Maurício Gieseler

Maurício Gieseler

Advogado em Brasília (DF), este blog é focado nas questões que envolvem o Exame Nacional da OAB, divulgando informações e matérias atualizadas, além de editoriais, artigos de opinião e manifestações que dizem respeito ao tema. Colocamos, também, a disposição de nossos visitantes provas, gabaritos, dicas, análises críticas, sugestões e orientações para quem pretende enfrentar o certame. Tudo sobre o Exame de Ordem você encontra aqui.

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- Categoria: Ensino jurídico

I Congresso Jurídico Online de Ciências Criminais – 19 renomados juristas em um Congresso online, gratuito e interativo!

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Nos dias 20, 21 e 22 de novembro a comunidade jurídica brasileira estará em frente ao computador para acompanhar, em tempo real e gratuitamente, as palestras interativas, mesas, debates e conferências ministradas pelos maiores criminalistas do país, no I Congresso Jurídico Online de Ciências Criminais, promovido pelo CERS Cursos Online.

Vejam só os dados deste congresso:

1 – 20 horas de palestras

2 – 19 palestrantes

3 – Ao vivo

4 – Online

5 – Inscrição gratuita

Link para a inscrição: I Congresso Jurídico Online de Ciências Criminais

Será o maior encontro jurídico da internet brasileira!

- Categoria: Como se preparar para a prova

Como está a preparação de vocês faltando 17 dias para a prova?

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Faltam 17 dias para a próxima prova da OAB! E aí? Vocês estão prontos ou, ao menos, quase prontos?

Bela dúvida, não é?

Estar ou não realmente pronto (incluindo aí o emocional) é a pergunta do momento. E, mais do que isso, delimitar exatamente a postura a ser adotada nesta reta final?

Mais TEMPO para estudar seria tudo de bom agora. Infelizmente isto não é possível…

O negócio agora é usar o tempo restante da melhor forma possível. E usá-lo da melhor forma possível implica em usá-lo em toda a plenitude e com a melhor QUALIDADE possível.

Quanto a plenitude cada um sabe bem onde o calo aperta e quanto tempo tem para entregar aos estudos. Muitos trabalham e tem uma série de obrigações, e quanto a isto pouco pode ser feito. Se for possível aumentar ainda mais o tempo de estudo sem comprometer os demais compromissos, ótimo, faça-o, do contrário, entregue-se totalmente ao tempo disponível.

NOTA: se qualquer outra atividade puder ser postergada, não tenham dúvidas em fazê-lo. A hora, meus caros, é de se entregar integralmente ao objetivo maior!

Quanto a qualidade do tempo o candidato precisa, basicamente, suprir duas necessidades.

Uma é de ordem emocional. Sentir-se apto para a prova é um grande passo rumo à aprovação. Tenham a certeza de uma coisa: estabilidade emocional tem um peso ENORME na hora da prova. E tem porque os candidatos nervosos têm uma probabilidade muito maior de tomar decisões equivocadas.

Não se trata da mão tremer e não conseguir escrever, nada disso. O nervosismo tem três terríveis facetas:

1 – Atrapalha a plena compreensão de sentido do enunciado de um problema e de suas alternativas;

2 – Aumenta as chances de “esquecimento” do conteúdo estudado (o famoso branco);

3 – Oblitera o processo de tomada de decisões, desperdiçando o tempo.

As três facetas acima são terríveis em si mesmas e de um modo geral o candidato só toma plena consciência de suas consequências logo após a prova.

Fazer 40 pontos ou mais é a lei, ou, candidato nenhum pode depender das anuladas na 1ª fase da OAB

A outra é de ordem estritamente técnica: aumentar o volume de conhecimentos, sem perder nada durante o processo, até o dia da prova.

O que estudar faltando tão pouco tempo?

Perguntinha difícil essa, pois cada um bem sabe onde estão as lacunas no conhecimento, ou, em bom português, onde o bicho está pegando!

Eu não tenho dúvidas em afirmar que boa parte do tempo agora deve ser dedicado á resolução de exercícios, muitos exercícios.

Tentativa, erro, compreensão do erro, nova tentativa, acerto, fixação do conteúdo. A resolução de exercícios nada mais é do que jogar a mente dentro da lógica da FGV e habituar o examinando a própria dinâmica da prova.

Jurisway

Simulados OAB

Canal Concursar

Tecnolegis

Questões de Concursos

Nada como ERRAR na resolução de um exercício para identificar onde estão as falhas. De um modo geral, os temas, em maior ou menor grau, são repetidos ao longo da aplicação das provas. Com certeza vocês irão identificar isto no próximo dia 15, em especial se resolverem muitos exercícios anteriores.

