRAMENTE baseados nos cursos de 2ª fase do Portal Exame de Ordem:

Curso Preparatório para a 2ª fase de Direito do Trabalho

Curso Preparatório para a 2ª fase de Direito Penal

Curso Preparatório para a 2ª fase de Direito Administrativo

Curso Preparatório para a 2ª fase de Direito Constitucional

Curso Preparatório para a 2ª fase de Direito Civil

Curso Preparatório para a 2ª fase de Direito Empresarial

Curso Preparatório para a 2ª fase de Direito Tributário

São os cursos mais completos e consistentes do mercado, e os melhores a serem utilizados neste momento, por que já estão inteiramente gravados para esta edição da prova. É sentar e estudar!

O tempo não para!

- Categoria: Ensino jurídico

Matrículas em cursos de Direito nos EUA caem pelo quarto ano consecutivo

Sem título

O número de matrículas nas faculdades de Direito americanas, para o ano escolar 2014/2015, caiu 4,4% em relação ao ano anterior, um fenômeno que vem se repetindo nos últimos quatro anos escolares.

De 2011 para cá, a quantidade de matrículas caiu 27,7%, de acordo com levantamento do Conselho de Admissão a Faculdades de Direito e relatório da American Bar Association (ABA).

Em 2014, as faculdades fizeram 37.924 novas matrículas, entre estudantes em tempo integral e tempo parcial — 1.751 matrículas a menos do que em 2013. Em 2010, foram 52.488 matrículas, de acordo com a ABA — 14.564 a mais do que em 2014.

O número de matrículas nas 204 faculdades de Direito do país, credenciadas pela ABA, foi bem aproximado ao de 1974, um dos piores anos das faculdades nas últimas décadas. Só que em 1974, o país só tinha 151 faculdades — 53 a menos que hoje.

O número total de alunos matriculados em cursos de Direito, do primeiro ao terceiro ano, também caiu. Atualmente, 119.775 estudantes fazem o curso de Direito nos EUA — uma queda de 6,9% em relação a 2013 e de 17,5% em relação a 2010.

Aliás, 2010 foi um ano em que houve grande procura de cursos de Direito, porque a recessão econômica, que estourou em 2008, sugeria que a advocacia ia prosperar. Mas isso não aconteceu. Em vez disso, as corporações passaram a conter gasto com serviços jurídicos e muitas bancas foram obrigadas a dispensar advogados.

As bancas passaram a demitir advogados e, logicamente, deixaram de contratar. Assim, as levas de bacharéis que saíram das faculdades a partir desse ano não encontraram emprego e, ao mesmo tempo, tinham de pagar dívidas estudantis de US$ 100 mil a US$ 150 mil.

Por isso, o número total de estudantes de Direito no país caiu: muitos estudantes abandonaram o curso de Direito, antes que a dívida ficasse maior.

Muitos bacharéis, que se formaram, de qualquer forma, mas não conseguiram emprego, processaram suas escolas de Direito. Alegaram que foram enganados por suas publicidades, que anunciavam uma alta taxa de emprego após a formatura de seus alunos.

Outros bacharéis arrumaram empregos mais simples, como o de funcionário do McDonald’s para poder, pelo menos, tentar pagar as prestações do financiamento estudantil.

Esses episódios resultaram em má fama para os cursos de Direito e para as faculdades. E explicam, em grande medida, o declínio no número de matrículas, ano após ano.

O presidente Obama, que é advogado, e outros notáveis da comunidade jurídica sugeriram publicamente que o terceiro ano do curso de Direito deveria ser eliminado, o que reduziria o custo do bacharelado em cerca de US$ 50 mil — uma proposta que não foi bem recebida pelas faculdades, de acordo com o The National Law Journal e o Jornal da ABA.

Muitas faculdades tomaram algumas medidas paliativas para tentar atrair mais estudantes. Uma delas foi a de reduzir a parte teórica do curso e dar prioridade ao ensino prático, para que os bacharéis tivessem, então, mais chances de começar a trabalhar logo depois da formatura.

