Maurício Gieseler

Maurício Gieseler

Advogado em Brasília (DF), este blog é focado nas questões que envolvem o Exame Nacional da OAB, divulgando informações e matérias atualizadas, além de editoriais, artigos de opinião e manifestações que dizem respeito ao tema. Colocamos, também, a disposição de nossos visitantes provas, gabaritos, dicas, análises críticas, sugestões e orientações para quem pretende enfrentar o certame. Tudo sobre o Exame de Ordem você encontra aqui.

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- Categoria: Advocacia

Foi mal no simulado? Saiba que a forma como você reage a um desempenho ruim pode influenciar seu desempenho futuro

ops!

Neste final de semana você provavelmente fará o nosso 3º simulado. A partir dele três resultados possíveis podem ter ocorrido:

a) você foi bem;

b) você teve um desempenho mediano, com a nota muito próxima dos 40 pontos, tanto para cima como para baixo, mas próxima;

c) você foi mal e ficou aborrecido/preocupado com isto.

Uma coisa em si é o desempenho e a identificação das virtudes e fraquezas. Para isto eu recomento a leitura dos posts abaixo:

A importância de se fazer um simulado para a prova da 1ª fase da OAB

Compreendendo a análise estatística de desempenho e sua importância na preparação para a 1ª fase da OAB

Último final de semana antes da prova da OAB: hora de fazer o mapeamento de desempenho por disciplina

Em especial recomendo a leitura do segundo post, pois, com a análise de desempenho o candidato pode identificar suas deficiências e, com estudo, supri-las, conseguindo assim elevar seu desempenho médio geral (a ser constatado no nosso 2º simulado) e ir bem mais preparado para a prova da 1ª fase. Essa é a base do conceito de análise estatística de desempenho que desenvolvemos para o Exame de Ordem.

Mas o conceito em si mesmo não deve ser analisado só pelo lado racional e matemático com vista no incremento de desempenho. É preciso também trabalhar o lado emocional, componente muito importante quando falamos no Exame de Ordem, e, em especial, ter a noção de que o emocional prejudica DECISIVAMENTE o futuro desempenho do candidato.

E prejudica porque a reação diante de um desempenho ruim pode sim influenciar o desempenho futuro.

Um estudo publicado pelo periódico americano Psychological Science, entidade sem fins lucrativos que publica os mais importantes estudos sobre mente e psicologia no mundo, revelou que a atitude diante de uma resultado ruim em uma prova ou teste pode influenciar seu futuro desempenho em um teste semelhante. 

O estudo também correlaciona a algo muito interessante: a forma como você reage a um desempenho ruim guarda uma direta ligação com sua visão sobre sua própria inteligência.  

O estudo estabelece uma premissa bem interessante: a sua visão quanto a imutabilidade ou não de sua própria inteligência. Que acha que inteligência é constante e imutável tem dificuldades de incrementar o próprio desempenho, enquanto quem acredita que a inteligência é maleável (e é!) consegue efetivamente melhorar o próprio desempenho.

A simples crença em um ou outro conceito faz muita diferença!

O trabalho foi conduzido da seguinte forma:

Jason S. Moser, pesquisador-chefe do estudo e seus colegas, deram aos participantes uma tarefa em que cometer um erro era algo fácil. Os voluntários deveriam identificar a letra do meio de uma série de cinco letras, como “MMMMM” ou “NNMNN.”

Às vezes, a letra do meio era a mesma que as outras quatro, e às vezes ele era diferente.

É até simples, mas depois que a tarefa se repete várias vezes, a mente se confunde realmente se confunde. E aí a pessoa comete erros bobos, percebe imediatamente e se sente estúpida por causa disso“, afirmou Moser.

Ao fazer a tarefa, o participante usava um boné com eletrodos em sua cabeça, registrando toda a atividade elétrica do cérebro. Quando alguém comete um erro, seu cérebro faz dois sinais rápidos: uma resposta inicial que indica que algo deu errado -Moser chamou de resposta “oh, porcaria” e um segundo que indica que a pessoa está consciente do erro e está tentando consertá-lo.

Ambos os sinais ocorrem dentro de um quarto de segundo após o erro. Após o experimento os pesquisadores descobriram se as pessoas acreditavam que podiam aprender com os seus erros ou não.