Lidando com a dificuldade de resolver as questões de múltipla escolha da OAB

Dentro do atual cronograma de estudos de vocês incluam um tempo para a resolução diária de exercícios. O ideal, para começar, é incluir umas duas horas nessa atividade. A familiarização com o sistema de resolução de exercícios (incluindo aí a repetição de exercícios) é um passo importantíssimo.

E o estudo doutrinário?

Priorizar o que já se sabe ou atacar um conteúdo mais árido? Esta é uma pergunta recorrente entre os candidatos.

Atacar um conteúdo mais árido faltando tão pouco tempo pode passar a impressão de desperdício de esforço. O candidato vai estudar uma disciplina que não gosta, avança lentamente em sua compreensão e começa a achar que seria mais útil estudar outra coisa. Isso é mais comum do que vocês imaginam!

Uma verdade: não dá, nesta altura do campeonato, para abraçar todo o conteúdo mundo. Tola ilusão…

O ideal é eleger duas ou 3 disciplinas mais complicadas e pronto. O importante é conseguir projetar de forma aproximada quantos pontos são possíveis fazer com a atual bagagem e quantos pontos seriam acrescentados ao se estudar essas uma ou duas disciplina extras.

DICA: estudem o conteúdo mais árido, mais complicado, e separem as questões destas disciplinas em 3 ou 4 lotes. Comparem o desempenho entre o 1º e o último lote após estudarem a disciplina.

Explico!

No 1º lote de questões vocês vão ter um desempenho, naturalmente, pior. Ao longo do processo de litura e estudo, o desempenho tende a melhor com a absorção do conteúdo. No último lote, de questões ainda não resolvidas, o incremento no desempenho é o sinal de que o conteúdo está sendo absorvido.

Com essa percepção a segurança da evolução é certa, e isso também serve para acalmar os nervos.

Tenho para mim que a margem de segurança ao se resolver provas anteriores e simulados é de pelo menos 47 questões, considerando aqui a resolução no sistema de simulado ou de uma prova completa. Sempre é preciso ir para a prova tendo uma “gordurinha” para queimar. A meta é atingir os 40 pontos, mas o desempenho deve visar um patamar acima dos próprios 40 pontos, afinal, errar é humano e é muito comum na prova da OAB.

E na próxima sexta-feira teremos mais um simulado. Escreverei ainda hoje sobre isso.

No mais, foco nos estudos e ZERO de desperdício de tempo. Festinhas, bailes, boates, baladas, raves, arrasta-pés e assemelhados são apenas lendas urbanas das quais vocês apenas remotamente ouviram algum dia alguém mencionar.

Claro, ao menos um pequeno descanso vocês devem se permitir, mas nada além de um descanso com um exclusivo propósito: relaxar um pouco a mente. Atingido o objetivo, foco nos estudos.

Agora é a hora do sacrifício!

Faltam 17 dias para a prova.

- Categoria: Como se preparar para a prova

Repescagem: reprovei na 2ª fase e estou em dúvida se troco ou não de disciplina para o XV Exame da OAB

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Acontece, e não é raro, que um candidato reprove mais de uma vez em uma determinada 2ª fase e sinta a necessidade, ou talvez viva uma dúvida atroz, sobre a correção de sua escolha.

Afinal, se os estudos não vêm produzindo o resultado aprovação, a descrença pode perfeitamente surgir como consequência.

Eis o problema: a examinanda está se sentindo desconfortável com sua disciplina e quer trocá-la por outra. Ela já reprovou anteriormente nesta disciplina e não consegue superar a 2ª fase.

As dúvidas quanto a escolha, evidentemente, surgem.

Bom….

Eu sou contra, há muito tempo, de estabelecer qualquer forma de influência direta sobre o candidato. Minhas convicções são firmes no sentido de que o processo de escolha depende de avaliações pessoais e mensuração EMPÍRICA (na prática) de desempenho.

A melhor fórmula envolve a resolução de provas passadas nas disciplinas de escolha e, dentre aquelas em que o desempenho é mais consistente, o candidato faz a sua escolha.

Este é o caminho mais honesto e racional.

É tentador se sentir influenciado pelo carisma ou os argumentos de um professor, mas neste ponto o processo de escolha é “contaminado” pela influência externa. Não que isto seja errado, mas pode impactar negativamente no resultado.

Sei de histórias onde o candidato compra a opinião do professor e se dá bem, mas o contrário também é verdadeiro.

A grande verdade é: professor nenhum estará ao lado do seu aluno na hora da prova. Ou o candidato se garante ou reprova.