Mas o fato, segundo as publicações, é que a maioria das faculdades de Direito americanas passa por dificuldades financeiras e já vêm, há alguns anos, cortando despesas — o que inclui dispensa de professores e cortes de matérias.

Algumas faculdades de Direito podem fechar, dizem as publicações. As faculdades com maior capacidade de resistir a esses tempos difíceis são as que fazem parte de uma grande universidade, em que outros cursos continuam a dar lucros.

Estão particularmente bem, apesar da crise, as faculdades de Direito mais conceituadas do país, como Yale, Harvard e Stanford. Os bacharéis que se formam em faculdades prestigiosas têm mais chance de conseguir emprego após a formatura e, por isso, atraem mais alunos.

As demais reduziram suas exigências para aceitar alunos a quase zero, para não perder qualquer matrícula. E tomaram outras medidas, como reduzir os custos dos estudantes de outros estados, que sempre pagaram mais caro que os do estado.

Fonte: Conjur

Até recentemente, e ainda se sente os efeitos, a crise nos Estados Unidos gerou de fato uma retração geral no mercado de trabalho. E lá, a lógica do mercado é um pouco diferente daqui, pois eles não são tão protecionistas. Os escritórios americanos, como solução para a crise, simplesmente resolveram terceirizar os serviços burocráticos da advocacia, como o de pesquisa de legislação, jurisprudência, casos, etc., para outras unidades da federação e mesmo para outros países, fazendo isto em substituição aos serviços dos bacharéis americanos.

A revista Forbes, em 2012 (a crise já tem um tempinho), afirmou que ”agora, com a Internet e telecomunicações baratas, ficou fácil para as firmas de advocacia americanas contratar mão-de-obra barata em países como a Índia para fazer o serviço“, A ValeuNortes, empresa da Índia que presta esse tipo de serviço, assegura que esse mercado cresceu 3 vezes nos últimos anos, movimentando uma quantia próxima a 1 bilhão de dólares por ano.

A lógica de enxugamento de custos para sobreviver à crise atingiu em cheio o mercado para quem está iniciando na profissão ou mesmo pensa em ingressar em uma faculdade de Direito. Poderíamos inclusive delimitar as causas:

1 - Os altos custos dos cursos de Direito, que endividam seriamente os estudantes;

2 - A queda, por anos consecutivos, na quantidade de matrículas nas faculdades de Direito, porque a carreira não é mais segura;

3 - mudanças dramáticas, possivelmente estruturais, no mercado de trabalho, que não tem mais empregos para abrigar a maioria dos bacharéis.

Daí, portanto, o enxugamento.

E aqui no Brasil, como será que estão as coisas?

- Categoria: Cursos do Portal

Lançado o Curso de Resolução de Questões para o XVI Exame de Ordem

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O Portal Exame de Ordem está lançando o seu Curso de Resolução de Questões para o XVI Exame de Ordem!

Resolver questões, compreendê-las, praticar a lógica dos enunciados estão compreendidos dentro de um processo ativo, e, como tal, o examinando consegue estabelecer “pontes” de fixação do conteúdo estudado e maximiza seu aprendizado.

Esse é a lógica do curso.

Seguindo este perfil, assistir a aula (processo passivo), fazer anotações (processo ativo), compreender a lógica dos enunciados (processo passivo), resolver questões (processo ativo) formam um sistema de estudo capaz de proporcionar um aprendizado com significativo poder de retenção do conteúdo exigido no Exame de Ordem. e, somado com outras metodologias de estudo (leitura, por exemplo) preparam de forma intensa o candidato para a prova da 1ª fase.

O Curso de Resolução de Questões representa uma variação da abordagem geral dos estudos, juntando processos ativos e passivos de estudo. Ao ver uma aula ou ler o livro, o candidato toma contato com a informação, a resolver um exercício, ou compreender como uma questão deve ser respondida, ele utiliza uma outra abordagem, outra faceta, ao mesmo expositiva do conteúdo previamente estudado como também fixadora da matéria, seja no acerto, manifestação de compressão do conteúdo, seja no erro, revelador das deficiências no aprendizado.