As pessoas que pensam que podem aprender com seus erros tiveram um desempenho melhor depois de cometer um erro – em outras palavras, eles tiveram uma melhora de desempenho depois de lidar com um erro a aceitá-lo como parte do processo de aprendizagem. Seus cérebros também reagiram de forma diferente, produzindo um segundo sinal maior, aquele que diz “Eu vejo que eu cometi um erro, então eu deveria prestar mais atenção”, diz Moser.

Aqui o ponto-chave do estudo: o cérebro de quem acredita que pode melhorar após errar se organiza para ficar mais atento após cometer um erro. 

A coisa, perceba, não é só psicológica: há uma resposta fisiológica REAL a partir do estabelecimento prévio de uma crença.

Quem erra e acha que não pode melhorar acaba vivenciando exatamente isso: a impossibilidade de passar um um “up grade“. Quem acredita na melhora força o cérebro a se adaptar e ele, o cérebro, fisiologicamente, reage a isto, aumentando a percepção quando um erro ocorre, o que, no longo prazo, gera uma maior atenção em um incremento no processo de aprendizagem, diminuindo, exatamente, a quantidade de erros.

Em outras palavras, o processo de aprendizagem passa por um incremento.

Moral da história: quem é crítico demais quando erra prejudica o próprio processo de aprendizagem. Quem encara o erro como parte do processo  de aprendizagem efetivamente tende a melhorar nos estudos.

Errar enquanto se estuda não mata ninguém, é normal.

Errar em simulados é algo banal. E, muitas das vezes, em especial quando o resultado nos testes fica abaixo dos 40 pontos, a culpa (e o medo!) por ter errado é significativa. Afinal, a perspectiva de não conseguir os 40 pontos na prova torna-se mais tangível.

Pelo estudo, essa perspectiva é muito relativizada.

Como ficou constatado, quem acredita que pode aprender com seus erros tem uma reação cerebral diferente de quem vê a inteligência como algo imutável. Ou seja, quem erra no simulado e tem a consciência de que o erro é um processo de aprendizagem (compreensão da falha e reorganização do conteúdo, agora de forma correta, pois passou a compreender o próprio erro), consegue não só compreender o erro em si como “desenvolve” o próprio aprendizado. Ao contrário, quem erra e se culpa e se deprime, tem um desempenho bem pior.

Interessante, não é?

Mude a postura mental caso o desempenho no simulado não tenha sido bom. Isso faz toda a diferença!

Considere o erro como parte do aprendizado e aceite a verdade de que a inteligência não é algo estático: sempre é possível melhorar, em especial quando o assunto é o Exame de Ordem!

E, repito, não deixe de fazer os simulados:

Simulados do Portal

Com informações da Psychological Science.

- Categoria: Simulados

Publicado o 3º Simulado do Portal Exame de Ordem

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Falta 1 semana e 2 dias para a prova objetiva do XVI Exame de Ordem! Agora é hora de fazermos o 3º simulado do Portal Exame de Ordem!

A importância de se fazer um simulado para a prova da 1ª fase da OAB

Segue o link do 3º simulado:

3º simulado do Portal Exame de Ordem

A análise do resultado do 3º simulado em conjunto com os dois primeiros proporcionará um feedback CONSISTENTE sobre o estágio de preparação:

1º Simulado XVI Exame de Ordem (1ª fase)

GABARITO – 1ª SIMULADO XVI Exame de Ordem (1ª Fase)

2º Simulado XVI Exame de Ordem (1ª fase)

GABARITO – 2ª SIMULADO XVI Exame de Ordem (1ª Fase)

Este final de semana é muito importante para colher essas informações. Com elas o candidato vislumbra seu estágio de preparação, suas capacidades e traça o melhor caminho para a prova.

NÃO DEIXEM de ler o post abaixo:

Último final de semana antes da prova da OAB: hora de fazer o mapeamento de desempenho por disciplina

Nenhum sacrifício é grande demais neste momento!

O gabarito do 3º simulado será disponibilizado ainda na tarde de hoje.

- Categoria: Análise crítica do Exame

Os protestos marcados para o dia 15/03 poderão atrapalhar a prova da OAB?

manifestação+15+de+março

As redes sociais do Portal têm recebido, curiosamente, vários questionamentos sobre a possibilidade da OAB transferir para outra data a aplicação da prova por conta do protesto de âmbito nacional marcado para o próximo dia 15 de março.

Muitos candidatos acham que os protestos podem atrapalhar a aplicação da prova em determinadas localidades.

Bom, até onde eu sei, a OAB não pensa em transferir a prova para outra data e, sinceramente, NÃO vejo razão para tal receio.