Logo, eventual decisão de trocar uma disciplina pela outra passa por duas perguntas:

1 – Você realmente domina sua disciplina de 2ª fase?

2 – Há tempo suficiente para se fazer uma troca de disciplina e apreendê-la totalmente?

Pensando a 1ª pergunta, o candidato precisa fazer uma severa autocrítica: pode ter predileção por sua disciplina mas não está dominando-a totalmente. Não é raro ver candidatos que ACHAM que sabem mas cometem erros demonstrando exatamente o contrário.

Eis a primeira armadilha: a falsa percepção de domínio do conteúdo.

A reprovação seria, em tese, a demonstração de que a percepção quanto ao domínio da disciplina está equivocada, EM ESPECIAL quando lá se vão 3 ou 4 reprovações seguidas.

Conheço histórias de candidatos que passaram para a 2ª fase 4, 5, 6 ou mesmo 7 vezes e tentaram sempre a mesma disciplina até lograr sucesso. E também sei de histórias em que o candidato trocou de disciplina e finalmente se deu bem.

Então a resposta a ser buscada neste momento é: você REALMENTE domina sua disciplina?

Aqui chegamos ao momento-chave:como saber se o domínio é real e as reprovações foram “acidentes de percurso?”

O examinando deve, NECESSARIAMENTE, pegar todas as suas provas anteriores e fazer uma análise séria e pragmática das razões da reprovação, e deve responder para si mesmo as seguintes perguntas:

1 – errou mais por entender errado a pergunta ou por não saber o conteúdo?

2 – conseguiu desenvolver as respostas em tempo hábil ou demorou para fazê-lo?

3 – as respostas foram de fácil identificação ou a pesquisa no vade mecum teve de ser extensa?

Eis o momento-chave!

O candidato precisa saber se erra por que VACILA ou porque NÃO SABE o conteúdo.

Se vacila – entende errado as perguntas, demora para respondê-las ou gasta muito tempo pesquisando o vade, pois não o domina, – então a troca da disciplina não lhe será útil. O problema não seria com o conteúdo e sim com o grau de atenção do próprio candidato.

Por outro lado, se o candidato NÃO SABE o conteúdo, aí a resposta é óbvia: ou estuda de verdade, e mais, ou parte para outra disciplina.

Considerando que já reprovou anteriormente naquela disciplina, já fez vários cursos, já treinou bastante, então o processo de aprendizagem é falho ou a disciplina não foi feita para você.

Trocar é uma opção, em especial se existir a convicção de que o processo de aprendizagem NÃO é falho. Se for, então é melhor ficar onde está e desenvolver uma nova metodologia de aprendizado.

Evidentemente, a reflexão demanda análise e algum estudo das CAUSAS da reprovação. O candidato tem de sentar, fazer a avaliação, estabelecer a auto-crític (ou mesmo pedir a ajuda de um ou mais colegas neste processo) para desenvolver suas certezas. Não é algo que se faz estalando os dedos ou mesmo possa ser feito com preguiça.

Trata-se de uma decisão ESTRATÉGICA e ela necessariamente demanda análise fria e sem paixões.

Muito bem! E se o candidato chega a conclusão de que realmente precisa trocar de disciplina, há tempo para isto?

E a resposta é um grande SIM!

Até o XI Exame a resposta não seria tão segura assim, mas agora quem reprova na 2ª fase tem ao seu favor o instituto da repescagem e isso deu aos candidatos reprovados na 2ª fase um longo tempo de preparação, muito maior em comparação às edições anteriores do Exame.

Agora sim, com um bom tempo antes da prova, é possível efetuar a troca e se preparar de forma completa na disciplina de escolha.

Mas por qual disciplina optar?

Para isto é indispensável ler o post abaixo:

Como fazer a melhor escolha da disciplina de 2ª fase no Exame de Ordem

Este post é resultado de muitas experiências empíricas e trata o assunto de forma absolutamente pragmática e objetiva, sem conduzir o candidato para um ou para outro lado, tão somente exigindo uma boa auto-análise.

Um alerta: não caiam na tentação da análise mais fácil ou da opinião de terceiros. Desenvolvi, por exemplo, o conceito de análise de desempenho e vejo muita gente com PREGUIÇA de fazê-la, preferindo seguir conselhos. Isso não serve!!

O Exame de Ordem é a porta para a sua profissão! Sente-se, TRABALHE, faça as análise necessárias, independentemente do trabalho ou do tempo que levar. Só desta forma a leitura do problema será completa e CONSISTENTE.

Preguiça e má-vontade tendem a resultar em uma escolha errada.

Aí o preço a se pagar é o de sempre: a reprovação!