O objetivo do Curso Online de Revisão de Questões é revisar através da resolução de questões o conteúdo para o XVI Exame de Ordem Unificado abordando o material da banca FGV (do Exame de Ordem e de concursos também!) proporcionando ao aluno a revisão de pontos relevantes do conteúdo programático e a familiarização com as provas da Fundação.

Serão gravados 42 encontros, de aproximadamente 2 (duas) horas cada.

Valor promocional do investimento: R$256,00 (duzentos e cinquenta e seis reais) até 16/01/2015.

Cliquem no link a seguir para mais detalhes sobre o curso - CURSO DE RESOLUÇÃO DE QUESTÕES.

- Categoria: Estatísticas, Motivacional

Operação “Faca Na Caveira” para a 2ª fase da OAB!

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Um monte de candidatos, após as anulações de ontem e com os dados sobre a aprovação recorde para a próxima 2ª fase da OAB, ficaram assustados com a perspectiva de uma 2ª fase muito difícil no dia 11 de janeiro.

Vem aí a MAIOR 2ª fase do Exame de Ordem de todos os tempos!

A preocupação faz e não faz sentido.

Faz sentido em função de um histórico do Exame e da convergência da percepção de que muitos candidatos em uma 2ª fase com mais candidatos fará com que a FGV aplique uma prova mais cascuda para, digamos, manter um padrão de aprovação relativamente linear a cada edição.

Essa visão pode ser vista no quadro abaixo:

estatísticas de aprovação no Exame de Ordem

Para se manter um padrão estatístico qualquer é preciso, evidentemente, se estabelecer um controle.

Mas vejam que a média geral de todas as edições, 17,5%, não é resultado de resultados estatisticamente homogêneos ao longos das edições do Exame Unificado. Em umas, marcadas em vermelho, os percentuais de aprovação foram maiores e, em outras, menores.

Ou seja: o resultado final de um Exame de Ordem passa por flutuações, a depender das estatísticas tanto da 1ª fase como da 2ª.

NOTA: aqui parto da premissa que o grau de dificuldade é mensura exclusivamente pelos percentuais de aprovação. Dificuldade é sempre um conceito subjetivo; já a análise pelas estatísticas é sempre objetiva e quantificável.

Logo, a preocupação também NÃO faz sentido porque a próxima 2ª fase pode estar em uma “zona de flutuação positiva” e os percentuais podem oscilar para cima.

Isso significaria que a próxima prova pode perfeitamente ser mais fácil que a média.

Logo, a perspectiva de que a prova venha a ser difícil é só, e somente só, especulação.

Ninguém sabe como ela será, e, mesmo que as evidências apontem para isto, elas não são garantia de uma análise passível de ser 100% correta.

Não vamos NEUROTIZAR com isso!

Ao contrário!

Acho, e acho de coração, que agora é o momento de cada candidato assumir uma simples verdade: essa é uma grande chance de ser aprovado no Exame de Ordem.

E é uma grande chance pelos seguintes motivos:

1 – Sempre, sempre e sempre a aprovação é resultado do mérito individual e pessoal. Será você que estará ali na hora da verdade;

2 – Prova nenhuma, em época alguma, será capaz de derrubar o candidato muito preparado. Quem estuda FAZ a prova e molda sua aprovação;

3 – A FGV e a OAB estão cientes, e afirmo isso com convicção absoluta, do percentual de aprovados e da necessidade de evitarem problemas na 2ª fase. Claro, problemas aconteceram em quase todas as edições, mas nas últimas a qualidade da prova, inegavelmente, subiu.

Aliás, depois do X Exame de Ordem, o mais conturbado de todos, o zelo na condução da prova subiu muito.

Então eu vou achar o que eu sempre acho, mais uma vez: o candidato bem preparado faz seu caminho até a aprovação!

Isso é de uma obviedade meio explícita, não é?

É sim!