Primeiro porque as manifestações deverão ocorrer nas localidades em que as pessoas, ordinariamente, costumam protestar em grandes cidades. Em Brasília será na esplanada dos ministérios, em São Paulo deverá ser na Avenida Paulista e assim por diante. Tudo muito longe das faculdades e locais de prova.

Depois não acredito que as manifestações serão de grandes proporções. Não a ponto de inviabilizar o trânsito.

De toda forma, por cautela, procurem sair um pouco mais cedo em relação ao ordinariamente planejado. Não é possível antever com segurança qual o tamanho das manifestações e muito menos o impacto delas no trânsito.

Mas, de toda forma, é altamente improvável que a OAB transfira a prova como também é improvável que tenhamos problemas nos locais de prova.

- Categoria: Cursos do Portal

Amanhã teremos o Super UTI Maceió!!!

semptur-maceió

E amanhã teremos o Super UTI Maceió: a nossa revisão de véspera de prova!

O Super UTI é um evento sem frescuras, sem gracinhas e sem distrações: informação RELEVANTE sendo passada de forma frenética para os nossos alunos pela equipe de professores que REVOLUCIONOU a preparação para o Exame de Ordem: a equipe do Portal Exame de Ordem!

No próximo sábado teremos o Projeto Super UTI! Como tirar o melhor proveito das dicas?

Informação relevante, calculada e pensada para ser ÚTIL na hora da verdade! Esse é o espírito do Super UTI!

Quem é de Maceió pode participar presencialmente do evento - Super UTI Presencial

Quem vai ficar em casa pode acompanhar tudo pelo computador - Super UTI Online

O Exame de Ordem acontece AQUI!

- Categoria: Como se preparar para a prova

Último final de semana antes da prova da OAB: hora de fazer o mapeamento de desempenho por disciplina

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Lembro-me bem das duas últimas semanas que antecederam a minha primeira aprovação no Exame de Ordem. Isso foi no longínquo ano de 2006.

Tal como vocês, minha mente não pensava em nada que não fosse a prova, e eu ficava o tempo todo me perguntando se conseguiria ou não ser aprovado.

Tenso!

E mais do que perguntar, eu PROJETAVA as probabilidades de aprovação em razão do meu desempenho ao resolver provas anteriores.

No início dos meus estudos, 3 meses antes, fui resolver a última prova aplicada pela OAB/DF para avaliar como estava a minha preparação, e o resultado me deixou perplexo: fiz 28 pontos (28 em 100 naquela época).

A sensação de burrice que me afligiu não foi pequena, assim como também um certo desespero em ver tamanho descalabro. Eu me julgava um bom conhecedor do Direito (ao menos na faculdade) e meu desempenho naquela simulação jogou uma água fria não só no meu ego como também nas minhas convicções.

Mas isso não arrefeceu minha vontade de passar. Na realidade, só me convenceu de que estudar era preciso, sem maiores distrações (e também gerou uma certa e conhecida pressão).

Nos simulados que fiz ao longo do lapso de tempo em que me preparei, comecei a sentir uma evolução no meu desempenho. Fiz 38 pontos, depois fiz 46 e por fim, fiz 54 pontos nos 3 simulados seguintes. Não me lembro agora quantos simulados fiz após o simulado em que tirei 54 pontos, mas lembro que em nenhum fiquei abaixo dos 50 pontos.

Fui para a prova convicto de que seria aprovado, pois, na média, e simulando com seriedade, eu estava cumprindo minhas metas.

Passei na 1ª fase com 53 pontos.

Não foi, evidentemente, uma pontuação extraordinária, mas essa sequer era a minha pretensão: para mim, 50 valia 100.

O ponto central das minhas convicções estava na certeza de que seria aprovado DENTRO do meu planejamento. E o que consistiu esse planejamento?

1 – Eu não estava fazendo cursinho, então precisa simular muito para ter balizas concretas quanto à minha capacidade;

2 – Como comecei a me preparar muito tarde, faltando apenas 3 meses, abri mão de estudar Direito Civil, Processo Civil, Processo Penal e Tributário. Excluí umas por serem muito extensas, e outras por não guardar muita afinidade. Julgava que desperdiçaria muito tempo apreendendo o conteúdo de uma matéria e isso prejudicaria a preparação como um todo;

3 – Optei por otimizar os estudos em disciplinas chaves, com bom peso, e retirar delas um desempenho excepcional, em especial com Ética, Direito e Processo do Trabalho, Administrativo, Constitucional e Penal;

4 – O 4º passo foi o mais interessante. Ele consistia no MAPEAMENTO segmentado do meu desempenho por disciplina. E esse mapeamento segmentado foi de grande importância na delimitação daquilo que deveria ser estudado a mais dentro do meu espectro de estudo. Aliás, foi essa experiência inicial que mais tarde me ajudou a construir pioneiramente para o Exame de Ordem o conceito de análise de desempenho e preparação estratégica.