Leve esta questão a sério e determine com segurança o caminho certo para uma escolha segura.

É uma decisão de carreira, e não meramente uma escolha para um provinha qualquer.

- Categoria: Doutrina para a prova

Os novos vade mecuns da Editora Armador para a 2ª fase do XV Exame de Ordem: Penal, Administrativo, Constitucional e Tributário!

A Editora Armador acabou de divulgar seus novos códigos para a 2ª fase do XV Exame de Ordem.

Esses vade mecuns foram pensados para os candidatos que irão fazer a próxima prova subjetiva e estão INTEGRALMENTE em conformidade com os requisitos do edital do XV Exame de Ordem!

Reparem nestes detalhes:

1 – Todos foram fechados na data do edital, ou seja, estão super atualizados;

2 – Todos têm a legislação completa para a 2ª fase;

3 – Foram elaborados pelos professores do Portal em cada disciplina, com as remissões mais importantes em cada código.

Entrem no site da Editora Armador e confiram tudo:

www.armador.com.br

Todos os livros estão em pré-venda. confiram os detalhes no site.

 A 1ª edição do vade mecum do professor Matheus Carvalho:

mockup_vade-mecum-administrativo

A 3ª edição do vade dos professores Geovane Moraes e Ana Cristina:

MINIATURA_vade-mecum-penal

A 3ª edição do vade da professora Flavia Bahia:

mockup_vade-mecum-constitucional-humanos-3edicao

A 1ª edição do super completo vade da professora Josiane Minardi:

miniatura_vade-mecum-tributario

Tudo isso e muito mais no site da Armador.

- Categoria: Ensino jurídico, Estatísticas

XXII Conferência Nacional da OAB: em 19 anos número de faculdades de Direito no Brasil cresceu 778%

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Na terça-feira da semana passada, durante a  XXII Conferência Nacional dos Advogados Brasileiros, acompanhei o décimo painel do evento, cujo tema era “o Ensino Jurídico, Advocacia e Sociedade”.

Já retratei o que  aconteceu em parte deste painel, na publicação sobre o futuro da educação jurídica no Brasil:

XXII Conferência Nacional da OAB: o novo marco regulatório do ensino jurídico, alterações na graduação e as possíveis mudanças no Exame de Ordem em 2015

Agora vou abordar a palestra do ex-presidente da OAB, Dr. Ophir Cavalcante, cujo tema foi a “Essencialidade do Exame de Ordem.”

O primeiro ponto abordado pelo ex-presidente foi a expansão do número de faculdades de Direito no Brasil desde 1995. A evolução foi traçada desta forma:

1995 – 165 faculdades de Direito

2001 – 505 faculdades de Direito

2014 – 1284 faculdades de Direito

Isso representa um crescimento de 778,18% no período, algo verdadeiramente assombroso considerando que a qualidade do ensino médio no país não melhorou para o ensino superior acomodar tantos novos universitários.

A “geração do diploma perdido”, ou, como o Brasil fabrica profissionais que não sabem trabalhar

Estudantes de Direito têm deficiências do ensino básico

Com diploma e sem português: recém-formados escrevem “egnorancia”, “precarea” e “bule” (bullying) no Enade

Ophir fez questão de desconstruir uma informação que vem circulando há algum tempo e que não corresponderia a verdade: que o Brasil teria mais faculdades de Direito do que o resto da soma dos demais países.

A China sozinha teria 987 cursos de Direito, para uma população de 1,5 bilhões de habitantes.Já o Brasil tem esses 1284 cursos para uma população hoje de 200 milhões de pessoas. Aí sim residira a discrepância, pois proporcionalmente existem faculdades demais de Direito no Brasil.

Só o estado de São Paulo tem 300 faculdades de Direito – o maior número no país inteiro, mais do que no Estados Unidos, que tem 212 faculdades.

Isso representa, em termos práticos, o seguinte contingente de estudantes e examinandos:

1 – 282 mil novos estudantes por ano

2 – 125 mil examinandos por ano.

A diferença entre ingressantes e examinados se dá pelas desistências e em razão de que nem todos fazem o Exame de Ordem.

Já a segunda informação, de que 125 mil examinandos fazem a prova por ano, quando cada edição tem aproximadamente 110 mil inscritos, pode parecer estranha em um primeiro momento, mas ela faz sentido.

Ano passado o G1 trouxe uma informação muito interessante sobre o desempenho dos candidatos no Exame de Ordem e o aproveitamento dos estudantes nesta prova. Tão somente 18,5% dos candidatos que prestaram o Exame de Ordem entre 2010 e 2012 conseguiram passar na 1ª tentativa. Ou seja: ainda estavam na faculdade, ou saindo dela.

