Maurício Gieseler

Maurício Gieseler

Advogado em Brasília (DF), este blog é focado nas questões que envolvem o Exame Nacional da OAB, divulgando informações e matérias atualizadas, além de editoriais, artigos de opinião e manifestações que dizem respeito ao tema. Colocamos, também, a disposição de nossos visitantes provas, gabaritos, dicas, análises críticas, sugestões e orientações para quem pretende enfrentar o certame. Tudo sobre o Exame de Ordem você encontra aqui.

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- Categoria: Promoções

Vem aí mais uma Promoção Nocaute! Até 35% de desconto no nosso curso para a 1ª fase do XVIII Exame de Ordem

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Nossa lutadora Claudinha Gadelha vai subir no tatame do UFC Fight Night para mais uma luta, neste sábado agora. Se ela ganhar, vocês também ganharão.

Confira neste link o regulamento e veja como será a promoção: Regulamento da Promoção Nocaute

O nosso curso para a 1ª fase do XVIII Exame de Ordem poderá ficar com 35% de desconto.

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Curso Preparatório Completo para o XVIII Exame de Ordem

Faltam 4 meses para a prova objetiva do XVIII Exame de Ordem. Este lapso temporal é o ideal para quem deseja começar a se preparar com antecedência, visando esgotar todo o conteúdo da futura prova objetiva. E é por isso que estamos lançando agora este curso: pois ele é abrangente, completo, perfeito para quem quer passar na 1ª fase com SEGURANÇA!

E com 35% de desconto vai ficar melhor ainda!

No sábado então vamos torcer para a nossa atleta Cláudia Gadelha!

- Categoria: Advocacia

Apresentado substitutivo parcial para a parte da publicidade no Novo Código de Ética

Desde quando tomamos ciência da redação do Novo Código de Ética, exatamente no dia em que ele começou a ser votado, estamos questionando especificamente a parte voltada para a publicidade.

A proposta, neste ponto, era extremamente conservadora e representaria um retrocesso para a maior parte da classe, em especial para os jovens advogados.

Aliás, no próprio dia do início da votação, 12 de abril, percebemos que a proposta seria péssima para a classe e tratei de escrever um texto questionando sua redação:

A proposta do Novo Código de Ética da OAB e o risco de retrocesso no uso das redes sociais pelos advogados

No dia da votação da parte da publicidade, a partir do art. 38, houve uma séria discussão sobre a questão, evocada pelo presidente do Cesa – Centro de Estudos de Sociedades de Advogados -, Dr. Carlos José Santos Silva, e a votação foi adiada para o próximo dia 16/08:

Alô OAB, a jovem advocacia QUER a liberação da publicidade nas redes sociais!

A partir daí venho batendo na proposta e conversando com muita gente sobre ela, tentando conscientizar a classe sobre os perigos desta proposta:

Jovens advogados começam a se insurgir contra as novas regras para publicidade do Código de Ética da OAB

Íntegra do hangout sobre a pretensão da OAB de vedar o uso das redes sociais por advogados

Banner Hangout

Nesta terça-feira palestrei no auditório da seccional de Santa Catarina sobre os efeitos que a atual redação do novo Código de Ética produziria para a classe, com a presença do presidente da OAB/SC, Dr. Tullo Cavallazzi Filho. Estiveram também presentes Everton Zadikian, Presidente da Comissão do Jovem Advogado da OAB/SP, do presidente da CAASC, Paulo Brincas, dos presidentes das comissões do Jovem Advogado, Thiago Marques Vieira, de Direito Digital, José Vitor Lopes, de Licitações e Contratos, Felipe Boselli, dos conselheiros Robinson Kraemer (federal) e Eduardo Mello e Souza (estadual), do advogado Guilherme Bossle (TED), e de presidentes de comissões do jovem advogado de diversas subseções.

Advogados de Porto União, Canoinhas, Palhoça, Tubarão, Joinville, Biguaçu, Navegantes, Camboriú, Criciúma, Araranguá e Xanxerê marcaram presença no evento, assim como o  Ex-Conselheiro Federal e Ex-Presidente da Comissão Nacional de Apoio ao Advogado Iniciante, Dr. Marcelo Brabo, de Alagoas.

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O evento também foi transmitido pela internet, sob a coordenação da advogada Marina Gondin Ramo, com a participação de representantes das seccionais do Pará, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Acre, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Tocantis, Espírito Santo e São Paulo.

A íntegra do evento vocês podem conferir aqui:

Hangout – VIII Assembleia Itinerante – CJA/OAB/SC – Publicidade na Advocacia

Toda essa mobilização, em especial a da OAB/SC, gerou frutos. Uma minuta de uma nova proposta para a parte da publicidade foi apresentada nesta semana, e ela é bem diferente da proposta original.

Confiram:

Código de Ética e Disciplina
Projeto – Substitutivo parcial

Título I

Capítulo VI

Da Publicidade Profissional

Art. 38. A publicidade profissional do advogado tem caráter meramente informativo e deve pautar-se por estilo discreto e sóbrio tanto no conteúdo quanto na forma.

Art. 39. Os meios utilizados para a publicidade profissional hão de ser compatíveis com a diretriz estabelecida no artigo anterior, sendo vedados:

I – a veiculação da publicidade por intermédio de rádio, cinema, televisão ou de mensagens enviadas a destinatários certos por telefone celular ou pela internet;

II – o uso de outdoors ou formas assemelhadas de publicidade, como anúncios eletrônicos ou letreiros luminosos;

III – as inscrições em muros, paredes, veículos, elevadores ou em qualquer espaço público;

IV – a divulgação de serviços de advocacia juntamente com a de outras atividades ou a indicação de vínculos entre uns e outras;

V – o fornecimento de dados de contato, como endereço, telefone e e-mail, em colunas ou artigos publicados na imprensa ou quando de eventual participação em programas de rádio ou televisão, assim como em veiculação de matérias pela internet;

VI – a inserção de fotos ou ilustrações incompatíveis com a sobriedade da advocacia em cartões de visita, papéis timbrados e qualquer material de escritório.

Art. 40. As colunas que o advogado mantiver nos meios de comunicação social ou os textos que por meio deles divulgar deverão ater-se à abordagem, em tese, de temas jurídicos, sem induzir o leitor a litigar nem promover, dessa forma, captação de clientela.

Art. 41. O advogado não deve participar com habitualidade de programas de rádio, televisão ou que por outro meio sejam divulgados, tendo por objetivo responder a consultas de interessados em torno de questões jurídicas.

Art. 42. Na publicidade profissional que promover ou nos cartões e material de escritório de que se utilizar, o advogado fará constar, apenas, seu nome ou o da sociedade de advogados, o numero ou os números de inscrição na OAB, as especialidades a que se dedicar, o endereço e o logotipo do escritório ou da sociedade, o horário de atendimento e os idiomas em que o cliente poderá ser atendido.

Parágrafo único. Poderão ser referidos os títulos acadêmicos do advogado e as distinções honoríficas relacionadas à atividade profissional, bem como as instituições jurídicas de que faça parte.

Art. 43. São admissíveis como formas de publicidade o patrocínio de eventos ou publicações de caráter jurídico, assim como a divulgação de boletins, por meio físico ou eletrônico, sobre matéria cultural de interesse dos advogados, desde que sua circulação fique adstrita a clientes e a interessados do meio jurídico.

Art. 44. A publicidade veiculada pela internet ou por outros meios eletrônicos será objeto de regulamentação específica.

Art. 45. As normas sobre publicidade profissional constantes deste capítulo poderão ser complementadas por outras que o Conselho Federal aprovar, observadas as diretrizes do presente Código.

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O art. 44 desta proposta merece uma atenção, pois joga para um outro momento, e para outro tipo de diploma normativo, a discussão da questão da publicidade.

Isso não deveria ser feito já de plano? Não seria no próprio Código de Ética que esta questão deveria ser tratada?

Ainda sou da opinião que esses artigos, apesar da sensível melhora apresentada no substitutivo parcial, deveriam fica para o final da votação, e que, neste meio tempo, o debate sobre o tema fosse amadurecido.

Há de se considerar também que a proposta original não foi abandonada. O pleno do CFOAB vai deliberar entre as duas propostas e escolher, pelo voto, qual a melhor para a classe.

Ainda vamos refletir mais sobre esta proposta.

- Categoria: Como se preparar para a prova

Ainda não começaram a estudar para a 2ª fase? O tempo está passando…

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Hoje é 30 de julho. Temos 1 mês, 2 semanas e 1 dia até o dia da prova da 2ª fase e 22 dias até a divulgação da lista DEFINITIVA de aprovados, quando então os candidatos terão tão somente 23 dias até a prova.

Os prazos de preparação para a 2ª fase da OAB estão ficando cada vez mais estreitos e muitos candidatos estão ainda em suspenso, esperando o resultado dos recursos ou mesmo que surja uma grana para fazer um curso de 2ª fase.

As condições pessoais em geral são essas, mas também outros fatores podem ser responsáveis por postergar o início da preparação.

Independente das causas, o tempo está fugindo…e ele não volta mais!!

O tempo não quer saber das condições pessoais de ninguém, de dificuldades ou de limitações: ele passa! E quanto menos tempo o candidato dispor em sua preparação, menores serão as chances dele se preparar adequadamente para a 2ª fase da OAB.

Ou seja: é hora de tomar uma decisão, e esta decisão não pode mais ser postergada. E isso em nome do bom desempenho na prova.