Parti de uma premissa: não é preciso saber tudo para extrair a pontuação necessária na prova. Era preciso dominar bem algumas disciplinas e delas retirar a aprovação.

A lógica, simples, é uma só: o candidato precisa fazer 50% da prova.

Presumindo isso, em termos absolutos, o candidato precisaria saber 50% de cada disciplina para ser aprovado. Hoje, no atual formato de 80 questões, assim seria essa lógica:

Filosofia do Direito: 2 questões na prova. Metade: 1

Direito do Consumidor: 2 questões na prova. Metade: 1

Direito Ambiental: 2 questões na prova. Metade: 1

Estatuto da Criança e do Adolescente: 2 questões na prova. Metade: 1

Direito Internacional: 2 questões na prova. Metade: 1

Direitos Humanos: 3 questões na prova. Metade: 2 (arredonda para cima)

Direito Tributário: 4 questões na prova. Metade: 2

Direito Processual do Trabalho: 5 questões na prova. Metade: 3

Direito Processual Penal: 5 questões na prova. Metade: 3

Direito Empresarial: 5 questões na prova. Metade: 3

Direito Administrativo: 6 questões na prova. Metade: 3

Direito Processual Civil: 6 questões na prova. Metade: 3

Direito Penal: 6 questões na prova. Metade: 3

Direito do Trabalho: 6 questões na prova. Metade: 3

Direito Civil: 7 questões na prova. Metade: 4

Direito Constitucional: 7 questões na prova. Metade: 4

Ética Profissional: 10 questões na prova. Metade: 5

A soma das metades acima declinadas é igual a 43.

Agora….qual é o candidato que vai para a prova com a convicção de que acertará ao menos metade de cada disciplina?

Nenhum, creio eu.

Claro! Temos os candidatos muito preparados que farão 60 ou mais pontos na prova e não estão muito preocupados com esse cálculos. Este post é voltado para a maioria e não para os CDF’s.

O ponto é: Em algumas disciplinas o desempenho irá além da metade, e em outras, ficará aquém.

Agora faço duas perguntas essenciais dentro dessa lógica:

1 – Vocês sabem qual a média de pontuação por disciplina?

2 – Essa média de pontuação está acima dos 50%, ou 40 pontos?

Esse mapeamento é FUNDAMENTAL para vocês definirem o que efetivamente estudar faltando 10 dias para a prova.

Os candidatos estão em um ponto tal de preparação que um volume “X” de conteúdo já foi apreendido. O importante agora é delimitar com precisão onde estão as lacunas no conhecimento, em quais disciplinas o desempenho não está acima da média.

A lógica é simples: se um candidato está abaixo da média em uma disciplina, PROPORCIONALMENTE ele deverá compensar essa deficiência em outra.

Tal compensação é absoluta: ou ele tira a diferença ou ele supera a diferença em outras disciplinas. Se ele não consegue fazer essa compensação, a luz vermelha de alerta deve ser ligada!

Os 40 pontos precisam sair de algum lugar. Caso o candidato não tenha a convicção de que conseguirá 50% na prova, com o mapeamento ele poderá identificar de onde os pontos faltantes poderão ser retirados.

E o bom nisso tudo é que fazer o mapeamento, identificar as lacunas e supri-las é algo, dentro do lapso de tempo disponível, completamente factível!

Ainda dá para salvar a pátria!

Para fechar, fica o recado: sem uma estratégia e um planejamento prévio, o sucesso, seja lá que que área, torna-se mais difícil.

No Exame de Ordem isso também é uma verdade.

- Categoria: Simulados

Amanhã teremos o 3º e último simulado do Portal Exame de Ordem!

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Amanhã lançaremos o 3º e último simulado do Portal Exame de Ordem para a prova do XVI Exame da OAB.

A importância de se fazer um simulado para a prova da 1ª fase da OAB

Importantíssimo antes da hora da verdade!