E o que é ser “bem preparado?” Vamos lá:

1 – É ter domínio da sistemática processual de sua disciplina, sabendo identificar a partir do caso em concreto a solução processual adequada;

2 – É ter o domínio e facilidade de manuseio do vade mecum, sabendo identificar todos os pontos de Direito material e processual cobrados na prova;

3 – É ter resolvido muitas peças e questões, ou seja, estar familiarizado com a natureza da sua disciplina e a forma como ela é cobrada na prova;

4 – E é, entre tudo, ter uma boa dose de AUTOCONFIANÇA.

E aqui, neste exato ponto, o fator autoconfiança necessariamente deve obliterar por completo qualquer medo decorrente da futura perspectiva da prova.

Agora, jovens, é hora de cada um focar a si mesmo e entrar de cabeça na preparação!

Esqueça todo o resto, em especial as especulações. A prova pode ser algo, mas ninguém tem como saber mesmo. É alimentar uma fonte desnecessária de ansiedade.

Agora é hora de FACA NA CAVEIRA!

faca na caveira

Faltam 25 dias para a prova. É um tempo curto de preparação, mas suficiente para, com disciplina, ficar devidamente preparado para a prova.

Quem começou a estudar antes deve fazer a sintonia fina neste tempo e resolver toda a sorte de exercícios, além de reforçar o lado doutrinário.

Quem está começando agora não deve ter diante de si nenhuma outra prioridade que não a de estudar.

Deixem todos de lado qualquer prognóstico e apostem em apenas uma coisa: na própria capacidade!

Lembrem-se que existem fatores que vocês não controlam, em especial a forma como a prova é feita. Se isto não é passível de controle, então não deve ser objeto de receio.

A prova pode vir como vier, a missão de vocês é a de serem aprovados!

E missão dada, parceiros, é missão cumprida!

Faca na caveira!!

- Categoria: Como se preparar para a prova

A reprovação na 1ª fase da OAB e a necessária autocrítica

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Reprovar no Exame, e vocês sabem muito bem disto, é algo particularmente desagradável e emocionalmente desgastante. Nem é preciso abordar muito o tema porque a sensação é óbvia e é bem fácil de ser compreendida por todos.

Da reprovação vem então o desejo de se superar e vencer de uma vez por todas o desafio, e um novo processo de estudo tem início. Ao fim, mais uma vez, vem uma nova reprovação.

E o ciclo se repete…

Chega então o ponto em que o candidato atinge o ponto da descrença e a força emocional encontra seu limite.

Este é um ponto perigoso.

Muitos candidatos me procuraram trazendo um mesmo problema: estudam de fato e mesmo assim reprovam. Não conseguem superar o desafio por mais que se esforcem e não sabem mais o que fazer.

O que fazer?

Mesmo problema, mesma resposta

Identifiquei um detalhe interessante no comportamento de todos os candidatos que me procuraram: uma vez apresentado o problema, a resposta foi sempre a mesma.

Qual o problema? Reprovar!

Qual a resposta? Estudar mais!

E este é o ponto: estudar mais do MESMO jeito!

Nenhum destes examinandos se perguntou, ou colocou como problema, o fato de usarem a mesma metodologia ou estratégia de estudos.

Este é um ponto decisivo dentro do processo de repetição: a utilização de uma mesma fórmula de preparo, fórmula esta já anteriormente testada e também reprovada.

Hora da autocrítica real

Por que o candidato reprova? Essa é uma pergunta basilar!

Por vezes a autocrítica é tão severa que a descrença quanto a capacidade pessoal é minada. Não raro o candidato vê os colegas de faculdade serem aprovados, aqueles mesmos colegas para quem ele passava cola ou, nos trabalhos em grupo ele mesmo resolvia tudo, e ainda assim, ele, o candidato que na faculdade era bem melhor que os demais, os vê sendo aprovados.

Algo está errado!

A prova da OAB tem suas peculiaridades, entre as quais destaco duas:

1 – privilegia a mnemotécnica;

2 – oferece pouco tempo para a preparação.

De 70 a 75% da prova é pura repetição da letra da lei, ou seja, quem tem mais facilidade para decorar os textos legais, ou melhor ainda, os “bizus” passados pelos professores, tem mais chances de obter sucesso.