O lapso de 1 mês e 2 semanas ainda pode ser considerado como bom para se estudar para uma segunda fase. Menos do que isto já irá comprometer o processo de preparação.

Duas verdades:

1 – Apesar de um curso preparatório ser extremamente necessário na 2ª fase da OAB, é possível ao menos iniciar os estudos apenas com o uso da doutrina. O custo é significativamente menor. De toda forma, é imprescindível adquirir livros específicos para a prova subjetiva;

2 – A decisão de estudar para a 2ª fase nunca é equivocada, mesmo que ela não venha a ser útil neste Exame. A ratificação da reprovação pode vir no dia 4 de outubro, mas o preparo para a prova fica com o candidato e a ele pertence.

Reprovar agora não representa um “game over”. O Exame continua e o candidato apenas permanecerá no processo de preparação para a prova e sua próxima edição. O “game over” só ocorre quando o examinando finalmente passa no Exame de Ordem ou quando ele, enfim, desiste de prestá-lo.

E desistir não é uma opção…

Aqui o recado é direto para quem está com dúvida: tomem uma decisão!

Leiam o post abaixo e façam uma reflexão!

E então, a OAB vai anular alguma questão da 1ª fase do XVII Exame? Vale mesmo a pena arriscar?

Se a aprovação não vier o estado emocional de vocês não poderá sucumbir diante da adversidade. E não pode simplesmente porque não há alternativas: outra prova terá de ser feita e você terão de ir para ela como quem está com fome e ainda tem a vontade de comer. Só assim para serem aprovados.

Fácil para você falar isso! O dinheiro, o tempo e as dificuldades não são seus!

Não são mesmo…

A minha vida não é a de vocês, assim como a vida de cada um, mesmo que o momento seja assemelhado, também não é igual ao dos demais colegas.

Cada um sabe bem como é a própria vida e as próprias dificuldades. “Caetanizando” o momento, “cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é…

E aqui voltamos ao tempo. Este, inflexível, não quer saber das nossas dificuldades. Ele cobra a cada minuto o seu tributo, tenhamos nós permitido ou não.

Ou nós nos curvamos às suas imposições e, antecipando-o, entregamos o tributo exigido (os estudos), ou ele passa por cima dos nossos desejos e não nos permite atingir a meta almejada (a aprovação).

Na dúvida entre arriscar ou não, arrisquem. Se o pior acontecer vocês terão ao menos antecipado uma etapa importante de estudos que mais para a frente será certamente aproveitada.

Meditem e tomem uma decisão.

- Categoria: Motivacional

Vencendo a procrastinação nos estudos

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Quantas vezes você adiou o que tinha para fazer? Saiba que isso não é apenas um problema seu. Os brasileiros levam a fama de deixar sempre para a última hora tarefas importantes. Aquele que deixou para fazer amanhã o que poderia ter feito hoje talvez não saiba que essa atitude tão comum tem um nome: procrastinação. E o significado é bem simples, a palavra vem do latim procrastinare, que significa “encaminhar para amanhã“.

Em uma pesquisa realizada em 2011 pelo gestor do tempo Christian Barbosa, autor do livro Equilíbrio e resultado – Por que as pessoas não fazem o que deveriam fazer? (Editora Sextante), 97,4% dos brasileiros admitem deixar atividades importantes para a última hora. “A procrastinação é o ato de adiar tarefas e acontece na vida de todo mundo. Nós procrastinamos ao acordar, quando apertamos o modo soneca do despertador, quando ficamos com preguiça de lavar a louça do jantar ou quando deixamos de responder àqueles e-mails chatos. Somos propensos a deixar quase tudo para depois, mas eu diria que os assuntos pessoais são os que acabam sendo os aspectos que mais adiamos em nossas vidas” afirma o especialista Barbosa.

O estudo também apontou quais são os principais fatores que levam à procrastinação: falta de tempo, impulsividade (deixamos algo de lado para fazer outra atividade), falta de energia, medos, autossabotagem e preguiça. Além disso, o ato de adiar pode estar relacionado à busca pela perfeição, já que pessoas com essa característica tendem a preferir tarefas desafiadoras e evitam as mais simples.

Assim como muitos que estão lendo esta matéria, Cleuza Silva relata que deixa tudo para última hora. Esse comportamento já foi prejudicial. “Fiquei mais de um ano dirigindo sem carteira, só conduzindo perto de casa, e enrolo ao máximo para marcar uma consulta médica. Por ser assim, fico frustrada, ansiosa, até com raiva e decepcionada comigo”, declara. Ela confessa que já tentou mudar, mas se sente desanimada para prosseguir com seus objetivos. “Já perdi oportunidades, fiquei com dívidas, pois atrasava contas. Hoje tento ser mais organizada para combater esse mal, mas é bem difícil”, diz.

O limite da normalidade

Não há nada de errado em procrastinar de vez em quando, o problema é sempre adiar atividades que não poderiam ser deixadas para depois. Além disso, surge a culpa, a ansiedade, a baixa autoestima e a insegurança. “Alguns estudos indicam que procrastinadores são pessoas propensas à depressão. Adiar de vez em quando não mata ninguém, mas fazê-lo a toda hora pode atrasar uma vida com resultados e equilíbrio“, afirma.

A procrastinação não depende diretamente da dimensão ou do teor da tarefa, da importância da decisão ou da ação a ser realizada. Quem procrastina posterga desde tarefas banais até compromissos importantes. Para André Gellis, diretor do Centro de Psicologia Aplicada da Universidade Estadual Paulista (Unesp), há um forte medo do fracasso e de errar por trás da procrastinação. “Os procrastinadores sentem prazer em deixar tudo para o último momento. Apesar da ansiedade, do mal-estar e da culpa associada, obtém-se um ganho sinistro, uma satisfação inexplicável por essa atitude“, finaliza Gellis.

Fonte: Revista Saúde

É difícil ser procrastinador, não porque procrastinar seja difícil e sim porque suas consequências representam de verdade um problema.

Como então vencer a procrastinação?

Vamos trabalhar um processo que venha a ajudá-los nessa luta.

1 – Reconhecendo o problema

Só precisa de ajuda quem reconhece que tem um problema e se permite ajudar. Ter plena consciência de que o próprio padrão de comportamento acarreta sérios prejuízos na vida, em especial no campo profissional e na auto-estima, é fundamental para se providenciar uma solução.

Pode ser que o medo de assumir responsabilidades, obrigações (como a de passar no Exame de Ordem) ou meros riscos podem, de forma inconsciente (e isso é importante) prejudicar os nossos anseios e projetos. A isso chamamos de autossabotagem.

Quem se sabota acaba adotando atitudes prejudiciais por achar, no íntimo, que não merece ser um vencedor, ter sucesso nos próprios empreendimentos, vindo a subestimar a capacidade de lidar com os desafios e mesmo com as benesses decorrentes de eventuais vitórias.

As pessoas perdem o emprego, têm contas a pagar, mas não conseguem sentar na cadeira e estudar visando no futuro atingir uma posição social e econômica que permita satisfazer suas necessidades pessoais. Acabam adotando atitudes de fuga, como a invenção de desculpas que lhe tiram o foco. Pior do que isso, é se acharem merecedora de um descanso, exatamente para fugir da obrigação.

Auto-obrigação, diga-se de passagem.

Reconhecer o problema então é uma providência fundamental.

E aqui entramos no 2º passo: a identificação dos padrões de autossabotagem

2 – Identificando padrões

Não pretendo, neste texto, identificar as causas da autossabotagem. Impossível sabê-las sem adentrar na história e na mente da nossa de cada um.

Mas os padrões, os comportamentos que prejudicam podem ser identificados, e, uma vez conhecendo eles, podemos projetar soluções tópicas que, por si mesmas, quebrem tais padrões e, em última instância, gerem uma mudança no comportamento.

O padrão básico pode ser resumido da seguinte forma:

a) Procrastinação

b) Auto-condescendência

Sobre a procrastinação reproduzo um trecho do texto acima, que conceitua bem a questão:

A procrastinação é o ato de adiar tarefas e acontece na vida de todo mundo. Nós procrastinamos ao acordar, quando apertamos o modo soneca do despertador, quando ficamos com preguiça de lavar a louça do jantar ou quando deixamos de responder àqueles e-mails chatos. Somos propensos a deixar quase tudo para depois, mas eu diria que os assuntos pessoais são os que acabam sendo os aspectos que mais adiamos em nossas vidas” afirma o especialista Barbosa.

O estudo também apontou quais são os principais fatores que levam à procrastinação: falta de tempo, impulsividade (deixamos algo de lado para fazer outra atividade), falta de energia, medos, autossabotagem e preguiça.”

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Já a auto-condescendência está ligada à necessidade de estabelecer justificativas para o próprio comportamento prejudicial, MESMO que exista a percepção de prejuízo em função deste comportamento.

A dispersão nos estudos é manifesta e, mesmo assim, o padrão de fugir do ato de estudar, e mesmo ter a concentração necessária,, perdura, implicando, ao fim, em todo o pânico e medo na hora da prova. Há uma manifesta fuga da responsabilidade derivada muito provavelmente da falta de confiança e do medo.

Claro círculo vicioso e destrutivo.

O importante aqui é identificar o padrão do comportamento, de como(e quais desculpas) são usadas para se parar uma determinada atividade.