Resumindo, daqueles que irão fazer a prova pela 1ª vez, 81,5% reprovam.

No VIII Exame, por exemplo, de cada 4 inscritos, 3 estavam fazendo a prova ao menos pela 2ª vez, ou seja, só 24,86% dos bacharéis iriam enfrentar para sua 1ª tentativa.

O trecho mais interessante da matéria é este daqui:

O levantamento da FGV Projetos mostra ainda que 212.498, ou 58,8% do total de bacharéis que fizeram inscrições pelo menos uma vez nessas oito edições, foram reprovados em todas as provas que realizaram. Há ainda um grupo de 5.475 que se inscreveram para todos os oito exames estudados, mas não passaram em nenhuma ocasião.

Dos 148.612 que conseguiram a aprovação, 101.558 passaram na primeira ou na segunda tentativa, e 21.619 precisaram fazer as provas três vezes antes de conseguirem o direito de exercer a profissão.

Outros 25.435 (7,04%) precisaram de pelo menos quatro tentativas para conseguir a aprovação. Dentro desse grupo estão 416 bachareis que fizeram todas as oito edições do exame analisada no cruzamento de dados, e conseguiram passar na última.

Resumindo: a maior parte dos candidatos inscritos no Exame de Ordem, ao menos no período apurado, já fez a prova ao menos uma vez.

O índice médio de aprovação no Exame de Ordem é de 17,46%. Aqui o presidente não especificou o período analisado, mas suponho que se trate do período abrangido pela unificação total do Exame.

Uma pesquisa em conjunto da FGV e da OAB atribui a baixa aprovação no Exame aos cursos que geralmente não investem em pesquisa, extensão e que remuneram mal seus professores, ou seja, o ensino jurídico ruim tem uma influência direta na formação e no exercício da advocacia.

É interessante apresentar aqui um outro estudo, produzido no XI Exame de Ordem, sobre o desempenho das faculdades naquela edição.

Um estudo da Coordenação de Exame Unificado do Conselho Federal da OAB mostrou que a grande maioria das faculdades aprovou entre 10% e 20% dos seus alunos no XI Exame de Ordem e que cerca de 90% delas aprovaram número abaixo de 50%.

Considerando o Exame como um filtro para o mercado, os dados mostram a precariedade do ensino jurídico atual.

 Seguem abaixo dados estatísticos do XI exame de ordem divididos por Seccional, com o desempenho das instituições:

Gráfico - Acre3

Gráfico - Alagoas1

Gráfico - Amapá1

Gráfico - Alagoas1

Gráfico - Bahia1

Gráfico - Ceará1

Gráfico - DF1

Gráfico - Espírito Santo1

Gráfico - Goiás1

Gráfico - Maranhão1

Gráfico - Mato Grosso do Sul1

Gráfico - Mato Grosso1

Gráfico - Minas Gerais1

Gráfico - Pará1

Gráfico - Paraíba1

Gráfico - Paraná1

Gráfico - Pernambuco1

Gráfico - Piauí1

Gráfico - Rio de Janeiro1

Gráfico - Rio Grande do Norte1

Gráfico - Rio Grande do Sul1

Gráfico - Roraima1Gráfico - Rondônia1

Gráfico - Santa Catarina1

Gráfico - São Paulo1

Gráfico - Sergipe1

Grafico - Tocantins1

Os dados completos podem ser vistos aqui: XI Exame de Ordem – resultados detalhados da 1ª fase

Ophir Cavalcante ressaltou bastante uma conquista ocorrida em sua gestão: o reconhecimento da constitucionalidade do Exame pelo STF.

Íntegra do voto do Ministro Marco Aurélio

Ressaltou também a previsão de provas de suficiência em vários ordenamentos jurídicos, não sendo uma “jabuticaba” criada no Brasil, e sim algo de âmbito internacional. Estados Unidos, Alemanha (ao encerrar o curso, submete-se a uma prova oficial, depois um estágio supervisionado e depois mais uma prova) Canadá e França foram alguns dos exemplos dados.

Por fim, o ex-presidente constatou a existência de 48 referências à OAB e a advocacia na Constituição, prova cabal da importância da profissão e da necessidade da manutenção do Exame de Ordem como balizador da qualidade para a classe.

- Categoria: Cursos do Portal

Por que começar a se preparar desde já para o XVI Exame de Ordem?