E, em especial, será útil para a última semana, quando a prioridade deverá ser a resolução de exercícios.

1º Simulado XVI Exame de Ordem (1ª fase)

GABARITO – 1ª SIMULADO XVI Exame de Ordem (1ª Fase)

2º Simulado XVI Exame de Ordem (1ª fase)

GABARITO – 2ª SIMULADO XVI Exame de Ordem (1ª Fase)

O simulado será gratuito, aberto para todos e sem nenhum cadastro.

Anotem então na agendinha de vocês: amanhã é dia de simular!

Não percam!!!

- Categoria: Motivacional

As coisas que nos dão orgulho!

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Mais de 4000 alunos do CERS, que fizeram os cursos de 2ª fase para o XV Exame de Ordem, foram aprovados!

Na realidade, foram exatos 4.342 alunos.

Isso significa que dos 32.590 aprovados no XV Exame, 13,32% foram alunos do Portal na 2ª fase.

Algo que comemoramos com imensa alegria! Algo que nos dá muito, mas muito orgulho!

É como gostamos de dizer: O Exame de Ordem acontece AQUI!

- Categoria: Como fazer a prova

Os 11 grandes vacilos que não podem ser cometidos na prova da OAB

Sabe quando você estuda muito, treina muito, mas na hora de fazer, na hora da verdade tudo dá errado?

O candidato sai da prova com uma cara nada amistosa…

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E sai com razão, pois a aprovação, que seria certa, acaba sendo comprometida por uma bobagem.

Bobagem derivada, em essência, da distração e da falta de observância de pequenos e cruciais detalhes, relevantes para a boa condução da prova.

Não basta ter o domínio do conteúdo, é preciso ficar LIGADO!

E quais são as causas preponderantes de reprovação?

1 – O examinando não estudou ou estudou o insuficiente;

2 – A banca pisa na bola;

3 – O candidato comete um vacilo e fica pelo caminho.

Não estudar o suficiente poderia até ser considerado um vacilo, e em muitos casos é. Mas também pode ser fruto do uso de técnicas equivocadas de estudo ou das próprias limitações de tempo do candidato. Há uma série causas por detrás de uma reprovação e jogar a insuficiência dos estudos no rol dos vacilos pode ser, de alguma forma, uma injustiça.

Por sua vez, em todas as edições do Exame os candidatos atribuem a culpa da reprovação na banca. Na 2ª fase, em várias oportunidades isso é uma verdade, e na 1ª, com alguns erros de gabarito, também pode ser, mas em uma escala bem menor.

E, por fim, nós temos os vacilos “strictu sensu“, as comidas de mosca, bobeadas, derrapagens ou autossabotagem.

É aquele momento em que o candidato pisa na jaca e estraga todo o sério trabalho de estudo ao longo dos últimos meses.

Não basta só estudar, tem de ficar ESPERTOMuitos ficam pelo caminho por errarem, e errarem feio.

Ao término de toda prova objetiva começa a romaria de lamentações em torno das pequenas falhas que comprometem todo o trabalho. Vamos elencá-las para que vocês, jovens e sabidos, não fiquem depois chorando pelos cantos.

Vamos lá:

1 – Não conseguir transcrever as alternativas no caderno de resposta

Desde já botem em suas cabeças: a prova NÃO dura 5 horas!!

Ela dura 4 horas e 20 minutos.

Reservem, independentemente do desempenho durante a aplicação da prova, 40 minutos para transcreverem as alternativas escolhidas para a folha de resposta. Fazer isso com calma, visando exatamente evitar os erros, exige tempo.

Trata-se de uma estratégia e exige autodisciplina. Não interessa se você avançou muito ou pouco na prova, reserve 40 minutos para transcrever as respostas.

Se vocês passarem as respostas em um lapso temporal menor, ótimo, terão tempo para continuar naquilo que está faltando. Do contrário, melhor ainda, conseguiu passar para a folha o que conseguiu resolver.

Ser reprovado por não passar todas as resposta para a folha é castigo!

2 – Trocar a ordem das respostas

Existem duas formas do candidato errar aqui. A primeira ele coloca a alternativa certa na questão errada, e a segunda ele erra a alternativa na mesma questão, trocando A por B, por exemplo.

Em ambas, ele perde o ponto.

Há casos do candidato errar uma sequência inteira de questões por ter errado somente uma. Pode parecer incrível, mas acontece.

E depois de marcado, meus amigos, um abraço. Remarcar gera a anulação da questão.