3 – Projetando soluções

Agora vem a parte complicada: como resolver esse problema?

Vamos partir da premissa de que somos seres programáveis. Dizem, e com razão, que o hábito faz o monge. E faz.

Vamos também sugerir uma sistemática pouco invasiva, algo que não agrida em excesso a fulana e que não seja traumático, radical. Tiro a conclusão, portanto, de que a solução não será imediata. Não há uma solução para ajudá-la para o próximo Exame de Ordem. O problema é sério e a solução demandará um pouco mais de trabalho e tempo.

De toda forma, claro, há solução.

O que fazer?

Vamos admitir, dentro do nosso universo, que estudar dói. Simples assim: estudar é algo incômodo e desagradável.

Podemos então começar o processo de “recuperação” admitindo isso: estudar dói!

E se dói, então é melhor estudar um pouco. Nada de sde se entregar aos estudos por horas a fio forçadamente. Isso nunca vai funcionar, e a dispersão durante o próprio ato de estudar será inevitável.

Pergunta básica: quanto tempo você consegue estudar sem perder o foco? Por uns 15 minutos? 20? É o suficiente para começar.

E este é o ponto chave no processo de recuperação: não criar grandes expectativas de imediato. Nenhuma solução será eficaz no curto prazo. Será preciso aceitar isso logo de plano e relaxar quanto a velocidade das mudanças.

Com certeza, ao abrir um livro e começar a estudar, ao menos você conseguirá, por um lapso mínimo de tempo, ler sem perder o foco.

E pronto! Missão cumprida!

“Mas só 20 minutos resolvem?”

Claro que não, mas dentro deste contexto, é alguma coisa. Estudo aquele lapso mínimo de tempo e SE PERMITA dispersar a mente com outras coisas. Se deixar de estudar é visto como uma espécie de recompensa, então se permita não estudar.

Claro! A dispersão é algo que tem um limite. Depois de relaxar, volte para os estudos e assegure o seu melhor desempenho em termos de concentração pelos mesmos 20 minutos, sem perder o ritmo.

Imagine então 4 sessões de estudos de 20 minutos em um dia. Uma hora e vinte de estudo. Muito pouco, é verdade, mas é alguma coisa. É algo com o que se trabalhar.

E aqui está o segredo: o estabelecimento de um microciclo de estudo, em que um pequeno lapso de tempo é respeitado como estudo sério, sem agredir as próprias características do estudante. O importante é retornar aos estudos de toda forma sempre que a dispersão passar, e estudar dentro de um pequeno limite com a certeza de que o estudo vai render.

Trata-se de um simples processo de auto-condicionamento: durante X tempo você estuda neste ritmo. Algo como uma semana, por exemplo. Depois, naquele ciclo de 20 minutos você acrescenta mais 5 ou 10 minutos de estudos. Assim, paulatinamente, sem se pressionar e sem agredir seu próprio padrão de comportamento, é possível criar um hábito, um condicionamento em relação aos estudos.

Acrescenta mais 10 minutos, acrescenta mais um ciclo durante o dia, e o volume de tempo estudado gradativamente irá crescendo e o tempo de dispersão, considerado aqui como uma recompensa, irá decaindo.

Leva tempo, mas é um método que não é agressivo, pois respeita os condicionamentos pré-estabelecidos, e  permite uma evolução consistente (e potencialmente duradoura) no processo de estudo.

Lembre-se: o problema tem anos já, a solução já será encontrada em uma semana ou um mês. Mas uns 3 ou 4 meses seguindo essa metodologia poderá ser, caso a progressão seja respeitada, um lapso temporal razoável para mudar seu histórico de desconcentração.

De toda forma, a mente é condicionável e, se ela é, basta estabelecer uma disciplina a ser seguida. A mente vai se amoldando às novas circunstâncias. E irá sem muito sofrimento, pois a assimilação do processo não é traumática – é suave.

4 – Mensurando resultados

 E quando será o momento de avaliar se o sistema implementado está dando ou não certo?

Acredito que em poucas semanas, 3 ou 4, já é possível verificar pequenas mudanças. Em alguns meses dá para ter certeza de que o processo está fluindo e trazendo resultados.

Mas também em alguns poucos dias você poderá perceber que não consegue de jeito nenhum implementar o sistema.

Neste caso, tentem ser ainda mais flexíveis consigo mesmos. Usem menos tempo e menos ciclos de estudo até encontrarem um ritmo  que lhes seja adequado. E, a partir daí, reiniciem o processo.

E se não der certo ainda assim? Aí é necessário passar para a última etapa.

5 – Buscando ajudas alternativas

E se tudo der errado?

De repente, quem sabe, vocês têm  uma deficiência na área de aprendizado e precisa da ajuda de um profissional. Não seria uma vergonha admitir isso. Podemos ter problemas que sequer façamos ideia.

Torna-se necessário, quando a dificuldade ganha contornos graves e a autoestima está fragilizada, de procurar um profissional específico para o tipo de problema relatado no e-mail acima.

É hora de procurar um psicopedagogo clínico.

E o que é a psicopedagogia clínica? Segue um texto que achei na web e serve para descrever bem o trabalho desses profissionais:

A Psicopedagogia é um campo de conhecimento e atuação em Saúde e Educação que lida com o processo de aprendizagem humana, seus padrões normais e patológicos, considerando a influência do meio – família, escola e sociedade – no seu desenvolvimento, utilizando procedimentos próprios.

A Psicopedagogia se ocupa da aprendizagem humana, que adveio de uma demanda – o problema de aprendizagem, colocado num território pouco explorado, situado além dos limites da Psicologia e da própria Pedagogia – e evoluiu devido à existência de recursos, ainda que embrionários, para atender essa demanda, constituindo-se, assim, numa prática.

Esse ramo ainda se encontra em fase de organização de um corpo teórico específico, visando à integração das ciências pedagógicas, psicológica, fonoaudiológica, neuropsicológica e psicolingüística para uma compreensão mais integradora do fenômeno da aprendizagem humana.

O objeto de estudo deste campo do conhecimento é a aprendizagem humana e seus padrões evolutivos normais e patológicos.

O psicopedagogo, através do diagnóstico clínico, irá identificar as causas dos problemas de aprendizagem. Para isto, ele usará instrumentos tais como, provas operatórias (Piaget), provas projetivas (desenhos), EOCA e anamnese.

A Psicopedagogia Clínica tem como missão, retirar as pessoas da sua condição inadequada de aprendizagem, dotando-as de sentimentos de alta auto-estima, fazendo-as perceber suas potencialidades, recuperando desta forma, seus processos internos de apreensão de uma realidade, nos aspectos: cognitivo, afetivo-emocional e de conteúdos acadêmicos.

O aspecto clínico é realizado em Centros de Atendimento ou Clínicas Psicopedagógicas e as atividades ocorrem geralmente de forma individual.

Fonte: http://www.pedagobrasil.com.br

O cerne da questão é o seguinte: o quanto vocês conhecem de si mesmo e de suas limitações?

A autocrítica em algum momento aparece mas ela pode perfeitamente não conseguir abranger e compreender na plenitude os problemas que afligem o estudante.

Vamos partir do princípio de que não sabemos de tudo.

Sendo assim, a busca por uma ajuda PROFISSIONAL, com especialistas dotados com a formação adequada, em algum momento pode ser necessária.

Quando o fracasso é reiterado, quando isso começa a destruir a autoestima, surge a necessidade de se buscar por respostas que vão além das meras técnicas de estudo. Como gostamos de dizer, “o buraco é mais embaixo.”

Quantos casos eu não conheço de candidatos que reprovam 6, 10, 15 vezes? Isso é normal? Por que uns passam de primeira ainda na faculdade e outros amargam anos tentando a aprovação? Aqueles seriam mais inteligentes ou capazes do que estes?

Talvez sim, talvez não.

Não podemos afastar de plano a existência de dificuldades não percebidas que podem solapar os esforços e os estudos. Identificar problemas de ordem emocional ou de apreensão cognitiva que se exteriorizam por meio de repetidas reprovações no Exame de Ordem pode ser a solução para um problema aparentemente insuperável.

E não é NENHUMA vergonha buscar esse tipo de ajuda. Nenhuma mesmo.

Se eu posso dar um conselho que preste, busquem primeiro descartar a existência de problemas psico-cognitivos. Eles podem existir e vocês não fazem a menor ideia disso.

Depois do diagnóstico, o psicopedagogo orientará da melhor forma possível no sentido de se superar os problemas, podendo inclusive encaminhá-los a outros profissionais, se for o caso, para controlar eventuais fobias ou medos, casos inexistam problemas de ordem cognitiva.

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Em suma: todos nós temos potenciais. Alguns tem mais dificuldades para implementar suas capacidades, mas elas estão lá, esperando para serem postas em prática.

O reconhecimento das deficiência e a noção de que a vida está sendo atrapalhada por isto é de suma importância neste processo. E isso vocês, com um pouco de honestidade, podem perceber.

Agora é hora de entrar em ação, respeitando as limitações.

Lembrem-se: vocês não vão bater de frente com elas, as limitações, vocês vão lentamente dobrá-las até elas quebrarem pela pressão exercida pelo hábito.

Com calma, se respeitando, é possível vencer a procrastinação.

- Categoria: Estatísticas

O que vale mais? A pesquisa do Datafolha sobre o Exame de Ordem ou uma enquete da Agência Câmara?