Aqui faço uma observação interessante. Inteligência é um conceito muito amplo e imaginar que o fracasso é decorrência da “falta” de inteligência pode ser bastante errôneo.

Podemos falar de dois conceitos interessantes sobre o que é inteligência . Um decorre de um relatório condensado por uma equipe da Associação Americana de Psicologia, publicado em em 1995 -  Intelligence: Knowns and Unknowns:

Os indivíduos diferem na habilidade de entender ideias complexas, de se adaptarem com eficácia ao ambiente, de aprenderem com a experiência, de se engajarem nas várias formas de raciocínio, de superarem obstáculos mediante o pensamento. Embora tais diferenças individuais possam ser substanciais, nunca são completamente consistentes: o desempenho intelectual de uma dada pessoa vai variar em ocasiões distintas, em domínios distintos, a se julgar por critérios distintos. Os conceitos de ‘inteligência’ são tentativas de aclarar e organizar esse conjunto complexo de fenômenos.

A segunda definição foi explicitada no relatório Mainstream Science on Intelligence, assinado por 52 pesquisadores em 1994:

Uma capacidade mental bastante geral que, entre outras coisas, envolve a habilidade de raciocinar, planejar, resolver problemas, pensar de forma abstrata, compreender ideias complexas, aprender rápido e aprender com a experiência. Não é uma mera aprendizagem literária, uma habilidade estritamente acadêmica ou um talento para sair-se bem em provas. Ao contrário disso, o conceito refere-se a uma capacidade mais ampla e mais profunda de compreensão do mundo à sua volta – ‘pegar no ar’, ‘pegar’ o sentido das coisas ou ‘perceber’ uma coisa.

Se a auto-estima estava abalada, os conceitos acima mostram que a reprovação pode ter uma série de causas, menos a própria percepção de inteligência.

Ora, se a prova é texto de lei, DECORAR, que é uma habilidade, não prejudicaria o próprio conceito de inteligência, que está mais associado a uma capacidade de COMPREENDER  e PROCESSAR informações, e não puramente decorar.

Isso é importante!

Logo, a incapacidade do candidato em passar muitas vezes está mais correlacionada com a adoção de uma metodologia de estudo equivocada do que com a própria inteligência tomada em si mesma.

Ou seja: há solução!

Sobre a metodologia de estudo

Qual é a metodologia de estudo CORRETA?

Não existe uma resposta pronta e acabada para esta pergunta, em especial porque as pessoas têm formas potencialmente distintas de apreender conteúdo.

Uma metodologia útil para um estudante não seria tão eficiente para outro.

Mas o ponto é: qual é a melhor metodologia de estudo para quem já reprovou várias vezes no Exame?

Uma certeza: NÃO é a mesma utilizada até agora!

Se a mesma metodologia produziu um mesmo resultado, um resultado distinto só será obtido se uma nova metodologia de estudo for usada.

Já refletiram sobre isso?

Não falo aqui em estudar mais, e sim em estudar de forma diferente!

Eu desde sempre sugiro o seguinte método:

1 – leitura de doutrina específica para a OAB + leitura simultânea do texto legal;

2 – Elaboração de resumo, feito de cabeça, logo após o período de estudos;

3 – Resolução de exercícios para evocar o conteúdo de uma forma distinta;

4 – Retroalimentação, ou, revisão do conteúdo estudado após um determinado tempo e por determinadas vezes.

Mas esse é um modelo que não só aceita em si uma série de variações como pode ser trocado por alguns outros modelos diferentes. Depende das particularidades de cada um.

Depende também de tentativas e erros, de experiências e avaliações.

Existe inclusive uma abordagem específica sobre isto: a metapreparação, que é o estudo sobre a forma como aprendemos.

Como saber se um método de estudo é eficiente?

Só há única forma de saber se um determinado método é eficiente: pelo resultado final!

Ou seja, se depois de algum tempo a informação estuda está retida e o estudante consegue lidar com ele de forma desembaraçada e correta, ele aprendeu, e assim o método usado é validado.