O Portal Exame de Ordem já lançou seu Curso Preparatório Completo para o XVI Exame de Ordem para quem deseja se preparar com antecedência para esta edição do Exame. Daí surge a pergunta:  faz sentido começar a se preparar desde já para uma prova que ainda está “tão distante…”

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Esse é o ponto: a prova não está “tão distante” assim apesar de faltar aproximadamente 4 meses para ela ocorrer.

Não, ainda não temos o calendário de 2015 do Exame, mas mantida a regularidade das edições é bem provável que este seja efetivamente o lapso temporal disponível de hoje até a sua efetiva data.

Observo há muito a existência de uma espécie de “cultura do imediatismo” quando falamos da preparação para o Exame. Aparentemente os candidatos só se dão conta da prova quando o lapso temporal até ela se aproxima demais, quando não dá mais para ignorá-la. E aí, sob a pressão irresistível da necessidade, os estudos começam a tomar forma.

E isso está errado!

Não raro vários examinandos pedem dicas para começar a estudar com 1 ou 2 meses antes da prova, apostando mais em uma preparação INTENSIVA e geralmente incompleta para conseguir passar na 1ª fase.

Esse tipo de preparação não é a ideal, pois o examinando, em regra, não consegue esgotar todo o conteúdo, além de ter prejuízos quanto ao uso das melhores técnicas de estudo para a preparação.

O ideal é, tal como já escrevi inúmeras vezes, é ler uma doutrina específica ou ver uma aula, acompanhar com a legislação, resolver muitos exercícios e revisar periodicamente o conteúdo para sedimentar a informação, formando a chamada memória profunda.

Com pouco tempo todo esse processo – trabalhoso mas eficiente – é comprometido, seja porque não é possível fazer as revisões ou porque a leitura é apressada ou porque um volume adequado de exercícios não é resolvido, ou todo o conteúdo não é estudado (é o mais comum!) ou mesmo uma junção destes fatores todos.

O prejuízo é manifesto!

Deixar para estudar faltando 1 ou 2 meses é, acima de tudo, uma APOSTA.

Pergunta elementar: faz sentido “apostar” durante o processo de preparação? Não faz, e não faz porque o Exame de Ordem está longe de ser uma prova tranquila.

Atual e futuro contexto do Exame

Os últimos Exames confirmaram mais uma vez a aura de dificuldade em torno da prova. Vamos olhar os dados das últimas edições para termos uma noção do que está acontecendo:

VII Unificado - 111.909 inscritos - 16.419 aprovados

VIII Unificado - 117.852 inscritos - 20.785 aprovados

IX Unificado - 118.537 inscritos - 12.513 aprovados

X Unificado - 124.887 inscritos - 32.088 aprovados

XI Unificado - 101.156 inscritos - 12.786 aprovados

XII Unificado - 122.354 inscritos - 16.665 aprovados

XIII Unificado - Sem divulgação do número de inscritos pela OAB - 21.092 aprovados

XIV Unificado - 110.820 inscritos - 27.835 aprovados

Destaquei deliberadamente o número de aprovados no X Unificado, o maior percentual de todos os tempos.

Ao se olhar a discrepância de aprovados entre o X e o XI e XII Exames a primeira e óbvia pergunta que surge é: como pode ter uma variação tão grande no número de aprovados entre uma edição e as duas seguintes?

Asseguro a vocês: isso não é resultado do acaso!

O X Exame foi o pior de todos os tempos. O volume de confusões, problemas e questionamentos foi tão grande que precipitaram em várias alterações na prova, incluindo aí uma reforma de emergência no provimento e reformas subsequentes nos subsequentes editais: repescagem, indicação correta da peça, etc. Todas com o fito de “apertar” ainda mais o laço.

Uma observação interessante retirada dessas mudanças e ter a percepção de que a OAB está muito atenta ao que acontece e agora passa a reagir de forma quase que imediata aos problemas da prova. A entidade tornou-se muito mais reativa.

Todas as mudanças acima tiveram com o propósito sufocar qualquer tipo de problema nas futuras provas. Foram alterações pontuais na regulamentação para atacar problemas específicos, responsáveis por uma série de controvérsias, tal como a cobrança de jurisprudência pacificada dos tribunais, a delimitação clara do que é a peça prático-profissional, entre outras importantes mudanças.

Não resolveu por completo, em especial pelo o que vimos no XIII Exame, mas deu uma melhorada.

E uma dessas mudanças, certamente a mais sensível, curiosamente não pode ser encontrada no edital ou no provimento: e a mudança no grau de dificuldade da prova, que continua oscilando.

Na 1ª fase do X Exame de Ordem foram aprovados 67 mil candidatos, ou seja, 54% dos inscritos. Na 1ª fase do XI Exame de Ordem foram aprovados 19,67% dos inscritos, ou seja, 19.897 candidatos. E na 1ª fase do XII Exame foram aprovados 25.706 candidatos (21%) dentre os 122.354 inscritos.