Na última segunda-feira o Conjur trouxe, em 1ª mão, uma pesquisa do Instituto Datafolha sobre a aceitação do público quanto ao Exame de Ordem.

E a pesquisa trouxe uma majoritária aprovação da população quanto ao Exame de Ordem: nada mais, nada menos do que 89% dos entrevistados se mostraram favoráveis ao Exame da OAB.

89% dos brasileiros são favoráveis  ao Exame de Ordem, diz Datafolha. E 94% querem exames para médicos e engenheiros

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Essa informação gerou, de imediato, uma controvérsia, pois os dados conflitariam com uma famosa enquete do site da Câmara dos Deputados sobre a aceitação do Exame.

Nesta enquete o fim do Exame de Ordem está “ganhou” na opinião dos internautas (enquete encerrada):

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E aí? O que vale mais? A enquete ou a pesquisa Datafolha?

Bom, a pesquisa em si, feita por um instituto, tem metodologia, técnica e critérios para ser realizada, observando uma série de regras que lhe dão suporte quanto a sua conclusão.

E o Datafolha é uma instituição séria.

Já a pesquisa da Agência Câmara apresenta uma série de problemas.

Como já escrevi em uma outra oportunidade, é tão fácil fraudar a votação que o site da Câmara dos Deputados deveria simplesmente tirar TODAS elas do ar.

É pateticamente fácil votar repetidas vezes em uma das opções. Nem precisa ser hacker ou qualquer coisa do gênero para conseguir.

Reparem só:

1 – Usem o navegador Chrome, o mais popular entre os usuários da internet;

2 – No canto superior direito da tela do navegador tem 3 barrinhas horizontais bem pequenas. Cliquem nela e abrirá uma janela. Cliquem no botão de navegação anônima:

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3 – Ao clicar nessa opção uma nova janela abrirá. Nela, os cookies de navegação não são registrados quando um usuário navega. Essa janela de navegação tem um pequeno ícone no canto superior esquerdo, indicando que um usuário está em navegação anônima:

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4 – Entrem na enquete do site da Câmara, na página das enquetes, e escolham qualquer uma (cliquem AQUI);

5 – Votem sim ou não, de acordo com suas consciências (opção não mais disponível para a pesquisa do Exame de Ordem, já encerrada):

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6 – Ao terminarem de votar, fechem o navegador e voltem para a etapa 1, votando na enquete novamente por quantas vezes vocês quiserem. Eu votei 4 vezes no SIM, só pela zoeira.

Fácil, não é?

Fácil e ridículo! Como um sistema de enquetes da Câmara dos Deputados pode ser tão facilmente violado desta forma?

Criaram uma enquete pública e usam um protocolo de segurança tão elementar como este? Para a votação ter um mínimo de credibilidade o sistema deveria restringir novos votos pelo IP para tornar a fraude mais difícil e o voto mais crível.

Mas para burlá-lo basta navegar em modo anônimo, o que qualquer usuário de internet pode fazer usando apenas as opções do navegador.

Um dos sites mais populares sobre enquetes online dos EUA, o PollDaddy, apresenta três métodos para bloquear votos repetidos.

1) Não bloquear nada;

2) Bloquear por cookie e;

3) Bloquear por cookie e por IP único.

Isso para assegurar um mínimo de segurança. Poderíamos dizer que o sistema do site da Câmara simplesmente não tem segurança nenhuma.

E como eu descobri isso?

Vi, no facebook, um usuário comentando que tinha utilizado este procedimento e orientado outros usuários contrários ao Exame a fazerem o mesmo. Só Deus sabe quantos se empenharam nesta tarefa.

E aqui vem outra crítica ao sistema de enquetes da Câmara.

Grupos de pressão pequenos (e o grupo que quer acabar com o Exame É pequeno, apesar de ser bem engajado) sempre estão mais ligados em relação a um determinado tema do que a maioria dos interessados. Quem quer mudar algo naturalmente se mobiliza, ao contrário de quem apenas vive o status quo do momento.

Essas enquetes refletem muito mais o posicionamento dos grupos de pressão do que a opinião real de todo o conjunto da sociedade em relação aos mais diversos temas. Isso por si só já afasta, ao meu ver, o relevâncias dessas enquetes. E agora, com essa absurda facilidade em bular a enquete, a credibilidade das votações, ao menos para mim, é zero.

Vamos ver se a Câmara toda a decisão certa, tira todas as enquetes do ar e reformula o sistema, tornando-o mais confiável.

Do jeito que está é só perfumaria.

Logo, a pesquisa do Datafolha não só é mais crível como a enquete da Agência Câmara não tem valor NENHUM!

- Categoria: Como se preparar para a prova

Novo Cronograma de Estudos – reeditado – para a 1ª fase do XVIII Exame de Ordem

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Segue um cronograma de estudos reeditado para o XVIII Exame de Ordem!

Ele, desta vez, não está indo de forma completa, mas sim apenas com as aulas já disponibilizadas do nosso curso para a 1ª fase. Desta forma, será atualizado a cada 3 semanas em conformidade com o conteúdo disponível no momento.

Assim, ficará mais fácil para vocês acompanharem tudo.

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Curso Preparatório Completo para o XVIII Exame de Ordem

Como auxiliares na preparação indico os livros de Doutrina Completa, Questões Comentadas e Mais de 1000 Dicas dos professores do Portal Exame de Ordem:

Portal Exame de Ordem – Doutrina Direcionada

Portal Exame de Ordem – Questões Comentadas da 1ª Fase

Portal Exame de Ordem – Mais de 1000 Dicas

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O arquivo pode ser distribuído livremente, ok?

Cliquem no link abaixo e baixem GRATUITAMENTE o nosso cronograma de estudos:

Cronograma de Estudos – reeditado – para o XVIII Exame de Ordem

No cronograma vocês encontrarão o conteúdo programático a ser estudado, devidamente adaptado, dividido por matérias e dias da semana, tudo devidamente estruturado e com orientações sobre a metodologia de estudo.

Imprimam o PDF e usem-no como suporte para os seus estudos!

Quem começa a estudar ANTES não chora DEPOIS!

Bons estudos!

- Categoria: Como se preparar para a prova

Algumas “tretas” da 2ª fase da OAB, peguinhas no enunciado da peça prática e a identificação da correta solução processual

treta

Treta! Esse substantivo feminino significa briga, rolo, desentendimento, bronca, e é um termo MUITO associado ao Exame de Ordem!

Sim! Gostem ou não, a prova da OAB tem um belíssimo histórico de tretas entre a banca e os candidatos. Estes, os candidatos, chegam as raias da loucura quando acontece uma gloriosa treta. E, em regra, elas ocorrem na 2ª fase, ali, na hora da verdade.

Não vamos, claro, descartá-las da 1ª fase. A atual, por exemplo, tem algumas tretas ainda a serem resolvidas.

Mas nosso foco aqui é a 2ª fase, a fase campeã de tretas!

Alguém pode vir perguntar: mas como podem acontecer tantas “tretas” na 2ª fase? A resposta, claro, é bem fácil de ser dada: elas acontecem porque a banca sempre tenta dar um jeitinho de reprovar os candidatos com uma artimanha, uma “pegadinha!”

“Ahhhhhh…..e isso acontece muito?”

Eu diria que já foi algo mais frequente, e que de umas edições para cá (poucas edições) a coisa deu uma melhorada.

Mas…mas a gente sabe que o comportamento da banca é cíclico, e que estabilidade AINDA não é o forte da FGV quando o assunto é modular o grau de dificuldade da prova. A qualquer momento, em qualquer disciplina, uma treta pode surgir!

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E como fugir das tretas? Como escapar desse terrível evento na 2ª fase da OAB?

Ahhhhh meus jovens, aqui é o pulo do gato para ser feliz na prova subjetiva! Existe sim um “caminho das pedras” para se livrar delas. Bom, não é um caminho muito preciso, pois certos problemas ultrapassam a capacidade dos candidatos de lidar com eles, como quando a FGV publica uma errata no meio da prova. Aí a confusão é certa e inevitável.

Mas, por outro lado, quando a confusão deriva de uma pegadinha, aí sim é possível escapar e fazer uma boa prova.

E como funciona isso na prática?

Bom, a vantagem de acompanhar o Exame de Ordem há tanto tempo e tão de perto, e interferir sempre que é preciso, ajudou na compreensão dos problemas. Ter uma visão em perspectiva me mostrou uma coisa: em regra a forma de levar o candidato a erro é a mesma.

Prestem atenção! A lógica é mais ou menos a seguinte:

A narrativa do problema leva o examinando por um caminho ATÉ uma frase ou termo conduzir o problema para outro lado SEM que o candidato perceba.

E aqui vem o ponto central da coisa: muitos candidatos caem ou porque não percebem o detalhe ou, em especial, porque acham que a melhor solução seria idêntica a uma solução no mundo real.

Esqueçam o mundo real! A solução sempre está dentro da prova, e atenção aos detalhes é FUNDAMENTAL!

Bora ver como é isso na prática? Vamos trabalhar algumas tretas do passado para ilustrar a percepção.

Comecemos pela prova de Direito Constitucional do IX Exame de Ordem. Vamos ao seu enunciado:

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Reparem só! No primeiro parágrafo do problema e nas partes sublinhadas de amarelo está o mimimi, o drama. O tal do José está nas últimas e a banca faz questão de ressaltar isso! O candidato lê e pensa “José está no limiar da morte” e prestes a bater as botas.