Na hora da transcrição na folha de resposta prestem atenção, confiram o número da questão da prova com o número da questão da folha e marquem com convicção a alternativa correta.

Há inclusive um regramento no edital do XVI Exame sobre isso. Não deixem de conferir:

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Dica: levem duas canetas. A caneta sobressalente não só vira reserva técnica no caso da caneta titular falhar como pode perfeitamente funcionar como régua na hora da transcrição, evitando confusões.

3 – Escolher uma alternativa e depois trocar por outra

Essa dica é interessante, pois a percebi comigo mesmo há muito tempo e depois constatei em inúmeras oportunidades com outros candidatos.

E por isso, há muito tempo, alerto os candidatos: não troquem uma escolha quando há dúvida entre duas alternativas. Fiquem sempre com a 1ª opção! Muitos candidatos escolhem uma questão entre duas (típico caso de dúvida na prova), e depois, meditando melhor, resolveram trocar. Resultado: perderam o ponto, pois a 1ª escolha era a correta.

É bem dramático…

E me divirto com essa dica porque ela não tem nenhuma resposta lógica para existir. Não faço a menor ideia do porquê deste fato, mas que acontece, não tenham dúvidas: a 1ª escolha é sempre a correta.

No caso de dúvida, fiquem com a 1ª escolha, sempre!

4 – Chegar atrasado no local de prova

Em umas 12 edições do Exame eu fiquei do lado de fora do local de prova após o fechamento dos portões, aqui em Brasília. Não tem erro! Sempre chegam os retardatários, e todos ficam consternados por perderem o horário.

Na boa! Os portões fecham às 13h…tem desculpa perder o horário?

Não, né?

Repito! Os portões fecharão às 13 horas! Entenderam?

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Claro, vocês que leem o Blog não vão cometer esse erro.

E depois não tem direito ao choro! Quem não lê o edital e não se liga nas dicas paga o preço.

5 – Ausência de controle emocional

Não, eu não fico nervoso na hora da prova, só entro em pânico!!

Já escrevi muito sobre isso e escreverei mais, por certo. O nervosismo faz parte do Exame de Ordem e muitos candidatos, MUITOS candidatos sucumbem diante dele.

Muitos candidatos…

E isso é um vacilo.

E é porque vocês candidatos já são adultos, já passaram por sei-lá quantas provas, já passaram por uma universidade, têm curso superior e escolheram uma profissão que exige exposição e submete ao confronto.

A prova existe, tem de ser feita e ponto final. Controlem o emocional, de uma forma ou de outra, e enfrentem o desafio de frente, sem frescuras e sem fantasias.

A prova é difícil mas é plenamente superável. Foco no objetivo que vocês, perfeitamente, poderão entrar no lado certo das estatísticas.

Eliminem os medos e vão em frente!

6 – Achar que 40 é 80

Adágio do Exame de Ordem: quem faz 40 passa do mesmo jeito de quem faz 80 pontos.

É verdade!

Mas estudar e projetar fazer apenas 40 pontos não costuma dar certo.

Estudem para tirar uma pontuação elevada dentro de suas condições de preparação. Em regra, quando um candidato faz um simulado sério (sexta-feira teremos o nosso) e consegue acertar mais de 46 pontos em todas as oportunidades, ele passa na primeira fase.

Ninguém estuda para acertar 40 pontos e acerta efetivamente os 40: o fator erro sempre está presente. Não digo para estudar tudo, ainda mais com o pouco tempo de hoje até a prova, mas estudem visando atingir 50 ou 60 pontos, no mínimo. Deem uma margem para os inevitáveis erros em suas projeções de resultado.

Nunca estude, ou trabalhe, pensando no limite, mas sim em extrapolá-lo.

7 – Prestar atenção nos outros

“Tô muito concentrado na prova!”

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Só que não…

Vocês estão lá, fazendo a sua prova, e de repente dão uma olhadinha para o lado: o outro candidato já está preenchendo a folha de resposta.

Vocês se desesperam, acham que algo está errado e resolvem copiá-lo.

Não façam isso…

Durante a prova só existem dois focos de atenção: a prova e o aviso de tempo no quadro.

Só isso. Nada além disso. Ignorem o que os outros candidatos estão fazendo e sigam a estratégia que vocês montaram. Aliás, leiam a dica abaixo!

8 – Não adotar uma estratégia

Ir para a prova sem uma estratégia, um roteiro, é a maior VACILO a ser cometido por um candidato.