Evidentemente, a metodologia e sua eficiência devem ser balizados pelo fator tempo. Se você usa um método e ele só vai produzir resultado daqui 1 ano para a abordagem de um tema, se demonstra eficiente considerando o resultado final, mas não eficiente considerando o fator tempo.

Ambos tem de ser eficazes!

Vejo candidatos que passam após 7, 8 ou 9 edições depois de baterem na parede com o mesmo método em todas as oportunidades. Foram aprovados mais em função do longo tempo usado do que pela eficiência da forma de estudar. Entretanto, depois de verem e reverem um mesmo conteúdo por tantas vezes, seria difícil não colher o resultado positivo.

O pior é saber que o método equivocado será usado ao longo da vida. Se este candidato resolver se tornar um concurseiro, ele vai levar consigo uma série de vícios de estudo, consubstanciados em uma metodologia equivocada, que o colocará em desvantagem diante dos futuros concorrentes.

Aqui faço uma importante ressalva: falei do tempo de aprendizado, mas isso não significa dizer que a eficiência está ligada a uma velocidade absurda.

Aprender é um processo complexo e demorado por si mesmo. Duvidem de facilidades, de “aprendizagens aceleradas” e coisas semelhantes. O cérebro de todos nós é parecido, e “milagres” cognitivos não existem.

Ler e apreender demanda atenção, foco e concentração. Fazer resumos é algo que eu particularmente considerado enfadonho, mas é eficiente. Resolver exercícios, errar e aprender com o erro demanda tempo também. Repetir esse processo em um sistema de revisão também cansa, mas é necessário.

Duvidem dos milagres!

Há um “ajuste fino” na questão do tempo, e tempo dedicado aos estudos, complexidade do conteúdo, volume de estudos e tempo de apreensão do conteúdo com segurança devem ser levados em consideração. Não tem uma fórmula do que é ideal, depende de cada um, e uma reflexão séria sobre isto precisa ser feita.

Estratégia

A estratégia tem uma clara vinculação com escolhas e ações, e ambas precisam ser as melhores visando a produção de um resultado final eficiente.

Isso envolve, entre outras coisas:

1 – estudar sozinho ou em grupo;

2 – ler doutrina, fazer cursinho ou ambos;

3 – Definir o tempo ideal de preparação para se sentir pronto para a prova e, via de consequência, escolher a edição correta do Exame a ser feita. Isso quer dizer que o próximo exame não precisa ser, necessariamente, o exame alvo;

4 – a escolha da metodologia de estudo;

5 – a escolha do material didático;

6 – gestão dos fatores emocionais;

7 – escolha do local ou locais de estudo.

Estratégia é um conceito diferente do de metodologia de estudo, e ter uma, um planejamento, também é importante, pois o candidato não desperdiça energias com o que não é relevante e ele pode seguir um roteiro com segurança, sabendo o que escolheu e por que escolheu.

O candidato vai estudar no curso barato ou no curso caro? Isso faz diferença? Qual diferença?

Curso ou doutrina? Por que um e por que outro? Qual se amolda melhor a minha metodologia de estudo?

Eu prefiro ler ou ver uma aula? Prefiro fazer um resumo escrevendo ou recitando?

Quanto tempo devo dispor para estudar? Do que vou abdicar par isto?

Estudo finais de semana ou deixo eles para descansar?

São muitas variáveis, que podem ser pensadas sem grandes dificuldades, mas que são ao mesmo tempo importantes para a estruturação final da ESTRADA que levará o candidato até a aprovação.

IMPORTANTE!

Esse texto é para quem já reprovou!

Neste caso, aceite o fato de que uma REFORMULAÇÃO é necessária. De que o que vinha sendo feito antes não é adequado. Pare, pense, reflita e trace um roteiro sobre um PROJETO!

Sim! Passar na OAB é um projeto, e ao menos um ou dois dias planejando a aprovação devem ser usados. Isso é sério, e se feito de forma adequada a aprovação tão almejada ficará, sem a menor sombra de dúvida, bem mais próxima.