Aqui a banca criou um enredo dramático e deixa no candidato a impressão de que uma medida URGENTE precisa ser tomada!

E precisa!

Mas não podemos esquecer de que é uma prova! Vamos olhar os detalhes das partes em vermelho.

Muitos candidatos, marcados pelo relato de urgência, não perceberam que a banca colocou EXCEÇÕES uma das ações mais urgentes que nós temos: o mandado de segurança.

Nas partes em vermelho a banca indica, primeiramente, o pólo passivo da ação: “hospitais municipais, estaduais e federais.”

Mais embaixo a banca ressalta que a medida judicial tem de ser contra esses hospitais: “identificar e minutar a medida judicial adequada à tutela dos direitos de José em face de todos os entes que possuem hospitais próximos ao local.”

E, para fechar, a banca ainda pede que o advogado peça uma indenização por danos morais contra o hospital: “que seja levado em consideração o tratamento hostil por ele recebido no hospital municipal.”

Pergunto: cabe mandado de segurança contra entes públicos e, em especial, com pedido de indenização por danos morais?

Não cabe! Vejamos a Lei 12.016/09:

Art. 1º Conceder-se-á mandado de segurança para proteger direito líquido e certo, não amparado por habeas corpus ou habeas data, sempre que, ilegalmente ou com abuso de poder, qualquer pessoa física ou jurídica sofrer violação ou houver justo receio de sofrê-la por parte de autoridade, seja de que categoria for e sejam quais forem as funções que exerça.

§ 1º Equiparam-se às autoridades, para os efeitos desta Lei, os representantes ou órgãos de partidos políticos e os administradores de entidades autárquicas, bem como os dirigentes de pessoas jurídicas ou as pessoas naturais no exercício de atribuições do poder público, somente no que disser respeito a essas atribuições.

Não cabe o mandado contra pessoas jurídicas ou entes públicos, e sim contra as AUTORIDADES que as dirigem. Assim como também um MS não é meio hábil para se pleitear uma indenização por danos morais, afora a necessidade da produção de provas durante um futuro processo, quando sabemos que no MS as provas são pré-constituídas.

Aqui, e exatamente aqui, surgiu a treta: a banca criou uma narrativa de urgência, em que o cliente do advogado estava para morrer, e uma boa parcela dos candidatos, preocupada em assegurar a vida do cliente, pensou de plano que a melhor solução seria um mandado de segurança.

Não atentaram para os detalhes de exclusão da ação que, na aparência, seria a mais adequada. E a solução correta era uma ação ordinária.

E assim instalou-se a treta!

Os candidatos já começaram a  reclamar no dia da prova, depois da divulgação dos gabaritos extraoficiais e criaram um movimento em prol da aceitação do MS.

A banca não se comoveu e, quando o padrão foi publicado (naquela época não era no dia da prova da 2ª fase), fez questão de ressaltar que o MS não era cabível:

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Aí o barulho virou revolta e os candidatos aumentaram a pressão, pois, na ótica deles, a melhor solução era o MS em função da urgência da situação.

O barulho cresceu, chegou nas seccionais, alguns presidentes compraram a briga e….a banca teve de ceder:

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Uns meses depois eu fiquei sabendo a razão para o CFOAB ceder: a Ordem tem um discurso de ampla aceitação de remédios constitucionais para muitas hipóteses, e adotar na prova uma postura diferente desta ia contra a política da instituição. A coordenação da prova, que não queria aceitar o MS, acabou cedendo.

Agora vocês pensam em todo o stress envolvido nisto. Deixou os candidatos maluquinhos.

Moral da história: a narrativa do problema pode conduzir a uma percepção, mas no enunciado elementos podem excluir a aplicabilidade desta percepção. Ou seja, a prova é uma avaliação e não a reprodução da vida real. A banca queria ver se os candidatos seriam capazes de pegar os detalhes (o famoso e infame “peguinha”)  para escolher a ação correta.

Vamos ver agora um problema semelhante, mas não tão igual assim. A prova de Trabalho do XIII Exame:

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Enunciado técnico, cheio de detalhes para tomar por completo a atenção do candidato, e com um PEQUENO e capcioso detalhe: a citação.

Ela, a citação, excluiria a possibilidade de não ser algo que não fosse os Embargos à Execução.

Certo?

Mais ou menos…

O lance nessa prova foi que a banca apontou a citação para excluir, exatamente, os embargos de terceiros. Se o cliente já havia sido citado, então ele não era estranho ao processo. Desta forma, não poderia entrar entrar com embargos de terceiros, mas sim com embargos à execução. Muita gente defendeu que só cabia embargos à execução, inclusive professores de cursinho.

Acontece que a Justiça do Trabalho não é a Justiça Cível.

Há o entendimento que, na Justiça do Trabalho, é cabível os Embargos de Terceiro nesta hipótese, pois a parte pode querer opor os embargos de terceiro pois os embargos à execução são próprios do devedor, e a parte pode alegar que não deve nada. Nesta hipótese, o ex-sócio, incluído no pólo passivo da relação processual na fase executória, se apresentar apresentar embargos à execução irá prejudicará sua alegação de terceiro, por outro lado, apresentando embargos de terceiro e reconhecido como parte, não poderá questionar os cálculos.

Ou seja: nesta hipótese há forte jurisprudência na Justiça do Trabalho dizendo que o devedor pode manejar ou um ou outro instituto.

Nos aqui compramos essa briga para os candidatos:

 Embargos de terceiros: entre o tamanho do público afetado e o tamanho do “erro”.

Professor Renato Saraiva defende o cabimento de Embargos de Terceiro na prova de Trabalho do XIII Exame de Ordem

Coordenador da prova de Direito do Trabalho já defendeu o cabimento concomitante de embargos de execução e embargos de terceiros na hipótese da prova trabalhista

Mesa Redonda – Análise da prova Trabalhista

E conseguimos reverter a situação:

ATENÇÃO: OAB publica comunicado aceitando Embargos de Terceiro na prova da 2ª fase trabalhista!!!

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Mas foi sofrido!

Qual o detalhe aqui?

Reparem que a banca veio com um pequeno detalhe em meio a narrativa de um problema complexo, exatamente para saber se os candidatos saberiam distinguir qual a peça correta em função da citação já ter ocorrido.

Acontece que a banca esqueceu do detalhe na possibilidade das duas alternativas serem, efetivamente, possíveis naquela hipótese. Por isso que ela teve que ceder posteriormente.

Aqui, a banca não foi feliz na escolha do “peguinha”.

Vamos olhar agora a treta das tretas (sob o aspecto técnico): a prova de Tributário do X Exame de Ordem:

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Reparem no enunciado. Simples, pequeno, direto e objetivo.

Em uma primeira olhada nada de errado poderia ter saído daí, certo?

Galera…..essa prova foi o cão!! Para vocês terem ideia a banca aceitou como respostas possíveis 7 peças diferentes!!!

Agravo de Instrumento, Apelação, Recurso Inominado, Ação de Repetição de Indébito, Mandado de Segurança com Pedido de Liminar, Ação Anulatória e Ação Declaratória de Inexistência de Relação Jurídica.

Dá para imaginar a gritaria que foi até chegarmos a 7 peças diferentes.

Vou tentar resumir o rolo que foi este enunciado.

Não dava, de plano, para identificar o Juízo competente, se federal ou estadual. Isso porque se “determinada empresa”, em regra, for pessoa jurídica de direito privado, sabemos que a competência para conhecimento e julgamento da causa é da justiça comum. Mas se for uma empresa pública, como a CAIXA, por exemplo, a ação deveria correr pela Justiça Federal.

E não dava para saber.

Então o endereçamento da peça processual ficou indefinido. Só aí foi feito um nó na cabeça dos candidatos, que perderam um tempo imenso imaginando qual seria a competência correta.

Depois, dentro do âmbito dos Juizados Especiais, o sistema recursal da lei n. 9.099/95 prevê e admite apenas o recurso inominado contra as sentenças e os embargos de declaração contra as sentenças e os acórdãos. De acordo com o art.52 da Lei n. 9.099/95, que admite a aplicação subsidiária do CPC, não há na lei em referência previsão de recurso contra decisões interlocutórias ou qualquer outro meio de impugnação.

Se o processo tramita no Juizado Especial, não se pode atacar a decisão da proposta por agravo de instrumento, mas apenas por RECURSO no momento oportuno, nome esse dado pelo legislador (art.41 da Lei n. 9.099/95) ao invés de apelação.

Então, por uma interpretação de que a causa tramita pelo Juizado Especial, imaginou-se  o recurso de agravo de instrumento na peça proposta não seria cabível e somente um RECURSO seria possível (ou apelação erroneamente nominado para a situação) ante a lacunosa redação da proposta.

Ademais, não dava para saber com convicção se a decisão do juiz era terminativa ou interlocutória. Isso porque a decisão que põe fim ao cumprimento de sentença tem natureza jurídica de sentença, conforme art.475-R c/c art.795, ambos do CPC. Mas a redação da proposta fala apenas em baixa (da distribuição) e arquivamento, nada falando da extinção do cumprimento de sentença pelo pagamento.

O candidato teria de interpretar se a decisão era terminativa, em função do termos “e a baixa e arquivamento dos autos” ou, como nada foi dito expressamente, se seria uma interlocutória, recorrível por meio de agravo.