Há muito tempo escrevo sobre a estratégia a ser usada na prova e tenho a mais absoluta convicção de que uma boa estratégia (seja ela qual for) potencializa as probabilidades de sucesso.

Não vou escrever agora sobre uma estratégia em específico mas já projetem em suas mentes a necessidade de uma e como implementá-la.

Uma estratégia otimiza o tempo, potencializa o desempenho e evita MUITOS dos vacilos acima descritos.

Adotem uma estratégia. Vocês vão, com certeza, precisar.

Na próxima semana vou abordar isso exaustivamente! Fiquem ligados!

9 – Chutar

Até um tempo atrás dava para chutar seguindo determinada metodologia. Isso porque havia uma divisão equânime entre o número de alternativas na prova: 20 letras A, B, C e D.

A partir daí ficava fácil estabelecer um sistema de chute.

Ficava…

A FGV percebeu isto e mudou a lógica da distribuição das letras, retirando a isonomia entre elas.

Em suma, não dá para chutar.

Ademais, o Direito e seus ramos têm sempre uma lógica, e é esta lógica que o candidato deve seguir. Quem já resolveu várias questões sabe que, em regra, duas alternativas são muito improváveis, restando duas com uma maior probabilidade de serem as corretas. É avaliando estas duas alternativas, com um olho na lógica jurídica, que o candidato irá fazer sua escolha.

Vamos ser sinceros: em algum momento o chute será convocado para dar sua participação. É quase inevitável. Mas priorizem o raciocínio e a lógica que o resultado tende a ser muito mais eficiente.

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Leiam o post abaixo. Ele fala muito como responder as questões usando o bom-senso, a lógica e a calma:

Resolvendo questões da 1ª fase do Exame de Ordem sem saber NADA do conteúdo da disciplina

10 – Não dar uma pequena pausa durante a prova

Como assim….”uma pequena pausa durante a prova?”

Pois é! Durante aprova, ao menos uma vez, vocês tem, de forma deliberada e calculada, dar uma parada, esticar braços e pernas, comer um chocolate para DISTENSIONAR a mente e os músculos.

E isso é DELIBERADO!

Por quê?

Considerem por um lado o stress, a fadiga e a tensão durante a aplicação da prova. Por outro, considerem o fato de não sermos máquinas.

Dar uma pequena parada, de uns 2 ou 3 minutinhos, ajuda a relaxar, aliviar tensões e auxiliar na retomada da concentração de forma revigorada.

Ou seja: é SALUTAR fazer isso, pois no período seguinte o foco volta mais afiado.

Mas vejam! A pausa é programada, pensada e tem prazo CERTO para acabar. Apenas 2 ou 3 minutos no máximo!

Essa parada pode também ser feita caso vocês tenham de ir ao banheiro. Aproveitem para jogar uma água no rosto e dar uma alongada nas pernas.

11 – Não levem nada que possam comprometê-los e não esqueçam nada que é necessário

História real ocorrida no XIV Exame. Um candidato levou uns resumos próprios para estudar antes da aplicação da prova e, por distração, os guardou no bolso ao invés de jogá-los fora.

E o fez sem maldade nenhuma.

Durante a aplicação da prova resolveu ir ao banheiro e, ao ser revistado pelo fiscal, este viu a ponta de um papel saindo do bolso. Perguntou o que era e o candidato mostrou seus resumos.

Evidentemente o resumo foi confundido com cola e o candidato foi ELIMINADO.

Não é uma história comum, mas pode acontecer. Assim como também temos candidatos que levam celulares e outros itens não permitidos pelo edital e os deixam ligados na hora de botar o material no saquinho.

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Pode redundar em uma eliminação, e tudo com aval do edital.

Prestem atenção nisto!!

E também prestem atenção com seus documentos! É bem comum (em toda edição ocorrem um ou dois casos em cada local de prova, de candidatos que esquecem o documento de identidade.

Tremendo vacilo!

Façam um inventário de tudo que for necessário antes de ir para a prova visando o esquecimento de qualquer coisa!

Ali, na hora, NÃO vai dar tempo de buscar!

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Acima de tudo mantenham a calma. A ausência dela é determinante para o cometimento de vacilos, em especial decorrentes da distração ou da não percepção dos detalhes.

- Categoria: Como se preparar para a prova

Ser aprovado na OAB é mérito ou obrigação?

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Ser aprovado no Exame de Ordem é mérito ou obrigação?