De 54% no X Exame caímos para 20% (média) de aprovados no XI e XII exames. Bela discrepância, não é?

Infelizmente a Ordem não divulgou o número de inscritos no XIII Exame, e por isso não temos como saber percentualmente quantos foram aprovados.

Todavia, sei que 21.092 candidatos foram aprovados, o que representa um aumento em relação às edições anteriores, ao menos sob a ótica quantitativa.

E agora, no XIV, tivemos um aumento quantitativo no número de inscritos: 27.835 aprovados, ou 25,11% de aprovação.

O interessante é sempre ver a oscilação nos percentuais finais. Alguns podem achar que as oscilações são pequenas, e talvez sejam, mas para mim elas são significativas.

De toda forma, os percentuais de aprovação são sempre baixos.

De uma forma ou de outra, a lógica da Ordem é sempre a de manter um percentual alto de reprovação. É assim que funciona.

E, claro, há a perspectiva de termos mais mudanças ainda: XXII Conferência Nacional da OAB: o novo marco regulatório do ensino jurídico, alterações na graduação e as possíveis mudanças no Exame de Ordem em 2015

Imagino que agora em novembro as mudanças sejam anunciadas. Não é uma certeza quando a data e quanto ao que efetivamente será mudado, mas teremos mudanças com certeza.

Por que então começar a estudar tão cedo para a prova?

Antecipando a preparação

Este então é o contexto. Não é um cenário agradável, assim como também as estatísticas sozinhas demonstram a natureza da prova da OAB.

Aqui o futuro examinando tem de estabelecer uma tomada de consciência, ou seja, ter a noção da amplitude do desafio: passar na OAB não é fácil!

Isso deve ser somado, naturalmente, com a própria ambição do candidato. Qual é a importância da aprovação? Há um sonho por detrás dela a ser realizado? Vai advogar, concurso público? Essas pretensões exigem, por base, a aprovação na OAB, e levar a preparação e a prova a sério é condição elementar para a realização do próprio sonho.

Daí surge a necessidade de estudar desde agora para a prova do XVI Exame de Ordem: para transformar o sonho em real possibilidade de sucesso.

Prazos

Como tratei antes, não temos uma data ainda para o XVI Exame. mas é razoável supor projetá-la para o final de março ou início de abril de 2015.

É um lapso de tempo muito bom para se conseguir não só esgotar todo o conteúdo programático da prova como também adotar as metodologias de estudo adequadas para fixar corretamente o conteúdo da prova na cabeça.

Aqui faço uma pergunta a quem está lendo o texto: por que esperar?

O que impede dar início aos estudos, o que te impede de começar a transformar uma pretensão em realidade?

Creiam-me: quanto antes tem início a preparação, melhor. Isso não é um achismo, é uma conclusão óbvia e fale para QUALQUER tipo de prova. A diferença é que o Exame de Ordem não é um passeio no parque. É preciso estar efetivamente pronto para ser aprovado.

Reflitam e façam suas escolhas.

Curso completo para o XVI Exame de Ordem! Prepare-se com ANTECEDÊNCIA para vencer a OAB!

- Categoria: Recursos para prova subjetiva

Professor Penante aponta falha na última prova de Empresarial

No dia 20 deste mês o professor Penante iniciou um debate em seu grupo no facebook – Grupo de estudos 2ª fase Empresarial – sobre uma incongruência no espelho da prova de empresarial.

Para ele ficou bem estranha a exigência, apontada no espelho apresentado pela banca organizadora, de que a “A companhia poderia, alternativamente, realizar a venda das ações em leilão na bolsa de valores, por conta e risco do acionista, mas preferiu ajuizar ação de execução para cobrar as importâncias devidas (0,75).

Prova de Empresarial

Padrão de resposta

A sociedade anônima poderia, sucessivamente, cumular procedimento judicial de execução com a tentativa de venda da ação em leilão de Bolsa de Valores (art. 107, par. 3º, Lei 6.404/76). Mas o enunciado da questão aponta que “Carlos e Gustavo optaram por exigir a prestação de Pedro …” .

Não seria compreensível, portanto, exigir que os examinados fizessem menção àquilo que não refletia a pretensão da companhia. Para Penante, mencionar essa possibilidade poderia ser percebido pela banca como elemento em desacordo com pretensão deduzida pela constituinte, nos termos do problema.