Já deu para perceber que não deu certo, né?

A professora Josiane Minardi publicou à época um manifesto pela ampla aceitação das peças:

Manifesto: Pela ampla aceitação de peças na prova prático-profissional de Direito Tributário

O que de fato veio a acontecer:

ATENÇÃO! OAB vai aceitar mais de uma peça na prova de Tributário! Questões de Civil tendentes a serem anuladas!

ATENÇÃO! FGV publica comunicado anulando questões 3 e 4 de Civil e aceitando várias peças em Tributário

Moral da história: aqui não tem bem uma moral da história. O enunciado foi tão mal redigido que ao menos 4 peças eram efetivamente cabíveis diante do problema, sendo que a Ordem aceitou 7 peças distintas para evitar maiores polêmicas, pois a redação do enunciado gerou toda sorte de respostas.

Eu acho que algo assim nunca mais vai acontecer, mas em se tratando de Exame da OAB, tudo é possível. Se acontecer de uma redação ser tão lacunosa assim, tentem ler o enunciado da forma mais literal possível, sem permitir muitas divagações sobre possibilidades.

Mas, repito, acho que algo assim nunca mais acontecerá. Se acontecer, aí o jeito é ir para a guerra. Infelizmente não há soluções, na hora da prova, para todos os males que um enunciado ruim pode produzir.

A melhor forma de lidar com algo assim é fazer uma peça coerente, íntegra em si mesma, sem misturar ritos, procedimentos ou pedido de uma coisa com outra.

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Sim! Existem mais tretas a serem tratadas! Muitas outras, mas isto ficará para um próximo post!

O importante aqui é identificar um padrão de pegadinhas da banca e mostrar a vocês como sevirar nas mais diferentes hipóteses.

Mas, em regra, quando a banca quer aplicar uma rasteira nos candidatos, o faz nos detalhes, com a utilização de termos ou criação de pequenas hipóteses que conflitam com o raciocínio induzido pelo enunciado.

É neste ponto, o dos detalhes, que vocês precisam ficar atentos.

- Categoria: Advocacia

Hoje, a partir das 19h, a OAB/SC debaterá o Novo Código de Ética! Acompanhem ao vivo!

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Hoje, a partir das 19h, a OAB/SC, em uma iniciativa de extrema importância, irá discutir o impacto para a advocacia que a atual proposta do Novo Código de Ética irá gerar caso seja aprovada da forma como foi apresentada.

Recebi o convite para participar da mesa e hoje tratarei, junto com outros advogados deste tema, importantíssimo para a classe, em especial para os jovens advogados.

Confiram o link de transmissão:

Hangout VIII Assembleia Itinerante – CJA/OAB/SC – Publicidade na Advocacia

Muito importante para toda a classe!

Acompanhem!

- Categoria: Cursos do Portal

7 FORTES razões para vocês se preparem para a 2ª fase da OAB com a equipe do Portal Exame de Ordem!

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Por que se preparar para a 2ª fase da OAB com a equipe do Portal Exame de Ordem?

Simplesmente porque oferecemos uma preparação efetivamente diferenciada, com aquele que é considerado pelos examinandos como o melhor corpo de professores da atualidade para o Exame de Ordem. Como vocês sabem, nossos professores são REFERÊNCIAS em suas respectivas disciplinas, naquele que é o curso jurídico que mais cresce no Brasil!

IMPORTANTE: A primeira aula de TODOS os cursos de 2ª fase do XVIII Exame de Ordem serão GRATUITAS! É isso mesmo! Vocês podem ver gratuitamente a primeira aula de cada curso para fazer uma avaliação pessoal do respectivo professor.

Façam o cadastro primeiro, é fácil e rápido:

Cadastro CERS

Depois basta se cadastrar na 1ª aula gratuita:

2ª fase em todas as disciplinas - 1ª aula grátis!

Além disso, o aluno pode fazer seu próprio horário de estudo e ver cada aula até 2 vezes no momento que achar mais adequado.

E toda as nossas aulas são ONLINE:

Direito Constitucional - Flavia Bahia

Direito do Trabalho - Renato Saraiva, Aryanna Manfredini e Rafael Tonassi

Direito Penal - Geovane Moraes e Ana Cristina Mendonça

Direito Administrativo - Matheus Carvalho

Direito Tributário - Josiane Minardi e Eduardo Sabbag

Direito Empresarial - Francisco Penante

Direito Civil - Cristiano Sobral, Roberto Figueiredo,Luciano Figueiredo, Sabrina Dourado e André Mota

E por que fazer a 2ª fase com o Portal? Vou elencar, por ordem de importância, as razões para isto:

1 – O diferencial REAL 

O CERS/Portal Exame de Ordem é, sem sombra de dúvida, o curso que mais cresceu no Brasil no últimos 6 anos. Aliás, ele nasceu há 6 anos atrás. Do nada transformou-se em referência e um dos grandes cursos do país.

Sabem o porquê? Tudo em razão de uma equipe EXCEPCIONAL de professores!

Acima de qualquer outra virtude, qualidades, serviços ou facilidades, o DIFERENCIAL REAL para vocês é o talento, a capacidade do professor em se fazer entender e em passar EXATAMENTE o que vocês precisam saber para APRENDEREM de forma CONSISTENTE o conteúdo exigido na 2ª fase.

E isso não é uma simples retórica marqueteira!! Esse é um feedback real que colhemos em todos os lugares, em especial nas redes sociais, sobre os professores dos nosso cursos. Não precisam acreditar nessas linhas: constatem pessoalmente em uma pesquisa nos mais variados grupos de estudos no facebook ou em contato com colegas de faculdade.

Nós nos transformamos, em apenas 5 anos, em referência na preparação para o Exame de Ordem, e isso, creiam-me, não é resultado de ações de marketing, é resultado de um trabalho efetivo em prol dos nossos alunos.

Nossos professores forem escolhidos por serem algo mais do que mestres: o foram por conhecerem A FUNDO os caminhos do Exame de Ordem.

ACIMA DE TUDO, coloquem na balança essa variável! É o elemento mais significativo a impactar na hora do resultado final.

2 – É um curso que APROVA de verdade!

No no XV Exame nós aprovamos mais de 4.342 mil alunos! No XVI Exame, que teve uma aprovação MUITO menor na 1ª fase, nós aprovamos 3.368 alunos!

É um desempenho fantástico!

Algo que comemoramos com imensa alegria! Algo que nos dá muito, mas muito orgulho!

Algo que diz que nós aprovamos DE VERDADE!!

3 – O contato DIRETO com os professores

Confesso que não sei como, em outros cursos, os alunos interagem com seus professores para tirar suas dúvidas.

Mas aqui, no maior curso que já nasceu INTEGRALMENTE online, o contato é direito!

Nós disponibilizamos uma ferramenta chamada “FALE CONOSCO” e nossos ALUNOS tem todas as dúvidas sanadas diretamente por nossos professores, sem intermediários e sem demoras!

No “FALE CONOSCO” vocês falam mesmo com os professores, sandando toda a sorte de dúvidas, desde a estrutura das peças, linhas de argumentação e o conteúdo doutrinário/jurisprudencial da disciplina

Direto e reto!

4 – Sistema de SIMULADOS

Todos os professores oferecem simulados para mostrar, com as correções, como funciona em detalhes o sistema de construção das peças, adentrando nos detalhes na arte de peticionar.

5 – Volume BRUTO de conteúdo

Quando eu falo em bruto é BRUTO mesmo!

SEM PARALELOS NO MERCADO!!!

Não são só as aulas específicas da 2ª fase (sempre inéditas!!) mas também aulas bônus de vários cursos TOP para concursos públicos! Aulas recentes, voltadas para os concursos mais importantes de 2014.

Creiam-me: não tem nada igual!

6 – As aulas muito adiantadas

Ao adquirir o curso do Portal, vocês não perdem tempo com NADA! Como nosso curso é aprofundado, tendo com bônus aulas para os candidatos que ficaram para a repescagem, as aulas de 2ª fase já estão com as gravações muito adiantadas! É comprar e simplesmente cair matando com MUITO conteúdo já disponível!

E as aulas bônus já estão integralmente disponibilizadas para vocês!

7 – É a equipe do gabarito 100% da 1ª fase!

A equipe do Portal Exame de Ordem fi a PRIMEIRA a publicar um gabarito extraoficial ontem, antes mesmo do início da Mesa Redonda e bem antes da divulgação do Gabarito Oficial.

Na realidade, publicamos nosso gabarito precisamente às 18:59!

E, mais uma vez, não só pioneiros no gabarito como também 100% nele!

Red One Hundred Percent

Essa equipe do Portal se garante MUITO!

Mais uma vez o Gabarito Extraoficial do Portal Exame de Ordem, o 1º a ser lançado, é 100%!!!

Ninguém tem esse desempenho no mercado!

Nem o desempenho e muito menos o compromisso dessa equipe com nossos alunos!

E então? convencidos?

O Exame de Ordem acontece, DE VERDADE, aqui!

- Categoria: Como se preparar para a prova

A preparação para o Exame de Ordem e a análise de 10 técnicas de estudos sob o prisma científico

Um estudo recentemente publicado em janeiro de 2013 na revista científica Psychological Science in the Public Interest avaliou dez técnicas comuns de aprendizagem para classificar quais possuem de fato a melhor utilidade.

O resultado do paper (íntegra aqui) traz algumas surpresas para o estudante.