Para a grande maioria é a mais pura obrigação. Aliás, muito da pressão sobre os candidatos decorre da percepção de que a aprovação no Exame de Ordem não é mais do que uma obrigação, pois o examinando, afinal, passou 5 anos dentro de uma faculdade e TEM de saber o Direito.

Está é provavelmente a maior fonte de pressão sobre os candidatos, e razão para toda uma série de traumas que acompanham o Exame de Ordem.

O pior é que essa “obrigação” não é exclusivamente externa: a cobrança pessoal, interna, provavelmente é mais intensa, gerando ansiedade nos candidatos e grande frustração nos reprovados.

E aqui surge uma armadilha!

Sempre recebo mensagens de candidatos que já tentaram passar no Exame em 3 ou 4 oportunidades. Tentam, estudam, se entregam e não compreendem as razões do fracasso.

E a percepção de que a aprovação no Exame é uma obrigação e não mérito gera uma armadilha: o candidato estuda para passar e não para aprender.

Aliás, é raríssimo ver alguém estudando para aprender quando o assunto é Exame de Ordem. A prova acontece em intervalos relativamente curtos de tempo, a pressão pela aprovação é grande e o resultado está acima de qualquer outra prioridade ou parâmetro. A aprovação é o que conta!

Mas…se o candidato mudar de ponto de vista ? Se a aprovação deixar de ser uma obrigação?

E se a aprovação deixar de ser uma obrigação e se tornar apenas um resultado? O processo natural de se estudar?

No fundo as infindáveis perguntas sobre a data da prova demonstram uma preocupação que vai além apenas do tempo restante de estudo, e sim a preocupação com o resultado em si.

Que tal mudar o foco? Que tal despreocupar-se com a prova? Considerá-la apenas um momento dentro de um processo mais amplo e não o objetivo?

O foco do candidato não ser a prova em si, e sim um patamar de conhecimento suficiente e necessário para lhe dar a convicção de que seu desempenho em uma futura prova será positivo.

Saliento o detalhe: A meta não é a aprovação, a meta é a preparação. São coisas distintas, e isso faz muita diferença.

Transcrevo aqui um texto do professor Rogério Neiva exatamente sobre essa abordagem:

candidato que se mobiliza com o foco no resultado está a todo momento preocupado com a aprovação. Está sempre pensando, em algumas ocasiões até com certo desespero e angústia, na próxima prova. Está se questionando o motivo de ainda não ter passado. Está fazendo planos de curto prazo, contando com a aprovação também numa perspectiva de curto prazo. O seu foco geralmente não é centrado na execução do seu plano de estudosnão envolve as matérias e conteúdos que está estudando. Também não consiste nas metas de estudos que possa ter estabelecido, se é que estabeleceu alguma meta de estudo de forma mais precisa.

Por outro lado, já o candidato que tem o foco centrado no processo não está tão preocupado com o resultado. Está mais preocupado com a execução do seu plano de estudosSe tem alguma angustia, é com as matérias e conteúdos que se propôs a estudar numa determinada semana e eventualmente não conseguiu. Está mais atento à conclusão do seu planejamento de estudos do que com a prova. Este candidato pensa na aprovação e faz planos para o futuro. Mas não encara estes planos numa perspectiva de curto prazo. Está mais mobilizado pela conclusão dos estudos planejados do que com as provas e resultados.

Ou seja, um candidato foca no resultado, ao passo que outro foca no processo.

Neste sentido, a tese que venho sustentando é de foco no processo.

O foco no processo alivia tensões. O foco no processo faz o candidato viver e até curtir o momento. Estudar consiste numa atividade humana que tende a ser prazerosa. Naturalmente a depender da maneira como é trabalhada.

Fonte: Tuctor

A dica a ser passada está na conjunção entre a soma dos conceitos de aprovação por mérito e foco no processo. Se o foco é o resultado, passar no Exame de Ordem é uma obrigação, com seus naturais desdobramentos, se o foco é no processo, passar no Exame é mérito, e sua preparação será muito mais leve, centrada e eficiente.

Claro que mudar ideologias de uma hora para outra não é algo fácil de se fazer, muito menos jogar para o escanteio certezas e hábitos há muito arraigados. Mas ao menos tenham conciência de suas próprias ambições e reações ao desafio. A partir daí será possível mudar o foco, e colher os frutos disso.

Transforme sua aprovação em mérito e não em uma obrigação.

Só depende de você!