2ª fase em Direito Empresarial - Aula demonstrativa gratuita

Afora isto, a opção pela venda das ações de Pedro através de leilão ocasionaria a sua exclusão do quadro social. Aqui, mais um problema, pois foi explicitado que Carlos e Gustavo “… não desejavam promover a redução do capital social da companhia, nem excluir Pedro …”.

O item, portanto, deveria ser anulado e a pontuação correlata deferida a todos os candidatos (0,75).

No site do professor Penante é possível baixar a íntegra da petição por ele elaborada:

Francisco Penante

Protocolei essa petição HOJE no CFOAB para dar ciência formalmente à Comissão Nacional do Exame de Ordem da situação:

foto

Infelizmente em Brasília, hoje, nenhum membro da Comissão se encontra presente e não foi possível despachar o pedido.

Os candidatos que fizeram empresarial precisam ter em mente, contudo, que o XIV Exame acabou, ou seja, será muito difícil reverter a situação nessas alturas do campeonato. Não me lembro de ter ocorrido antes qualquer alteração na prova após o fim de uma edição do Exame.

Isso não quer dizer, evidentemente, que mudanças não possam ocorrer.

De toda forma, o caminho pela via judicial, neste caso, parece-me bastante factível. Este é outro campo complexo, mas trata-se de um erro material, e a via judicial para este tipo de caso não está fechada.

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Curso completo para o XVI Exame de Ordem! Prepare-se com ANTECEDÊNCIA para vencer a OAB!

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Dar início aos estudos para o Exame de Ordem com MUITA antecedência: essa é a chave para maximizar as chances de aprovação.

Essa é uma forte crença que possuímos, e isso em razão dos seguintes motivos:

1 - as estatísticas do Exame de Ordem mostram que os percentuais de aprovação são sempre baixos, na faixa entre 15 a 25% do total de inscritos;

2 - na preparação de longo prazo o examinando consegue abordar TODO o conteúdo programático para a OAB. Isso maximiza as chances de aprovação, pois o candidato poderá ter um desempenho bom em todas as diferentes disciplinas da 1ª fase;

3 - mais do que abordar todo o conteúdo, é possível implementar com qualidade uma metodologia consistente de estudo, envolvendo a resolução de exercícios e revisões periódicas, fundamentos principais para se estabelecer a chamada memória profunda. É preciso acompanhar a aula, resolver exercícios e revisar o conteúdo, e quanto antes o processo de estudo for iniciado, melhor para o estudo em si e melhor para o candidato, que produzirá para si mesmo um estudo mais consistente.

Por isso estamos lançando o nosso curso  curso preparatório COMPLETO para o XVI Exame de Ordem.

Curso Preparatório Completo para o XVI Exame de Ordem

Faltam pelo menos 4 meses para a prova objetiva do XVI Exame de Ordem. Este lapso temporal é o ideal para quem deseja começar a se preparar com antecedência, visando esgotar todo o conteúdo da futura prova objetiva. E é por isso que estamos lançando agora este curso: pois ele é abrangente, completo, perfeito para quem quer passar na 1ª fase com SEGURANÇA!

Este curso é ministrado por MESTRES na preparação para o Exame de Ordem: Renato Saraiva, Geovane Moraes, Cristiano Sobral, Aryana Manfredini, Matheus Carvalho, Flávia Bahia, Ana Cristina, André Mota, Francisco Penante, Sabrina Dourado, Paulo Machado, Frederico Amado, Cristiane Dupret, Bernardo Montalvão e Alexandre Bezerra.

A carga horária do curso é de 103 encontros, com 2 horas cada encontro, totalizando, aproximadamente, 206 horas/aulas

Valor Promocional até o dia 23/11/2014: R$ 802,50 (oitocentos e dois reais e cinquenta centavos)

DETALHE: As aulas nunca são repetidas! Aulas SEMPRE INÉDITAS e atualizadas para cada edição do Exame de Ordem.

E devemos ressaltar as seguintes vantagens:

1 – As aulas podem ser vistas desde o começo. O aluno não perde nada do conteúdo ministrado independentemente do momento da matrícula;

2 – Cada aula pode ser assistida até duas vezes;

3 – A aula pode ser pausada ou o aluno pode voltar para determinado trecho dela para rever uma explicação, maximizando a absorção do conteúdo;

4 – O aluno faz seu horário de estudo e implementa a autogestão do aprendizado.

As vantagens acima representam um plus estratégico na preparação que, somadas com a força do conteúdo ministrado pelos professores do Portal, oferece ao aluno um excelente preparação.

Cliquem no link e inscrevam-se no Curso Preparatório Completo para o XVI Exame de Ordem.

O Exame de Ordem acontece aqui, no Portal Exame de Ordem!