Técnicas bastante populares no Brasil, como resumir, grifar, utilizar mnemônicos, visualizar imagens para apreensão de textos e reler conteúdos foram classificadas como as de utilidade mais baixa.

Três práticas foram encaradas como de utilidade moderada: interrogação elaborativa, auto-explicação e estudo intercalado.

E as duas que obtiveram o mais alto grau de utilidade na aprendizagem foram as técnicas de teste prático e prática distribuída.

É a ciência desaprovando boa parte do meu método de estudo, muito baseado em resumos, grifos, mnemônicos e mapas mentais. Por outro lado, foi confirmada a impressão que eu tinha de que a realização de exercícios em doses cavalares era extremamente efetiva para o estudo para concursos públicos.

Lembre-se de que o ranking reflete os resultados do estudo, porém cada pessoa tem o seu estilo de estudo e nada está escrito em pedra. Dito isto, falemos agora sobre as dez técnicas, das piores para as melhores.

grifar 595x396 As 10 melhores técnicas de estudo, segundo a ciência

Prepara-se para dar um descanso ao seu grifador amarelo. O estudo aponta que a técnica de apenas grifar partes importantes de um texto é pouco efetiva pelos mesmos motivos pelos quais é tão popular: praticamente não requer esforço.

Ao fazer um grifo, seu cérebro não está organizando, criando ou conectando conhecimentos. Então, grifar só pode ter alguma (pouca) utilidade quando combinada com outras técnicas.

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Deixa eu ler pela quinta vez…

Reler um conteúdo, em regra, é menos efetivo do que as demais técnicas apresentadas. O estudo, no entanto, mostrou que determinados tipos de leitura (massive rereading) podem ser melhores do que resumos ou grifos, se aplicados no mesmo período de tempo. A dica é reler imediatamente depois de ler, por diversas vezes.

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Remember, remember, SoCiDiVaPlu.

Segundo o dicionário Houaiss, mnemônico é algo relativo à memória; que serve para desenvolver a memória e facilitar a memorização (diz-se de técnica, exercício etc.); fácil de ser lembrado; de fácil memorização.

Em apostilas e sites de concursos públicos, é muito comum ver o uso de mnemônicos com as primeiras letras ou sílabas, como SoCiDiVaPlu para decorar os fundamentos da República Federativa do Brasil (artigo 1º da Constituição).

O estudo da Psychological Science in the Public Interest mostrou que os mnemônicos só são efetivos quando as palavras-chaves são importantes e quando o material estudado inclui palavras-chaves fáceis de memorizar.

Assuntos que não se adaptam bem a geração de palavras-chaves não conseguiram ser bem aprendidos com o uso de mnemônicos. Então, utilize-os em casos específicos e pouco tempo antes de teste.

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Exemplo de mapa mental.

Os pesquisadores pediram que estudantes imaginassem figuras enquanto liam textos. O resultado positivo foi apenas em relação a memorização de frases. Em relação a textos mais longos, a técnica mostrou-se pouco efetiva.

Surpreendentemente (ao menos para mim), a transformação das imagens mentais em desenhos também não demonstrou aumentar a aprendizagem e ainda trouxe o inconveniente de limitar os benefícios da imaginação.

Isso não invalida completamente o uso de mapas mentais para estudos, já que esses consistem além de desenho a conexão de ideias e conceitos.

De qualquer maneira, o resultado do estudo é que a visualização não é uma técnica efetiva para provas que exijam conhecimentos inferidos de textos.

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Vou resumir para você.

Resumir os pontos mais importantes de um texto com as principais ideias sempre foi uma técnica quase intuitiva de aprendizagem.

O estudo mostrou que os resumos são úteis para provas escritas, mas não para provas objetivas.

Embora tenha sido classificado como de utilidade baixa, a técnica de resumir ainda é mais útil do que grifar e reler textos. O paper diz que a técnica pode ser uma estratégia efetiva para estudantes que já são hábeis em produzir resumos.

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Por que é que a vida é assim?

A técnica de interrogação elaborativa consiste em criar explicações que justifiquem por que determinados fatos apresentados no texto são verdadeiros.

O estudante devem concentrar-se em perguntas do tipo Por quê? em vez de O quê?.

Seguindo o exemplo que demos pouco antes, em vez de decorar um mnemônico como SoCiDiVaPlu, o ideal seria perguntar-se por que o Brasil adota a dignidade da pessoa humana como fundamento da República? E buscar a resposta na origem do estado democrático de Direito e na adoção do princípio da dignidade da pessoa humana pelas principais democracias ocidentais após a Revolução Francesa.

Note que esse tipo de estudo requer um esforço maior do cérebro, pois concentra-se em compreender as causas de determinado fato, investigando suas origens.

Falando especificamente de concursos públicos, a interrogação elaborativa é um grande diferencial na hora de responder redações e questões discursivas.

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Entendeu, Eu Mesma?

A auto-explicação mostrou-se ser uma técnica útil para aprendizagem de conteúdos mais abstratos. Na prática, trata-se de ler o conteúdo e explicá-lo com suas próprias palavras para você mesmo.

O estudo mostrou que a técnica é mais efetiva se utilizada durante o aprendizado, e não após o estudo.

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Vou alternar as matérias, na ordem dessa pequena pilha.

O estudo intercalado é o que chamamos de rotação de matérias em posts anteriores.

A pesquisa procurou saber se era mais efetivo estudar tópicos de uma vez ou intercalando diferentes tipos de conteúdos de uma maneira mais aleatória.

Os cientistas concluíram que a intercalação tem utilidade maior em aprendizados envolvendo movimentos físicos e tarefas cognitivas (como ciências exatas).

O principal benefício da intercalação, como já havíamos observado, é fazer com que a pessoa consiga manter-se mais tempo estudando.

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Realizar testes práticos sobre o que você está estudando é uma das duas melhores maneiras de aprendizagem. A pesquisa científica mostrou que realizar testes práticos é até duas vezes mais eficiente do que outras técnicas.

No caso específico de concursos públicos, a recomendação é fazer toneladas de exercícios de provas anteriores. Não apenas do cargo para o qual você está estudando, mas qualquer tipo de questão que encontrar pela frente.

Como já recomendamos anteriormente, a maneira mais fácil de realizar testes é utilizando sistemas específicos para isso, como o site Questões de Concursos.

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A prática distribuída consiste em distribuir o estudo ao longo do tempo, em vez de concentrar toda a aprendizagem em um bloco só (a.k.a. na véspera da prova).

Pesquisas mostram que o tempo ótimo de distribuição das sessões de estudo é de 10% a 20% do período que o conteúdo precisa ser lembrado. Por essa conta, se você quer lembrar algo por cinco anos, você deve espaçar seu aprendizado a cada seis meses. Se quer lembrar por uma semana, deve estudar uma vez por dia.

A prática distribuída também pode ser interpretada como a distribuição do estudo em pequenos períodos ao longo do dia, intervalando com períodos de descanso. Por exemplo, uma hora de manhã, uma hora à tarde e outra hora à noite.

Essa é exatamente a teoria de Tony Schwartz aplicada em técnicas de timebox como a Pomodoro Technique.

Fontes: Big Think e mude.nu (tradução)

Vejam só que coisa curiosa. Algum tempo atrás publiquei um post sobre as virtudes de se fazer resumos como uma excelente técnica de aprendizagem. Vamos conferir o texto:

Fazer resumos é a maneira mais eficiente de entender um livro, aponta estudo

Uma hora ou outra, você terá que ler um livro na escola ou para sua faculdade. Depois, é provável que você tenha de fazer uma prova sobre ele. Então, você tem um desafio e deve se perguntar: “qual a melhor maneira de garantir que eu entendi o livro e vou saber responder a todas as questões do teste?”. Pesquisas mostram que você não deve exagerar na leitura. Entenda.

Na verdade, o que você deve fazer é evitar ler muitas vezes o mesmo conteúdo. Ao invés disso, é recomendado uma única leitura e, depois, escrever um resumo, segundo o livro The Little Book of Talent: 52 Tips for Improving Your Skills, pertencente ao autor mais bem-vendido do The New York Times, Daniel Coyle.

As pesquisas mostram que as pessoas que escreveram um resumo lembram 50% mais do que aquelas que leram o livro muitas vezes. Isso acontece porque, para aprender, não se pode permanecer “apático”. A leitura é um processo passivo, você só deixa as palavras entrarem no seu cérebro. Para fixar, de fato, um conteúdo é necessário transformar o processo da leitura em algo ativo. Portanto, é preciso transformar o conteúdo em algo concreto, como um resumo, uma resenha, etc.

A produção de algo após a leitura força você a descobrir os pontos-chaves da trama, processar e organizar essas ideias no seu cérebro para que elas façam sentido. Escrevendo, você aumenta o alcance da leitura e, portanto, aprende mais.

Fonte: Universia Brasil

O texto As 10 melhores técnicas de estudo, segundo a ciência aponta que fazer resumos seria uma técnica de “baixa eficiência”, o que me causou estranheza, pois acho que fazer resumos é altamente eficiente, tal como mostra a matéria acima.

Um resumo, quando feito de cabeça, evoca a informação com a qual o estudante antes tomou contato e mostra o que ficou fixado, não só reforçando a fixação como mostrando também, após se fazer uma comparação, as informações não relembradas, delimitando então aquilo que precisa ser re-abordado. Curiosamente o texto afirma que “O estudo mostrou que os resumos são úteis para provas escritas, mas não para provas objetivas.

Como se faz a distinção da qualidade do estudo em razão do tipo distintos de prova? A busca pela informação não seria a mesma, excetuando, claro, a forma como o conhecimento será demonstrado (ou marcando um X ou escrevendo).

Confusa essa observação. Vou ler o texto original para entender exatamente o sentido dessa aparente dicotomia.

De toda forma, o estudo aponta duas técnicas como sendo as principais, tal como representado no gráfico do texto no original:

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Uma delas você tem muita familiaridade: a resolução de exercícios. Sempre estimulamos o processo de resolução de exercícios como um sistema importantíssimo para a fixação do conteúdo.

Como metodologia de estudo para o Exame de Ordem sempre sugeria a contida no texto abaixo:

1 – Leitura da doutrina (específica para o Exame) ou acompanhamento de uma aula acompanhado da leitura SIMULTÂNEA ou logo POSTERIOR da legislação correlata na medida da evolução da leitura ou aula. Aqui o candidato estabelece os vínculos entre os conceitos, as teorias e a norma;

2 - Elaboração pequenos resumos ao término de cada tópico do livro que está sendo estudado. A elaboração de resumos, feitos DE CABEÇA, não só ajuda a delimitar o que não foi apreendido com a leitura inicial como é uma importantíssima etapa de fixação do conteúdo. Se você lembra, o conteúdo, ao menos naquele momento está fixado; (eficiência baixa, de acordo com o texto, para provas objetivas, eficiência alta, para provas subjetivas. Controverso!)

3 – Revisão do conteúdo estudado dentro de um período em específico, de preferência, como estamos em uma reta final, logo após esgotar a doutrina da disciplina escolhida. Essa medida atende à preocupação em se avançar no estudo do conteúdo sem perder a informações previamente estudadas. Ou seja, avançar nos estudos sem esquecer o que ficou para trás. É uma ação basilar.

Todo estudante almeja a chamada “memória profunda”, ou a fixação definitiva de uma informação em sua memória. Tal processo não acontece por milagre, uso de técnicas mirabolantes ou sistemas mágicos. É preciso ler, compreender, reforçar o conteúdo e disponibilizá-lo com constância, seja dando aulas (para si mesmo até), elaborando resumos sem efetuar nenhuma consulta ou resolvendo exercícios.

A revisão tem o fito de evocar um conteúdo anteriormente estudado e reforçar a fixação deste no cérebro.

4 – A resolução de exercícios é a última etapa desse processo, e ela é FUNDAMENTAL. Primeiro porque ela se enquadra como um processo ao mesmo tempo de revisão do conteúdo, de desafio ao raciocínio, em razão da adaptação do conhecimento a um problema hipotético, ajudando no desembaraço mental, como também representa uma etapa de adaptação ao sistema de enunciado da banca, e tal adaptação é VITAL! (eficiência alta)

Notem que o processo de estudo não pode ser trabalhado de forma estanque - Você deve se inteirar da doutrina, confrontá-la com a lei, elaborar resumos e resolver exercícios. Essas etapas, distintas entre si, mas consideradas como um processo global, certamente produzirão ótimos resultados como método de aprendizagem.

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Vamos partir da premissa que estudos científicos têm consistência, mas não podem ser tomados como verdades absolutas. Isso não implica dizer que uma metodologia de estudo, tal como a que eu sugiro, não possa ser reformulada em nome da busca de uma maior eficiência.

O importante é ter em mente que também existem estilos de aprendizagem e cada estudante pode ter facilidade com um determinado sistema que não seria tão útil para um outro estudante. A grosso modo poderíamos dizer que cada sapato tem sua meia, a depender de uma série de fatores de ordem pessoal.

Mas de posse dessas informações, vocês poderiam (e eu vou!) fazer testes pessoais sobre o que mais produz efeitos para cada um. Os benefícios de se estabelecer um processo avaliativo do conjunto de técnicas de estudo mais eficientes seria imenso, pois o candidato, com base em uma experiência empírica e pessoal poderia encontrar para si a fórmula do bom estudo, e tirar vantagem disto para o resto da vida!

Isso não teria preço.

O professor Rogério Neiva escreveu um texto interessante exatamente sobre as particulares de estudo segundo o perfil do estudante, tal como reproduzo para vocês agora:

Os Estilos de Aprendizagem e o Estudo para Concursos

Se você está se preparando ou vai se preparar para um concurso público ou exame, qual é o seu estilo de aprendizagem predominante? Qual a forma mais eficiente e adequada para desenvolver seus estudos?

Pois bem, estas perguntas envolvem um aspecto fundamental à preparação. Muitos candidatos não contam com a devida clareza quanto aos possíveis estilos de aprendizagem, bem como quanto aos que devam ser os mais adequados e eficientes para si.

A compreensão do presente tema exige a consideração de algumas premissas fundamentais. A primeira é que, conforme venho reiteradamente sustentando, a preparação deve ser pensada no plano estratégico e tático, sendo que o primeiro envolve a definição de aspectos estratégicos e decisórios fundamentais para a estruturação do planejamento da preparação, como o objetivo (cargo ou cargos pretendidos) e o programa (matérias e conteúdos), ao passo que o segundo (aspectos táticos) envolve os meios e caminhos voltados à implementação do plano de estudos, como por exemplo as fontes e técnicas de estudo.

Portanto, a preocupação com as técnicas de estudo e os estilos de aprendizagem se situam no campo tático.

Conforme as definições da neurociência, o conhecimento consiste em redes neurais que são desenvolvidas e podem ser acionadas. Considerando tais mecanismos neurobiológicos, aaprendizagem, juntamente com a linguagem, consiste numa função cognitiva secundária, ao passo que a memória, como também a atenção, consistem em funções cognitivas primárias. (PANTANO, Telma. Neurociência aplicada à aprendizagem. São Paulo: Pulso, 2009, pág 23). Estes elementos coordenados é que vão permitir que tenhamos a disponibilidade da informação no momento da prova.

Daí a importância da preocupação com os estilos de aprendizagem, pois estes guardam relação com a forma como as redes neurais que determinam a apropriação do conhecimento serão acionadas. Conceitualmente, segundo as construções da psicopedagogia, temos quatro possíveis estilos de aprendizagem, quais sejam: reflexivo, teórico, ativo e pragmático. (PORTILHO, Elise. Como se aprende. Rio de Janeiro: Wak, pag. 101)

Cada candidato, de forma mais pura ou mais híbrida, irá se enquadrar nestes estilos. Por outro lado, cada técnica ou modalidade de estudo adotada tende a estar mais ou menos de acordo com os referidos estilos.

No livro de minha autoria sobre a metapreparação para concursos públicos (Como se Preparar para Concursos com Alto rendimento, clique neste link para mais informações), trabalho e desenvolvo quatro técnicas de estudos que podem ser agregadas ao estudo bibliográfico, as quais correspondem às seguintes: sublinhar textos, elaboração de esquemas, elaboração de mapas mentais e elaboração de resumos. Cada uma destas técnicas, considerando o nível de mobiblização de estruturas cognitivas envolvidas, tende a proporcionar um determinado nível de eficiência no processo de apropriação da informação.

Assim, a eficiência do estudo é influenciada pelo estilo de aprendizagem do candidato e a relação que cada técnica guarda com o estilo de aprendizagem correspondente. Dessa maneira, entendo que subsistem as seguintes relações entre técnicas de estudo e estilos de aprendizagem:

- o estilo reflexivo se relaciona com a técnica de sublinhar textos;
- o estilo teórico se relaciona com a técnica de elaboração de resumos;
- o estilo ativo se relaciona com a técnica de elaboração de mapas mentais;
- o estilo pragmático se relaciona com a técnica de organização de esquemas.

Diante de todas estas considerações, pensando a preparação de forma estratégica e tática, naturalmente e logicamente na perspectiva de busca de eficiência e otimização dos esforços empreendidos, o candidato precisa avaliar ao menos dois aspectos fundamentais.

O primeiro consiste na verificação, a partir de uma avaliação pessoal e subjetiva, do seu estilo de aprendizagem, de modo a buscar a técnica que entenda mais adequada.

O segundo consiste nas suas condições de preparação. Ou seja, pode ser que, considerando o tempo que a elaboração de resumos tende a demandar, não seja viável a conclusão do plano de estudos até a data da prova adotando a referida técnica. Neste sentido, o SISTEMA TUCTOR pode proporcionar uma relevante contribuição, por meio da ferramenta que indica estimativas de conclusão do planejamento da preparação, considerando as variáveis e informações inseridas pelo candidato-usuário. E com isto, pode considerar não apenas o seu estilo de aprendizagem, mas também a viabilidade da execução e conclusão do plano estabelecido.

Dessa forma, desenvolvendo as reflexões propostas e adotando as atitudes mais adequadas em termos de caminhos de aprendizagem, o candidato estará tomando iniciativas fundamentais para uma preparação estratégica, eficiente e racional. E assim, também estará dando passos importantes na busca da visualização do seu nome na lista de aprovados.

Fonte: Blog do professor Rogério Neiva

Como você podem ver, não é um tema simples, e ele trata da delimitação de competência e técnicas fundamentais para quem tem o estudo como instrumento para crescer na vida. Ou seja, todos vocês têm interesse nisso.

Reflitam bem sobre as melhores técnicas.